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Tuna Académica Feminina do Instituto Politécnico da Guarda
Tunas da Guarda

História, grupos e atividade tunística no Concelho

  • Copituna d’Oppidana – Tuna Académica da Guarda
  • Egitúnica – Tuna Académica Feminina do Instituto Politécnico da Guarda
  • Ftuna – Tuna Feminina do Instituto Politécnico da Guarda
Copituna d’Oppidana - Tuna Académica da Guarda

Copituna d’Oppidana – Tuna Académica da Guarda

Copituna d’Oppidana

Tuna Académica da Guarda

Av. Dr. Francisco Sá Carneiro, 50
Guarda
Tlm. (+00 351) 968 913 651
Correio eletrónico: tag.copituna@gmail.com

Egitúnica

Tuna Académica Feminina do Instituto Politécnico da Guarda

Tlm. (+00 351) 916 621 277
Correio eletrónico: egitunica_tunafeminina@hotmail.com

A Egitúnica – Tuna Feminina do Instituto Politécnico da Guarda foi fundada em 1996. Participou em festivais de tunas femininas, arrecadando prémios: Melhor Porta-Estandarte, Melhor Pandeireta, Melhor Instrumental, Melhor Passe Calles, Melhor Solista e Tuna Mais Tuna. Tem sido convidada para animação de festas populares, atividades culturais e de solidariedade social. Em 2019 organizou o Ribeirinha, Festival de Tunas Femininas da Guarda, no Teatro Municipal da Guarda.

Tuna Académica Feminina do Instituto Politécnico da Guarda

Tuna Académica Feminina do Instituto Politécnico da Guarda

Ftuna

Tuna Feminina do Instituto Politécnico da Guarda

A Ftuna, uma das tunas femininas do Instituto Politécnico da Guarda, nasceu em 2008, apadrinhada pela Copituna d’Oppidana (Tuna Masculina do Instituto Politécnico da Guarda) e pela Tuna Feminina da Academia de Viseu. Sediada no edifício da Associação Académica da Guarda, é composta por 30 elementos.

Fontes: www.portugaltunas.com, redes sociais e pesquisa em motores de busca

Rancho Folclórico de Videmonte
Folclore na Guarda

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Beira Alta (Beira Alta Serrana)
  • Distrito: Guarda
  • Concelho: Guarda

02 grupos

  • Grupo de Cantares Camponeses de Aldeia do Bispo
  • Rancho Folclórico de Videmonte
Grupo de Cantares Camponeses de Aldeia do Bispo

O Grupo de Cantares Camponeses de Aldeia do Bispo foi fundado em 1997, por ocasião da primeira Feira Antiga realizada em Aldeia do Bispo.

Tem como principal objetivo a recolha, preservação e divulgação do património cultural da sua terra e da região da Guarda, nomeadamente os cantares e tradições populares de índole profano e religioso de outros tempos.

Aquando da sua fundação, o grupo era composto por cerca de 30 elementos, com idades entre os 12 e os 85 anos, dos quais 4 faziam parte da área instrumental, sendo os restantes cantadores e cantadeiras.

A tocata é constituída por acordeão, bandolim caixa, reco-reco, ferrinhos, pinhas e pandeiretas.

Desde há algum tempo, o grupo passou a introduzir na apresentação dos seus espetáculos a demonstração do ciclo anual das suas tradições mais ancestrais, através da dramatização em palco das diferentes atividades agrícolas e culturais, nomeadamente as relacionadas com a ceifa, a malha, a desfolhada, a pisa da castanha, as janeiras, os rituais da quaresma, os serões, as romarias, entre outros.

Desta forma foi possível promover não só a cultura e as tradições da região, mas também proporcionar ao público uma hora de espetáculo mais apelativo, juntando conotações didáticas, onde tem vindo a integrar diversos eventos de índole cultural, nos mais diversos espaços do concelho e distrito da Guarda, bem como no resto da país.

Para além das atuações, o grupo tem continuado a desenvolver sempre o trabalho de pesquisa, recolha e preservação do património cultural, tendo para o efeito gravado o seu primeiro disco em 2007, intitulado “À luz da candeia.”

Rancho Folclórico de Videmonte

O primeiro grupo de folclore em Videmonte foi fundado em 1990, quando um grupo de pessoas, incluindo alguns ranchos de ceifeiros e grupos de trabalhadores que se deslocavam para outras regiões, tiveram a ideia de formar um rancho folclórico. Esta primeira experiência durou apenas três anos. Posteriormente, um grupo de mulheres que gostavam de cantar no desempenho dos seus trabalhos agrícolas, como era hábito de seus pais e avós, deram início a um novo rancho folclórico, utilizando alguns trajes e instrumentos musicais deixados pelo rancho anterior e guardados pela Junta de Freguesia. Este novo grupo teve a sua primeira apresentação no dia 18 de fevereiro de 1996.

Atualmente, o Rancho Folclórico de Videmonte é formado por 35 elementos que, com os seus trajes e utensílios agrícolas, tenta dar uma ideia muito aproximada de como se trajava, cantava e trabalhava nesta zona adjacente à Serra da Estrela, assim relembrando e preservando a cultura, usos e costumes das gentes locais.

Rancho Folclórico de Videmonte

Rancho Folclórico de Videmonte

Luís Salomé, saxofonista, da Guarda
Músicos naturais do Concelho da Guarda

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

  • Cláudio Vaz
  • Diogo Santos (piano)
  • Luís Salomé

Cláudio Vaz

Cláudio Vaz, pianista, da Guarda

Cláudio Vaz, pianista, da Guarda

Cláudio Vaz

Nascido na Guarda a 25 de maio de 1988, Cláudio Vaz iniciou os estudos musicais em 1994 quando frequentou a Escola de Musica do Centro Cultural da Guarda, tendo disciplinas de Formação Musical, Piano e Órgão. Em 1999 prosseguiu estudos no Conservatório de Musica da Guarda onde teve aulas de Piano e de Análise e Técnicas de Composição com Eugénia Paula inicialmente e com o pianista Domenico Ricci mais tarde, Formação Musical com João Pedro Delgado, e ainda Acompanhamento com o pianista Luís Silva e o saxofonista Carlos Canhoto. Concluiu o Conservatório com média de 18.

Em 2000 foi o vencedor do 1o Concurso de Piano do Conservatório da Guarda. Em 2002 realizou concertos a 4 mãos. Participou em ações de formação, oficinas, quais se destacam em 2001 a “Oficina de Etnografia” realizada no Paço da Cultura da Guarda, ou em 2003 “Instrumentos Musicais Populares Portugueses” realizado na Guarda. Participou no “Encontro de Escolas de Música entre Guarda e Porto” organizada pela Fundação Engº António de Almeida no Porto. Em 2005, intitulada como “Peça nº 1”, foi apresentada ao público no Auditório de Conservatório da Guarda a primeira obra escrita por Cláudio Vaz para Piano e Saxofone. Já em 2006 foi a vez de escrever para voz e apresentou na Igreja de Misericórdia da Guarda uma peça para coro de câmara a 4 vozes, à qual deu o nome de “ da Guarda” por se tratar duma homenagem ao monumento. Ainda no seu repertório de obras compostas encontra-se uma Sonata para Piano em Fá maior e uma Fuga a 3 vozes em Ré maior.

É licenciado em Música no Departamento de Comunicação e Artes da Universidade de Aveiro, na área vocacional de Teoria e Formação Musical/Direcção, coordenada pelos professores Vasco Negreiros e Joaquim Branco (Teoria e Formação Musical) e António Vassalo Lourenço (Direcção). Encontra-se neste momento a terminar o Mestrado em Música para o Ensino Vocacional na Universidade de Aveiro, área específica de Formação Musical, tendo como orientador científico Paulo Rodrigues.

Participou em 2008, numa classe de aperfeiçoamento de estudos de Jazz, na área de piano, orientados por Mário Laginha, tendo abordado improvisação e harmonia Jazz.

Desde 2007, tem realizado, em conjunto com Miguel Rodrigues (cantor lírico) vários projetos musicais, que envolvem repertórios de Música Sacra, Música Erudita e Música Popular, onde para além de pianista também executa trabalhos como acordeonista. Estreou em 2008 na praça 5 de outubro em Albergaria-a-Velha, um novo e projeto intitulado “Música na Rua”. No âmbito deste projecto já actuou no evento “Made in Deca” realizado no Grande Auditório do Teatro Aveirense, e também no Conservatório de Águeda, num contexto mais intimista. Em 2009, o grupo (agora denominado CLAMINUS) deslocou-se a França, mais propriamente a Erstein, onde atuou no Festival du Sucre, festival este que contou com a presença de mais de 15.000 visitantes. Este mesmo agrupamento gravou o seu primeiro CD em 2014, intitulado “Inquietudes – retórica musical sobre poemas de Fernando Pessoa”.

Trabalhou como organizador e coordenador musical do grupo de cantares tradicionais “As Camponesas de Aldeia do Bispo” desde 1997, tendo gravado já um CD em 2007, intitulado “À luz da candeia”. Realiza simultaneamente, desde 2007, variados trabalhos na área da Música de Câmara como pianista acompanhador de grupos corais, e instrumentistas solistas, em concursos nacionais e internacionais, exames de Música de Câmara, provas de acesso, classes de aperfeiçoamento. Destacam-se o Concurso de Canto Lírico “Os Rotários”, Concurso nacional de instrumentos de sopro “Terras de La Salette”, Concurso Marília Rocha em Vila do Conde, “Paços Premium” em Paços de Brandão, “Santa Cecília” no Porto, “Concurso Nacional de Música Gilberta Paiva” em Santa Maria da Feira, entre outros. Apresentou-se em Portugal, Espanha, França e Holanda.

É pianista acompanhador no Conservatório de Música de Águeda, na escola de Artes da Bairrada e no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. Foi pianista acompanhador no Conservatório Calouste Gulbenkian de Aveiro, na Academia de Música da Feira e no curso Profissional do Conservatório de Música da Jobra.

A nível pedagógico, foi docente na Escola de Música Filarmónica União de Oliveira do Bairro (2008/2009), trabalhando como pianista acompanhador, professor de Formação Musical, e orientador do Coro Infantil. Ainda neste ano, representou Portugal juntamente com Nuno Silva (Trompetista aluno de Mestrado na Universidade de Aveiro), no IP Groningen (Intensive Project em Groningen) na Holanda, onde participou em imensos workshops de pedagogia, e atividades performativas com Pedagogos de Leipzig (Alemanha), Malmö (Suécia), Oslo (Noruega), Tallin (Estónia), Groningen (Holanda) e Aveiro (Portugal). Ao abrigo deste projeto realizou variados concertos no Prince Claus Conservatorium e leccionou em Zernike College school.

Em Março de 2011, fez parte da organização deste mesmo evento, desta vez realizado em Portugal, onde vários alunos de mestrado de universidades europeias puderam lecionar nos conservatórios portugueses. Lecionou Formação Musical e Pré-iniciação na Academia de Música da Feira e no conservatório de música da Jobra. Leciona, desde 2009, a disciplina de Formação Musical no Conservatório de Música de Águeda.

Luís Salomé, natural da Guarda, iniciou os seus estudos musicais na Banda Filarmónica de Pínzio, tendo, mais tarde, prosseguido os seus estudos de saxofone no Conservatório de Música de S. José da Guarda, na classe de Carlos Canhoto. Posteriormente ingressou na Licenciatura em Música da Universidade do Minho, na classe de  Luis Ribeiro. Atualmente frequenta o mestrado na classe de Vincent David, no Conservatoire Royal de Bruxelles.

Diogo Santos

Diogo Santos nasceu a 11 de Março de 1996 na Guarda e mudou-se para Leiria aos 2 anos. Demonstrou a sua paixão pela música desde cedo, aos 10 anos começou a estudar piano autonomamente e aos 11 anos entrou no Orfeão de Leiria Conservatório de Artes.

Começou a estudar piano com Luí­s Batalha com o qual permaneceu por dois anos, estudou um ano com Sérgio Gonçalves e quatro com Rui Daniel da Silva. No primeiro ano de estudos no Orfeão de Leiria conquistou o primeiro lugar na categoria de piano no “Concurso Jovens Talentos”. Nos anos seguintes conquistou mais um primeiro prémio, um segundo e um terceiro.

Fora da sua escola conquistou também alguns prémios nacionais: obteve um primeiro, um terceiro e uma menção honrosa no Concurso Nacional do Conservatório de Ourém e Fátima.

Tocou pela primeira vez com orquestra aos 17 anos tendo interpretado a “Rhapsody in Blue” de George Gershwin com a Orquestra de Sopros do Orfeão de Leiria no dia 21 de Junho de 2013 e também com o quarteto de saxofones Quartones no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro e no Conservatório Nacional do Porto durante o verão de 2013.

Para além de piano também estudou violoncelo com Ângela Carneiro tendo completado o 2º grau.

Compôs também algumas obras para piano, música de câmara e para orquestra. Já frequentou masterclasses com os professores Fausto Neves, Álvaro Teixeira Lopes, Rudolfo Rubino e Nancy Lee Harper.

É licenciado em Piano pela Universidade de Aveiro.

[ Músicos da Guarda ]
Luís Salomé

Natural da Guarda, o saxofonista Luís Salomé ganhou o segundo prémio no IV Concurso de Sons da Cabral na quarta categoria em 2016. Obteve ainda o segundo prémio no Concurso Internacional de Saxofone Buffet Crampon na categoria C em 2017. No ano de 2019 ganhou o primeiro prémio do Concurso S. Cecília na Universidade do Minho. Ganhou o segundo prémio no Concours International Leopold Bellan em 2020.

Frequentou classes de aperfeiçoamento orientadas pelos professores Antonio Belijar, Arno Bornkamp, Carl-Emmanuel Fisbach, Carlos Gontijo, Fernando Ferreira, Jérôme Laran, João Pedro Silva, Marcus Weiss, Otis Murphy, Philippe Portejoie e Tomás Munera e no âmbito da música de câmara com Morphing Quatour e Omar Zoboli.

Frequentou o workshop de Eletroacústica em ambiente Pure Data, orientado por João Pais em 2013. Participou em várias edições do Festival de Música da Beira Interior, tocando a solo com a orquestra do Conservatório Guarda e participou ainda nos concertos do evento Projetar o Futuro com Arte, durante o festival Dias da Música em Belém. Frequentou dois estágios de orquestra sinfónica sob a direção do maestro Francesco Bellí com concertos na ESPROART e na Casa da Música em 2012. Participou com a orquestra EURO Sax 100 no SaxOpen em Estrasburgo, mais tarde com o Quarteto SaxUm e com o Ensemble de Saxofones da Universidade do Minho no EurSax no Porto e ainda com o Quinteto Quimera no Congresso Mundial de Saxofone em Zagreb.

Apresentou-se a solo no Teatro Aveirense, num concerto integrado no Aveiro_Síntese 2018. Participou ainda no projeto “Sente-me, Ouve-me, Vê-me” inserido na BoCA 2019 com concertos no Teatro São Carlos em Lisboa, Casa das Artes do Porto e Museu D. Diogo de Sousa em Braga.

É membro fundador do Merus Ensemble (ensemble de saxofones) e ainda do Hodiernus Ensemble (dedicado à música contemporânea). Faz parte do Belgian Saxophone Choir.

Luís Salomé

Luís Salomé, saxofonista, da Guarda

Luís Salomé, saxofonista, da Guarda

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Destaca-te no Musorbis

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Teatro Municipal da Guarda

AUDITÓRIOS DO CONCELHO

TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA

Inaugurado em 2005, o TMG é um conjunto de edifícios da autoria do arquiteto Carlos Veloso, o mais emblemático do distrito da Guarda. Carlos Veloso nasceu na Guarda em 1970. Exerce a atividade liberal em Arquitectura, Urbanismo e Design de Equipamento desde 1994. O Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda é o local privilegiado das grandes produções. Equipado com fosso de orquestra amovível, tem capacidade para receber grandes companhias de Teatro, Dança, Música ou mesmo Ópera. Com 626 lugares de lotação máxima divididos entre plateia central, duas laterais, fosso de orquestra e balcão, o Grande Auditório está equipado com moderno equipamento técnico de som e de luz. Com capacidade para 160 lugares, o Pequeno Auditório recebe uma grande variedade de espetáculos e de tipologias artísticas como teatro, música, dança, cinema, novo circo ou conferências. A Sala de Ensaios, ao lado do Pequeno Auditório, é um espaço polivalente, amplo, luminoso e acusticamente isolado. Serve para acolher residências artísticas de criadores, ensaios de música, dança, teatro, exposições e de oficinas/workshops de formação de vários públicos coo estudantes, professores ou público sénior. É o espaço privilegiado para a dinamização das atividades do Serviço Educativo e para pequenos espetáculos intimistas para escolas e outros públicos. Os foyers do Teatro Municipal da Guarda são espaços amplos e luminosos que acolhem o público e os visitantes do TMG. Existe um foyer no piso 0 antes da entrada para o Grande Auditório e outro no piso 2 da entrada para o Pequeno Auditório. Os foyers são também, com alguma regularidade, espaços expositivos e de espetáculos mais intimistas. A Galeria de Arte é um espaço privilegiado de exposição de artes plásticas e visuais contemporâneas. Situa-se no piso 2 do primeiro edifício, por cima do Café Concerto. A Galeria de Arte recebeu, ao longo dos anos, muitas dezenas de exposições de grandes artistas portugueses e estrangeiros como Júlio Pomar, Nadir Afonso, José de Guimarães, Ana Vidigal, Júlio Resende ou Manuel Cargaleiro. É também um espaço para visitas guiadas com escolas e estudantes de artes. O Edifício Polifónico, para além da sua primeira vertente funcional de acessibilidade do público, enriquece arquitetonicamente o TMG e serve para explorações do espaço ao nível de intervenções artísticas (performance, pequenos concertos, exposições, instalações sonoras). O Café Concerto situa-se no primeiro edifício do TMG e é um café não só para as atividades do Teatro mas também para a cidade. Ao longo dos anos tem mantido uma programação artística e cultural regular com centenas de espetáculos, conferências, tertúlias, apresentações de discos e livros, etc. Com uma lotação de 125 lugares, este espaço é um local de encontro na cidade e disponibiliza gratuitamente acesso à internet via wireless. Dispõe ainda de jornais e revistas para consulta e de uma parede de 8 metros que acolhe exposições temporárias de artes visuais. Nos meses de verão tem também serviço de esplanada. O bar dos auditórios tem capacidade para 40 lugares sentados e serve também de espaço de reuniões informais, conferências de imprensa e de tertúlias com artistas e criadores.

  • Morada: Rua Batalha Reis, nº 12 6300-668 GUARDA (PORTUGAL)
  • Telefone: 271 205 240
  • Email: geral@tmg.com.pt

 

MÚSICA À VISTA

Pormenores de Iconografia Musical no Concelho da Guarda
Anjo a tocar baixão, Guarda, créditos Sónia Duarte

Anjo a tocar baixão, Guarda, créditos Sónia Duarte

“O pintor deveria conhecer o instrumento baixão, mas nunca o terá visto a ser tocado, porque o representa ao contrário com a campânula para baixo e o anel de latão para cima” (João Mateus).

Sónia Duarte afirma: “é possível que o tenha representado de visu ou por fonte gravada, à semelhança dos outros instrumentos que integram a mesma pintura sobre madeira. Coexistem: uma harpa, uma viola e notações musicais – quadrada num dos livros abertos e mensural, noutro. Denotam uma série de erros pela mão de um pintor regional (espanhol?) de poucos recursos. No caso, uma das mais de duas dezenas de representações deste instrumento em espaços sacros que tenho vindo a levantar ao longo das minhas jornadas de campo no âmbito da minha tese doutoral sobre as Representações Musicais na Pintura Barroca em Portugal.”

Pormenor de pintura da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres do Porco

Pormenor de pintura da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres do Porco

O painel encontra-se na parede lateral da capela-mor, do lado do Evangelho, na igreja anteriormente designada de Nossa Senhora dos Prazeres do Porco.

Trata-se de uma provável encomenda de Estêvão de Matos, um criado, escudeiro e “corregedor” chanceler da corte de D. João III, que jaz nesta igreja, como se pode ler in situ «AQUI JAZ ESTÊVÃO DE MATOS E SVA MOLHER ISABEL GILL O QVAL FOI CRIADO DOS REIS DOM MANUEL E DOM JOÃO III E FOI CHANCEREL [sic] E PROMOTOR DE JUSTICA EM A CORREICÃO DA GUARDA O QVAL FALECEO NA ERA DE MIL QUINHENTOS E SESSENTA», adivinhando-se o papel preponderante que o nobre deverá ter tido naquela vila ou na região da Guarda, por altura do episcopado de Dom Jorge de Melo (1519-1548).

A composição representa a Virgem com o Menino num ambiente de hortus conclusus, “coroada” por anjos e ladeada por outros, músicos. Relativamente aos aspectos musicais, onde são visíveis inúmeros erros organológicos, representa-se, primeiramente, um duo de charamelas facilmente identificáveis pela presença de uma fontanela ou barrilete, peça de madeira fina que envolve e protege a chave exposta no tubo cónico de madeira.

Apesar da pintura se encontrar em lugar alto, impossibilitando uma fotografia frontal rigorosa (ainda que tenhamos usado alguns recursos), é possível perceber que cada tubo apresenta nove orifícios (!) e que existe, em cada uma delas, uma pirueta. Do lado oposto, representa-se um pequeno alaúde, de braço estreitíssimo, sobre o qual se dispõe treze cordas e que se estendem sobre o tampo harmónico. Por último, um anjo marca a solfa por um pergaminho onde já não é perceptível parte do pentagrama nem do texto, e, por ora, impossível decifrar o seu significado.