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Coro Municipal da Lourinhã
Coros da Lourinhã

Grupos corais do Concelho

Coro Municipal da Lourinhã

Fundado pelo Município no último trimestre de 2003, o Coro Municipal da Lourinhã tem como objetivo a promoção e divulgação da música coral, através de um reportório diversificado, com o qual pretende englobar todas as épocas da história da música ocidental, dando especial destaque à música portuguesa.

A sua atividade tem sido intensa desde a primeira apresentação pública, em 2004 na Igreja de Santa Maria do Castelo na Lourinhã. Desde então, tem participado em numerosos eventos e encontros corais por várias regiões do país.

Promove anualmente os concertos de Natal e /ou de Reis, Páscoa, Comemoração do 25 de Abril, entre outros. Foi o promotor dos 1º e 2º Encontros de Coros Municipais e do ECO – Encontro de Coros do Oeste. Estes eventos trouxeram à Lourinhã coros oriundos dos mais diversos concelhos do país, fomentando um intercâmbio cultural de grande relevância. No papel de anfitrião, teve a honra de acolher dois coros internacionais: “Coro de Câmara de Zurique” (Suíça) – 2011 e o “Chorale d’Arcambal” (França)- 2012.

Em 2009, encetou parcerias com as Bandas Filarmónicas do Concelho da Lourinhã, proporcionando espetáculos de grande dimensão artística, com a interpretação de obras de célebres compositores europeus.

Em 2016, no âmbito da assinatura de protocolo de geminação entre as autarquias de Lourinhã e Deuil-la-Barre (França), o coro fez uma incursão por terras francesas destacando-se três concertos: na “Salle des Fêtes” de Deuil-la-Barre, a atuação conjunta com coro litúrgico local na Igreja de Eaubonne e a atuação na igreja francesa de São Luís.

No seu reportório, o Coro Municipal inclui temas inéditos e arranjos do seu atual maestro, Carlos Pedro Alves, com principal incidência no reportório de Natal tradicional português e peças do emblemático músico e cantor José Afonso.

Em 2013, no âmbito da Gala das Distinções da ADL, o Coro foi galardoado com o primeiro prémio na categoria de Música, Animação, Entretenimento e Artes.

CML

Coro Municipal da Lourinhã

Coro Municipal da Lourinhã

Desde a sua fundação e até Junho de 2008, o Coro esteve sob a direção artística do Maestro Afonso Granjo. De Novembro de 2008 a Julho de 2011, dirigiu o coro o Maestro João Pereira. A partir de Outubro de 2011, Carlos Pedro Alves é o maestro titular do Coro Municipal da Lourinhã.

Rancho Folclórico "As Moleirinhas do Seixal"
Folclore na Lourinhã

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Rancho Folclórico “As Moleirinhas do Seixal”
  • Rancho Folclórico Etnográfico “O Clibotas”
  • Rancho Folclórico “Flores de Maio” (Reguengo Grande)
  • Rancho Folclórico “Os Pescadores de Ribamar”
Rancho Folclórico “As Moleirinhas do Seixal”

Houve na terra, nos anos 1920, uma “contradança” em que o «homem da concertina» era um familiar de um atual elemento do rancho. Mais tarde, mais propriamente nos anos 1940, formou-se um rancho folclórico, que durou sete anos. Em certa altura, num café da aldeia, recordando-se o folclore, surgiu a ideia de se formar um novo rancho. Alguns elementos já falecidos concretizaram esse pensamento. Assim, o senhor que fez parte da contradança, já com  85 anos, procedeu à recolha de danças e cantares.

RFMS

Rancho Folclórico "As Moleirinhas do Seixal"

Rancho Folclórico “As Moleirinhas do Seixal”

Rancho Folclórico Etnográfico “O Clibotas”

O nome da formação – Clibotas – é uma homenagem a Nicolau Botas, a quem, em 1182, e de acordo com a Lenda, terá aparecido Nossa Senhora, no local onde hoje surge a ermida da Misericórdia.

A ideia de formar um rancho folclórico na Misericórdia partiu de dois irmãos, Licínio e Mónica Assunção, em setembro de 2005, no decorrer dos festejos em honra de Nossa Senhora da Misericórdia. Sob proposta de ambos, a questão foi debatida pela Liga de Amigos do Santuário de Nossa Senhora da Misericórdia no dia 4 de novembro do mesmo ano, tendo ficado decidida a formação do Rancho, que teria como meta divulgar os usos, costumes e trajes de outros tempos. Após terem sido convidados alguns elementos para integrarem o Rancho, realizou-se o primeiro ensaio no dia 11 de novembro, coordenado pelo ensaiador Licínio Assunção.

RFEC

Rancho Folclórico Etnográfico "O Clibotas"

Rancho Folclórico Etnográfico “O Clibotas”

Paralelamente, procedeu-se à recolha de músicas e letras que têm como temáticas comuns as tarefas do campo e as romarias: viras, verde-gaio, corridinhos, fadinhos, enleio, carreirinhas, contradanças, passe kat, ceifeiras, Homenagem à Nossa Terra, Oração a Nossa Senhora da Misericórdia, burrinhas, vindimeiras e fandango.

Um ano após ter sido idealizada a sua formação, o Rancho Folclórico Etnográfico Clibotas realizou a sua primeira atuação no dia 10 de setembro, no decorrer da festa em honra de Nossa Senhora da Misericórdia.

O nome «As Moleirinhas do Seixal» provém de uma homenagem a uma senhora chamada Tia Moleira, pelo facto de ter sido a proprietária de um moinho. O  moinho, que ainda existe, é bem característico da aldeia do Seixal.

Rancho Folclórico “Os Pescadores de Ribamar”

As raízes do Rancho Folclórico “Os Pescadores de Ribamar” remontam a 1949 – ano em que há memória da primeira atuação de um grupo de folclore de Ribamar. O seu nome tem origem na atividade de maiores tradições da localidade: a Pesca, que ainda hoje sustenta um grande número de famílias desta vila.

O Rancho foi, no entanto, fundado no ano de 1980 por ocasião do lançamento da primeira pedra das instalações do que é hoje o Centro Social e Cultural de Ribamar, sendo uma secção desta Instituição. Canta e dança a maior parte do reportório que, há mais de 50 anos, se dançava e cantava nesta região nas tardes de domingo.

“Os Pescadores de Ribamar” são um grupo de folclore que recorda as gentes da vida do mar, mas também aquelas que trabalhavam a terra. Representar o concelho da Lourinhã e particularmente a Freguesia de Ribamar. Tem-se empenhado na recolha de trajes, danças, cantares e costumes mais remotos. Foi constituído durante a maior parte da sua existência por um grupo infantil e outro adulto. O rancho infantil acabou por desaparecer. A atual direção deste rancho tem elaborado um esforço para recriá-lo, estando a ensinar um grupo com uma média de idade situada nos seis anos que acompanha o rancho em algumas das atuações.

RFPR

Rancho Folclórico "Os Pescadores de Ribamar"

Rancho Folclórico “Os Pescadores de Ribamar”

Com o objetivo da difusão da cultura e do convívio dos seus membros, o Grupo tem realizado encenações de teatro,  recriação das noites da desfolhada, cantar das janeiras. Editou o seu 1º e único disco e cassete em 1986. Está presente com algumas músicas no CD intitulado “Sons de terra e de Mar” editado pela Câmara Municipal da Lourinhã em 2000. Os trajes do rancho são diversificados e retratam várias atividades e classes socais.

Banda da Associação Musical da Atalaia
Filarmónicas da Lourinhã

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Associação Musical da Atalaia
  • Associação Musical e Artística Lourinhanense – AMAL
  • Sociedade Lírica Moitense
Associação Musical da Atalaia

A Escola de Música foi fundada em 01 de dezembro de 1986, por iniciativa de Joaquim Isidoro dos Santos, inserindo-se na Associação Desportiva e Recreativa Marítimo da Atalaia. Teve como objetivo ajudar os jovens da Freguesia e do Concelho a ocuparem de forma construtiva os tempos livres.

Banda da AMA

Banda da Associação Musical da Atalaia

Banda da Associação Musical da Atalaia

Como resultado da atividade da Escola, surgiu, em 06 de setembro de 1987 a Banda de Música, que fez a sua primeira atuação pública nas Festas de Nossa Senhora da Guia. Os seus primeiros maestros foram Luís Fernando dos Santos e Victor Manuel Isidoro dos Santos. Tem 45 executantes, com idades entre os 09 e os 24 anos. A Escola é frequentada por mais de uma dezena de alunos.

Correio eletrónico: amatalaia@hotmail.com

Associação Musical e Artística Lourinhanense – AMAL

A Banda da Lourinhã foi fundada a 2 de aneiro de 1878 com o nome de Filarmónica Lourinhanense. O seu fundador foi também o seu primeiro Maestro, Anacleto Marques da Silva. Nos anos trinta a banda passou a designar-se Banda dos Bombeiros Voluntários da Lourinhã ficando sobre a alçada institucional destes.

AMAL

Banda da Associação Musical e Artística Lourinhanense – AMAL

Banda da Associação Musical e Artística Lourinhanense – AMAL

Em 1988, constitui-se a Associação Musical e Artística Lourinhanense – AMAL, que voltou a dar uma nova independência institucional à banda, que começou a ser conhecida como Banda da AMAL. A banda possui agora mais de 125 anos de existência com um currículo premiado em vários festivais nacionais e internacionais.

Após o interregno forçado devido à pandemia, organizou em 2021 o VII Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Lourinhã.

Sociedade Lírica Moitense

Aos 5 de agosto de 1923 um grupo de conterrâneos decidiu valorizar a educação musical da Freguesia de Moita dos Ferreiros. Ajudados pelo Padre L. J. Seixal, deu-se o primeiro impulso para a fundação da Banda, que aconteceu no dia 9 de agosto de 1925, dia em que fez a primeira aparição em público. Foram seus fundadores António Emídio da Cruz e Silva, José Ricardo e António José da Silva Prazeres, com o maestro Eduardo Miguéis.

SLM

Banda Filarmónica da Sociedade Lírica Moitense

Banda Filarmónica da Sociedade Lírica Moitense

De 1935 a 1940, por falta de recursos financeiros, houve a necessidade de interromper a atividade.

Em 1940 acabou por reaparecer sob a regência de alguns dos mais destacados maestros, nomeadamente Mourato, João Elói e Leite da Silva, que sucessivamente conduziram a banda até 1964. Nesta altura e devido à elevada emigração, a coletividade viu-se forçada a interromper a atividade. Mas no dia 1 de dezembro de 1976, ressurgiu a Sociedade Lírica Moitense, sob a batuta de João Elói. Durante cerca de 25 anos, esteve esta banda sob a regência de Carlos Silva. Com mais de 40 músicos, faz em média 20 atuações por ano. Nenhum elemento é músico de profissão, e os seus componentes provêm da Escola de Música, que conta com duas dezenas de alunos.

Consta no seu currículo uma viagem ao arquipélago dos Açores, em 1993, para participar nas comemorações dos festejos do Senhor Santo Cristo e em 2001 à Alemanha, Lubeck, para comemorar o nonagésimo aniversário da Associação Rot-Weiss Moisling.

Manuel Maria Baltazar, maestro, da Lourinhã
Músicos naturais do Concelho da Lourinhã

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Ana Ventura (canto, piano)
  • Diogo Picão (cantautor)
  • Manuel Maria Baltazar (maestro, compositor)

Ana Ventura

Ana Ventura, cantora e pianista, da Lourinhã

Ana Ventura, cantora e pianista, da Lourinhã

Diogo Picão

Diogo Picão, cantautor, da Lourinhã

Diogo Picão, cantautor, da Lourinhã

Manuel Maria Baltazar

Manuel Maria Baltazar, maestro, da Lourinhã

Manuel Maria Baltazar, maestro, da Lourinhã

Diogo Picão

Diogo Picão começou o seu percurso musical aos 15 anos, na escola de Jazz de Torres Vedras, e fez o curso de Jazz na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto). A paixão pela escrita de canções surgiu logo durante o curso, quando começou a aprender piano. Uma paixão que aliou ao gosto pela palavra. “Cidade Saloia” é o disco de estreia de Diogo Picão, um cantautor “nascido e criado na Lourinhã”, que faz da sua música um íman de culturas.

O álbum inclui 12 canções originais, 11 delas em português e uma em castelhano. Composições que “foram acontecendo”, ao longo de dois anos a tocar em Lisboa, e foram “juntando pessoas” de várias geografias. Dos 16 músicos que participam no disco, apenas sete são portugueses. Um deles, o guitarrista Anders Perander, é finlandês e constrói cavaquinhos em Lisboa. Há ainda alemães, italianos, espanhóis, um holandês e um búlgaro. Em entrevista à Rádio Renascença, a 28 de fevereiro de 2018, considera-se um “saloio” a viver na cidade e canta-o com orgulho. Nasceu na Lourinhã, passou pelo Porto e pela América Latina e assentou arraiais em Lisboa, há cinco anos. Uma cidade onde continua a viajar, desta vez através da música.

Manuel Maria Baltazar

Músico, maestro e chefe de banda militar português, Manuel Maria Baltazar nasceu na Lourinhã a 20 de novembro de 1927 e morreu em Lisboa, a 9 de dezembro de 1992. Aos 16 anos integrou a banda da Guarda Nacional Republicana. Mais tarde, concorreu à Banda da Marinha Portuguesa onde atingiu o topo da carreira com o posto de Capitão-tenente. Manteve-se na chefia da Banda da Marinha Portuguesa entre 1976 e 1987.

Foi autor de várias composições e arranjos musicais tendo também sido maestro de várias Bandas civis entre as quais a Banda da Lourinhã – sua terra natal. Enquanto maestro da banda da Sociedade Filarmónica União Seixalense, dirigiu-a no disco que comemorou o centenário da coletividade, a 1 de junho de 1971, onde ficaram registadas as marchas Regresso de um Fuzileiro, Rio Sousa, Luís de Camões e Rio Lima, sendo poucas as filarmónicas a gravarem o seu repertório no século passado.

Após a sua morte, a Câmara Municipal da Lourinhã decidiu atribuir o seu nome a uma avenida da sede do concelho: Avenida Manuel Maria Baltazar 2530-921 Lourinhã, freguesia e concelho da Lourinhã, distrito de Lisboa, GPS: 39.244242, -9.312084. Também a Associação Musical e Artística Lourinhanense, da qual foi fundador, lhe prestou homenagem, dando ao seu auditório o nome do maestro.

Igreja de Moita dos Ferreiros, Lourinhã, templo com órgão de tubos
Órgão da igreja matriz de Moita dos Ferreiros

De acordo com as informações de que dispomos, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Moita dos Ferreiros

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora da Conceição ]

Igreja de Moita dos Ferreiros, Lourinhã, templo com órgão de tubos

Igreja de Moita dos Ferreiros, Lourinhã

A data de constituição da paróquia de Nossa Senhora da Conceição deve ter ocorrido em 1689, data que se encontra gravada no jazigo e sepultura, existente junto ao Altar-Mor da Igreja Matriz. Esta contém a inscrição: “Jazigo e sepultura de Simão do Reguo e de sua mulher Maria Mendes e de seus herdeiros dada pelo Arcebispo de Lisboa e Capelão mor del-Rei e do seu conselho de Estado. Ano de 1689. Veritas.”

Ao longo dos anos, a igreja sofreu várias alterações, tendo sido concluída no século XX, com a colocação da última Torre Sineira. Simão Reguo, personagem a quem talvez se deva a construção da primeira Igreja, descendia de uma família da Vila de Óbidos, cujos membros, em finais do século XIV, exerciam altos cargos nessa vila e eram dos mais ricos proprietários.

À família Rego se deve a construção da atual Igreja, no local da primeira, mas de muito maior dimensão. Existia, também, na localidade o Palácio “Veiga Rego”, sendo ainda possível observarmos uma das paredes ornamentada com belos azulejos.

Fonte: CML