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Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré
Folclore na Nazaré

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré

Fundado em 1997, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré surgiu com o intuito de preservar a memória coletiva da comunidade nazarena. Em 1999 foi admitido como sócio da Fundação INATEL e em 2001 foi admitido como membro da Federação do Folclore Português. Reconhecendo que a transmissão da tradição, ancorada nas lembranças e aprendizagens do passado, se alojam na memória individual e coletiva, e que, em parte, é nela que reside a identidade de um povo, o Grupo Etnográfico tem elevado o nome da Nazaré e transportado, todos quantos assistem às suas representações, à Nazaré dos anos 20 aos anos 40, período no qual baseou a sua identidade e ancorou a sua pesquisa.

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré

A sua atividade assenta no profundo trabalho de pesquisa do traje e da tradição oral, que permitiram realizar as exposições do “Traje, usos e costumes”, Colóquios subordinados aos temas “Repensar o Folclore”, “Nazaré, Espaços e Memórias” e ”A religiosidade na vida da Nazaré”. Editou dois livros: “Nazaré, Tradição e História” e “Procissão do Mar”. De há uns anos a esta parte, por altura da Quadra Natalícia, o Grupo encetou outro projeto, que tem vindo a ser reconhecido e apreciado tanto pela Comunidade Nazarena, como por todos quantos vêm de visita à Nazaré: os “Presépios Tradicionais da Nazaré”. Por altura da Páscoa, promove o Desfile Etnográfico, com cerca de 100 figurantes e carros alusivos à vida das gentes da Nazaré, bem como, o Mercado Tradicional como há 100 anos.

Associação Filarmónica da Nazaré
Filarmónicas da Nazaré

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Associação Filarmónica da Nazaré

A Associação Filarmónica da Nazaré foi constituída por escritura pública em 1 de junho de 2006. Embora a sua constituição seja recente, é fruto de um trabalho desenvolvido pelo maestro José Maria Pequicho desde 1997. A Associação é constituída por cerca de 45 elementos, com idades entre os 7 anos e os cinquenta anos, que diariamente fazem formação musical. As aulas, gratuitas, são ministradas pelo Maestro.

A Banda tem participado em espetáculos tauromáquicos onde abrilhanta as corridas de Touros de Norte a Sul de Portugal. Participa na animação de festas e romarias da região, encontros intercâmbios e festivais de bandas.

AFN

Associação Filarmónica da Nazaré

Associação Filarmónica da Nazaré

Associação Filarmónica da Nazaré
Músicos naturais do Concelho da Nazaré

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Silvino Marques Pais da Silva (guitarrista)

Silvino Marques Pais da Silva, guitarrista, nasceu na Nazaré, em 1954. O livro “Era uma classe” é a biografia de Silvino Silva, que o público pôde conhecer a partir de 4 de maio de 2019. A obra aborda o surgimento da sua apetência para a música com o pai, também músico, o sucesso nacional do grupo Rock Alarme, a observação quotidiana e escrita imediata no período do Entrudo, em que compunha música e escrevia marchas de Carnaval, as artes plásticas que desenvolveu a par da música, e reúne histórias contadas por amigos («os amigais», como dizia) e família, acompanhadas por documentos e fotografias.

Trata-se de mais uma obra da autoria de Mário Galego (Nazaré, 1969), jornalista e amigo de Silvino Marques Pais da Silva. É autor de outros livros com a Nazaré em fundo: «Uma estória de jazz em Valado dos Frades» e «No tempo dos pinhocos – elementos para a história postal da Nazaré». – foi noticiado pelo Jornal Região de Leiria.

Santuário da Nazaré, templo com órgão de tubos
Órgãos de tubos do concelho da Nazaré [2]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja Matriz da Pederneira

[ Igreja Paroquial ] [  Nossa Senhora das Areias e de S. Pedro ]

Igreja matriz da Pederneira

Igreja matriz da Pederneira

A Igreja da Fábrica Paroquial de Nossa Senhora das Areias e de S. Pedro da Pederneira é um edifício cuja construção decorreu entre os séculos XVI e XIX. Na opinião do padre António Carvalho da Costa, a atual igreja matriz terá sido construída pela população de Paredes, vila que no século XVI ficou completamente soterrada. Por este facto, muitos investigadores, dão como certa a fundação do aglomerado urbano da Pederneira pelas gentes da extinta vila de Paredes. Segundo José D’Almeida Salazar, Ermitão da Real Capela de Nossa Senhora da Nazaré, a Matriz da Pederneira, terá sido palácio ou casa de recreio do Cardeal Rei, D. Henrique, quando foi Abade d’Alcobaça, onde quase todos os anos passava o verão. De uma só nave, a igreja é composta por uma capela-mor com altar de talha dourada do século XVII. A grande bancada da Irmandade é ornada de talha dourada setecentista. As paredes da nave e da capela-mor são revestidas por um silhar de azulejos tipo “padrão”, verdes, azuis e amarelos, do século XVII, rematados por azulejos tipo “tapete”. Na capela-mor, sobre duas portas, quadros cerâmicos embutidos com a cruz dos Bulhões, ostentam a seguinte inscrição: “Os devotos de Santo António mandaram azulejar esta capela. Ano de 1637”.

Fonte: CMN

Santuário de Nossa Senhora da Nazaré

Santuário da Nazaré, templo com órgão de tubos

Santuário da Nazaré, templo com órgão

A imagem de Nossa Senhora da Nazaré é a de uma virgem negra. Esculpida em madeira, foi trazida de Mérida para este promontório oceânico, no ano de 711, por Frei Romano, que fugiu dos invasores muçulmanos na companhia de D. Rodrigo, o último rei visigodo, após a derrota dos exércitos cristãos na batalha de Guadalete. No Sítio da Nazaré ainda se podem observar os três santuários em que a imagem foi venerada ao longo dos tempos: uma pequena gruta junto à arriba, onde Frei Romano viveu como eremita e foi sepultado; a Capela da Memória, construída por D. Fuas Roupinho, à beira da falésia, sobre a gruta, onde a imagem foi venerada entre 1182 e 1377; e o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, fundado pelo rei D. Fernando I, em 1377, que começou a ser reconstruído no início do século XVII até adquirir a sua forma atual. A fachada de grandes dimensões ergue-se acima de um terreiro espaçoso para acomodar os peregrinos e os romeiros. É dominada por duas torres sineiras e está ladeada por dois edifícios: o do hospital e o antigo paço real, onde se alojavam os reis e outros altos dignitários, quando ali se deslocavam. No interior, destacam-se os azulejos holandeses do início do século XVIII que cobrem a nave, bem como as pinturas da sacristia que descrevem a história do milagre que salvou a vida a D. Fuas Roupinho, alcaide-mor do Castelo de Porto de Mós, que tinha por hábito caçar nesta região. De acordo com a lenda, numa manhã de nevoeiro, decorria o ano de 1182, D. Fuas Roupinho perseguia um veado quando o viu desaparecer no precipício. Alarmado pelo perigo, pediu ajuda à Virgem e logo o cavalo estacou, salvando a sua vida. Em ação de graças, D. Fuas Roupinho mandou construir a Capela da Memória. A imagem de Nossa Senhora da Nazaré que, segundo se crê, é a original, encontra-se no altar da igreja e atrai grandes romarias anuais, que decorrem a 8 de setembro.

Fonte: Monumentos

Órgão histórico

Órgão de tubos do santuário da Nazaré

Órgão de tubos do santuário da Nazaré