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Banda Sinfónica Portuguesa
Filarmónicas do Porto

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda do Exército – Destacamento do Porto
  • Banda Marcial da Foz do Douro
  • Banda Sinfónica Portuguesa
Banda do Exército – Destacamento do Porto

A Banda do Exército – Destacamento do Porto foi criada como consequência das várias transformações e reestruturações levadas a cabo na estrutura do Exército Português, desde o início do séc. XIX até aos dias de hoje. Dentro da estrutura militar tem por missão assegurar, no respetivo âmbito de atuação, as normas de protocolo relativas às cerimónias e atos militares e participar em atividades culturais e recreativas da responsabilidade do Exército. O elevado nível artístico tornou-a reconhecida não só na região, mas também em outros locais do país onde se tem apresentado.

Em parceria com a Banda Sinfónica Portuguesa colaborou na realização dos Cursos Nacionais de Direcção de Banda (2007, 2008, 2010, 2012) com os prestigiados maestros Jan Cober (Holanda), Douglas Bostock (Inglaterra), Eugene Corporon (EUA) e José Rafael Pascual Vilaplana (Espanha).

Passaram pela Banda os mais ilustres maestros de bandas militares e, desde 2012, é dirigida pelo Capitão Chefe de Banda de Música Alexandre Lopes Coelho.

BEDP

Banda do Exército – Destacamento do Porto

Banda do Exército – Destacamento do Porto

Banda Marcial da Foz do Douro – Filarmónica do Porto

A Banda Marcial da Foz do Douro – Filarmónica do Porto, atualmente Associação de Arte e Beneficência, foi fundada em 1883 pelo Abade José Moura e Joaquim António dos Santos. Apresentou-se em festas, romarias e outros eventos de Norte a Sul do país e em Espanha. Atuou em todos os coretos da cidade. Fez várias gravações em cassete e CD. Participou no 1º Concurso Nacional de Bandas Civis (1960) e foi galardoada com a Medalha Reconhecimento – Ouro (1983) pela Associação Humanitária Bombeiros Voluntários Portuenses e com a Medalha de Mérito –¬ Grau Prata (1989) pela Câmara Municipal do Porto.

Em 1995, participou em programas televisivos da RTP como: À Volta do Coreto, concurso a nível nacional, onde se classificou em 3º lugar; Praça da Alegria; Cantares de Amigo; e Filarmónicas nos Coretos dos Jardins Públicos. Colaborou no ensino musical nas escolas primárias da sua freguesia e participou em desfiles de bandas filarmónicas em várias cidades portuguesas. Organizou os Encontros de Bandas Filarmónicas – Cidade do Porto, por onde passaram dezenas de filarmónicas.

Banda Marcial da Foz do Douro – Filarmónica do Porto

Banda Marcial da Foz do Douro – Filarmónica do Porto

A Banda Marcial da Foz do Douro possui uma Escola de Música, que lhe permite manter o seu nível artístico. Tem dedicado a sua existência ao ensino gratuito e à divulgação da arte musical. Tem no ativo cerca de 50 executantes, com a direção artística de Jorge Macedo desde 2012.

Banda Sinfónica Portuguesa

Com sede na cidade do Porto, a Banda Sinfónica Portuguesa teve o seu concerto de apresentação a 1 de janeiro de 2005 no Rivoli, Teatro Municipal do Porto, onde gravou o primeiro CD. Recebeu importante apoio por parte da Culturporto, da Portolazer e da Ágora na divulgação e expansão do seu projeto nesta cidade.

A partir de 2007, a BSP foi convidada pela Fundação Casa da Música a apresentar-se regularmente na Sala Guilhermina Suggia, onde tem vindo a interpretar regularmente um conjunto de obras originais de compositores portugueses e estrangeiros, sendo responsável pela execução em primeira audição de mais de meia centena de obras, resultante ainda do seu concurso de composição e de encomendas.

Em 2010, lançou o álbum A Portuguesa com obras exclusivamente de compositores portugueses, num concerto realizado no auditório da Faculdade de Engenharia do Porto. Tem vindo a gravar regularmente outros trabalhos, nomeadamente Traveler (2011), Hamlet (2012) Oásis (2013), Grand Concerto pour Orchestre d’Harmonie (2014), Sinfónico com Quinta do Bill (2015), Trilogia Romana (2015), Porto (2016), The Ghost Ship (2017) e Night and Day (2019).

A BSP possibilitou, na maioria dos seus concertos, a apresentação de talentosos solistas nacionais e internacionais, sendo de destacar nomes como Pedro Burmester, Sérgio Carolino, Mário Laginha, Elisabete Matos, Marco Pereira, Jean-Yves Fourmeau, Nuno Pinto, Vicente Alberola, Pierre Dutot, Vincent David, Horácio Ferreira, Rubén Simeó, Vasco Dantas, incluindo vários músicos que integram a formação. Alguns concertos contaram ainda com a participação de vários coros e com grupos como Vozes da Rádio, Quinta do Bill, Quarteto Vintage, European Tuba Trio, entre outros.

Maestros internacionalmente reputados como Jan Cober, José Rafael Vilaplana (maestro principal convidado da BSP), Douglas Bostock, Baldur Brönnimann, Alex Schillings, Marcel van Bree, Rafa Agulló, Dario Sotelo, Henrie Adams, Eugene Corporon e Andrea Loss dirigiram a BSP com enorme sucesso, tendo considerado este projeto como extraordinário e de uma riqueza cultural enorme para Portugal.

BSP

Banda Sinfónica Portuguesa

Banda Sinfónica Portuguesa

A BSP tem vindo a receber até ao momento as melhores críticas, não só do público em geral, como também de prestigiados músicos nacionais e estrangeiros. Maestros portugueses como Pedro Neves, Fernando Marinho, Alberto Roque, José Eduardo Gomes, Hélder Tavares, Luís Carvalho, André Granjo, entre outros, dirigiram também a orquestra.

Destaca-se a realização de concertos nas principais salas de espetáculo de norte a sul do país, em igrejas, no Santuário de Fátima, em Espanha – Teatro Monumental de Madrid (RTVE) e nas cidades de Pontevedra, Corunha, Ávila, Llíria, Lleganés e participações nos Certames Internacionais de Boqueixón e Vila de Cruces (Espanha).

A BSP obteve em 2008 o 1.º prémio no II Concurso Internacional de Bandas de La Sénia na Catalunha (Espanha) na 1.ª secção e igualmente o 1.º prémio na categoria superior (Concert Division) do 60.º aniversário do World Music Contest em Kerkrade na Holanda em Outubro de 2011, com a mais alta classificação alguma vez atribuída em todas as edições deste concurso que é considerado o “campeonato do mundo de bandas”.

Em 2014, a BSP realizou a sua primeira tournée intercontinental pela China, realizando 5 concertos nas cidades de Hangzhou, Jiangyin, Shaoxing, Ningbo e Jiaxing. Participou em 2017 na qualidade de orquestra de referência no panorama internacional, no 18.º Festival do World Music Contest em Kerkrade e na 17.ª Conferência Mundial da World Association for Symphonic Bands and Ensembles em Utrecht. Realizou em Novembro de 2019 uma digressão às Canárias, actuando em Tenerife e na Gran Canaria.

Outros objetivos passam pela iniciativa pedagógica de levar a cabo classes de aperfeiçoamento de instrumento com professores de reconhecido mérito artístico, bem como Cursos de Direcção (contando já com 25 edições) orientados pelos prestigiados maestros Marcel van Bree, Jan Cober (Holanda) Douglas Bostock (Inglaterra), José Rafael Vilaplana (Espanha), Eugene Corporon (E.U.A.) e Baldur Brönnimann (Suíça).

Em 2017, deu início ao festival BSP Júnior que se realiza anualmente no Verão e que reúne centenas de jovens promissores instrumentistas.

A Banda Sinfónica Portuguesa é uma Associação cultural, sem fins lucrativos, apoiada pela Direcção Geral das Artes. A direção artística está a cargo do maestro Francisco Ferreira.

Casa da Música
Arquivos do Porto

Espólios, acervos, coleções e arquivos musicais da Cidade

Arquivo Distrital do Porto

Localizado na Rua das Taipas, 90, 4050-598 Porto, o Arquivo Distrital do Porto “guarda uma coleção de 35 fragmentos de livros de coro anteriores a 1500 (antifonários, graduais, breviários), na sua maioria capas retiradas dos livros paroquiais dos sécs. XVI a XIX, 13 dos quais estão catalogados e estudados (BN 2001). A coleção não está tratada do ponto de vista musicológico (não existe qualquer estudo sobre a totalidade do espólio), encontrando-se a maior parte dos fragmentos em avançado estado de degradação.” (EMPXX)

Biblioteca Pública Municipal do Porto

A BPMP está localizada na Rua D. João IV ao Jardim de São Lázaro, 4049-017, Porto. Existe nesta biblioteca um catálogo do fundo musical, não abrangente, que refere por ordem aleatória, 80 manuscritos, em volumes ou cadernos, dos quais 67 contêm música sacra (teoria, cantochão, polifonia clássica e concertante).” (EMPXX)

Casa da Música

Espólio de Luiz Costa

Luiz António Ferreira da Costa deixou quase 180 composições, grande parte das quais ainda inéditas. Mesmo das 24 obras com número de opus (que devem ser vistas como obras de maior relevância para o compositor), um terço nunca foi editado. As partituras da sua única Sonata para piano, das duas Sonatas para Violino e Piano e do Quinteto com piano, entre outras, aguardam ainda a publicação.

A inventariação e catalogação das obras de um compositor é um contributo da História da receção, uma área importante dentro da disciplina de Musicologia. No caso concreto das obras de Luiz Costa, é de salientar o facto de muitas delas fazerem parte do repertório dos músicos já há mais de meio século, uma prova da estima de que gozam. Além disso, durante décadas, muitas composições de Luiz Costa fizeram parte do programa dos cursos de piano no Conservatório Nacional e no Conservatório de Música do Porto. Algumas obras, no entanto, cujos manuscritos estão incluídos no presente catálogo, só foram descobertas durante este trabalho.

Casa da Música

Casa da Música

João-Heitor Rigaud, num artigo escrito originalmente para uma mesa redonda no âmbito dos Cursos de Música Luiz Costa de 2008, afirma que, sob aspetos formais, nas composições de Luiz Costa, “cada peça acaba por resultar da anterior e conter o ponto de partida para a seguinte¹. Como, porém, a ordem utilizada neste catálogo não comunica a cronologia da obra na sua totalidade, foi inserida, a seguir à Introdução, uma tabela cronológica, com todas as composições datadas na coluna esquerda e com eventos relevantes na vida de Luiz Costa na coluna direita. Na tabela, as composições que foram modificadas várias vezes ao longo dos anos aparecem apenas sob a primeira data conhecida. Para se informar sobre todas as modificações de uma obra, deve, portanto, consultar-se o próprio catálogo. Nalguns casos, é extremamente interessante comparar as diferentes versões. Um caso especial neste sentido será o das Telas Campesinas, op. 6: as quatro peças foram compostas e recompostas ao longo de três décadas até atingirem última versão.

O conhecimento das ponderações e hesitações de um artista é importante para poder apreciar o seu labor e, até certo ponto, a sua natureza. As qualidades principais deste mestre foram descritas com palavras simples e belas pelo musicólogo Mário Simões Dias, provavelmente a propósito da morte do compositor: “a honestidade, a seriedade de expressão, o encanto discreto e subtil duma fina sensibilidade, distribuíram-se igualmente pela sua obra e pela sua pessoa”².

A seriedade e o respeito de Luiz Costa em relação à Música fizeram com que se mantivesse em busca permanente da solução mais equilibrada relativamente aos aspetos formais (harmonia, ritmo, melodia e proporções das partes) de cada composição. A modéstia e a honestidade do seu carácter deverão ser responsáveis também pelo facto de ter composto a primeira obra de música de câmara (o Quarteto de cordas op. 5) apenas com 42 anos de idade.

Esta coerência entre o artista e o homem é um dos pontos a conceder uma importância particular à sua obra musical dentro da história da música portuguesa. Outros pontos são, sem dúvida, os seus contributos para o género de peça de carácter (ou peça lírica) e para a corrente estética do neoclassicismo que naquela altura se disseminava pela música erudita “ocidental”. Com a sua atmosfera e as ideias temáticas inconfundivelmente portuguesas, a obra de Luiz Costa é uma pedra preciosa no mosaico da música europeia do seu tempo.

O primeiro objetivo da catalogação dos manuscritos do mestre portuense é, portanto, dar a conhecer o conteúdo completo do seu espólio musical, com o fim de facilitar a descoberta de mais obras valiosas suas para serem editadas. Em certos casos, o catálogo serve para tirar dúvidas relativas às versões definitivas das respetivas composições. Do Quinteto com piano, op. 12, por exemplo, nos vários concertos em que já foi tocado utilizou-se sempre uma versão que mais tarde sofreu ainda modificações significativas pelo compositor.

A fim de poder fornecer informações como esta, foi preciso analisar todos os manuscritos, isto é, todas as “versões” de cada composição nos vários estádios percorridos até à versão definitiva, e listá-los cronologicamente. Como alguns · manuscritos se encontram perdidos ou incompletos, este trabalho não foi possível em todos os casos, mas sim na sua maioria. Revelando deste modo a génese de cada obra, o catálogo servirá também como base para futuras investigações, o seu segundo objetivo. Recentes estudos sobre o compositor mostram o interesse existente pela sua obra (v. anexo “Bibliografia”).

O terceiro objetivo deste catálogo é o de poder servir de modelo para trabalhos semelhantes: o levantamento e a catalogação de um espólio musical que abrange todos os manuscritos, desde os primeiros esboços até às versões finais das composições, incluindo exercícios, arranjos e projetos abandonados.

A descrição dos manuscritos segundo as categorias desenvolvidas no âmbito do trabalho e a atribuição de uma cota a cada um deles facilitam a sua identificação no espólio arquivado. O espólio encontra-se no Porto, na casa particular da violoncelista Madalena Sá e Costa, filha do compositor.

¹ João-Heitor Rigaud, “Luiz Costa: um mestre compositor musical”, em: glosas, n.º1, Maio de 2010, p.60

² Citação de Hernâni Monteiro, Luís Costa. Em: Arte Musical, III Série N.º 10, Abril 1960, p. 296

Espólio do Orpheon Portuense

O Orpheon Portuense foi fundado em 1881 pelo violinista, compositor, maestro, musicologo e pedagogo Bernardo Moreira de Sá, tendo desempenhado um importante papel na dinamização musical da cidade do Porto desde a sua formação até finais do século XX. Para além de promover a atividade musical a nível amador dos seus sócios, quer no âmbito da música coral quer ao nível da música de câmara, o Orpheon Portuense destacou-se na organização de concertos transformando-se rapidamente na mais importante instituição promotora de concertos na cidade, atividade que manteve ao longo de todo o século XX. A carreira internacional de grandes artistas nacionais como Guilhermina Suggia teve o seu impulso inicial no âmbito dos concertos do Orpheon.

Grandes solistas, orquestras e maestros internacionais apresentaram-se pela primeira vez em Portugal por iniciativa do Orpheon, o qual teve um papel determinante para a divulgação de novos repertórios em Portugal, na animação cultural de diversos espaços na cidade do Porto e distritos limítrofes, bem como na encomenda de novas obras a compositores portugueses, na formação de públicos, e no estímulo da excelência musical aos mais diversos níveis.

Quando o Orpheon Portuense foi extinto enquanto sociedade por quotas (a mais antiga Sociedade de Concertos da Península Ibérica) deixou um espólio documental (com mais de 3.000 documentos) que testemunha toda a sua atividade. O espólio foi doado à Fundação Casa da Música e encontra-se na sua Mediateca, após ter sido alvo de uma inventariação. Este espólio representa um património inestimável para a caracterização da vida musical portuense desde os finais do século XIX. A sua parte mais significativa é constituída por partituras, programas de sala, recortes de imprensa, fotografias de artistas, muitas das quais autografadas, diplomas, documentação administrativa, recortes de imprensa e materiais publicitários. A Fundação Casa da Música disponibiliza ainda o espólio documental do Orpheon Portuense para consulta a estudantes universitários, investigadores e estudiosos no domínio da História da Música e da Cidade do Porto.

Conservatório de Música do Porto

O Conservatório de Música do Porto “possui um acervo com mais de 7000 partituras (das quais 300 são manuscritos, 49 são obras de compositores portugueses, 200 são partituras de ópera), 100 libretos, 5000 livros e vários documentos musicais em arquivo. Possui cerca de 300 discos (40 de 78 rpm) e 275 CD. Dos seus espólios destacam-se as doações de Guilhermina Suggia, Bernardo Moreira de Sá, Cláudio Carneiro, Óscar da Silva, Berta Alves de Sousa, constituídos por vários tipos de documentos (correspondência, partituras originais, programas de concertos, diplomas, medalhas, fotografias).” (EMPXX)

Escola das Artes

Sala Maestro Manuel Ivo Cruz

O Maestro Manuel Ivo Cruz fez a doação do seu espólio musical à Universidade Católica Portuguesa. Ao longo dos 50 anos de carreira como chefe de Orquestra, o Maestro Manuel Ivo Cruz, dirigiu a maior parte das obras que se inscrevem no reportório da música sinfónica. É porventura o Maestro português que mais ópera dirigiu, quer em quantidade mas principalmente em diversidade. Também dirigiu em 1ª audição absoluta ou 1ª audição moderna em Portugal, obras de compositores como António Victorino d’Almeida, Cláudio Carneyro, João Domingos Bomtempo, ou João Pedro Oliveira.

A par da sua longa atividade artística, o maestro Manuel Ivo Cruz cultivou uma bibliofilia intensa que lhe permitiu reunir o importante acervo documental subjacente ao protocolo estabelecido entre o maestro e o Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa. O destaque do espólio vai para as fontes relevantes do Património Musical Português dos finais do século XIX e primeira metade do Século XX, entre as quais se encontram a obra integral do compositor Ivo Cruz, ou ainda peças de Miguel Ângelo Pereira, Ciríaco de Cardoso ou João Arroyo entre outros.

No entanto, o espólio contém inúmeros itens, tais como partituras de orquestra, óperas, música de câmara portuguesa, muitas delas dirigidas em primeira audição pelo próprio maestro. O acervo é ainda enriquecido por vários libretos dos séculos XVIII e XIX, gravuras, discos, coleções de postais e selos, programas de concerto ou ainda inúmeros livros de referência.

A Universidade Católica Portuguesa, através da linha de ação de Estudos Musicais, do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR),comprometeu-se a proceder à acomodação, tratamento e divulgação do espólio doado, utilizando-o para enriquecer o projeto científico e artístico da Universidade, sendo-lhe atribuído uma sala (Sala Maestro Manuel Ivo Cruz) e disponibilizar o espólio a quem demonstre interesse em conhecê-lo, estudá-lo e interpretá-lo.

Em 25 de maio de 2021, a Biblioteca da Universidade Católica Portuguesa no Porto convidou para a reabertura da nova Sala Maestro Manuel Ivo Cruz. Um espaço que reúne uma biblioteca especializada em música portuguesa: partituras, libretos, programas, gravuras, cartazes, discos, postais, selos e iconografia colecionadas pelo maestro, com Dia de Portas Abertas a 4 de junho.

Seminário Maior do Porto

Situado no Largo D. Pedro Vitorino, 2, 4050-468 Porto, o Arquivo do Seminário Maior do Porto “guarda uma coleção de 22 livros de coro e cantochão dos sécs. XVII e XVIII, provenientes de mosteiros agostinianos, beneditinos e carmelitas da região, entregues ao seminário em 1890 pela direção da Biblioteca Pública Municipal do Porto.” (EMPXX)

Rancho Folclórico do Porto
Folclore no Porto

Grupos etnográficos, tradições e atividades

  • Região etnográfica: Douro Litoral (Douro Litoral Norte)
  • Distrito: Porto
  • Concelho: Porto

04 grupos

  • Grupo de Folclore da Escola Secundária Infante D. Henrique
  • Rancho Folclórico de Paranhos
  • Rancho Folclórico de Ramalde
  • Rancho Folclórico do Porto
Grupo de Folclore da Escola Secundária Infante D. Henrique

O Grupo de Folclore da Escola Secundária Infante D. Henrique foi fundado em 1964 pelo ilustre folclorista e poeta Dr. Pedro Homem de Mello, à data professor desta escola designada Escola Industrial Infante D. Henrique.

O grupo interrompeu a atividade de 1975 a 1992. Em 1992, formou-se com atuais alunos e professores para participarem em intercâmbios com países da União Europeia como a Grécia, Irlanda, Itália e Bélgica. O grupo atuava com trajes e danças de região do Minho e sem músicos, utilizando música gravada.

GFESIDH

Grupo de Folclore da Escola Secundária Infante D. Henrique

Grupo de Folclore da Escola Secundária Infante D. Henrique, créditos João Queirós

A partir de 2002, o GFESIDH reestruturou-se, passando a representar o Folclore da região em que se insere do Douro Litoral. Assim, os trajes, músicas e danças são da região. O atual grupo integra antigos e atuais professores, funcionários, alunos e antigos alunos e seus familiares e amigos.

O grupo está inscrito como CCD na Fundação INATEL na FFP e na FCDP e já atuou na Bélgica, Holanda e um pouco por todo o país quer em festivais nacionais e internacionais CIOFF, quer em escolas, lares, infantários e diversas outras organizações culturais e sociais.

É formado por 60 elementos distribuídos pelo: Grupo de Folclore, Escola e Grupo de Cavaquinhos, feiras rurais e recentemente recriação de danças medievais, cantares de janeiras, e coro litúrgico.

O grupo tem a sua sede na escola que lhe deu o nome e localiza-se na freguesia de Massarelos no Porto, recebendo apoio da Junta de Freguesia e do Conselho Executivo da ESIDH. Colabora no Festival de Massarelos (1º sábado de julho) e no Festival Pedro Homem de Mello. Tenta este grupo respeitar o rigor das danças, músicas e cantares, trajes e instrumentos musicais nas suas atuações e recriações.

Grupo Folclórico de Paranhos

O Rancho Folclórico de Paranhos foi fundado a 9 de outubro de 1979. Desde essa data, recolhe e divulga com seriedade as raízes culturais da sua terra maiata. Recriando algumas das tradições da cidade do Porto, tem vindo a organizar anualmente, e sem interrupção, as seguintes atividades: Encontro de Cantares “Do Natal aos Reis”; Feira Rural em Paranhos à moda antiga e Feira das Tradições.

Tem participado nas Rusgas de São João, em representação da freguesia. Organiza ainda o Festival Internacional de Folclore da Cidade do Porto e o Festival Internacional de Folclore de Paranhos, Desfolhada à Moda Antiga, Cantares de Janeiras e de Reis (de porta a porta).

Em 2005 foi galardoado pela Câmara Municipal do Porto com a Medalha de Mérito Municipal, Grau Prata. Fiel embaixador das nossas tradições tem levado o seu nome a todo o país e ao estrangeiro.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português.

GFP

Grupo Folclórico de Paranhos

Grupo Folclórico de Paranhos

Grupo Folclórico de Ramalde

GFR

Grupo Folclórico de Ramalde

Grupo Folclórico de Ramalde

Rancho Folclórico do Porto

O Rancho Folclórico do Porto foi fundado a 24 de junho de 1982 e apresentou-se à cidade a 24 de junho de 1984. O seu lema é “Sempre Leal” aos costumes que são povo, e o seu objetivo é preservar e difundir as antigas tradições da cidade, relacionadas com a cultura popular.

O reportório folclórico engloba danças, cantares, pregões, cantar de janeiras, desfolhadas, magustos e a celebração de festas aos santos populares.

No entanto, a sua atividade cultural não se restringe ao folclore. Criou os espetáculos Fado do Porto, Um Porto de Vinho, Poetas do Romântico Portuense e As flores do meu Jardim, assim como revisitações de vários poetas do Romântico Portuense.

Organizou espetáculos históricos de comemorações como as Lutas Liberais e Implantação da República, e as rememorações Invasões Francesas e 1ª Guerra Mundial. De igual forma, o Rancho Folclórico do Porto celebra festas religiosas como missas, batizados e autos relativos ao Natal e à Páscoa.

Rancho Folclórico do Porto

Rancho Folclórico do Porto

Os seus trajes foram reconstituídos a partir de postais ilustrados e do livro O Traje Popular em Portugal, de Alberto de Sousa.

Já se apresentou em todo o território nacional, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira. Em atuações internacionais, deslocou-se à Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, China, Croácia, Egito, Espanha, França, Grécia, Hungria, Reino Unido, Itália, Luxemburgo, México, Polónia, Suíça e Rússia.

O GFP é convidado habitual nos canais de televisão portugueses e já atuou para a televisão alemã, austríaca, brasileira, chinesa, croata, egípcia, escocesa, francesa, galega, húngara, espanhola e mexicana. Para memória futura já gravou dezasseis trabalhos discográficos.

EDIÇÕES

Danças e Quadrilhas Durienses

Contradanças e Quadrilhas Durienses: Um projeto de recolha e divulgação do NEFUP, Helena Queirós, Luís Monteiro, Daniela Leite Castro. NEFUP, U.Porto Press, 2021 ISBN-13: 978-989-746-291-7

Contradanças e Quadrilhas Durienses: Um projeto de recolha e divulgação do NEFUP é o resultado do trabalho desenvolvido, durante dois anos, no sentido de dar a conhecer e salvaguardar o riquíssimo património destas danças que ainda sobrevive na região.

Depois de uma breve resenha histórica sobre a origem e a evolução das contradanças e quadrilhas na Europa, o livro faz uma análise dos depoimentos dos marcadores de contradanças e quadrilhas e de outros informadores entrevistados durante o projeto e levanta algumas questões relativas ao processo de fixação destas danças na região, pondo em diálogo visões diversas ou mesmo contraditórias e problematizando as características intrínsecas que as fazem correr o risco de desaparecimento: a obrigatoriedade de conhecimento do campo lexical de mandos por parte de todos os dançadores e o caráter repentista dos mandos dos diferentes marcadores.

É, também, feita uma análise global das estruturas e figuras coreográficas observadas nos registos efetuados durante o projeto, complementada pela sistematização, registo a registo, dos diferentes passos, figuras e mandos, por ordem crescente de complexidade.

Finalmente, apresenta-se um capítulo com transcrições para partituras das melodias recolhidas durante o projeto.

Fontes do Musorbis Folclore:

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

Guilhermina Suggia por Irene Vilar

MÚSICA À VISTA

Sugestões de património edificado

para uma rota musicoturística no Concelho do Porto

Rua Tenente Valadim

Ramalde

Guilhermina Suggia

Guilhermina Suggia por Irene Vilar

Estátua de Guilhermina Suggia por Irene Vilar

Estátua de Guilhermina Suggia por Irene Vilar, situada em Ramalde, espaço relvado (condomínio Banco Português de Investimento), Rua do Tenente Valadim, inaugurada em 07-12-1989.

Rua de Cândido dos Reis, 117 4050-152 Porto

Azulejo de Wagner

Wagner, na antiga Biblioteca Musical

Wagner, na antiga Biblioteca Musical

Azulejo de Beethoven

Beethoven, na antiga Biblioteca Musical

Beethoven, na antiga Biblioteca Musical

Situada na Rua Cândido dos Reis, 115, no Porto, a Biblioteca Musical do Porto foi fundada em 1927. Tornou-se desde então uma instituição ícone na Cidade ao serviço do universo musical do País.

Foi remodelada para fazer face aos novos desígnios do mercado, sendo renovado todo o âmbito da sua oferta. Além da venda de partituras, que a notabilizou, a Biblioteca Musical do Porto colocaria no mercado livros e revistas de Dança, Música, Teatro e Teatro Musical, além da mostra regular de vídeos de concertos, coreografias, óperas, teatro, e de pequenas apresentações públicas ao vivo destas expressões artísticas. Seria, igualmente, um espaço aberto a exposições de Pintura, Desenho, Fotografia, Escultura, e viria, também, a organizar “workshops” e atividades várias na área da Dança, Drama, Movimento e Música.

Praça de Almeida Garrett 4000-069 Porto

Estação de São Bento

O átrio principal da estação é revestido de cerca de 20 mil azulejos, uma obra do pintor Jorge Colaço que levou 11 anos a concluir. Esta é uma cena musical que passa muitas vezes despercebida.

Azulejo de harpista

Azulejos da Estação de São Bento, Porto, créditos Sónia Sousa

Azulejos da Estação de São Bento, Porto, créditos Sónia Sousa

Rua da Alegria, 665

Casa de Guilhermina Suggia

Casa onde nasceu Guilhermina Suggia, violinista

Casa onde viveu Guilhermina Suggia, violinista

De acordo com o Público a 26 de maio de 2017, cidadãos pediram a classificação da casa onde nasceu Guilhermina Suggia.

Rua do Campo Alegre 1191, 4150-181 Porto

Jardim Botânico do Porto

Gonçalo Sampaio

Busto de Gonçalo Sampaio, por Abel Salazar, no Jardim Botânico do Porto

Busto de Gonçalo Sampaio, por Abel Salazar, no Jardim Botânico do Porto

O Jardim Botânico do Porto situa-se nos jardins da Quinta do Campo Alegre ou Casa dos Andresen, na freguesia de Lordelo do Ouro, na cidade do Porto, Portugal.

Endereço: Rua do Campo Alegre 1191, 4150-181 Porto
Telefone: 22 040 8700

Pedro Ribeiro, encenador e designer, do Porto
Músicos naturais do concelho do Porto
César de Oliveira

César de Oliveira nasceu no Porto em 1977. Estudou no Conservatório de Música do Porto e na Escola Superior de Música de Lisboa. Teve como professores Fernando Lapa, António Pinho Vargas, Christoper Bochmann e Luís Tinoco. Trabalhou ainda com Jorge Peixinho, Emmanuel Nunes, Helmut Lachenmann, Salvatore Sciarrino, entre outros.

Pedro Almeida

Pedro Almeida nasceu no Porto. Desde muito cedo mantém com a música uma relação de verdadeira paixão, tendo feito ainda na infância a sua iniciação ao piano num processo autodidata, evidenciando bem cedo muitas facilidades, nomeadamente no campo da improvisação. Nesta fase, e ao ser observado por alguns nomes já consagrados na música, foi desde logo incentivado a seguir a carreira musical, pelo que ingressou no Conservatório de Música do Porto, como aluno da Academia de Música de Espinho. Concluído que foi o 9º ano de escolaridade, em 1997, candidatou-se com êxito à Escola Profissional de Música de Espinho, onde, mantendo o piano como instrumento predileto, frequentou o curso de Percussão/Composição, que terminou com muito bom aproveitamento.
Ingressou na Universidade de Aveiro onde, na área de Composição, frequenta o curso de Licenciatura em Ensino da Música.

OUTROS MÚSICOS

Álvaro Salazar

Álvaro Salazar, compositor, do Porto

Álvaro Salazar, compositor, créditos Bruno Nacarato

Carlos Ferreira

Carlos Ferreira, clarinetista, natural do Porto

Carlos Ferreira, do Porto, ft Daniel Delang

Joaquim Pavão

Joaquim Pavão, guitarrista, compositor e realizador

Joaquim Pavão, guitarrista e realizador

Rui Gama

Rui Gama, guitarrista, natural do Porto

Rui Gama, guitarrista, natural do Porto

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HISTÓRIA DA MÚSICA

Gunther Arglebe

Gunther Arglebe (1933-2010), diretor de orquestra, nasceu no Porto, em 1933, onde iniciou, aos 12 anos, estudos de flauta e violino no Conservatório de Música do Porto. Integrou a Orquestra Sinfónica do Porto na sua fundação, em 1947, mas foi na Alemanha que se formou em direção de orquestra. O maestro esteve ligado a vários grupos do Porto, nomeadamente a Orquestra de Câmara Pró-Música e o Círculo Portuense de Ópera, assim como o Orfeão Universitário do Porto, do qual foi regente até 1969, altura em que foi dirigir a Orquestra Sinfónica.

Escolheu Vila Nova de Gaia para viver (São Félix da Marinha) e Gaia reconheceu-lhe o afeto – o maestro Arglabe recebeu a Medalha Grau Ouro do município. Mário Dorminsky, pupilo do maestro no Círculo Portuense de Ópera e era na altura Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Gaia descreveu-o como um homem com uma “fantástica vida de melómano” que “sempre soube fundir os prazeres da música com os da vida”.

Joaquim Casella

“O violoncelista Joaquim Casella (1838-1905) pertencia a uma distinta família de músicos italianos: era o irmão mais novo do famoso violoncelista Cesare Casella e tio do compositor Alfredo Casella (1883-1947). Casella veio para o Porto em 1872 contratado para a orquestra do Teatro de S. João. Adepto incondicional da música italiana, mais concretamente de ópera italiana, Joaquim Casella é descrito por Arroio como sendo um músico “educado na maneira italiana, som formosíssimo levemente feminino”. (Ana Maria Liberal)

Resende Dias

António Martins da Silva Dias, que usou como nome artístico Resende Dias, nasceu na cidade do Porto no dia 25 de abril de 1916 e morreu a 28 de janeiro de 1992. Recebeu da sua mãe – professora Emília Resende – as primeiras lições de Música, tendo em seguida frequentado as Classes de Violino, Piano e Composição no Conservatório de Música do Porto, onde concluiu o Curso Superior de Violino com a classificação de 19 valores.

Desde muito novo compôs grande variedade de músicas, tendo-se inscrito na Sociedade Portuguesa de Autores em 1935. Ainda adolescente, começou a colaborar nas páginas infantis do “Jornal de Notícias” e de “O Primeiro de Janeiro”, com ilustrações já notáveis de seu irmão, Júlio Resende. Poucos anos volvidos, foram ambos convidados a participar na revista infantil “O Papagaio”, passando a dirigir no Porto os respetivos espetáculos infantis e programas radiofónicos. Com sua mãe e irmãos, fundou o “Rádio Clube Infantil”, onde ampliou a atividade. Apoiou também os Cursos de Música que entretanto se iniciaram, apresentando atuações no Cinema Olímpia, Teatro Carlos Alberto, Cinema Rivoli e Coliseu do Porto. Aos dezasseis anos organizou a sua primeira Orquestra Ligeira, atuando regularmente em recintos selecionados.

Por concurso do Emissor Regional do Norte da Emissora Nacional, dirigiu programas de variedades radiofónicos. Apresentou apenas trechos de autores portugueses, durante mais de trinta anos. Foi uma oportunidade de lançamento para muitos jovens artistas, nomeadamente cançonetistas do Norte. Também a Delegação do Porto da FNAT lhe confiou a direção de todos os Serões para Trabalhadores durante longos anos; teve assim ocasião para percorrer o país, com particular incidência na zona nortenha. Desde a sua fundação e até 1983, integrou a Orquestra Sinfónica do Porto, como violetista. Nessa altura pede a Aposentação para dar melhor assistência ao Centro de Arte e Cultura Popular de Bairro (Vila Nova de Famalicão), onde constituiu uma Orquestra Juvenil de sessenta elementos; especialmente com repertório clássico, deu variados Concertos, salientando-se os últimos, no Casino Estoril, em dezembro de 1989, por solicitação e com a presença do então Ministro da Juventude.

Como compositor, é de realçar a sua participação em Festivais Nacionais e Internacionais; nos dois primeiros Festivais da Canção Portuguesa, em que participou por convite, recebeu uma Medalha da Emissora Nacional pela canção “Maria do Céu” e uma Filigrana pela canção “Regresso”, canção que então lançou António Calvário e que foi gravada em muitos países. No Segundo Grande Prémio RTP da Canção Portuguesa, já disputado, ganhou o segundo lugar com a canção “Amor”, cantada por Artur Garcia. A Junta de Turismo da Figueira da Foz atribuiu o 1º Prémio à sua canção “Figueira”, que foi apresentada por Simone de Oliveira. De salientar também a participação nos Concursos das “Grandes Marchas Populares” onde, entre muitos outros concorrentes, chegou a acumular quatro grandes prémios no mesmo ano (1971): 1º e 2º em Lisboa e 1º e 3º no Porto. A sua dedicação ao setor infantil destaca-se, particularmente, nos Concursos “Gala dos Pequenos Cantores”, na Figueira da Foz, e “Festival Rabelo Douro”, no Porto, com vários primeiros prémios, entre os quais “Beijinhos”, com letra e música de sua autoria.

Do vasto número das suas Canções – mais de setecentas estão inscritas na Sociedade Portuguesa de Autores – muitas tornaram-se verdadeiros êxitos populares: “Doce da Teixeira”, “A Moda da Amora Negra”, “O Porto Canta”, “Piquenique no Monte”, “Tarde Triste no Campo Pequeno”, “De Rosa ao Peito”,… Participou com assiduidade no Teatro de Revista. Já em 1948 se apresentou no Teatro Sá da Bandeira a primeira Revista que musicou, onde reuniu alguns dos artistas de prestígio da época. A partir daí, cerca de três dezenas de Revistas têm a sua autoria, tendo sido exibidas com maior frequência em Lisboa (Parque Mayer e Monumental) e no Porto (Teatro Sá da Bandeira). A participação na Televisão foi diversa, destacando-se os Programas “Música Maestro” e “Os anos não contam”, que inteiramente lhe foram dedicados e preenchidos exclusivamente com músicas de sua autoria. Saliente-se ainda que, a convite do cineasta António Lopes Ribeiro, improvisou ao piano acompanhamento sonoro aos filmes mudos transmitidos nalgumas séries do “Museu do Cinema”. Por curiosidade, registe-se que a sua primeira colaboração no cinema data de 1941, no filme “Aniki-bóbó”, de Manoel de Oliveira, com produção de António Lopes Ribeiro.

Recebeu Medalhas de Mérito das Câmaras Municipais do Porto e de Lamego. Foi alvo de diversas outras homenagens, entre as quais se salienta a que o Rotary Club do Porto organizou há já bastantes anos no Hotel do Porto (como agradecimento pela colaboração em festas no Hospital Maria Pia, Sanatório Marítimo do Norte e outros); a homenagem comemorativa dos 50 anos de atividade profissional, a promovida pela Radiodifusão Portuguesa no Monumental Casino da Póvoa de Varzim, outra pelo Rotary Club Porto-Douro, ainda em Lisboa pelo Clube Português da Banda Desenhada, a Homenagem “Obrigado Resende Dias”, feita no Clube Fenianos Portuense por muitos artistas. Da toponímia da sua cidade faz parte a “Praceta do Maestro Resende Dias”. Para além da sua música continuar a ser divulgada em espetáculos, Casas de Fado, na Rádio e na Televisão, alguns dos seus êxitos têm sido editados ou reeditados em suporte digital. Rosa Branca foi escolhida por Mariza para integrar o seu CD Terra, tendo também sido escolhida esta música para o respetivo videoclip.

Sociedade de Quartetos

“Em 1874 era fundada, no Porto, a Sociedade de Quartetos, um grupo de música de câmara formado porcinco dos mais destacados instrumentistas da cidade. O aparecimento deste agrupamento provocou umarevolução no meio musical portuense, muito por causa da novidade que supôs na época interpretarrepertório de referência da literatura de camara europeia, quase todo em primeira audição. Joaquim deVasconcelos e José Cândido Miranda Guimarães publicaram na imprensa portuense criticas às duasprimeiras temporadas de concertos.” (Ana Maria Liberal)

Victor Macedo Pinto

Victor Coelho de Macedo Pinto nasceu no Porto, em 1917. Distinguiu-se como compositor, pianista e crítico musical. Foi discípulo de Luís Costa, Vianna da Motta e Winfried Wolf, em piano, e de Cláudio Carneyro e Fernando Lopes-Graça, em composição. Personalidade multifacetada e de sólida cultura, além de exercer uma notável carreira de pianista, foi professor nos Conservatórios de Coimbra, Braga e Porto, onde lecionou nos Cursos Superiores de Piano e Composição. De entre as publicações para as quais Victor Macedo Pinto escreveu, contam o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, O Primeiro de Janeiro, Seara Nova, Gazeta Musical e Arte Musical. A para da sua carreira como músico, Macedo Pinto formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, exercendo a magistratura nos Tribunais de Trabalho.

Em 1948, ingressou na carreira diplomática, desempenhando funções no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Em 1957, ocupou o seu último posto, em Carachi (Paquistão), desempenhando funções de Secretário da Legação Portuguesa. Victor Macedo Pinto faleceu no Porto, em 1964.

A sua obra musical, constituída por uma grande diversidade de géneros, caracteriza-se por um lirismo essencialmente lusitano, apresentando um carácter simultaneamente nacional e cosmopolita. De particular expressão são as Sete Canções Antigas (1950), que o compositor escreveu para canto, flauta e piano, e a Sonata para Violino e Piano, reveladora do seu ecletismo musical. Das suas obras, destacam-se ainda Elegia a Luís Costa, para piano, e as músicas de cena para Medeia, de Eurípedes, para flauta, piano e percussão, e Antígona, de Sófocles, para canto, flauta, piano e percussão. (Elisa Lessa)

Ernesto Veiga de Oliveira

Ernesto Veiga de Oliveira, musicólogo, do Porto

Ernesto Veiga de Oliveira, musicólogo, do Porto

Gabino Ferreira

Gabino Ferreira, fadista, do Porto

Gabino Ferreira, fadista, do Porto

Vítor Macedo Pinto

Vítor Macedo Pinto, compositor, do Porto

Vítor Macedo Pinto, compositor, do Porto

Teatro Helena Sá e Costa

AUDITÓRIOS DO CONCELHO

TEATRO HELENA SÁ E COSTA

O Teatro Helena Sá e Costa (THSC) é uma estrutura integrada na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), construída de raiz no seu pátio interior. O THSC tem como missão divulgar e fomentar as Artes, enquanto ferramentas do processo do conhecimento e do crescimento integral do indivíduo, nas vertentes da dança, música e teatro, potenciando a revelação de novas tendências e suportando movimentos de projetos artísticos embrionários dentro e fora da instituição. Os seus objetivos passam por promover projetos artísticos capazes de captar e fidelizar novos segmentos de público(s) e por participar na dinamização cultural da cidade do Porto. O THSC tem como estratégia a apresentação de novas criações e criadores, o acolhimento de produções exteriores, particularmente inseridas nas novas linguagens das artes performativas e multimédia e o acolhimento das produções da ESMAE nas áreas da música e teatro. O projeto é da autoria de Filipe Oliveira Dias (Porto, 16 de outubro de 1963 – Porto, 15 de outubro de 2014), autor dos teatros de Bragança, Vila Real e Helena Sá e Costa, no Porto, entre outras obras.

CONTACTOS

  • Endereço: Rua da Escola Normal, 39 | Rua da Alegria, 503
  • Telefone: 225 193 765 | 225 193 760
  • Telemóvel: 961 631 382
  • Email: thsc@esmae.ipp.pt
Guilhermina por Augustus John, 1923

MÚSICA PARA OS OLHOS

Elementos de Iconografia Musical do Porto

Casa da Música

Azulejos da Casa da Musica, Porto

Azulejos da Casa da Musica

Azulejos da Casa da Musica, Porto

Museu Nacional Soares dos Reis

Prato, Coimbra (?), sécs. XVIII-XIX, MNSR.

Prato, Coimbra (?), sécs. XVIII-XIX, MNSR.

Prato de Coimbra (?), sécs. XVIII-XIX, do Museu Nacional Soares dos Reis.

Tambores

Augusto Roquemont, Procissão em Guimarães

Augusto Roquemont, Procissão em Guimarães

Augusto Roquemont (Genebra, 1804 – Porto, 1852), Procissão [em Guimarães] (pormenor) uma das obras da exposição permanente do Museu Nacional Soares dos Reis (créditos: Sónia Duarte)

Tocador de flauta

Tocador de flauta, séc. XIII, Museu Nacional Soares dos Reis

Tocador de flauta, séc. XVIII

Tocador de flauta, séc. XVIII, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto

Ainda no Museu Nacional Soares dos Reis encontra-se Daphnis e Chloé, óleo sobre tela, 114 x 74 cm, pintura de Henrique Pousão, pintor português que nasceu em Vila Viçosa, em 1859, e morreu em Vila Viçosa, no ano de 1884.

Coliseu do Porto

Entrada do Coliseu do Porto

Entrada do Coliseu do Porto

Lira e canto à entrada do Coliseu do Porto

Igreja do Bonfim

Rei David tocando harpa, órgão da igreja do Bonfim, Porto

Rei David tocando harpa

Rei David tocando harpa, órgão da igreja do Bonfim, Porto

São Bento da Vitória

Rei David tocando harpa, Igreja de São Bento da Vitória

Rei David tocando harpa, Igreja de São Bento da Vitória

António Carneiro (1872-1930)
Órgão do Coro Alto da Igreja de São Bento da Vitória, Porto, 1924

Órgão do Coro Alto da Igreja de São Bento da Vitória, Porto, 1924

Órgão do coro alto da Igreja de São Bento da Vitória, Porto, 1924, óleo sobre tela, 55 x 40 cm.

Guilhermina Suggia, violoncelista portuense

Guilhermina Suggia tocando violoncelo

Guilhermina Suggia, violoncelista, por Augustus John

Madame Suggia, por Augustus John

“Madame Suggia”, um dos melhores quadros do mestre inglês Augustus John (1878-1961), está exposto na Tate Gallery, em Londres. O violoncelo é o famoso Montagnana oferecido à portuguesa por lorde Edward Hudson, seu noivo, que também encomendou o quadro. Hudson cancelou a encomenda quando Suggia quebrou o noivado, mas Augustus decidiu, mesmo assim, terminá-lo.

Guilhermina Suggia tocando violoncelo

Guilhermina por Augustus John, 1923

Guilhermina Suggia por Augustus John, 1923

A violoncelista portuense Guilhermina Suggia, por Augustus Edwin John, óleo sobre tela, 102 x 77 cm, datada de 1923

Grande violoncelista portuguesa de ascendência italiana, Guilhermina Augusta Xavier de Medim Suggia nasceu em 27 de junho de 1885, na freguesia de S. Nicolau, no Porto e morreu a 30 de julho de 1950, na sua casa da Rua da Alegria, 665, também no Porto. Suggia revelou uma tendência prematura para a música e tem como primeiro professor de violoncelo o pai, Augusto Suggia, que reconheceu na filha o imenso talento musical que viria a confirmar-se numa notável carreira internacional. Visando distinguir o melhor aluno do Curso Superior de Violoncelo do Conservatório de Música do Porto, foi instituído por vontade testamentária da violoncelista o Prémio Guilhermina Suggia, atribuído pela primeira vez em 1953. Guilhermina Suggia tem ruas com o seu nome em Lisboa, Porto, Cacém, Loures e Ermesinde e monumentos no Porto e Matosinhos.

Sé do Porto, tempo com órgãos
Órgãos de tubos do concelho do Porto

O Porto é uma cidade e concelho com uma longa e rica História e isso reflete-se nos seus órgãos de tubos. É um dos três concelhos com mais extenso portefólio de instrumentos do género em Portugal e a cidade portuguesa com mais grandes órgãos nos últimos 50 anos. A cidade tem condições ótimas para a realização de ciclos de órgão e festivais como o Festival Internacional de Órgão do Porto e Grande Porto. Destacam-se entre as instituições académicas, o Conservatório de Música do Porto, a Escolas das Artes e a Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos, na Torre da Marca, esta mais voltada para a formação de organistas para as paróquias. De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Capela do Cemitério de Agramonte

A Capela do Cemitério de Agramonte dispõe de um órgão histórico da autoria de Augusto Joaquim Claro, construído em 1890, com teclado manual dividido com quatro registos com pedal de expressão, restaurado em 1996 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden (com sede em Esmoriz).

Capela das Almas

Órgão ibérico da capela das almas

Órgão ibérico da Capela das Almas

A Capela das Almas, na Rua de Santa Catarina, dispõe de órgão de um teclado manual com dez meios registos [ I ; (5+5) ], da autoria de José Joaquim Fonseca?, construído no XIX?, restaurado em 1993 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 3.

Conservatório de Música do Porto

Órgão positivo moderno de estudo

Escola das Artes

UCP

Órgão positivo de estudo

Órgão da Escola das Artes Sala 1.2

Órgão da Escola das Artes Sala 1.2

Piso -1, sala 2

> Piso -1, sala 9

Piso -1, sala 10

Órgão positivo de estudo

Órgão da Escola das Artes Sala 1.10

Órgão da Escola das Artes Sala 1.10

Sala de orquestra

Órgão positivo de estudo

Órgão da Escola das Artes Sala de Orquestra

Órgão da Escola das Artes Sala de Orquestra

Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos

A Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos, no Centro de Cultura Católica, Torre da Marca, possui um órgão positivo de estudo.

Montra

Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos

Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos

Igreja Anglicana de St. James

Igreja da Boavista

Órgão moderno

Órgão moderno da igreja Matriz da Boavista

Órgão moderno da Igreja da Boavista

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Boavista, também conhecida como Igreja do do Foco, dispõe de um órgão da autoria de Joaquin Lois Cabello, construído em 2004, de dois manuais e pedaleira.

Igreja da Conceição

No coro alto sobre a entrada, a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida por Igreja do Marquês, possui um grande órgão Georges Heintz, construído em 1998, de três manuais e pedaleira, com acoplamentos. Rui Soares é o organista da Igreja da Senhora da Conceição no Porto.

Órgão Heintz da igreja Matriz da Conceição

Órgão Heintz da igreja Matriz da Conceição

Transeptoórgão positivo

Igreja da Esperança

A Igreja do Colégio de Nossa Senhora da Esperança possui um órgão histórico de tipo inglês Peter Conacher & Co., construído em 1891, restaurado por António Simões em 1989.

Igreja da Foz do Douro

A Igreja Paroquial da Foz do Douro (São João Batista) possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António José dos Santos, construído em 1868.

Igreja da Lapa

No coro alto sobre a entrada, a Igreja da Lapa apresenta um grande órgão Georg Jann, construído em 1995, de quatro manuais e pedaleira com acoplamentos.

Grande órgão Jann

Grande órgão Jann da igreja da Lapa, Porto

Grande órgão Jann da igreja da Lapa, Porto

Filipe Veríssimo e o grande órgão da Lapa

Igreja da Misericórdia do Porto

A Igreja da Misericórdia do Porto possui um órgão com um teclado manual e pedaleira, vinte meios registos [ I+P (10+10) ] da autoria de António José dos Santos Júnior, construído em 1888, inventariação e proposta de restauro pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, com sede em Esmoriz, em 1996, opus 16.

Órgão ibérico

Órgão da Igreja da Misericórdia

Órgão da Igreja da Misericórdia

Igreja do Carmo

A Igreja do Carmo ou dos Carmelitas Descalços possui um órgão histórico de tipo ibérico.

Órgão em tribuna do lado da Epístola

Órgão da Igreja dos Carmelitas

Órgão da Igreja dos Carmelitas

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

A Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, ou dos Terceiros de S. Francisco, possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1801.

Igreja da Trindade

A Igreja da Celestial Ordem da Santíssima Trindade possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído no séc. XIX.

Órgão e Igreja da Trindade, créditos Constantin Sandu

Órgão e Igreja da Trindade, créditos Constantin Sandu

Igreja da Vitória

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória possui no coro alto um órgão histórico.

Igreja de Campanhã

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Campanhã possui um órgão de tubos.

Igreja de Cedofeita

A Igreja Paroquial de São Martinho de Cedofeita, ou Igreja Nova de Cedofeita, dispõe de um grande órgão Th. Kuhn, inaugurado em 2000, de três teclados manuais e pedaleira, com acoplamentos.

Grande órgão moderno

Grande Órgão da Igreja de Cedofeita

Grande Órgão Th. Kuhn da Igreja de Cedofeita

Igreja de Lordelo do Ouro

A Igreja de São Martinho de Lordelo do Ouro possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído por volta de 1800.

Igreja de Massarelos

A Igreja Paroquial de Massarelos (Corpo Santo) possui um órgão de tubos.

Igreja de Miragaia

A Igreja Paroquial de São Pedro de Miragaia possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António José dos Santos, construído em 1864.

Igreja de Paranhos

A Igreja Paroquial de São Veríssimo de Paranhos dispõe de um órgão histórico da autoria de António José dos Santos, construído em 1884, restaurado em 1991 por António Simões.

Órgão ibérico

Órgão ibérico da igreja de Paranhos

Órgão ibérico da Igreja de Paranhos

Igreja de Ramalde

A Igreja Paroquial São Salvador de Ramalde, ou Igreja Nova de Ramalde, possui um órgão de coro, moderno.

Órgão de tubos da igreja de Ramalde

Órgão de tubos da igreja de Ramalde

Igreja de Santa Clara

Em tribuna própria, no lado da Epístola, a Igreja do Convento de Santa Clara apresenta um órgão histórico da autoria do Padre Lourenço da Conceição, seg. W. Jordan, construído em data desconhecida.

Órgão em tribuna própria

Órgão da Igreja de Santa Clara

Órgão da Igreja de Santa Clara

positivo

Igreja de Santo Ildefonso

Órgão histórico da igreja de Santo Ildefonso

Órgão histórico da Igreja de Santo Ildefonso

A Igreja Paroquial de Santo Ildefonso dispõe de um órgão de dois teclados manuais [ II ; (12+13)] da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1811, restaurado em 2006 pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 49.

Igreja de São Bento da Vitória

A Igreja do antigo mosteiro beneditino de São Bento da Vitória possui um órgão histórico de tipo ibérico, de dois teclados manuais [ II; (22+21) ], da autoria de Fr. Manuel de São Bento (c. 1720), inventariação e proposta de restauro da Oficina e Escola de Organaria, opus 17, em 1996, restaurado em 2001 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 32.

Órgão do lado da Epístola

Órgão da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Órgão da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Órgão mudo

Órgão mudo da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Órgão mudo da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Igreja de São Francisco

A Igreja do antigo Convento de São Francisco possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Francisco António Solha, construído em 1770.

Órgão histórico da Igreja do antigo Convento de São Francisco

Órgão histórico da Igreja do antigo Convento de São Francisco

Igreja de São João Novo

Igreja de São José das Taipas

A Igreja de São José das Taipas possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto?, construído em data desconhecida.

Órgão em tribuna própria

Órgão da Igreja de São José das Taipas

Órgão da Igreja de São José das Taipas

Igreja de São Lourenço

A Igreja de São Lourenço, também conhecida por Igreja dos Grilos, ou Igreja do Colégio dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico de um teclado manual [ I;(14+14) ], (c. 1785) restaurado em 1998 pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 24.

Órgão ibérico

Órgão histórico da igreja de São Lourenço

Órgão histórico da Igreja de São Lourenço

Igreja de São Nicolau

A Igreja Paroquial de São Nicolau possui um órgão de tubos.

Igreja do Bonfim

órgão de tubos da igreja matriz do Bonfim

Órgão de tubos da Igreja Paroquial do Bonfim

A Igreja Paroquial do Senhor do Bonfim e da Boa Morte possui no coro alto um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Frei Domingos Varela, construído em 1817. Foi executado para o Mosteiro de S. Bento de Ave Maria, desaparecido, donde foi mudado para a Igreja do Bonfim.

Igreja da Ordem Terceira do Carmo

A Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo , ou dos Terceiros do Carmo, dispõe de um órgão histórico Peter Conacher & Co., construído em 1881.

Órgão e coro alto

Órgão da Igreja das Carmelitas

Órgão da Igreja das Carmelitas

Igreja do Terço

A Igreja de Nossa Senhora do Terço e Caridade possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António José dos Santos, construído em 1863.

Igreja dos Anjos

Na Rua dos Bragas, a Igreja de Nossa Senhora dos Anjos possui um órgão de tubos.

Igreja dos Clérigos

Rui Soares é desde dezembro de 2015, responsável pelos concertos de órgão diários na Igreja dos Clérigos no Porto.

Do lado do Evangelho, em tribuna própria na capela-mor, a Igreja dos Clérigos dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de J.L. Ciais Ferraz de Acunha, construído em 1774. Foi reparado em 1989 por António Simões a expensas do IPPC, e restaurado pela firma Acitores Organería y Arte, S. L. / Atelier Samthiago.

No lado da Epístola, em tribuna própria na capela-mor, a Igreja dos Clérigos dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de J.L. Ciais Ferraz de Acunha, 1774, restaurado pela firma Acitores Organería y Arte, S. L. Atelier Samthiago.

Órgãos na capela-mor

Órgãos da Igreja dos Clérigos

Órgãos da Igreja dos Clérigos

Igreja dos Congregados

A Igreja dos Congregados dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído por volta de 1815, reparado por António Simões em 1997.

Montra do órgão

Órgão da Igreja dos Congregados

Órgão da Igreja dos Congregados

Igreja dos Redentoristas

Igreja do Mirante

A Igreja Evangélica Metodista do Mirante possui um órgão William Sweetland, datado de 1924.

do Porto

Lado do Evangelho

Na capela-mor, do lado do Evangelho, a do Porto apresenta um órgão histórico de tipo ibérico da autoria do Padre Lourenço da Conceição, construído em 1726. Foi restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2017.

Na capela-mor, em tribuna própria

Órgão da Sé do Porto lado do Evangelho

Órgão da do Porto lado do Evangelho

Lado da Epístola

Na capela-mor, em tribuna própria do lado da Epístola, a (Catedral) do Porto apresenta um órgão histórico de tipo ibérico da autoria do Padre Lourenço da Conceição, construído em 1726. Foi reparado por António Simões em 1984, a expensas da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi restaurado novamente em 2017, por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Na, capela-mor, em tribuna própria

Órgão da Sé do lado da Epístola

Órgão da do lado da Epístola

Capela de São Vicente

A Capela de São Vicente possui um  órgão de um teclado manual [ I; 5(1+2)] da autoria do P. Lourenço da Conceição, construído no séc. XVIII, inventariação e proposta de restauro pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 41, em 2003.

Órgão e tribuna

órgão da capela de São Vicente, sé do Porto

órgão da capela de São Vicente, do Porto

Coro alto

No coro alto sobre a entrada, a do Porto dispõe de um grande órgão de três teclados manuais e pedaleira com acoplamentos [ III+P ; 45 ] construído por Georg Jann, inaugurado em 1985, manutenção pela Oficina e Escola de Organaria, opus 11, em 1995. Tem tido uso regular em concerto desde a sua inauguração.

Grande órgão Jann da Sé do Porto

Grande órgão Jann da do Porto

Seminário Maior do Porto

A Capela do Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição dispõe de um órgão Harm Kirschner, datado de 2002.

Órgão moderno

Órgão moderno da capela do Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição

Órgão moderno da Capela do Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição

Órgão desaparecidos

O desaparecido Palácio de Cristal tinha um grande órgão.

Grande órgão desaparecido do antigo Palácio de Cristal

Grande órgão desaparecido do antigo Palácio de Cristal

FOI NOTÍCIA

Órgão de tubos da Capela de Nossa Senhora dos Anjos

A 8 de julho de 2004, a Agência Ecclesia informava que sábado, dia 10 de Julho, seria inaugurado o órgão de tubos na Capela de Nossa Senhora dos Anjos, Rua dos Bragas, Porto, a cargo dos Frades Franciscanos (OFM).

No âmbito de grandes obras de restauro e requalificação da Capela e da casa anexa que iriam proporcionar novos espaços para o desenvolvimento de ações pastorais e culturais dos Franciscanos no Porto, o novo Órgão substituiu outro anteriormente transferido para o Convento de Montariol.

Este novo instrumento foi concebido pelo organeiro Manuel Santos Fonseca e construído pela empresa Masof-Organ. É composto por três secções – grande órgão, expressivo e pedal tendo a consola dois manuais com extensão de cinquenta e seis notas. O pedal tem trinta e duas notas cromáticas.

No concerto inaugural, pelo organista Carlo Stella catedrático no Conservatório de Milão seriam interpretadas obras de diversos autores e épocas como Manuel Rodrigues Coelho (1570-1635); Pablo Bruna (1611-1679); Buxtehude (1637-1707); Johan Sebastian Bach (1685-1750); Carlos Seixas (1704-1742) e Juan de Sessé (1736-1801).

Grande órgão da igreja da Lapa

O órgão de tubos da igreja da Lapa é o maior da Península Ibérica, possuindo um total de 4.307 tubos e um carrilhão de 42 sinos.

A 17 de Julho de 1756 iniciou-se a construção da igreja da Lapa, que viria a substituir uma capela mais pequena. Na capela-mor encontra-se o coração de D. Pedro IV, que foi oferecido pela viúva a Imperatriz D. Amélia de Beauharnais.

No dia 5 de maio de 1991, foi assinado na igreja o contrato de compra do órgão de tubos à firma alemã Georg Jann Orgelbau Meisterbetrieb. Assim, nos finais de maio de 1995, foi inaugurado o “grande órgão de tubos da Igreja da Lapa”. O construtor, Georg Jann, considera o instrumento que se encontra na Lapa a sua obra-prima, tendo-se mudado para Portugal para ficar mais próximo dela.

O maior tubo do órgão é de madeira e mede 10,12 metros de altura. O tubo mais pequeno é de metal e mede 9 milímetros.

Segundo Filipe Veríssimo, organista residente da igreja da Lapa, as principais diferenças entre o órgão da Lapa e os órgão ibéricos “residem principalmente no teclado”.

“O da igreja da Lapa tem quatro teclados, enquanto os ibéricos têm um, no máximo dois”, diz, acrescentando que os órgãos ibéricos se caracterizam por terem tubos na horizontal ou em chamada, mas, também, por terem teclado repartido e uma oitava curta, não possuindo pedais para tocar notas, mas sim para fazer efeitos, “como passarinhos e sininhos”.

A inspiração do órgão de tubos da Catedral do Porto:

Muitos organistas portuenses, como Filipe Veríssimo e Rui Fernando Soares, que toca na igreja dos Carmelitas, descobriram a paixão por órgãos de tubos quando ouviram pela primeira vez o ressoar das teclas do instrumento da Catedral do Porto.

Filipe Veríssimo teve um amor à primeira vista, quando ouviu a música que entoava das teclas deste tipo de órgãos. Segundo o organista da igreja da Lapa, esta sensação surgiu por volta de 1985, altura em que foi construído o órgão de tubos da Catedral do Porto, grande impulsionador do restauro e construção de mais destes instrumentos na cidade.

“Comprei uma cassete com música de órgão e a partir desse momento fiquei obcecado por encontrar o instrumento que tivesse aquela sonoridade. Quando descobri o órgão da Catedral do Porto, comecei a faltar às aulas para olhar os tubos”, afirmou Filipe Veríssmo.

Rui Fernando Soares sempre foi apaixonado por música, mas quando ouviu pela primeira vez um órgão de tubos – o da Catedral do Porto – ficou impressionado. “Saí da Catedral do Porto aos berros quando ouvi o órgão a tocar, mas foi este medo que fez com que hoje tenha respeito por este tipo de instrumento”, referiu.

O órgão da do Porto foi construído em 1985 e tem um total de 3.510 tubos. A construção deste instrumento impulsionou a edificação e restauro de órgãos de tubos por toda a cidade e diocese do Porto.

Cf. Marisa Ferreira, U.Porto, Ciências da Comunicação, 30 abril 2008

Órgão de tubos da igreja dos Carmelitas

Construído em 1784 pelo organeiro bracarense Jozé António de Souza. o órgão de tubos da igreja de Nossa Senhora do Carmo ou Carmelitas foi notícia em 2008, devido ao restauro de que foi alvo.

Para Rui Fernando Soares, organista do órgão dos Carmelitas, “o resultado final do restauro foi uma surpresa, pois ninguém conhecia o timbre do órgão”. “Não se mexe num órgão de 200 anos, como se mexem em flores, pois corremos o risco de roubar a historicidade ao instrumento”, referiu.

O órgão dos Carmelitas, de estilo ibérico, tem um total de 1.067 tubos. A empresa responsável pelo restauro do órgão dos Carmelitas, que se encontrava em avançado estado de degradação, foi a Orguian, criada por Georg Jann, responsável pela construção do órgão da Lapa.

Órgãos históricos da do Porto

Em 2017 os órgãos históricos da do Porto, do século XVIII, mas com alterações nos séculos seguintes, eram notícia, por estarem a ser alvo de operações de conservação e restauro que culminam em abril após cerca de dois anos de intervenção.

São dois órgãos de tubos que convivem frente a frente num templo classificado como Monumento Nacional, sendo um designado como “órgão do evangelho”, à esquerda para quem está de frente para o altar, e outro como “órgão da epístola”.

O mestre organeiro Dinarte Machado, responsável pelos trabalhos, descreveu à agência Lusa dois órgãos diferentes, cada qual com o seu bilhete de identidade, sendo que o instrumento da esquerda se identifica mais com o século XVIII e o outro com a primeira metade do século XIX.

“A harmonização está a ter em conta essas duas identidades. Mas apesar de as respeitar, é preciso perceber que eles vão tocar juntos. E para que toquem juntos é preciso fazer uma harmonização que dá ao órgão da epístola um som mais grave, complementando o que o órgão do evangelho não tem”, descreveu Dinarte Machado, organeiro há mais de três décadas.

O convite ao mestre que restaurou quase uma centena de órgãos do acervo histórico português, incluindo dezenas nos arquipélagos dos Açores e Madeira, os seis órgãos do conjunto histórico do Palácio Nacional de Mafra, e participou no restauro de instrumentos do Palácio Real de Madrid e da igreja de São Francisco, em Lorca, Espanha, surgiu por parte do Cabido da do Porto, num processo autorizado pela Direção Regional de Cultura do Norte e acompanhado pelo cónego Ferreira dos Santos.

Dinarte Machado contou à Lusa que o trabalho da sua equipa surge depois de duas outras grandes intervenções, uma levada a cabo no século XIX por um organeiro da zona do Porto que assinava com o nome “Santos” e outra feita nos anos 1970 pela empresa holandesa Flentrop.

“O Santos fez uma intervenção no órgão da epístola e aumentou o número de registos graves de base. Foi muito inteligente da parte dele. Não desmistifica em nada o conjunto”, apontou Dinarte Machado que já sobre a operação levada a cabo pela empresa holandesa é menos otimista, considerando que a Flentrop “terá tentado manter as caraterísticas dos órgãos mas aplicou materiais que hoje não são concebíveis”.

“O trabalho dessa firma foi importante por pôr os instrumentos a tocar. Nos anos 1970 encontraram o órgão do evangelho totalmente degradado. Do ponto de vista de filosofia de conservação e restauro não foi uma catástrofe mas foi muito próximo”, analisou.

O mestre organeiro, que foi condecorado pelo Presidente da República e ganhou o prémio internacional Europa Nostra em 2010, teve agora a missão de recuperar a qualidade do vento, corrigindo a posição dos foles, peças que descreve como “os pulmões dos órgãos”.

“Se calhar há quem ache que qualquer um pode fazer isto desde que saiba apertar um parafuso. Não é bem assim”, alertou, acrescentando que conseguiu substituir os “materiais menos nobres” encontrados pelas corrediças originais e históricas que “por acaso estavam conscientemente guardadas”.

Soma-se a correção de aspetos mecânicos e, do lado da epístola, a retirada de um forro de madeira de pinho considerado “prejudicial em termos acústicos”.

Paralelamente à intervenção deste mestre organeiro está a ser feita uma operação nas caixas – os armários – numa lógica de continuidade e cooperação entre artes que Dinarte Machado aplaude.

“Quando entramos numa igreja e olhamos para a caixa de órgão, esta pode não ter nada lá dentro mas ele já começa a soar. A imagem transmite aquilo que já estamos a ouvir pelo que nunca essa imagem pode ser entregue a alguém que não ouve”, apontou.

Preocupado com o futuro do património organeiro do país, Dinarte Machado realça que “é preciso pensar que o restauro dos instrumentos é importante, mas o primeiro mandamento para a manutenção de um órgão é que seja utilizado”, embora advirta para o “respeito pela peça”.

“É importante que as pessoas tenham consciência e digam ‘eu aprendi notas de música, sei tocar, sou dotado, mas a minha especialidade não é organista num órgão histórico’. Um polícia para isso é ridículo. Isto tem de estar na consciência das pessoas. A defesa do nosso património é a defesa da nossa própria identidade”, afirmou.

Quanto ao Porto, Dinarte Machado recomenda “a uma cidade que cada vez mais se expõe aos turistas” que preserve aquilo que é o seu património e a sua identidade, sem esquecer os seus órgãos de tubos.

A ideia do mestre organeiro, que recentemente foi convidado para académico correspondente da Academia Nacional de Bela Artes, é que o Porto crie um roteiro sobre os órgãos de tubos da cidade, a par de uma programação com concertos, envolvendo mecenas e o comércio local.

Lusa/DNArtes, 18 março 2017, consulta a 22 de março