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Rancho Folclórico da Bela Vista de Gáfete
Folclore no Crato

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Alto Alentejo
  • Distrito: Portalegre
Rancho Folclórico da Bela Vista de Gáfete

O Rancho Folclórico de Gáfete é uma coletividade de natureza cultural e etnográfica que divulga os usos e costumes, danças e cantares da sua região.

Rancho Folclórico da Bela Vista de Gáfete

Rancho Folclórico da Bela Vista de Gáfete

Em 2018, na sequência dos êxitos obtidos em anos anteriores, o município do Crato realizou, a 7 de julho de 2018, no Largo da Igreja, em Gáfete, o IV Festival de Folclore. Confirmadas estavam as presenças do Rancho Folclórico da Bela Vista de Gáfete; Rancho Folclórico do Cabeço de Montachique, de Mafra; Rancho Folclórico Avieiros de Escaroupim, Salvaterra de Magos e Rancho Folclórico Juventude Atalaiense, Montijo.

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca e a informação nesta plataforma resultam de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. Foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos de modo a facilitar a leitura.

Filarmónica do Crato
Filarmónicas do Crato

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica do Crato

Em 2009, foi descoberto um livro de atas da Santa Casa de Misericórdia do Crato de 10 de agosto de 1844 que “declarou sobre juramento do Ex.mo Administrador deste Concelho do Crato José da Gama Caldeira Castel-Branco em que pedia em nome da Ex.ma Sociedade Armónica que se lhe arrendasse a enfermaria dos homens do extinto hospital, tendo em vista a distracção deste povo”.

1 de janeiro de 1874 tinha sido a data adotada em Assembleia Geral no dia 26 de janeiro de 2008, baseada na anotação feita pelo Sr. Prof. Manuel Subtil, no seu livro “Vale do Peso História e Tradição“ ao referir-se à atuação da Filarmónica, em Vale do Peso, nos anos 80 do século XIX; e, por outro lado, uma carta redigida, em 1953, pelo Sr. Amaro Emídio (Emílio?), então com 84 anos, a José Vicente Serrano, onde expressava a sua enorme saudade dos tempos de músico da Filarmónica e da qual “o seu falecido pai, Amaro José Pais Rente, fora maestro até 1874 “.

Durante largos anos, a existência duma fotografia obtida no Paço da Vila do Crato, pelo último fidalgo da sua História, D. Luís Cordeiro Godinho, e a data nela registada 1896, era vulgarmente adotada como a data da fundação desta Instituição. A atividade musical da Filarmónica foi interrompida no eclodir da 1ª Grande Guerra e só, em 1931, seria reiniciada com a denominação de Banda Municipal do Crato, graças à empenhada ação do então Presidente da Câmara, António Botto Aleixo, apreciador confesso da boa música. A denominação de Filarmónica do Crato passou a vigorar em 1983, quando a sua Direção, presidida por José Joaquim da Conceição Lopes (“Zé Foguete”), em época das comemorações do então centenário, viu aprovada, em Assembleia-Geral, a alteração desejada.

A FC atuou em Espanha, França (Furnay-Ardenas) e Ilha do Pico (Açores). O atual maestro, Humberto João Oliveira Damas é neto do saudoso músico, Miguel Damas. Tem Escola de Música e o novo auditório foi inaugurado em 1989, pelo então Presidente da República, Mário Soares.

FC

Filarmónica do Crato

Filarmónica do Crato

Igreja Matriz do Crato

Órgãos de tubos do concelho do Crato [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz do Crato

[ Igreja Paroquial ] [ de Nossa Senhora da Conceição ]

Igreja Matriz do Crato

Igreja Matriz do CratoA Igreja Matriz do Crato terá sido edificada em meados do século XIII, como indica uma lápide colocada na nave do templo com a data de 1287. O atual edifício é resultado de sucessivas transformações estruturais realizadas entre os séculos XV e XVII. A primeira grande reforma data de meados do século XV, quando o Prior do Crato D. Frei Vasco de Ataíde mandou reedificar o templo. Foi a partir de então que o templo adquiriu a “(…) estrutura tardo-gótica que ainda enforma as 3 naves do corpo do edifício (…)”. No segundo quartel do século XVI o Infante D. Luís mandou executar a segunda camoanha de obras no edifício, que visou a remodelação da cabeceira, nomeadamente a reforma decorativa da capela-mor, tanto no interior como no exterior. A fachada principal, de gosto renascentista, é marcada pela disposição da torre tardo-gótica, que domina grande parte do frontispício. O portal principal de moldura retangular é encimado por frontão triangular. Sobre a porta existe um janelão retangular com friso, e do lado esquerdo da fachada foi rasgado um óculo. Lateralmente, foi também edificado um portal com moldura retangular, rematado por frontão com volutas enquadrando também as armas de D. Vasco de Ataíde e a Cruz de Malta. O espaço interior, que mesmo com a reforma quinhentista manteve a estrutura tardo-gótica de três naves, apresenta cinco tramos divididos por arcos quebrados, sendo a cobertura das naves feita por abobadamento. Estas abóbadas não integravam o edifício quatrocentista, tendo sido edificadas durante o restauro executado no ano de 1891. A cabeceira conserva também a sua planimetria original, comportando dois absidíolos correspondentes às naves laterais, que estão completamente cobertos por talha dourada seiscentista. A capela-mor foi totalmente refeita, estando dividida em duas áreas distintas. A primeira de gosto renascentista é definida pelo arco triunfal e coberta por abóbada de caixotões, pintados com ornamentos alusivos aos Hospitalários. A segunda, também abobadada, foi acrescentada no século XVII . No século XVIII, todo o espaço da capela-mor foi revestido de painéis de azulejos azuis e brancos, com representações de Passos da Vida da Virgem, e nas paredes laterais foi edificado o cadeiral.

Fonte: IPPAR/2005, Catarina Oliveira

 

No coro alto está situado um órgão histórico da autoria de D. Pascoal Caetano Oldovini (Oldoni, Oldovino ou Olduvini), construído em 1769.