Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Filarmónicas de Torres Vedras

Bandas, história e atividades

[ No que se refere às filarmónicas, o projeto Musorbis está apenas a começar, sendo previsível que até ao final do ano todas as bandas possam estar na plataforma. O processo pode ser acelerado com a cooperação dos interessados no que se refere a historiais e fotografias em falta. ]

  • Banda da Juventude Musical Ponterrolense
  • Banda de Música da Associação dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras
  • Banda de Música da Casa do Povo de Campelos
  • Sociedade Filarmónica Ermegeireirense
  • Sociedade Filarmónica da Ribaldeira
  • Sociedade Filarmónica Incrível Aldeia Grandense
Banda da Juventude Musical Ponterrolense

BJMP

Banda da Juventude Musical Ponterrolense

Banda da Juventude Musical Ponterrolense

BJMP

Banda da Juventude Musical Ponterrolense

Banda da Juventude Musical Ponterrolense

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Fundada em 1818 pelo comerciante António Manuel Sizudo e com a colaboração do Padre Estevens para instrução musical, a Phylarmonica Torreense, conhecida desde 1821 como a banda mãe da atual Banda de Música, acompanha as tropas do Marechal de Saldanha até à famosa Batalha de Asseiceira em 1834.

Ao longo dos tempos, passou por conjunturas históricas divergentes, como as Lutas Liberais (1820-1834), a Implantação da República (1910) e a Primeira Grande Guerra (1914-1918), sentindo-se no espírito e na coesão da filarmónica. Em 1925, a Phylarmonica Torreense atravessou sérias dificuldades, correndo o risco de extinção. Uma vez que a banda habitualmente acompanha o Corpo de Bombeiros nas cerimónias, propôs à Associação de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras a possibilidade da sua agregação. A 1 de Maio de 1926, a Phylarmonica Torreense – já agregada à Associação de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras – passa a designar-se de Banda de Música da Associação de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras.

BMAHBVTV

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Na década de 40, a banda realizou concertos radiodifundidos pela Emissora Nacional. No seu percurso é duplamente agraciada pela Câmara Municipal de Torres Vedras: em 1975, foi condecorada com o Diploma de Serviços Distintos e, em 1985, recebeu a Medalha de Ouro do Concelho pelos relevantes serviços prestados.

Em 1991, deslocou-se à Alemanha, a convite da Musikverein-Sdatkapelle Sindelfingen, onde realizou diversos concertos. No ano seguinte, deslocou-se a França, à cidade de Villenave d’Ornon, tendo atuado também em Bordéus, na Feira Internacional. Em 2005, deslocou-se aos Açores, a convite da Sociedade Filarmónica Unânime Praiense, onde atuou diversas vezes na cidade da Horta, no âmbito das Festas do Mar, e na Praia do Almoxarife.

Em 2010, colaborou com a Câmara Municipal de Torres Vedras na inauguração do Mercado Municipal, acompanhando a banda de rock português GNR. Em 2012, estreou-se no formato de concerto de Ano Novo acompanhando a prestigiada cantora Anabela Pires, realizado no Teatro-Cine de Torres Vedras. Nos anos seguintes, realizou os Concertos de Ano Novo no Pavilhão Multiusos com a colaboração de diversos nomes como Fernando Tordo, Rui Drumond, Vânia Fernandes, Herman José, Rita Guerra, One Vision (Tributo aos Queen), um elenco de cantores e bailarinos para a produção de West Love Story, e Miguel Gameiro.

Desde a sua agregação à Associação vários maestros passaram pela Banda: Tenente Costa Brás, Manuel Vargas, Dr. Francisco Xavier de Melo, Dr. António Reis, Joaquim Luís, Emílio Ferreira, António de Amorim Pereira, Major Mário José da Costa Marques e Tenente-Coronel João Monteiro da Silva. Atualmente é dirigida pelo maestro Rui Silva.

É constituída por cerca de 64 elementos com idades compreendidas entre as 12 e os 84 anos, sendo de realçar o elevado número de jovens. Nas suas instalações, encontra-se a funcionar a Academia de Música com cerca de 60 elementos, tendo como objetivo a formação musical e instrumental.

Banda de Música da AHBVTV

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Banda de Música da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Torres Vedras

Banda de Música da Casa do Povo de Campelos

A Escola de Música da Casa do Povo de Campelos nasceu em finais de 1975/1976, quando a professora primária que lecionava na escola de Campelos, Maria Natália Andrade, lançou à comunidade o desafio de se constituir uma banda e uma escola de música. José Augusto dos Santos, clarinetista, com 22 anos e Eugénio Bernardes Ferreira, acordeonista, com 29 anos de idade, abraçaram de imediato o projeto. Neste sentido, contactaram Manuel Soares Peixoto para dar início ao projeto, o qual acedeu prontamente. As aulas de Solfejo iniciaram-se na Sacristia da Igreja de Santo António de Campelos, no dia 17 de fevereiro de 1976. A data foi então definida como a data de fundação da Escola de Música da Casa do Povo de Campelos.

Em 1979, foi então contratado para professor da Escola de Música Manuel Maria Dias, que se tornaria o 1º Maestro da Banda de Música até 1981.A 15 de agosto de 1979, a Banda de Música da Casa do Povo de Campelos fez a sua primeira atuação, no Louriçal, terra natal do então Maestro Manuel Maria Dias. No dia 24 de agosto de 1979, deu-se a primeira atuação em Campelos, concerto no qual se juntaram elementos das Bandas Sociedade Filarmónica Incrível Aldeiagrandense e Sociedade Filarmónica Ermegeirense. Por falecimento do maestro, foi contratado José Aniceto, função que desempenhou entre 1981 e 1994. Durante este período, destaca-se a realização, em Campelos, do 1º Encontro de Bandas do Concelho de Torres Vedras, em 1983. São de realçar, ainda, as atuações no Teatro Maria Vitória (Parque Mayer) e nos jardins do Campo Grande por ocasião das festas da cidade de Lisboa.

BMCCC

Banda de Música da Casa do Povo de Campelos

Banda de Música da Casa do Povo de Campelos

Em 1995, procedeu-se à contratação do Maestro Fernando Franco, terceiro maestro, funções que desempenhou entre 1995 e 1999. Durante este período realça-se a participação, nos dias 7 e 21 de agosto, nas animações de rua da Exposição Mundial de 1998, Expo’98, em Lisboa. Foi também criado um grupo de cantares. Procedeu-se à alteração da farda da Banda de Música passando de azul escuro para bordeaux.

Entre 1999 a 2006, a Banda esteve sob a regência de Francisco Frazão. Prticipou em diversos encontros de bandas, bem como animou duas grandiosas corridas de touros, realizadas em Campelos e promovidas pela associação PROCAMPELO. Realizou o 1º Convívio de Bandas em Campelos, em 2004 e que contou com a presença das bandas Sociedade Filarmónica Incrível Aldeiagrandense, Sociedade Filarmónica Louriçalense e a Sociedade Lírica Moitense.

Desde 2006, rege a Banda de Música da Casa do Povo de Campelos o Maestro Daniel Rui Batista. Neste período, destaca-se a realização, em 2013, no Teatro-Cine de Torres Vedras, do concerto de Natal intitulado “Christmas Concert in Family”. Este concerto contou com a colaboração da cantora Patrícia Cruz como convidada especial, tendo sido interpretados diversos temas, sendo de destacar a peça “Fantasma da Ópera” de Andrew Lloyd Webber. Deste concerto resultou a produção de um DVD.

Participa anualmente na animação do corso do Carnaval de Torres Vedras, com o objetivo de angariar fundos para novos instrumentos, bem como a participação nas Marchas de Santo António de Campelos, com uma marcha e com um grupo de instrumentistas.

A Banda de Música da Casa do Povo de Campelos colabora em diversas festas anuais de várias localidades, através da realização de peditórios, procissões e concertos. Participa também ativamente na concretização da festa anual de Campelos, bem como organiza anualmente o tradicional Concerto do Sócio e faz a animação da Missa do Domingo de Páscoa, com um grupo de instrumentistas e coristas.

Sociedade Filarmónica Ermegeirense

A Sociedade Filarmónica Ermegeirense foi fundada a 5 de março de 1882, por habitantes da Ermegeira que pertenciam a uma banda filarmónica sediada na aldeia vizinha de Maxial, relocalizada para evitar as deslocações entre as duas aldeias.

A Banda de Música da SFE foi dirigida pelo Maestro Álvaro Reis, que deu um notável contributo que vai para além da Banda enquanto maestro e compositor, uma vez que obras suas são tocadas um pouco por todo o País e no estrangeiro. A SFE é composta por cerca de 20 elementos, com uma média de idades de 20 anos, e 20 alunos. Além de participar em muitas festas locais, produz concertos e apresentações, e é convidada habitual dos principais eventos musicais realizados no concelho de Torres Vedras (Festa da Cidade, Sons de Cá, Carnaval de Torres, Onde de Verão, Festas de Natal).

SFE

Sociedade Filarmónica Ermegeirense

Sociedade Filarmónica Ermegeirense

Atualmente não tem um maestro residente. Adota um método de residências artísticas, com um maestro convidado para cada uma, e abertas gratuitamente a todos os músicos do concelho e arredores. São uma espécie de estágio prolongado (duram cerca de 3/4 meses).

Sociedade Filarmónica da Ribaldeira

A Banda Filarmónica do Centro Popular dos Trabalhadores da Ribaldeira nasceu em 1860. O Padre Rosário, que à data dirigia um grupo polifónico da igreja, foi o seu fundador e primeiro regente. A designação de “Sociedade Filarmónica da Ribaldeira” manteve-se até 1908, data em que a aldeia recebeu a visita do Rei D. Carlos. A receção com música agradou ao Monarca, o que o levou a decretar a mudança de nome para “Real Filarmónica da Ribaldeira”. A implantação da República, em 1910, motivou a alteração para “Filarmónica Republicana da Ribaldeira”. Esta designação foi também breve, passando a “Sociedade Filarmónica Labor da Ribaldeira”, com a chegada do Estado Novo, em 1923. Motivos de associativismo levaram os dirigentes a uma nova mudança em 1953, com a filiação na “FNAT” (hoje INATEL), determinando assim a designação de “Centro Popular de Trabalhadores da Ribaldeira”.

Desde a sua fundação, vários maestros estiveram ligados à banda: Manuel António da Silva, Gonçalves, António Ramalho, António Barrocoso Dimas, Luís Agulhas, Higino de Sousa Coutinho, Américo Mateus (um filho da terra), Carlos Gomes, Tiago Santos, Diogo Spínola e, atualmente, Marco Silva. Nas suas múltiplas atuações por diversas zonas do país, são de destacar os concertos realizados em Tomar, Sintra, Nazaré, Lisboa, Vila Franca de Xira, Cacém, Óbidos, Foz do Arelho, Carregado, Mondim de Basto, Estoril e Ponta Delgada, Açores. De referir também diversas participações em encontros e festivais de bandas amadoras, das quais destacamos o brilhante 3.º lugar obtido em 2006, no Certamen Internacional de Bandes de Musica Vila D’Altea, Espanha.

A Banda é composta por cerca de 40 elementos, na sua maioria jovens dos 9 aos 25 anos, dirigidos pelo maestro Marco Silva. A Associação conta com uma escola de música, com cerca de 25 alunos, onde se formam os futuros membros desta banda, que começam desde cedo a atuar em público, em apresentações da Escola de Música da Ribaldeira.

SFR

Sociedade Filarmónica da Ribaldeira

Sociedade Filarmónica da Ribaldeira

Sociedade Filarmónica Incrível Aldeiagrandense

Sociedade Filarmónica Incrível Aldeiagrandense nasceu a 05 de agosto de 1895, no lugar de Aldeia Grande. O seu principal fundador foi Luís Clemente, acompanhado por um grupo de amigos. Nascido nesta localidade em 1874, com 21 anos e uma grande paixão pela música, conseguiu transmiti-la à população e desenvolver a Banda. Ao longo da sua atividade a Banda ensaiou em casas particulares ou alugadas. Só em 1976 começou a construção da sua Sede. A Colectividade tem 450 sócios.

A Banda tem 40 executantes amadores e uma Escola de Música. Durante o ano realizam-se várias festividades na Sede e no recinto de festas. A Banda participa em várias festividades na região, tendo-lhe sido já reconhecido o bom serviço prestado, com atribuição, nomeadamente de Medalha Grau Prata e Medalha Grau Ouro, pela Câmara Municipal de Torres Vedras.

FOI NOTÍCIA

No dia 10 de novembro de 2019, domingo, a partir das 10h30, teria lugar o tradicional Desfile de Bandas Filarmónicas do Concelho de Torres Vedras, no âmbito das Festas da Cidade 2019. Após o desfile pelas ruas do centro histórico, a concentração aconteceria na Avenida 5 de Outubro.

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