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Toca Rufar
Grupos de Bombos no Seixal

Bombos, Zés Pereiras, grupos e eventos de percussão tradicional no Concelho

  • Karmadrums
  • Projecto Rufa Bidon Percussão Urbana e Tradicional
  • Orquestra de Percussão Tocá Rufar

As comunidades reconhecem a Prática dos Bombos como algo fundamental em qualquer momento festivo, assim como uma forma de expressão que reflete os valores e as maneiras de ser e de estar. (Bombo a Património, Tocá Rufar)

Karma Drums

Sediado no Concelho do Seixal, o projeto Karma Drums tem como missão permitir a adolescentes e jovens adultos a inclusão social através da música. Para além da integração social, outro dos objetivos de destaque do projeto Karma Drums é o de contribuir para a integração, nos dias de hoje, do Bombo e da percussão tradicional portuguesa, não deixando que o que é nacional se extinga. A fusão entre o tradicional e o moderno, defendendo e representando sempre a música tradicional portuguesa e o bombo como principal foco de um espetáculo que se destaca por ser original, moderno e sobretudo possuidor de uma entidade própria adquirida nas experiências que o grupo vivência ao longo do seu percurso permitem que o projeto Karma Drums se destaque com as suas coreografias arrojadas e nos ritmos fortes.

Sítio: www.karmadrums.net
Tlm: (+00 351 964 484 104
Correio eletrónico: karmadrumspt@gmail.com

Karma Drums, créditos Toca Rufar

Karma Drums, créditos Toca Rufar

Tocá Rufar

O Tocá Rufar é um projeto modelo de formação artística e cultural para a afirmação e promoção da percussão tradicional portuguesa e do instrumento bombo que se distingue ao colocar a cultura portuguesa, o conhecimento e a arte, em posição privilegiada como fonte de valor, de desenvolvimento e de contemporaneidade; e por torná-los acessíveis a todos os indivíduos.

Toca Rufar

Toca Rufar

Rua Dr. Miguel Bombarda, 40
2840-514 Seixal
(+00 351) 917 575 664
Sítio: www.tocarufar.com
Correio eletrónico: tocarufar@tocarufar.com

IV Congresso do Bombo no Seixal

De 23 a 25 de novembro de 2018 realizou-se no Seixal o IV Congresso do Bombo, com um encontro entre criadores, artistas, tocadores, construtores de instrumentos, professores, educadores artísticos e agentes culturais, e atividades para toda a família.

Debates, palestras, workshops e um desfile com 500 bombos fizeram parte do programa da iniciativa que contou com o alto patrocínio do Presidente da República.

O dia 23 foi de receção aos convidados, com um programa cultural dedicado à prática dos bombos. No dia 24, os participantes no congresso reuniram-se para abordar diversos temas relacionados com os bombos, nas
dimensões educativa e pedagógica, artística, cultural e empreendedora.

No dia 24, durante o encontro, foi assinado um protocolo com vista à submissão da candidatura da Construção e Práticas Tradicionais Coletivas do Bombo em Portugal à MatrizPCI, base de dados para suporte ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. O objetivo é integrar a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO – Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial).

A preparação da candidatura teve início em janeiro de 2016, na sequência da realização do I Congresso do Bombo, tendo por base que a prática dos bombos é um vasto conjunto de manifestações e de expressões de carácter
intangível, que tem a memória como meio de preservação e a oralidade como meio de transmissão. Foi elaborado um plano que incluiu a realização de um congresso anual em vários pontos do país e de encontros e intercâmbios com grupos de percussão tradicionais e contemporâneos e de todas as regiões, investigação, inventariação e ações de formação e de divulgação da prática do bombo.

No âmbito desta candidatura foram feitos documentários, teses e reportagens e já nasceram dois projetos: o Bombos de Portugal, que envolve a pesquisa e o contacto com os tocadores tradicionais de bombo, e o Bom Porto – Construção e Práticas Tradicionais Coletivas do Bombo em Portugal, focado nos trabalhos de levantamento e caracterização dos grupos de bombos nas regiões da Beira Interior e Entre Douro e Minho.

A candidatura está a ser preparada pela Associação de Amigos do Tocá Rufar com o apoio do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança (INET-MD) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, do Departamento de Comunicação e Arte do INET-MD da Universidade de Aveiro, das câmaras municipais do Seixal, Amarante, Fundão e Viana do Castelo e da Junta de Freguesia de Lavacolhos (Fundão), entre outras entidades.

As atividades do dia 25 de novembro decorreram no núcleo urbano antigo do Seixal, dirigidas a toda a população, que participou no workshop de percussão ao ar livre e teve à sua disposição 100 tambores do Tocá Rufar para integrar o desfile, que reuniria 500 bombos.

O IV Congresso do Bombo foi organizado pela Associação de Amigos do Tocá Rufar e pela Câmara Municipal do Seixal, com o Alto Patrocínio da Presidência da República.

Anjos Academia de Música
Escolas de Música no Seixal

Estabelecimentos do ensino especializado de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.

Anjos Academia de Música

Av. da Ponte, 357
2840-167 Arrentela
Seixal
Tel. (+00 351) 210 149 690
Sítio: www.anjos-academiademusica.com

Anjos Academia de Música

Anjos Academia de Música

Associação para os Estudos de Rock do Seixal

Rua Ayres de Sá, 6 – Loja B
Casal do Marco
2840-016 Seixal
Tlm. (+00 351) 966 459 871

Gestesom Escola de Música

R. Gabú, 4A
2845-082 Amora
Tlm. (+00 351) 966 868 851

Haja Música, Lda

Praceta Armando José Fernandes
2845-011 Amora

Bastidores D'Arte – Associação Cultural
Associações culturais do Seixal

Associações culturais com valências musicais no Concelho. As associações de natureza etnográfica ou filarmónica têm separador próprio.

Bastidores D’Arte – Associação Cultural

Fundada a 13 de dezembro de 2019, a Bastidores D’Arte – Associação Cultural promove diversas vertentes culturais, tendo como pilar basilar o Grupo de Teatro Ivone Silva, a funcionar ininterruptamente desde a fundação. Estando em funcionamento a Escola de Teatro, são objetivos da associação a criação da Escola de Música e Belas Artes de forma a dar também espaço a tradições que chegaram a nós através de muitas gerações. A Bastidores D’Arte – Associação Cultural é ainda promotora assídua da cultura local, promovendo debates e congressos para a sua afirmação e evolução.

Bastidores D'Arte – Associação Cultural

Bastidores D’Arte – Associação Cultural

Fórum Cultural do Seixal
Palcos do Concelho do Seixal

Inaugurado em 26 de novembro de 1993, o Fórum Cultural do Seixal reúne num mesmo equipamento a Biblioteca Municipal, a Galeria de Exposições Augusto Cabrita e o Auditório Municipal.

Situado no Fórum Cultural do Seixal, o Auditório Municipal tem capacidade máxima para 345 espetadores. Oferece as melhores condições técnicas para a realização de espetáculos, colóquios e conferências, sendo considerado um dos melhores equipamentos do género da Área Metropolitana de Lisboa. Com uma acústica excelente e dotado de um piano Yamaha de concerto, o Auditório Municipal proporciona um ambiente perfeito para a música. A sala conta com um programa regular de cinema, espetáculos, colóquios, conferências, entre outros.

Ranchos folclóricos do concelho do Seixal
Folclore no Seixal

Tradições, grupos e atividades do Concelho

  • Estremadura (Estremadura Sul)
  • Distrito: Setúbal

04 grupos

  • Rancho Folclórico Andorinhas do Pinhal
  • Rancho Folclórico da Casa do Povo de Corroios
  • Rancho Danças e Cantares de Vale de Milhaços
  • Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela
Rancho Folclórico Andorinhas do Pinhal

O Rancho Folclórico Andorinhas do Pinhal nasceu em 1982 e o seu fundador e impulsionador foi José de Oliveira Bento. Constitui uma das atividades do Centro de Solidariedade Social de Pinhal de Frades, uma das freguesias do concelho do Seixal.

O seu objetivo é recolher, estudar e divulgar os usos, costumes, danças e cantares do seu povo, em particular, da denominada “outra banda.”

Os trajes são representativos das atividades mais importantes da região como a pesca, a moagem de cereais nos moinhos de maré, os trabalhos agrícolas, entre outros.

Constituído por cerca de 50 elementos, o grupo conta com inúmeras atuações em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Itália, França, Bélgica, República Checa, Canadá.

Rancho Folclórico Andorinhas do Pinhal

Rancho Folclórico Andorinhas do Pinhal

Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela

O Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela foi fundado em 2007, com o objetivo de representar o passado das terras do Seixal, acima de tudo a freguesia da Arrentela, com os seus trajes, danças e cantares.

Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela

Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela

O grupo recolheu e apresenta em palco trajes de ir ver a Deus, domingueiro, romaria, burguesia, pescador, varina, calafate, moleiro, carvoeiro, corticeiro, apanhadeira de laranjas, vendedora de fruta, aguadeira, lavadeira e ceifeira.

É constituído por, aproximadamente, quarenta elementos, com idades compreendidas entre os dois e os oitenta anos.

FOI NOTÍCIA

Em 2019, decorreu o XXXV Festival de Folclore de Corroios, organizado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Corroios que convidou cinco grupos das mais variadas regiões do País que encheria de cor o palco Carlos Paredes, no dia 24 de agosto. Regiões como o Douro Litoral, a Beira Alta, a Beira Serra, o Alto Ribatejo e a Estremadura Sul, estariam representadas pelos Grupos convidados que apresentariam as suas danças e cantares, bem como os seus trajes regionais, sejam eles de trabalho, de ocasião ou domingueiros, entre outros. Subiriam ao palco, para além do grupo organizador, o Rancho de Danças e Cantares de Vale de Milhaços (Corroios – Seixal), o Rancho Folclórico e Etnográfico de Penedono (Penedono), o Grupo Folclórico da Madalena (Vila Nova de Gaia), o Rancho Folclórico e Etnográfico de Casais de Revelhos (Abrantes) e o Grupo Etnográfico Raízes do Sobral Gordo (Arganil).

Ranchos folclóricos do concelho do Seixal

Ranchos folclóricos do concelho do Seixal

Coreto da SFOA, Seixal
Coretos do Concelho do Seixal

[ por Mário Silva Barradas ]

O concelho do Seixal já dispôs de 5 coretos. Dois deles – o da Timbre Seixalense e o da União Seixalense, foram demolidos por “preguiça política”, visto o Seixal ser um entrave ao Estado Novo. No Seixal, foram demolidos os coretos das duas bandas, que ainda hoje constam no brasão da freguesia, assim como a ponte ferroviária que ligava o Seixal ao Barreiro (1969), unindo estes concelhos severamente industrializados que faziam “braço-de-ferro” ao regime. O governo impediu ou destruiu diversas obras e a evolução civil deste arco ribeirinho a sul do Tejo: Seixal, Almada, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete que se uniam para travar a opressão e o atraso emanado dos governos de Salazar e Caetano.

Primeiro foi demolido o da Timbre (SFDTS) com a justificação de falta de espaço para os carros estacionarem. Depois seguiu-se o da União (SFUS), pois ocupava largamente a Praça Luís de Camões, sendo necessário o trânsito afunilar ao passar por ele. Hoje, ambos os locais dos coretos têm a sua simbologia desenhada em calçada portuguesa.

Quanto ao coreto de Arrentela (SFUA), o primeiro coreto de Arrentela foi construído em 1899 e desmantelado em 1943. Foi edificado um segundo coreto em 1944 em estilo romântico, com uma grande cúpula neo-árabe. Este coreto ficou destruído com a queda de uma árvore, durante um temporal em maio de 1970, tendo sido o restante da sua edificação demolido, sendo construído um lago no seu lugar, ainda hoje existente.

Os coretos de Amora (SFOA) e Cruz de Pau surgem no auge da cultura filarmónica em Portugal, sendo que o da Cruz de Pau não resistiu ao tempo e o da Amora ainda lá está imponente com as amoras trabalhadas nos seus varandins. O coreto da Aldeia de Paio Pires (SM5O) foi o último a ser erigido. Esteve muitos anos ao abandono, sendo restaurado em 2018 pela Câmara Municipal do Seixal.

SFDTS – Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense “Os Franceses” – fundada a 18 de abril de 1848, sofreu muitas alterações de denominação. O seu coreto situava-se no Largo da Igreja – Seixal, sendo construído no advento da república e demolido em 1967.

Veja AQUI o álbum sem cortes.

Seixal

Coreto da SFDTS, Seixal

Coreto da SFDTS, Seixal

Seixal

Coreto da Timbre, Largo da Igreja, demolido

Coreto da Timbre, Largo da Igreja, demolido

SFUS – Sociedade Filarmónica União Seixalense “Os Prussianos” – fundada a 1 de junho de 1871 (quase a completar 150 anos de existência), nasceu por divergência política oriunda na Guerra Franco-Prussiana (1870), sendo única na sua denominação popular. O seu coreto localizava-se na Praça Luís de Camões – Seixal, sendo construído em 1921 e demolido em 1969.

Seixal

Coreto da SFUS, Largo Luís de Camões, demolido

Coreto da SFUS, Largo Luís de Camões, demolido

Coreto da SFUS, Seixal

Coreto da SFUS, Seixal

Seixal

Coreto da SFUS, Banda União, Seixal

Coreto da SFUS, Banda União, Seixal

SFUA – Sociedade Filarmónica União Arrentelense – criada em 23 de março de 1914 por fusão das duas filarmónicas existentes em Arrentela (a Real Sociedade Fabril Arrentelense e a Real Sociedade Filarmónica Honra e Glória), tendo ido buscar a data da fundação desta última: 1872. O seu coreto situava-se no jardim junto à baía, na Avenida da República – Arrentela, sendo demolido nos anos 60 do século passado.

Arrentela

Coreto da SFUA, Seixal

Coreto da SFUA, Seixal

Arrentela

Coreto da SFUA, Seixal

Coreto da SFUA, Seixal

SFOA – Sociedade Filarmónica Operária Amorense – fundada a 28 de junho de 1898, deve o seu nome à acentuada industrialização daquela freguesia no final do século XIX. O seu coreto situa-se na Avenida Silva Gomes – Amora, de frente para a baía (do lado oposto onde ficava o coreto de Arrentela), tendo sido construído em 1907. Em 1952, a freguesia teve um segundo coreto, em madeira, entre a Amora e a Cruz de Pau, desmontado em 1956, pouco antes da fundação do Clube Recreativo da Cruz de Pau.

Amora

Coreto da SFOA, Seixal

Coreto da SFOA, Seixal

Amora

Coreto da SFOA, Seixal

Coreto da SFOA, Seixal

Cruz de Pau, Amora

Coreto,, Cruz de Pau, Amora, Seixal

Coreto, Cruz de Pau, Amora, Seixal

SM5O – Sociedade Musical 5 de Outubro – fundada a 5 de outubro de 1888 com o nome de Sociedade Filarmónica Capricho Aldeense, alterou a sua denominação com a implantação da república em 1910. O seu coreto, reabilitado em 2018, situa-se no Largo Dom Paio Peres Correia em pleno jardim central da Aldeia de Paio Pires.

Aldeia de Paio Pires

Coreto da SM5O, Seixal

Coreto da SM5O, SeixalPormenor

Interior da Cúpula do Coreto da SM5O, Seixal

Interior da Cúpula do Coreto da SM5O, Seixal

Sociedade Filarmónica União Arrentelense, do Seixal
Filarmónicas do Seixal

História, bandas de música e atividades no Concelho

[ No que se refere às filarmónicas, o projeto Musorbis está apenas a começar, sendo previsível que até ao final do ano todas as bandas possam estar na plataforma. O processo pode ser acelerado com a cooperação dos interessados no que se refere a historiais e fotografias em falta. ]

  • Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense
  • Sociedade Filarmónica União Arrentelense
  • Sociedade Filarmónica União Seixalense
  • Sociedade Filarmónica Operária Amorense
  • Sociedade Musical 5 de Outubro

Veja AQUI o álbum com fotografias históricas de coretos e filarmónicas.

Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense

A Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense foi fundada em 1848. A Banda era constituída por operários da construção naval, ensinados e orientados pelo Padre José Joaquim Alves. Para recreio espiritual dos seus associados, criou também uma biblioteca que conta com um elevado número de obras. Possuí também uma secção de Teatro.

Sede

Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense

Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense

A sua atividade está hoje centrada na sua Banda Filarmónica a par de uma Escola de Música. A Banda é composta por 45 músicos dirigidos pelo Maestro Jorge Azevedo; a Escola de Música, com 50 alunos, conta com os professores João luís Sado, Fernando Santos, Ângelo Borges e Jacinto Sado. Durante o ano são organizadas manifestações culturais como exposições, na galeria de arte, concertos, colóquios, audições de jovens músicos e concursos para instrumentistas.

SFTS

Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense

Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense

A SFDTS foi agraciada com as medalhas de Ouro da Câmara Municipal do Seixal e da Federação das Coletividades de Cultura e Recreio e com a Menção Honrosa, Grau de Cavaleiro de Ordem de Benemerência. Em 1988 foi conferido à Timbre Seixalense o estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública.

Sociedade Filarmónica União Arrentelense

Em 1872 um grupo de operários de Companhia de Lanifícios de Arrentela fundou a Sociedade Filarmónica Fabril Arrentelense. Poucos anos depois, foi criada, também nesta localidade, a Sociedade Honra e Glória Arrentelense. Em 1901, o Rei D. Carlos concedeu o título de Real à Sociedade Fabril Arrentelense. O mesmo título veio a receber a Sociedade Honra e Glória Arrentelense em 1903. As duas coletividades fundiram-se em 1914 dando origem à Sociedade Filarmónica União Arrentelense.

O êxito da Filarmónica foi reconhecido logo nos primeiros anos da sua existência. Recebeu convites para participar em festas de vários locais do país. Após o 25 de Abril, com a gestão democrática das autarquias, a coletividade sentiu uma nova energia e vitalidade com os apoios recebidos em especial para a construção da nova sede. Em 1989 realizou o seu Iº Festival de Bandas Filarmónicas que já vai na sua décima terceira e que já levou a Arrentela 69 bandas de música do país e do estrangeiro. Em 1994, a Banda representou Portugal no Festival Eurofanfare, em França que contou com a participação de 15 países. Em 2000 a banda efetuou uma digressão pelos Açores, e em 2001 atuou em Madrid.

Com a ampliação das instalações em 1995, obra totalmente custeada pela Câmara Municipal do Seixal, a coletividade deu um grande salto cultural. Atualmente tem 8 atividades em funcionamento onde participam cerca de 300 pessoas na sua maioria jovens.

SFUA

Sociedade Filarmónica União Arrentelense, do Seixal

Sociedade Filarmónica União Arrentelense, do Seixal

Sociedade Filarmónica União Seixalense “Os Prussianos”

A Sociedade Filarmónica União Seixalense, também designada por «Os Prussianos», foi fundada a 1 de junho de 1871, no reinado de D. Luís, juntamente com a banda filarmónica e a escola de música Matias Lucas, que funcionam ininterruptamente desde a sua fundação.

Desde 1871, a coletividade tem vindo a satisfazer as necessidades dos sócios e músicos. O seu primeiro grupo cénico foi criado em 1927 e a biblioteca foi inaugurada em 1945. Entre 1933 e 1935, existiu uma comissão que cuidava de todos os eventos e até da própria sociedade, a Comissão dos Anjinhos Enrascados, que organizava as Festas de São Pedro do Seixal juntamente com outras comissões de festas.

SFUS

Sociedade Filarmónica União Seixalense "Os Prussianos"

Sociedade Filarmónica União Seixalense “Os Prussianos”

Desde a sala de petiscos, à biblioteca, ao salão nobre, ao café e à sala da banda, pode-se encontrar um leque de recordações da banda e da sociedade de outros tempos.

Sociedade Filarmónica Operária Amorense

Coletividade fundada em 1898, por um grupo de operários garrafeiros – daí o nome Operária da Fábrica de Garrafas em Amora. Os primeiros ensaios foram ministrados por um inglês, que foi gerente da fábrica de vidros. Os ensaios eram à luz velas de cera ou gasómetros de carboneto.

Alguns maestros passaram naquele tempo pela Filarmónica, o amorense Joaquim de Carvalho , músico da Guarda Nacional Republicana . O maestro Álvaro Augusto de Sousa esteve ao serviço da coletividade durante vinte e cinco anos. Dedicava-se não só à banda como também ao teatro musicado, ensinando operetas, revistas e programas de variedades.

Entre 1955 a 1960 apareceram as crises da Firma Mundet & Cª. Ldª., e o encerramento da sua fábrica em Amora. A coletividade começou a sentir os efeitos, nomeadamente no abandono de músicos. Mas a coletividade foi beneficiada com a oferta de uma parcela de terreno, onde estava instalada a Verbena e onde está hoje construída a nova sede, património da Operária Amorense. A oferta do terreno foi feita por uma grande benemérita Amorense, Branca Saraiva de Carvalho. A construção da sede foi financiada por outro benemérito amorense, João Guilherme Carvalho Duarte, que pôs à disposição toda a importância necessária sem cobrança de qualquer juro. A nova sede, denominada Cine Teatro Amorense, foi inaugurada em 1958.

Nesse período, a Filarmónica aparecia, de vez em quando, percorrendo as ruas da freguesia ou atuando nos dias de aniversário. Estas atividades eram dirigidas pelo contramestre Alfetrit Simões. Entretanto, apareceram dois músicos da Banda do Regimento da Guarda Republicana, residentes na Cruz de Pau, José Ribeiro, e Estevão Barrinhos, regente da Banda de Alcochete. Os seus afazeres profissionais não permitiram continuar por cá e a Filarmónica, mais uma vez, parou.

SFUA

Sociedade Filarmónica Operária Amorense, sede

Sociedade Filarmónica Operária Amorense

Sociedade Musical 5 de Outubro

Em 1971, o amorense José Carlos Correia Cunha, lançou o apelo à juventude para se inscrever na aprendizagem da música. A Direção convidou dois monitores, Eduardo Figueiredo e Alípio Correia, que lançaram mãos à obra. A Banda é hoje constituída 33 jovens dos 11 aos 20 anos de idade. Nos últimos anos distinguiu-se o maestro António Gonçalves . A atividade da SFOA coletividade evidenciou-se também no teatro.

SM5O

Sociedade Musical 5 de Outubro, Aldeia de Paio Pires, Seixal

Sociedade Musical 5 de Outubro, Aldeia de Paio Pires, Seixal, sede

No Arquivo Paroquial de Paio Pires há uma referência histórica do ano 1881, quando adotou o nome de Sociedade Fhilarmónica e tinha a sua sede na Rua Direita, no edifício junto à escola primária. Dois anos mais tarde, a coletividade apareceu a abrilhantar uma festa em honra de Nossa Senhora, como conclusão do mês do Rosário, com o nome de Sociedade Recreio Aldeense (2 de novembro de 1883).

Com a ajuda de um filho da aldeia, José António Rodrigues, alguns homens de Paio Pires conseguiram ajuda para alugar alguns instrumentos para a festa do Espírito Santo em Paio Pires, em 1888. Tomados pelo gosto musical, estes homens resolveram adquirir instrumentos e, na altura, fundaram a Sociedade União Capricho Aldeense, sendo eles os fundadores da coletividade e da banda, conhecidos pelos quarenta magníficos (nome atribuído pelos habitantes da aldeia), com a presidência de José António Rodrigues.

A 5 de outubro de 1910, foi implantada a República, o que levou à alteração do nome, ficando a coletividade a ser designada por Sociedade Musical 5 de Outubro.

A coletividade possui uma bandeira, de cor branca e verde, com o nome e a data da fundação a amarelo e, no centro, tem o distintivo com as iniciais e uma lira, e também um estandarte em seda com franjas bordadas em ouro. A Sociedade Musical 5 de Outubro é filiada na Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio desde 1954. Além da música como atividade, esta sociedade conta ainda com danças de salão, zumba e aikido, e conta também com um grupo coral alentejano, o Lírio Roxo. A coletividade tem também um bar aberto ao público e instalações para receber os mais variados festejos.

FOI NOTÍCIA

A 18 de abril de 2019, foi noticiado que cerca de 150 músicos das bandas filarmónicas do concelho subiriam ao palco das comemorações do 25 de Abril, no dia 26, às 22 horas, para um espetáculo único com o cantor João de Campos. Em palco, estariam cerca de 150 músicos das bandas da Sociedade Filarmónica União Arrentelense, da Sociedade Filarmónica União Seixalense, da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense e da Sociedade Filarmónica Operária Amorense.

Faziam parte do alinhamento 11 obras, seis delas interpretadas pelo cantor João de Campos. João de Campos faz parte da Orquestra Ligeira do Exército, da qual é vocalista há mais de 20 anos. Atua com a banda Rock É Rock e faz espetáculos de tributo a Phil Collins. Foi finalista da primeira edição do «Chuva de Estrelas», em 1994, com uma imitação de Phil Collins, classificando-se em 3.º lugar. Participou ainda com o grupo Tempo no Festival da Canção 1999, com o tema «Uma Parte de Mim», classificando-se em 5.º lugar. Outros convidados eram José Manuel Miranda no piano e Peralta na viola baixo.

Marco Fernandes, percussionista, de Arrentela, Seixal
Músicos do Concelho do Seixal
Marco Fernandes

Nascido em Arrentela (1986), concelho de Seixal, Marco André Alves Fernandes iniciou a sua aprendizagem em percussão na Escola de Música da Sociedade Filarmónica União Arrentelense com os professores António Batista e David Correia. Prosseguiu os estudos musicais na Escola Profissional de Música e Artes de Almada com os professores José Carinhas e Lídio Correia, e na Escola de Música do Conservatório Nacional com os professores Carlos Voss e Carlos Girão.

Em 2005 ingressou na Escola Superior de Música de Lisboa onde trabalhou com os professores Abel Cardoso e Carlos Voss. É licenciado pela Universidade de Évora na classe de Eduardo Lopes, mestre em música e ensino pela Escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação dos professores Pedro Carneiro e Richard Buckley, e frequenta o programa de doutoramento em música e musicologia da Universidade de Évora.

É um dos percussionistas portugueses mais ativos da sua geração, colaborando regularmente com as seguintes formações: Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Orquestra Nacional do Porto, OrchestrUtópica, Orquestra de Câmara Portuguesa, Lisbon Film Orchestra, Ensemble Mediterrain, Ensemble D’Arcos, Lusitanus Ensemble, Ensemble Contemporâneus, Lisbon Ensemble 20/21, Quarteto de Clarinetes de Lisboa, Quarteto Lopes-Graça, Quarteto Artemsax, Moscow Piano Quartet, Brass Factory, entre outros.

Marco Fernandes, percussionista, de Arrentela, Seixal

Marco Fernandes, percussionista, de Arrentela, Seixal

É professor coordenador na Metropolitana (Academia Superior de Orquestra, Escola Profissional Metropolitana, Conservatório de Música da Metropolitana), professor assistente convidado no Departamento de Música da Escola d’Artes da Universidade de Évora e professor da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional. É também diretor artístico do grupo de percussão “Percussões da Metropolitana” e do Concurso Internacional de Percussão da Beira Interior. Marco Fernandes toca exclusivamente com baquetas e instrumentos das marcas: Innovative Percussion Inc., Majestic Percussion e Zildjian Company.

Nuno Scarpa

Natural do Seixal, o trombonista Nuno Scarpa iniciou os estudos de Trombone na banda da Sociedade Filarmónica União Arrentelense. Ingressou no Conservatório Regional de Setúbal na classe Emídio Coutinho e no Instituto Piaget na classe de Hugo Assunção.

Desempenhou as funções de 1º trombone/chefe de naipe da Orquestra Clássica do Porto de 1997 até 2000. Como instrumentista convidado colabora com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian e Orquestra Sinfonietta de Lisboa.

Foi membro dos grupos de música de câmara, quarteto de trombones Opus trombones e Ensemble Português de Trombones com o qual gravou o CD A Diferent Era. É membro do GMS – Quinteto de Metais. É professor de Trombone e Música de Câmara na Escola Profissional de Arte de Mirandela.

Fontes: Marco Fernandes facultou a informação relativa a Natacha Fernandes (oboé), Nuno Silva (clarinete), Nuno Scarpa (trombone), Daniel Louro (trompete).

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Igreja Matriz de Arrentela
Órgãos de tubos do concelho do Seixal [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Paroquial de Arrentela

[ Igreja Matriz ] [ Nossa Senhora da Consolação ]

Igreja Matriz de Arrentela

Igreja Paroquial de Arrentela

Da primitiva igreja da Arrentela, sabe-se apenas que existia em 1522. Contudo, o templo que hoje conhecemos é bastante posterior, pois, caiu com o terramoto e se levantou em 1757. Boa boa parte dos elementos se encontrem datados, e remontam à segunda metade do século XVIII: o vasto conjunto azulejar, que cobre a totalidade das paredes da nave, em painéis superiormente recortados, com cercaduras comuns de anjos, vasos e concheados, representando, ao centro, episódios da vida da Virgem. Exteriormente, a igreja caracteriza-se por alguma austeridade, com alçado principal rematado por frontão triangular, ao centro do qual se abre um óculo quadrilobado, apresentando um portal de linhas retas, com frontão contracurvado superiormente ladeado por janelas de frontão idêntico. Sobre a cimalha, erguem-se duas torres, de diferente configuração, uma das quais não chegou a ser concluída, faltando-lhe o remate. O contraste relativamente ao interior é bastante forte, pois este encerra uma decoração claramente barroca, que tira partido da talha, azulejo e pintura em estuque. A capela batismal, com azulejos representando o Batismo de Cristo, encontra-se sob a torre sineira. Na nave, destacam-se os quatro altares laterais e outros dois colaterais, todos eles com retábulos de talha dourada. O teto, em abóbada de madeira, exibe estuques polícromos, com motivos muito diversos. Os azulejos, a que já fizemos referência, representam episódios da Vida da Virgem, a quem era dedicada a igreja. Todos eles apresentam legendas que facilitam a identificação dos temas, tornando assim a mensagem direta e facilmente apreensível por parte dos fiéis. Para além das cenas bíblicas, encontramos aqui representadas muitos outros episódios que apenas foram mencionados nos denominados Evangelhos Apócrifos, e que, neste caso, incidem maioritariamente sobre a vida de Nossa Senhora antes da Anunciação. A capela-mor é antecedida por um arco triunfal, sobre o qual se rasga um nicho com a representação do calvário. Mais baixo que a nave, este espaço concentra-se no retábulo, de talha dourada, de configuração joanina, ou seja, anterior à reconstrução da igreja. Pertencia, com certeza, ao templo primitivo que, pelas dimensões deste retábulo, deveria ser mais reduzido que o atual. Dedicada a Nossa Senhora da Consolação, a igreja da Arrentela é também associada a Nossa Senhora da Soledade, pois, de acordo com a lenda, foi esta imagem que acompanhou os pescadores da região e lhes deu coragem durante o Terramoto de 1755. A sua imagem encontra-se num dos altares laterais, fronteiro a um outro dedicado a Nossa Senhora da Consolação.

Fonte: DGPC, Rosário Carvalho

O coro alto, que se ergue sobre a entrada, alberga o órgão, da autoria de Joaquim Xavier Machado e Cerveira, opus s. nº, 1794 [ I ; (9+9)]. Foi restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, em 2004, opus 46.

Órgão da Igreja Paroquial de Arrentela

Órgão da Igreja Paroquial de Arrentela

Consola

Órgão da Igreja Paroquial de Arrentela

Órgão da Igreja Paroquial de Arrentela