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Banda Municipal do Funchal
Filarmónicas do Funchal

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Banda Distrital do Funchal
  • Banda Municipal do Funchal

A ABFRAM – Associação de Bandas Filarmónicas da Região Autónoma da Madeira é uma associação cultural de natureza filarmónica sediada na cidade do Funchal.

Bandas Filarmónicas Madeirenses

Das várias práticas musicais amadoras existentes na Madeira, as bandas filarmónicas representam a face mais visível do espírito associativo, musical e cultural, que encontrou primeiro no Funchal (1850) e depois em todo o espaço rural uma adesão inquestionável.

Sociedades musicais, alicerçadas na comunidade que as envolve, o mundo das bandas continua a desempenhar um papel inter-relacional de relevo, abrindo as portas não só para o conhecimento da música e prática musical como também para a afirmação de vilas e freguesias. Até ao 25 de Abril de 1974, a inexistência de escolas de música fora do Funchal, centrou na ‘’escola da banda’’ toda a atividade de aprendizagem prática e teórica. Uma arte, que contou apenas, com a persistência dos mestres e a disponibilidade de quem queria aprender.

Muitos dos músicos, mestres e compositores que hoje homenageamos, passaram por estas formações, dando de si e do seu tempo, para um fim comum, a prática musical coletiva. Até ao final da década de 30, do século passado, todo um movimento de constituição destas sociedades, levaria a ‘’música de sopro’’, a freguesias como o Arco de são Jorge e até à ilha do Porto Santo. A sala de ensaio, de algumas destas bandas, serviu também como banco de escola, a muitos que não tiveram uma primeira oportunidade para ler, escrever e contar. Gente que vivia do magro sustento da agricultura, usando o fato da banda, em ocasiões festivas, ou calçando pela primeira vez, um par de sapatos. Tempos difíceis, em que a música feita no coreto, era também um sopro de liberdade, numa valorização pessoal e humana, que fora dele simplesmente não existia.

O modelo, a formação e direção das bandas civis iria ser decalcado das congéneres militares, sendo os seus mestres contratados pelas mais importantes sociedades musicais madeirenses. Assim aconteceu com a Banda Municipal do Funchal (1850), a Banda Municipal de Câmara de Lobos (1872) e a Banda Distrital do Funchal (1872), as três mais antigas formações que durante muito tempo disputaram entre si não só aspetos de rivalidade mas os talentosos mestres militares, únicos ao tempo no saber musical, específico, para este tipo de agrupamento.

No entanto, é sem dúvida nenhuma, fora do Funchal que o fenómeno das bandas ganha expressão. Primeiro no Paul do Mar (1874), depois na Ponta do Sol (1882) seguindo-se Faial (1895), Santa Cruz e Machico com atividade musical já em 1896. As bandas filarmónicas madeirenses estão de porta aberta e prometem muita atividade para o séc. XXI. Acima de tudo, continuar a formar jovens músicos, marcando-lhes positivamente a vida com trabalho de grupo, persistência e alegria.

Fonte: 600 Anos da Madeira e Porto Santo

Banda Distrital do Funchal

Vinte e sete músicos que haviam abandonado, por dissidências, a Filarmónica Artístico Funchalense fundaram em 1872, num edifício contíguo à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a Filarmónica Artístico Madeirense. Liderados por César José Coelho, que foi o primeiro regente da nova coletividade, “Os Guerrilhas”(como ficaram popularmente conhecidos), trajados de casaco azul, calça branca e chapéu de palha, terão brevemente iniciado a sua atividade artística nas festividades religiosas das paróquias do Funchal. Desde 1875 a Filarmónica Artístico Madeirense apresentou-se em “funções sacras” na (São Pedro), Monte, Santa Luzia, Consolação, São Roque, Santa Maria Maior, Santa Catarina, São Martinho, Santo António e São Gonçalo, deslocando-se ainda às paróquias do Caniço e Camacha.

No dealbar do novo século, a Filarmónica Artístico Madeirense contava já com um notável número de sócios-executantes, pois em 1903, a coletividade organizou três divisões para as festas do Espírito Santo na Calheta, Prazeres e Camacha. Além disso, desde 1900 a filarmónica oferecia ainda o préstimo de uma orquestra de igreja e coro, constituído(s), em 1903, por vinte e sete músicos, sob a regência de Gama, e que ainda em 1921 prosseguia a sua atividade.

A Filarmónica Artístico Madeirense, por diploma régio adotou, desde 1908, a denominação Real Filarmónica Artístico Madeirense. Após 1910, empregou a denominação Banda Republicana Artístico Madeirense, vindo, por deliberação da Junta Geral do Distrito a tomar definitivamente, desde 2 de Junho de 1925 o título Banda Distrital do Funchal – “Os Guerrilhas”. Serviu ainda em atos oficiais e outras cerimónias cívicas, prestando-se à saudação das entidades civis, militares (e, quando a propósito, à imprensa), ora garantindo a animação das comunidades madeirenses no decurso das celebrações, ou realizando alguns concertos de música instrumental erudita.

A filarmónica associou-se às comemorações realizadas no Monte pela visita do Rei D. Carlos I e Rainha D. Amélia à Madeira, em 1901. Tomou parte ainda nas habituais celebrações da Restauração da Independência (1919, 1922, 1924), da Proclamação da República e da Revolução de 28 de Maio (1943, 1952); nas comemorações do V Centenário do Descobrimento da Madeira (1922); nas inaugurações do Caminho de Ferro do Monte (1895) e do monumento ao Conde do Canavial (1922); nos desfiles públicos e na récita de gala em louvor ao sucesso da travessia aérea do Atlântico dos aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral no Teatro Dr. Manuel de Arriaga (1922), e dois anos volvidos, na récita em benefício do intento dos aviadores portugueses Brito Pais e Sarmento Beires, no Cine Ideal (1924); no Dia do Desporto (1934) e no Dia de Consagração do Automóvel (1935); e ainda nas regulares Festas da Cidade e nas frequentes feiras populares organizadas por organismos governamentais e por instituições artísticas e desportivas.

A Filarmónica Artístico Madeirense ofereceu o seu contributo artístico em várias iniciativas beneméritas, de entre as quais a quermesse da Cruz Vermelha de 1924, destinada à angariação de fundos para a construção dum imóvel adequado para operações; a récita de caridade para o Natal das crianças pobres, realizada no Teatro Funchalense em 1925; e ainda a festa ao ar livre em favor dos tuberculosos, que se realizou em 1934, entre outras várias iniciativas de caridade social. Tais atos beneméritos mereceram o reconhecimento de instituições de Estado e da associações, em sucessivas distinções: Medalha da Cruz Vermelha Portuguesa, por dedicação e filantropia (1924); Medalha de Prata de Filantropia e Caridade dos socorros Náufragos (1925); Louvor da Câmara Municipal do Funchal por atos filantrópicos (1954); Membro Honorário da Ordem de Benemerência, por concessão do Presidente da República (1972).

A coletividade tomou parte em várias récitas e festas artísticas em favor de várias associações comerciais, artísticas e desportivas, da imprensa, e de artistas madeirenses e estrangeiros, como os benefícios para o Ateneu Comercial (1889), para o Club Sports Madeira (1916), para o Diário de Notícias (1950); aqueles para o eletricista do Teatro-Circo (1917) e para o maestro Artur Ângelo (1921) e ainda as festas artísticas de Luís Vieira de Castro (1924) e José Clímaco (1924).

A cooperação da Filarmónica Artístico Madeirense com associações regionais e nacionais prosseguiu regularmente nas décadas seguintes, e merece menção a realização de um sarau em honra do clube Olhanense (1925) e o acolhimento de um Certame de Filarmónicas de Canudo (1932), bem como a participação da coletividade no arraial organizado pelo Recreio Musical União da Mocidade (1935), no sarau artístico do Diário de Notícias, na comemoração do cinquentenário da Sociedade Vinte e Dois de São João da Ribeira (1957) e na Grande Feira Popular do [C. S.] Marítimo (1959), e a homenagem consagrada às bandas açorianas que tomaram parte no Concurso de Bandas Filarmónicas organizado pela FNAT, e que, no trajeto para Lisboa, passaram pela Ilha (em 1960).

Atendendo à solicitação de empresas e artistas, a Filarmónica Artístico Madeirense apresentava-se desde pelo menos 1889, no foyer do Teatro-Circo, e desde pelo menos 1916, realizava breve participações entre atos das récitas, vindo a organizar os seus próprios concertos em 1917, 1922 e 1924 naquele mesmo espaço público. A filarmónica tomou parte em eventos noutros espaços públicos da cidade, apresentando-se, a título de exemplo, no “Arraial Minhoto” realizado no Casino Vitória em 1930.

Em 1934, a filarmónica organizou um notável concerto no Teatro Municipal Baltazar Dias, em preparação da sua digressão aos Açores, com várias renomeadas obras do repertório instrumental erudito, sobre a direção do maestro João Júlio da Costa Cardoso, repetindo-o, dias depois, para proveito e instrução artística das classes menos abonadas, no Jardim Municipal.

A Filarmónica Artístico Madeirense contribuiu para a formação das audiências madeirenses na erudita música instrumental, por meio da regular organização de concertos nos teatros, noutros espaços públicos e nas praças da cidade do Funchal (que acresciam àqueles realizados aquando de comemorações cívicas, acima descritos). A coletividade terá iniciado os seus concertos públicos ainda em finais do século XIX ou no decurso da primeira década do século XX, a maioria dos quais aquando da efeméride da fundação: anúncios e crónicas da imprensa fazem referência a pontuais concertos organizados pelos Guerrilhas na Praça Marquês de Pombal e na Quinta Pavão em 1916 e 1919 e ilustram, com particular interesse desde a quarta década do século, a notável atividade da Filarmónica Artístico Madeirense, documentando a realização dos concertos no Jardim Municipal (Jardim D. Amélia), Jardim de São Francisco e Palácio de São Lourenço. Vários concertos em celebração do aniversário de fundação terão sido realizados, como habitualmente, na sede da coletividade.

Nessa notável dinâmica concertística, especial reconhecimento mereceram os executantes e diretores aquando de duas digressões: ainda em 1909, a Filarmónica Artístico Madeirense apresentou-se nas festas de Maio de Santa Cruz de Tenerife, a convite da colónia de madeirenses, em dois concertos no Teatro Principal; volvido um quarto do século, por iniciativa de João Araújo, Presidente da Direcção, a Banda Distrital do Funchal rumou aos Açores, visitando sete ilhas e realizando três concertos em Ponta Delgada, Terceira e Faial.

Estreitavam-se as relações entre executantes, suas famílias e demais associados dos Guerrilhas aquando da celebração dos aniversários da fundação, em vários saraus, bailes, diversões ao ar livre e excursões e naqueles e noutros eventos festivos apresentava-se a banda e ainda vários outros ensembles da instituição. Ainda em 1925, executantes e associados da recém-renomeada Banda Distrital do Funchal – Os “Guerrilhas” – organizaram uma [nova] Orquestra, sob a regência de Costa Cardoso, um Grupo de Ocarinas e um Grupo Dinástico e de Variedades; em 1934 a coletividade acolhia um Grupo Dramático e em 1938 a Orquestra de Jazz “Os Sete do Céu Azul – Distrital Dance” (sob a regência de Amadeu Pestana) e em 1947 a Orquestra Brilhante (sob a direção de Alfredo Abreu). Em 1955, por iniciativa de Eduardo Brazão e Basílio Caldeira, iniciaram-se os míticos bailes de Carnaval dos Guerrilhas, animados pela Orquestra Brilhante sob a direção do vocalista Francisco Martins, e que perduraram até 1974.

Naqueles cem anos de atividade musical, assumiram a direção de Os Guerrilhas César José Coelho (1872 – ?), Ernesto Ciríaco, César Rodrigues do Nascimento, António de Aguiar (1906-1917), Manuel A. de Figueiredo (1918), Nascimento Cruz, Douwens, José de Freitas Gama, Amadeu de Moura Stoffel (1922), Graça (pai), Graça (filho), Tenente Fonseca, João Júlio da Costa Cardoso (c.1925; c.1934) Arnaldo de Vasconcelos (1929-?), João Paulo Ferreira (c. 1941), António Dias Júnior (c. 1943), Firmiliano Martins Cândido (c. 1949) e Abílio Pinto Ribeiro (1950-c.1969).

O assinalável labor artístico da Banda Distrital do Funchal – “Os Guerrilhas” – prosseguiu nas décadas posteriores à celebração do centenário da fundação, sob a regência de Abel Teixeira Mendes (1972-1985); Álvaro Manuel Vicente dos Reis (1985-1986); João Gomes Henriques de Sousa (1986-1993; 1998-2002); Aquilino Domingos da Silva (1993-1998) e Rafael Mendes, seu diretor artístico nas duas passadas décadas. Pelo seu valioso contributo à cultura popular, a Banda Distrital do Funchal foi distinguida pelo Governo Regional da Madeira, em 1989. Em anos recentes, a Banda Distrital do Funchal – “Os Guerrilhas” tomou parte no Dia da Região na Expo 98.

Merece especial destaque a recente recuperação das iniciativas de Carnaval, que testemunha a consciência histórica de diretores e executantes por uma manifestação cultural para a qual contribuiu tão significativamente a Banda Distrital do Funchal – Os Guerrilhas. Em festividades religiosas por toda a Ilha, em comemorações cívicas e eventos beneméritos, em concertos e outros iniciativas, a centenária coletividade continua a proporcionar entretenimento artístico às comunidades locais do arquipélago da Madeira e aos seus visitantes e, graças aos esforços de Rafael Mendes, seu diretor artístico, e de Cátia Macedo, Presidente da Direcção e docente da Escola de Música, a Banda Distrital do Funchal – Os Guerrilhas – possibilita iniciação musical e a tão salutar prática artística a várias crianças e jovens funchalenses.

Fonte: Rui Magno Pinto

BMF

Banda Distrital do Funchal

Banda Distrital do Funchal

BMF

Banda Distrital do Funchal

Banda Distrital do Funchal

Banda Municipal Do Funchal

Em 1850, um grupo de trabalhadores, liderado por Manuel de Nóbrega, fundou a “Filarmónica dos Artistas Funchalenses” para divulgação da arte musical e ocupação dos seus tempos livres. Foi na Capela do Amparo na Freguesia de São Martinho, Concelho do Funchal que, pela primeira vez, apareceram em público, abrilhantando o arraial de Nossa Senhora do Amparo.

Em 1927, foi em digressão até à Ilha de São Miguel (Açores), sob a regência do então Ten. Gustavo Coelho, onde executou obras de grande prestígio, (1812, Marcha Húngara, O Inferno, Rapsódia Portuguesa de Águeda, Barbeiro de Sevilha). Em 1925, como recompensa dos serviços prestados à Câmara Municipal do Funchal, recebeu o título de Banda Municipal do Funchal.

Em 1927, foi agraciada com a medalha de “Louvor Merecido”, pela Cruz Vermelha Portuguesa. Em 1931, tornou-se sócio do “Angustias Atlético Clube da Horta”, Açores. Por Decreto de 25 de Janeiro de 1951, do Governo da República, é-lhe conferido o Grau de Cavaleiro da Ordem de Instrução Pública, sendo-lhe concedidas honras e o direito ao uso das insígnias que lhe correspondem. Está inscrita na Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio, pela qual foi condecorada com a Medalha de Ouro. Foi 1ª Classificada no II Grande Concurso de Bandas de Música Civis na eliminatória insular (29-08-1968) «4ª na Final realizada em Lisboa» (16-10-1971), na sua categoria (2ª) e 2ª no Desfile geral. Participou no VI Festival de Bandas Amadoras do Concelho de Loures, em 24-11-1995.

BMF

Banda Municipal do Funchal

Banda Municipal do Funchal

Atuou na EXPO 98, em Lisboa, em representação da Região Autónoma da Madeira. Apresentou-se na EXPO 2000, em Hanôver, em representação da Região Autónoma da Madeira. Participação no 5º Festival de Bandas dos Templários na cidade de Tomar, em representação da RAM. É constituída por 52 executantes, de diversas profissões (operários, funcionários públicos e estudantes) com escalão etário dos 13 aos 75 anos.

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal
Auditórios do Funchal

Teatros, auditórios e salas de espetáculo do Concelho

Teatro Municipal Baltazar Dias

Localizado na Avenida Arriaga, no centro do Funchal, o Teatro Municipal Baltazar Dias é um monumento centenário de elevado valor arquitetónico, construído em 1888. O seu nome constitui uma homenagem ao dramaturgo cego oriundo da ilha da Madeira, Baltazar Dias, autor teatral da segunda metade do séc. XVI, cujas obras têm sido representadas em autos populares europeus, na África e no Brasil.

A sua ornamentação esteve a cargo de dois pintores e decoradores afamados na altura, Eugénio do Nascimento Cotrim e o italiano Luigi Manini. Os tetos encontram-se pintados com elementos decorativos da época romântica, e a sua plateia, em forma de ferradura, é rodeada por camarotes decorados com máscaras falantes do teatro grego, esculpidas em madeira dourada.

TMBD, fachada

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal

TMBD, interior

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal

TMBD, postal antigo

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal, postal antigo

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal, postal antigo

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova
Folclore do Funchal

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Grupo de Folclore do Centro Cultural de Santo António
  • Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova
  • Grupo de Folclore MonteVerde
  • Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de São Martinho
  • Grupo Folclórico de Santa Rita
Camponeses do sul da Ilha, redondezas do Funchal, manuscrito

Camponeses do sul da Ilha, redondezas do Funchal, manuscrito

Grupo de Folclore do Centro Cultural de Santo António

GFCCSA

Grupo de Folclore do Centro Cultural de Santo António

Grupo de Folclore do Centro Cultural de Santo António

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova foi fundado a 15 de agosto de 1965. Obteve o estatuto de Instituição de Utilidade Pública em 1994, o Estatuto de Superior Interesse Cultural no mesmo ano. Em 1990, pelo 25º aniversário, a Câmara Municipal do Funchal decidiu, por unanimidade, atribuir um “Voto de Louvor” ao grupo pelo trabalho realizado em prol da cultura e do folclore madeirense. Em  1995, foi deliberado, por unanimidade, um “Voto de Louvor” pelo trabalho no “Roteiro Etnográfico das Carreiras”. Em 1996, o Diretor Técnico do Grupo, Danilo José Fernandes, foi homenageado pelo Governo Regional da Madeira, com o galardão de “Mérito Turístico”, pelo trabalho desenvolvido em prol do Folclore Etnografia da Região.

GFEBN

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

Em 2006, a Associação foi agraciada pelo Governo Regional da Madeira, com o galardão de “Mérito Turístico”, pelos relevantes serviços prestados na área da Cultura. Formou no ano de 2000, o grupo denominado: Dança das Espadas com representações assíduas no Arraial de São Pedro, na Vila da Ribeira Brava, a 29 de junho de cada ano.

Inaugurou em 2007, o Núcleo Museológico de “Arte Popular”, sediado no Centro Cívico de Santa Maria Maior, onde tem exposto coleções: os Trajes Regionais do Arquipélago da Madeira e as Ferramentas do Linho, o ADN do Povoamento Rural da Madeira. O Núcleo Museológico está aberto de segunda a sexta-feira das 10:00 horas às 17:30h.

O Grupo foi responsável pelas organizações da Semana Europeia de Folclore, Feira de Arte Popular Madeirense e Encontro de Xarambistas. Representou a Região Autónoma da Madeira e Portugal continental em diversos países Europeus e da América do Norte e Centro, nomeadamente: Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Alemanha, Áustria, Croácia, Lituânia, Letónia, Finlândia, Suécia, Noruega, Reino Unido, Rússia, Canadá, EUA e Venezuela. Fez mais de 30 digressões a Portugal continental, assim como às regiões autónomas dos Açores, Canárias, Curaçau (Antilhas) e Martinique (Caraíbas).

Grupo de Folclore MonteVerde

O Grupo fez uma recolha aprofundada sobre a indumentária, sendo de realçar  o mérito do seu diretor artístico, Alexandre Rodrigues, na pesquisa e reprodução de trajes. Contribuiu para a recuperação dos reportórios clássicos dos antigos grupos de folclore do Monteverde e Livramento.

Grupo de Folclore Monte Verde

Grupo de Folclore MonteVerde

No ano de 1967, Manuel Ferreira Pio, coadjuvado por um grupo de aficionados do folclore e tradições, funda, no Sítio da Levada da Corujeira, um agrupamento de folclore com o nome de Monte Verde. Este grupo exibiu-se em vários eventos da Ilha, incluindo a bordo de navios, hotéis e em recintos públicos. Teve ainda o privilégio de poder editar, em vinil, vinte e duas músicas de cariz folclórico e popular.

Em 1973, o grupo cessou a atividade. A 14 de fevereiro de 2002, Natividade Mendonça, esposo e alguns filhos, empenharam-se arduamente na recuperação do extinto grupo.  Desde o ano de 2011, realiza a Gala Internacional de Etnografia e Folclore “Manuel Ferreira Pio”, um justo e merecido tributo ao seu fundador.

A 9 de agosto de 2012, durante a cerimónia de abertura da II Gala Internacional de Etnografia e Folclore Manuel Ferreira Pio com o tema “a Gastronomia”, o grupo lançou o seu primeiro CD com o nome “Anda Comigo Maria Ver a Senhora do Monte”.

Efetuou digressões a nível nacional. Participou em festivais internacionais e nacionais, organizados por grupos de folclore da Ilha da Madeira, como a Semana Europeia de Folclore, organizada pelo Grupo Folclórico e Etnográfico da Boa Nova; o Festival Internacional de Folclore da Ponta do Sol, organizado pelo Grupo de Folclore da Casa do Povo da Ponta do Sol; O Festival Regional de Folclore “48 Horas a Bailar”, organizado pelo Grupo de Folclore da Casa do Povo de Santana.

O grupo promove outras atividades, como o “Cantar os Reis”, as marchas populares e festas populares. Em 2014, participou no seu primeiro festival internacional de folclore fora de território Português, especificamente, a 47ª edição do Festival de Folkloreen el Mediterráneo realizado em Múrcia-Espanha.

Grupo Folclórico de Santa Rita

Sediado em São Martinho, Funchal, o Grupo Folclórico de Santa Rita tem por objetivo promover o nosso folclore de modo a preservar e enaltecer o património histórico-cultural da Ilha da Madeira e da Cidade do Funchal, estimulando também o intercâmbio com outros grupos nacionais e estrangeiros, que permitem levar o nome da cidade e da região aos vários cantos do país e estrangeiro. Na sua programação regular costuma atuar à quinta-feira em hotéis, e aos domingos em restaurantes.

Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de São Martinho

O Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de São Martinho foi fundado no dia 10 de novembro de 1990, e tem como objetivo transmitir as tradições e costumes dos antepassados.

GFCRSM

Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de São Martinho

Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de São Martinho

EVENTOS

Em 2019, De 13 a 15 de Agosto, na Praça do Povo, Funchal, decorreu um festival promovido pelo Grupo de Folclore Monte Verde, com a participação de diversos grupos regionais, nacionais e internacionais.

Grupos participantes: Grupo de Folclore Monte Verde, Madeira; Grupo Folclórico do Salão – Faial, Açores; Rancho Folclórico e Recreativo Clube Bonjardim, Castelo Branco; Grupo Folclórico de Santa Marta Portuzelo, Viana do Castelo; Grupo folk da Rússia; Grupo Piciotti di Mataro, Itália; Grupo De Folclore El Candil – Espanha; Folklorno Društvo Kres – Eslovénia; Folklore Ensemble Makovica – Eslováquia.

Na sexta-feira 16 agosto, na Praça do Povo o Grupo de Folclore MonteVerde, realizou a oitava gala de folclore Manuel Ferreira Pio.

Manuel Morais, tangedor e musicólogo, com machete oitocentista
Instrumentos musicais no Concelho

Manuel Morais, tangedor e musicólogo, em casa da artista plástica madeirense Lourdes de Castro (Funchal, Madeira, 9 de dezembro de 1930), estudando um machete/braguinha madeirense oitocentista (s/data, Funchal ca. 1840), pertença do seu bisavô, Januário Agostinho Moniz de Bettencourt (fl. 1844). Foto de Rui Alberto Camacho, Caniço 2014.

Músicos do Concelho do Funchal

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • Artur Andrade (contrabaixista, 1927-1992)
  • Carlos de Menezes (guitarrista, 1920)
  • Carlos Jorge (construtor de cordofones, 1956)
  • Carlos Santos (folclorista, 1893-1955)
  • Carolina Meneses João (soprano)
  • Edmundo de Bettencourt (cantor, 1899-1973)
  • José de Freitas (barítono)
  • Lomelino Silva (cantor lírico)
  • Max (cantor, 1918-1980)
  • Pedro Macedo Camacho (compositor)
  • Tony Amaral (pianista, 1910-1976)

José de Freitas

José de Freitas, barítono, do Funchal

José de Freitas, barítono, natural do Funchal

Pedro Macedo Camacho

Pedro Macedo Camacho, compositor, do Funchal

Pedro Macedo Camacho, compositor, do Funchal

Artur de Andrade

Artur Pestana de Andrade, contrabaixista, do Funchal

Artur Pestana de Andrade, contrabaixista, do Funchal

Edmundo de Bettencourt, cantor, do Funchal

Edmundo de Bettencourt, cantor, do Funchal

Lomelino da Silva

Lomelino Silva, cantor, natural do Funchal

Lomelino Silva, cantor, natural do Funchal

Max

Max, cantor, natural do Funchal

Max, cantor, natural do Funchal

Carolina Meneses João

Nascida no Funchal, Carolina Meneses João, soprano, pisou os palcos pela primeira vez aos 6 e 8 anos de idade, nas 13ª e 16ª edições do Festival da Canção Infantil da Madeira, interpretando canções compostas pelo seu pai, José Simão João: “Plasticina” e “As andorinhas”. Iniciou em 1996 os estudos musicais no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira, onde estudou durante 14 anos, concluindo em 2010 o Curso complementar de canto na classe de Maria João Pereira.

Ainda na Madeira, participou nos festivais Funchal a cantar (2009) e Vozes do Norte (2008), alcançando neste último o 2º prémio num duo com Bruno Meneses com o tema de cross-over “There for me”.  Colaborou durante 3 anos com a companhia de teatro amador Madeira Amateur Dramatic Society (MADs), em concertos e produções de teatro musical como “Gigi” de Alan Jay Lerner (2007) e “Les Misérables” de Claude-Michel Schönberg (2008).

Licenciou-se em Estudos Ingleses e Relações Empresariais na Universidade da Madeira em 2009, curso que acabou por ser fundamental para o desenvolvimento da sua carreira na indústria de streaming onde atualmente se encontra. Concluiu em 2013 a Licenciatura em Música da Universidade Católica Portuguesa do Porto (UCP), sob a orientação dos professores António Salgado e Sofia Serra. Através desta instituição, estreou-se como solista na também estreia da Missa em Dó de Marcos Portugal, na Igreja de São Francisco do Porto, sob a direção do maestro José Ferreira Lobo em 2012.

Continuou o seu percurso artístico nos Países Baixos, onde em 2013 ingressa no Conservatório Real de Haia trabalhando com Frans Fiselier, Rita Dams e Han-Louis Meijer. Estreou-se na ópera em 2017, no papel de Frasquita com Carmen de G. Bizet, na cidade de Bilthoven. Ao longo do seu percurso académico participou em diversas classes de aperfeiçoamento com cantores de renome como Susan McCulloch, Toby Spence, Susan Waters, Norma Enns, Elisabete Matos, Jill Feldman, Marcel Reijans, Louise Callinan, Janet Williams, Roberta Alexander e Raymond Modesti.

Atualmente, conjuga a sua função de Catalogue Manager na Primephonic – empresa de streaming dedicada exclusivamente à música clássica, com a sua carreira musical, com a qual pretende em grande parte, investigar e divulgar o repertório vocal da música clássica portuguesa. Lançou em janeiro de 2021 o seu primeiro álbum a solo “Idílio” no seguimento do projeto “Novos talentos” do Conservatório de Música da Madeira. Este álbum destaca-se pelo foco na música clássica portuguesa, incluindo estreias de obras de compositores madeirenses, mas não só.

Carolina Meneses João, soprano, do Funchal

Carolina Meneses João, créditos Lammerts van Euren

Edmundo Alberto Bettencourt

Cantor e poeta, Edmundo Alberto Bettencourt nasceu no Funchal, em 1899 e morreu em Lisboa, no ano de 1973. Ficou conhecido por interpretar a Canção de Coimbra e pelo seu papel na introdução de temas populares neste género musical. Notabilizou-se pela composição musical Saudades de Coimbra.

Sé Catedral do Funchal

Órgãos de tubos do concelho do Funchal [14]

A Região Autónoma da Madeira tem vindo a restaurar e aumentar o seu património organístico com Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, em particular na cidade do Funchal que ganhou dois órgãos novos. O Festival de Órgão da Madeira tem contribuído para apresentar esse património aos madeirenses e turistas. De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja da Boa Nova

Igreja da Boa Nova

Igreja da Boa Nova

A Sagrado Coração de Jesus, também conhecida por Igreja da Boa Nova, possui órgão de tubos.

Igreja do Colégio

Igreja do Colégio

Igreja do Colégio

A Igreja do Colégio, de São João Evangelista, dispõe de um órgão positivo histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus s./n.º, s./d.

Órgão de coro

Órgão de coro da Igreja do Colégio

Órgão de coro da Igreja do Colégio

Montra e pintura das portadas

Órgão da Igreja do Colégio

Órgão da Igreja do Colégio

Consola

Órgão da Igreja do Colégio

Órgão de coro da Igreja do Colégio

No coro alto, a Igreja dispõe de um grande órgão moderno da autoria de Dinarte Machado, construído em 2008, órgão de dois manuais e pedaleira, com acoplamentos.

Órgão moderno

Órgão moderno da Igreja do Colégio

Órgão Dinarte Machado da Igreja do Colégio

Órgão moderno da Igreja do Colégio

Órgão moderno da Igreja do Colégio

Órgão Dinarte Machado da Igreja do Colégio

Órgão Dinarte Machado, trombetas horizontais

Órgão Dinarte Machado da Igreja do Colégio

Órgão e coro alto, em noite de concerto

Igreja Evangélica Presbiteriana

Igreja Evangélica Presbiteriana

Igreja Evangélica Presbiteriana

órgão de autor desconhecido, construído no século XX.

Igreja do Monte

Igreja Matriz do Monte

Igreja Matriz do Monte

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Monte possui órgão histórico.

Igreja e Recolhimento do Bom Jesus

Igreja e Recolhimento do Bom Jesus

Igreja e Recolhimento do Bom Jesus

A Igreja e Recolhimento do Bom Jesus possui um positivo de armário histórico.

Positivo com portadas fechadas

Órgão da Igreja do Recolhimento

Órgão da Igreja do Recolhimento

Positivo de armário com portadas abertas

Órgão da Igreja do Recolhimento

Órgão da Igreja do Recolhimento

Igreja de Santa Clara

Igreja de Santa Clara

Igreja de Santa Clara

A Igreja de Santa Clara dispõe de um órgão de autor anónimo do século XVIII, de 1 teclado manual e oitava curta Dó – dó”’, restaurado em 2001 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Positivo de armário

Órgão da Igreja de Santa Clara

Órgão da Igreja de Santa Clara

Igreja de Santa Luzia

Igreja Matriz de Santa Luzia

Igreja Matriz de Santa Luzia

A Igreja Matriz de Santa Luzia possui órgão histórico.

Tubos da fachada

Órgão da Igreja de Santa Luzia

Órgão da Igreja de Santa Luzia

Igreja Matriz de Santa Maria Maior

A Igreja Matriz de Santa Maria Maior ou Igreja de São Tiago Menor possui órgão de tubos.

Igreja Matriz de Santo António

Igreja Matriz de Santo António

Igreja Matriz de Santo António

A Igreja Paroquial de Santo António possui órgão de tubos.

Igreja Matriz de São Martinho

Igreja Matriz de São Martinho

Igreja Matriz de São Martinho

A Igreja Paroquial de São Martinho possui um órgão histórico (positivo de armário).

Positivo de armário

Órgão da Igreja de São Martinho

Órgão da Igreja de São Martinho

Igreja Matriz de São Pedro

Igreja Matriz de São Pedro

Igreja Matriz de São Pedro

A Igreja Matriz de São Pedro possui órgão de tubos histórico.

Montra

Órgão da Igreja de São Pedro

Órgão da Igreja de São Pedro

do Funchal

Sé Catedral do Funchal

Catedral do Funchal

A (Catedral) do Funchal possui no coro alto um órgão da autoria de T.A. Samuel, de 1884, restaurado em 1996 por Dinarte Machado.

No transepto possui um órgão moderno da autoria de Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, inaugurado em 2019.

Montra

Órgão inglês da Sé do Funchal

Órgão inglês da do Funchal