Artigos

Academia de Artes da Moita
Escolas de Música na Moita

Estabelecimentos do ensino especializado de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Academia de Artes da Moita

R. Dr. Alexandre Sequeira, 46
2860-412 Moita

Academia de Artes da Moita

Academia de Artes da Moita

Escola de Música da Banda Filarmónica da Moita

Rua Machado dos Santos, 18B – 1º
2860-478 Moita
Tlm. (+00 351) 962 588 841
Correio eletrónico: bandafilarmonicadamoita@gmail.com

Escola do Rock

R. António Sérgio 1
2835-167 Baixa da Banheira
Moita

Rancho Folclórico Os Fazendeiros da Barra cheia e Arredores
Folclore na Moita

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Estremadura [Estremadura Sul (Região Caramela)]
  • Distrito: Setúbal
  • Concelho: Moita

03 grupos

  • Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia
  • Rancho Folclórico do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense
  • Rancho Folclórico «Os Fazendeiros da Barra Cheia e Arredores»
Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia

O Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia, Associação de Utilidade Pública, foi fundado a 19 de abril de 1980, na Freguesia de Alhos Vedros, Concelho da Moita. Está situado na célebre Região Etnográfica “Caramela”, Sul da Província da Estremadura.

Desde a sua fundação, o Rancho dedicou-se à recolha das músicas, danças, cantares, trajes, usos, costumes e tradições dos “Povos Caramelos” que, no princípio do séc. XIX, povoaram a localidade rural da Barra Cheia e sua região, povos vindos da Província da Beira Litoral, especialmente dos concelhos de Mira e Cantanhede.

O Rancho da Barra Cheia tem participado em festivais de folclore, nacionais e internacionais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Bélgica e Itália, assim como em diversas festas e romarias. Está filiado na Federação do Folclore Português.

Foi distinguido com a “Medalha de Mérito Artístico e Cultural do Município da Moita. É organizador de diversos festivais nacionais e internacionais de Folclore na Barra Cheia e localidades vizinhas. Reconstitui regularmente desfolhadas, casamentos tradicionais, Círios a Nossa Senhora da Atalainha e exposições etnográficas dedicadas ao povo local.

Rancho Folclórico do Clube das Arroteias

O Rancho Folclórico do Clube das Arroteias é membro da secção de Folclore do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense, secção fundada em 1 de março de 1969. É federado pela Federação do Folclore Português.

O lugar das Arroteias pertence à freguesia de Alhos-Vedros, concelho da Moita, distrito de Setúbal e província da Estremadura. Está inserida na chamada “zona caramela”, pois na sua origem estão os “caramelos de ir e vir”, gentes das atuais Beira Litoral e Beira Alta, que migravam todos os anos para a margem sul do rio Tejo à procura de trabalho.

Arroteias era um lugar predominantemente agrícola até ao início do século XX. Nas suas hortas, as culturas baseavam-se na batata, no milho e no feijão. No entanto, a agricultura entrou em declínio, com o grande desenvolvimento industrial.

O Rancho tem como finalidade preservar e recolher todo o património cultural legado pelos antepassados, divulgando as danças e cantares por eles utilizados. Em 2019, organizou o XXXIII Festival de Folclore das Arroteias.

Rancho Folclórico do Clube das Arroteias

Rancho Folclórico do Clube das Arroteias

Rancho Folclórico Os Fazendeiros da Barra cheia e Arredores

Sediado na Barra Cheia, freguesia de Alhos Vedros, 2860 Moita, O Rancho Folclórico dos Fazendeiros da Barra Cheia e Arredores é uma associação de natureza etnográfica fundada em 1981 e constituída legalmente a 4 de setembro de 1984.

Rancho Folclórico Os Fazendeiros da Barra cheia e Arredores

Rancho Folclórico Os Fazendeiros da Barra cheia e Arredores

FOLCLORE NO CONCELHO

O espaço geográfico que constitui hoje o concelho da Moita assistiu, a partir do século XIX, a movimentos migratórios: os caramelos da Beira Litoral, que beneficiaram da distribuição das terras foreiras, fixaram-se na zona da Barra Cheia, Brejos e Arroteias; mais tarde, alentejanos e algarvios instalaram-se na zona da Baixa da Banheira e Alhos Vedros. Estas gentes, portadoras dos valores culturais das terras de origem, influenciaram grandemente esta região com as suas superstições e crenças religiosas, com as suas músicas e instrumentos musicais, com o seu vestuário e adornos.

Estes bens culturais contribuíram para o enriquecimento e valorização cultural do concelho. Os herdeiros dessas tradições procederam à recolha dos costumes dos seus antepassados, com vista à sua divulgação, dando assim origem à criação das seguintes formações: Rancho Folclórico «Os Fazendeiros da Barra Cheia e Arredores», Rancho Etnográfico da Danças e Cantares da Barra Cheia, Rancho Folclórico do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense.

Estes grupos de folclore, expressão da cultura dita popular, têm procurado defender e preservar os costumes e tradições das suas gentes, nas suas danças e cantares, na sua música, no seu trajar e nas suas fainas diárias. Pesquisando estes valores, os ranchos mostram aos mais novos a maneira de ser e de estar dos seus antepassados, permitindo, ao mesmo tempo, a existência de um folclore autêntico.

Alguns destes grupos estão filiados na Federação do Folclore Português e todos promovem e participam em festivais concelhios, nacionais e até internacionais.

Fonte: Retrato em Movimento do Concelho da Moita, Câmara Municipal da Moita, 2004

Banda Filarmónica da Moita
Filarmónicas da Moita

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica da Moita
Banda Filarmónica da Moita

A vila da Moita tem uma forte tradição em bandas de música, que assumiram um grande protagonismo quer no meio urbano, quer no meio rural, nas diversas festividades e comemorações. Em 1869, foi criada a Banda da Sociedade Filarmónica Estrela Moitense. A banda viveu uma grave crise na 1.ª República. Foi reorganizada em 1918, possivelmente fruto do entusiasmo social e político em torno das comemorações do 1.º de maio, festejou este dia entusiasticamente tocando o hino 1.º de Maio. Foi extinta na década de 1940.

Em 1 de maio de 1928 foi criada uma segunda banda na freguesia da Moita, a Sociedade Filarmónica Capricho Moitense. A música está na génese da Capricho, o que explica o carinho que sempre foi dado à Banda Filarmónica. Com uma longa história de suspensões e recomeços a Banda da Capricho viria a desaparecer em 1981.

Consciente do papel e importância da filarmonia, e a par das vontades manifestadas por imensas pessoas da nossa terra em verem de novo uma Banda Filarmónica na freguesia, impulsionou a criação de uma Banda. Para tal, juntou um grupo de músicos, convidou o músico e maestro António Bravo para dirigir e coordenar a Banda, e no dia 31 de janeiro de 2018 realizou o seu primeiro ensaio nas instalações da Sociedade Filarmónica Estrela Moitense.

Posteriormente, através de um protocolo com a Associação Mutualista da Moita e a Junta de Freguesia da Moita, os ensaios da BFM passaram a ser realizados nas instalações da Associação Mutualista. Os ensaios e aulas da escola de música decorrem em instalações próprias, na sua nova sede, antigas instalações da Junta de Freguesia da Moita, o que veio promover ainda mais a prática musical, bem como uma melhoria de condições para os músicos e associados. A 7 de outubro de 2019 foi constituída e registada com escritura pública a Associação Banda Filarmónica da Moita.

BFM

Banda Filarmónica da Moita

Banda Filarmónica da Moita

BFM

Em 2019, a Banda Filarmónica da Moita começou a ser dirigida e coordenada pelo Maestro David Correia.

Victor Félix, gaiteiro e fabricante
Músicos da Moita

Lançado em dezembro de 2020, o Musorbis pretende aproximar os munícipes e os cidadãos do seu património musical. Coopere, para acelerar o processo de inserção de dados.

  • Pedro Almeida (maestro)
  • Victor Félix (gaiteiro, construtor)

Pedro Rodrigues de Almeida destaca-se actualmente pelo seu trabalho desenvolvido no âmbito da direcção de bandas filarmónicas, onde procura explorar o potencial máximo de cada agrupamento, de uma forma dinâmica e renovada, desbravando caminho e quebrando barreiras ainda existentes nos dias de hoje em relação às bandas filarmónicas.

Iniciou os estudos musicais em Clarinete na Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro do Montijo, aos 11 anos, com João Rocha. Ingressou mais tarde na Escola de Música do Conservatório Nacional, onde estudou clarinete com Rui Martins. Enquanto estudante de Clarinete trabalhou com professores como Luís GomesNuno Silva, Massimo Mazzone, Rui Travassos, Giorgio Feroleto e Etienne Lamaison.

É licenciado em Música, na variante de Clarinete, pela Escola Superior de Música de Lisboa.

Na Direcção de Orquestra de Sopros, tem frequentado diversos cursos de Direcção de Orquestra com maestros como: Rafael Albors, Pedro Neves, Paulo Martins, entre outros. Em Maio de 2014 foi um dos alunos seleccionados para participar no Conducting Weekend – masterclass de Direcção de Orquestra ministrado pela Royal Northern College of Music (Manchester, Inglaterra), onde trabalhou com os maestros Mark Heron, Nicolas Pasquet, Marco Bellasi e Gergeley Madaras. Participou na I e II Masterclass de Banda Sinfónica, organizada pela Banda Sinfónica do Exército em 2017 e 2018, respectivamente. Participou também na masterclass orientada pelo maestro Shanon Kitelinger e a Banda Sinfónica de Aveiro, e nas masterclasses organizadas pela Banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete com o maestro Mitchell Fennell. Participou, em Novembro de 2017, no curso de Direcção de Orquestra de Sopros e Brass Band, ministrado pelo Royal Northern College of Music, onde trabalhou com os Maestros Clark Rundell e Morten Wensberg.

Pedro Almeida, maestro, da Moita

Pedro Almeida, maestro, da Moita

No seu percurso conta ainda como membro fundador do InTempo – Quarteto de Clarinetes, quarteto este que mantém em actividade regular desde 2012, e foi membro fundador da Orquestra de Clarinetes Marcos Romão dos Reis Júnior.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Victor Félix

Fabricante de instrumentos musicais, Victor Manuel Félix Tavares (n. 1952) nasceu na Baixa da Banheira, concelho da Moita. A mãe era natural de Ribeira Arouca, Freixo da Mizarela, aldeia próxima de Manhouce. O seu pai, natural de Póvoa, Vale de Cambra, era operário fabril da empresa Barreiro Cuf (Ex-Quimigal), e tocava viola toeira e gaita-de-beiços nos tempos livres e fazia bailes.

Os serões em família eram passados a fazer música, nos quais o pai tocava e a mãe cantava. Aos treze anos o pai ofereceu-lhe a primeira viola acústica. Aos 17 anos foi para a marinha, onde permaneceu quatro anos, de 1969 a 1973.

Em 1960 começou a frequentar algumas sociedades da margem sul, por onde Zeca Afonso passava com alguma frequência, como o Luso, no Barreiro, o ginásio da Baixa da Banheira, ou a Academia em Alhos Vedros, locais onde se debatia a situação política do país e se fazia “música de intervenção”.

Casou com 22 anos e teve dois filhos, passando a residir em Alhos Vedros.

Em 1968, foi um dos elementos fundadores dos “Albatroz”, “Oficina de Música” e por último “Rondó”, grupos de música popular, onde tocava sobretudo cordofones, na década de 1980.

Em 1993 começou a trabalhar numa empresa de artes gráficas, e nos tempos livres construiu cordofones, atividade que manteve entre os 25 e 44 anos. Nos anos 1990 conheceu Paulo Marinho, com quem começou a aprender a tocar gaita-de-foles, no Centro Galego em Lisboa.

Em 1998 torna-se membro do grupo Gaitafolia e um ano depois sócio fundador da A.P.P.E.D.G.F. Aos 50 anos iniciou-se na construção de gaita-de-foles galega, em colaboração com Paulo Marinho. Visitou a Galiza, nomeadamente a Universidade Popular de Vigo, onde conheceu Antón Corral, construtor de instrumentos, que lhe transmitiu algumas das técnicas de construção do instrumento.

Entre e 2003 e 2005 foi presidente da A.P.P.E.D.G.F.. Atualmente dedica-se a tempo inteiro à construção de instrumentos musicais populares, nomeadamente guitarras portuguesas, cavaquinhos, bandolins, gaitas de fole galegas e transmontanas, sanfonas e diversos instrumentos de sopro. Desenvolveu, em conjunto com Mário Estanislau e com a A.P.P.E.D.G.F., um modelo estandardizado de gaita-de-foles transmontana, a partir do estudo de modelos de gaitas de fole do século XX e da audição de recolhas efetuadas na segunda metade desse século. Continuou a fazer parte do grupo Gaitafolia, atualmente extinto.

Participa desde 2002 no encontro internacional de construtores de instrumentos tradicionais em Saint Chartier e tem coordenado algumas oficinas pelo país, nomeadamente na Beira Baixa.

Em 2005 juntamente com Mário Estanislau, André Ventura, João Ventura e Tiago Pereira, formou o grupo “Roncos do Diabo”.

Victor Félix, gaiteiro e fabricante

Victor Félix, gaiteiro e fabricante

Monumento a José Afonso, Baixa da Banheira

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho da Moita

Monumento a José Afonso, Baixa da Banheira

Monumento a José Afonso, Baixa da Banheira

O monumento a José Afonso, no Parque Zeca Afonso – Baixa da Banheira, Moita, é uma peça escultórica, implantada no Parque Municipal José Afonso, da autoria do Mestre Lagoa Henriques, 1994.

A escultura, em pedra e bronze, foi adquirida por subscrição pública.