Artigos

Associação Cultural Cantar Nosso
Escolas de Música na Golegã

Estabelecimentos do ensino de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Associação Cultural Cantar Nosso

Rua das Laranjeiras
2150-150 Golegã

A Associação Cultural Cantar Nosso é uma instituição de Utilidade Pública e CCD do INATEL, sem fins lucrativos, dedicada principalmente a atividades de ocupação dos tempos livres e ao ensino da música. Tem coro e escola de música.

Associação Cultural Cantar Nosso

Associação Cultural Cantar Nosso

Rancho Folclórico da Golegã
Folclore na Golegã

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Ribatejo
  • Distrito: Santarém
  • Concelho: Golegã

02 grupos

  • Rancho “Os Campinos d’Azinhaga”
  • Rancho Folclórico da Golegã

O Rancho dos Campinos d’Azinhaga, agrupamento folclórico da aldeia de Azinhaga, concelho da Golegã, foi fundado em 1948, por José dos Reis, como Rancho Folclórico da Casa do Povo. Em 1951, Augusto Barreiros, poeta, escritor e distinto etnógrafo foi escolhido como seu diretor artístico. Em 1952, uma equipa cinematográfica espanhola, chefiada pelo realizador Juan Manuel de la Chica Pallin, vem a Azinhaga para filmar o grupo, a qual se realizou junto a belíssima Alverca de Fernão de Leite. A mesma equipa voltou para um novo apontamento sobre o grupo e sobre a Feira de São Martinho, na Golegã.

Desde a sua fundação, o grupo tem participado nos principais festivais nacionais e internacionais: Exposição Universal de Sevilha – EXPO /92 (Espanha), Europeade em 1979 (Bélgica), Festas das Luzes desde 1989 (Bélgica), Bonheiden desde 1996 (Bélgica), Europália em 1991 (Bélgica). Quer na Europália/91, quer na EXPO/ 92, o Rancho representou Portugal, atuando em espetáculos de Filipe La Féria, tendo como apresentadores Lídia Franco, João d’Ávila e Fernando Heitor. Sob a orientação do mesmo realizador, participou também na revista TV “Grande Noite”, em Maio de 1993, na inauguração do “Campo Pequeno” em 2006.

O Rancho “Os Campinos da Azinhaga” é também sócio-fundador da Federação do Folclore Português.

O Rancho foi buscar o nome a uma parte do primeiro verso, do segundo terceto do soneto “Azinhaga”, de Gustavo de Matos Sequeira.

Para as atuações reproduziram-se os trajes existentes na Azinhaga em meados da Época Romântica. Seguindo a linha tradicional da sua indumentária, as raparigas vestem de “Ceifeiras Endomingadas”: lenços encarnados ou azuis com arabescos amarelos; casacos brancos de rabo-de-pavão com golas e entremeios arrendados; saias vermelhas ou azuis com duas barras de cetim preto; aventais brancos, também com entremeios; meias de algodão branco, lisas; e sapatos pretos de meio salto, atacados com fitas azuis.

Os rapazes trajam de “Campinos”: barretes verdes ou azuis (de maioral-real)com carapinha encarnada; camisa branca, bordada, como na Época Romântica, com motivos azuis e escarlates, aponto de cruz, pé de flor e ponto espinha; jalecas azuis com botões grandes, de metal; coletes encarnados, debroados, na frente e nas costas, com fita de seda preta; cinta vermelha; calções também azuis, tendo, junto aos joelhos, uma fila de botões de metal; meias de algodão branco, muito arrendadas; sapatos pretos de salto-de-parteleira, atacados com fitas escarlates, e, em cujos os tacões, brilham esporas à portuguesa.

Rancho Folclórico da Golegã

Fundado em maio de 1971, com o nome de Rancho Folclórico da Casa do Povo da Golegã, viria nos anos 90, por força da extinção da Casa do Povo, a tornar-se numa associação autónoma. Estatutariamente passou a chamar-se Rancho Folclórico da Golegã. Na sua sede social conta com um vasto espólio etno-folclórico, o qual se encontra exposto ao público permanentemente.

Encontram-se representados no rancho os mais variados trajes, que eram usados no trabalho ou nos dias de festa: maioral, campino, camponês, camponesa e traje de classe mais abastada. Ao longo da sua história, o rancho tem tido a preocupação de, nas suas danças e cantares, ser fiel ao passado, principalmente às tradições que remontam ao final do século XIX e ao primeiro quartel do século XX.

As danças mais desejadas são as de roda, fadinhos, dois passos, bailaricos, verde gaio, e fandango.

O rancho é membro efetivo da Federação do Folclore Português e filiado no INATEL.

Rancho Folclórico da Golegã

Rancho Folclórico da Golegã

Sociedade Filarmónica Goleganense 1º Janeiro
Filarmónicas da Golegã

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Sociedade Filarmónica Goleganense 1º de Janeiro

Sediada no Largo D. Manuel I, freguesia e no concelho de Golegã, até 2007 sediada na Rua Agostinho Macedo, freguesia e no concelho de Golegã, a Sociedade Filarmónica Goleganense 1º Janeiro é uma associação de natureza cultural e filarmónica constituída a 13 de setembro de 1996.

A SFG1J teve origem na extinta Sociedade Filarmónica União e Recreio que apenas existiu durante alguns meses. No dia 8 de outubro de 1932, foram aprovados os estatutos da Sociedade filarmónica 1º de Janeiro, cuja banda percorreu pela primeira vez as ruas da Golegã no dia 1 de janeiro de 1933. Em 1993, a sociedade atravessou uma grande crise, tendo ficado inativa e chegando quase à sua dissolução. Em 1995, um grupo de sócios e amantes da filarmónica fê-la ressurgir. Atualmente a sociedade atravessa ainda grandes dificuldades, mostrando no entanto pequenas melhorias, graças aos esforços de uma direção que se recusa a desistir e ao maestro Filipe Pinheiro, que tem vindo, com esforço, a tentar revitalizar a Escola de Música.

SFG1M

Sociedade Filarmónica Goleganense 1º Janeiro

Sociedade Filarmónica Goleganense 1º Janeiro

Fernanda Côrte-Real, cantora lírica, da Golegã
Músicos naturais do Concelho da Golegã

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • António Curvelo (divulgador, 1947)
  • Fernanda Corte-Real (cantora lírica, 1900-1983)
  • Mário Guia (baterista, 1944)

Fernanda Côrte-Real

Fernanda Côrte-Real, cantora lírica, da Golegã

Fernanda Côrte-Real, cantora lírica, da Golegã

Natural da Golegã, Fernanda Côrte-Real estreou-se como cantora de ópera em 6 de janeiro de 1923, no papel de “Micaela” da Carmen, de Georges Bizet, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Ainda nesse ano foi “Princesa Xenia” na ópera Boris Gordunov. Atuou ao lado de ilustres figuras como Tomás de Alcaide e Alves da Silva. O seu último concerto realizou-se no dia 9 de junho de 1940.