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Festival Maia Folk
Festivais de Música em Vila do Porto

Ciclos, encontros, temporadas e festivais de música e dança no Concelho

Festival Maia Folk

O Festival Maia Folk é um festival de música tradicional do mundo, desenvolvido pela Associação Os Amigos da Maia desde 2007. Realiza-se anualmente no Lugar da Maia, Vila do Porto, ilha de Santa Maria (Açores). Prima por ser acessível a diferentes públicos, principalmente por ser de entrada livre. Tem duração de dois dias e conta habitualmente com um workshop de danças tradicionais nos dias anteriores ao mesmo.

Além de ter um papel muito importante na animação turística da ilha, este Festival tem por meta disponibilizar a todas as pessoas os projetos de vários artistas do mundo folk, de forma a promover e divulgar a arte, a cultura e a identidade da nossa região e do mundo. Assim, este Festival combina o contacto privilegiado com a música tradicional com o esplendor que o lugar da Maia tem para oferecer.

Deste modo, a atual Associação pretende não só melhorar a qualidade que este Festival tem oferecido mas também abranger o público numa lógica intergeracional, através da divulgação de sons mais tradicionais (que se mantêm mais ligados às raízes ancestrais das suas culturas), como sonoridades mais contemporâneas (que misturam os sons tradicionais com os mais modernos).

Festival Maia Folk

Festival Maia Folk

Maré de Agosto

Sítio: www.maredeagosto.com

A Associação Cultural Maré de Agosto constituiu-se formalmente em 1987. O festival teve a sua origem quando um grupo de artistas açorianos resolveu promover um encontro de músicos na ilha. Feitos os contactos, juntaram-se alguns dos mais representativos músicos dos Açores na pequena ilha de Santa Maria.

As primeiras edições realizaram-se em vários palcos espalhados pela ilha. A ideia cresceu e a partir de 1986 estipulou-se um local definitivo onde se pudessem reunir outras condições para a realização da festa. O festival ficou assim sedeado na Baia da Praia Formosa a escassos 20 metros do mar, cenário considerado por muitos de “mágico”.

Nesse ano surgiu outra inovação. A vontade de aprender, trocar experiências e conviver falava mais alto, e foi assim, que se começou a trazer a Santa Maria grupos oriundos de outras paragens (Continente Português, Estados Unidos, Africa, Brasil entre outros).

Com um crescimento tão rápido e com uma ambição enorme, havia que oficializar o evento. Surgiu assim, oficialmente em 1987, a A.C.M.A. – Associação Cultural Maré de Agosto. A sua principal atividade é a realização anual do Festival Internacional de Música Maré de Agosto. Contudo, a sua atividade não se resume à organização desse festival, realizando também, vários eventos em quase todas as áreas das Artes.

O Festival já produziu em Santa Maria mais de 400 espetáculos, proporcionados por mais de 250 grupos diferentes e cerca de 2000 músicos, incluindo nomes como Mariza, Rui Veloso, Madredeus, Trovante, Sérgio Godinho, Carlos do Carmo, José Mário Branco, Fausto, Carlos Paredes, GNR, Xutos & Pontapés, Rão Kyao, Júlio Pereira, Maria João, Mário Laginha, Carminho, e notáveis músicos estrangeiros.

Maré de Agosto, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria

Maré de Agosto, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almagreira
Folclore em Vila do Porto

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região Autónoma dos Açores
  • Ilha: Santa Maria

02 grupos

  • Grupo Folclórico da Casa do Povo de Santo Espírito
  • Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almagreira
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almagreira

A Casa do Povo de Almagreira foi fundada a 6 de outubro de 1966 e possui um grupo folclórico, desde 1990. O Rancho Folclórico da Casa do Povo é composto por cerca de 40 elementos que se reúnem semanalmente para ensaiar.

A sua existência assume um importante papel na dinamização da freguesia, principalmente junto da população mais jovem. Este grupo que mantém uma forte atividade a sua fundação, junta no seu currículo atuações não só nos vários pontos da ilha, como noutras ilhas açorianas, e no continente português. Na ilha é presença habitual nas festividades locais, bem como na animação de receções organizadas às diversas individualidades que nela fazem escala ou que a visitam oficialmente.

Desde a sua fundação, o Rancho tem-se dedicado à recolha de músicas, danças e trajes tradicionais, com o objetivo de preservar e divulgar os costumes da Freguesia.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almagreira

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almagreira

Banda Recreio Espirituense, de Vila do Porto
Filarmónicas de Vila do Porto

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Recreio Espirituense

A Banda Recreio Espirituense, fundada no ano de 1923 pelo pároco da freguesia de Santo Espírito, Pe. Joaquim de Chaves, teve como designação primeira – Sociedade Musical Espirituense. Em atividade, esta é a única Banda existente na ilha de Santa Maria, tendo um papel relevante nas festas paroquiais da mesma, abrilhantando procissões e arraias.

Possui fardamento próprio e o instrumental divide-se por algum adquirido pela mesma e outro cedido a título precário pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais (D.R.A.C.). A BRE é constituída por aproximadamente 40 músicos e 4 porta-bandeiras, sendo os executantes, na maioria, jovens abaixo dos 20 anos. Mantém a escola de música a funcionar de Outubro/Novembro a Junho/Julho com número variável de formandos, sob a tutela de Aldeberto José Loura Chaves e João Bairos.

A escola de música situa-se em edifício próprio cedido pela Câmara Municipal de Vila do Porto. A Banda tem a sua sede no Largo Pe. José Maria Amaral, s/nº, freguesia de Santo Espírito, em edifício cedido pela paróquia. A nível ilha, a sua atividade pauta-se pelo acompanhamento de todas as iniciativas para as quais é frequentemente solicitada, estando presente anualmente em mais de 20 tocatas. Em 1996 efetuou uma deslocação à Vila da Povoação, na vizinha ilha de S. Miguel. Em 1997, deslocou-se aos Estados da América e Canadá, onde abrilhantou os festejos do Espírito Santo em Hudson, Providence e Saugus, como também, a festa de Fátima em Cambridge província de Ontário no Canadá.

Em 1998 obteve a Declaração de Utilidade Pública. No mesmo ano comemorou as Bodas de Diamante, promovendo diversos festejos alusivos à data, como também, a colocação de uma lápide no cemitério local em memória de músicos e colaboradores falecidos, e o lançamento da Medalha comemorativa dos seus 75 anos. Ainda em 1998, aquando das festas do concelho, por deliberação da Câmara Municipal de Vila do Porto foi homenageada pelos relevantes serviços prestados a nível da animação musical e recreativa. Em 1999, durante a Presidência aberta do Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio saudou-o em boas vindas. Em 1999, esteve presente na inauguração do Centro de Controlo Oceânico de Santa Maria (NAV 2).

BRE

Banda Recreio Espirituense, de Vila do Porto

Banda Recreio Espirituense, de Vila do PortoBanda Recreio Espirituense, de Vila do Porto

Igreja do convento de São Francisco
Vila do Porto [1]

[ Ilha de Santa Maria ]

Igreja do Convento de São Francisco

[ de Nossa Senhora da Vitória ]

Igreja do convento de São Francisco

Igreja do convento de São Francisco

O Convento de São Francisco de Vila do Porto é constituído, da esquerda para a direita da fachada principal, pela parte conventual (organizada em torno de um claustro de planta quadrangular), pela torre sineira (edificada sobre a portaria do convento), pela Igreja de Nossa Senhora da Vitória e pela Capela dos Terceiros. Adossada à fachada lateral direita da igreja encontra-se, além da Capela dos Terceiros, uma sucessão de volumes construídos que inclui uma capela lateral que abre para a nave da Igreja de Nossa Senhora da Vitória (Capela de Santo António) e a Capela do Santo Sepulcro que abria para a respetiva capela-mor. A parte conventual ergue-se em dois pavimentos. As galerias do piso inferior do claustro são recobertas com abóbadas de arestas e abrem-se para o pátio, em cada um dos lados, através de quatro arcos abatidos apoiados em pilares de secção quadrada, excecionalmente baixos e largos, com plintos, bases e capitéis salientes. No pavimento superior, fechado, há uma janela de peito a eixo de cada um dos arcos do piso térreo (todas aparentam ter sido de sacada). As galerias deste pavimento são recobertas por abóbadas de berço que se cruzam nos ângulos formando arestas. No pátio existem algumas espécies arbóreas e uma cisterna descentrada, com a data de 1680 num dos lados. A torre sineira, de planta quadrangular, divide-se internamente em três pavimentos. No térreo, correspondente à portaria, apresenta um vão com arco de volta perfeita sobre impostas. No pavimento intermédio abre-se um vão com verga curva, encimada por cornija, cujas ombreiras se prolongam até às faixas separadoras dos pisos. O pavimento superior tem dois vãos, com sinos, rematados em arcos de volta perfeita sobre impostas. É encimado por faixa, cornija e balaustrada com pináculos.

Fonte: Wikipédia

Possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira n.º 6, construído em 1867