Luís de Sousa – organeiro do séc. XVIII, morador em Miragaia, Porto, faz contrato com a Santa Casa da Misericórdia de Braga, em 1768, para a construção de um novo órgão. Em 1769, constrói para a igreja de São Vicente (Braga) um novo órgão, por solicitação da Irmandade do Mártir São Vicente. Também de sua autoria é a construção do órgão da Igreja do Mosteiro de Landim, em Famalicão, em 1765. É-lhe atribuída a construção do órgão da Igreja Matriz de Chaves, em 1763, e um conserto do órgão do Convento de Santo António de Ferreirim (Lamego), em 1777. (José Alberto Rodrigues)

Manuel Benito Gómez (de Herrera) – organeiro natural de Valladolid (Espanha) que construiu o órgão do Mosteiro de Arouca e o órgão da igreja de São Pedro de Tordesilhas (Espanha), em 1714.

Frei Manuel de São Bento – organeiro português (1683-1757) que “foi irmão donato beneditino, natural de Fermelo (Arouca) e veio a falecer no mosteiro de Paço de Sousa (Penafiel), em 1757. Entrou para a Ordem de São Bento pela “prenda de fazer órgãos”, como consta a sua memória necrológica.” (José Alberto Rodrigues). Trabalhou no órgão do Mosteiro de São Bento da Vitória, reparou, afinou e construiu órgãos, sendo-lhe atribuídos os do Mosteiro de Rendufe e da Colegiada de Barcelos.

 

Manuel Machado Teixeira – organeiro de Miranda, século XVIII, “natural de Braga, filho de um alfaiate, tendo aprendido a arte de organeiro na cidade natal. De um primeiro casamento, com Teresa Angélica Taborda, nascerá em 1731, aquele que viria a ser o notável escultor Joaquim Machado de Castro. Mais tarde, em segundas núpcias com Josefa Cerveira, após a morte da primeira esposa, nasce António Xavier que seguirá o ofício de organeiro, tornando-se um dos mais importantes, com cerca de cem instrumentos construídos, entre eles três dos órgãos da Basílica de Mafra.” (José Alberto Rodrigues)

Miguel de Mosqueira – organeiro natural de Santiago de Compostela, do século XVIII, que instalou em 1740, dois órgãos no Santuário da Senhora do Porto d’Ave (Póvoa de Lanhoso). “Dois anos depois, contratou com a irmandade de Santa Cruz de Braga, em 27 de junho, a execução de um novo órgão para a igreja.” (José Alberto Rodrigues)

Miguel Hensbergh – organeiro natural de Bruxelas que se fixou no Porto no final do século XVII e teve intervenções em órgãos da de Braga, Igreja do Convento dos Remédios, em Lamego, Santa Cruz de Coimbra, e Santa Marinha, em Gaia.

Oficina e Escola de Organaria – oficina criada em 1992 pelo mestre organeiro formado na Alemanha Pedro Guimarães, com os mestres organeiros Georg Jann e Franz Thalhammer. Instalada em Esmoriz desde 2006, é dirigida por Pedro Guimarães e a sua esposa, a organeira, Beate von Rohden. Construiu alguns órgãos positivos mas intervém sobretudo na manutenção e salvaguarda de vários instrumentos de Norte a Sul, especialmente no restauro de órgãos históricos.

Luís António de Carvalho – organeiro de Guimarães, do séc. XIX, que trabalhou com Francisco António Solha, com quem terá aprendido a arte. Montou a sua oficina em Guimarães onde deixou o órgão da colegiada da Senhora da Oliveira (1838). Construiu os órgãos da Capela da Ordem Terceira de S. Francisco (Guimarães), da igreja de São Pedro de Rates (Póvoa de Varzim). da Igreja Paroquial de Lamaçães e da Capela de Santa Maria Madalena (Convertidas), estes em Braga. Também reparou órgãos, designadamente em Lamego. (AJF)

órgão históricoórgão de tubos cuja antiguidade e outras características estéticas fazem dele um instrumento musical único.

órgão ibérico – órgão com características específicas no contexto organístico internacional como os registos divididos e as trombetas em chamada.