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Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével
Folclore no Cartaxo

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Ribatejo
  • Distrito: Santarém
  • Concelho: Cartaxo

02 grupos

  • Rancho Folclórico do Cartaxo
  • Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével
Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével

O Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével foi fundado em 1956 mas, pouco tempo depois, a sua atividade foi interrompida. Em 1978 o Rancho foi reorganizado, tendo-se mantido ativo até aos dias de hoje. A sua principal preocupação tem sido a recolha, recuperação e divulgação das danças, cantares e etnografia da freguesia.

Após um período de pesquisa sobre os usos e costumes locais, teve o seu parecer favorável pelo Conselho Técnico da Federação do Folclore Português, tornando-se seu sócio efetivo a 3 de julho de 2002.

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével

Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense
Filarmónicas do Cartaxo

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Sociedade Filarmónica Cartaxense
  • Sociedade Filarmónica Ereirense
  • Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense
Sociedade Filarmónica Cartaxense

Desconhece-se a data exata da fundação da Sociedade Filarmónica Cartaxense, deduzindo-se que é anterior a 1850. A Banda foi renovada em 1880 por um tenente do Exército reformado, de apelido Serra, comprovando-se que durante os 30 anos que separam 1850 e 1880 existiram dificuldades que forçaram a banda a interromper a sua atividade.

O primeiro Regulamento Oficial da Coletividade, já então denominada Sociedade Filarmónica Cartaxense, data de janeiro de 1879.

Do seu percurso ao longo dos tempos, destaca-se a classificação de melhor Banda do Distrito de Santarém em 1960. Após provas prestadas no Grande Concurso Nacional de Bandas e Filarmónicas Civis, conquistou o troféu do XXV Aniversário da FNAT e em setembro de 1986 obteve o 1.° lugar no Concurso de Bandas organizado pela Câmara Municipal da Amadora, no 8.º aniversário da sua elevação a cidade.

Em 1989 a coletividade fundou a sua Escola de Música, que iniciou os trabalhos em outubro desse ano, tendo-se formado posteriormente uma Banda Juvenil.

Em 2001, a coletividade conseguiu concretizar um sonho antigo, inaugurando a sua nova sede, que contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura.

Com o propósito de aumentar o enriquecimento cultural e desportivo, a Sociedade Filarmónica tem vindo ao longo dos últimos anos a alargar o leque das suas atividades. Tem a Banda Principal, Banda Juvenil, Escola de Música, Coro Infantil – Juvenil, Grupo Coral “Alla Brévis”, Grupo Coral Os Alentejanos no Cartaxo, Grupo de Cavaquinhos, Escola de Instrumentos de Cordas, Orquestra de Instrumentos de Cordas, Instrumentos de Percussão, Classe de Canto, Classe de Piano, Escola de Órgão, Escola de Acordeão, Orquestra de Acordeão, Teoria Musical + Solfejo, Curso de Desenho e Pintura, Música Divertida, Escola de Ballet, Aeróbica, Dança Hip-Hop, Pilates, Ginástica Infantil, Karaté, Yoga, Chi Kung, Sevilhanas, Danças de Salão, Danças Orientais, Uma Vibração Num Movimento Expressivo, Campismo e Montanhismo e Projecto “EducArte”.

Sociedade Filarmónica Ereirense

A Sociedade Filarmónica Ereirense (SFE) foi fundada em 1920. João Damião dos Santos, por na altura não haver dinheiro para a compra de instrumentos, não hesitou em empenhar as suas próprias propriedades para conseguir um empréstimo para esse fim. Foi também este ereirense o primeiro presidente eleito da coletividade.

Por volta de 1950, a Banda foi integrada na Casa do Povo de Ereira, ficando a denominar-se Sociedade Filarmónica da Secção Cultural da Casa do Povo de Ereira, da qual veio a separar-se alguns anos mais tarde. Tem atuado em inúmeras festividades por todo o país, sendo um dos pilares do desenvolvimento cultural da freguesia de Ereira.

Passou por alguns momentos difíceis, que levaram em alguns casos à suspensão da sua atividade (de 1927 a 1937 e de setembro de 1998 a junho de 1999), mas graças à boa vontade de todos que têm passado pela SFE, músicos e diretores, conseguiu vencer as dificuldades.

Sociedade Filarmónica Ereirense

Sociedade Filarmónica Ereirense

Mais recentemente, por não haver quem quisesse assumir a direção da associação, devido à desistência de muitos músicos e à falta de receitas por não ter possibilidade de realizar ou participar em atividades, a associação esteve quase a extinguir a sua atividade, o que só não aconteceu devido à vontade demonstrada por alguns jovens músicos em continuar a tocar.

Organizou-se assim um pequeno Grupo de Sopros com 10 elementos, o qual permitiu manter viva a música na nossa associação. Desenvolveu-se ao mesmo tempo a atividade da Escola de Música para formar novos elementos para a Banda. Conseguiu-se, assim, com os novos elementos e a ajuda de alguns amigos de bandas vizinhas, recuperar a Banda Filarmónica.

A Associação tem em funcionamento mais ou menos regular uma Banda Juvenil, um Grupo de Sopros, uma Bandinha de Animação e a Banda Filarmónica. Comemorou em 5 de janeiro de 2020 o Centenário.

Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense

A Banda da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense foi fundada em 4 de outubro de 1904 pelo Mestre Augusto Loureiro e muitos jovens entusiasmados. Um dos períodos áureos desta coletividade registou-se entre 1926 e 1936, sob a regência de José Mendes que realizou obra apreciável.

Em 1931, a Banda separou-se em duas, passando a nova Banda a denominar-se Sociedade Musical União Pontevelense. No 1° de Dezembro de 1933 as duas Bandas saíram à rua e quando se encontraram envolveram-se em distúrbios. O governador civil decidiu que a Sociedade Filarmónica Incrível Pontelevense ficaria a vigorar, enquanto a Sociedade Musical União Pontevelense seria extinta.

A Coletividade tem participado em diversos festejos e concertos, sendo de destacar a participação no Encontro de Bandas em Tomar, no Concurso de Bandas Civis do Distrito de Santarém onde obteve o 1° lugar e na Feira Popular. Esteve sem atividade durante 3 anos, durante os quais foi apelado para que a Banda voltasse à atividade. Tal aconteceu em 1990 pela Festa dos Fazendeiros e desde então tem rejuvenescido graças à adesão de jovens. Hoje a Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense tem a representá-la uma das mais jovens Bandas do concelho do Cartaxo.

Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense

Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense

Coreto de Vale da Pinta, Cartaxo
Coretos do Cartaxo

Pontével

Inaugurado em setembro de 1949, o coreto de Pontével fica situado no Largo Mariano de Carvalho, na vila de Pontével. Durante muito tempo foi um dos principais pontos de encontro da vila, onde se concentravam os pontevelenses para ouvir a música da banda da freguesia, especialmente em dias de festa. Hoje o largo continua a ser procurado para momentos de lazer e convívio.

Coreto de Pontével, Cartaxo

Coreto de Pontével, Cartaxo, foto Paulo Freixinho

Vale da Pinta

Vale da Pinta, atual freguesia de Cartaxo e Vale da Pinta, coreto situado no centro da localidade.

Coreto de Vale da Pinta, Cartaxo

Coreto de Vale da Pinta, Cartaxo, foto Visitar Portugal

Samuel Vieira, tenor, do Cartaxo
Músicos naturais do Concelho do Cartaxo

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Samuel Vieira

Samuel Vieira, tenor, do Cartaxo

Samuel Vieira, tenor, do Cartaxo

Cosme Delgado

Compositor português do Renascimento, Cosme Delgado nasceu no Cartaxo por volta de 1530 e morreu em Évora a 17 de setembro de 1596). Na sua menoridade terá ingressado no convento franciscano local, denominado do Espírito Santo. Posteriormente deslocou-se para Évora onde, como bacharel da Catedral, foi um exímio cantor, conhecendo-se um elogio do cabido da , do então D. Teotónio de Bragança: “e tem elle neste officio de musica tantas partes de que Nosso Senhor o dotou que por boa voz e habilidade parece que ainda que delle fora merecido e escusaren de tal por sua Rara habilidade e voz boase podia bem exceptuar de todos, /…/”

Foi Mestre de capela da por mais de 30 anos, onde foi um renomado compositor e professor. Instruiu as primeiras gerações de música polifónica da chamada Escola de Évora, da qual o mais importante dos seus alunos foi Manuel Mendes.  As suas obras incluem missas, motetes, e lamentações a 4, 8 e 12 vozes; e um ensaio teórico ou Manual de Música em três partes.

Na sua morte, as suas composições foram legados por si, em testamento, ao Convento do Espinheiro dos Religiosos de São Jerónimo em Évora. Destas obras constavam missas, motetes, lamentações segundo nos diz o Licenciado Francisco Galvão Maldonado nas suas Memórias que reuniu para a ‘Biblioteca Portuguesa’. Entre estas obras estava também um ‘Manual de Música’ em três partes. Devido à Extinção das Ordens Religiosas em Portugal, em 1834, desconhece-se o paradeiro das suas obras musicais e teóricas.

Igreja Matriz do Cartaxo
Órgãos de tubos do concelho do Cartaxo [3]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz do Cartaxo

[ Igreja Paroquial ] [ São João Baptista ]

Igreja Matriz do Cartaxo

Igreja Matriz do Cartaxo

A Igreja Matriz do Cartaxo tem como orago São João Baptista e é uma reconstrução do século XVII. O edifício original foi edificado no século XIV e sagrado em 1329 por D. Ambrósio Pereira Brandão, bispo de Ressiona. A sua torre foi demolida pelo sismo de 23 de abril de 1909. No interior, existe uma ampla nave única. O teto, de madeira, desdobra-se em três planos. As paredes são revestidas a azulejos, representando cenas da vida de São João Baptista. O altar-mor é decorado à base de talha dourada. A Igreja Matriz situa-se no Largo de São João Baptista.

Fonte: CMC

Órgão em 2000

Órgão da Igreja Matriz do Cartaxo, 2000

Órgão da Igreja Matriz do Cartaxo, 2000

Igreja Matriz de Pontével

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora da Purificação ]

Igreja Matriz de Pontével

Igreja Matriz de Pontével

Dedicada a Nossa Senhora da Purificação, a Igreja Matriz de Pontével é anterior à fundação da nacionalidade, sendo imóvel classificado de Interesse Público desde 1984. Foi reconstruída inúmeras vezes, tendo a última ocorrido no século XVII. A sua torre sineira apresenta três sinos em bronze, decorados com uma cercadura minuciosamente trabalhada. São também notáveis os seus azulejos dos finais do século XVI, princípios do século XVII, os túmulos de personalidades que marcaram a história da freguesia e a pia batismal, classificada em 1933 como peça de Interesse Público. É um templo de uma só nave, em cujo teto se encontra o brasão da Ordem de Malta.

Fonte: CMC

Órgão positivo de armário em 2000

Órgão da Igreja Matriz de Pontével

Órgão da Igreja Matriz de Pontével

Igreja Matriz de Valada

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora da Expectação ]

Igreja Matriz de Valada

Igreja Matriz de Valada

​Embora date provavelmente de 1211, a Igreja Matriz de Valada só foi sagrada em 1528, pelo bispo de Rossiona, D. Ambrósio Pereira Brandão. Situada junto ao rio Tejo, a Igreja foi sofrendo ao longo do tempo várias remodelações, que alteraram a sua estrutura original. A última remodelação ocorreu em 1901. A Igreja possui uma fachada de empena angular, com uma torre sineira, exibindo uma arquitetura religiosa maneirista. É um templo de uma só nave, com teto de madeira, que preserva ainda uma pia batismal quinhentista, sem base nem fuste. As paredes da nave estão decoradas com azulejos de padrão oitocentista. Tem como padroeira Nossa Senhora do Ó, também conhecida por Nossa Senhora da Expectação.

Fonte: CMC