Valpaços e os seus músicos

Eliana Magalhães, violinista, de Valpaços
Músicos naturais do Concelho de Valpaços

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Eliana Magalhães

Eliana Magalhães nasceu em Vilarandelo, concelho de Valpaços. Iniciou a sua carreira musical aos 9 anos na Academia de Música da Ribeira Grande (São Miguel – Açores), na classe de piano da professora Svetlana Kusselova.

Aos 12 anos ingressou na Escola Profissional Artística do Vale do Ave, na classe de Violino de José António Camarinha e, em 2005, de António Soares, com quem concluiu, em 2008 o Curso de Instrumentista de Cordas com média final de 18 valores.

Terminou em 2011 a Licenciatura em Instrumentista de Orquestra, com Aníbal Lima, na Academia Nacional Superior de Orquestra, e, em 2013, o Mestrado em Ensino de Música na classe de violino de Eliot Lawson e Ilya Grubert.

Frequentou o Doutoramento em Artes Musicais da Universidade Nova de Lisboa/ESML, na classe de violino de Tiago Neto, onde obteve o Diploma de Estudos Avançados em Artes Musicais, especialidade instrumental.

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Eliana Magalhães, violinista, de Valpaços

Eliana Magalhães, violinista, de Valpaços

João Valpaços

João Valpaços é natural de Carrazedo de Montenegro, Valpaços, tendo o nascimento ocorrido em Chaves, em 1994.  Começou os estudos musicais em 2006 na ESPROARTE – Escola Profissional de Arte de Mirandela na classe de violoncelo de David Cruz e mais tarde na classe de Ricardo Ferreira onde concluiu o curso com a nota máxima na prova final de instrumento.

Em 2012 foi admitido na Hoogschool voor de Kunsten Utrecht na classe do Professor Ran Varon.

Foi membro e primeiro violoncelista em varias orquestra de jovens em Portugal e nos Países Baixos e atua frequentemente com a Orquestra XXI e a Orquestra Gulbenkian trabalhando com vários maestros como Lorenzo Viotti, Hannu Lintu, David Afkham, Lev Markiz, Muahi Tang, Lawrence Foster, Karl-Heinz Steffen.

João Valpaços

João Valpaços, violoncelista, de Chaves/Valpaços

João Valpaços, violoncelista, de Chaves/Valpaços

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Melissa Fontoura

Melissa Fidalgo Fontoura nasceu em Vilarandelo, concelho de Valpaços, distrito de Vila Real. Iniciou os estudos de Piano aos seis anos com o professor Francisco Dieguez Doutel na Escola de Música Osnabruck. Paralelamente ao ensino de música frequentou o curso de Humanidades do Liceu Fernão Magalhães, em Chaves. Prosseguiu a sua formação artística no Conservatório Regional de Guimarães e posteriormente no Conservatório de Música do Porto, onde concluiu o 8º Grau com 18 valores, sob orientação de Constantin Sandu.

Ingressou em 1998 na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo onde estudou com nomes de referência no panorama musical nacional, tais como Helena Sá e Costa, Madalena Soveral, Manuela Gouveia, Constantin Sandu, José Parra, Jaime Mota, Miguel Bernat e Manuel Campos.

Frequentou o Conservatório de Trieste, Itália, ao abrigo do programa Erasmus onde se especializou em disciplinas como Leitura ao Piano, Música de Câmara, Piano e Coro. Teve como orientador o pianista Massimo Gon. Enquanto aí viveu realizou vários concertos com a pianista Alessandra Sagelli de piano a quatro mãos.

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Ricardo Matosinhos

Ricardo Matosinhos nasceu em 1982, foi aluno da classe de Trompa de Ivan Kucera, na ESPROARTE (1994-2000) e Bohdan Šebestik na ESMAE, onde concluiu a licenciatura em 2004. A curiosidade levou-o a explorar os caminhos da trompa no jazz e, por essa razão, teve aulas com o saxofonista Mário Santos, cuja influência se veio a refletir mais tarde no seu estilo de composição. Concluiu, em 2012, o mestrado em Ensino da Música, na Universidade Católica, com a apresentação da dissertação “Bibliografia Selecionada e Anotada de Estudos para Trompa Publicados entre 1950 e 2011”.

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Ricardo Matosinhos

Ricardo Matosinhos, trompista, de Valpaços

Ricardo Matosinhos, trompista, de Valpaços

Susana Lopes

Susana Lopes é uma flautista portuguesa, valpacense, que reside atualmente em Amesterdão.

Durante o seu percurso académico, iniciou os estudos musicais aos 8 anos na Banda Municipal de Valpaços. Com 12 anos, ingressou na classe de flauta de Inês Fernandes, na Escola Profissional de Arte de Mirandela (ESPROARTE), onde concluiu o curso de instrumentista de sopro e percussão, em 2012.

Entre os ano letivos de 2012/2013 e 2014/2015, realizou a licenciatura, na classe de Raquel Lima, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE).

Em 2016 mudou-se para Amesterdão para iniciar o mestrado no Conservatorium van Amsterdam, na classe de Kersten McCall, onde concluiu o mesmo em 2018, com a classificação máxima.

Susana Lopes exerceu a função de docente de flauta transversal, na Academia de Artes de Chaves, no ano Letivo de 2015/2016. Participou em inúmeras classes de aperfeiçoamento com flautistas de renome, tais como Davide Formisano, Robert Dick, Felix Renggli, Matthias Ziegler, Rachel Brown, Trevor Wye, Vicent Lucas, Jacques Zoon, entre outros.

Foi laureada em vários concursos entre Espanha e Portugal, em diferentes categorias, passando por solo, música de câmara e até orquestra de sopros e sinfónica, destacando-se o 1º lugar no concurso Paços’Premium, em 2014, e ainda o 2º lugar no concurso Terras de Salette, em 2019.

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HISTÓRIA DA MÚSICA

Manuel Joaquim

Manuel Joaquim, musicólogo, nasceu em Tinhela de Monforte, concelho de Valpaços, distrito de Vila Real (Portuga), a 21 outubro 1894 e morreu em Coimbra, a 28 março 1986. De 1929 a 1937 foi regente da Banda do Regimento de Infantaria 14, em Viseu. Em 1937 passou à reforma, a fim de se dedicar exclusivamente à investigação.

Ao longo da sua vida estudou História da Música e levou a cabo um notável trabalho de investigação musicológica, em particular sobre a música portuguesa. Foi um dos pioneiros da musicologia portuguesa, nomeadamente sobre música portuguesa dos séculos XVI e XVII. Compilou valiosos catálogos descritivos de manuscritos de música portuguesa (entre outros, no Palácio de Vila Viçosa), e transcreveu e editou música, em particular, dos compositores Duarte Lobo, Estevão Lopes Morago ou Esteban López Morago, e Manuel Mendes (compositor). O seu trabalho de investigação e edição foi extremamente importante para o conhecimento das fontes musicais e repertório da História da Música Portuguesa. Manuel Joaquim é referenciado no New Grove Dictionary of Music and Musicians, London, MacMillan, 2001 (por José Lopez-Callo); e na Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, vol. 2, pp. 660-661, Círculo de Leitores e Temas e Debates, 2010 (por Manuel Carlos de Brito).

Manuel Joaquim

Manuel Joaquim, musicólogo, de Valpaços

Composições Polifónicas de Duarte Lobo

Edições Musicais
  • O cancioneiro musical e poético da Biblioteca Pública Hortênsia, Edição Subsidiada pelo Instituto para a Alta Cultura. Coimbra, 1940.
  • A Missa de Féria do Padre Manuel Mendes, Separata de Música, Revista dos alunos do Conservatório de Música do Porto, (Porto, 1942).
  • Duarte Lobo: Composições polifónicas, Instituto para a Alta Cultura. Lisboa, 1945.
  • Estêvão Lopes Morago: Várias obras de música religiosa ‘a cappella’, Portugaliae Musica, volume IV, Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1961).
Escritos
  • Documentos para a História da Música da de Elvas, in Jornal de Elvas, 11 de Novembro de 1928 a 4 de Agosto de 1929.
  • A música militar através dos tempos, in Arte Musical, (Lisboa, 1937).
  • Um inédito musical: o ‘Te Deum’ do licenciado Lopes Morago (Lisboa, 1940).
  • ‘Nótulas sôbre a música na de Viseu’, in Beira Alta, I (1942), 7, 49, 107, 149; II (1943), 82; III (1944), 3–34, 93, 207–36.
  • Em louvor do grande polifonista Estevão Lopes Morago, [S.l. : s.n.], (1948).
  • Um Madrigal de Vicente Lusitano publicado no “Libro delle Muse”, in Gazeta musical, nos.13–14 (1952), 13–14; nº 16 (1952), 4–6.
  • Algumas palavras acerca de música antiga portuguesa, in Douro-Litoral, 5ª série (1952), nos.1–2, p. 3.
  • Da origem do canto cristão e sua antiga prática em Portugal (Porto, 1953).
  • Vinte livros de música polifónica do Paço Ducal de Vila Viçosa (Lisboa, 1953).
  • Os “Concertos brandeburgueses” de João Sebastião Bach, Gazeta musical, nºs 39–46 (1954), 196–7, 214–15, 230–31, 250–51, 260–61, 274–5, 288–9.
  • O “Passionarium” de Fernandes Formoso: Lisboa 1543, Arquivo de bibliografia portuguesa, Vol. I (Coimbra, 1955), 73–97.
  • Notícia de vários documentos dos séculos XIII, XIV, XV et XVI, existentes no Museu de Grão-Vasco, in Beira Alta, XIV (1955), 225, 263–99; XV (1956), 3.
  • Os livros do coro da de Coimbra, em 1635, Arquivo de bibliografia portuguesa, II (1956), 316–66; Separata (Coimbra, 1957).
  • O colectário de Arouca e os seus textos musicais, in Douro-Litoral, 8ª série (1957), nºs 5–6.
Bibliografia
  • Mário de Sampaio Ribeiro, À margem do Cancioneiro de Manuel Joaquim: Notas e comentários, in Brotéria, n.º 33, 1941, pp. 383-417.
  • Manuela Alexina Meneses Vila Maior, Manuel Joaquim: Um contributo para a valorização do património artístico-musical português, Tese de Mestrado em Ciências Musicais, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2 vols., 2001.