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Antigo mosteiro de São Dinis e São Bernardo, Odivelas
Órgãos de tubos do concelho de Odivelas [2]

Há no Cocnelho de Odivelas dois órgãos de tubos e o Conservatório D. Dinis tem a disciplina de Órgão, de que é professor o organista Daniel Oliveira.

Mosteiro de Odivelas

Antigo mosteiro de São Dinis e São Bernardo, Odivelas

Antigo mosteiro de São Dinis e São Bernardo

O Instituto de Odivelas (Infante D. Afonso) foi uma escola portuguesa pública de ensino não superior, tutelada pelo Exército e destinada a jovens do sexo feminino. Fundado a 14 de Janeiro de 1900 pelo irmão do rei D. Carlos, o Infante D. Afonso, estava sediado no Mosteiro de São Dinis (monumento nacional), em Odivelas.

No museu, antiga Casa do Capítulo do Mosteiro de São Dinis: existe um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus s/nº, construído em 1798.

Igreja da Póvoa de Santo Adrião

Igreja matriz da Póvoa de Santo Adrião

Igreja matriz da Póvoa de Santo Adrião

Data dos primeiros anos da centúria de Quinhentos a edificação da sua igreja matriz, como atesta o portal principal, em estilo manuelino. Ao longo do século XVI a igreja foi objeto de algumas campanhas de obras. A igreja possui estrutura de planta retangular desenvolvida longitudinalmente, havendo um marcado contraste entre o despojamento e austeridade do exterior e a riqueza decorativa interior. A fachada principal apresenta ao centro portal manuelino, em arco conopial, decorado com florões e encimado por janelão. À esquerda foi adossada torre sineira, de secção quadrangular. No portal lateral foi inscrita a data de 1560. O interior, de nave única, é coberto por teto de caixotões de madeira pintados com motivos vegetalistas, putti e símbolos alusivos à Eucaristia e ao Santíssimo Sacramento. As paredes da nave são revestidas por azulejos enxaquetados, verdes e brancos, e o coro-alto assenta sobre duas colunas de mármore vermelho. Do lado do Evangelho foi aberta a capela batismal, executada em 1546, e a capela seiscentista de Santo António, revestida com azulejos de tapete policromos e decorada por retábulo de talha dourada maneirista integrando quatro tábuas pintadas. Do lado da Epístola situa-se a capela de N.S. das Dores, com pintura do Calvário sobre tábua, sobreposta por crucifixo. A capela-mor, reconstruída nos finais do século XVIII, é coberta por abóbada de berço com caixotões e possui retábulo pintado em trompe l’oeil, de frontão interrompido, integrando uma tela da Última Ceia, executada em 1802 por Pedro Alexandrino, um dos maiores mestres da pintura portuguesa de finais do século XVIII, que morava numa quinta nos arredores da Póvoa de Santo Adrião. Nas paredes laterais da capela-mor foram colocadas quatro telas representando Doutores da Igreja, também atribuídas ao mestre lisboeta.

Fonte: Catarina Oliveira, GIF/IPPAR/2005

FOI NOTÍCIA

A aquisição de um órgão de tubos para a igreja da Póvoa de Santo Adrião, foi o culminar de um percurso que se iniciou com o uso do harmónio e, posteriormente, com os órgãos eletrónicos, na liturgia.

Com problemas relacionados com o seu sistema elétrico, o órgão existente tornou-se obsoleto e sujeito a falhas de impossível reparação. A solução foi mandar construir um órgão de tubos com capacidade e qualidades de sonorização capazes de servir para a nova igreja, tendo em conta espaços com acústicas diferentes.

O órgão mandado construir foi concebido para a Liturgia, podendo ter também uma dimensão cultural, desde que promova e dê a conhecer o riquíssimo património musical da igreja, através da realização de concertos (que normalmente acontecem na nossa paróquia, no Natal ou na Páscoa).

É um instrumento de seis registos que, em termos técnicos, se designa por “positivo”. O seu construtor é húngaro, é um mestre organeiro de prestígio, com trabalhos de restauro e de construção de novos órgãos em países como a França, Alemanha e Holanda. Sendo construído na Hungria, foram introduzidos alguns elementos que o tornarão num instrumento de características ibéricas, como a divisão do teclado. Uma outra particularidade encontra-se nos puxadores com os nomes dos registos em português gravados na porcelana. (…)

Cf. João Galvão psaob.no.sapo.pt, notícia recolhida e inserida na Meloteca a 27 de julho de 2007