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Rancho Folclórico Os Resineiros de Alcaravela
Folclore no Sardoal

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Rancho Folclórico Os Camponeses de Valhascos
  • Rancho Folclórico Os Resineiros de Alcaravela
Rancho Folclórico Os Resineiros de Alcaravela

Em 2017, o Rancho Folclórico “Os Resineiros” de Alcaravela (Sardoal) realizou o seu 37º Festival de Folclore tendo escolhido a ampla sala e átrio da sede da Associação da Presa. Atuaram o Grupo Folclórico “Os Romeiros” de S. Miguel de Lobrigos (Santa Marta de Penaguião), do Rancho Folclórico de S. Salvador do Monte (Amarante) e do Rancho Regional “Os Esticadinhos” (Cantanhede).

Rancho Folclórico Os Resineiros de Alcaravela

Rancho Folclórico Os Resineiros de Alcaravela

Rancho Folclórico Os Camponeses de Valhascos

Sediado na freguesia de Valhascos, no concelho de Sardoal, o Rancho Folclórico Os Camponeses de Valhascos é uma associação de natureza cultual e etnográfica constituída a 6 de setembro de 1989.

Filarmónica União Sardoalense
Filarmónicas do Sardoal

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica União Sardoalense

Em 1862, foi criada a “Sociedade Philarmónica Sardoalense” que teve os estatutos aprovados nesse mesmo ano e se terá mantido durante vários anos. Por volta de 1900 existiam duas bandas no Sardoal. Em 1901, foi fundada a “Sociedade Fraternidade Sardoalense” e ficaram duas Bandas, que ficariam conhecidas, em termos populares, como “Música dos Carapaus” e a “Música dos Ciganos”, que protagonizaram algumas rivalidades.

Em 1911 surge a “Filarmónica União Sardoalense”, junção das duas bandas existentes, não havendo dúvidas que teve origem na “Sociedade Filarmónica Sardoalense”, fundada em 1862. A FUS hoje mantém uma Banda de Música com cerca de 40 músicos executantes e 35 alunos na Escola de Música. Continua a participar em festas religiosas e associativas, atividades concelhias, participa em Encontros de Bandas pelo país e conta com a organização do VII Encontro de Bandas Filarmónicas do Sardoal. É regida pelo Maestro Américo João Beirão Rosado da Costa Lobato.

Filarmónica União Sardoalense

Filarmónica União Sardoalense

Igreja Matriz do Sardoal
Órgãos de tubos do concelho do Sardoal [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz do Sardoal

[ Igreja Paroquial ] [ São Tiago e São Mateus ]

Igreja Matriz do Sardoal

Igreja Matriz do Sardoal

Dedicada a São Tiago e São Mateus, a Igreja Matriz do Sardoal foi fundada nos últimos anos do século XIV, sendo objeto de intervenções nas centúrias seguintes. Da campanha quatrocentista subsiste a estrutura exterior, de que se destacam o portal em arco apontado, ladeado por colunelos cujos capitéis mostram a representação de dois rostos, um masculino coroado e um feminino em postura de oração, ostentando uma rosácea de gosto flamejante rasgada sobre este conjunto. A imponente torre sineira com coruchéu, adossada do lado esquerdo da fachada, foi já edificada no século XVI. O interior do templo divide-se em três naves de cinco tramos, marcados por arcos de volta perfeita, sendo o espaço coberto por teto de caixotões de madeira. As naves laterais albergam retábulos em pedra de estrutura maneirista, decorados com motivos grutescos, florões e formas geométricas. Do lado do Evangelho são dedicados a São João Baptista e ao Salvador do Mundo, e do lado oposto, a Nossa Senhora das Dores, São Pedro, à Senhora da Piedade e ao Senhor dos Passos. Ladeando o arco triunfal foram construídas duas capelas, das quais se destaca a Capela do Sagrado Coração de Jesus, onde se encontra colocado o retábulo primitivo da matriz, da autoria da oficina de Vicente Gil e Manuel Vicente, executado no primeiro quartel do século XVI. Do conjunto das sete tábuas que compõem o retábulo avulta “o notável Cristo Abençoado, um dos melhores quadros da Escola de Vicente Gil – Manuel Vicente, pela qualidade do desenho, densidade do olhar sofrido e sentido vigoroso do pathos espiritual” (Idem, ibidem). Na capela-mor sobressai o imponente retábulo joanino, de talha dourada, decorado por parras e uvas, putti, fénix, cujo trono é rodeado pelas imagens de anjos músicos. No conjunto integram-se as imagens de São Tiago e São Mateus, patronos do templo, em mísulas laterais, e a Imaculada Conceição ao centro. O espaço é revestido por painéis azulejares atribuídos a Gabriel del Barco. Estas composições, apresentando a Aparição da Virgem do Pilar a São Tiago e São Tiago Mata-Mouros, são consideradas a última obra do azulejador espanhol.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira