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Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha
Folclore em Vila Real de Santo António

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Algarve
  • Distrito: Faro
Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha

O Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha está integrado na Associação Cultural de Vila Real de Santo António e está filiado no INATEL com o n.º 3.960, tendo feito a sua primeira apresentação a 21 de Setembro de 1991. Conta com uma média de 80 atuações por ano e participa em diversos festivais, encontros e inúmeros eventos culturais.

O grupo é composto por 30 a 40 elementos, entre dançarinos, músicos e figurantes, que fazem reviver o folclore do Sotavento Algarvio dos anos 1940. Bailes de Roda, Balso Pulado, Rasteiro ou Marcado, Contradança, Baile Mandado e Corridinhos são as danças que enriquecem o seu vasto reportório.

O Grupo faz as suas apresentações em palco com dois trajes diferentes, podendo assim oferecer dois tipos de espetáculos: o Traje Típico Algarvio, e um outro traje que nos remete para as profissões exercidas no concelho, pelos seus antepassados, como o da ceifeira, do pescador da manta rota, da padeira, do sapateiro, da leiteira, do feitor, do arreeiro, do salineiro, da mulher do campo.

Organiza um Festival de Folclore (no penúltimo sábado do mês de agosto) em Vila Real de Santo António, com a participação de diversos Grupos de Folclore oriundos de vários pontos do país.

Para além de ter atuado em festivais de norte a sul de Portugal participou na Expo 98 e em programas de televisão como a Praça da Alegria e o Portugal No Coração da RTP.

O Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha da Associação Cultural de Vila Real de Santo António tem um privilegiado currículo internacional com apresentações em França, Inglaterra, Suíça, Alemanha, Espanha, Dinamarca, Bélgica, Itália).

Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha

Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca resulta de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. E no Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos.

Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Real de Santo António

Filarmónicas de Vila Real de Santo António

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Real de Santo António

Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Real de Santo António nasceu em 1995, numa vontade conjunta de associação, município, músicos e maestro. Reunidas as condições básicas, deu-se início a um trabalho de formação que viria a ter a sua primeira atuação no dia 13 de maio de 1996, aquando das comemorações da fundação da cidade.

Desde então, a banda tem marcado presença em eventos culturais, sociais e religiosos, não só na própria localidade, como, também, um pouco pela região, pelo país e estrangeiro. Registam-se, ainda, participações em Festivais de Bandas e na Peregrinação Jubilar das Bandas Filarmónicas, integrada no Centenário das Aparições de Fátima (2017). É uma banda de idade e constituição essencialmente jovem.

Banda Filarmónica da ACRVRSA

Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Real de Santo António

Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Real de Santo António

Hugo Ribeiro, técnico de Som, de Vila Real de Santo António
Músicos naturais de Vila Real de Santo António

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Hugo Ribeiro, técnico de Som, de Vila Real de Santo António

Hugo Ribeiro, técnico de Som, de Vila Real de Santo António

FOI NOTÍCIA

A Agência Lusa, o Observador, o Diário de Notícias, O Público, Ionline, RTP e Correio da Manhã noticiaram a morte de Hugo Ribeiro, a 3 de dezembro de 2016.

“O técnico de som Hugo Ribeiro, que gravou alguns dos mais destacados nomes da música portuguesa como Amália Rodrigues, morreu aos 91 anos, disse à Lusa fonte próxima da família. Hugo Ribeiro trabalhou sempre nos estúdios de som da discográfica Valentim de Carvalho, tendo gravado os mais variados nomes da música portuguesa, nomeadamente Amália Rodrigues, artista por quem nutria grande admiração.

“Como Amália [Rodrigues] não há ninguém, não só pela voz e personalidade, como pelo empenho artístico”, disse o técnico de som numa entrevista à Lusa.

Hugo Ribeiro, num ciclo dedicado à fadista, organizado pela Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, em 2009, em Lisboa, revelou histórias das gravações, desde as ceias organizadas pela fadista para as sessões de gravação no Teatro Taborda, em Lisboa, como nos estúdios Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos, nos arredores da capital. Uma das histórias que contou foi a do microfone falso que colocava frente a Amália, fazendo a fadista crer que era esse que gravava a sua voz, quando era um outro mais distante que a captava, o que justificou “dada a sua força e extensão de voz”. Neste ciclo, “Amália a cantar há 70 anos”, Hugo Ribeiro contou ainda que gravou muitos dos ensaios da fadista “à socapa mas, dada a sua qualidade e interesse, foi inevitável”, disse. Amália Rodrigues em várias entrevistas salientou o trabalho de Hugo ribeiro, tendo afirmado que “em nenhuma parte do mundo gravava melhor do que em Portugal”.

Ribeiro gravou também, o álbum ‘The fabulous Marceneiro’ (1961), considerado pela crítica musical como um dos melhores álbuns de Alfredo Marceneiro.

O fadista, contou Hugo Ribeiro, levou tempo a aceitar o desafio de gravar em Paço de Arcos, justificando que “os ares eram outros”, e não os de Lisboa, mas o técnico tinha já ultrapassado o capricho do fadista que não queria gravar de dia pois “havia muita luz”. “Eu cheguei-me a ele, e pedi-lhe licença para o cachené que ele trazia sempre, e com ele tapei-lhe os olhos, e disse-lhe: ‘pronto agora já é noite, está tudo escuro’”, contou numa das muitas entrevistas que deu.

Em 2014 Hugo Ribeiro recebeu o Prémio Especial do Júri, da Fundação Amália Rodrigues. O júri, então presidido por Fernando Machado Soares, justificou a distinção referindo que em várias vezes Amália Rodrigues afirmou que “ninguém gravava melhor” a sua voz do que o Hugo Ribeiro. “Técnico de som, profissional, conhecedor, empenhado, tem o respeito de todos os que com ele trabalharam, e todos com ele desejavam gravar… Hugo Ribeiro foi o homem que trouxe até nós o som maravilhoso e único dessa voz que nos encanta, nos faz sonhar e sentir portugueses: Amália”, afirmou o júri.

Além de Amália, Hugo Ribeiro gravou um assinalável número de vozes portuguesas como Simone de Oliveira, Fernando Farinha, Max, Maria Teresa de Noronha, António Calvário, Carlos Ramos, Celeste Rodrigues, Fernanda Maria, Lucília do Carmo, Madalena Iglésias, Tony de Matos, Rui de Mascarenhas, António Variações, Paulo de Carvalho, Artur Ribeiro, Marco Paulo, entre muitos outros.