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OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória
Festivais de Música no Barreiro

Ciclos, encontros e festivais no Concelho

OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória

Sítio: www.outfest.pt

O OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro é um evento organizado pela Out.ra
com apoio da Câmara Municipal do Barreiro.

Em 2021 regressou à cidade, para a sua 16ª edição, de 3 a 5 de outubro, em vários locais do Concelho.

Após ter sido finalista dos European Festival Awards e Iberian Festival Awards, em 2018, e visto renovado o selo de qualidade EFFE (Europe for Festivals, Festivals for Europe) para 2019 e 2020, o mais importante festival nacional de música experimental voltou a ocupar vários espaços do Concelho (e em particular do centro da cidade), com 26 concertos de músicas aventureiras de todo o mundo – com artistas de Portugal, Itália, Reino Unido, Irlanda, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Suíça, Egipto, Tanzânia, Brasil e Estados Unidos da América a comporem o mais diversificado cartaz da história do OUT.FEST.

O jazz, a eletrónica, a música contemporânea, o hip-hop, o rock e os estilos mais inclassificáveis voltaram a protagonizar três dias repletos de descobertas sonoras para os barreirenses e para os muitos e habituais visitantes.

Entre os vários locais da cidade visitados pelo OUT.FEST, destaque para a Igreja Paroquial de Santo André, a Igreja da Nossa Senhora do Rosário e o recém-inaugurado Moinho Pequeno, espaços que acolheram, pela primeira vez, concertos do festival, que voltou a contar com o apoio do Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes, do Município do Barreiro, da Baía do Tejo e da Red Bull Music.

OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória

OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória

HISTÓRIA

Barreiro Rocks

Em 2019, a organização do Barreiro Rocks (Associação Cultural Hey, Pachuco! ) anunciou o fim do festival, ao fim de 19 anos, por não aguentar os “constrangimentos financeiros”. O festival deixou um legado enorme no panorama nacional, com nomes como Ty Segall, Black Lips ou André Williams a marcar passagem pelo Barreiro, ao longo dos anos.

ESTBarTuna
Tunas e estudantinas do Barreiro

História e atividades tunísticas no Concelho

ESTBarTuna

Tuna Académica da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro/IPS

A ESTBarTuna foi criada em 2009. Em 2017, organizou o VII Festival de Tunas no Barreiro, “A Fragata”.

Tel: (+00 351) 212 064 660
Tlm: (+00 351) 961 279 577
Tlm: (+00 351) 914 607 693
Correio eletrónico: estbartuna@estbarreiro.ips.pt
Sítio: www.estbartuna.pt

ESTBarTuna

ESTBarTuna

Escola de Jazz do Barreiro
Escolas de Música no Barreiro

Estabelecimentos do ensino de música no Concelho.

Academia de Jazz – Os Franceses

Largo Luís Camões 49
2830-484 Barreiro
Sítio: www.academiajazzfranceses.com

A Academia de Jazz – Os Franceses tem como objetivo o ensino de forma estruturada e progressiva do jazz, música clássica e moderna. Oferece um conjunto de cursos adaptados a qualquer idade ou nível de conhecimento musical.

Banda Municipal do Barreiro

R. Alm. Reis, 28
2830-336 Barreiro
Tel. (+00 351) 211 940 883

Escola de Jazz do Barreiro

Rua Eusébio Leão, 11
2830-343 Barreiro
212073116
Tlm. (+00 351) 933827650
Correio eletrónico: info@escolajazzbarreiro.pt

Escola de Jazz do Barreiro

Escola de Jazz do Barreiro

Escola de Música “A Pauta”

R. Manuel Carrapeto, 42B
2835-765 Santo António da Charneca
Tlm. (+00 351) 966 084 350

Escola de Música "A Pauta"

Escola de Música “A Pauta”

Rancho Folclórico Regional do Lavradio
Folclore no Barreiro

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Estremadura (Estremadura Sul)
  • Distrito: Setúbal
  • Concelho: Barreiro
Rancho Folclórico Regional do Lavradio

O Rancho Folclórico Regional do Lavradio foi fundado em 1985, por um grupo de pessoas oriundas da freguesia do Lavradio – Barreiro. Tem como objetivo defender e expandir o folclore da região do Lavradio.

Fez um trabalho de recolhas não só de danças e cantares como também de usos, trajes populares, tradições sociais e religiosas, instrumentos musicais e adereços do século passado. São suas modas:
Rusga de entrada, Vira do Lavradio, Sapateado, Cigorra, Vira do pescador, Vira Batido, Chita da minha blusa, Caracol, Colia, Vila meã, Margarida vai á fonte, Tamaquinha, Vira marcado, Fandango, Vira das vindimas, Vira de Stº António, Verde Gaio dançado, Rusga de saída, Campino.

Enverga trajes de Campino, Menina rica, Capataz, Governante, Salineiro, Apanhadora de ostras, Menina dos recados, Carroceiro, Camponesa com traje de romana, Ceifeira, Camponeses com traje domingueiro, Camponeses com traje de trabalho, Moleiro – Moleira, Campino da charneca, Campino da romaria, Mulher da rega, Vindimeiros, Noivos, Padrinhos, Viúva, Mulher da barraca, Pescador.

Rancho Folclórico Regional do Lavradio

Rancho Folclórico Regional do Lavradio

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Banda Municipal do Barreiro
Filarmónicas do Barreiro

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Municipal do Barreiro

A Banda Municipal do Barreiro foi fundada em 1972 e teve origem num núcleo de executantes da extinta Banda da CUF (criada a 1 de Maio de 1911 por trabalhadores daquela empresa). A partir de 1975, deu-se uma profunda transformação na vida da Banda, com o apoio dado pelo Município à manutenção e desenvolvimento da sua atividade, passando de três ou quatro atuações anuais para uma média de vinte e cinco.

Banda Municipal do Barreiro

Banda Municipal do Barreiro

Com o funcionamento da Escola de Música que a Banda mantém, foi possível incentivar os jovens, havendo uma maior destes a integrar a Banda. A Banda tem realizado concertos por todo o país. São de salientar os ciclos de concertos efetuados nas freguesias do Concelho, integrados num programa de divulgação e motivação para a música. Composta por cerca de 40 instrumentistas, a Banda Municipal do Barreiro é dirigida pelo Maestro Rui Miguel Rosado Marques.

Maria de Lourdes Resende, cantora, do Barreiro
Músicos naturais do Concelho do Barreiro

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Dulce Cabrita

Dulce Cabrita, cantora, do Barreiro

Dulce Cabrita, cantora, do Barreiro

Fernando Farinha

Fernando Farinha, fadista, do Barreiro

Fernando Farinha, fadista, do Barreiro

Ferrer Trindade

Ferrer Trindade, compositor de canções, do Barreiro

Ferrer Trindade, compositor de canções, do Barreiro

José Batata

José Batata, musicógrafo, do Barreiro

José Batata, musicógrafo, do Barreiro

Maria de Lourdes Resende

Maria de Lourdes Resende, cantora, do Barreiro

Maria de Lourdes Resende, cantora, do Barreiro

José Batata

Homem com vasta cultura e formação musical, José Batata foi o grande impulsionador da Escola de Jazz do Barreiro. O seu nome está ligado à formação da Camerata Musical do Barreiro, assim como à Big Band da Escola de Jazz ou à Banda Municipal do Barreiro. José Batata dinamizou o projeto Outubro – Mês da Música, na época iniciativa do género pioneira na Área Metropolitana de Lisboa, que era um desafio para abrir caminho e colocar o Barreiro, no plano musical, na rota de eventos de dimensão cosmopolita.

José Batata, foi o impulsionador, da criação das Bolsas de Estudo Fernando Lopes-Graça, um projeto pioneiro da Câmara Municipal do Barreiro que permitiu a diversos jovens ter condições de aprendizagem e conquistarem os seus sonhos de formação musical. Foi responsável pela elaboração e implementação do Projeto de Animação e Dinamização da Atividade Musical para o Concelho do Barreiro, em 1987.

Musicógrafo com diversas participações em projetos na RDP e na RTP, professor de Educação Musical, colaborador na edição de várias obras musicais quer para a Oficina Musical do Porto, ou no “Cancioneiro Popular Português” de Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça editado pelo Círculo de Leitores. José Batata, faleceu em 11 de janeiro de 2019.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário
Órgãos de tubos do concelho do Barreiro [3]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja Paroquial de Santa Margarida do Lavradio

Igreja Matriz do Lavradio

Igreja Paroquial do Lavradio

Igreja Paroquial do Lavradio possui um órgão histórico António Xavier Machado e Cerveira, opus s./n.º, s./d.

Igreja Paroquial de Santa Cruz

Igreja Matriz de Santa Cruz

Igreja Matriz de Santa Cruz

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

Nos séculos XV/XVI existia uma pequena ermida dedicada a S. Roque, onde hoje se situa a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Em data indeterminada a Confraria de S. Roque terá cedido a ermida à Irmandade de S. Pedro, constituída por marítimos e pescadores da Vila do Barreiro, a qual se encontra ali desde 1629. A partir de 1736, tem início a romaria à Senhora do Rosário, imagem venerada na velha ermida, transformando-se a partir dessa época num dos principais Círios da Margem Sul, à semelhança dos Círios da Atalaia (Montijo) e da Senhora do Cabo (Cabo Espichel). A Igreja começa a ganhar a atual designação. No final do séc. XVIII, a devoção à Senhora do Rosário atingira tal fama, que a velha ermida de S. Roque era já pequena para acolher todos os romeiros, em busca dos seus milagres. D. Maria I emitiu então um alvará régio autorizando os membros da Confraria dos Escravos de Nª Sª do Rosário, então instalada na igreja, para ampliarem a pequena ermida. Atualmente é uma igreja de corpo retangular, com uma fachada de linhas severas, onde sobressaem dois torreões, um dos quais (Norte) ostenta um carrilhão. No  interior, destaca-se o altar-mor em talha dourada, com uma imagem de roca da Senhora do Rosário. A sacristia está revestida com um silhar de azulejos do período final do Barroco. Referência ainda para o Lavatório em pedra lioz, ricamente lavrada, também deste período. A igreja situa-se no Largo Bento de Jesus Caraça.

Possui um órgão histórico [ I; (16+17) ], I teclado manual de 53 notas (Dó1 – Dó3 / Dó#3 – Mi5) e 33 meios registos, provavelmente de Joaquim António Peres Fontanes e seu filho, construído c. 1810, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria em 2007, opus 50.

Montra

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Consola

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Consola

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Teclado manual

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Tubos

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

“Desde a década de 50 do século XX, partindo dos ensinamentos do professor Karl Heinz Muller, que o nosso país vive num movimento de recuperação de órgãos, nomeadamente órgãos de tubos históricos. A igreja dos Mártires de Lisboa e a de Santo Amaro em Oeiras viram o desejo da recuperação dos seus órgãos tornar-se uma realidade. Nos anos 60 a 70, foi a vez do órgão da de Lamego, o órgão (do Evangelho) de Mafra e o da do Porto, entre outros exemplos, verem devolvida toda a beleza dos sons que ecoaram de novo pelo espaço sagrado.

Na nossa Diocese de Setúbal, possuímos alguns belos exemplares da organística, que merecem um trabalho de análise histórica aprofundado; são os casos dos órgãos da Igreja da Arrentela, Seixal; da Igreja de S. Sebastião, Setúbal; do Santuário de Nossa Senhora do Cabo, Sesimbra, e do recentemente restaurado Órgão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário no Barreiro.

Este último órgão de tubos, depois de apurado restauro, teve o seu concerto inaugural no passado dia 8 de Dezembro.

É um instrumento de tipo ibérico, que tem características adquiridas principalmente a partir de modelos originários dos Países Baixos. A partir do século XIV, a construção de Órgãos na Península fez grandes progressos, mas é no século XVI, com a vinda de mestres organeiros flamencos e italianos, que a actividade ganha grande fôlego, atingindo pleno vigor no século XVIII.

O Órgão da Senhora do Rosário do Barreiro, dadas as suas características, é do primeiro quartel do século XIX, visto que de 1821 a 1826 foram entregues vários trabalhos de restauro a António José Fontanes. É neste argumento que reside a atribuição deste órgão ao pai deste mestre organeiro da Real Basílica de Santa Maria de Lisboa.
Os órgãos de Joaquim António Peres Fontanes são muito semelhantes aos de Machado Cerveira, contudo, os frontispícios elaborados por este chegaram a adquirir estatuto de verdadeiras obras-primas. O seu filho, António José Fontanes, dedicou-se essencialmente a restaurar órgãos fabricados pelo pai, mas existem alguns da sua lavra, como o da igreja matriz de Oeiras, que tem esta inscrição: «Antonio Joaquim Fontanes, o fez em Lisboa no anno de 1829».

Segundo o mestre-organeiro Pedro Guimarães von Rohden, este órgão seria construído por Fontanes (filho), a partir de um instrumento de seu pai. A data da construção seria entre 1797 – ano em que ainda se alugou um instrumento em Lisboa – e 1808, de que data a primeira referência a um órgão nesta igreja.

Diz a tradição que o órgão foi oferecido por D. Maria I à Capela Real de Nossa Senhora do Rosário do Barreiro. Corroborando esta tese, está a coroa real presidindo ao frontispício do órgão; debaixo, inscrita sob uma forma ovalada, as siglas da Ave Maria, que alude à saudação do Anjo a Maria e, quem sabe, seja uma referência à ofertante?

É um órgão de características barroca-rocócó, com caixa pintada em parte com marmoreados. Possui 1515 tubos, sendo que os do frontispício dispõem-se de forma serpenteante de curva e contracurva, divididos em cinco corpos, definidos por estípites, cujos capitéis são rematados por jarros de flores. Ladeando as siglas marianas, colocadas no corpo central, há duas representações da ladainha mariana; nos corpos laterais, a lua do lado direito e o sol do lado esquerdo. Une as três formas ovais um elegante florão.

Casimiro Henriques, Diocese de Setúbal, 28 dezembro 2007