Artigos

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Maiorca
Folclore na Figueira da Foz

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Grupo Mulheres de Tavarede
  • Grupo Folclórico e Etnográfico da Praia da Leirosa
  • Rancho Etnográfico do Arneiro de Fora
  • Rancho Etnográfico Os Cavadores do Saltadouro
  • Rancho Folclórico As Papoilas de Lares
  • Rancho Folclórico da Casa do Povo de Maiorca
  • Rancho Folclórico e Regional de Quiaios
  • Rancho Folclórico Etnográfico Os Ferreiros dos Carvalhais
Grupo Mulheres de Tavarede

Participou em 2019 no “Folclore nas Ruas”, na Figueira da Foz.

Grupo Folclórico e Etnográfico da Praia da Leirosa

Comemora a Quinta-feira da Ascensão ou da Espiga. Em 2006 ocorreu o XIX Festival Folclórico e Etnográfico da Praia da Leirosa.

Rancho Etnográfico do Arneiro de Fora

Em 2017 realizou o XV Encontro Etnográfico de Arneiro de Fora. Participou em 2019 no “Folclore nas Ruas”, na Figueira da Foz.

Grupo Etnográfico Arneiro de Fora

Grupo Etnográfico Arneiro de Fora

Rancho Etnográfico Os Cavadores do Saltadouro

Participou em 2019 no “Folclore nas Ruas”, na Figueira da Foz.

Rancho Folclórico As Papoilas de Lares

Participou em 2019 no “Folclore nas Ruas”, na Figueira da Foz.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Maiorca

O “FestiMaiorca” teve em 2017 a sua 43.º Edição. A iniciativa começou em 1975, pelas mãos de António Maia Cardoso, Manuel Pinto da Costa e José Maria Verdete, crescendo até ocupar um lugar de destaque no calendário dos festivais internacionais que se realizam em Portugal.

Ao longo das suas 42 edições passaram pelo palco do Terreiro do Paço grupos oriundos de 42 países dos quatro cantos do mundo: Áustria, Coreia do Sul, Espanha, França, Itália, Índia Bélgica, Holanda, Alemanha, Grécia, Turquia, Sérvia, Suécia, Rússia, Geórgia, Ucrânia, Lituânia, Hungria, Roménia, Bulgária, México, Argentina, Israel, Togo, Serra Leoa, Timor, Republica Checa, Eslováquia, Eslovénia, Peru, Porto Rico, Indonésia, Uruguai, Venezuela, USA, Bolívia, Equador, Colômbia, Senegal, Estónia, Letónia, Polonia, Bielorrússia, Roménia, bem como das várias regiões de Portugal, incluindo Açores e Madeira.

O 43º Festival Internacional de Folclore de Maiorca – FestiMaiorca 2017 contaria com a presença de grupos oriundos do Chile, Geórgia, México, Quénia, Sérvia, Tailândia e Portugal. Nesse ano, pela primeira vez, o festival contou com a presença de grupos do Chile, Tailândia e Quénia.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Maiorca

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Maiorca

Rancho Folclórico e Regional de Quiaios

O Rancho Folclórico Regional de Quiaios foi criado a 1 de Maio de 1956, sendo composto por cerca de 40 elementos que procuram, fundamentalmente, recriar as atividades piscatórias e agrícola. Os trajes representam os utilizados no mar, no trabalho, no campo, nas festas e no casamento, tendo sido elaborados graças a testemunhos de pessoas idosas da terra, a fotografias antigas e a objetos da época. Tanto os trajes como as danças procuravam reviver as tradições Gandaresas do início do século XIX. Pertence ao Grupo de Instrução e Recreio Quiaiense, fundado a 5 de outubro de 1913, por um grupo de sócios, na sua maioria agricultores. A coletividade tem ainda um Grupo Cénico.

Rancho Folclórico Etnográfico os Ferreiros dos Carvalhais

O Rancho Folclórico Etnográfico os Ferreiros dos Carvalhais foi fundado em 1975 tendo como principal representação etnográfica os ferreiros, em homenagem à principal atividade outrora exercida na povoação.

 

Sociedade Filarmónica Figueirense
Filarmónicas da Figueira da Foz

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Associação Musical União Filarmónica Maiorquense
  • Sociedade Artística Musical Carvalhense
  • Sociedade Boa União Alhadense
  • Sociedade Filarmónica 10 de Agosto
  • Sociedade Filarmónica Figueirense
  • Sociedade Filarmónica Paionense
  • Sociedade Filarmónica Quiaense
  • Sociedade Instrução e Recreio de Lares
  • Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão
  • Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense
Associação Musical União Filarmónica Maiorquense – U.F.M

A Associação Musical União Filarmónica Maiorquense – U.F.M., sediada na Rua dos Lavradores, freguesia de Maiorca, concelho da Figueira da Foz, com  estatutos alterados em 2002 e 2003, é uma associação de natureza cultural e educativa constituída a 5 de dezembro de 1931.

Associação Musical União Filarmónica Maiorquense - U.F.M

Associação Musical União Filarmónica Maiorquense – U.F.M

Sociedade Artística Musical Carvalhense

A filarmónica da centenária Sociedade Artística Musical Carvalhense (S.A.M.C.) conta atualmente com 53 músicos, com uma faixa etária entre os 12 e os 27 anos. Tem direção da Maestrina Renata Oliveira, a qual cumula responsabilidades de coordenação da área da formação. A Escola de Música da S.A.M.C. é outra das suas componentes. Em 2004, fundou a sua Banda Juvenil, que é composta por cerca de 25 jovens músicos. A Filarmónica apresenta-se anualmente em cerimónias religiosas e institucionais, eventos sociais e concertos.

Sociedade Boa União Alhadense

Em 1854, a comissão promotora das festas religiosas deslocou-se a uma povoação vizinha, com o fim de contratar uma Filarmónica. Sensibilizados pela apresentação e desempenho da Filarmónica, os alhadenses pensaram em criar a sua própria banda de música. Tomou a iniciativa o pároco da freguesia, que no final da missa da festa se dirigiu ao povo: “Vou criar uma Filarmónica nas Alhadas, conto com a vossa ajuda”. Iniciaram um peditório na Igreja, cujo valor foi de oitenta mil reis.

As primeiras preocupações dos pioneiros da iniciativa foram os preparativos para a legalização da associação e a busca de um local onde pudessem dar início às aulas de música. Conseguiram uma casa e fixaram um contrato de arrendamento no valor de setenta mil reis anuais. Abriram a escola de música. O número de inscritos era elevado. 22 fizeram-se músicos, e entre estes contavam 4 padres da região.

Para acabar de instruir os executantes e dirigir a futura Filarmónica, em outubro do mesmo ano foi contratado o espanhol José Lourenzo. Em 8 de dezembro de 1854, foi fundado o “Montepio Filarmónica União Alhadense” e nomeada uma Comissão Administrativa para governar esta instituição, que tinha como objetivo a ajuda aos seus elementos na compra de medicamentos e pagamento ao médico. No dia 25 de dezembro de 1854 ouviu-se pela primeira vez, nas ruas de Alhadas, a sua Filarmónica. Estava instituído o Montepio Filarmónica União Alhadense, o qual mais tarde passaria a denominar-se Sociedade Boa União Alhadense.

Em 1855 estreou o seu primeiro fardamento e obteve os primeiros contratos. Deslocou-se Espanha várias vezes. No dia 10 de junho de 2005 representou Portugal nas Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no Luxemburgo.

Pela Filarmónica passaram vários maestros: Francisco de Freitas Mota, António Maria Pinto, Fortunato Esteves Pardal, Serafim Nunes Chamusca, Celestino Quadros, Eduardo Pinto de Almeida, Herculano Rocha, Carlos Leandro, Joaquim Pessoa, Angelino Ferrão, Manuel Farinha de Oliveira, Manuel Ribeiro Caiado e, desde Janeiro de 2006, José António Santos Firme.

Sociedade Boa União Alhadense

Sociedade Boa União Alhadense

Atualmente a Filarmónica é constituída por 68 elementos e tem na sua Escola de Música 33 aprendizes.

Para além Filarmónica, a Sociedade Boa União Alhadense tem outras vertentes, como o Grupo Cénico, Orquestra Ligeira, Grupo de Metais, Ensemble de Saxofones e Grupo de Flautas e, no Desporto, o Futsal e o Ténis de Mesa, modalidades filiadas na Associação de Futebol de Coimbra e Associação de Ténis de Mesa de Coimbra, respectivamente. Em 12 de março de 1982 foi agraciada com a medalha de mérito (ouro) pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Sociedade Filarmónica 10 de Agosto

Fundada em 10 de agosto de 1880, a coletividade da Rua das Rosas (Figueira da Foz) é uma das mais emblemáticas agremiações pela sua postura e trabalho em prol da preservação da cultura figueirense. Além dos autos pastoris e Auto dos Reis Magos, a “Teimosa”, como também é conhecida, marca anualmente a sua presença em tradições tão populares, como o Enterro do Bacalhau.

Nas páginas de história que prestigiam a coletividade, salienta-se ainda o concerto que a filarmónica deu no Convento da Batalha, em 1908. A assistir ao concerto estava D. Carlos, que a galardoou depois com o título de “Real”. Manuel Dias Soares, autor da música da Marcha do Vapor, aprendeu música, entre outros, com Augusto Symaria, regente da D’Agosto. Mais tarde o próprio Manuel Dias Soares também dirigiu esta filarmónica. E foi à frente da Dez D’Agosto que Manuel Dias Soares dirigiu musicalmente uma corrida de touros em Salamanca.

Joaquim Tomás Freitas é atualmente seu mestre. Presentemente a Direcção tem como presidente Susana Sousa que pretende, com a sua equipa, desenvolver novos projetos para a coletividade, bem como manter as tradições. A coletividade chegou a organizar as antigas Serenatas do Mondego. A direcção da Dez D’Agosto deu, em 2001, o nome de Maria Olguim ao palco da coletividade, lembrando a atriz que se estreou na Dez D’Agosto.

Texto: António Jorge Lé (com excertos)

Sociedade Filarmónica Figueirense S.F.F.

Sediada na freguesia e concelho da Figueira da Foz, a Sociedade Filarmónica Figueirense S.F.F. é uma associação de natureza social, artística, cultural e recreativa, constituída a 21 de junho de 1869.

Sociedade Filarmónica Figueirense

Sociedade Filarmónica Figueirense

Sociedade Filarmónica Paionense

Fundada em 1858, a Sociedade Filarmónica Paionense é das mais antigas coletividades do Concelho. Surgiu com Leonel Seabra, médico no Paião. Rapidamente se transformou num importante fator cultural e recreativo, com atividade não só no Paião como nos arredores. A fim de que banda atuasse num local condigno, construiu-se um coreto, inaugurado em 1925. A edificação da sede, localmente designada por Casa da Música, teve início em 1948. Estava-se no rescaldo da grande guerra, com as finanças paionenses debilitadas. Mesmo assim, foi possível inaugurar o edifício passados quatro anos.

A Casa da Música transformou-se então no grande centro cultural e recreativo da vila: música, bailes, teatro, cinema, televisão, folclore, desporto, ilusionismo e magia, convívios e reuniões de amigos, mais tarde as sessões políticas. Depois de 1974, a banda adquiriu grande incremento com criação da Escola de Música e recrutamento de jovens executantes. A mais recente alteração dos estatutos remonta a 1989. Já com quase 155 anos de atividade, em 2012, a Sociedade Filarmónica Paionense foi declarada Instituição de Utilidade Pública, reafirmando assim a vontade da continuar com a divulgação de música e outras atividades culturais.

Sociedade Filarmónica Quiaiense

Embora alguns documentos atestem que a sua existência é anterior a 1850, só a 25 de agosto de 1869 foi constituída como associação, passando posteriormente a celebrar o seu aniversário a 6 de janeiro, dia de Reis. Ao longo da sua história tem participado nas mais diversas manifestações culturais na zona centro do País, nomeadamente em cerimónias de carácter religioso e encontros de bandas civis. Destaca-se a sua participação num “Te Deum” aquando do nascimento do último rei de Portugal, que teve lugar na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra.

Em 1977, por dificuldades diretivas, foi integrada na Casa do Povo de Quiaios, Instituição de Utilidade Pública, onde ganhou uma nova dinâmica e voltou a rubricar alguns momentos de assinalável interesse cultural. Constituída por 45 elementos, tem organizado com regularidade encontros de bandas em Quiaios e mantém ativa uma escola de música onde o ensino é gratuito. Criou em 2003 a Orquestra Ligeira Quiaense. Em 2005 deslocou-se ao Pico, Açores, onde rubricou agradáveis momentos com a Sociedade Filarmónica Recreio União Praínhense.

Sociedade Filarmónica Quiaense

Sociedade Filarmónica Quiaense

No final de 2005, em parceria como Instituto de Emprego e Formação Profissional, lançou o programa A Música Vai à Escola dando assim cobertura, no ensino da música, à quase totalidade dos 140 alunos das Escolas do Ensino Básico e Pré-primário de Quiaios.

Sociedade Instrução e Recreio de Lares

A Sociedade Instrução e Recreio de Lares foi fundada, oficialmente, em 1926, com apenas treze elementos e era dirigida por Manuel Ângelo Esteves Pardal, que tinha sido músico militar em Lisboa. A primeira atuação da Filarmónica aconteceu alguns anos antes da fundação oficial da Sociedade Instrução e Recreio de Lares, por ocasião da inauguração da extinta Empresa Vidreira da Fontela em 1920. No entanto as premissas de instrução e recreio desta associação conduziram, no ato da fundação, à integração da Filarmónica de Lares no seio da Sociedade Instrução e Recreio de Lares.

A Filarmónica de Lares foi evoluindo na arte musical e crescendo em número de executantes, tornando-se rapidamente numa unidade cultural de importância incontornável no panorama sócio-cultural da freguesia de Vila Verde e do concelho da Figueira da Foz. Ao longo das suas oito décadas de existência, a Filarmónica de Lares atuou de norte a sul de Portugal em inúmeras festas de natureza religiosa, festas populares, encontros de bandas, concertos, galas de beneficência e receções a autoridades civis.

Quando no final da década de 70 a Filarmónica de Lares ainda era dirigida por António Pardal, filho do primeiro maestro, aconteceu a sua primeira internacionalização. Desde sempre, tem sido apanágio da Filarmónica de Lares oferecer aos seus ouvintes e amigos momentos musicais de indiscutível qualidade e virtuosismo, quer atue no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, no Pavilhão de Portugal em Lisboa ou num qualquer modesto palco improvisado por uma qualquer comissão de festa.

Associada à Filarmónica existe uma Escola de Música com mais de duas dezenas de alunos distribuídos por seis monitores. A frequência da Escola de Música é gratuita, bastando para isso que os alunos (ou os seus pais, no caso de serem menores de idade) sejam sócios da Sociedade Instrução e Recreio de Lares. Na sequência da formação obtida na escola de música e logo após a iniciação instrumental, os jovens alunos fazem parte, em primeiro lugar da Orquestra Juvenil da S.I.R. Lares, para depois incorporarem as fileiras da Filarmónica.

Dirigiram ainda a orquestra os maestros Carlos Cardanho (1981-1983 e 1989-1995), José Alves Garcia (1983-1988), Dr. Vítor Ferreira (1996-2001), Dr. Rui Alves (2001-2005). A Filarmónica possui 37 elementos e a sua direção artística está confiada, desde 2006, ao Maestro Paulo Silva, que por inerência de funções é o coordenador da Escola de Música. Joaquim Simões é o presidente da direção da Sociedade Instrução e Recreio desde 2004. O dia da Ascensão de cada ano é o dia de aniversário da Filarmónica de Lares.

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão

A Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão/Filarmónica do Alqueidão foi fundada em 1927 no lugar e freguesia de Alqueidão, concelho da Figueira da Foz. A Filarmónica foi composta por músicos, naturais da freguesia, que receberam desde logo as primeiras aulas de solfejo e iniciação instrumental. Estes ensinamentos foram ministrados pelo Mestre Oleiro, de Alfarelos, primeiro regente da Filarmónica. Em apenas um ano, e depois de intensivos ensaios, os músicos estavam afinados e prontos a subir ao coreto. A primeira sala de ensaio da Filarmónica foi a casa de Albino Pereira dos Santos, um filantropo que acabaria por doar o terreno onde se encontra a atual sede, inaugurada em 1982.

Atualmente composta por 36 executantes, a Filarmónica do Alqueidão tem participado nos mais diversos eventos sócio-culturais e recreativos, concertos, arruadas, procissões e outras festas religiosas, atos oficiais, inaugurações e outras comemorações, encontros de bandas.

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão

Tem uma pequena Escola de Música de ensino gratuito. Na sequência da formação obtida na escola de música e logo após a iniciação instrumental, os jovens alunos fazem parte, em primeiro lugar, da Banda Juvenil, para depois incorporarem as fileiras da Banda Filarmónica. A direção técnica e artística da Banda Filarmónica estão a cargo do Maestro, Paulo Alexandre Alves da Silva desde 1999, exercendo ao mesmo tempo as funções de professor da Escola de Música.

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense

A Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense foi fundada em 1 de setembro de 1894. Composta exclusivamente por executantes amadores, a Banda atuou em festas, concertos, sessões solenes, guardas de honra a membros do governo e aos então presidentes da República, Jorge Sampaio na inauguração do Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, e Cavaco Silva na comemoração dos 125 anos da elevação a cidade da Figueira da Foz. Participou em outras manifestações recreativas e culturais em todo o país e estrangeiro. Foi-lhe atribuído em 1991 o estatuto de Instituição de Utilidade Pública.

Mantém uma Escola de Música, com cerca de 45 alunos, suporte musical para ingressar nas fileiras da Banda. Esta é composta por 60 músicos, tendo a sua grande maioria idade inferior a 25 anos. Tem, desde 1985 a Direcção Musical do Maestro Francisco Relva Pereira. Em 1998 realizou o seu primeiro trabalho áudio, com o título “Notas Confusas”. Funcionou como Banda de apoio ao Curso de Regentes de Bandas Filarmónicas do Distrito de Coimbra, que decorreu nas suas instalações em 2000. Organizou em 2004 o seu 1º Encontro Internacional de Bandas, em 2005 e em 2007 o Encontro de Bandas/Inter distrital do INATEL.

Foi a única Banda do Concelho da Figueira da Foz, a participar na gravação do CD duplo As melhores Bandas Filarmónicas da Região – Distrito de Coimbra lançado pela Public-Art em 2002, sendo o 1º de uma coleção que junta as melhores Bandas do País, por distritos.

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense

Em 2000 fez no Luxemburgo a sua 1ª internacionalização, seguindo-se em 2001 a viagem ao Luxemburgo e à Alemanha e ainda a Castrelo – Espanha, em 2004 ao Luxemburgo e Bélgica. Foi a banda de suporte na apresentação oficial do hino da Associação de Coletividades do Concelho da Figueira da Foz, composto pelo maestro Francisco Relva Pereira. Participou no FILARMUNDO – 1º Encontro Internacional de Filarmónicas da Figueira da Foz. Em 2009, foi agraciada, pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, com a Medalha da Cidade e com a Medalha de Mérito Cultural em Prata Dourada.

FOI NOTÍCIA

No dia 25 de junho de 2016, 12 bandas filarmónicas da Figueira da Foz e de Montemor-o-Velho saíram em desfile do Jardim Municipal até à Praça da Europa, onde se realizou o 1.º Encontro de Filarmónicas dos Concelhos de Montemor-o-Velho e da Figueira da Foz, numa festa da música que celebrou o centenário da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo do Baixo Mondego, CRL.

Centenas de pessoas e centenas de músicos, regidos por 12 maestros, uniram-se numa festa que celebrou a cultura popular, as tradições e o associativismo. com cada uma das formações musicais a atuar isoladamente e, no final, num grande concerto conjunto e muito aplaudido, sob a batuta do maestro Capitão Amílcar Morais, com a Lira 2003 e a Marcha do Vapor a arrebatarem a plateia.

Da Figueira da Foz participaram as bandas filarmónicas da Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (maestro Relva Pereira); Sociedade Filarmónica Quiaense (maestro António Jesus); Sociedade Boa União Alhadense (maestro Santos Firme); Sociedade Filarmónica Paionense (maestro Miguel Alves); Sociedade Instrução e Recreio de Lares (maestro Paulo Silva); Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão (maestro Celso Rama); Sociedade Artística Musical Carvalhense (maestrina Renata Oliveira) e Associação Musical União Filarmónica Maiorquense (maestro Bruno Cavaleiro).

De Montemor-o-Velho vieram as bandas filarmónicas da Academia Musical Arazedense (maestro Tiago Pereira); Associação Filarmónica 25 de Setembro (maestro André da Fonseca); Associação Filarmónica União Verridense (maestro Augusto Garcia), e Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira (maestro António Mota).

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho da Figueira da Foz

Ferreira-a-Nova

Monumento ao Músico de Santana

“Ao Músico de Santana” de Mário Nunes.

Situado no Largo Silva Carvalho, Santana, freguesia de Ferreira-a-Nova (Figueira da Foz), o monumento “Ao Músico de Santana”, da autoria de Mário Nunes, foi inaugurado a 8 de dezembro de 2001. Promovido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz e população da Freguesia de Santana, é uma estátua em bronze, com pedestal em pedra calcária. Tem por medidas: 200cm x 107cm x 39cm. É estátua de pé de arte contemporânea. A estátua retrata um músico filarmónico com a respetiva indumentária a tocar flauta transversal. Encontra-se sobre um pedestal de configuração paralelepipédica, de disposição horizontal, onde contém inscrições alusivas aos músicos de Santana. Obra resulta de uma encomenda pela Câmara Municipal da Figueira da Foz ao escultor Mário Nunes, tendo também o apoio da população da freguesia de Santana.

David de Souza, compositor, da Figueira da Foz
Músicos naturais do Concelho da Figueira da Foz

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alexandra Curado (maestrina)
  • David de Sousa (compositor, 1880-1918)
  • Elisabete Adão (saxofonista, 1993)
  • Joaquim Simões Pleno (compositor, 1908-2001)
  • João Bagão (guitarrista, 1921-1992)
  • Madalena Azeredo Perdigão (gestora musical, 1923-1989)
  • Manuel Pleno (regente, 1888/1889-1962)
  • Maria Alice (cantora, 1904-1996)
  • Pedro Fernandes Tomás (etnógrafo, 1853-1927)
Alexandra Curado

Alexandra Curado nasceu na Figueira da Foz, onde reside. Iniciou estudos musicais aos 6 anos, na escola de música criada pelo avô na Marinha das Ondas. Em 1983 ingressou no Conservatório Regional de Coimbra, nas classes de Piano, Acordeão e Canto.

Durante o percurso académico participou em vários eventos culturais. Em 1991, concluiu o curso complementar de Piano no Conservatório Regional de Coimbra como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e em 1996 concluiu licenciatura nas áreas de Piano e Formação Musical. Fez pós-graduação em Psicologia da Música, na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto.

Desenvolveu atividade de concertista a solo e em música de câmara no país e no estrangeiro. Lecionou piano, formação musical, classe de conjunto e iniciação musical no Conservatório de Música David de Sousa, na Figueira da Foz, participou em cursos intensivos de piano, pedagogia e educação musical e de direção coral.

Em 2010 iniciou o projeto de criação de um coro infantojuvenil, que permitiu retomar a Gala dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz. Este Coro levou à criação da Escola de Artes do CAE, que contempla as valências de Ensino de Instrumentos, Dança Clássica e Contemporânea, Teatro e Orquestra de Jazz.

É docente do Conservatório de Música de Coimbra, diretora pedagógica da Escola de Artes do Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, professora na Escola de Artes de Penacova e Maestrina do Coro Pequenas Vozes da Figueira da Foz e do Coro Canticus Camerae.

Alexandra Curado

Alexandra Curado, professora e maestrina, da Figueira da Foz

Alexandra Curado, professora e maestrina, da Figueira da Foz

Elisabete Adão

Elisabete Silva Adão nasceu na Figueira da Foz a 20 de Outubro de 1993. Iniciou os estudos musicais aos 9 anos, na Sociedade Artística e Musical Carvalhense. Em 2004 ingressou no Conservatório de Música de Coimbra, onde concluiu o 8º grau (2011) em Saxofone na classe de António Madeira Alves. 

Em 2014 concluiu a Licenciatura em Música – Execução – Saxofone na classe de José Massarrão na Escola Superior de Música de Lisboa

Participou em classes de aperfeiçoamento com os saxofonistas Jean-Yves Formeau, Manuel Miján, Alexandre Madeira, Artur Mendes, Helder Alves, Ricardo Pires, James Houlik, Kenneth Tse, Rafael Yebra e Alfonso Padilla.  Em 2012 foi laureada no concurso “Prémio Jovens Músicos” com o 2º lugar ex-aequo (Saxofone, nível médio). Obteve o 1º lugar em 2013, 2014 e 2015 no concurso “Sons d’Cabral” em Belmonte. 

Leia AQUI a biografia completa.

HISTÓRIA

David de Sousa

David de Souza nasceu a 6 de maio de 1880 na Figueira da Foz, tendo realizado os estudos musicais no Conservatório Nacional em Lisboa onde frequentou a classe de violoncelo de Eduardo Wagner e de Cunha e Silva e a de teoria musical de Freitas Gazul. Em 1904, como bolseiro do estado português parte para a Alemanha, onde no Conservatório de Leipzig vai estudar com um dos mais famosos violoncelistas da época: Julius Klengel.

De regresso a Portugal, David de Souza estreia-se como chefe de orquestra em 1913 num concerto realizado no Teatro Nacional. Pouco depois é contratado para Maestro Titular da Orquestra Sinfónica de Lisboa, formada nessa altura e instalada no Politiema.

Com temperamento fogoso, dotes histriónicos e grande poder de comunicação com o público, David de Souza conquistou vários admiradores.

Do seu vasto reportório destacam-se as inúmeras obras modernas que interpretou pela primeira vez em Portugal, como por exemplo: a segunda Sinfonia de Vincent D’Indy, as “Valsas Nobres e Sentimentais” de Maurice Ravel ou o Poema Sinfónico de Luís de Freitas Branco “Depois de uma leitura de Antero de Quental”.

Apaixonado pela música russa, revelou igualmente ao público português, inúmeras obras de compositores daquele país.

Leia AQUI a biografia completa.

David de Souza

David de Souza, compositor, da Figueira da Foz

David de Souza, compositor, da Figueira da Foz

David de Souza

David de Souza, compositor, da Figueira da Foz

David de Souza, compositor, da Figueira da Foz

João Bagão

João Carlos Bagão Moisés, guitarrista e compositor, nasceu na Figueira da Foz, a 14-07-1921, e faleceu em Lisboa, a 09-12-1992. Iniciou a sua aprendizagem da guitarra com o seu tio António da Silva Bagão. Tocou ainda outros instrumentos como piano, bandolim e viola. Completou o Curso dos Liceus em Coimbra e frequentou a Faculdade de Ciências durante três anos. Em 1948 abandonou Coimbra e os estudos e fixou residência em Lisboa, tendo trabalhado como agente de propaganda médica. Amante de música, tocou bandolim, viola, piano e guitarra.

Após a passagem por Coimbra, radicou-se em Lisboa em 1948, actuando em Casas de Fado, acompanhado por Paquito (viola baixo), o que nem sempre foi bem recebido no meio musical e académico conimbricense. Definitivamente atraído para guitarra, tornou-se num dos melhores guitarrista de Coimbra do seu tempo. João Bagão sofreu notória influência do estilo revolucionário e inovador de Artur Paredes, tocava com invulgar virtuosismo e foi, em certa medida, um renovador, quer a compor, quer a fazer os acompanhamentos.

Acompanhou à guitarra cantores activos em Coimbra nos anos 40 e 50 (Manuel Martins Catarino, conhecido como Manuel Julião; Napoleão Amorim; Augusto Camacho; António Dias Gomes; Luiz Goes, Fernando Rolim, entre outros. Integrou o Orfeão Académico de Coimbra e a Tuna Académica de Coimbra, participando em digressões e espectáculos no País e no estrangeiro.

Em Lisboa, manteve um grupo de fados e de guitarradas (juntamente com António Toscano, João Gomes, entre outros), que cessou actividade após a sua morte, tendo esta formação sido a principal responsável pela prática da canção de Coimbra em Lisboa. Um dos principais dinamizadores deste colectivo era o autor de letras Leonel Neves. Foi ainda este grupo que acompanhou Luiz Goes em vários dos seus fonogramas, assim como o Cantor Alexandre Herculano. Também com este Grupo, participou em digressões ao estrangeiro (África do Sul, Áustria, Brasil, EUA e Suíça).

Da sua obra musical destacam-se as guitarradas, tendo ainda musicado os poemas de Edmundo Bettencourt e de Leonel Neves (Balada da Torre d’Anto; Balada de Evocação à Velha, 1951; Toada do Penedo da Saudade, 1953).

O seu nome faz parte da toponímia da Figueira da Foz (Rua Doutor João Bagão).

Fonte: Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, dir.  Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, pág. 96 e 97.

João Bagão

João Bagão, guitarra, da Figueira da Foz

João Bagão, guitarra, da Figueira da Foz

João Bagão

João Bagão, guitarra, da Figueira da Foz

João Bagão, guitarra, da Figueira da Foz

Joaquim Pleno

Joaquim Maria Simões Pleno nasceu a 15 de Outubro de 1908 em Ferreira-a-Nova, no concelho da Figueira da Foz. Iniciou os estudos musicais com o pai, Manuel Maria Pleno, e integrou a Filarmónica Santanense (dirigida pelo pai) como instrumentista de flautim, aos oito anos de idade. Iniciou-se como regente de banda com apenas 17 anos de idade, em 1925, sucedendo a Carlos Pleno, seu tio, na regência da Banda de Liceia.

Em 1926 sucedeu ao pai como regente da Filarmónica Pampilhosense, na Pampilhosa, localidade onde fixou residência por volta de 1935, após o seu casamento. Dirigiu a Filarmónica Pampilhosense durante 64 anos, sendo substituído em 1990 pelo seu filho Manuel Lindo Pleno. Dirigiu, para além das bandas referidas, a Filarmónica Arazedense (Arazede), a Filarmónica Fraternidade Poiarense (Vila Nova de Poiares), a Associação Filarmónica Lyra Barcoucense 10 d’Agosto (Barcouço) e a Sociedade Filarmónica Fraternidade de S. João de Areias, bem como a Tuna de Souselas (Coimbra) e a Tuna de Franciscas (Cantanhede). Desenvolveu atividade enquanto ensaiador e instrumentista em orquestras denominadas “jazzes”. A partir do final da década de 1930 dirigiu a Orquestra-Jazz Danúbio Azul, sediada em Souselas e constituída por instrumentistas da Tuna Souselense e da Filarmónica Pampilhosense.

Joaquim Pleno destacou-se também como compositor. Entre 1936 e meados da década de 1960 trabalhou como compositor e arranjador ao serviço da Casa Olímpio Medina, sediada em Coimbra. Após a sua desvinculação desta casa comercial continuou a compor (por encomenda) para bandas, tunas, ranchos folclóricos, orquestras típicas, orquestras ligeiras e agrupamentos de teatro e de revista da região da Pampilhosa e concelhos limítrofes. Em 1991 foi distinguido com a medalha de Mérito Cultural pela Câmara Municipal da Mealhada. Em 1999 o seu nome foi atribuído ao coreto da vila da Pampilhosa, numa homenagem da população local. Faleceu a 29 de junho de 2001, com 92 anos de idade.

Fonte: A Nossa Música, Universidade de Aveiro

Madalena Azeredo Perdigão

Maria Madalena Bagão da Silva Biscaia (Farinha) de Azeredo Perdigão (Figueira da Foz, 28 de Abril de 1923 – Lisboa, 5 de Dezembro de 1989) foi, sem dúvida, uma das figuras que maior influência exerceu na vida artística do país no longo período em que desenvolveu atividade na Fundação Gulbenkian e, de igual modo, fora dela. A sua figura parece ter surgido no momento certo (para a Dança e para a Música) na vida da jovem Fundação e, aparentemente, também na do seu Presidente do Conselho de Administração.

A Dr.ª Madalena era vista essencialmente como uma figura tutelar e, em simultâneo, uma mulher elegante, requintada, de fina inteligência e muito poderosa, que marcava presença, frequentemente, ao lado do seu marido, nos eventos da Fundação.

Em relação aos artistas do Ballet Gulbenkian, ainda antes de se ter retirado da direção do Serviço de Música, era tida como uma figura semi-invisível. Mesmo quando administrava a companhia raramente descia aos estúdios e espaços ocupados pela dança. Quanto muito, espreitava com extrema discrição, algum ensaio de palco do camarote presidencial atrás das cortinas e aparecia nas estreias com o marido. Pode-se, mesmo, dizer que havia um certo mistério à sua volta. Após a sua saída da Fundação a sua influência nos destinos do Ballet Gulbenkian não era nada clara.

Nos anos a seguir ao 25 de Abril, em que a companhia começou a renovar-se devido a uma política artística que parecia passar pelo fomento de uma geração de bailarinos portugueses – enérgicos e muito empenhados no seu trabalho – e alguns coreógrafos de uma nova safra, ela continuava (fora) a ser a mulher do presidente vitalício e (dentro), a ter pessoas da sua confiança a trabalhar na instituição.

Foi com ela que o nosso País, nesses anos de grande isolamento, apesar de tudo, foi podendo ver alguns dos maiores vultos mundiais no campo da música e da dança. A criação do Ballet Gulbenkian, da Orquestra e do Coro e, duas décadas depois, do Serviço ACARTE, com os espectáculos de vanguarda na Sala Polivalente do CAM, conferência e oficinas artísticas, concertos à hora de almoço e toda uma panóplia de eventos avulsos e ciclos de programas culturais (dos quais, naturalmente, se destacavam os estivais Encontros ACARTE) só podiam ter partido de uma mulher multifacetada cuja formação académica estava ligada às ciências exactas mas que, inteligentemente, soube alargar os seus horizontes para uma área que igualmente dominava na perfeição: a Música.

António Laginha Lisboa, 2009 (excerto)

Pedro Fernandes Tomás

Pedro Fernandes Tomás (Figueira da Foz, 1852-1927) distinguiu-se em diversas áreas da cultura e do património etnográfico, arqueológico e musical.  Era sobrinho-neto do jurisconsulto e político liberal Fernandes Tomás, tendo-se notabilizado por mérito próprio. Filho de João Pedro Fernandes Tomás e de Maria José Baptista Fernandes Tomás, nasceu na Figueira da Foz a 30 de abril de 1852. Viria a falecer na terra natal, vítima de doença, a 4 de agosto de 1927. Passou pelo liceu e pelo seminário de Coimbra, não tendo seguido estudos superiores. Além de Coimbra, residiu alguns anos na Lousã. A partir de 1875 habitou e trabalhou regularmente na Figueira da Foz. Foi professor do ensino particular, professor e diretor da Escola Industrial Bernardino Machado, da Figueira da Foz, jornalista, recoletor musical, estudioso e temas de arqueologia, epigrafia, história e etnografia.

Foi sócio do Instituto de Coimbra e um dos fundadores da Sociedade Arqueológica da Figueira da Foz, a que também pertenceu o Dr. António dos Santos Rocha. Como autor deixou vasta obra dispersa em páginas de jornais e escreveu monografias e memórias, algumas das quais ainda hoje trabalhos de referência que podem ser consultados através do catálogo da Biblioteca Pública Municipal da Figueira da Foz (BPMPFT). Interessado pela música popular, iniciou na década de 1890 a publicação de recolhas realizadas em diversas localidades de Portugal e de repertório que lhe foi sendo enviado por amigos e colaboradores.

PFT procurou notar as melodias como eram interpretadas pelas comunidades de prática, sem recorrer à moda burguesa das harmonizações para piano. Deixou vasta obra no âmbito da música popular e foi um dos poucos musicólogos que não hesitou em incluir a Beira Litoral e Coimbra no mapa musical de Portugal.

Pedro Fernandes Tomás

Pedro Fernandes Tomás, etnógrafo, da Figueira da Foz

Pedro Fernandes Tomás, etnógrafo, da Figueira da Foz

Obras:

Pedro Fernandes Tomás, Canções populares da Beira acompanhadas de 58 melodias recolhidas diretamente da tradição oral. 2.ª edição. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1923 (1.ª edição, 1896), 254 pp. Prefácio do Prof. José Leite de Vasconcelos. Contém descantes e cantigas de roda.

Pedro Fernandes Tomás, Cantares do povo (poesia e música). Coimbra: França Amado Editor, 1919, 124 pp. Com prefácio do musicólogo António Arroyo. Contém romances populares, canções religiosas, danças de roda e cantigas das ruas.

Pedro Fernandes Tomás, Canções portuguesas (do século XVIII à actualidade). Coimbra: Imprensa da Universidade, 1934, 169 pp. Edição póstuma, revista pelo Dr. Salinas Calado e assegurada pelo Prof. Doutor Joaquim de Vasconcelos. Contém romances, canções religiosas, descantes velhos e de rua e danças de roda.

Igreja Matriz de Lavos
Órgãos de tubos do concelho da Figueira da Foz [6]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Imóvel de Interesse Público, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco fazia parte do antigo convento dos religiosos reformados da Ordem de S. Francisco. O convento foi fundado em 1527 por Frei António de Buarcos, com o apoio de D. João III e a benemerência de António Fernandes de Quadros, senhor de Tavarede. O convento sofreu profundas transformações arquitetónicas, com realce para a grande remodelação do ano de 1725. No século XIX o edifício foi transformado, mantendo apenas, da parte religiosa, a igreja, de fachada setecentista. No interior, além dos retábulos em talha, provenientes do Convento de Seiça, podem ainda ser apreciados o coro-alto com pinturas da vida de Santo António e interessantes esculturas dos séculos XVI a XVIII. No edifício contíguo encontra-se a capela de S. Francisco, de feição neoclássica, delineada no século XIX pelo arquiteto milanês Giancarlo Magne. Inclui um núcleo museológico de Arte Sacra. O seu ex-libris é um órgão de tubos, o primeiro a existir na Figueira da Foz.

Fonte: CMFF

Consola do órgão

Órgão da Igreja da Ordem Terceira

Órgão da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Tubaria

Órgão da Igreja da Ordem Terceira

Órgão da Igreja da Ordem Terceira

Igreja da Misericórdia de Buarcos

Igreja da Misericórdia de Buarcos

Igreja da Misericórdia de Buarcos

Localizada no centro da povoação de Buarcos, a Igreja da Misericórdia de Buarcos é um templo de fundação quinhentista que teve obras de remodelação posteriores, nomeadamente no que concerne aos programas decorativos interiores. O edifício desenvolve-se em planta retangular, com dois acessos ao interior. A fachada principal, que é precedida por adro de pedra com gradeamento, apresenta um modelo simples, de linhas chãs, onde se destaca o portal principal em arco rebaixado, emoldurado por friso e rematado por entablamento com motivo geométrico, sobre o qual foi aberto um nicho de gosto flamenguista, com volutas laterais e pináculos, encimada por um escudo real e esfera armilar. Ao centro foi colocada uma imagem quinhentista da Mater Misericordiae. A cada lado do nicho foram rasgadas duas janelas, já de gosto barroco, que iluminam o coro-alto, e do lado direito ergue-se uma sineira, no mesmo material pétreo do portal. A meio da fachada lateral esquerda abre-se outra porta, de moldura retangular, ladeada por pilastras estriadas, cujo entablamento superior é decorado por motivos ao romano em relevo, já muito deteriorados. Sobre este foi edificado um nicho com frontão serliano, que se encontra vazio. O espaço interior, de nave única, apresenta um modelo especificamente utilizado na região do Baixo Mondego na segunda metade da centúria de Quinhentos, sendo evidentes as semelhanças com o templo da Misericórdia de Tentúgal. A capela-mor foi substituída por um presbitério dividido em três tramos marcados por arcos de volta perfeita, ao qual se acede por escadas laterais, que alberga o retábulo-mor e dois altares laterais. [ Leia MAIS ]

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição de Lavos

Igreja Matriz de Lavos

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição de Lavos

Situada na povoação de Santa Luzia, esta igreja do século XVIII acolhe Nossa Senhora da Conceição, orago da freguesia de Lavos. Recebe também preces e louvores a Santa Luzia, de especial devoção no povoado. É, talvez, a igreja que mais sobressai dentre as congéneres paroquias do concelho, sobretudo pela profusão de elementos decorativos. A pia batismal, do século XVI, é feita em pedra de Ançã. Sobre o arco-cruzeiro, uma imagem, em madeira, de Santa Luzia, acolhe os fiéis. O retábulo principal e colaterais de estética rococó, em madeira dourada e marmoreada datam do século XVIII. A capela da Confraria do Santíssimo Sacramento tem a representação escultórica da Trindade, em calcário cromado do século XVI. Na capela das Almas, destaca-se uma imagem, de roca, da Pietá. Da capela-mor sobressai o retábulo e uma Santa colocada numa das edículas laterais. A padroeira está representada em tela, pintada por Pascoal Parente em 1789. Por fim referência ao órgão de talha dourada e marmoreada do século XVIII, no coro-alto.

Fonte: CMFF

Igreja Matriz de Maiorca

[ Igreja Paroquial ] [ São Salvador ]

Igreja Matriz de Maiorca

Igreja Matriz de Maiorca

A primeira notícia da povoação de Maiorca reporta-se ao reinado de D. Sancho I. Foi a rainha D. Dulce que em 1194 doou este lugar, como couto, ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, dotando-o de foral. Desconhece-se a data da fundação da igreja matriz, dedicada a São Salvador. A atual estrutura foi edificada no século XVII, sendo composta pelos volumes da nave, com duas capelas laterais, o espaço da capela-mor e a torre sineira. A fachada apresenta um modelo simples, rasgado por portal e encimado por uma janela. Ambas as aberturas têm molduras semelhantes, de gosto barroco. Do programa decorativo interior destacam-se algumas peças quinhentistas, que terão subsistido da estrutura primitiva do templo, como o retábulo lateral da capela do lado da Epístola, e algumas esculturas de vulto.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

Igreja Matriz de Quiaios

[ Igreja Paroquial ] [ São Mamede ]

Igreja Matriz de Quiaios

Igreja Matriz de Quiaios

Localizada no centro da povoação de Quiaios, a igreja paroquial é dedicada ao mártir São Mamede. Terá sido fundada na Idade Média. De planta retangular, resulta de distintas campanhas de obras executadas na época moderna. A primitiva edificação medieval tornou-se diminuta nas centúrias seguintes, pelo que em meados do século XVII foi realizada uma obra de ampliação, da qual subsiste a capela-mor e o portal principal. Em finais do século XVIII a igreja seria novamente ampliada, refazendo-se o espaço da nave e o programa decorativo interior. Em 1893 foi executada a pintura de São Mamede que integra o retábulo-mor, do pintor conimbricense Luís Serra. A fachada principal, de linhas austeras, apresenta no primeiro registo o portal de moldura retangular com relevos de florões no lintel, e no segundo uma janela com moldura rematada por frontão rococó. Do lado esquerdo do corpo da igreja ergue-se a torre sineira com relógio mecânico, vazada nas quatro faces e coroada com pequena cúpula bulbosa. O espaço interior, de nave única, apresenta alguns elementos decorativos de interesse, como o forro azulejar polícromo, o teto da nave, de madeira pintada, os retábulos colaterais e o principal, este último integrando uma pintura com a representação do santo padroeiro. No espaço destaca-se a capela-mor maneirista, coberta por abóbada com caixotões de pedra.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

Igreja Paroquial do Bom Sucesso

[ Nossa Senhora dos Remédios ]

Igreja Matriz do Bom Sucesso

Igreja Matriz do Bom Sucesso

A Igreja Paroquial de Bom Sucesso, localizada na freguesia do mesmo nome, foi edificada em 1781. Resultou da ampliação de uma antiga capela onde se venerava a Nossa Senhora dos Remédios e onde eram enterrados os mortos da povoação. Em 1898 a capela ficou com a figuração e medidas atuais e o cemitério passou a ser no exterior. A frontaria da Igreja, do século XIX, apresenta linhas de inspiração setecentista e o interior contém algumas peças de interesse.

Fonte: JFBS

Montra do órgão

Órgão da Igreja Paroquial do Bom Sucesso

Órgão da Igreja Paroquial do Bom Sucesso

Consola do órgão

Órgão da Igreja Paroquial do Bom Sucesso

Órgão da Igreja Paroquial do Bom Sucesso