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Busto do padre compositor Manuel Faria

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho de Vila Nova de Famalicão

São Miguel de Seide

Busto do Pe. Manuel Faria

Busto do padre compositor Manuel Faria

Busto do padre compositor Manuel Faria

O padre e compositor Manuel Ferreira de Faria nasceu em São Miguel de Seide, a 18 de novembro de 1916, e morreu no Porto, a 5 de julho de 1983.

Foi ordenado padre em 1939 e nomeado cónego da de Braga em 1966. Formou-se em Roma, no Pontifício Instituto de Música Sacra com licenciatura em Canto Gregoriano em 1942. Obteve também o título de Maestro em Composição no Conservatório Nacional de Lisboa. Compôs música sacra, profana, coral, pianística e sinfónica, num total de mais de 550 composições (entre trabalhos originais e arranjos). A sua obra mais conhecida é o Avé de Fátima. Entre 1976 e 1981 fez na Rádio Renascença o programa semanal “Ao encontro da grande música”.

Luís Magalhães, pianista, de Vila Nova de Famalicão
Músicos naturais do Concelho de Vila Nova de Famalicão

O Musorbis, em desenvolvimento, tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical do Concelho.

Helena Pereira sugeriu Teresa Correia (viola d’arco), Sara Veloso (violino), Flávio Azevedo (violino).

Adriana Oliveira

Adriana Oliveira, saxofonista, de Vila Nova de Famalicão

Adriana Oliveira, saxofonista, de Vila Nova de Famalicão

 

Alexandra Silva

Alexandra Silva, violino, de Vila Nova de Famalicão

Alexandra Silva, violino, de Vila Nova de Famalicão

Helena Pereira

Helena Pereira, violinista, de Vila Nova de Famalicão

Helena Pereira, violinista, de Vila Nova de Famalicão

Luís Magalhães

Luís Magalhães, pianista, de Vila Nova de Famalicão

Luís Magalhães, pianista, de Vila Nova de Famalicão

Adriana Oliveira

Adriana Oliveira, saxofonista, é natural de Vila Nova de Famalicão. Iniciou os estudos musicais aos 10 anos, na classe de saxofone Fernando Ferreira, no Centro de Cultura Musical (CCM) onde completou o 8ºgrau do ensino articulado. No ano letivo 2013/2014, ingressou no curso de Saxofone Clássico na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE), na classe dos professores Henk van Twillert, Fernando Ramos e Gilberto Bernardes. Em 2016 concluiu com excelência nesta instituição a licenciatura e em 2019 o mestrado.

Com o ensemble da classe de saxofone “Vento do Norte” da ESMAE, venceu em 2014 o Concurso Internacional para Ensemble em Chieri, Itália. Ainda com “Ventos do Norte” teve oportunidade de se apresentar em vários palcos nacionais e internacionais. Percorreu países como Holanda, Bélgica, França e Itália e também o continente americano, nomeadamente Nova Iorque, Boston, Rochester e Nova Jérsia. Apresentou-se ainda nas ilhas Curaçao, Bonaire e Aruba nos Países Baixos Caribenhos. Em 2019 gravou com este mesmo grupo o CD “Toot your Roots”. Ao longo do seu percurso na ESMAE, teve oportunidade de fazer parte do coro assim como da orquestra jazz, com a qual atuou várias vezes, nomeadamente no Coliseu do Porto e no Festival Jazz de Guimarães de 2015. Frequentou classes de aperfeiçoamento com saxofonistas de grande renome como João Pedro Silva, João Figueiredo, Marie Bernadette, Claude Delangle, Joe Murphy, Christian Wirth, Christophe Grèzes, Filipe Belijar, Tomas Munera, entre outros.

Fora do contexto escolar, fez parte de diversos grupos ligados à música pop, entre eles “Cão Voador” e “Medusa” com quem gravou em 2019 o vídeo clip “Acordado”. Colabora ainda frequentemente com diferentes bandas filarmónicas no Norte do país, encontrando-se de momento como efetiva na Banda Filarmónica da Trofa com quem gravou em 2019 o CD “Ponte Pêncil”. Paralelamente a estes projetos e ao percurso académico, deu aulas de saxofone em diversas escolas a alunos de todas as faixas etárias, nomeadamente na Escola de Música da Banda de Oliveira, Barcelos, na Escola Cooperativa de Vale S. Cosme – Didáxis, Escola de Música e Artes da Trofa”, Escola de Música da Banda de Famalicão e na Casa da Cultura de Fradelos. Atualmente é professora e maestrina na Fundação Saxomania em Bonaire, Países Baixos.

Helena Pereira

A violinista Helena da Costa Pereira nasceu em 1983 em Vila Nova de Famalicão. Em 1995 iniciou o estudo de Violino na Escola Profissional e Artística do Vale do Ave – ARTAVE. No ano de 2001 foi admitida na Academia Nacional Superior de Orquestra na classe de Du Xuan Du. Em 2005 terminou a Licenciatura com Agnes Sarosi.

Trabalhou Música de Câmara com os professores Jaroslav Mikus, Zóltan Santa, Alberto Gaio Lima, Rute Azevedo, Diana Tzonkova, Agnes Sarosi e Paul Wakabayashi. Participou em cursos de aperfeiçoamento orientados por violinistas conceituados como Aníbal Lima, Alexei Michline, Boris Kuniev, Joyce Tan e Gerardo Ribeiro. Na área da pedagogia fez “Pedagogia de Método Suzuki” orientado por Marc Gunderman e Pedagogia do Instrumento com Gwendolyn Masin.

Colabora como reforço em várias orquestras como a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra de Câmara Portuguesa e a Orquestra de Câmara de Almada. Trabalhou com os maestros Michael Zilm, Lawrence Foster, Omri Adari, Simone Young, Roberto Tibiriçá, Juan Trillo, Manuel Ivo Cruz, Fernando Lapa, Ernest Schelle, Christophe Millet, Marc Schuster, Osvaldo Ferreira, Jose Cura, Antonio Vitorino D`Almeida, Jean-Marc Burfin, Rui Massena, Joana Carneiro, entre outros. Lecionou classes de violino no Conservatório de Música da Metropolitana, Academia de Música de Óbidos e Conservatório de Música de Mafra. Tem sido convidada a lecionar naipe em Workshops de Orquestra, uma iniciativa direcionada para os jovens músicos com destaque na aprendizagem e desenvolvimento de competências no âmbito da experiência orquestral. Em 2015 concluiu o Mestrado Profissionalizante em Ensino da Música na Escola Superior de Música de Lisboa.

FOI NOTÍCIA

Em 2016, o Blogue do Minho noticiou que a arquidiocese de Braga e os municípios de Vila Nova de Famalicão e Braga promoveriam a 18 e 19 de novembro de 2016, uma homenagem pública aos sacerdotes e compositores famalicenses Manuel Faria e Benjamim Salgado no âmbito das comemorações do centenário do seu nascimento, que decorreram desde o início deste ano. A homenagem arrancou na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, com o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, os autarcas Paulo Cunha e Ricardo Rio e o presidente da administração da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro. Caberia a Boaventura Faria (sobrinho e afilhado de Manuel Faria) e ao Padre António Azevedo Oliveira fazer a apresentação do Padre Manuel Faria, enquanto Manuela Salgado (sobrinha de Benjamim Salgado) e Agostinho Fernandes fariam a apresentação do Padre Benjamim Salgado.

Seguir-se-ia a apresentação de dois livros dedicados aos sacerdotes famalicenses. Em Seide S. Miguel foi celebrada uma Missa Solene Comemorativa, com uma deposição de Coroa de Flores junto ao busto de Manuel Faria. Decorreu no mesmo local o VII Encontro de coros, com organização da Associação Cultural Manuel Faria e Grupo Coral de Seide S. Miguel. Em Braga, no auditório Vita repete-se o programa com a exceção da Missa e do Encontro de Coros. As comemorações encerrariam com um concerto na Capela Imaculada, no Seminário Menor.

Aquando da apresentação do programa comemorativo, em janeiro de 2016, Paulo Cunha afirmou que esta homenagem aos sacerdotes famalicenses “não pretende ser um simples exercício de memória”, antes, “a valorização da exemplaridade incontestada destas duas personagens que deixaram um legado cultural forte e influenciaram positivamente tantas instituições da região”.

“Estamos perante duas personalidades que deixaram um legado riquíssimo, que puseram todo o seu conhecimento ao serviço da sociedade. Ao sublinharmos o seu mérito queremos manter vivas as suas criações, também como estimulo para investirmos nas nossas qualidades”, acrescentou, na altura, o autarca famalicense.

Pe. Benjamim Salgado, compositor, natural de Joane

Pe. Benjamim Salgado, compositor, natural de Joane

Benjamim Salgado nasceu na freguesia de Joane em 1916.

Ao longo da sua vida, foram múltiplas as atividades em que se desdobrou, desde o ensino, não apenas da música, mas também do português; à fundação e direção de coros e orfeões; ao jornalismo, tendo sido diretor do Correio do Minho; à política, enquanto Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, entre 1965 e 1969. Foi diretor da Casa de Camilo e diretor artístico da Fundação Cupertino de Miranda. Ainda na área da cultura, Benjamim Salgado foi o responsável pelo enriquecimento da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco com as doações valorosíssimas das bibliotecas particulares de Nuno Simões e de Vasco de Carvalho.

Seide São Miguel, em 1916, foi a freguesia que viu nascer o Padre Manuel Faria.

Pe. Manuel Faria, compositor natural de Seide

Pe. Manuel Faria, compositor natural de Seide

Foi professor no Seminário de Braga, e dirigiu, entre outros, o Orfeão da Reguladora de Famalicão e o Orfeão de Braga. Fundou e dirigiu a “Nova Revista de Musica Sacra” e colaborou na Rádio Renascença, nas revistas “Theológica” e “Cenáculo” e no jornal Diário do Minho.

Em 1963 foi nomeado Cónego da de Braga. Foi agraciado postumamente, em 2 de julho de 1984, com o Grau de Comendador da Ordem de Santiago de Espada.

Fontes: Helena Pereira sugeriu os músicos Teresa Correia (viola d’arco), Sara Veloso (violino), Flávio Azevedo (violino).

Igreja Matriz de Landim

Órgãos de tubos do concelho de Vila Nova de Famalicão [5]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja Paroquial de Joane

[ Divino Salvador ]

Igreja Matriz de Joane

Igreja Paroquial de Joane

A Igreja Paroquial de Joane, na vila do mesmo nome, possui um órgão de dois manuais e pedaleira com acoplamentos construído por Paul Ott em 1965.

Enquadramento

Órgão da Igreja Paroquial de Joane

Órgão da Igreja Paroquial de JoaneMontra do órgão

Órgão da Igreja Paroquial de Joane

Órgão da Igreja Paroquial de Joane

Pedaleira

Órgão da Igreja Paroquial de Joane

Órgão da Igreja Paroquial de Joane

Igreja Paroquial de Vermoim

[ Santa Maria ]

Igreja Matriz de Ribeirão

[ Igreja Paroquial ] [ de São Mamede ]

Igreja Matriz de Ribeirão

Igreja Matriz de Ribeirão

Construída no início do século XX, a Igreja Paroquial de Ribeirão foi ampliada e restaurada em 1998.

Possui um órgão histórico da autoria de António José dos Santos, construído em 1874, restaurado em 2016 pela JMS Organaria. com a colaboração das empresas Bom Organum e JF Organpipes. Segundo a JMS Organaria, “esta intervenção recuperou a conceção organeira original, através do restabelecimento do diapasão, plano fónico e mecânica de notas e registos original daquele que foi o mais prestigiado mestre organeiro ativo no Norte de Portugal na segunda metade do século XIX, devolvendo, igualmente, ao instrumento o esplendor ornamental da sua caixa.”

Montra do órgão

Órgão da Igreja Paroquial de Ribeirão

Órgão da Igreja Paroquial de Ribeirão

Manuais

Órgão da Igreja Paroquial de Ribeirão

Órgão da Igreja Paroquial de Ribeirão

Igreja Paroquial de Telhado

Igreja Matriz de Telhado

Igreja Paroquial de Telhado

A Igreja Paroquial de Telhado possui um realejo histórico atribuído a Manuel de Sá Couto (1836) restaurado por JMS Organaria e N_Restauros em 2019.

Positivo de armário com as portadas abertas

Órgão da Igreja Paroquial de Telhado

Órgão da Igreja Paroquial de Telhado

Igreja Matriz de Landim

[ Igreja Paroquial ] [ do antigo Mosteiro de Landim ]

Igreja Matriz de Landim

Igreja Matriz de Landim

A Igreja Matriz de Landim faz parte de antigo mosteiro agostinho masculino. Tem vasta cerca e edifício de planta composta, construído nas épocas românica, maneirista, barroca e rococó, formado por igreja de planta poligonal, com endonártex, nave principal e lateral de dois tramos, capela-mor bastante profunda, também de dois tramos, e torre sineira quadrangular adossada lateralmente, à fachada principal, e antigas dependências monacais, transformadas em residência no séc. XVVIII, desenvolvidas lateralmente, com claustro retangular, adossado à fachada lateral da igreja e corpos justapostos formando grande pátio, aberto para o exterior. Do período românico conserva-se a estrutura base da igreja, nomeadamente a nave central, metade da capela-mor e a estrutura do primeiro piso do claustro. Ainda se conservam alguns arcos e capitéis medievais aplicados nas arcadas cegas da capela-mor e restos que pertenceriam às arcadas do claustro, um deles decorado com entrançados. Conserva-se ainda, a cruz pátea da empena da nave, frisos axadrezados, encaixados nas paredes da capela-mor, os contrafortes, a parte superior do portal lateral que comunicada com o claustro, e a cobertura da capela-mor. No jardim junto à fachada lateral existem três arquivoltas que pertenceriam possivelmente aos portais principal e lateral N.. Do período maneirista conserva-se a fachada principal da igreja, a torre sineira, a nave lateral, acrescentada à nave única que existia, e o claustro. A fachada principal apresenta arcada plena e tripla, de acesso ao endonártex, encimada por nichos com imagens alusivas à Ordem e junto ao remate outro nicho com imagem da padroeira. A torre sineira, austera, apresenta no coroamento gárgulas de canhão e guarda vazada, simulando balaustrada. [ Leia MAIS. ]

Tribuna e órgão

Órgão da Igreja Matriz de Landim

Órgão da Igreja Matriz de Landim

No Portal do Cidadão, Sítio Oficial do Município de Vila Nova de Famalicão, era notícia, a 22 de Março de 2005:

“A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai suportar parte dos custos da intervenção do restauro do órgão da igreja do Mosteiro de Landim. A garantia foi deixada pelo presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, durante uma visita de trabalho à igreja do Mosteiro de Landim, realizada na última quinta-feira, onde o autarca se inteirou do andamento das obras de conservação e valorização que estão a decorrer neste importante monumento histórico.

O órgão de tubos, datado do início do séc. XVIII, é de grande valor histórico e patrimonial, sendo que é também muito raro (só existe mais um na Península Ibérica). O seu estado de degradação tinha já motivado a decisão do Conselho Económico e Pastoral de Landim avançar com a realização de um referendo para avaliar a disponibilidade dos paroquianos em suportar as despesas inerentes à recuperação do órgão. No entanto, face ao anúncio do presidente da Câmara, deixa de ser necessário recorrer ao referendo, o que agradou bastante ao pároco de Landim, padre Armindo Freitas. “Depois das garantias dadas pela Câmara Municipal não faz mais sentido realizar o referendo, o que é muito bom”, assinalou.

A intervenção que deverá custar cerca de 225 mil euros, será alvo de uma candidatura a fundos do Estado, como aconselhou Armindo Costa.

De acordo com o autarca, “a Câmara não podia ficar indiferente à necessidade de restaurar e conservar um instrumento tão importante para a valorização do património histórico famalicense”.

No que respeita às obras de conservação e valorização do Mosteiro, Armindo Costa realçou “o bom andamento da empreitada”, salientando que, “das cinco fases encetadas, falta apenas concluir a que se refere ao restauro da talha, dos altares e imagens e a relacionada com os arranjos na envolvente à igreja do mosteiro”.

Acompanhado pelo pároco da freguesia, o autarca destacou “a importância da cooperação entre o Ministério da Cultura, a Câmara Municipal e a paróquia de Landim, na conclusão da empreitada”.

Enaltecendo a importância da recuperação da igreja para a valorização da freguesia de Landim, Armindo Costa não escondeu o interesse do município em ver revalorizado aquele monumento.

As obras de valorização do Mosteiro, que implicam um investimento global de 500 mil euros, deverão estar concluídas no final do ano, permitindo a salvaguarda de um dos exemplares mais ricos e emblemáticos do estilo românico de Entre-Douro e Minho, classificado como imóvel de interesse público desde 1996.”