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Banda de Música de Moreira da Maia
Filarmónicas da Maia

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Banda de Música de Moreira da Maia
  • Banda Marcial de Gueifães
Banda de Música de Moreira da Maia

A Banda de Música de Moreira da Maia é uma das mais antigas coletividades do Concelho. A sua fundação, em 1847, está intimamente ligada a uma das famílias mais ilustres da freguesia de Moreira – a família Moreira. Foi por Domingos José Moreira que a banda iniciou a atividade, e teve no seu filho José Domingos Moreira o grande impulsionador até 1880. Foi esta família que ao longo de 135 anos manteve esta banda em atividade ininterrupta e com qualidade artística.

Entre 1880-1913 foi regente da Banda um grande musicólogo maiato, Agostinho Teixeira da Silva. São da sua autoria o hino do Visconde de Barreiros, a Chula da Maia e a Cana Verde da Maia, sendo as duas últimas ainda hoje muito conhecidas. Em 1914, assumiu a direção e a regência outro elemento da família Moreira, neto do fundador, de seu nome António Moreira. António Moreira não é o famoso Mestre Clara. Ainda hoje a casa Moreira é conhecida pela casa do Mestre Clara. A autarquia perpetuou a sua memória atribuindo o seu nome à rua que a serve.

Por volta de 1934, António Moreira deixou a regência da banda, sucedendo-lhe outros músicos distintos, como Manuel João Alves, ex-componente da banda da GNR do Porto e Joaquim José de Oliveira. Em 1942, surge novo regente: o professor de música Manuel Moreira da Silva que, durante 28 anos, dirigiu a Banda de Moreira. Em 1971, a regência foi confiada ao 1º Sargento Músico Viriato Carneiro de Araújo. Em 1977 e ao longo de 18 anos, foi regente da banda Domingos José Dias Moreira, bisneto do fundador.

BMMM

Banda de Música de Moreira da Maia

Banda de Música de Moreira da Maia

Em 1982 a banda de música tornou-se uma entidade associativa, contando atualmente com 500 associados. A este seguiu-se entre 1996 e 1998 Manuel Augusto Moreira da Silva, componente da Banda Sinfónica da PSP de Lisboa. Em 1999, assumiu a regência desta banda o jovem maestro José Aureliano Soares da Costa, formado nas fileiras da Banda. Desde a fundação, sempre a banda de música albergou e dinamizou uma escola que foi a sua principal formadora de músicos. Tem hoje mais de três dezenas de alunos nos vários graus de aprendizagem. A banda é formada por 55 elementos. Tem abrilhantado muitas festividades no país e estrangeiro.

Banda Marcial de Gueifães

A Banda Marcial de Gueifães foi fundada em 12 de dezembro de 1837 por Manuel José dos Santos Leite e funciona ininterruptamente desde essa data. Em 2018, a exposição “Memórias da Maia – Banda Marcial de Gueifães, 180 anos” esteve patente no Centro Comercial Maia Jardim. Homenageou a BMG, partilhando com os visitantes uma série de registos escritos fotográficos e muitas curiosidades.

BMG

Banda Marcial de Gueifães

Banda Marcial de Gueifães

Grupo de Danças e Cantares de Nossa Senhora de Guadalupe
Folclore na Maia

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Associação Recreativa e Cultural de Moreira da Maia – Rancho Infantil e Juvenil
  • Grupo de Danças e Cantares de Nossa Senhora de Guadalupe
  • Grupo Folclórico Os Fontineiros da Maia
  • Grupo Regional de Moreira da Maia
  • Rancho Folclórico de S. Cosme de Gemunde
  • Rancho Regional S. Salvador de Folgosa
Associação Recreativa e Cultural de Moreira da Maia

Incluindo Rancho Infantil e Rancho Juvenil, a Associação Recreativa e Cultural de Moreira da Maia é uma associação cultural de natureza etnográfica sediada em Moreira da Maia.

ARCMM

Associação Recreativa e Cultural de Moreira da Maia – Rancho Infantil e Juvenil

Associação Recreativa e Cultural de Moreira da Maia – Rancho Infantil e Juvenil

Grupo de Danças e Cantares de Nossa Senhora de Guadalupe

O Grupo de Danças e Cantares de Nossa Senhora de Guadalupe é uma associação de natureza etnográfica, das Terras do Lidador da Maia, da Vila de Águas Santas, lugar do Paço, terra de grandes costumes e tradições. Existiam neste lugar do Paço e redondezas muitas casas de lavoura que preservaram durante séculos danças, cantares, costumes e tradições que são a essência do folclore.

Para salvaguardar estes valores de enorme importância histórico-cultural, foi fundada a 4 de setembro de 1983 a Associação Cultural, Recreativa e de Danças, Grupo de Danças e Cantares de Nossa Senhora de Guadalupe. O seu primeiro objetivo foi a recolha de saberes e conhecimento entre os mais idosos do lugar. A recolha de trajos e utensílios foi fundamental para que o rigor fosse uma primazia, não esquecendo as danças e cantares, um importante registo dos tempos de lazer dos antepassados.

Tem neste momento cerca de 53 elementos, com idades entre os 5 e os 70 anos. É membro efetivo da Federação de Folclore Português desde 1989, e da FAFIF desde a sua fundação. Tem como atividades principais o “Cantar das Janeiras”, o “Festival de Folclore” inserido nas Festas em Honra a Nossa Senhora de Guadalupe do mesmo lugar e a tradicional “Ceia de Natal”. Representa o Douro Litoral com participação em diversas manifestações folclóricas, culturais e etnográficas por todo o país e terras de Espanha.

GDCNSG

Grupo de Danças e Cantares de Nossa Senhora de Guadalupe

Grupo de Danças e Cantares de Nossa Senhora de Guadalupe

O Grupo de Danças e Cantares de Nossa Senhora de Guadalupe está sediado em Águas Santas.

Grupo Folclórico Os Fontineiros da Maia

A Associacão Cultural e Recreativa ” Os Fontineiros da Maia”, sediado na freguesia de Águas Santas, foi fundada em 1951 por Serafim Moreira Maques (Serafim bonitinho), Alfredo Soares Moreira (Fredo do castelo), José Teixeira Da Cunha (Zé da cunha) e Manuel Marques Correia (Copete) já falecidos. Tem desenvolvido atividades de índole cultural: teatro, dança e música tradicional portuguesa.  A partir de 2003, altura da inauguração da nova sede social, o Centro Cultural dos Moutidos, passou a desenvolver novas atividades: o encontro mensal de poesia e a escola de instrumentos tradicionais de cavaquinhos, viola, viola braguesa.

ACRFM

Associação Cultural e Recreativa " Os Fontineiros da Maia"

Associação Cultural e Recreativa ” Os Fontineiros da Maia”

Grupo Regional de Moreira da Maia

O Grupo Regional de Moreira da Maia foi fundado em 1934 para dar continuidade à preservação das raízes da comunidade. A primeira atuação pública ocorreu no Palácio de Cristal, Porto, por ocasião da abertura da Exposição Colonial Portuguesa, e a partir de então não mais cessou a sua intensa e valiosa atividade na defesa e divulgação das tradições maiatas, circunstância que lhes tem valido diversas e honrosas distinções. Salienta-se, pelo seu significado, a Medalha de Mérito Cultura – Ouro, atribuída pela Câmara Municipal da Maia. No seu exuberante e polícromo quadro etnográfico, o Grupo Regional de Moreira da Maia apresenta os típicos trajes que representam a forma de vestir das gentes maiatas, com destaque para o traje de domingar, o mais característico de todos.

Procurou formar uma tocata que não só refletisse a presença dos instrumentos musicais tradicionais da região, como também permitisse, sem adulterações, a execução das danças interpretadas pelo agrupamento.

GRMM

Grupo Regional de Moreira da Maia

Grupo Regional de Moreira da Maia

Ao longo do ano, o Grupo Regional promove diversas iniciativas, que muito valorizam a sua ação cultural. Para além dos conceituados festivais que organiza, cumpre ainda referir as Desfolhadas Maiatas, como evocação da cultura do milho, e durante os meses de dezembro e janeiro leva a efeito os tradicionais Cantares de Janeiras. O Grupo Regional Moreira da Maia é composto por 56 elementos. Organiza anualmente festivais de folclore, atua em festas, romarias e festivais de Norte a Sul do País e arquipélagos da Madeira e dos Açores. É sócio efetivo da Federação do Folclore Português.

Rancho Folclórico de S. Cosme de Gemunde

O Rancho Folclórico de S. Cosme de Gemunde é uma associação cultural de natureza etnográfica sediada em São Cosme de Gemunde, concelho da Maia.

RFSCG

Rancho Folclórico de S. Cosme de Gemunde

Rancho Folclórico de S. Cosme de Gemunde

Rancho Regional S. Salvador de Folgosa

O Rancho Regional S. Salvador de Folgosa é uma associação cultural de natureza etnográfica sediada em S. Salvador de Folgosa, concelho da Maia. Nasceu por ocasião da angariação de fundos para as obras de remodelação da Igreja Paroquial, em finais da década de 1950. Desde logo procurou afirmar-se no panorama folclórico nacional e regional.
Têm vindo a aperfeiçoar a sua atividade de reprodução de trajes, danças e cantares dos tempos remotos nas terras da Maia, através de pesquisas e recolhas que garantem a autenticidade do que pretende representar.

Além de outros festivais, realiza anualmente no último sábado de julho o seu festival de folclore, a sua desfolhada em outubro e canta as janeiras de porta em porta desde o Natal até ao dia de Reis.

O RRSSF é composto por 56 elementos. E membro efetivo da Federação de Folclore Português e está inscrito no INATEL. Em termos de folclore, representa o Douro Litoral Norte e a zona do chamado Vale do Coronado, no leste maiato. Recolhe e reproduz o mais fidedignamente possível as vivências quotidianas e festivas dos antepassados. Participa em festivais nacionais e internacionais quer no país como no estrangeiro. Tem 2 CD gravados e já fez várias aparições em programas televisivos na RTP e na TV GALIZA.

RRSSF

Rancho Regional S. Salvador de Folgosa

Rancho Regional S. Salvador de Folgosa

Rodolfo Maia, maestro, da Maia
Músicos naturais do Concelho da Maia

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alberto Gaio Lima (violinista, 1932)
  • Hermínio Leite (compositor, 1933)
  • Ilídio Costa (maestro)
  • Ilídio Pinho (compositor, 1937)
  • Manuel Marques (guitarra, 1926-2018)
  • Miguel Araújo (cantautor)
  • Rodolfo Maia (maestro, 1982)
Ilídio Ferreira

Nascido em 1937, em Nogueira da Maia, Ilídio Ferreira da Costa iniciou os estudos musicais com seu pai António Costa aos 9 anos. Ingressou na banda local como instrumentista em flautim. Mais tarde frequentou os Conservatórios de Lisboa e Porto, concluindo neste último os cursos de Clarinete e Fagote, com elevadas classificações. Foi premiado, vários anos, com o prémio da Fundação Calouste Gulbenkian, atribuído ao melhor aluno do Conservatório, na especialidade “Clarinetista”. Representou o referido Conservatório do Porto como instrumentista solista em inúmeras digressões pelo país.

Em 1960, ingressou na Banda Militar (Infantaria do Porto) como executante de requinta. Em 1961, concorreu à Banda Sinfónica da G.N.R. de Lisboa, ficando classificado em 1º lugar, entre vários candidatos, sendo admitido como clarinetista. Ao serviço da referida Banda, participou em diversas atuações no estrangeiro, nomeadamente, Holanda, Brasil, Bélgica e França.

Em 1968, foi nomeado Maestro da Banda de G.N.R. do Porto, ocupando esse cargo durante 21 anos. Ainda no ano de 1968, passou a fazer parte dos quadros da Orquestra Sinfónica do Porto (RDP) como fagote solista durante 24 anos. Foi também, durante alguns anos, professor no Conservatório de Música de Braga ,na classe de “Instrumentos de Sopro”.

Foi fagotista na Orquestra do Norte durante 13 anos e fez parte de alguns agrupamentos de câmara, nomeadamente, Oficina Musical do Porto, Grupo Música Nova, Quintetos de sopro da Orquestra Sinfónica e do Conservatório, Orquestra Konsonantia. Foi fundador e Maestro da Orquestra Juvenil de Sopros da Associação Recreativa e Cultural de Nogueira da Maia. Nos tempos livres, lecionou os instrumentos de sopro (clarinete, fagote e saxofone).

Como compositor de música para Banda Filarmónica, a que se dedicou desde a sua juventude, escreveu aberturas, fantasias, divertimentos, suites, rapsódias, marchas de concerto, marchas de rua, paso-dobles, marchas de procissão, transcrições e adaptações. Algumas composições mais significativas: Corifeus, Mosaico, Ecos de Espanha, Campesina, Mestre António Costa, 14 Minutos no Parque, Momentos Menores, Paisagem Matizada, Senhor Lucas, Sons da Primavera, Reflexões.

Pelos serviços prestados às Bandas como compositor e à música em geral, foi distinguido pela Federação Portuguesa de Cultura e Recreio com o Diploma e Medalha de Instrução e Arte. Foi, por idênticas razões, agraciado com a Medalha e Diploma de Mérito, atribuído pela Federação Regional das Bandas Filarmónicas do Minho, num evento de homenagem ao compositor, decorrido na cidade de FAFE, em outubro de 2005. Foi-lhe ainda atribuída a Medalha de Mérito, pela Câmara Municipal de Fafe, pelos 25 anos, ininterruptos, ao serviço da Sociedade Filarmónica Fafense (Banda de Revelhe) em 25 de abril de 2006. Em 2010, foi homenageado em Águeda pela União de Bandas desta cidade (UBA) com o apoio da Câmara Municipal pelo reconhecido contributo que deu, através das suas composições, às Bandas Filarmónicas.
Em novembro de 2012, deixou de ser Maestro e Director artístico da Banda de Revelhe de FAFE, onde esteve, nas referidas funções, durante 31 anos. Em julho de 2012, foi admitido como Sócio Honorário da Confederação Musical Portuguesa. Em abril de 2013, foi homenageado pela Orquestra Filarmónica 12 de abril (Travassô), sendo-lhe atribuído o título de Sócio Honorário desta instituição de Águeda, pela sua dedicação e disponibilidade como compositor. Em outubro de 2013, foi ainda homenageado como compositor convidado, no Certame Internacional de Bandas, integrado no festival (2º Pevidém Filarmónico). Em julho de 2017, foi agraciado com a Medalha de Mérito (Ouro) pela Câmara Municipal da Maia, por se ter distinguido e notabilizado ao serviço da Música, contribuindo para a promoção, bom nome e glória do Concelho.

HISTÓRIA

Manuel Marques
Manuel Marques, guitarrista, da Maia

Manuel Marques, guitarrista, da Maia

Manuel Marques Pereira d’ Oliveira nasceu na rua da Arroteaça, em Milheirós, no dia 11 de janeiro de 1926 e morreu em Fão a 8 de junho de 2018, com 92 anos. Aos 10 anos, foi descoberto por René da Silva, também músico, para quem o, então miúdo, revelava qualidades artísticas. Aos 13 anos, apresentava-se já em espetáculos nos teatros do Porto. Aos 15 anos, iniciava os estudos de Harmonia, Contraponto e Composição.

Com 20 anos, escrevia as primeiras partituras e participava em programas na rádio, com especial destaque para as suas frequentes atuações na Rádio Clube do Norte e na Rádio Renascença. Em 1947, durante a vida militar, em Santarém, atuou no Orfeão Escalabitano, percorrendo o Sul do País como primeiro guitarrista. De volta ao Norte, depois de uma marcante participação num concerto de guitarras, passou a ensaiar a Orquestra de Tangos da Universidade do Porto.

Em outubro de 1955, Manuel Marques, Ana, sua mulher, e Nelito, seu filho, embarcavam no navio “Salta”. Depois de dar aulas, durante um certo período, na Casa de Portugal, Manuel Marques resolveu fundar a sua própria Academia, onde oferecia aulas de canto, violão, piano, acordeão, bandolim, cavaquinho, teoria musical e guitarra portuguesa. Para facilitar a vida aos alunos, a escola mantém cursos de guitarra por correspondência, com aulas gravadas em suporte magnético, atingindo quase todas as capitais brasileiras e alguns países das Américas, África e Europa.

Manuel Marques voltou a Portugal em 1986, com o patrocínio e apoio de várias entidades luso-brasileiras (Instituto de Apoio à Imigração e às Comunidades Portuguesas, Conselho da Comunidade Portuguesa do Estado de São Paulo e Centro de Turismo de Portugal no Brasil) obtendo imenso sucesso nos inúmeros espetáculos que deu. A imprensa deu ampla cobertura a esta digressão, órgãos de comunicação como o “Jornal de Notícias”, “O Comércio do Porto”, “O Primeiro de Janeiro”, “O Diário de Lisboa” e o “Correio da Manhã”, sem contar os jornais editados no eixo São Paulo-Rio (“Voz de Portugal”, “O Mundo do Português”, “Duas Nações” e “Portugal em foco”) registaram com destaque e regularidade, a participação do artista em terras lusas, acompanhado do filho Nelito e do viola Bonfim.

Ao descer do avião em Pedras Rubras, depois de uma escala em Lisboa, o músico registou duas agradáveis e memoráveis surpresas: a presença da consagrada Amália Rodrigues (que embarcara em Lisboa, mas o maestro não notara) tendo-o cumprimentado calorosamente, dada a sua relação de amizade travada no Brasil, aquando das digressões da diva do Fado por terras de Vera Cruz. Para além deste momento histórico, Manuel Marques viveu emocionado o acolhimento carinhoso que as gentes de Milheirós lhe dispensaram logo à chegada.

Até 1989 já tinha gravado 16 álbuns com composições da sua autoria, do repertório da música tradicional de raiz popular portuguesa, do fado de Lisboa e fado de Coimbra e do repertório internacional de música clássica, sempre com primorosos arranjos para guitarra escritos por si.

Considerado pela crítica musical do Brasil como um perfeccionista, por vezes até aclamado como um genial intérprete do mais português dos instrumentos, participou em incontáveis programas de televisão nos diversos canais do Brasil e em Portugal, sendo o autor de música original para as telenovelas “As Pupilas do Senhor Reitor” (TV Record), António Maria (TV Tupi) e “Os imigrantes” (TV Bandeirantes) e de alguns filmes brasileiros entre os quais se destaca “Sertão em festa”.

Pelas salas da sua Academia, onde Portugal estava presente até nas paredes, representado por quadros, objetos diversos e posters, entre estátuas de alguns génios da música e várias dedicatórias, passaram milhares de alunos, muitos deles, hoje donos de conservatórios. Um dos mais aplicados e atenciosos aos ensinamentos do mestre era António Joaquim Fernandes, um loirinho de 12 anos, nascido em Trás-os-Montes. Ao perceber o seu grande amor à música e pressentindo uma carreira repleta de sucesso, Manuel Marques tratou logo de arranjar-lhe um nome radiofonicamente mais sonante. Nascia assim, devidamente “baptizado”, para o mundo artístico, o cantor Roberto Leal.

Victor Dias (resumido)

Rodolfo Maia
Rodolfo Maia, maestro, da Maia

Rodolfo Maia, maestro, da Maia

Rodolfo Maia nasceu na Maia em 1982. Entre março de 2008 e dezembro de 2010 foi Maestro da OLB3m – Orquestra Ligeira da Banda de Música de Moreira da Maia, com a qual tocou alguns dos seus arranjos e orquestrações. Durante o ano de 2009 foi Maestro da Banda da Sociedade Filarmónica Louriçalense – Pombal. Entre janeiro de 2010 e janeiro de 2014 foi maestro da Banda Musical de Cabreiros (Braga). Entre novembro de 2013 e outubro de 2015 foi Maestro da Filarmónica Ressurreição de Mira. Participa habitualmente com diversos grupos de Música de Câmara e Música Sacra, como instrumentista, maestro e orquestrador. Durante o ano 2013 foi Diretor Musical da Tuna Académica do ISMAI (Instituto Superior da Maia).

Teve a oportunidade de trabalhar com os maestros Jacinto Montezo, Bert Appermont, Carlos Amarelinho, Paulo Ramos, Jaime Branco, Jacob de Haan, António Saiote, José Ignacio Petit, José Rafael Pascual Vilaplana, Luís Clemente, Marcelo Jardim e Jean-Marc Burfin, tralhando atualmente com o maestro Paulo Martins, no curso de formação contínua para maestros, da APB (Academia Portuguesa de Banda).

Para além das bandas das quais foi maestro titular, dirigi, de forma esporádica, académica ou por convite, as seguintes filarmónicas: Banda dos Escuteiros de Barroselas, Banda de Música de Belinho, Banda da Covilhã, Banda da Juventude Musical Ponterrolense, Banda Musical de Melres, Banda Musical de Gondomar, Banda Filarmónica de S. Mamede de Ribatua, Banda Marcial do Vale, Banda Filarmónica de Magueija, Filarmónica Verdi Cambrense, Filarmónica Nossa Senhora das Neves (Relva – Ponta Delgada, Açores), Banda Musical de Loivos, assim com as Orquestra de Sopros do EnOS – Portel e EnOS – Esposende, tal como a Orquestra Sinfónica da Escola Profissional da Serra da Estrela – Seia e a Banda Sinfónica da APB2016.

Obteve o 2.º Prémio no Concurso Nacional de Maestros inserido no Estágio Nacional da Orquestra de Sopros de Esposende, em 2013. Faz parte da organização do Concurso Internacional de Bandas CIB – Filarmonia Douro, desde a sua primeira edição. Foi Maestro Titular do 1.º Estágio Interno da Banda de Música de Moreira da Maia (em fevereiro de 2012) e do 1.º Estágio Conjunto das Bandas de Oliveira_Barcelos e Cabreiros, Braga (em novembro de 2012). É membro associado da WASBE – World Association for Symphonic Bands and Ensembles.

 

Monumento às Bandas Filarmónicas, Maia

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho da Maia

Monumento às Bandas Filarmónicas, Maia

Monumento às Bandas Filarmónicas, Maia

Da autoria do escultor Laureano Ribatua, o Monumento às Bandas Filarmónicas, datado de 1997, é uma homenagem às seculares bandas de música de Moreira e Gueifães. Foi apresentado como o maior grupo escultórico em bronze da Europa representando uma banda em plena atuação.

Monumento às Bandas Filarmónicas, Maia

Monumento às Bandas Filarmónicas, Maia

Monumento às Bandas Filarmónicas, Maia

Monumento às Bandas Filarmónicas, Maia

Igreja de Nossa Senhora da Maia

Órgãos de tubos do concelho da Maia [6]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de Águas Santas

Igreja matriz de Águas Santas

Igreja matriz de Águas Santas

Na Igreja Matriz de Águas Santas, ou Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Ó existe um órgão de tubos histórico de tipo ibérico, de autor desconhecido, do século XVIII, restaurado em 1999 por António Simões.

Igreja de Gueifães

Igreja matriz de Gueifães

Igreja matriz de Gueifães, Maia

A Igreja Matriz de Gueifães, ou Igreja Paroquial, de São Faustino, possui um órgão histórico de tipo ibérico, de um teclado manual e doze meios registos [ I;(6+6) ] construído por Manuel Sá Couto, c. 1810, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, em 1999, opus  27.

Igreja de Milheirós

Igreja de Milheirós, Maia

Igreja Matriz de Milheirós, Maia

A Igreja Paroquial de São Tiago de Milheirós possui um órgão histórico de tipo ibérico de Manuel de Sá Couto, construído por volta de 1800, restaurado em 1992 por António Simões.

Igreja de Moreira da Maia

Igreja do mosteiro de Moreira da Maia

Igreja do mosteiro de Moreira da Maia

A Igreja Matriz ou Paroquial do Divino Salvador, do antigo mosteiro de Moreira (de crúzios) dispõe de um órgão histórico alemão Arp Schnitger, construído em 1701.

Enquadramento

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia, créditos João Santos

Órgão e tribuna própria

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia, créditos João Santos

Manuais

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia, créditos João Santos

Igreja de Silva Escura

A Igreja Paroquial de Santa Maria de Silva Escura possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído no séc. XIX.

Igreja de Nossa Senhora da Maia

Igreja de Nossa Senhora da Maia

Igreja de Nossa Senhora da Maia

A Igreja de Nossa Senhora da Maia, da paróquia de São Miguel da Maia, possui um grande órgão Siegfried Schmid, inaugurado em 2019.

Grande órgão Siegfried Schmid, 2019

Grande órgão da Igreja de Nossa Senhora da Maia

Grande órgão da Igreja de Nossa Senhora da Maia

FOI NOTÍCIA

A paróquia da São Miguel da Maia celebrou, na sua moderna igreja de Nossa Senhora da Maia, situada no centro da cidade, de 10 a 13 de outubro de 2019 um acontecimento que reúne três nobres dimensões da pessoa e da sociedade humana: a dimensão da arte, a dimensão da liturgia e a dimensão da cultura.

“O acontecimento ocorre por ocasião da celebração este ano das festas de Nossa Senhora da Maia, que se comemora em 11 de outubro, com a inauguração do novo Órgão de Tubos, cuja instalação se encontra em fase de acabamento, a afirmar-se na data do 27.º aniversário da dedicação da igreja por D. Júlio Tavares Rebimbas (11 de outubro de 1992 – ver Voz Portucalense de 15-10-1992).

A instalação deste grandioso órgão é uma iniciativa da paróquia, com a colaboração da Câmara Municipal e de diversas entidades e pessoas do concelho de Maia.

O órgão foi construído pelo organeiro alemão Siegfried Schmid, da empresa alemã Orgelbauwerkstätte, e conta com um investimento da ordem dos 600 mil euros. O órgão é composto por 2152 tubos, com tamanhos que vão de alguns centímetros a vários metros, comandados por 36 registos e três teclados manuais e um teclado de pedaleira de duas oitavas e meia.

O órgão possui três valências complementares: um conjunto dito “positivo”, indicado para música antiga, que integra o grande órgão, construído ao estilo barroco, e uma caixa de ressonância expressiva designada “Schwellenwert” adaptada ao estilo romântico. Os tubos receberão uma afinação que procura responder às características acústicas da igreja.

A montagem do instrumento, inteiramente original mas inspirado no órgão da igreja da Lapa, no Porto, foi feita ao longo de mais de um mês. A riqueza do som do órgão de tubos aproxima-se do de uma orquestra, com sonoridades diferentes como os diferentes instrumentos. O P. Domingos Jorge, pároco da Maia, salienta que a orientação para a construção foi conduzida pelo Cónego António Ferreira dos Santos.

O programa da inauguração, entre 10 e 13 de outubro, teve vários momentos: na noite de quinta-feira 10, a partir das 21h, faz-se um “Brinde ao órgão”, em que os participantes são convidados a adquirir um cálice de vinho do Porto, cujo produto reverte para a ajuda à sua construção. Os participantes puderam assim sentir-se implicados e colaboradores na sua presença naquele espaço.

Na sexta-feira, dia 11 de outubro, às 21h, o Bispo do Porto, D. Manuel Linda, procedeu à bênção do órgão, seguida pelo concerto inaugural, pelo organista Filipe Veríssimo.

No domingo 13 de outubro, previu a Eucaristia da Festa, presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Linda, com o coro da paróquia, dirigido por Tiago Ferreira, maestro do Coro da , seguida de procissão da Senhora da Maia. Nesse mesmo dia 13 de outubro pelas 21.30h haveria um concerto pelo organista Rui Soares. Dia 20 de outubro seria a vez do organista Daniel Ribeiro e a 27 o concerto de Tiago Ferreira.

Sobre sentido e dimensão desta iniciativa, afirma o Cónego António Ferreira dos Santos:

O Órgão de Tubos vai buscar os sons da natureza para os oferecer, os lançar sobre os elementos da Assembleia, potenciando-lhes, desse modo, os sentimentos interiores de alegria ou de tristeza, de júbilo ou de meditação, de súplica e ação de graças, perante Deus, o Senhor. A multiplicidade e diversidade das suas “cores” musicais (do suave ao gritante, do pianíssimo ao fortíssimo) provocam vibrações impressionantes, variadas e inesperadas, no interior do ser humano. Isto é, as possibilidades sonoras do Órgão de tubos conseguem lançar os homens, reunidos na celebração da sua fé, para a grandeza e glória de Deus.

D. Manuel Linda, Bispo do Porto, afirma:

Seja, então, este novo órgão da Maia expressão de uma assembleia crente que atinge níveis muito altos de celebração litúrgica e «motor» que reforça e dinamiza essa capacidade orante. Mas que seja sempre e só um “instrumento”. Isto é, um meio, e nunca um fim, para o suporte do coro e da assembleia e um potenciador dos sentimentos daqueles que se reúnem para louvar, agradecer e pedir os favores divinos. Muitos parabéns a quem o sonhou, o desejou, o adquiriu e nele investiu valores e expectativas precisamente a pensar nestas funções.

Por sua vez, o Presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, afirmou:

Doravante, o concelho da Maia, mais propriamente a comunidade humana que somos, vai poder assistir e desfrutar de experiências artístico-musicais invulgares, quer pelas extraordinárias caraterísticas acústicas da Igreja de Nossa Senhora da Maia, como pela acrescida singularidade do seu Órgão de Tubos, cuja sonoridade promete tocar a nossa sensibilidade, espiritual ou intelectual, ao belo musical.

FONTE: