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Rancho Folclórico “Os Ceifeiros” de Cantelães
Folclore em Vieira do Minho

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região etnográfica: Minho (Baixo Minho)
  • Distrito: Braga
Rancho Folclórico “Os Ceifeiros” de Cantelães

O Rancho Folclórico “Os Ceifeiros” de Cantelães foi fundado em 1961. Nasceu de uma forma verdadeiramente tradicional, aquando de uma celebração popular, na festa da inauguração do caminho para o Santuário da Senhora da Fé. Um grupo de pessoas juntou-se, improvisando descontraidamente alguns temas tradicionais.

Inicialmente, os trajes utilizados pelos fundadores do grupo eram típicos da zona do Alto Minho, mais precisamente da região de Viana do Castelo.

Após algum tempo, e com a colaboração da Casa de Quartas, o rancho conseguiu obter trajes representativos do concelho de Vieira do Minho, dignos de nota, por se tratar de cópias fieis de originais, entretanto recolhidos: traje de homem com fole, de mulher a fiar na roca, de meninos ricos, domingueiros e de campo.

As suas danças tradicionais são: Malhão Batido, Chula Corrida, Ceifeira, Vira Descontrolado, Ferreiro, Vira de Cruz, entre outras.

As suas atuações estendem-se de norte a sul do país, e ao estrangeiro.

Rancho Folclórico “Os Ceifeiros” de Cantelães

Rancho Folclórico “Os Ceifeiros” de Cantelães

Músicos de Vieira do Minho

Figuras musicais relevantes no Concelho

  • Filipa Torres
  • Sérgio Pires (clarinete)
  • Joel Cardoso (clarinete)
  • Patrícia Pires (flauta transversal)
Joel Cardoso

Natural de Vieira do Minho, Joel Duarte Alves Cardoso nasceu em 14 de dezembro de 1997.

Começou os estudos musicais na Banda Filarmónica de Vilarchão aos 9 anos e em 2007 ingressou em regime articulado na Academia de Música Valentim Moreira de Sá na classe de Domingos Castro. No semestre de verão de 2016/2017 e Inverno de 2017/2018 foi selecionado para o programa ERASMUS na Staatliche Hochschule für Musik Trossingen na classe do professor Chen Halevi. Nesta escola teve oportunidade de estudar clarinete histórico com Janis Tretjuks, Linde Brunmayr-Tutz e Eric Hoeprich.

Concluiu a licenciatura em performance na Classe de Clarinete de Vítor Matos.

Encontra-se a finalizar o mestrado em performance no Conservatorio della Svizzera italiana com os professores François Benda e Jordi Pons graças a uma bolsa de estudos da Fundação Calouste Gulbenkian.

Foi laureado no Concurso luso-espanhol de Fafe em 2009, Concurso “Terras de la Salette” em 2012 e 2018, Concurso internacional Marco Fiorindo (Itália) em 2012, 43° Certamen Internacional de Bandas de Música Villa de Altea (Espanha) em 2016 e Vencedor da Bolsa de Estudo da Yamaha Music Foundation of Europe 2017/2018, Thailand International Clarinet Competition 2021, Online competition Fundacja Life and Art in Kraków 2021(Polonia), III Concurso internacional de clarinete 2021(Perù), Iscart International Music Competition 2020(Suíça) e nomeado como Joven Artista Clariperu 2021.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Filipa Torres

Filipa Torres, de Vieira do Minho

Filipa Torres, de Vieira do Minho

Joel Cardoso

Joel Cardoso, clarinete, de Vieira do Minho, Zermatt Music Festival & Academy/Aline Fournier

Joel Cardoso, clarinete, de Vieira do Minho, Zermatt Music Festival & Academy/Aline Fournier

Sérgio Pires

Patrícia Pires, clarinete, de Vieira do Minho

Sérgio Pires, clarinete, de Vieira do Minho

Patrícia Pires

Patrícia Pires, flautista, de Vieira do Minho

Patrícia Pires, flautista, de Vieira do Minho

Fontes: A informação sobre Filipa Torres, Sérgio Pires e Patrícia Pires foi fornecida por Joel Cardoso.

Sociedade Filarmónica de Vilarchão, de Vieira do Minho
Filarmónicas de Vieira do Minho

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Sociedade Filarmónica de Vieira do Minho

A origem da Sociedade Filarmónica de Vieira do Minho terá ocorrido na freguesia do Mosteiro em 1898. Divergências no seio da banda de Vilarchão levaram a que o seu regente, Professor Reis e alguns dos seus músicos (em grande parte oriundos do Mosteiro) tivessem saído e formado a banda no Mosteiro, denominada por Música Velha.

Por volta do ano de 1918, alguns músicos sairam e formaram uma nova Banda (Música Nova) no lugar de Brancelhe, atual sede do concelho de Vieira do Minho. Testemunhos dão conta que esta transferência se deveu uma vez mais, a divergências entre os músicos, mas também a desentendimentos políticos ocorridos na época (Republicanos contra Monárquicos). A Sociedade Filarmónica de Vieira do Minho é composta por 50 músicos, dirigida pelo maestro Domingos José Campos Cardoso. Conta com uma escola de música, na qual dois professores ensinam a arte musical a cerca de 24 alunos, com o apoio da Academia de Música do Alto Ave, fundada em 2008, pelo Município de Vieira do Minho.

Sociedade Filarmónica de Vilarchão

Segundo relatos transmitidos de pais para filhos, por volta do ano de 1830, um padre da casa de Portela de Baixo, com outros clérigos, nomeadamente o padre da casa da Portela de Cima, o padre da casa de Novais, um padre da Pereira, e um carpinteiro, conhecido pelo apelido de “Vigário”, organizaram uma orquestra de capela (música) para solenizarem os atos de culto na igreja, em dias de festa, nos serviços fúnebres e outros serviços religiosos.

Com a ida do Professor Reis, de Salvador (Touvedo), Ponte da Barca, para a escola de Vilar Chão, a orquestra tomou novo rumo. O professor começou a ensinar novos músicos e a primitiva orquestra transformou-se em Banda de Música, com cerca de vinte músicos. A orquestra era composta por vozes e instrumentos de arco (violinos e violoncelos), passando depois a utilizar instrumentos de sopro e percussão (requinta, clarinete, cornetim, trompa, trombone, bombardino, contrabaixo, caixa, pratos e bombo). Por volta de 1842 surgiu um desentendimento entre o Professor Reis e alguns dos músicos, o que levou o maestro a sair da banda, conjuntamente com alguns músicos que lhe eram fiéis, indo para a freguesia de Mosteiro, onde passou a lecionar, casou e organizou uma banda de Música. A Banda de Vilar Chão enfrentou a sua primeira e grave crise, mas conseguiu sobreviver, tendo assumido a direção da Música o senhor Manuel Joaquim, da Bouça, da freguesia dos Anjos. Mais tarde, os músicos que tinham saído da Banda com o maestro Reis, regressaram à música de Vilar Chão, o que fez com que a crise, provocada pela saída desses músicos, fosse superada.

Ao longo da sua existência, a Banda Filarmónica de Vilar Chão nunca interrompeu a atividade. Conta com 45 músicos no ativo e realiza em média 20 festas por ano. Tem como atual maestro Vítor Agostinho Fernandes Alves. A Direção tem como preocupação manter o regular funcionamento da Banda e o impulsionamento da Orquestra Juvenil da Sociedade Filarmónica de Vilar Chão. Além dos serviços realizados todas as épocas, esta associação realiza concertos considerados emblemáticos e de fortalecimento da identidade da instituição, como os concertos de Natal.

A Banda tocou na Casa da Música em 2013. Em 2015, em união com a Sociedade Filarmónica de Vieira do Minho e a Filarmónica de Vila Nova de Anha, do distrito e concelho de Viana do Castelo, foi realizado um estágio, denominado “Estágio de Orquestra de Sopros & Percussão” sob a direção do maestro da Filarmónica de Vila Nova de Anha, António Ferreira. Em representação do Concelho de Vieira do Minho e do distrito de Braga, participou no 4º Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas nas Comemorações do 1º de Dezembro – Restauração da Independência Nacional, em Lisboa.

SFV

Sociedade Filarmónica de Vilarchão, de Vieira do Minho

Sociedade Filarmónica de Vilarchão, de Vieira do Minho