Fernando Lopes-Graça, compositor, de Tomar
Músicos naturais do Concelho de Tomar

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Fernando Lopes-Graça

Fernando Lopes-Graça, compositor, de Tomar

Fernando Lopes-Graça, compositor, de Tomar

Miriam Macaia

Miriam Macaia, violinista, de Tomar

Miriam Macaia, violinista, de Tomar

Luís Madureira

Luís Madureira, tenor, de Tomar

Luís Madureira, tenor, de Tomar

Luís Madureira

“O tenor que ensina famosos a colocarem a voz” é o título de um artigo no jornal Sábado (Vida) de 03 de março de 2019. Luís Madureira é um nome familiar para apresentadores, cantores e actores: Simone é uma das alunas-celebridade. A carreira do tenor e professor de canto começou como menino de coro em Tomar. Na igreja de São João Batista, em Tomar, o menino de coro começava a dar nas vistas em meados dos anos 60. Era Luís Madureira: a sua voz de tenor (aguda) recebia frequentes elogios e encaminhava-o para solista. Em 1972, deixava a pacata terra-natal para estudar no conservatório em Lisboa. Prosseguia viagem pelas capitais da música, dispersando-se por vários géneros: do barroco aos musicais de época de Hollywood – cantava quase tudo.

Três décadas depois, Luís Madureira irrompia pelo palco do teatro D. Maria II no histórico musical de Filipe La Féria, Passa por Mim no Rossio (1991). Interpretava uma diva e faria amizade com uma à séria: Simone. Ainda hoje são amigos, com a cantora contralto (voz grave) a ter aulas de canto com ele aos domingos. Mas há mais: apresentadores, cantores e actores recorrem a ele para aulas de voz. Nos bastidores da TV e do teatro, o nome do tenor já é uma referência.

Fonte: Sábado, Raquel Lito

BANDAS FILARMÓNICAS

Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina

A Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina, um dos ex-libris da Cidade de Tomar, foi fundada em 1874. Tem-se mantido em atividade até hoje. Fora batizada com o nome de Real Banda Marcial Nabantina. Desde logo, foi uma alternativa paisana à hegemonia militar que, então, fazia música na localidade, pelo regimento sediado na cidade. Nos primeiros anos após a sua fundação, além de ministrar o ensino da música, manteve uma escola de ensino primário, que veio completar a formação dos sócios mais carenciados. No entanto, a sua atividade principal foi, é e sempre será a existência de uma banda de música.

É a mais antiga coletividade da cidade templária e, desde 1993, é Instituição de Utilidade Pública. Ao longo dos anos a Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina cultivou as artes, nomeadamente a música e constitui um centro de recreio que proporciona aos sócios e a todos os tomarenses formação humana e educação cultural, cívica e recreativa. Além da música, a Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina mantém uma secção de danças de salão desde 2004 e um atelier de artes (2010).

A Banda Filarmónica é constituída por 40 elementos que a integram em regime de total amadorismo. Existe ainda em funcionamento uma Escola de Música que oferece formação gratuita a crianças e adultos, e tem a Banda Juvenil da Escola de Música. A Escola de Música e a Filarmónica têm a orientação da Maestrina Andreia Carreira.

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais

Instituição, com mais de 3000 sócios, A SFGP foi fundada em Tomar em 1877. Em 1988 a Sociedade inaugurou a atual sede social e concluiu posteriormente a sua ampliação para dar satisfação à crescente exigência de espaços para as suas atividades. Além da Banda Filarmónica, tem uma Escola Vocacional de Música e uma Escola Vocacional de Dança com cursos do Ensino Básico e Secundário.

Criou a Orquestra Nacional de Sopros dos Templários que de imediato recolheu as melhores referências da critica da especialidade a nível nacional. Tem ainda em funcionamento um Centro de Atividades de Tempos Livres direcionado para crianças que frequentam o 1° Ciclo do Ensino Básico. No campo desportivo funcionam as modalidades de ginástica, judo, hóquei em patins, badminton, natação, xadrez e campismo.

A Sociedade Filarmónica Gualdim Pais estabeleceu, através da sua Escola Vocacional de Música, 37 protocolos com Escolas do 1° Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Tomar assumindo responsabilidades pedagógicas no campo do ensino regular da música com mais de mil e quinhentas crianças. Estas parcerias estão a ser alargadas às Expressões das áreas da Motricidade e já hoje cerca de mil crianças são envolvidas em atividades de patinagem, badminton, ginástica e dança.

A Banda da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais esteve sempre em atividade. É constituída por 65 músicos que a integram em regime de total amadorismo. A idade média dos músicos é presentemente de 17 anos. Neste momento está a ser constituída uma Banda Estagiária que passará a ser o alfobre da Banda Filarmónica. A Sociedade Filarmónica Gualdim Pais é uma Instituição de Utilidade Pública.

Em 1996, recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Tomar. Em 1936, a Banda Filarmónica foi 1ª Classificada no Concurso de Bandas do Distrito de Santarém. Em 1969, foi 1ª Classificada em Banda de 1 a categoria na Feira Nacional de Agricultura. Em 1972, ganhou o  1º Prémio no Concurso Nacional de Aprendizes de Música. Em 1988, foi  2ª Classificada no Concurso Internacional de Bandas da Amadora. Em 1995, foi 1ª Classificada no Concurso Nacional “À Volta do Coreto” organizado pela R.T.P.

Sociedade Filarmónica Paialvense

A Sociedade Filarmónica Paialvense foi fundada em 1896. A sua fundação está relacionada com o facto de ter havido um desentendimento entre os membros da direção de uma banda filarmónica existente na povoação de Carrascos, hoje com o nome de Vila do Paço, concelho de Torres Novas. Enquanto uns preferiam para assumir o lugar de maestro, que entretanto vagara, o contramestre Professor Fagulha, de Paialvo, outros preferiam um executante, que era de Carrascos. O Professor, por não gostar de ser preterido por um executante, que considerava de qualidade musical inferior à sua, acabou por abandonar a banda, agarrando-se à vontade dos que em Paialvo desejavam ter uma banda filarmónica, aproveitando assim a oportunidade para provar as suas qualidades e capacidades artísticas. Assim com o seu saber e a vontade dos que o acompanhavam, conseguiu que a Banda de Paialvo saísse à rua pela primeira vez no Domingo Gordo de 1896 – 3 de Março de 1896, sendo esta a data da sua fundação. Nos primeiros anos de existência da Associação, a sua atividade era unicamente a banda, que abrilhantava os arraiais populares e os bailes das freguesias e localidades limítrofes.

Em 1936 um benemérito de Paialvo, restaurou uma casa antiga emprestando-a à Associação para aí fixar a sua sede. Com este novo espaço passou a desenvolver novas atividades, formando-se então um grupo de teatro, um rancho e uma biblioteca, passando este a ser o local de encontro de todos os paialvenses. Em 1972 e por grande generosidade e benemerência do Comendador Manoel de Mattos, foi edificada a atual sede, tendo finalmente a Associação umas instalações de sua pertença e como sinal de reconhecimento e de agradecimento de todos os Paialvenses, a Associação passou a designar-se Sociedade Filarmónica Payalvense “Manoel de Mattos”.

A principal atividade da Associação continua a ser o ensino e a divulgação da música. A banda é composta aproximadamente por 45/50 elementos, sendo uma boa parte dos músicos, formados na escola de música, que se encontra neste momento em funcionamento com cerca de 30 alunos. Com 114 anos de vida, a banda tem atuado em vários pontos do país donde se destacam as atuações no Hotel Tivoli (Lisboa); Feira da Agricultura de Santarém; Festas dos Tabuleiros em Tomar e em Festivais e Encontros de Bandas do Norte ao Sul do país.

Participou em 2008 no 2º Concurso de Bandas de Vila Franca de Xira e em 2010 no 3º Concurso de Bandas de Vila Franca de Xira, onde obteve o 3º Prémio, na categoria a que concorreu. Nos últimos anos esta Associação tem organizado outro tipo de eventos que visam a formação dos jovens músicos que integram a Banda e a sua Escola de Música, nomeadamente o “1º Estágio da Orquestra de Sopros Filarmónica do Médio Tejo” – 2004; e o “1º Estágio de Outono para Jovens Músicos” – 2005. Nos final de Julho e início de Agosto de 2009, a Banda da S.F.P.M.M., deslocou-se a Itália (Manziana), num intercâmbio com a Banda Filarmónica daquela cidade. A Banda da Sociedade Filarmónica Paialvense é dirigida por Pedro Correia.

Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira

Embora a Escritura de Constituição tenha sido feita a 21 de janeiro de 1986, a Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira foi fundada a 3 de fevereiro de 1940. A sua atividade musical iniciou-se com a formação de uma Tuna que, aos poucos, foi dando lugar a uma Banda, apesar de uma interrupção das atividades de quase 12 anos.

Em 1976 foi formado na coletividade um Rancho Folclórico, ainda em funcionamento. Em 1992, foi fundado um Grupo Coral. Além disso, tem uma Escola de Música que forma jovens e crianças independentemente daqueles que posteriormente são integrados na Banda.

A Banda é dirigida pelo Maestro Mário de Oliveira Moura e tem realizado atuações por todo o país.

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