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Tomalátuna - Tuna Mista da Esad.cr
Tunas e estudantinas das Caldas da Rainha

História, grupos e atividades tunísticas no Concelho

  • Tomalátuna – Tuna Mista da Esad.cr
Tomalátuna

Tuna Mista da Esad.cr

Correio eletrónico: tomalatuna.esadcr@gmail.com

A Tomalátuna – Tuna Mista da Esad.cr nasceu em 2017.

Tomalátuna - Tuna Mista da Esad.cr

Tomalátuna – Tuna Mista da Esad.cr

Festivais de tunas
  • Festival de Tunas das Caldas da Rainha (U.A.L)
  • Festival de Tunas Mistas Tomalátuna
Banda Comércio e Indústria de Caldas da Rainha
Filarmónicas das Caldas da Rainha

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Comércio e Indústria de Caldas da Rainha

A Banda Comércio e Indústria de Caldas da Rainha foi fundada em 1947 por iniciativa de comerciantes e industriais da cidade com o apoio das entidades locais e do maestro da extinta Banda do Regimento de Infantaria 5, Capitão Armando Escoto, que foi o seu primeiro diretor artístico.

No dia 2 de janeiro de 1947  a Banda ofereceu aos caldenses o seu primeiro concerto, no Teatro Pinheiro Chagas, entretanto demolido.

Desde então foi atuando na cidade e em muitos outros pontos do país. Teve períodos de menor fulgor, a que não foram alheios o surto emigratório nas décadas de 50 e 60 até parar a sua atividade por falta de músicos em 1973, por causa da Guerra Colonial. Abrilhantou as tardes de Verão no coreto do Parque D. Carlos I, tocou em touradas, festas religiosas e outros eventos mediáticos, na cidade e em outras localidades.

Em 1975 um grupo de jovens decidiu contactar com antigos músicos e diretores da banda formando uma comissão dinamizadora que foi a responsável pela reativação da Banda em 1976. A sua força de vontade juntamente com o maestro Luís Rego levaram ao concerto de estreia da “nova” banda em dezembro desse ano. Além dos novos músicos, apresentou-se também um grupo coral e uma orquestra ligeira com cantores.

Das suas atuações destacaram-se a recepção ao Cacilheiro em Lisboa, em direto para a RDP(1978), a Gala do 10 de Junho na Figueira da Foz, em direto para a RTP (1982), no Concurso “Sol de Verão” no Porto (1983), os Encontros de Bandas na Cidade (1990/1991) e em outras localidades, a gravação de músicas para um CD com várias bandas filarmónicas da região (2003), formação de grupos de câmara e atuações com Raul Mendes (campeão mundial de harmónica) e com grupos corais da cidade.

A Banda recebeu a Medalha de Mérito da Câmara Municipal das Caldas da Rainha e a Medalha e Diploma de Mérito Associativo – 50 Anos da Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio. Tem ativa a Escola de Música Capitão Armando Escoto em homenagem ao maestro fundador.

Em 2008 passou a ser dirigida pelo maestro Adelino Mota.

Banda Comércio e Indústria de Caldas da Rainha

Banda Comércio e Indústria de Caldas da Rainha

Em 2009, gravou o CD Marchas e Passodobles Lusitanus e em 2010, entre vários outros concertos, destacam-se dois no grande auditório do CCC, em maio, tendo como convidados quatro solistas professores do Conservatório de Caldas e em outubro nas comemorações do Centenário da República.

Rancho Folclórico e Etnográfico Os Oleiros
Folclore nas Caldas da Rainha

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Estremadura (Alta Estremadura)
  • Distrito: Leiria

02 grupos

  • Rancho Folclórico e Etnográfico As Ceifeiras da Fanadia
  • Rancho Folclórico e Etnográfico do Reguengo da Parada
  • Rancho Folclórico e Etnográfico “Os azeitoneiros” de Alvorninha
  • Rancho Folclórico e Etnográfico Os Oleiros
Rancho Folclórico e Etnográfico “Os azeitoneiros” de Alvorninha

Em 28 de agosto de 1983 foram inauguradas as obras de restauro da Igreja Matriz de Alvorninha. Entre as várias atividades culturais que animaram a festa, apresentou-se em palco um grupo de jovens que representou algumas danças folclóricas. Tendo sido recebidos com carinho, foram requisitados para diversas atuações.

Com o seu primeiro nome, Rancho Folclórico “Juventude em Flor”, retratavam uma juventude repleta de energia e que desejava ir mais longe, fazendo uma recolha exaustiva junto da população mais idosa da sua terra.

Após um estudo exaustivo a par da recolha de informações, em 1986 tomaram a decisão de alterar o nome do grupo para Rancho Folclórico e Etnográfico “Os Azeitoneiros” de Alvorninha, trajados a rigor.

Após exaustiva recolha de dados, o grupo trajou em homenagem aos antepassados e à atividade da apanha da azeitona, significativa na localidade.

Apresentam os trajes de noivos, domingueiro, de feirante, de patrões, de trabalho e os utensílios que o complementam.

O Rancho é membro efetivo da Federação do Folclore Português.

Rancho Folclórico e Etnográfico "Os azeitoneiros" de Alvorninha

Rancho Folclórico e Etnográfico “Os azeitoneiros” de Alvorninha

Rancho Folclórico e Etnográfico Os Oleiros

O Rancho Folclórico e Etnográfico Os Oleiros surgiu depois da organização de umas marchas populares, em 1986, por um grupo de entusiastas. Teve a sua origem a 29 de julho de 1987.  Em 1999, no dia do seu XIII Festival Nacional de Folclore, “Os Oleiros” viraram uma página da sua história, ao apresentar os novos trajes, fruto de um longo trabalho de pesquisa e da vontade firme de procurar as suas raízes.

Rancho Folclórico e Etnográfico Os Oleiros

Rancho Folclórico e Etnográfico Os Oleiros

A Região em que se insere é na Alta Estremadura. Os seus trajes representam os domingueiros ricos, remediados e pobres, bem como os trabalhadores agrícolas, que se fazem acompanhar dos seus respetivos utensílios. As suas danças e cantares são as características da região, modas muito cantadas e dançadas pelos seus antepassados. Todos os anos, o rancho organiza o seu Festival Nacional de Folclore, bem como o Festival “Arlindo Estêvão”. Tem participado em festivais, festas e romarias, levando as tradições da região por todo o território nacional e em vários eventos internacionais.

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca resulta de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. No Musorbis, em desenvolvimento, foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Raul Mendes, harmónica, das Caldas da Rainha
Músicos naturais do Concelho de Caldas da Rainha

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

João Bernardino

João Bernardino, acordeonista, das Caldas da Rainha

João Bernardino, acordeonista, das Caldas da Rainha

Raul Mendes

Raul Mendes, harmónica, das Caldas da Rainha

Raul Mendes, harmónica, das Caldas da Rainha

Zuleica Saque

Zuleica Saque, soprano, das Caldas da Rainha

Zuleica Saque, soprano, das Caldas da Rainha

João Bernardino

O acordeonista João Bernardino nasceu em 1992 em Salir de Matos, Caldas da Rainha. Licenciou-se em Música, Variante Instrumento – Acordeão na Universidade de Aveiro em 2015. Frequenta o Mestrado na mesma instituição académica, em 2016. Tem vindo a desenvolver a sua atividade profissional quer como músico quer como professor de acordeão em várias escolas de Música. Colabora com várias bandas/grupos musicais, como SONJOVEM e Magma Music. É professor de acordeão na Academia de Música de Óbidos, desde 2018.

Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, Caldas da Rainha
Órgãos de tubos das Caldas da Rainha [1]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, Caldas da Rainha

Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, Caldas da Rainha

Igreja de Nossa Senhora do Pópulo

Classificada como Monumento Nacional desde 1911, a Igreja Nossa Senhora do Pópulo é uma das mais emblemáticas atrações de Caldas da Rainha. Construída inicialmente como capela privada do Hospital Termal, foi elevada a Igreja Matriz devido ao rápido crescimento da localidade. Da autoria do Mestre Mateus Fernandes, um dos responsáveis pelas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, a igreja data do inicio do século XVI e tem a particularidade da capela-mor ter sido erguida sobre uma das nascentes termais. De pequenas dimensões, a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo revela-se enorme pela conjugação de estilos que abarca, sendo referenciada como um dos primeiros edifícios onde se pode encontrar indícios do estilo manuelino. Para melhor se perceber o legado da cidade das artes e da cultura, em 1504 a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo foi palco de uma das mais emblemáticas obras de um dos grandes nomes da literatura portuguesa, o Auto de São Martinho de Gil Vicente, de quem a Rainha Dona Leonor, grande impulsionadora das artes e da cultura, era mecenas.

Órgão de tubos da igreja de Nossa Senhora do Pópulo

Em 2020, Dinarte Machado publicava no Facebook:

“Este é o estudo prévio, de um órgão histórico, em estado de degradação acentuado, cujo estudo é o que vem publicado num caderno para concurso público.

Os dois foles deste instrumento, estariam num quarto atrás do órgão. Os foles foram retirados e o espaço utilizado para outros fins. Alguma indicação de onde irão ser colocados os foles? Refazer a casa dos foles? Instalar os foles no coro-alto? ao lado do órgão? Este é apenas um exemplo. E que tal este estudo prévio?

Órgão

No coro-alto encontra-se o órgão com caixa em madeira de estrutura simples e sem grandes ornamentos. Este não é o órgão original da igreja. O órgão inicial deveria ser um órgão “realejo”, ou seja, um órgão mecânico com um ou mais foles e teclado, o qual terá sofrido vários consertos no final do séc. XVI, inícios do séc. XVII. Em 1825 sabe-se da doação de um novo órgão pelo Rei D. João VI e em 1880 do restauro e afinação do órgão por Paul Lê Gros. Este será o órgão atual uma vez que ainda se pode ler na caixa do órgão junto ao teclado “António Joaquim Fontanes o fez no anno de 1826”.

O órgão é uma peça simples apresentando caixa ao nível inferior onde se encontra teclado e pedaleira e caixa ao nível superior tripartida onde se encontram os tubos do órgão com decoração ao nível do remate superior em talha dourada. O órgão encontra-se em mau estado de conservação com tubos ausentes e grande parte deles tombados e fora do sítio original.

O órgão apresenta-se em mau estado de conservação, não estando funcional. Ao nível da caixa de madeira verificam-se pequenas fissuras e desligamento entre elementos estruturais, com presença de lacunas de pequena dimensão. É admissível a presença de elementos em falta e/ou soltos armazenados no interior da caixa, carecendo toda a estrutura de revisão. São visíveis elementos metálicos oxidados. A superfície apresenta lacunas com deposição de sujidade generalizada em todo o conjunto.

No que diz respeito ao mecanismo é visível a presença de tubos em mau estado de conservação, alguns dos quais armazenados no interior da caixa, não se sabendo se o conjunto se encontra completo. A este nível também se salienta o mau estado de conservação do teclado e pedaleira, necessitando todo o mecanismo de uma intervenção de fundo.

Dinarte Machado 2020