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Academia de Música e Dança do Fundão
Escolas de Música no Fundão

Estabelecimentos do ensino de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Academia de Música e Dança do Fundão

Rua 25 Abril, Ap. 48
6230-340 Fundão
Sítio: www.amdf.pt

A Academia de Música e Dança do Fundão nasceu no seio da Santa Casa da Misericórdia do Fundão em 1994 como um projeto de sensibilização dos jovens para as artes, tendo já no início a adesão de 106 alunos. O passo seguinte foi o reconhecimento da Academia pelo Ministério da Educação a 6 de Dezembro de 1996. Presentemente, com Autonomia Pedagógica, são ministrados cursos de Iniciação, Básicos e Secundários.

A Academia tem tido um papel decisivo no desenvolvimento cultural da Região intervindo em atuações públicas através de concertos, intercâmbios, audições e ciclos musicais.

Em paralelo, e no resultado de uma parceria com a Câmara Municipal de Penamacor, criou-se nesse Concelho, em 2003/2004, uma secção da Academia, oficializada no ano letivo 2004/2005.

A Academia é responsável pelo ensino artístico a mais de 400 alunos dos quais cerca de 50 estão na Secção de Penamacor.

São de realçar, entre outras atividades, o “Concurso Internacional Cidade do Fundão” (atualmente com quatro variantes: Piano, Guitarra, Violino e Violoncelo) e, os já tradicionais, concertos de Natal, Reis, Páscoa e de Final do Ano Letivo onde há a participação não só dos alunos como também dos professores integrantes da Academia.

Desde o início os alunos da Academia conseguiram mais de 100 prémios em concursos internacionais de Música em Portugal, Espanha, França, Polónia e Rússia.

Academia de Música e Dança do Fundão

Academia de Música e Dança do Fundão

Bombos de Lavacolhos
Grupos de bombos do Fundão

Bombos, Zés Pereiras, grupos e eventos de percussão tradicional no Concelho

Patrimonialização da Construção e Práticas Tradicionais Coletivas dos Bombos em Portugal. Este projeto é desenvolvido pela Associação dos Amigos de Tocá Rufar em colaboração com INET-md Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança da FCSH – Universidade NOVA de Lisboa e do (INET-md) Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, das Câmaras Municipais do Seixal, Amarante, Fundão e Viana do Castelo e da Junta de Freguesia de Lavacolhos (Fundão), entre outras entidades. (Bombo a Património, Tocá Rufar)

Fontes: Fontes: Tocá Rufar, portais municipais, páginas dos grupos

  • Associação de Bombos de Souto da Casa
  • Bombos de Lavacolhos
  • Bombos do Castelejo
  • Bombos do Rancho Folclórico da Cova da Beira
  • Grupo de Bombos As Zabumbas de Alpedrinha
  • Grupo de Bombos da Barroca
  • Grupo de Bombos da Fatela
  • Grupo de Bombos da Liga dos Amigos do Alcaide
  • Grupo de Bombos das Donas
  • Grupo de Bombos de Alcongosta
  • Grupo de Bombos do Fundão
  • Grupo de Bombos do Rancho Folclórico As Cantarinhas de Telhado
  • Grupo de Bombos do Rancho Folclórico de Valverde
  • Grupo de Bombos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Souto da Casa
  • Grupo de Bombos do Rancho Folclórico de Silvares Beira Baixa
  • Grupo de Bombos dos Três Povos
  • Grupo de Bombos Os Arrelia (Fatela)
  • Grupo Folclórico e Etnográfico dos Amigos do Fundão
Bombos de Lavacolhos

Bombos de Lavacolhos

FOI NOTÍCIA

II Congresso do Bombo

Entre 24 e 26 novembro de 2016, decorreu na Casa do Bombo, Lavacolhos e A Moagem (Fundão) o II Congresso do Bombo.

O Congresso do Bombo é um evento organizado anualmente pela Associação dos Amigos do Tocá Rufar com o objetivo de colocar a cultura tradicional portuguesa em posição de destaque e de permanente valorização. Tendo sua primeira edição em 2015,  foi concebido como um lugar de encontro entre diferentes tocadores, projetos e organizações com intervenção no âmbito da percussão tradicional portuguesa.

Durante o Congresso, tocadores tradicionais das Beiras, do Minho e do Douro têm contacto com os tocadores das orquestras modernas, criando momentos de profunda partilha e aprendizagem, onde as práticas do bombo são as protagonistas máximas.

Neste percurso das edições do Congresso do Bombo, o evento consolidou-se como um espaço de reflexão e debate, privilegiando o reconhecimento da relevância patrimonial do bombo e das tradições a ele ligadas, o seu valor excepcional como símbolo identificador de Portugal, o seu enraizamento profundo na tradição e história cultural do país, o seu papel na afirmação da identidade cultural e a sua importância como fonte de inspiração e de troca intercultural entre povos e comunidades.

Em 2016 e na sequência da realização do I Congresso do Bombo (2015) o Tocá Rufar deu início à preparação da candidatura da prática dos Bombos à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. (UNESCO – Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial – CONVENÇÃO 2003).

Fonte: Tocá Rufar

Rancho Folclórico de Silvares
Folclore no Fundão

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Beira Baixa
  • Distrito: Castelo Branco

04 grupos

  • Rancho Folclórico As Cantarinhas do Telhado
  • Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpedrinha
  • Rancho Folclórico de Silvares
  • Rancho Os Pastores do Açor da A.R.C.
Rancho Folclórico As Cantarinhas do Telhado
Rancho Folclórico As Cantarinhas do Telhado

Rancho Folclórico As Cantarinhas do Telhado

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpedrinha

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpedrinha foi fundado em 1982, por um grupo de crianças da catequese. Durante os primeiros anos esteve sediado no Teatro Clube de Alpedrinha.

Após um período de inatividade (1989-2001), foi reativado, em 2002, pela Casa do Povo de Alpedrinha.

Tem participado em festivais de folclore, festas e romarias e organiza anualmente o seu próprio festival.

O grupo é composto por cerca de 35 elementos e o seu reportório é baseado nas tradições da Beira Baixa, com cantigas e danças que homens e mulheres cantavam e dançavam nos campos na altura das mondas, ceifa, descamisa, debulha do milho e na apanha da azeitona.

Compõem a tocata acordeões, ferrinhos, reco-reco, adufes, bombo e pandeireta acompanhados por cantadores e cantadeiras.

Os trajes dos componentes são os que se usavam antigamente, tais como: noivos, domingueiros e de trabalho.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpedrinha

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alpedrinha

Rancho Folclórico de Silvares

Fundado em 1947, aquando das comemorações do bicentenário do concelho de Fundão, o Rancho Folclórico de Silvares tem por objetivo perpetuar os usos e costumes do povo de Silvares.

As danças e os cantares estão timbrados e calejados nas vozes e nos pés dos dançarinos, no toque do bombo, do pífaro e das pedras do rio Zêzere.

A recolha etnográfica que se iniciou no século XIX e se mantém até à atualidade permite um património de trajes únicos e coleção de lenços de seda, peças únicas e de inestimável valor.

Só meio século depois do início do trabalho de campo se tomou consciência de que este deveria ser perpetuado através de um grupo de folclore, nascendo então o Rancho Folclórico de Silvares. O património material recolhido encontra-se depositado num dos projetos do grupo – a Casa Museu D. Ilda Valentim Mesquita.

É sócio efetivo da Federação do Folclore Português.

Rancho Folclórico de Silvares

Rancho Folclórico de Silvares

Fontes do Musorbis Folclore:

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca e a informação nesta plataforma resultam de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. Para o Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos.

Filarmónicas do Fundão

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda União de Santa Cruz

A banda nasceu por iniciativa de D. José da Fonseca de Oliveira Sousa Cerejo de Brito e Cunha de Mesquita, fidalgo ilustre natural do Concelho de Idanha-a-Nova que possuía grande fortuna e era dono de terras em Aldeia de Joanes, Aldeia Nova do Cabo, Telhado, Souto da Casa, Alcongosta e Donas. Ligou-se por laços matrimoniais a uma família abastada em Aldeia Nova do Cabo onde, em 1799, passou a residir. Portador de uma elevada formação musical, adquirida em Lisboa onde fez estudos superiores, decidiu reunir em sua casa (hoje o n.º 31 da Rua da Igreja) todos os dias, após as lides campestres, um grupo formado por alguns dos seus trabalhadores, os que entendia serem mais aptos, e ali ele próprio lhes começou a ensinar execução musical com instrumentos por si comprados e mandados vir de Lisboa.

Esta prática que constituía um dos passatempos preferidos de D. José eram também momentos de recreio para trabalhadores rurais que, libertos da obrigatoriedade do horário de trabalho de então, todos os dias e ainda com o sol alto, eram autorizados a deixarem as terras para irem aprender Música para casa do seu amo.

Os primeiros passos deste grupo musical foram sendo dados e eis que em 1809 decidiu D. José que o mesmo se deveria exibir ao povo da Aldeia, nas festas da sua padroeira e sob a sua própria referência. A população viria a delirar e no ano seguinte, após nova participação nas festas de Santa Cruz o entusiasmo do povo foi nota dominante. Entretanto D. José de Oliveira Sousa Cerejo de Brito e Cunha de Mesquita, cuja saúde lhe começava a faltar, resolveu contratar um entendido em música natural da Soalheira de onde vinha duas vezes por semana a Aldeia Nova ensaiar aquele grupo de homens a que D. José fez questão da designar por Banda União Santa Cruz em homenagem à união daquele grupo de seus trabalhadores, que ele considerava amigos, e principalmente em homenagem à padroeira da terra de quem ele era fervoroso devoto.

Assim a Banda União Santa Cruz foi dando os seus primeiros passos até que com a morte de D. José, suas filhas D. Maria José e D. Maria da Piedade decidiram oferecer ao povo de Aldeia Nova todo o instrumental da Banda na condição de o povo a não deixar acabar.

Filarmónica União Santa Cruz

Filarmónica União Santa Cruz, créditos Agostinho Melo

A Banda União Santa Cruz continua a animar o povo da Cova da Beira, constituindo assim um dos agrupamentos culturais mais antigos da Beira Interior.

Filarmónica União Santa Cruz, Fundão

Filarmónica União Santa Cruz, Fundão

Alexandra, cantora, do Fundão
Músicos naturais do Concelho do Fundão

Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020.

Alexandra

Alexandra, cantora, do Fundão

Alexandra, cantora, do Fundão

Arlindo de Carvalho

Arlindo de Carvalho, compositor, do Fundão

Arlindo de Carvalho, compositor, do Fundão

Celeste Rodrigues

Celeste Rodrigues, fadista, do Fundão

Celeste Rodrigues, fadista, do Fundão

David Miguel

David Miguel, compositor, do Fundão

David Miguel, compositor, do Fundão

Órgãos de tubos do concelho do Fundão [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de Alpedrinha

Igreja matriz de Alpedrinha

Igreja Matriz de Alpedrinha, Fundão

A Igreja Matriz de Alpedrinha é um templo de raiz românica (séc. XII – XIII), remodelado na segunda metade do séc. XVI. Tem uma fachada sóbria, com portal clássico, enquadrada por duas torres sineiras. Possui um qualificado espaço interior, onde se evidenciam os altares com decoração clássica, da época quinhentista, e os objetos litúrgicos ligados ao culto, que deram origem a um pequeno conjunto museográfico onde se integram paramentos do séc. XVI, objetos de arte sacra e pinturas em tábua e tela do séc. XVIII.

A Igreja Matriz de Alpedrinha, de São Martinho, possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Joaquim António Peres Fontanes, construído em 1798, restaurado por António Simões em 1985.

Igreja Matriz de Alpedrinha Fundão

Órgão ibérico da Igreja Matriz de Alpedrinha