Artigos

Grupo Folclórico Lavradeiras de Parada de Gatim
Folclore em Vila Verde

Grupos Etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Minho (Baixo Minho)
  • Distrito: Braga
  • Concelho: Vila Verde

14 grupos

  • Associação Cultural e Recreativa do Rancho Folclórico de Moure
  • Grupo Folclórico de Vila Verde
  • Grupo Folclórico das Lavradeiras de Parada de Gatim
  • Rancho Folclórico de Cervães
  • Grupo Folclórico de Nossa Senhora da Pena de Carreiras S. Miguel
  • Grupo Folclórico Vale do Homem
  • Grupo Folclórico e Etnográfico do Centro Social de Pedregais
  • Grupo Folclórico Nova Esturdia dos Camponeses de Godinhaços
  • Rancho Folclórico de Marrancos
  • Rancho Folclórico de Santa Eulália de Cabanelas
  • Rancho Infantil e Juvenil da Loureira
  • Rancho Típico das Lavradeiras de Aboim da Nóbrega
  • Rancho Típico e Infantil de Vila Verde
Associação Cultural e Recreativa do Rancho Folclórico de Moure

Para angariar verbas para as obras que estavam a decorrer na igreja e residência paroquial, nos anos 1980, o pároco Padre José Barbosa Granja reuniu um grupo de pessoas da freguesia para cantar os Reis. Continuaram a trabalhar pela cultura da freguesia formando o Grupo Folclórico de Moure em 10 de Agosto de 1988.

A maioria dos componentes pertence a uma faixa etária jovem. Leva a recolha etnográfica da terra a várias regiões do país e do estrangeiro. As danças e cantares, caracterizam-se pela cor e ritmo do baixo Minho, predominantemente em viras, malhões e chulas bem representativos do passado.

Nos trajes distinguem-se o da noiva, traje por excelência do concelho, o da moleira, bem tradicional de Moure, a senhorinha de Gondomil, os domingueiros, os de feirante e os de campo já que representamos uma zona essencialmente agrícola. Os trajes dos homens apresentam-se em par com os das mulheres.

A tocata é composta por concertinas, violão, viola braguesa, ferrinhos, cavaquinhos, reco-reco, bombo e castanholas.

O grupo possui um cantador e uma cantadeira, coro e figurantes. É composto por cerca de 50 elementos.

Grupo Folclórico de Vila Verde

O Grupo Folclórico de Vila Verde foi fundado em 1958.

Tem participado em diversos e variados festivais folclóricos por todo o país, desde o Minho ao Algarve, e na Região Autónoma da Madeira, em 1999. Atuou na EXPO 98 e na Região Autónoma da Madeira em 1999. No estrangeiro, apresentou-se várias vezes em Espanha, incluindo as Ilhas Canárias – Tenerife (2002), França e Alemanha, e ainda na Áustria (1983), Itália (1984) e Eslováquia (1993).

Dentro das suas atividades de difusão e divulgação do folclore, gravou 4 discos de vinil, 1 CD de Cantares de Reis, 1 CD Reedição do disco Vinil “Música e Cantares Tradicionais de Vila Verde”, várias cassetes áudio, 1 cassete vídeo, integrado no projeto de âmbito nacional “Folclore Português”, em representação do distrito de Braga.

Atuou na RTP várias vezes. Organiza anualmente o Festival folclórico de Santo António – Luso/Espanhol e desde 2001, o Festival Folclórico InterNações, que tem proporcionado a presença em Vila Verde de povos e culturas de todo o Mundo. Tem realizado programas de Rádio, Exposições de Trajes e Instrumentos Musicais.

É sócio efetivo e fundador da Federação do folclore Português e está inscrito no INATEL. Em 1983 ao atingir 25 anos da sua existência foi agraciado com a Medalha de Mérito Municipal. É Instituição de Utilidade Pública desde 1992.

Tocata

Grupo Folclórico de Vila Verde

Grupo Folclórico de Vila Verde

Grupo Folclórico Vale do Homem

O Grupo Folclórico Vale do Homem é uma valência Centro Social do Vale do Homem, sediado em Vila Verde. O nome Vale do Homem tem que ver com o rio Homem que faz fronteira entre Vila Verde e os concelhos de Amares e de Terras do Bouro. Fundada em 2006, a instituição viu ser-lhe reconhecido o estatuto de IPSS passados dois anos, altura em que a única atividade que tinha era ainda e só o Grupo Folclórico do Vale do Homem. O rancho integra atualmente cerca de 70 elementos, entre gente da Associação e da Direção e outros associados. Além do Grupo Folclórico, tem o Grupo Coral e o Grupo de Teatro.

Grupo Folclórico Vale do Homem

Grupo Folclórico Vale do Homem

Grupo Folclórico e Etnográfico do Centro Social de Pedregais

O Grupo Folclórico e Etnográfico do Centro Social de Pedregais foi fundado em 1998. Tem participado em inúmeros festivais de folclore por todo o país. Nos anos de 2000 e 2002 atuaram em França e Espanha. Gravou cassetes e um CD com as suas músicas e cantares. É constituído por cerca de 50 elementos. Os trajes representados são de ceifeira, pastora e domingueiro. Os trajes dos homens apresentam-se em parte com os das mulheres.

Grupo Folclórico Lavradeiras de Parada de Gatim

O Grupo Folclórico das Lavradeiras de Parada de Gatim foi fundado em 1969. Com seriedade absoluta quanto a trajes, danças e cantares, além da naturalidade, alegria comunicativa a animação e entusiasmo dos seus componentes têm obtido êxito, participando nos maiores certames do folclore nacional e dando alegria às romarias. Atuou para a RTP, TV Alemã, BBC e TV Irlandesa. Gravou dois LP, nove singles e um CD. Atuou em inúmeros festivais nacionais de Folclore e no estrangeiro, na Alemanha, França, Espanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Inglaterra, Itália, Hungria e Irlanda.

Grupo Folclórico Lavradeiras de Parada de Gatim

Grupo Folclórico Lavradeiras de Parada de Gatim

Grupo Folclórico Nova Esturdia dos Camponeses de Godinhaços

O Grupo Folclórico Nova Esturdia dos Camponeses de Godinhaços foi fundado a 10 de maio de 1982, com o intuito de preservar e divulgar os usos e costumes do Concelho e da Região. Tem participado em todo o país em festivais de folclore e na Espanha. Gravou duas cassetes com alguns dos seus trabalhos.

Rancho Folclórico da Senhora da Pena – Carreiras S. Miguel

O Grupo Folclórico de Nossa Senhora da Pena de Carreiras S. Miguel foi fundado em 2000, com o objetivo da recolha, preservação e divulgação dos usos e costumes da sua terra. Os trajes representados são o Domingueiro, de Trabalho e de Noivos. Têm atuado por todo o país. Gravou um CD.

Rancho Folclórico de Cervães

O Rancho Folclórico de Cervães foi fundado em 1990, com o objetivo da recolha, defesa e divulgação dos usos e costumes da região. A iniciativa da fundação deste rancho folclórico deve-se a um grupo de homens desta freguesia que participaram numa rusga da Festa de Santo António de Vila Verde. Apresentaram a ideia aos presidentes da Casa do Povo e da Junta de Freguesia e, assim, fundaram o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Cervães. Quando formalizaram em Diário da República, mudaram o nome para a denominação atual. Gravou cassetes com as suas músicas e cantares.

Rancho Folclórico de Marrancos

Em 1982 um grupo de pessoas da freguesia fundou a Associação Recreativa e Cultural de Marrancos, com várias atividades desportivas e culturais. A vontade de formarem um grupo folclórico concretizou-se em 1983. Constituído por 55 elementos, regista numerosas atuações pelo País. Os trajes representados pelo grupo são a representação dos usados nos finais do séc. XIX e início do séc. XX. O Grupo Folclórico de Prado S. Miguel foi fundado em 1980, com o intuito da recolha, defesa e divulgação dos usos e costumes dos antepassados. Tem participado em inúmeros festivais nacionais de Folclore e em Espanha. Os trajes que os diversos elementos envergam são a representação dos usados nos finais do séc. XIX e início do séc. XX, nomeadamente, trabalho, domingueiro, noiva/noivo. As suas danças e cantares estão definidas em “Viras”, “Chulas”, Malhões ou Canas Verdes.

Rancho Folclórico de Santa Eulália de Cabanelas

O Rancho Folclórico de Santa Eulália de Cabanelas foi fundado em 1981. Os trajes que enverga eram usados nos fins do séc. XIX e inícios do séc. XX. O Rancho organiza anualmente o Festival de Folclore do Vale do Cávado onde têm estado presentes os melhores ranchos nacionais. Fez duas gravações de um vasto repertório rigorosamente recolhido na região, tendo indagado junto de pessoas idosas, para a certificação da sua autenticidade. O seu reportório é composto por danças de movimentos vivos. São danças graciosas que vão desde o famoso Vira de Cabanelas e Vira da Desgarrada, S. Bentinho, Azenhas do rio, Terreiro de Santa Ana, de Cruto ao Estirão, Chula Velha e Chula Picada, Cana Verde e Malhão da Veiga. A tocata é constituída por concertinas, violas braguesas, cavaquinho, reque-reque, bombo, ferrinhos, castanholas e flauta de cana. O Rancho é composto por cerca de 50 elementos. Tem sido um embaixador do folclore desde a sua fundação, em 1981, ao mostrar de Norte a Sul do país as suas danças e cantares em Festas e Festivais Nacionais por onde tem conquistado a simpatia e admiração de todos. Atuou em várias estações emissoras nacionais e a participou em festivais em vários países da Europa, tais como França, Alemanha e Espanha. É membro fundador da Associação de Folclore de Vila Verde. Em 2010, sendo uma instituição com mais de 20 anos de atividade ininterrupta que prestou relevantes serviços ao Concelho pela sua contribuição para a causa do Folclore e da Etnografia, como elementos identitários da nossa matriz cultural, foi condecorado com a Medalha de Mérito Municipal em Prata.

Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loureira

Em 1991, um grupo de pessoas amantes das velhas tradições, juntaram-se para cantar os Reis na freguesia.
Possuindo vontade de ir mais além, em 1995 formaram o Rancho Infantil e Juvenil da Loureira, com o intuito de ocupação dos tempos livres das crianças e jovens, aproveitando dessa forma para a recolha e divulgação dos usos e costumes dos seus antepassados. O Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loureira atuou inúmeras vezes no país e gravou uma cassete.

Rancho Típico das Lavradeiras de Aboim da Nóbrega

O Rancho Típico das Lavradeiras de Aboim da Nóbrega foi fundado no início de 1980 na freguesia de Aboim da Nóbrega. A sua primeira atuação realizou-se nesse ano, a 13 de junho, nas festas concelhias de Vila Verde. Tem percorrido Portugal com variadas participações em festas e romarias, sendo uma das mais chamativas a participação, em direto, no programa Praça da Alegria da RTP e ainda na TVI no programa Você na TVI. Conta com atuações no estrangeiro. Para além das diversas atuações, este rancho dedicou algum tempo à produção de 2 obras gravadas ao vivo, em DVD/VHS e em CD/Cassete.

Rancho Típico e Infantil de Vila Verde

O Rancho Típico e Infantil de Vila Verde foi fundado em 1996, com o objetivo de ocupar os tempos livres das crianças, bem como recolher e divulgar o património etnográfico dos antepassados. Tem atuado no país e estrangeiro, em Espanha, França e Alemanha. Atuou na RTP e no Canal 3 da Rádio Televisão Francesa. Tem gravados dois discos, uma cassete compacta e um CD com as suas músicas e cantares. Os trajes usados pelos seus elementos são a representação viva do traje do séc. XIX e XX, nomeadamente, lavradeira, domingueiro, ida à feira ou encosta, guardador de rebanhos e vendedor de limonada.

Tocata de Vila Verde

“A Tocata Tradicional de Vila Verde é constituída por concertina (instrumento de palheta), cavaquinho, viola braguesa ou ramaldeira e violão (instrumento de corda); flauta de cana (instrumento de sopro); e reque-reque, ferrinhos e bombo pequeno (instrumento de percussão). Dentro dos instrumentos tradicionais populares de Vila Verde, temos ainda aqueles que constituem os grupos Zés Pereiras, principalmente as gaitas de foles, os grandes bombos e as caixas, que ainda agora abrilhantam algumas festas do concelho, isoladamente ou acompanhados por cabeçudos, gigantones ou amazonas.” (Manuel Barbosa Rodrigues, Vila Verde 1989/90)

Concertina

A concertina, do grupo dos aerofones, veio substituir a tradicional e popular harmónica. O acordeão só apareceu numa fase mais tardia, não chegando a integrar a tocata popular e tradicional. O seu caráter harmonioso e melódico é ideal para conceder a qualquer música o tom de festividade e alegria que tão bem exprime o sentimento e a cultura minhota.

Cavaquinho

O cavaquinho é um cordofone de pequenas dimensões. Pode ser tocado sozinho, como instrumento harmónico, para acompanhar o canto, mas geralmente integra um conjunto de instrumentos tipicamente festivo. É também conhecido por machinho e, apesar de assumir características diferentes, é usado um pouco por todo o país. Há dois tipos de cavaquinho: o tipo minhoto e o tipo de Lisboa. Instrumento profundamente popular e de uso estritamente festeiro, o cavaquinho é particularmente interessante quando tocado na forma de rasgado ou varejado, que é a mais tradicional. É um dos instrumentos mais populares da tocata de Vila Verde, apesar de ter sido trazido por um povo vindo do norte de Espanha, os “Biscaínhos”.

Viola Braguesa ou Ramaldeira

A viola braguesa, também conhecida por ramaldeira, pertence ao grupo dos cordofones e foi também trazida pelos Biscaínhos para a tocata vilaverdense. A viola é muito usada na região do Baixo Minho, onde assume o nome e a forma de braguesa, e é particularmente interessante quando são usadas as formas tradicionais de tocar: a forma de rasgado e a de varejado. A viola é o instrumento básico de acompanhamento nas rusgas e chulas da região, ao serviço de cantares, despiques e danças de carácter profano e lúdico, ligeiro e extrovertido. Pode dizer-se que é o instrumento de acompanhamento por excelência da música popular minhota, em geral, e da vilaverdense, em particular.

Violão

O violão pertence ao grupo das cordas e é um dos instrumentos mais habituais na tocata portuguesa em geral. Terá sido introduzido no nosso país no séc. XIX. Devido ao facto de a viola praticamente ter desaparecido nas outras regiões do país, o violão passou a ser conhecido apenas por viola. Mas, no Noroeste português, a viola continua a ser um instrumento primordial, pelo que o violão conserva ainda o seu nome. Na tocata tradicional do Baixo Minho, e de Vila Verde em particular, o violão é tocado como instrumento de acompanhamento na forma tradicional de ponteado. Pode mesmo dizer-se que é o mais importante instrumento de acompanhamento, indissociável das danças e cantares típicos vilaverdenses e do Minho em geral.

Flauta de cana

Pertencente ao grupo dos aerofones, este tipo de flauta começou por ser um instrumento individual, rural e campesino, usado pelos guardadores de gado para afastar a solidão. Instrumento melódico, foi-se incluindo na tocata tradicional como instrumento de acompanhamento e também de solo. Hoje é indispensável nos grupos musicais vilaverdenses, em festas e romarias. É também usado em atos cerimoniais.

Reque-reque

Este instrumento pertence ao grupo dos idiofones de raspagem e supõe-se que tenha sido trazido do Brasil, sendo, no entanto, originário de África. É composto por um pau dentado, com 70 cm de comprido, em média, tocado através da fricção com outro pau (geralmente cana rachada), mas pode assumir as mais variadas formas e decorações. São geralmente esculpidos de forma a representar figuras humanas, podendo partir de uma tábua lisa de madeira ou da raiz de uma árvore. Na tocata, o reque-reque marca o ritmo. De facto, a sua forma é tão rudimentar que se pressupõe que tenha sido criado na região apenas como um instrumento de barulho, apesar de uma possível origem africana não ser totalmente descabida.

Ferrinhos

Os ferrinhos também são usados para marcar o ritmo e acompanhar a dança. É um instrumento idiofone de percussão ou de raspagem, constituído por um triângulo de ferro, aberto num dos ângulos e perdurado por uma fita. Os ferrinhos são tocados com recurso a um outro pequeno ferro, chamado batente. Diz-se que talvez tenham aparecido por volta do séc. XV, de origem e uso geral europeu, e são utilizados um pouco por todo o país.

Bombo

O bombo pertence ao grupo dos membrafones. Marca o ritmo e o compasso da música. Apesar de a sua execução parecer fácil, produz um som muito forte, e se for mal tocado pode estragar a dança. Os bombos são por vezes tocados em grandes grupos de percussão, nas paradas e nos cortejos festivos, um pouco por todo o norte de Portugal. Pelo seu poder rítmico e pela sua forte sonoridade, os grupos de bombos têm um impacto muito forte no seu auditório.

Fonte: Câmara Municipal de Vila Verde

Banda de Música de Vila Verde
Filarmónicas de Vila Verde

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda Musical de Aboim da Nóbrega
  • Banda Musical de Vila Verde
Banda Musical de Aboim da Nóbrega

Não se sabe ao certo a data da fundação da Banda de Música de Aboim da Nóbrega. O documento mais antigo é uma partitura com cerca de 200 anos, mas julga-se que a banda de música será mais antiga. Segundo os dizeres de pessoas mais velhas e outras já falecidas, a Banda de Música de Pedregais foi fundada no ano de 1735, nessa data a Banda de Música de Aboim da Nóbrega já existia. Segundo relatos de algumas personalidades, a Banda Musical de Aboim da Nóbrega já animava as festas em Santo António Mixões da Serra, local que possui coretos datados do século XVI onde se pensa que a banda já atuava nessa época.

A Banda encontra-se num processo de rejuvenescimento dinamizado e potenciado pela sua escola de música, coro e orquestra juvenil. Manuel João da Rocha, falecido no ano de 2006, foi Presidente desta Banda de Música cerca de 35 anos. O atual Presidente é Carlos António de Sousa Alves.

Banda Musical de Aboim da Nóbrega

Banda Musical de Aboim da Nóbrega

A banda, atualmente, é constituída aproximadamente por cerca de 50 elementos. É formada maioritariamente por músicos da freguesia, jovens entre os 11 e 23 anos, na sua maioria. A direção artística da banda ao cargo do maestro José Duarte Carvalhosa desde 2008, que sucedeu ao maestro Joaquim Mendes. Salienta-se a frequência da Academia de Música Fernandes Fão, Pólo de Ponte de Lima, por parte de alguns dos alunos da escola de música da banda. Inserem-se também na coletividade a escola de música, o coro e a orquestra juvenil.

Banda Musical de Vila Verde

A Banda Musical de Vila Verde foi fundada em 31 de outubro de 1936, com a denominação de Banda dos Bombeiros Voluntários, sob a regência de Abílio Silva. Em 1939, a Banda adquiriu uma nova dinâmica e passou a denominar-se Banda Municipal de Vila Verde. Em 1955 a regência da Banda passou a ser feita pelo Maestro Ferreira Pais e, em 1969, a Banda foi suspensa.

Em 1972, António Fernandes Soares Marinho, José Soares da Silva Lago, Manuel Augusto e António Fernandes do Lago, criaram os Estatutos Legais e a associação passou a ser denominada Banda Marcial de Vila Verde mas, em 1974, foi suspensa por motivos de saúde do seu maestro. Em 1981, retomou a atividade com a denominação de Sociedade de Educação e Recreio Banda Musical de Vila Verde. Alexandre Fonseca, Filipe Lopes da Silva, Agostinho Fonseca, António Ferreira da Silva foram alguns dos regentes da Banda.

Em 2010, a Banda Musical de Vila Verde gravou o seu primeiro trabalho discográfico “Primum”. Em 2012, a convite do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, a Banda Musical de Vila Verde, deslocou-se ao Palácio de Belém para tocar e cantar as Janeiras. A Banda Musical de Vila Verde é constituída por 60 músicos efetivos, na sua maioria jovens. A Direção Artística está a cargo de Óscar Emanuel Vilhena Gonçalves.

Banda de Música de Vila Verde

Banda de Música de Vila Verde

Igreja Matriz de Duas Igrejas
Órgãos de tubos do concelho de Vila Verde [4]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Paroquial de Aboim da Nóbrega

Igreja Paroquial de Aboim da Nóbrega

Igreja Paroquial de Aboim da Nóbrega [ Nossa Senhora da Assunção ]

A Igreja Paroquial de Aboim da Nóbrega é um edifício de arquitetura religiosa, maneirista, barroca e neoclássica. De planta longitudinal, é composta por alpendre nave única e capela-mor em eixo e torre, capela e sacristias adossadas lateralmente. Tem fachadas em empenas, portal de arco de volta inteira sobrepujado por janelão. Na decoração interior apresenta tetos barrocos, em caixotões com caixilhos de talha dourada envolvendo pinturas, e azulejos e retábulos de talha polícroma neoclássicos. É um bom exemplar de igreja maneirista com talha polícroma de boa qualidade. Os tetos da nave e capela-mor são obra de excelência. A capela lateral de São Miguel é uma obra maneirista com referências à tratadística assumindo-se como um exemplar notório. O púlpito maneirista, o arcaz da sacristia, os anjos tocheiros e o órgão de tubos do coro-alto, são peças de grande qualidade estética devendo ter saído das mãos de artistas conceituados. Algumas das imagens, de entre as quais se salienta a padroeira Nossa Senhora da Assunção, são peças de grande valor e qualidade.

Fonte: Monumentos

Igreja Paroquial de Duas Igrejas

Igreja Paroquial de Duas Igrejas

Igreja Paroquial de Duas Igrejas

Implantada no centro da povoação de Duas Igrejas, a Igreja Paroquial de Duas Igrejas, dedicada a Santa Eufémia, impõe-se na malha urbana pelas suas dimensões e pelo isolamento do largo em que se insere. Este, inclui, a Norte, o cruzeiro e a torre relógio e, do lado oposto, um terreiro cujos degraus acompanham o declive da rua. A fachada, em cantaria, com portal de volta perfeita, termina em empena escalonada onde se abrem duas sineiras. No alçado lateral observa-se outro portal de volta perfeita. A igreja desenvolve-se em planta longitudinal, com nave única, capela-mor e sacristia do lado do Evangelho. Embora se acredite que a edificação do templo remonte ao século XVI, são poucos os dados que se conhecem sobre as suas campanhas arquitetónicas. É possível que tenha sido objeto de intervenções nos séculos seguintes, o que aconteceu pelo menos a nível decorativo. As Visitações do século XVIII permitem concluir que, de uma forma geral, a igreja respeitava as imposições dos visitadores que apenas ordenavam a realização de trabalhos pontuais. A única exceção diz respeito ao retábulo-mor, certamente encomendado antes de 1724 mas só concluído e aplicado depois desta data, conforme se depreende da Visitação ocorrida nesse mesmo ano. O seu traçado deveria ser parecido com o dos retábulos colaterais, inscrevendo-se no denominado estilo nacional. Apresenta fortes semelhanças com os retábulos de Nossa Senhora da Piedade da de Miranda e com o retábulo-mor da igreja de Vimioso. O mais importante elemento desta igreja são as pinturas murais do seu interior (capela-mor e nave junto à capela do Senhor dos Passos), executadas na primeira metade do século XVI e que originaram o presente processo de classificação.

Fonte: DGPC, RC

Na Igreja Paroquial de Santa Eufémia de Duas Igrejas, no coro alto, do lado do Evangelho, existe um órgão de autor desconhecido do século XVIII, com um só teclado manualpalhetas horizontais e pisantes para ligar/desligar os cheios. Foi restaurado em 2000 por António Simões.

Igreja Matriz de Pico de Regalados

Igreja Matriz de Pico de Regalados

Igreja Matriz de Pico de Regalados

A Igreja Matriz de Pico de Regalados é um edifício de arquitetura religiosa barroca de planta longitudinal composto por nave, capela-mor e sacristia, com decoração interior com azulejos e retábulos de talha polícroma.

A Igreja Paroquial de São Paio de Pico de Regalados possui um órgão positivo de armário.

Positivo de armário

Órgão da Igreja de Pico de Regalados

Órgão da Igreja de Pico de Regalados

Igreja Paroquial de Santa Maria de Prado
Igreja Paroquial de Santa Maria de Prado

Igreja Paroquial de Santa Maria de Prado

A igreja nova de Prado possui um órgão em segunda mão, de 23 registos, dois manuais e pedaleira, 1458 tubos, 6,5 m de altura, mais de 3000 kg. Foi montado por António Simões que, segundo o próprio, em publicação no Facebook, teve “o prazer de colaborar com José Alberto Rodrigues, na sua montagem, harmonização e afinação.” Foi inaugurado a 22 de maio de 2021 pelo organista Daniel Ribeiro.

Novo órgão da Igreja Paroquial de Santa Maria de Prado, Vila Verde

Novo órgão da Igreja Paroquial de Santa Maria de Prado, Vila Verde, créditos José Rodrigues