Tag Archive for: música em Vouzela

Grupo de Cavaquinhos e Cantares à Beira
Grupos de cavaquinhos de Vouzela

Agrupamentos, festivais, encontros e eventos sobre o cavaquinho

Grupo de Cavaquinhos e Cantares à Beira

Sede Cavaquinhos
Quintela
Queirã
Tlm. (+00 351) 937 899 034
Tlm. (+00 351) 966 495 942
Correio eletrónico: grupo@cavaquinhos-queira.com

O Grupo tem uma Escola de Música de Instrumentos Tradicionais (cavaquinho, viola, bandolim, baixo).

Grupo de Cavaquinhos e Cantares à Beira

Grupo de Cavaquinhos e Cantares à Beira

Grupo de Cantares de Levides
Coros de Vouzela

Agrupamentos vocais e atividades corais no Concelho

Grupo de Cantares da Associação Carvalhal de Vermilhas

Carvalhal de Vermilhas
Tlm. (+00 351) 966 370 789

Grupo de Cantares da Associação “Os Amigos de Levides”

Cambra
Tlm. (+00 351) 916 104 322

Grupo de Cantares de Levides

Grupo de Cantares de Levides

Grupo de Cantares da Associação Paredes Velhas

Cambra
Tel. (+00 351) 232 751 711

Grupo de Cantares da Associação São Miguel do Mato

São Miguel do Mato
Tel. (+00 351) 232 971 080
csocialsmmato@sapo.pt

Grupo de Trajes e Cantares de Cambra

Cambra
Tel. (+00 351) 232 779 501
geral@acrc.pt

Grupo de Cantares de Loumão

Queirã
Tlm. (+00 351) 966716826

Em 2021 o portal do Município de Vouzela anunciava que Vouzela acolheria a 22 de agosto, no anfiteatro do Parque de Liberdade, o espetáculo “Canto a Vozes”.

A iniciativa é o culminar das oficinas “Canto Polifónico Feminino”, inseridas no âmbito do projeto Cultura Entre Pontes (CEP), e que reúnem um leque vasto de jovens vozes de Sever do Vouga, Vouzela, São Pedro do Sul e Oliveira de Frades para dar voz e perpetuar esta prática, que está a ser alvo de candidatura a património imaterial da UNESCO.

«Há muito que não se testemunhava a vontade de perpetuar o canto polifónico com esta vitalidade e com um grupo de mulheres tão jovens, com uma média de idades na casa dos 30 anos, e a prova são os 4 espetáculos agendados para este verão nos 4 municípios que integram o projeto CEP», concretizava Paulo Pereira, diretor artístico das oficinas e dos concertos de canto polifónico. «Há algo de profundamente mágico e particular no canto polifónico que é esta técnica de canto, para alguns algo difícil de compreender, que é precisamente cantar em ‘descante’, em que a afinação em particular soa a algo ‘desafinado’. Parece uma contradição, mas é aqui que reside o caráter diferenciador, único desta forma de cantar ‘modas’. As vozes projetadas com força vão ao limite agudo da canção e revelam uma concentração quase em transe das cantoras», explicou Paulo Pereira. «Quem ouve pela primeira vez Canto Polifónico associa muitas vezes às vozes de outras paragens, da Córsega, às vozes árabes e búlgaras. É uma experiência que nos transcende, hipnotiza», concretizou.

Os concertos do grupo composto por 40 vozes realizar-se-iam no dia 21 de agosto no Parque Severi em Sever do Vouga e no dia a seguir, a 22, no Anfiteatro do Parque da Liberdade em Vouzela; em setembro a 11 o concerto teria lugar na Escadaria do Monte de Cadafaz, Ribeiradio em Oliveira de Frades e dia 12 na Praça do Município em São Pedro do Sul.

Aos espetáculos iam juntar-se associações locais de cada Município. Cada uma, com base no património recolhido por Michel Giacometti, iriam apresentar cerca de 3 cantadas ou modas. Em Vouzela, marcaria presença o Grupo de Cantares de Levides e o Grupo de Cantares da Associação de Carvalhal de Vermilhas.

Estes concertos são o culminar de um esforço de captação de jovens vozes para perpetuação do canto polifónico feminino, só possível nas oficinas de canto criadas para o efeito e no âmbito do projeto CEP. Estes concertos são afinal um ato de “amor sincero ao povo”, utilizando a expressão de Giacometti, reconhecido etnomusicólogo francês que desenvolveu no território um trabalho único na preservação e valorização do património imaterial associado ao canto polifónico.

As oficinas, ministradas pelas reconhecidas cantoras Carmina Repas Gonçalves, Joana Negrão, Celina da Piedade e Teresa Campos têm como objetivo preservar e reinterpretar o cancioneiro tradicional do território, para que esta importante e identitária prática não se perca no tempo. O objetivo passa assim pelo ensino, disseminação e valorização do canto a 3 vozes junto da população mais jovem, sendo recuperadas e transcritas para pauta 10 cantadas a partir do património musical polifónico dos 4 municípios: Sever do Vouga, Vouzela, Oliveira de Frades e São Pedro do Sul.

Cultura Entre Pontes (CEP)

A CEP visa capacitar não só as associações culturais e artísticas destes municípios, mas também fortalecer ‘novas’ pontes de contacto e colaboração futuras. O trabalho com as associações culturais e com a comunidade é o âmago do projeto. Além do enfoque no canto polifónico, estão contempladas visitas encenadas em locais de elevado valor patrimonial para visitação e promoção dos territórios. Mas há muito mais, desde uma mostra sobre o emblemático canto polifónico, um roteiro turístico e cultural pelos 4 municípios com recurso a vídeo mapping e até uma mítica caderneta de cromos. Esta rede supramunicipal (que une Municípios de duas sub-regiões diferentes – Viseu Dão Lafões e a de Aveiro) pretende que as entidades envolvidas passem a ganhar escala e partilhem uma visão comum na superação dos desafios de captação de novos públicos e visitantes, que são tão importantes para reverter as quebras das dinâmicas económicas e culturais provocadas pela pandemia de Covid-19.

O projeto cofinanciado pelo Centro2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Grupo de Bombos de Cercosa
Grupos de Bombos de Vouzela

Bombos, Zés Pereira, grupos e eventos de percussão tradicional no Concelho

Os grupos de bombos, também conhecidos por Zés Pereiras, são agrupamentos de percussão tradicional com presença habitual nas romarias e festas de aldeia, em peditórios para a festa e em despiques de vários grupos, em eventos de de recriação histórica (feiras medievais) e outros.

Fontes: Tocá Rufar, portais municipais, páginas dos grupos

  • Grupo de Bombos de Campia
  • Grupo de Bombos de Cercosa
Grupo de Bombos de Campia

Fonte: www.archive.binauralmedia.org

Um dos aspectos que caracteriza o carnaval de Campia é o “estrondo”, curiosa designação para um passa-ruas de bombos pertencentes ao Grupo Carnavalesco de Campia e que começa a percorrer esta aldeia caramulana desde algumas semanas antes do Carnaval. De alguma forma, em Campia o estrondo é um sinal sonoro de que se avizinha o tempo de todas as liberações, o que vai gerando natural expectativa em todos os que pretendem participar em algum dos vários momentos carnavalescos organizados localmente.

A tradição dos bombos é muito antiga, reportando-se a ligações culturais mediterrânicas. O termo “bombo” provém do latim “bombus” que significa ruído e crê-se que os bombos chegaram à Europa do sul vindos de regiões árabes (“al tambur“). Era também ao som de bombos que eram feitos anúncios nas praças das cidades da Idade Média e este foi um instrumento que ganhou uma grande especialização no domínio militar, usado como meio de comunicação e durante as paradas ou desfiles.

Em países como Portugal, Itália e Espanha conserva-se uma muito extensa tradição de grupos de bombos, o que denota uma mesma herança cultural que se difundiu em todo o mediterrâneo e península ibérica. Nas regiões italianas da Sardenha, Calabria, Puglia e Campania existe uma grande ligação entre o bombo (“tammorra”) e os rituais de inverno, nomeadamente os cantares de reis e o Carnaval, tal como em Campia. Em Espanha os grupos de bombos (designados de “tamborradas” ou “tamboradas“) são muito comuns no período da Semana Santa, com o toque lento dos bombos a conferir uma grande carga dramática aos cortejos de Sexta-Feira Santa.

Na Beira Alta existem dezenas de grupos de bombos ou “Zés Pereiras”, particularmente em concelhos a norte de Viseu, como é o caso de Vouzela onde existem vários grupos (Levides, Fataunços, Campia são alguns exemplos).

Os bombos são de dimensões variáveis e têm duas membranas (uma de cada lado do cilindro), sendo tocados por duas maças enquanto os tocadores caminham a passo lento, em configurações pré-definidas.

Os toques dos bombos são bastante simples sendo ensaiados previamente por cada grupo e tendo na sua força grave e sincopada o maior atrativo.

Grupo de Bombos de Cercosa

Sediado no lugar de Cercosa, na freguesia de Campia no concelho de Vouzela, o Grupo de Bombos de Cercosa é uma associação de natureza cultural, recreativa e desportiva constituída a 10 de março de 2006.

Grupo de Bombos de Cercosa

Grupo de Bombos de Cercosa

Rancho Folclórico e Etnográfico "As Capuchinhas de S.Silvestre" de Vasconha
Folclore em Vouzela

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Beira Alta (Viseu, Dão, Lafões e Terras do Demo)
  • Distrito: Viseu

06 grupos

  • Associação Cultural e Recreativa de Fornelo do Monte
  • Rancho Folclórico e Etnográfico “As Capuchinhas de S.Silvestre” de Vasconha
  • Grupo Recordações de Campia
  • Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Vouzela
  • Rancho Folclórico de Carvalhal de Vermilhas
  • Rancho Folclórico de Vilar de S. Miguel do Mato
Associação Cultural e Recreativa de Fornelo do Monte

Tel. (+00 351) 232 748 069

Sediada no lugar e freguesia de Fornelo do Monte no concelho de Vouzela, a Associação Cultural e Recreativa de Fornelo do Monte é uma associação de natureza cultural, desportiva e recreativa constituída em 1983.

Rancho Folclórico e Etnográfico “As Capuchinhas de S. Silvestre” de Vasconha

Tlm. (+00 351) 962 953 497
Correio eletrónico: ascrv@iol.pt

Rancho Folclórico e Etnográfico "As Capuchinhas de S.Silvestre" de Vasconha

Rancho Folclórico e Etnográfico “As Capuchinhas de S.Silvestre” de Vasconha

Grupo “Recordações de Campia”

Tlm. (+00 351) 961 802 021

Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Vouzela

O Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Vouzela é uma associação de natureza etnográfica sediada no concelho de Vouzela.

Rancho Folclórico de Carvalhal de Vermilhas

O Rancho Folclórico de Carvalhal de Vermilhas renasceu no ano 2013, após muitos anos de inatividade. Associação de natureza etnográfica sediada no concelho de Vouzela, tem por objetivo a divulgação dos usos, costumes, danças e cantares da região. Conta com cerca de 37 elementos.

Rancho Folclórico de Carvalhal de Vermilhas

Rancho Folclórico de Carvalhal de Vermilhas

Rancho Folclórico de Vilar de S. Miguel do Mato

Associação Cultural e Recreativa de Vilar S. Miguel do Mato
Tlm. (+00 351) 964 808 758
Correio eletrónico: ranchodevilar@gmail.com

O Rancho Folclórico de Vilar de S. Miguel do Mato é uma associação de natureza etnográfica sediada no concelho deVouzela que tem por objetivo a divulgação dos usos, costumes, danças e cantares da região.

Em 1983, Armando da Costa, nascido e criado em Vilar, na altura com 73 anos de idade, começou a reparar na transformação que os usos e costumes da sua querida aldeia estavam a sofrer. Era preciso preservar essa herança secular que os seus avós tinham recebido dos seus antepassados. A identidade do Povo de Vilar não podia ser perdida. Estava lançado o grito de alerta, a juventude juntou-se aos mais idosos e, assim, nasceu o Rancho Folclórico de Vilar de S. Miguel do Mato.

Foram feitas recolhas de trajos, cantigas de trabalho, danças, rezas, orações, provérbios, adivinhas e cânticos religiosos. Orientados pelos mais velhos, começaram os ensaios e a seguir as primeiras atuações em público.

O Rancho Folclórico de Vilar de S. Miguel do Mato já percorreu quase todas as regiões do país, participando em festivais, romarias e outros eventos, divulgando a cultura popular da Região de Lafões.

Os seus trajos simples de Trabalho, de Romaria e Domingueiro, espelho de quem vivia da agricultura de sobrevivência, contrastam com a alegria das suas danças e cantares.

Danças de Romaria, de Terreiro, de Salão, de Amor, de Roubar e danças próprias de certas épocas do ano deixam transparecer algumas influências da Beira-Mar trazidas pelos almocreves e outros viajantes que cruzavam a nossa terra através da estrada romana e do Ribatejo para onde todos os anos se deslocavam grande número de pessoas da freguesia a fim de trabalharem na Lezíria Ribatejana ou na cava das vinhas (os “Bandos de Ratinhos”).

Assim, Indo Eu, Moda Nova, Loureiro, Pavão, Cruta da Macieira, Pedi-te um Beijo, Ora Anda Cá, Nunca t’eu Vera, Passe-Passe, Moda das Malhas e Está Aqui o Meu Coração são as modas que, entre as 48 que o Rancho dança, melhor transmitem toda a alegria das romarias dos tempos dos avós.

Em 2018, o Rancho Folclórico de Vilar de S. Miguel do Mato tornou-se o primeiro grupo folclórico do concelho de Vouzela a receber o título de Sócio Efetivo da Federação do Folclore Português.

Ser Sócio Efetivo da Federação do Folclore Português, ou ser federado como é mais comum dizer-se, é uma distinção muito importante para um grupo folclórico, pois é a certificação da sua qualidade, na medida em que respeita todos os requisitos estabelecidos pela Federação do Folclore Português. Esses requisitos passam pela proteção do conhecimento tradicional, pela salvaguarda do património imaterial e etnográfico, pela divulgação do folclore através de ações específicas, entre outros. Recolher, preservar e divulgar com a máxima autenticidade e verdade deve ser um dos pilares fundamentais do folclore português, pelo que o processo de admissão de novos associados é rigoroso, de forma a credibilizar esta arte popular, em especial, junto das entidades oficiais que normalmente apoiam este tipo de coletividades.

Rancho Folclórico de Vilar de S. Miguel do Mato

Rancho Folclórico de Vilar de S. Miguel do Mato

Após um trabalho árduo e moroso que se prolongou por 29 anos, e que incluiu a elaboração de um processo técnico com 78 páginas e quatro visitas técnicas, o Rancho Folclórico de Vilar de S. Miguel do Mato assinaria o Compromisso de Honra e receberia o diploma das mãos do Presidente da Federação do Folclore Português.

Filarmónicas de Vouzela

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Musical Vouzelense
  • Filarmónica Verdi Cambrense
  • Sociedade Musical, Cultura e Recreio de Paços de Vilharigues
  • Sociedade Musical de Moçâmedes
Banda Musical Vouzelense

Tlm. (+00 351) 963 809 127

Fundada em 1880, a Phylarmónica de Vouzela, como então se designava, terá atravessado períodos de maior ou menor atividade, reflexo das diferentes conjunturas históricas por que passou, nomeadamente, a implantação da República (1910) e a Iª Grande Guerra (1914-1918). Em 1926 terá entrado num período de quase inatividade para renascer em 1931 com novo fulgor e sob a designação de Sociedade Musical Vouzelense, ou Banda de Vouzela como mais tarde se veio a popularizar.

Obteve o 1º lugar no Concurso de Bandas Civis das Festas do Senhor de Matosinhos (1954), 2º lugar no IIº Grande Concurso de Bandas Civis (1970) e finalista do mesmo em 1971. Em 1995, atuou no Seixal; em 1997, no Encontro de Bandas em Palmela e II Encontro Ibérico em Tomar; em 1998, nas Festas da Cidade de Lisboa, deslocando-se também a Alcochete. Gravou para o programa “Jardim das Estrelas”, transmitido na RTP-I. Em 1999, tocou na Casa de Lafões em Lisboa e participou no Encontro de Bandas em Samora Correia. Em 2000, foi a Banda escolhida pela Câmara Municipal de Viseu, para fazer a receção ao Presidente da República, Jorge Sampaio, naquela cidade, aquando das comemorações do 10 de Junho e também convidada por aquela edilidade para participar na cerimónia do Encerramento dos Jogos Desportivos no Estádio do Fontelo.

No ano de 2000, deslocou-se a Espanha, Salamanca, para participar na Feira da Agricultura. Em 2001, esteve presente no encerramento do Encontro de Bandas em Pêro Pinheiro – Sintra, e em Outubro do mesmo ano no Programa “Sons de Outono”, levado a efeito em Muge, e promovido pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos. Em 2002, participou no Aniversário da Orquestra Ligeira da Cruz de Pau – Seixal. O Concerto do seu 72º Aniversário, deu origem a gravação, e posterior edição do seu 1º CD ao vivo. Em 2004, lançou o 2º CD ao vivo “Vouzela ao Vivo 2004”. Em 2005, deslocou-se ao Recife-Brasil, a convite do Consulado Português, onde efetuou 5 concertos no Recife e em João Pessoa. Em 2008, foi declarada Pessoa Colectiva de Utilidade Pública.

Conta com 55 elementos, sendo uma esmagadora maioria de jovens saídos da sua escola de música. Dirigida desde os primeiros tempos por Paulo de Figueiredo (1908), teve depois como continuadores o Mestre Póvoas, prof. Augusto Carvalho de Almeida e o Dr. Joaquim Pereira de Carvalho. Mais tarde, foi a vez do Tenente José de Sousa, seguindo-se Aníbal José Rodrigues, conhecido no mundo da Música como o “Carriço”. Martinho de Sousa Oliveira, Leonardo Vieira, Carlos Pereira e mais recentemente o Maestro João Fernando Silva, conduziram os destinos da Banda de Vouzela.

A Banda de Música possui e interpreta um repertório muito variado que passa pela música clássica, música ligeira, música popular, marchas e outras, não esquecendo a música litúrgica com que inúmeras vezes participa na celebração de atos de culto. A Sociedade Musical Vouzelense dispõe de uma escola de música, com uma média de 25 alunos, dos 6 aos 60 anos. O principal objetivo desta Escola é formar executantes para ingressarem na Banda de Música.

BMV

Banda Musical Vouzelense, janeiras no Palácio de Belém, 2019

Banda Musical Vouzelense, janeiras no Palácio de Belém, janeiro de 2019, créditos Rui Ochoa

Filarmónica Verdi Cambrense

Tel. (+00 351) 232 748 069
Correio eletrónico: fila_verdicambrense@hotmail.com

A Banda de Cambra foi fundada em 1883 pelos irmãos Padre José João Rodrigues e José Rodrigues da Casa do Talho de Tourelhe. Por volta de 1910, passou a chamar-se Filarmónica Verdi Cambrense, em homenagem ao grande compositor italiano Giuseppe Verdi. A primeira direção foi constituída em 1954.

A sede foi inaugurada em 1979, graças à cedência do terreno pelo benemérito Augusto Pinheiro de Almeida e ao empenho de cambrenses bairristas com destaque para José Pereira de Carvalho e José Rodrigues.

Filarmónica Verdi Cambrense

Filarmónica Verdi Cambrense

Com obras de beneficiação ao longo dos tempos, a sede serve a Banda Filarmónica, a sua Escola de Música e a Banda Juvenil, e está sempre aberta às instituições locais para espetáculos que aí necessitem de realizar.

Sociedade Musical, Cultura e Recreio de Paços de Vilharigues

Tlm. (+00 351) 912 330 135 / 967 527 532
Correio eletrónico: bandadepacos@gmail.com

Fundada em 1928, a Sociedade Musical Cultura e Recreio de Paços de Vilharigues cresceu fruto da dedicação e do trabalho de tantos que ao longo de muitos anos souberam dignificar e dar-lhe nome. Foi na década de 20 que nasceu a ideia de fundar uma Banda de Música, abrilhantando a festa de Páscoa no ano de 1928. Na altura os conhecimentos musicais eram limitados, pelo que o Senhor Joaquim da Rocha Almeida (Morgado), seu primeiro Maestro, foi a S. Pedro do Sul aprofundar os conhecimentos de solfejo com  Álvaro Duarte. Assim aprendeu a arte de lidar com as partituras e ensinou aos demais aquilo que lhe havia sido transmitido.

Seguiu-se Augusto Carvalho de Almeida que, no início dos anos 1950, tomou conta da regência e aí permaneceu até à década de 1980. Foram 40 anos de dedicação e de entrega à filarmónica, projetando longe o nome da freguesia. Desde 2008, é o trombonista Cláudio Ferreira que conduz artisticamente a banda.

Sociedade Musical, Cultura e Recreio de Paços de Vilharigues

Sociedade Musical, Cultura e Recreio de Paços de Vilharigues

A SMCRPV tem em atividade uma Escola de Música gratuita, para jovens de ambos que queiram aprender música, nomeadamente instrumentos de sopro e percussão.

Sociedade Musical de Moçâmedes

Tlm. (+00 351) 916 193 856
Correio eletrónico: smmocamedes@gmail.com

Sediada em S. Miguel do Mato, Vouzela, a Sociedade Musical de Moçâmedes é uma associação a fins não lucrativos que tem um grupo coral e uma banda filarmónica.

Sociedade Musical de Moçâmedes

Sociedade Musical de Moçâmedes

A Sociedade Musical de Moçâmedes teve início em 1875 com a família Oliveira, que residia na freguesia. Os primeiros executantes eram todos elementos da família, da qual saiu um dos primeiros maestros, António Oliveira, que conduziu os destinos da Filarmónica durante cerca de 50 anos. Nesta altura atingiu cerca de 40 músicos executantes, tendo sido o seu repertório de uma grande variedade musical como também a sua execução de qualidade.

Ainda fazem parte do repertório da Banda, algumas composições feitas pelo antigo maestro, das quais algumas são executadas por outras bandas da região.

Por volta dos anos 1930 e 1940, a Banda associou-se à antiga Legião Portuguesa e, de acordo com alguns testemunhos, consta que vestia nesta altura a mesma farda.

Com a morte do maestro, sucedeu-lhe Fernando Figueiredo, residente na vila de São Pedro do Sul. Este esteve somente 4 anos ao serviço desta Banda, até à morte. É nesta época que começaram a surgir as grandes dificuldades na contratação de novo maestro. A direção desta Filarmónica dirigiu-se então ao pároco de São Miguel do Mato, Abade António Oliveira e Silva, que a regeu durante alguns anos.

Por idade e trabalho intenso, o padre foi substituído por um dos melhores executantes, Evaristo Ferreira de Sousa, natural de Caria de São Miguel do Mato, que foi maestro durante algum tempo.

Durante todos estes anos a formação de novos músicos era feita um pouco desordenadamente por alguns dos executantes, não existindo uma escola de música.

Com a impossibilidade do maestro Evaristo, sucedeu-lhe Manuel Soares Cravo, natural de Vilar de São Miguel do Mato, que esteve vários anos na regência da Filarmónica.

Com a sua morte, ficou esta Banda sem maestro por algum tempo. Nesta altura, graças ao trabalho de alguns executantes como Manuel Fernandes Gomes, a Banda manteve-se no ativo. Mais tarde outros elementos prosseguiram o trabalho. Foi então convidado em 1996, para maestro, José Meneses Rocha, natural de Caria de São Miguel do Mato, que também pela primeira vez na história desta Banda criou uma Escola de Música, que forma músicos para integrarem a Sociedade Musical de Moçâmedes.

Fazem parte da Escola de Música desta associação cerca de 18 alunos. Desde 1996 largas dezenas de alunos passaram pela Escola, tendo alguns deles integrado a Banda. Embora muitos alunos não se tenham tornado músicos executantes, receberam aqui formação que será sempre proveitosa para o seu desenvolvimento pessoal.

Para além do ensino da música tem-se feito uma recuperação (em termos informáticos) de velhas músicas executadas pela Banda como também da divulgação da Sociedade Musical de Moçâmedes através da Internet, graças ao trabalho de um dos executantes, Luís Matos.

Foi um marco histórico na vida desta Banda a aquisição de sede própria, inaugurada em 2007. Para além de todo este trabalho, a gestão administrativa desta Banda tem vindo a melhorar substancialmente graças à sua direção liderada pelo atual presidente  Fernando Marques.

Fazem parte desta Filarmónica 35 músicos executantes na sua maioria jovens. Com os apoios da Câmara Municipal, Ministério da Cultura e INATEL, têm-se adquirido novos instrumentos, que melhoraram substancialmente a qualidade sonora da Banda.

Sociedade Musical de Moçâmedes

Sociedade Musical de Moçâmedes

Paulo Alexandre, cantor, de Vouzela
Músicos naturais do Concelho de Vouzela

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Paulo Alexandre

Paulo Alexandre, cantor, de Vouzela

Paulo Alexandre, cantor, de Vouzela

Verde Vinho

Paulo Alexandre, cantor, de Vouzela

Paulo Alexandre, cantor, de Vouzela

Paulo Alexandre

Paulo Alexandre, pseudónimo artístico de Modesto Pereira da Silva Santos (Vouzela, 16 de Fevereiro de 1931) é um cantor português reconhecido especialmente pelo sucesso do tema “Verde Vinho” de 1977, uma tradução e adaptação do tema “Griechischer Wein” de autoria de Udo Jürgens e editado em 1974.

Paulo Alexandre nasceu em Vouzela, a 16 de Fevereiro de 1931, mas cedo se mudou para Lisboa. A sua carreira artística iniciou-se em 1954, na antiga Emissora Nacional, no programa “Ouvindo as Estrelas” ao lado de nomes como Luis Piçarra, Maria de Lourdes Resende, Isabel Wolmar e Rui de Mascarenhas. Na RCP faz uma espécie de magazine com Isabel Wolmar e Catarina Avelar. Em 1958 juntou-se a três solistas da Emissora nacional (Nuno d’Almeida, Américo Lima e Fernando La Rua) para formar o “Conjunto vocal 4 de Espadas”.

Gravou um EP com a Orquestra de João Nobre que incluía o tema Agora Ou Nunca de Nóbrega e Sousa e António José Lampreia. Com os Telestars lançou um EP que incluía temas como Dancemos O Twist e Horizonte de Esperança. Na televisão foi o protagonista da opereta Romance na Serra de José de Oliveira Cosme e Alves Coelho Filho. Gravou versões dos temas das bandas sonoras dos filmes Love Story e Romeu e Julieta. Com António Sala foi um dos fundadores da editora Rossil. O tema Verde Vinho de 1977 foi um grande sucesso com dois Discos de Ouro em 1977 e 1978. O disco foi durante largo tempo best-seller no Brasil onde conquistou o disco de Ouro. O sucesso do disco levou mesmo à feitura de um Verde Vinho (filme) com o mesmo nome protagonizado pelo ator Dionisio Azevedo e pelo próprio Paulo Alexandre. A banda sonora do filme inclui um dueto com Maria de Lourdes (Desgarrada, da autoria de Mário Rocha) e ainda os temas Verde Vinho, Adeus Meu Pais, Agora Ou Nunca e Voltei Para Ficar. Lançou o single Voltei Para Ficar.

Editou novo single com os temas Oferece As Tuas Mãos da dupla Nóbrega e Sousa e Eduardo Olimpio e Foi Tudo da autoria de António Sala. A editora brasileira Chantecler lançou em 1978 um álbum com os temas “Romance Romance”, “Escravo”, “Concerto Para Ti”, “Rosas Vermelhas Para O Meu Amor”, “Vem Valsar Com O Papa”, “Meu Refugio”, “Oferece As Tuas Maos”, “Minha Noite Esta Vazia”, “Agora Ou Nunca”, “Fui Tudo”, “Nocturno” E “Verde Vinho”. O single “Meninos da Cidade” é mais uma versão de um tema estrangeiro. No lado B aparece “Gaiato de Lisboa” da autoria do maestro Belo Marques. Paulo Alexandre canta Camões com o tema “Aquela Cativa”. 1979 é o ano de “Vem Comigo a Portugal”.

Na CBS lançou o single “Verde Milho” e uma nova versão de “Verde Vinho”. Gravou o álbum Eu e o Outro para a editora Transmédia. Em 1987 grava o single “Guitarra Minha Amiga” para a Polygram. Nesse ano foi ainda o autor de uma peça musical em que deu forma à Parte II da “Mensagem” de Fernando Pessoa: o videograma “Mar Português/possessio Maris”. A narrativa sinfónica contou com música do maestro Joaquim Luís Gomes.

Foi locutor e produtor radiofónico, na Rádio Renascença, Antena 1 e RDP Internacional. Para a Videofono e RTP realizou vários programas de televisão. Com Nuno Fortes produziu a série “O Que É Feito de Si” com cerca de 120 programas. Trabalhou também com Paula Aresta num programa de televisão. Apresentou a narrativa na igreja da Graça em Santarém e abandonou a carreira artística. Em 2010 foi editado o livro Duas Vidas numa Só, de subtítulo “Entre Cifrões e Canções”, que inclui relatos da sua carreira artística e da sua também bem sucedida profissão como bancário. A Compact Records lança um CD com algumas das canções de maior sucesso do artista.

Discografia

Singles e EP

  • Agora Ou Nunca / Ana Cristina / Escravo / Nocturno (EP, Alvorada) AEP 60533
  • Dancemos O Twist / Horizonte de Esperança / T-4 / Galope (EP, Alvorada) AEP 60615
  • Estranhos Na Noite (EP, Alvorada)
  • História de Amor / Um Dia, Amor (Orfeu)
  • Concerto Para Ti / África (O Primeiro Do Emigrante) (Single, Orfeu, 1976) KSAT 554
  • Verde Vinho / Vem Valsar Com o Papá (Single, Rossil, 1977) Ross 7001
  • Oferece As Tuas Mãos / Foi Tudo (Single, Rossil, 1978) Ross 7007
  • Voltei Para Ficar / Rosas Vermelhas Para O Meu Amor (Single, Rossil) Ross 7010
  • Meninos da Cidade / Gaiato de Lisboa (Single, Rossil) Ross 7021
  • Aquela Cativa /  (Single, Rossil) Ross 7066
  • Vem Comigo a Portugal / Ven conmigo A Portugal (Single, Rossil, 1979)
  • Verde Minho (Single, CBS, 1983)
  • Verde Vinho (nova gravação) / Verde Vinho (Versão orquestral) (Single, CBS) CBS A4446
  • Guitarra Minha Amiga / Versão Instrumental (Single, Polygram, 1987)
Álbuns de estúdio
  • Eu e o Outro (LP, Transmédia) VLP 50.002
  • Canções da Minha Saudade, vol. 1 (CD, Movieplay, 1993)
Igreja da Misericórdia

Órgãos de tubos do concelho de Vouzela [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Misericórdia de Vouzela

Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia de Vouzela

Datada do séc. XVII e reedificada no séc. XVIII, a Igreja da Misericórdia de Vouzela é um edifício de arquitetura religiosa de estilo barroco. A frontaria é rasgada por três vãos de molduras retilíneas e frontões curvos interrompidos. Entre os segmentos do frontão do portal, escava-se um nicho que abriga uma imagem de calcário policromada de Nossa Senhora da Conceição.

Fonte: CMV