Joaquim Lopes Santana, folclorista
Folclore em Torres Novas

Grupos etnográficos, tradições e atividades

  • Rancho Folclórico de Torres Novas
  • Rancho Folclórico Os Camponeses de Riachos
  • Rancho Folclórico Recreativo Os Ceifeiros de Liteiros
Joaquim Lopes Santana

Joaquim Lopes Santana (folclorista, 27 de setembro de 1934 – 01 de março de 2021)

No dia 1 de março a Federação do Folclore Português noticiou a morte do “grande folclorista e bom Amigo Joaquim Lopes Santana, dos Riachos.”

A sua acção no Rancho Folclórico “Os Camponeses” da Casa do Povo dos Riachos, de que foi fundador no já longínquo ano de 1958 e que dirigiu ininterruptamente durante 61 anos; a inexcedível colaboração que prestou à Federação do Folclore Português – tendo exercido funções na Mesa da Assembleia-geral e como Conselheiro Técnico Regional, do Ribatejo e dos Templários; o elevado contributo que deu à Região de Turismo dos Templários, cuja Comissão Executiva integrou por indigitação da Federação do Folclore Português; e o imenso empenho que colocou na constituição do Museu Agrícola dos Riachos, são testemunhos inesquecíveis de uma dedicação inteira às coisas da nossa Cultura Tradicional e ao Regionalismo.

A forma como soube conduzir os destinos do Rancho “Os Camponeses” dos Riachos, que é um dos mais representativos do Ribatejo e um dos que mais vezes representou o Folclore Português além-fronteiras, tendo evidenciado uma capacidade singular para promover diálogos entre o Folclore e outras expressões artísticas e culturais, é a demonstração de uma grande lucidez e de um espírito muito culto e aberto.

Joaquim Santana contribuiu muito decisivamente para elevar o conhecimento técnico sobre o Folclore, através dos importantes colóquios que organizava por ocasião das Festas de Aniversário de “Os Camponeses”, em que marcavam presença inúmeros folcloristas de todo o país.

Joaquim Lopes Santana, folclorista

Joaquim Lopes Santana, folclorista

A Federação do Folclore Português apresentou condolências à Família e ao Rancho Folclórico “Os Camponeses” da Casa do Povo de Riachos. A direção da Federação do Folclore Português, decidiu que o dia 2 de março seria de luto para o nosso movimento associativo, com a colocação da bandeira a meia haste em sinal do mais profundo reconhecimento pela memória do extinto.

Rancho Folclórico de Torres Novas

O Grupo Folclórico de Torres Novas é filiado na Federação do Folclore Português, membro da Associação de Defesa de Folclore da Região dos Templários e sócio efetivo da INATEL. As recolhas foram feitas de Norte a Sul do concelho, localizado na província do Ribatejo, onde o Bairro, a Charneca e a Lezíria se confrontam. Como principais danças, destacavam-se os Fadinhos, Verde Gaios, Valsa e Moda a Dois Passos, Fados, Bailaricos e claro, os Fandangos. Os trajes representam, fielmente, as vestes das gentes de Torres Novas nos finais do século XIX e inícios do século XX, onde as cores e temperamentos distintos se aliavam num só.

Rancho Folclórico de Torres Novas

Rancho Folclórico de Torres Novas

Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos

O Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos foi fundado em 14 de Janeiro de 1958. As recolhas de trajo, canto e danças, foram feitas a partir do verão daquele ano, tendo sido apresentadas oficialmente na Feira do Ribatejo, em Santarém, no ano de 1959. Com estas recolhas pode-se provar que o Folclore de Riachos é bastante rico e variado, devido à sua situação geográfica, na zona de transição da Lezíria para o Bairro e Charneca. Aquela, a Sul da povoação, entrando pelas margens do Rio Almonda até ao Tejo, as outras a Norte, passando por todo o Concelho de Torres Novas, zona de pequenas montanhas até à Serra d’Aire.

RFCR

Rancho Folclórico "Os Camponeses" de Riachos

Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos

Nas danças e nos cantares, na sua grande maioria estão bem patentes a garridice, a alegria e toda a genica da Lezíria Ribatejana, para onde as gentes de Riachos estiveram sempre voltadas, enquanto noutras estão bem marcadas, a dolência, a harmonia e beleza das danças e dos cantares da zona ondulada.

Os trajos são cópias fiéis dos usados pelos seus antepassados em Riachos, nos finais do Século XIX e princípios do século XX, apresentando em cada espetáculo trajos domingueiros, de festa, de trabalho e ainda o trajo de campino de trabalho e de festa.

Rancho Folclórico Recreativo Os Ceifeiros de Liteiros

O Rancho Folclórico Recreativo “os Ceifeiros de Liteiros” foi fundado em 18 de novembro de 1988 por António Neto Amorim Pessoa e António Marques, para ocupar os tempos livres das gentes da aldeia de Liteiros e divulgar os usos e costumes dos seus antepassados. Desde a sua fundação tem participado em vários festivais de folclore a nível nacional e internacional, do Norte a Sul do País, desde o Minho ao Algarve, incluindo a Região Autónoma da Madeira (Calheta). A nível internacional conta com algumas atuações em Espanha, principalmente na região de Múrcia, na Alemanha, no estado de Essen, cidades de Marburg e Biendenkopf, em Kecskéd, Eztergom e no lago Balaton, na Hungria, em Bordéus e em Oyonnax, na França.

RFRCL

Rancho Folclórico Recreativo Os Ceifeiros de Liteiros

Rancho Folclórico Recreativo Os Ceifeiros de Liteiros

Pretende representar com o máximo de autenticidade possível os costumes das gentes rurais, humildes e laboriosas da sua terra. Mostra a verdade de um povo que canta e dança, de um povo que também tem alma e que exterioriza os seus sentimentos de amor, alegria e tristeza. Pretende também revelar verdade nos trajes; estes são uma amostra viva dos que foram usados em fins do século XIX e princípios do século XX, e compõem-se por traje de noivos, domingueiros, de passeio e de trabalho.

Liteiros é uma aldeia alegre, humilde e corajosa que enaltece as suas tradições e as vive de uma forma entusiasta. Situa-se na freguesia de Santa Maria e a 6 km de Torres Novas, concelho a que pertence, a 25 km de Fátima e a 30 km de Santarém, sede de distrito.

As suas danças, umas são mais lentas, outras mais rápidas, num repertório, vasto e variado, constituído por fados, verde-gaios, viras, chotiças, valsas, modas de roda e rapsódias. Todo ele  foi ensinado por idosos habitantes de Liteiros e de aldeias circunvizinhas. Estas danças e cantares eram normalmente efetuados por altura dos santos populares, festas, casamentos, batizados, apanha de figos e azeitona, vindimas, descamisadas, ceifas. O rancho retrata o modo de vida dos seus habitantes.

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