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Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Brás
Folclore na Praia da Vitória

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região Autónoma dos Açores
  • Ilha: Terceira

05 grupos

  • Grupo de Folclore Cantares da Eira
  • Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Brás
  • Grupo Folclórico da Casa do Povo da Vila Nova
  • Grupo Folclórico e Etnográfico “Água-Alva”
  • Grupo Folclórico Fontes da Nossa Ilha
Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Brás

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Brás foi fundado em 1992. O seu aparecimento deve-se à iniciativa da direção da Casa do Povo de então, no seguimento da inauguração da nova sede. Como o objetivo de fundo pretende ser um centro de reforços do património cultural na sua localidade, depósito de uma herança, salvaguardar o património cultural imaterial e material da comunidade que representa, gerar cultura e divulgar as tradições da região e levar a todos a alegria e a beleza das suas danças e cantares tradicionais.

Como freguesia rural que é, os trajes dominantes são alusivos aos trabalhos de campo. O lavrador, a lavadeira, a ceifeira e o caiador são figuras emblemáticas da região. Os trajes de chita e domingueiro fazem também parte do guarda-roupa. Tem procedido a recriações da tradicional matança, do cantar aos reis e dos foliões.

Aberto à comunidade, o grupo tem tido sempre a preocupação de transmitir às gerações mais novas a autenticidade das tradições e dos usos e costumes dos seus antepassados. Assim, o grupo é hoje composto por 45 elementos com idades compreendidas entre os 9 e os 50 anos.

Participa anualmente no Festival do COFIT.

Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Brás

Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Brás

Filarmónica União Praiense
Bandas Filarmónicas da Praia da Vitória

Bandas de música, história e atividades no Concelho

[ No que se refere às filarmónicas, o projeto Musorbis está apenas a começar, sendo previsível que até ao final do ano todas as bandas possam estar na plataforma. O processo pode ser acelerado com a cooperação dos interessados no que se refere a historiais e fotografias em falta. ]

Associação Filarmónica Cultural e Recreativa de Santa Bárbara da Fonte do Bastardo

A AFCRSBFB foi fundada em 1985. Possui cerca de 55 músicos com idades entre os 12 e os 70 anos e mantém em atividade uma escola de música. Efetua, anualmente, cerca de três dezenas de serviços em eventos.

Associação Filarmónica Cultural e Recreativa de Santa Bárbara da Fonte do Bastardo

Associação Filarmónica Cultural e Recreativa de Santa Bárbara da Fonte do Bastardo

Em 1985, efetuou a sua primeira tocata fora da freguesia (Procissão do Corpo de Deus em Angra do Heroísmo). Tocou em touradas, festivais de música popular, festivais de bandas, concertos, coroação do Espírito Santo, bodos, desfiles. Em 2015, obteve o 2º lugar no segundo Concurso de Filarmónicas da Ilha Terceira, realizado na Agualva, bem como o prémio de melhor solista. Ainda em 2015, gravou um CD no Auditório do Ramo Grande.

Filarmónica das Fontinhas

A Filarmónica das Fontinhas, sediada na freguesia freguesia do mesmo nome, foi fundada em 1884, por José Constantino Cardoso, que foi seu maestro durante quarenta e três anos. Fez a primeira atuação pública nesse ano, nas festas da Nossa Senhora da Pena, nas Fontinhas. Nas últimas duas décadas do século XIX, atuava por todo o concelho praiense. Com frequência tocava nas touradas de praça, na extinta Praça de Touros da Praia da Vitória. Entre 1902 e 1904, foi a única do seu género que existiu em toda a área do concelho praiense, sendo responsável por todas as atuações em festas do referido município.

Filarmónica das Fontinhas

Filarmónica das Fontinhas

Até 1929, sem estatutos, era constituída por um grupo de músicos que se responsabilizavam pela compra dos seus próprios instrumentos. Nesse ano, devido a divergências entre o seu regente, Joaquim Mendes Borba, e os músicos por causa de uma tocata em honra a um dos irmãos Goulart, imigrante e recentemente vindo do Brasil, deu-se uma cisão entre o grupo. O professor Lucindo Ávila Costa, nesse momento, desempenhou um papel fundamental na manutenção da atividade musical tendo fundado, com o grupo que restou da cisão, a Sociedade Musical Recreio das Fontinhas. Nos tempos que se seguiram, foram diversas as atuações que a filarmónica efetuou por toda a ilha sob o comando de vários regentes. José Borges Leal Pamplona, que era músico desta agremiação musical desde 1928, tornou-se seu maestro na década de 40, cargo que acabou por ocupar até 1995, tornando-se numa figura incontornável na história da filarmónica, bem como o  responsável musical que por mais tempo a regeu.

Em 1976, começaram as conversações entre a Sociedade Instrutiva União das Fontinhas (popularmente designada por Salão) e a Sociedade Musical Recreio das Fontinhas (Filarmónica) tendo o resultado das mesmas dado origem à fusão das duas sociedades, pelo que foram aprovados os estatutos em 1979, com o nome atual de Sociedade Musical União das Fontinhas. Em 1996, a filarmónica deslocou-se aos Estados Unidos da América. No ano de 2000, deslocou-se a S. Miguel e, em 2004, à ilha de S. Jorge. Em agosto de 2011, efetuou uma deslocação a Portugal continental, a Alqueidão, no âmbito de um protocolo de intercâmbio cultural. É constituída por cerca de 4 dezenas de músicos e possui uma escola em plena atividade, que prepara os novos elementos que, mais tarde, a integrarão e lhe darão continuidade.É a mais antiga do concelho da Praia.

Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus

A Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus, da freguesia dos Altares, Concelho de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira – Açores), foi fundada em 1879. Possui uma sede que foi inaugurada 1949.  Mantém uma escola de música a funcionar regularmente, há cerca de 45 anos, e participa em diversas manifestações culturais da Ilha. Possui cerca de 23 elementos e dezena e meia de alunos.

Em 2000, deslocou-se à Ilha das Flores, a fim de participar nas Festas da Semana do Emigrante. De passagem pela ilha do Faial, efetuou um concerto na Praça do Infante da cidade da Horta, tendo sido este a sua primeira atuação fora da ilha Terceira. De 1 a 6 de setembro de 2000, recebeu, durante as Festas de Nossa Senhora de Lurdes dos Altares, a Banda Filarmónica de Alvega (Abrantes) no âmbito dum intercâmbio que continuou no ano de 2001, com a deslocação da Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus a Alvega. Em 2004, celebrou 125 anos de existência. Em setembro de 2008, deslocou-se à ilha de S. Miguel, freguesia de Faial da Terra, no decorrer das festas de Nossa Senhora da Graça. Participa nas procissões da freguesia, impérios do Divino Espírito Santo, festa de natal e do dia da freguesia (julho). Acompanha as tradicionais marchas de S. João e participa nos desfiles de filarmónicas que, habitualmente, ocorrem nas grandes festividades da Ilha – Sanjoaninas e Festas da Praia.

Filarmónica Lira Espírito Santo de Vila Nova

A Filarmónica Lira Espírito Santo de Vila Nova, Concelho da Praia da Vitória (Ilha Terceira, Açores), foi criada em 1955. Depois de um peditório pela freguesia que não gerou a quantia necessária para atingir os objetivos, foi decidido que a Irmandade do Espírito Santo comparticiparia o montante em falta, ficando, por isso, a então denominada Filarmónica Lira Espírito Santo de Vila Nova, associada àquela instituição.

Apenas em 1966, após a inauguração do edifício que era sede da Sociedade Instrução e Recreio de Vila Nova, a Filarmónica passou a ter sala própria para ensaios, em vez de os efetuar na despensa do Império, mas continuando vinculada à Irmandade. Em 2004, esta agremiação musical ficou, finalmente, a fazer parte dos estatutos da referida sociedade, passando esta a chamar-se Sociedade Filarmónica de Vila Nova. Constituída por cerca de 45 elementos, com idades entre os 9 e os 68 anos, a filarmónica possui uma escola de música com mais de 10 alunos que, mais tarde, integrarão o seu corpo de músicos. Durante o ano, a banda realiza entre 20 a 25 atuações em diversos eventos culturais, procissões, coroações, bodos, desfiles, concertos, pezinhos e marchas populares.

Filarmónica União de São Brás

A Filarmónica União de São Brás, da freguesia com o mesmo nome, Concelho da Praia da Vitória (Ilha Terceira, Açores), foi fundada em 1984. Possui cerca de 36 músicos executantes. Mantém uma escola com cerca de uma dezena de aprendizes, aos quais são ministrados conhecimentos de educação musical para, mais tarde, integrarem o corpo de músicos desta instituição e garantirem a continuidade.

Com uma média de 25 atuações por ano, em eventos de natureza religiosa e profana, a Filarmónica participou no Festival de Bandas do Porto Judeu, no Concurso de Bandas da Agualva, nas Festas Concelhias da Praia da Vitória, nas Festas de Santa Maria Madalena na ilha do Pico, em 1996, nas Festas de São Mateus da ilha Graciosa, em 2004, nas Festas de Nossa Senhora de Lurdes na ilha do Faial em 1999 e 2010 e, em 2013, nas Festas do Divino Espírito Santo na Fajã dos Vimes, ilha de São Jorge. A iniciativa da fundação de uma filarmónica em São Brás, partiu do então recém-nomeado Pároco, Padre Abílio de Morais, cerca de um ano e meio após a sua entrada na freguesia, em 1983.

Filarmónica União Praiense

A Filarmónica União Praiense da freguesia de Santa Cruz da Praia da Vitória foi fundada em 1904, pelo Pe. José de Sousa Pereira. É constituída por cerca de 36 elementos com idades entre os dez e os 67 anos e mantem em atividade uma escola que prepara uma média de 15 alunos para virem a integrar o corpo de executantes. Possui como Sede Social parte do antigo convento de São Francisco, sito à Rua Serpa Pinto, na cidade da Praia da Vitória.

Filarmónica União Praiense

Filarmónica União Praiense

Desde o início do século XIX e durante os primeiros cinquenta anos, foi da Filarmónica União Praiense que saíram as mais elevadas iniciativas culturais do Concelho a que pertence. Além das participações no calendário cultural da ilha, esta filarmónica representou a Praia da Vitória em memoráveis digressões pelos Açores e Portugal Continental (ilhas de S. Jorge, Pico e Faial, Montemor-o-Velho, Tondela, Expo 98, em Lisboa. Com a construção de novas instalações, que deram uma melhor resposta ao ensino da música através de salas devidamente preparadas para aulas práticas, como também uma grande melhoria no que diz respeito à banda filarmónica, esta com uma sala de ensaios sonorizada para o efeito. A comemoração do primeiro Centenário da Filarmónica União Praiense realizou-se no dia 20 de março de 2004. O instrumental da filarmónica durante uma época de crise, chegou a estar à venda, assim como o seu fardamento. Valeu a intervenção decidida de um praiense, o António da Silva, mais conhecido por “António Maminha”.

Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva

A Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva (SFESA) foi fundada em 1922. Os primeiros instrumentos da filarmónica foram comprados através de um peditório realizado na freguesia e com o apoio do Dr. Ávila Gonçalves. A SFESA era constituída, à altura, por pouco mais de dez elementos que serviam o Espírito Santo e abrilhantavam as festividades em honra da padroeira da freguesia, Nossa Senhora do Guadalupe.

A atual sede, alvo de várias remodelações ao longo dos anos, foi construída por voluntários num espaço cedido por um habitante da Agualva. A filarmónica iniciou as digressões em 1995, sob regência de Avelino Lourenço, tendo-se deslocado à ilha Graciosa, mais propriamente à freguesia da Luz. Também sob a sua regência, fez digressões pelo Pico (Lajes, 1996), São Jorge (Topo, 2001), São Miguel (2002), Estados Unidos da América (2005) e São Jorge (Santo Antão, 2008). Em 2010, assumiu a regência Hélder Lourenço, tendo a banda realizado outra digressão à Graciosa naquele ano. Com a nova regência, a Banda da Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva, iniciou um percurso que incluiu algumas atuações na Praça de Toiros da Ilha Terceira que reverteram a favor das vítimas das enxurradas da freguesia da Agualva ocorridas em dezembro do ano anterior.

A partir daí, as tocatas em touradas de praça passaram a ocorrer com mais frequência. De facto, a 4 de agosto de 2014 a SFESA tocou na tourada da edição daquele ano das Festas da Praia, que teve transmissão em direto na RTP1. Nesse ano, a filarmónica desdobrou-se em vários projetos de iniciativa própria, tendo realizado, por exemplo, uma formação musical nos dias 10, 11 e 12 de outubro com os formadores Paulo Almeida (clarinetes e saxofones), Edgar Marques (metais) e o próprio maestro Hélder Lourenço (percussão). Realizou também na sua sede o “I Concurso de Bandas Filarmónicas” da SFESA, que contou com a participação de sete bandas da ilha, incluindo a Orquestra de Sopros da Ilha Terceira e a própria SFESA (extraconcurso), e de um júri composto por Hugo Costa, o compositor Hélder Bettencourt e o presidente da Federação de Bandas Filarmónicas dos Açores, Marco Torre. A filarmónica conta com cerca de 55 elementos.

Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva, da Praia da Vitória

Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva, da Praia da Vitória

Sociedade Filarmónica Progresso Biscoitense

A Sociedade Filarmónica Progresso Biscoitense (freguesia dos Biscoitos), foi fundada em 1932 pelo Padre Aníbal do Rego Duarte. Possui mais de quatro dezenas de músicos com idades entre os 13 e os 67 anos e mantém em atividade uma escola de música com cerca de 10 alunos que se preparam para virem a integrar o corpo de músicos. Realiza uma média anual de 35 atuações em eventos culturais de natureza religiosa e profana.

Além dos serviços realizados na ilha Terceira, efetuou em diversas ilhas do arquipélago atuações integradas em programas festivos, na freguesia de Santo Antão, na ilha de S, Jorge, no ano de 1996; nas vilas de S. Roque do Pico, em 1997 e das Lajes em 2001, na Vila de Santa Cruz da Graciosa, em 2000, em S. Mateus da Praia da Graciosa em 2006, na Vitória e freguesia do Guadalupe em 2013. Eefetuou, em 2002, uma deslocação à Madeira. Depois de instalada, provisoriamente, na casa da dispensa do Império do Caminho do Concelho, a SFPB tem a sua sede na atual Rua Aníbal Nunes Cota, num edifício construído, a partir de 1948.

Além de contribuir para o enriquecimento das festas locais religiosas e profanas, foi também pioneira, impulsionadora e anfitriã de teatro (“As Comédias”), tuna, grupos de música popular, ranchos de matanças, danças carnavalescas e danças de Páscoa. O seu primeiro instrumental foi comprado em segunda mão a uma banda militar, tendo mais tarde a Secretaria Regional da Educação e Cultura fornecido instrumentos novos, registando-se ao longo dos anos alguma renovação do mesmo.

Sociedade Filarmónica Progresso Biscoitense

Sociedade Filarmónica Progresso Biscoitense

Gualter Silva, compositor, Praia da Vitória
Músicos do Concelho da Praia da Vitória

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

Ilha Terceira, Açores

  • Gualter Silva

Gualter Silva nasceu na freguesia de Santa Cruz, concelho da Praia da Vitória, em 1999. De acordo com o Praia Expresso, de 14 de fevereiro de 2021, Gualter Silva cursa composição musical na Escola Superior de Música de Lisboa. Desde junho de 2020, o jovem praiense é também o compositor responsável pela banda sonora de uma nova série documental de produção independente a passar brevemente na RTP. Este projeto, que lhe permite experienciar algo de absolutamente novo no âmbito da composição musical e, simultaneamente, trabalhar e aprender com grandes nomes da cinematografia portuguesa, surge na sequência de um rumo há muito trilhado e que alicerçado numa forte paixão, aposta na composição musical como forma de vida.

Ainda muito novo e pelas mãos do pai – músico amador – Gualter Silva ingressou na escola de música da Filarmónica União Praiense. A partir desta altura a música começou a fazer parte integrante da sua vida e a determinar muitas das suas opções de vida, nomeadamente no que diz respeito aos estudos. Depois de frequentar o Conservatório na Praia da Vitória, em 2016, rumou até ao Continente, para estudar na Escola Profissional de Música da JOBRA. Embora estudando trompete, a composição musical sempre o fascinou. Em 2019, prestou provas em composição musical para ingresso na Escola Superior de Música de Lisboa, onde, frequenta o 2.º ano de licenciatura.

Na Capital que esta oportunidade para compor a banda sonora de uma série surgiu.

“É na Capital que se situam grande número de produtoras e é também na Capital onde estão as estações de televisão, sendo por isso natural e inevitável, que seja por ali que as produtoras procurem parceiros para os seus projetos”.

Os produtores das editoras LX Filmes e Ocidental Filmes — responsáveis pela série — falaram com o professor Jaime Reis, que lhes indicou o nome do seu aluno Gualter Silva. “Depois, acabei por conhecer os diretores, e penso que houve uma grande coordenação e também uma grande empatia das duas partes, que fez com que conseguíssemos nos entender e trabalhar muito bem”, explica o jovem compositor.

Embora já com diversos trabalhos de composição, este projeto apresenta-se como algo completamente novo e absolutamente desafiante, levando-lhe a desenvolver novas competências no processo de composição.

“Destaco que este é o meu primeiro trabalho cinematográfico ou de música para imagem. O processo de composição é totalmente diferente do que estava habituado. Sempre fui um compositor livre de escrever no tempo e na forma que pretendia, mas na música para imagem não é assim. Apesar de a imagem já nos dar muitas ideias do que podemos fazer a nível melódico e rítmico, o tempo dos takes podem tornar-se limitadores para a ideia, até mesmo o simples facto de naquele preciso segundo ter que haver um som, torna-se uma barreira para a criação livre que estava habituado. Mas é um tipo de trabalho que há muito tinha curiosidade e estou contente com os resultados obtidos”, salienta.

De facto, entre a ideia musical inicial, a música gravada e a edição final, muitos são os passos e as pessoas envolvidas, num processo em que tudo é trabalhado aos mais ínfimo pormenor.

“Neste trabalho eu começo por compor as músicas que depois envio para o sonoplasta as utilizar no take. De seguida, trabalhamos os ajustamentos ao nível dos timing’s, pois nem sempre a música se ajusta ao tempo do take, pelo que é necessário garantir este equilíbrio. Feito este trabalho gravamos com os músicos, e depois, a música é novamente enviada para os diretores do projeto que fazem uma última edição, antes de a música ser definitivamente lançada”, descreveu Gualter Silva.

Trabalham com Gualter Silva neste projeto uma equipa de cerca de 30 pessoas, o que na realidade dos tempos atuais tem constituído uma dificuldade face à necessidade do tão propalado “distanciamento físico”. Ainda assim, as gravações sem conhecerem a celeridade que seria desejável tem corrido a bom ritmo, cumprindo os prazos previstos.

“Terminei as músicas do episódio piloto em meados de setembro, mas devido à pandemia só em janeiro é que as conseguimos gravar. Nesta gravação éramos uma equipa de 30 pessoas, embora não estivéssemos todos juntos ao mesmo tempo, o que dificulta um pouco mais o trabalho. A Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco proporcionou-nos excelentes condições, ao disponibilizar-nos diversas salas para que reduzíssemos ao máximo o risco de contágio”, explicou.

A série espelha a passagem da Monarquia para a República. Retrata a vida e época do último conde de Mafra, Thomas de Mello Breyner (1866 — 1933), baseando-se nos seus diários pessoais, é constituída por três episódios, dos quais um já se encontra com a banda sonora concluída.

“As influências da Terceira estão presentes não só neste projeto como em todas as minhas criações”, diz Gualter Silva, para de seguida complementar: “Não tem necessariamente que ser sonoridades de música tradicional, mas ela acaba sempre por estar presente, por constituir uma das minhas fontes de inspiração melódica. Procuro sempre incorporar os sons da natureza, o mar, o ar, o vento nas árvores, e isto vem do meu ser ilhéu, pois fui criado com estes sons ambientes, que incorporei nesta banda sonora como em quase todas as minhas criações musicais”.

Ainda sem dada definida para a estreia nacional, estima-se que a série possa estrear no final do corrente ano. Naturalmente, Gualter Silva aguarda com expectativa essa estreia e as janelas de oportunidades que a mesma possa abrir.

“Já há na ideia novos projetos, mas para já não passam disso mesmo — ideias, o que me deixa, por um lado, orgulhoso porque o meu trabalho cumpriu com as expectativas, mas por outro, com a responsabilidade de fazer mais e melhor”.

“Quero continuar a trilhar o meu caminho, orgulhando sempre a minha terra e as minhas gentes, pois isso é algo que também me deixa muito orgulhoso!”, concluiu Gualter Silva.

Igreja Matriz da Praia da Vitória
Órgãos de tubos do concelho da Praia da Vitória [1]

[ Ilha Terceira ]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz da Praia da Vitória

[ Santa Cruz ]

Igreja Matriz da Praia da Vitória

Igreja Matriz da Praia da Vitória

A Igreja Matriz da Praia da Vitória foi fundada em 1456, por Jácome de Bruges, o primeiro Capitão do Donatário da então Vila da Praia. É considerada um dos maiores e mais belos monumentos religiosos da ilha Terceira e classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1980. Do complexo que compõe a igreja destaca-se o pórtico da fachada principal e os dois portais laterais quinhentistas, ao estilo Manuelino, a esplendorosa rosácea gótica e no seu interior a talha barroca do século XVIII da Capela do Santíssimo Sacramento e a Capela-Mor com talha dourada barroca do século XIX.

Possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 40, 1793, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 1991.

Órgão positivo de armário

Órgão da Igreja Matriz da Praia da Vitória

Órgão da Igreja Matriz da Praia da Vitória

Placa do organeiro

Órgão da Igreja Matriz da Praia da Vitória

Órgão da Igreja Matriz da Praia da Vitória