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Escola de Música da Batalha
Escolas de Música na Batalha

Estabelecimentos do ensino especializado de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Escola de Música da Batalha

Estr. do Casal Novo 60
2440-062 Batalha
Tel. (+00 351) 249 538 171
Correio eletrónico: geralcmac@sapo.pt

Integrada no Conservatório de Música e Artes do Centro, a Escola de Música da Batalha é um estabelecimento de Ensino Artístico Especializado integrante da rede pública financiado pelo Ministério da Educação e Ciência através de Contrato de Patrocínio.

Escola de Música da Batalha

Escola de Música da Batalha

Em 2017, a Diocese Leiria-Fátima anunciava que a paróquia da Batalha estava a preparar um projeto de formação musical, em parceria com a Câmara Municipal, na convicção de que “a música pode ser de grande utilidade para a vida de qualquer pessoa e é um dos meios mais válidos para descontrair, para combater o ‘stress’ de que tanta gente se queixa”.

Rancho Folclórico Rosas do Lena
Folclore na Batalha

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Rancho Folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”
  • Rancho Folclórico Penedo
  • Rancho Folclórico Rosas do Lena
Rancho Folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”

O Rancho Folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena” do Centro Recreativo da Golpilheira foi fundado em 1989. Está sediado no lugar e freguesia de Golpilheira, concelho da Batalha e distrito de Leiria e representa o Folclore da Alta Estremadura.

Golpilheira foi, em tempos, um lugar vocacionado para a agricultura. Nas margens do Rio Lena cultivava-se milho, hortas, vinho, azeite e legumes. As danças e cantares foram recolhidos de pessoas nascidas na última década do século XIX. Eram as que “bailhavam” a céu aberto, nas alpenduradas e de portas adentro – nas eiras; nas descamisadas; nos terreiros, pelos Santos Populares; nos serões dos enxovais; nos serões dos casamentos; nas adiafas da vindima e azeitona e na “Casa da Brincadeira”.

Rancho Folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena"

Rancho Folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”

Os trajes de trabalho, domingueiro ou de cerimónia, eram os que se usavam a rigor na segunda metade do século XIX. As alfaias, ferramentas e pertences, correspondentes a cada atividade, estão representados no malhador, na ciranda, na vindimadeira, no lagareiro, no abegão, na jantareira, na Lavadeira e no par de noivos pobres. Os instrumentos usados na tocata são os tradicionais da região.

O Rancho é sócio efetivo da Federação do Folclore Português, desde 1996 e sócio fundador da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura. Em 2009, foi condecorado com Medalha de Prata do Município da Batalha. Orgulha-se das inúmeras atuações que fez de Norte a Sul do país, mas também da participação em Festivais Internacionais em Espanha, por duas vezes, França e Roménia.

Rancho Folclórico do Penedo

Nascido na antiga aldeia da Quinta do Sobrado, o Rancho Folclórico Penedo foi fundado em 1980, data em que um grupo de jovens deu o primeiro passo para a criação do agrupamento etnográfico e folclórico, convidando os amigos mais chegados. Estes aderiram com agrado à ideia e logo outras etapas surgiram.

Foi necessário fazer recolhas, ensaiar, preparar trajes de forma a apresentar-se o grupo publicamente, logo no mês seguinte, nas comemorações do quinto aniversário do Centro Cultural e Recreativo de Quinta do Sobrado e Palmeiros.

Um conjunto de elementos decidiu que o grupo recém formado se chamaria Penedo (velha rocha situada nas proximidades da aldeia que aparenta ao longe ser um velho castelo e que esconde uma gruta com a qual estão relacionadas lendas de mouras encantadas). Era no Penedo que o povo fazia as suas festas de Domingo até mais ou menos 1960.

O Rancho Folclórico do Penedo representa o folclore da Alta Estremadura e é federado na Federação de Folclore Português desde 1992, sócio da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e na INATEL. Foi considerado Instituição de Utilidade Pública em 1998. Desde 1980, o Rancho Folclórico Penedo tem mostrado em romarias e festivais, de norte a sul de Portugal e também no estrangeiro o seu repertório ou cancioneiro, do qual fazem parte modas como Manel Antóino, Brasileira, Silveirinha, entre outras.

Rancho Folclórico Rosas do Lena

Criado em 1963, o Rancho Folclórico Rosas do Lena constitui uma representação etnográfica do concelho da Batalha e da Alta Estremadura. Enverga trajos de mordomos e oferteiras, almocreves, trajos domingueiros e de trabalho.

Entre as suas danças incluem-se viras e fandangos de expressão estremenha, bailaricos, fadinhos, modas de dois passos, tacões-e-bicos, cirandas. Preserva o jogo do mioto e jogo do pau. Recebeu Medalhas de ouro e prata do Município da Batalha, medalhão de prata da Região de Turismo de Leiria, taça da cidade francesa de Villeurbanne, três prémios do INATEL, Medalha de Mérito Cultural da Academia de Letras e Artes de Paranapuã do Rio de Janeiro.

Regista milhares de atuações no País com especial relevo para a participação na “Expo 98” e em “Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012”. Fez 32 digressões no estrangeiro, com participação em festivais internacionais e mundiais em Alemanha, Áustria, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, França, Holanda, Hungria, Itália (Sardenha e Sicília), Lituânia, Polónia, Rússia, Sérvia e Ucrânia, vários com a chancela do CIOFF.

Rancho Folclórico Rosas do Lena

Rancho Folclórico Rosas do Lena

Conta 13 gravações discográficas e 1 DVD. É fundador do Museu Etnográfico da Alta Estremadura. Promoveu os  espetáculos etnográficos “A Batalha a Cantar e a Dançar, da Quaresma a Santo António” e um “Um Serão na Alta Estremadura”, as Galas Internacionais de Folclore da Batalha, dos “FestiBatalha”, os Encontros Nacionais de Cantadores e Tocadores de Instrumentos Tradicionais e os Encontros Regionais de Cânticos da Quaresma.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português e membro do CIOFF.

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

MÚSICA À VISTA

Iconografia Musical do Concelho da Batalha

MOSTEIRO DA BATALHA

A música teve grande relevo no Mosteiro da Batalha, onde existiram órgãos de tubos e uma prática musical rica. O portal principal do Mosteiro da Batalha é amplamente estudado e destaca-se “no panorama da arte peninsular e europeia”. Na 5.ª arquivolta, surgem os anjos-músicos, como que envolvendo o crente com “música celestial” no “seu trânsito para a glória eterna”, explica Joaquim Ruivo. Figuras tocando “pandeiro com soalhas, viola de arco, viola de mão, charamela e flautas, o saltério, a cítola e amandora ou o órgão portativo”. Há anjos músicos no portal principal do Mosteiro da Batalha, mas também noutras zonas interiores e exteriores do monumento.

As figuras de doze anjos músicos presentes no portal principal e na nave central da igreja do Mosteiro da Batalha foram o ponto de partida para a primeira edição de um colóquio dedicado à música antiga peninsular no dia 21 de setembro de 2019. Indo ao encontro das raízes e tradições musicais, proporcionou-se o contacto com instrumentos e sonoridades desse tempo, “dando a conhecer igualmente o trabalho de investigadores, músicos e artesãos que, baseados em fontes documentais diversas – como é o caso das representações escultóricas patentes no portal da Igreja do Mosteiro da Batalha – tentam reconstituir esses instrumentos”.

A partir desses anjos músicos surgiu a ideia de realizar no Mosteiro da Batalha um encontro que pretende “aprofundar o conhecimento da música antiga peninsular, dos séculos XV e XVI”, ou seja, “o tempo áureo da construção do mosteiro e da sua vivência conventual”. O programa incluiu ainda uma intervenção de Hugo Sanches sobre a música do século XVI no contexto das relações peninsulares, Jorge Lira falou das tradições musicais num périplo de quase mil anos pela evolução da gaita-de-foles e Orlando Trindade mostrou e tocou réplicas de instrumentos medievais. O colóquio acompanhou o “papel de grande relevo” que a música teve na história do Mosteiro da Batalha.

Enquanto foi convento dominicano, vocacionado para o ensino teológico, e “universidade por decisão papal a partir de meados do século XVI”, calcula-se que só na Capela do Fundador se realizassem anualmente “cerca de três mil atos litúrgicos relacionados com os reis e infantes aí sepultados”. “A música e, sobretudo, o canto teriam grande predomínio”, recordou Joaquim Ruivo.

Curiosamente, em contraste com “a solenidade da liturgia dominicana”, que valorizava “a música vocal gregoriana e monódica”, há por todo o interior e exterior do monumento “profusa representação escultórica de anjos músicos”, notou Joaquim Ruivo, “a maioria deles associados a instrumentos ‘não canónicos’ e à música ‘profana’, de tradição judaico-cristã”.

O órgão na Igreja do Mosteiro estaria muito deteriorado em meados do século XIX e acabou por ser desmantelado após 1840. Há também notícia da existência de órgãos portáteis no monumento, nada restando de qualquer deles.

Fonte: Região de Leiria / ML

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Viola de mão

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha, viola de mão, esquerda, 1º a contar de baixo

Viola d’arco

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha, viola d’arco, esquerda, 4º a contar de baixo

Viola d’arco

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha, viola d’arco, direita, 5º a contar de baixo

Saltério

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha, saltério, esquerda, 5º a contar de baixo

Pandeiro de soalhas

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal do Mosteiro da Batalha, pandeiro de soalhas, direita, 6º a contar de baixo

Cítara

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha, cítara, esquerda, 2º a contar de baixo

Alaúde

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha, alaúde, direita, 4º a contar de baixo

Cítola

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha, cítola, direita, 2º a contar de baixo

Charamela

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Órgão portátil

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha, órgão portátil, esquerda, 3º a contar de baixo

Órgão portátil

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha, órgão portátil, direita, 3º a contar de baixo

Órgãos de tubos do concelho da Batalha [1]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja Matriz de Reguengo do Fetal

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora dos Remédios ]

Igreja Matriz de Reguengo do Fetal

Igreja Matriz de Reguengo do Fetal

Terá sido na sequência da construção da atual igreja paroquial que o orago da freguesia foi definitivamente estabelecido e dedicado a Nossa Senhora dos Remédios. Assim, o templo principal é uma edificação quinhentista, muito remodelada nos séculos posteriores, mas que conserva ainda alguns vestígios da arquitetura original, nomeadamente as molduras de arcos de cantaria nas paredes da igreja. A grande reforma terá ocorrido na centúria de Setecentos, mas o revivalismo de determinadas soluções arquitetónicas deixa adivinhar uma intervenção posterior, de cariz romântico, ocorrida, com certeza, no século XIX. Esta incidiu mais fortemente no interior da igreja, onde se pode observar a linguagem neogótica que presidiu à reforma do teto, cujos ornatos em estuque desenham uma cruzaria de ogivas, e os remates das capelas laterais, todas elas separadas da nave por arcos flamejantes. O retábulo-mor, de linguagem rocaille polícroma, é ladeado por duas colunas com capitéis coríntios que rematam em frontão contracurvado. Ao centro, a tribuna, de arco de volta perfeita, exibe uma tela com a representação de Nossa Senhora dos Remédios. A fachada principal, ladeada por duas torres sineiras, revela uma composição de inspiração barroca, sendo o portal principal encimado por uma janela de sacada com balaustrada e frontão. Em consequência do terramoto de 1969, a igreja sofreu fortes danos pelo que data dessa época a reorganização do terreiro fronteiro e da entrada a Sul.

Fonte: DGPC, Rosário Carvalho

Igreja do Mosteiro da Batalha

Órgão desaparecido

Manuel Benito Gomes, séc. XVIII (Tratado 2 de Geometria Practica, de Antonio Pedro de Mello)