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Grupo de Cantares “Recordar é Viver” da Casa de Povo de São João
Folclore em Lajes do Pico

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

Grupo de Cantares “Recordar é Viver” da Casa de Povo de São João

O Grupo de Cantares “Recordar é Viver” da Casa de Povo de São João é uma agremiação de natureza cultural e etnográfica.

No dia 7 de janeiro de 2014, visitou a Câmara Municipal das Lajes do Pico, apresentando um Grupo de Reis, para assim assinalar a época festiva. Com a colaboração de alguns figurantes da freguesia, trabalhou arduamente na tentativa de manter as tradições locais.

Com onze atuações distribuídas pelos três concelhos do Pico e efetuadas entre os dias 4 e 7 de Janeiro de 2014, o Grupo de Cantares “Recordar é Viver” interpretou, com letras da autoria de Idalina e Fernando Goulart e músicas deste último, os seguintes cinco temas originais: Marcha dos Reis Magos, Tema de Entrada e Saudação, Cantiga dos Reis, Tema de Despedida e Valsinha Picarota.

Em 2018, o Jardim da Baleia foi ser palco, no dia 5 de julho, do III Concerto no Jardim da Baleia que contou com a atuação do Grupo de Cantares “Recordar é Viver” da Casa do Povo de São João.

Grupo de Cantares “Recordar é Viver” da Casa de Povo de São João

Grupo de Cantares “Recordar é Viver” da Casa de Povo de São João

Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense da Freguesia das Ribeiras
Filarmónicas das Lajes do Pico

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

(Ilha do Pico, Açores)

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Sociedade Filarmónica de Educação, Recreio e Beneficência União Ribeirense

A SFERBUR foi fundada em 1952, com sede em Santa Bárbara, Ribeiras. A sua escola de música, que teve o seu embrião em Manuel de Rita, foi durante muitos anos dirigida por Laurentina Simas Brum. Nesta escola têm sido ministrados ensinamentos nas áreas de formação musical e instrumental (palhetas, metais, flautas, trombones e percussão). A banda é constituída por 55 elementos.

Deslocou-se à Casa dos Açores do Norte, onde abrilhantou uma função ao Divino Espírito Santo, e a todas as ilhas dos Açores. Realizou também intercâmbios com as Filarmónica da Abrigada (Alenquer), ao abrigo do Programa Infante D. Henrique, Filarmónica do Crato (Portalegre), Banda 25 de Março da Freguesia de Lamas, concelho de Macedo de Cavaleiros, Distrito de Trás-os-Montes; Banda da Quinta do Picado (Aveiro), e Banda da Associação dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha do mesmo concelho.

Participou em cerimónias e eventos culturais oficiais e particulares, como encontros de bandas, animações culturais, concertos em várias localidades e festas tradicionais. Possui, praticamente desde o início da sua fundação, sede própria da qual, hoje em dia, devido às remodelações profundas que sofreu, apenas resta a fachada principal. Tradicionalmente fardada de branco no Verão e de azul no Inverno, a União Ribeirense é um ex-libris de Santa Bárbara.

SFUR

Sociedade Filarmónica União Ribeirense, das Lajes do Pico

Sociedade Filarmónica União Ribeirense, das Lajes do Pico

Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense da Freguesia das Ribeiras

A SFRFR foi fundada em 1900. É constituída por cerca de 37 músicos executantes, com uma média etária que ronda os 31 anos. Os primeiros estatutos foram aprovados em 1933. O primeiro instrumental desta Filarmónica foi adquirido na ilha Graciosa e pertencera a uma Banda Filarmónica da Fonte do Mato, freguesia de S. Mateus da Praia.

Desde o início da sua criação, esteve instalada em diversas casas ou salas particulares. A partir de 1975, sediou-se no recém-inaugurado Centro Social, até à construção da sua própria sede, que aconteceu em 1990. No ano 2000, foi comemorado o centenário da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense. Durante os dias festivos houve exposições fotográficas com os elementos da Banda Musical e Direções ao longo dos anos. Estiveram expostos os livros onde foram feitas as Atas, entre outras iniciativas. Foram homenageados os músicos mais antigos, num jantar para os sócios e familiares, onde estiveram presentes algumas individualidades. Foi entregue aos sócios e entidades uma medalha comemorativa do centenário desta Sociedade Filarmónica.

A Filarmónica, que teve como primeiro regente Ernesto Silveira Peixoto, possui uma escola com cerca de 12 alunos. Efetua cerca de 12 atuações anuais, tendo participado no Programa de Rádio Filarmonia. Participa em eventos de natureza religiosa e cultural que decorrem na freguesia a que pertence, no seu Concelho e por toda a ilha do Pico. Possui sede própria, que recebeu obras de beneficiação tendo ficado com instalações capazes de receber todos os tipos de eventos relacionados com o culto do Divino Espírito Santo e outras festividades religiosas, bem como outras iniciativas de natureza cultural da freguesia.

SFRR

Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense da Freguesia das Ribeiras

Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense da Freguesia das Ribeiras

Igreja Matriz de Nossa Senhora da PiedadeIgreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade
Órgãos de tubos do Concelho das Lajes do Pico

[ Ilha do Pico ]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade

Igreja Matriz de Nossa Senhora da PiedadeIgreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade

A fundação da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade é provavelmente anterior a 1506. Em 1755 um violento terramoto destruiu a igreja paroquial e muitas habitações. A igreja é rica e ampla. Dispõe de um frontispício rico de pedra lavrada, sendo mesmo, neste particular, um dos mais belos e imponentes da Ilha do Pico. Medindo 42 metros de comprimento por 16 de largura e com a torre de 25 metros de altura, dispõe de três naves sustentadas por pilastras de pedra lavrada. No altar-mor respetivo encontra-se exposta à veneração dos fiéis uma antiga e bastante rica imagem de Nossa Senhora da Piedade com Cristo morto nos braços.

Igreja Matriz das Lajes do Pico

[ Santíssima Trindade ]

Igreja Matriz das Lajes

Igreja Matriz das Lajes do Pico

A Igreja Matriz das Lajes do Pico é um edifício de arquitetura religiosa, oitocentista. Tem planta retangular composta por três naves, separadas por arcos apontados sobre pilares, e cabeceira tripla, interiormente amplamente iluminada e com tetos de madeira. A fachada principal apresenta torres de três registos enquadrando pano central terminado em frontão triangular e rasgado por três portais encimados por janelões em arcos apontados sublinhados por cornijas. As fachadas laterais tem porta travessa e janelas de igual modinatura. No interior, possui coro alto sobre arcos apontados e arco triunfal e dos absidíolos também apontados.

Possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 66, 1804, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, 1990.

Positivo de armário

Órgão da Igreja Matriz das Lajes do Pico

Órgão da Igreja Matriz das Lajes do Pico

Consola

Órgão da Igreja Matriz das Lajes do Pico

Órgão da Igreja Matriz das Lajes do Pico

 

Igreja Matriz de São João Baptista

Igreja Matriz de São João Baptista

Igreja Matriz de São João Baptista

Possui um órgão histórico da autoria de Nicolau António Ferreira, 1884, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria.

Órgão de tubos da igreja matriz de São João do Pico

Em 2014, o órgão de tubos da igreja de São João, na ilha do Pico, completou 130 anos de existência ao serviço da liturgia. O aniversário foi celebrado com uma eucaristia, presidida pelo Pároco, Pe. Francisco Rodrigues, que contou com a participação Grupo Coral da Paróquia, sob a direcção de Elina Canto e Castro, Grupo Coral das Lajes do Pico, sob a direcção de Hildeberto Peixoto, interpretando a Missa Brevis de Jacob de Haan e dos organistas Milton André, J. A. Bernardo Maciel, Helen Martins e Volodymir Samokhvalov.

Estes dois últimos realizaram ainda uma interpretação antes do inicio da eucaristia. Helen Martins interpretou “Hino” de Nils Larsen (1888 – 1937), ao que se seguiu uma breve nota histórica sobre a vida deste Órgão de Tubos, terminando este momento inicial com a participação do professor do Conservatório da Horta e titular do órgão da Matriz da cidade da Horta, Volodymyr Samokhvalov.

“Não há palavras para descrever a alegria e a vivência deste dia”, disse ao Sítio Igreja Açores o Pe. Francisco Rodrigues, sublinhando que “a música e a oração conjugaram-se perfeitamente” permitindo que “a alma se elevasse na oração pela música! As notas musicais ganham maior profundidade, porque é a fé do Povo que faz cantar”.

Para o sacerdote, neste aniversário dos 130 anos do órgão, “não estava em causa só o instrumento material, mas todo o valor imaterial e a envolvência daqueles que cantaram, através de séculos, nesta comunidade de São João”, salientou ainda.

Durante a celebração o Pe. Francisco Rodrigues desafiou, ainda, os seus paroquianos e todos os que se encontravam na Igreja de São João “a serem uma sinfonia do amor, em que o único maestro é Cristo, que nos faz cantar e viver o amor harmoniosamente”.

Este Órgão de Tubos foi construído por António Nicolau Ferreira, em Ponta Delgada, no ano de 1884.

Não se conhece mais nenhum in­strumento deste organeiro, em­bora ele fosse familiar de João Nicolau Ferreira, marceneiro de profissão, que construiu nove órgãos nos Açores sob a orientação do Padre Silvestre Serrão, discípulo de António Xavier Machado e Cerveira, o mais importante organeiro português dos séc. XVIII/XIX.

“Grande parte dos elementos que compõem o instrumento revelam que foram construídos de uma forma mais fabricada do que artesanal, evidenciando boa qualidade, nomeadamente tubos, teclado, someiro e foles, o que demonstra que, na época, já existiam fábricas que construíam tais peças e que depois eram montadas por alguém no local”, refere uma nota feita pela paróquia para assinalar esta efeméride.

Durante mais de cem anos, este instrumento “vibrou e fez vibrar muitas vozes de gerações sucessivas de paroquianos, tocado por diversos organistas, dos mais autorizados aos mais humildes”, refere ainda a nota.

Na sequência do sismo de 1998, que afetou fortemente as estrutu­ras da igreja, por decisão oportuna e feliz da paróquia, o órgão foi retirado e submetido a restauro do mestre organeiro Dinarte Machado, sob o alto patrocínio de Helen Martins.

Em 11 de Janeiro de 2008 teve lu­gar a apresentação do instrumento. O órgão histórico da igreja paroquial de São João do Pico dispõe de catorze registos, dois pedais e um só teclado. Tem um total de 479 tu­bos sonoros.

Igreja Açores, www.igrejaacores.pt, 13 dezembro 2014