Igreja de São Pedro, Torres Vedras
Órgãos de tubos do concelho de Torres Vedras [6]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Centro de Apoio Social de Runa

Centro de Apoio Social de Runa, Torres Vedras

Centro de Apoio Social de Runa, Torres Vedras

Majestoso edifício setecentista, o Real Asilo de Runa foi construído a expensas da princesa do Brasil, D. Maria Francisca Benedita, irmã e nora de D. Maria I. Viúva em 1788, como homenagem ao seu falecido marido e aos militares que tinham servido a Pátria nas guerras, fundou um asilo para militares pobres e inválidos, tendo reservado uma parte do edifício para aposentos seus. O edifício foi inaugurado em 1827. Bem traçada no estilo neoclássico da época, projetada pelo arquiteto José da Costa e Silva, a obra começou em 1792. No aspeto externo, o edifício reduz-se à figura dum longo quadrilátero. Ao centro do edifício, a notável entrada para a igreja, formando peristilo, é de uma arquitetura austera e nobre. O templo tem uma curta nave ou corpo e um grande transepto em que os topos são rematados em semicírculo. O conjunto é dominado por uma cúpula. Os nichos têm esculturas de mármore de Carrara, ao estilo neoclássico. Pertence a esta igreja uma alta e valiosa custódia de prata dourada com peso de 14,725 kg e com 1,30 metros de altura, cravejada de pedras preciosas. A Tribuna Real, hoje armada em sala, guarda pinturas de valor. Sobressaem as três tábuas portuguesas da primeira metade do século XVI, representando São Luís, Rei de França, São João Baptista e São Jerónimo, São Bento e Santo Ambrósio, e uma tela representando Santo António e o Menino, assinada por Vieira Lusitano. Numa outra ala do edifício os “Aposentos da Rainha” conservam nas paredes uma decoração neoclássica e, na sala principal, um retrato da rainha D. Maria I. O acesso ao edifício é feito por uma alameda de 170 metros de comprimento.

O antigo Asilo de Inválidos Militares de Runa, também designado Lar dos Veteranos Militares possui um órgão histórico.

Igreja da Graça

Igreja e convento da Graça

Igreja e convento da Graça, Torres Vedras

Fundado no séc. XVI por eremitas calçados de Santo Agostinho, o convento está hoje ocupado em parte pelo Museu Municipal. A igreja mantém o seu antigo esplendor e é notável pela talha e imagens barrocas, particularmente da primeira metade do século XVII. O percurso para a igreja leva-nos depois a atravessar uma ala do claustro com abóbadas de aresta e largos silhares de azulejos, de 1725, ilustrando a vida de D. Frei Aleixo de Meneses. A igreja, de uma só nave, é coberta com abóbada de berço, apresentando-se algo monumental e bem iluminada. Na capela-mor sobressai o grande retábulo do começo do séc. XVII. Notáveis as esculturas de madeira, particularmente as imagens de Santa Gertrudes Magna e Santa Francisca Romana, obras características do séc. XVII. À direita, um pequeno nicho na parede com o túmulo de S. Gonçalo (1422), curiosa arca com a figura do santo na tampa. No corpo da igreja distribuem-se quatro capelas de cada lado, com boa talha dourada, imagens e inscrições tumulares com belas peças heráldicas. A igreja possui ainda um silhar de azulejos de tapete e, na varanda do coro, um valioso crucifixo de marfim (séc. XVII), e dois púlpitos de talha do séc. XVIII, época dos principais melhoramentos.

Fonte: VisitPortugal

A Igreja do Convento da Graça possui um órgão histórico.

Igreja da Misericórdia 

Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

A Igreja da Misericórdia de Torres Vedras é considerada a mais bela e valiosa das igrejas da cidade, em cujo centro histórico se encontra. Incorpora o conjunto de edifícios da Misericórdia, como o hospital e a sede da instituição. Foi construída para substituir a igreja do antigo hospital que na altura se chamava de Espírito Santo, que lhe era contígua e estava em muito mau estado. Edificada entre 1681 e 1710, em estilo barroco, é constituída por uma nave coberta em abóbada de berço, onde figuram as armas reais portugueses de D. João V e da comenda da Ordem de Cristo. Possui coro alto sobre o portal principal, sustentado por duas colunas jónicas assentes em altos socos, cada uma delas com uma pia de água benta em mármore, em forma de concha. O coro está unido por uma mísula a outro espaço lateral onde se encontra o órgão de oito registos e um manual.

A Igreja da Santa Casa Misericórdia de Torres Vedras possui um órgão histórico da autoria de Bento Fontanes, construído em 1773, restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, em 2008.

Órgão Bento Fontanes

Órgão da Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

Órgão da Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

Tribuna e órgão, em dia de concerto

Órgão da Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

Órgão da Igreja da Misericórdia, Torres Vedras

Igreja Matriz de Torres Vedras

Igreja de São Pedro, Torres Vedras

Igreja de São Pedro, Torres Vedras

A Igreja de São Pedro foi edificada no segundo quartel do século XVI, substituindo o templo da mesma invocação construído no local na Idade Média. A igreja apresenta dois tipos de influências distintas na sua estrutura; se a planimetria é inspirada na arquitetura mendicante, apresentando planta retangular de três naves com cérceas diferenciadas, o modelo dos alçados é já quinhentista, de transição entre a arquitetura manuelina e o classicismo da década de trinta. No século XVII foi efetuada uma campanha de obras no interior da igreja, durante a qual foi executado o retábulo-mor, de talha dourada em estilo joanino, painéis de azulejo de tapete que decoram o espaço, e algumas telas. Na centúria seguinte foram efetuadas a porta de madeira inserida no portal principal, o coro-alto, painéis de azulejos historiados e os ornamentos pintados na abóbada de berço de madeira que cobre a nave central.
A fachada principal apresenta portal enquadrado em alfiz, de influência manuelina, decorado por elementos vegetalistas de gosto classicista e encimado por escudo com armas de D. João III e D. Catarina de Áustria. Adossada à fachada foi erigida a torre sineira, coroada por coruchéu. Os alçados laterais possuem portais, um de moldura rebaixada, de gosto classicista, o outro manuelino, com moldura em arco polilobado decorado por rosetas, proveniente de uma capela no Turcifal. No interior as naves são separadas por arcos formeiros assentes sobre colunas toscanas. As naves laterais são cobertas por abóbada de nervuras e as paredes são cobertas por azulejos enxaquetados e de tapete. Os retábulos das capelas laterais são de talha dourada em estilo nacional. Junto ao transepto, do lado da Epístola, foi colocado o túmulo de João Lopes Perestrelo, que acompanhou Vasco da Gama numa das viagens à Índia. A arca sepulcral foi inserida num arco de volta perfeita, decorado por motivos grotescos.

Fonte: Catarina Oliveira, GIF/ IPPAR/ 2004

A Igreja Paroquial de São Pedro de Torres Vedras possui um órgão histórico.

Igreja Matriz do Turcifal

Igreja paroquial de Turcifal, Torres Vedras

Igreja paroquial de Turcifal, Torres Vedras

As origens da igreja matriz do Turcifal remontam, muito possivelmente, à época medieval. Do templo primitivo, apenas se conservou o pavimento, com lápides sepulcrais quinhentistas, pois a remodelação de que foi alvo, entre a última década do século XVII e meados da centúria seguinte, alterou profundamente a arquitetura, conferindo-lhe a estrutura que hoje conhecemos, e cujo projeto é atribuído a João Antunes, arquiteto régio de D. Pedro II. O começo dos trabalhos deverá situar-se na década de 1690, e em 1708. As dificuldades financeiras fizeram-se sentir ao nível do retábulo proto-barroco, que nunca foi dourado. As diferenças de tratamento, ao nível dos materiais utilizados, entre a capela-mor, onde não há mármores, e o corpo da igreja, são significativas. A decoração do interior do templo reflete estas etapas. À talha, azulejos e pintura do início de Setecentos, opõem-se as telas das capelas laterais, de época joanina. A arquitetura da igreja apresenta soluções de grande depuração e sobriedade. A segunda torre, que certamente fazia parte do projeto original, nunca chegou a ser construída, mas o remate da existente deixa adivinhar a sua conclusão numa época já avançada do século XVIII, pois o contraste entre a fachada e o remate em coruchéu com pináculos, é significativo. As paredes da nave são revestidas por embutidos marmóreos, de grande dinamismo, numa solução que se encontrava em perfeita consonância com o que se fazia em muitas das igrejas da capital.

Fonte: DGPC, Rosário Carvalho

A Igreja Paroquial de Santa Maria Madalena do Turcifal possui órgão de tubos.

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