João Valpaços, violoncelista, de Chaves/Valpaços
Músicos naturais do Concelho de Valpaços

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

João Valpaços

João Valpaços é natural de Carrazedo de Montenegro, Valpaços, tendo o nascimento ocorrido em Chaves, em 1994.  Começou os estudos musicais em 2006 na ESPROARTE – Escola Profissional de Arte de Mirandela na classe de violoncelo de David Cruz e mais tarde na classe de Ricardo Ferreira onde concluiu o curso com a nota máxima na prova final de instrumento.

Em 2012 foi admitido na Hoogschool voor de Kunsten Utrecht na classe do Professor Ran Varon.

Foi membro e primeiro violoncelista em varias orquestra de jovens em Portugal e nos Países Baixos e atua frequentemente com a Orquestra XXI e a Orquestra Gulbenkian trabalhando com vários maestros como Lorenzo Viotti, Hannu Lintu, David Afkham, Lev Markiz, Muahi Tang, Lawrence Foster, Karl-Heinz Steffen.

João Valpaços

João Valpaços, violoncelista, de Chaves/Valpaços

João Valpaços, violoncelista, de Chaves/Valpaços

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Ricardo Matosinhos

Ricardo Matosinhos nasceu em 1982, foi aluno da classe de Trompa de Ivan Kucera, na ESPROARTE (1994-2000) e Bohdan Šebestik na ESMAE, onde concluiu a licenciatura em 2004. A curiosidade levou-o a explorar os caminhos da trompa no jazz e, por essa razão, teve aulas com o saxofonista Mário Santos, cuja influência se veio a refletir mais tarde no seu estilo de composição. Concluiu, em 2012, o mestrado em Ensino da Música, na Universidade Católica, com a apresentação da dissertação “Bibliografia Selecionada e Anotada de Estudos para Trompa Publicados entre 1950 e 2011”.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Ricardo Matosinhos

Ricardo Matosinhos, trompista, de Valpaços

Ricardo Matosinhos, trompista, de Valpaços

HISTÓRIA DA MÚSICA

Manuel Joaquim

Manuel Joaquim, musicólogo, nasceu em Tinhela de Monforte, concelho de Valpaços, distrito de Vila Real (Portuga), a 21 outubro 1894 e morreu em Coimbra, a 28 março 1986. De 1929 a 1937 foi regente da Banda do Regimento de Infantaria 14, em Viseu. Em 1937 passou à reforma, a fim de se dedicar exclusivamente à investigação.

Ao longo da sua vida estudou História da Música e levou a cabo um notável trabalho de investigação musicológica, em particular sobre a música portuguesa. Foi um dos pioneiros da musicologia portuguesa, nomeadamente sobre música portuguesa dos séculos XVI e XVII. Compilou valiosos catálogos descritivos de manuscritos de música portuguesa (entre outros, no Palácio de Vila Viçosa), e transcreveu e editou música, em particular, dos compositores Duarte Lobo, Estevão Lopes Morago ou Esteban López Morago, e Manuel Mendes (compositor). O seu trabalho de investigação e edição foi extremamente importante para o conhecimento das fontes musicais e repertório da História da Música Portuguesa. Manuel Joaquim é referenciado no New Grove Dictionary of Music and Musicians, London, MacMillan, 2001 (por José Lopez-Callo); e na Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, vol. 2, pp. 660-661, Círculo de Leitores e Temas e Debates, 2010 (por Manuel Carlos de Brito).

Manuel Joaquim

Manuel Joaquim, musicólogo, de Valpaços

Composições Polifónicas de Duarte Lobo

Edições Musicais
  • O cancioneiro musical e poético da Biblioteca Pública Hortênsia, Edição Subsidiada pelo Instituto para a Alta Cultura. Coimbra, 1940.
  • A Missa de Féria do Padre Manuel Mendes, Separata de Música, Revista dos alunos do Conservatório de Música do Porto, (Porto, 1942).
  • Duarte Lobo: Composições polifónicas, Instituto para a Alta Cultura. Lisboa, 1945.
  • Estêvão Lopes Morago: Várias obras de música religiosa ‘a cappella’, Portugaliae Musica, volume IV, Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1961).
Escritos
  • Documentos para a História da Música da de Elvas, in Jornal de Elvas, 11 de Novembro de 1928 a 4 de Agosto de 1929.
  • A música militar através dos tempos, in Arte Musical, (Lisboa, 1937).
  • Um inédito musical: o ‘Te Deum’ do licenciado Lopes Morago (Lisboa, 1940).
  • ‘Nótulas sôbre a música na de Viseu’, in Beira Alta, I (1942), 7, 49, 107, 149; II (1943), 82; III (1944), 3–34, 93, 207–36.
  • Em louvor do grande polifonista Estevão Lopes Morago, [S.l. : s.n.], (1948).
  • Um Madrigal de Vicente Lusitano publicado no “Libro delle Muse”, in Gazeta musical, nos.13–14 (1952), 13–14; nº 16 (1952), 4–6.
  • Algumas palavras acerca de música antiga portuguesa, in Douro-Litoral, 5ª série (1952), nos.1–2, p. 3.
  • Da origem do canto cristão e sua antiga prática em Portugal (Porto, 1953).
  • Vinte livros de música polifónica do Paço Ducal de Vila Viçosa (Lisboa, 1953).
  • Os “Concertos brandeburgueses” de João Sebastião Bach, Gazeta musical, nºs 39–46 (1954), 196–7, 214–15, 230–31, 250–51, 260–61, 274–5, 288–9.
  • O “Passionarium” de Fernandes Formoso: Lisboa 1543, Arquivo de bibliografia portuguesa, Vol. I (Coimbra, 1955), 73–97.
  • Notícia de vários documentos dos séculos XIII, XIV, XV et XVI, existentes no Museu de Grão-Vasco, in Beira Alta, XIV (1955), 225, 263–99; XV (1956), 3.
  • Os livros do coro da de Coimbra, em 1635, Arquivo de bibliografia portuguesa, II (1956), 316–66; Separata (Coimbra, 1957).
  • O colectário de Arouca e os seus textos musicais, in Douro-Litoral, 8ª série (1957), nºs 5–6.
Bibliografia
  • Mário de Sampaio Ribeiro, À margem do Cancioneiro de Manuel Joaquim: Notas e comentários, in Brotéria, n.º 33, 1941, pp. 383-417.
  • Manuela Alexina Meneses Vila Maior, Manuel Joaquim: Um contributo para a valorização do património artístico-musical português, Tese de Mestrado em Ciências Musicais, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2 vols., 2001.
1 reply
  1. António Ferreira
    António Ferreira says:

    NOTAS SOBRE A MELOTECA E O MUSORBIS
    1. Agradecemos a cooperação, imagens e textos, conteúdos que vamos inserindo na medida das possibilidades.
    2. Foram solicitadas informações sobre os músicos e o património musical concelhio a todos os municípios do País e só 5% responderam.
    3. Lançado há 15 dias, o Musorbis (www.musorbis.com) é uma construção, como se refere em cada página de músicos do concelho.
    4. Tendo já a Meloteca milhares de biografias, ambos os sítios se vão incrementar e complementar cada vez mais para alcances regional/nacional e nacional/global .
    5. Qualquer pessoa competente na matéria pode sugerir nomes de músicos, sendo que gostamos referir as fontes para manter a credibilidade da obra.
    6. Os músicos profissionais (não apenas intérpretes mas aqueles cuja formação e atividade gira em torno da música) pode constar na Meloteca (www.meloteca.com) o que, na forma simples, não tem custos.
    7. Quem pretender um lugar de destaque pode também fazê-lo e assim ajudar os projetos a crescerem de forma sustentada.
    8. Sendo que existem 308 concelhos em Portugal, cada um terá a sua página de músicos, a sua página de órgãos de tubos, a sua página de iconografia musical, as suas salas de concerto, e outros artigos que ainda estão a ser definidos.
    9. No caso dos órgãos de tubos, além das notas historico-artísticas pretendemos informar sobre os organistas titulares e sobre as escolas onde se aprende órgão.
    10. A Meloteca e o Musorbis estão a ser desenvolvidos com o meu trabalho, a ajuda do meu filho, a cooperação de voluntários e o dinheiro que eu pago a uma agência digital para a construção e mudanças estruturais.
    11. Nem a Meloteca, lançada em 2003, nem o Musorbis, lançado em 2020, recebe qualquer apoio institucional.
    12. Meloteca e Musorbis são projetos para anos e décadas, e estou a tentar prepará-los para que me sobrevivam.

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