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Filarmónica União Sardoalense
Filarmónicas do Sardoal

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica União Sardoalense

Em 1862, foi criada a “Sociedade Philarmónica Sardoalense” que teve os estatutos aprovados nesse mesmo ano e se terá mantido durante vários anos. Por volta de 1900 existiam duas bandas no Sardoal. Em 1901, foi fundada a “Sociedade Fraternidade Sardoalense” e ficaram duas Bandas, que ficariam conhecidas, em termos populares, como “Música dos Carapaus” e a “Música dos Ciganos”, que protagonizaram algumas rivalidades.

Em 1911 surge a “Filarmónica União Sardoalense”, junção das duas bandas existentes, não havendo dúvidas que teve origem na “Sociedade Filarmónica Sardoalense”, fundada em 1862. A FUS hoje mantém uma Banda de Música com cerca de 40 músicos executantes e 35 alunos na Escola de Música. Continua a participar em festas religiosas e associativas, atividades concelhias, participa em Encontros de Bandas pelo país e conta com a organização do VII Encontro de Bandas Filarmónicas do Sardoal. É regida pelo Maestro Américo João Beirão Rosado da Costa Lobato.

Filarmónica União Sardoalense

Filarmónica União Sardoalense

Igreja Matriz do Sardoal
Órgãos de tubos do concelho do Sardoal [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz do Sardoal

[ Igreja Paroquial ] [ São Tiago e São Mateus ]

Igreja Matriz do Sardoal

Igreja Matriz do Sardoal

Dedicada a São Tiago e São Mateus, a Igreja Matriz do Sardoal foi fundada nos últimos anos do século XIV, sendo objeto de intervenções nas centúrias seguintes. Da campanha quatrocentista subsiste a estrutura exterior, de que se destacam o portal em arco apontado, ladeado por colunelos cujos capitéis mostram a representação de dois rostos, um masculino coroado e um feminino em postura de oração, ostentando uma rosácea de gosto flamejante rasgada sobre este conjunto. A imponente torre sineira com coruchéu, adossada do lado esquerdo da fachada, foi já edificada no século XVI. O interior do templo divide-se em três naves de cinco tramos, marcados por arcos de volta perfeita, sendo o espaço coberto por teto de caixotões de madeira. As naves laterais albergam retábulos em pedra de estrutura maneirista, decorados com motivos grutescos, florões e formas geométricas. Do lado do Evangelho são dedicados a São João Baptista e ao Salvador do Mundo, e do lado oposto, a Nossa Senhora das Dores, São Pedro, à Senhora da Piedade e ao Senhor dos Passos. Ladeando o arco triunfal foram construídas duas capelas, das quais se destaca a Capela do Sagrado Coração de Jesus, onde se encontra colocado o retábulo primitivo da matriz, da autoria da oficina de Vicente Gil e Manuel Vicente, executado no primeiro quartel do século XVI. Do conjunto das sete tábuas que compõem o retábulo avulta “o notável Cristo Abençoado, um dos melhores quadros da Escola de Vicente Gil – Manuel Vicente, pela qualidade do desenho, densidade do olhar sofrido e sentido vigoroso do pathos espiritual” (Idem, ibidem). Na capela-mor sobressai o imponente retábulo joanino, de talha dourada, decorado por parras e uvas, putti, fénix, cujo trono é rodeado pelas imagens de anjos músicos. No conjunto integram-se as imagens de São Tiago e São Mateus, patronos do templo, em mísulas laterais, e a Imaculada Conceição ao centro. O espaço é revestido por painéis azulejares atribuídos a Gabriel del Barco. Estas composições, apresentando a Aparição da Virgem do Pilar a São Tiago e São Tiago Mata-Mouros, são consideradas a última obra do azulejador espanhol.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira