Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela
Folclore em Viana do Castelo

Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho

  • Região: Minho (Alto Minho)
  • Distrito: Viana do Castelo
  • Concelho: Viana do Castelo

10 grupos

  • Associação das Cantadeiras do Vale do Neiva
  • Cantadeiras do Vale do Neiva
  • Grupo Etnográfico da Areosa
  • Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lanheses
  • Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela
  • Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Alvarães
  • Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo
  • Grupo Folclórico de Castelo do Neiva – GRECANE
  • Grupo Folclórico e Cultural Danças e Cantares de Carreço
  • Rancho Regional das Lavradeiras de Carreço
Cantadeiras do Vale do Neiva
  • Região: Minho – Alto Minho
  • Distrito: Viana do Castelo
  • Concelho: Viana do Castelo

O grupo Cantadeiras do Neiva foi fundado em 1982 pelo etnógrafo Manuel Delfim da Silva Pereira que se dispôs a calcorrear nos anos 70, apenas com um gravador, uma máquina fotográfica e bloco de apontamentos, todas as freguesias das margens do Rio Neiva, acabando assim, por recolher verdadeiros tesouros populares, de que constam mais de uma centena de cantigas religiosas e profanas, e ainda muitas lendas, lengalengas, ditos e jogos populares.

Com tão grande manancial ao seu dispor, o grupo empenha-se em juntar um grupo de pessoas que interpretam ao vivo as cantigas, ressuscitando tão valioso património das populações das margens do Neiva.

Apresentou-se pela primeira vez em Barroselas no dia 25 de dezembro de 1982. No ano 2000, o grupo interrompeu as atividades, por doença do seu fundador. Após a sua morte, a viúva, Lassalete Gonçalves, arriscou em retomar a atividade do grupo, e mais ainda, como defendia o seu fundador e Amadeu Costa, sem instrumentos.

Lassalete convidou um conjunto de onze mulheres e três homens, promove alguns ensaios e, em 2002 apresentou-se novamente em público.

Em 2009 constituiu-se em Associação com a designação de “Associação Cantadeiras do Vale do Neiva”.

Cantadeiras do Vale do Neiva

Cantadeiras do Vale do Neiva

Grupo Etnográfico da Areosa

Fundado em 1966, o Grupo Etnográfico da Areosa é uma associação cultural que convida a fazer uma viagem ao passado, à obra artística e às tradições populares da região de Viana. E porque na Areosa o trajar tem a mesma força e a mesma vivacidade que as danças e os cantares, através deste grupo poderemos também admirar “o mais vibrante dos Trajes à Vianesa”.

É já longo o percurso internacional do grupo. Essas delegações de representação da cultura tradicional, para lá das danças, trajes e cantares, levaram a conhecer outros saberes, como o artesanato e a gastronomia.

Com sede própria, e dentro da sua atividade regular, o grupo tem promovido uma grande diversidade de atividades e sempre participou e colaborou com a organização das festas de Areosa, e de Viana do Castelo, e com o Festival de Folclore Internacional – Alto Minho. O agrupamento procura fazer do trabalho de valorização das tradições ligadas ao património material e imaterial da região um projeto com futuro.

Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela

O Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela foi fundado em 1934, na freguesia da Meadela. O grupo mantém vivas as tradições herdadas dos antepassados, apresentando os seus riquíssimos trajes confecionados artesanalmente, as danças, os cantares, as músicas tradicionais e reposições cénicas relacionadas com as lides agrárias, como o seu próprio nome “Lavradeiras da Meadela” sugere.

O Grupo é membro efetivo da Federação do Folclore Português e membro fundador da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho. Está ainda filiado no INATEL e inscrito no Comité Internacional EUROPEADE.

Em 1995, foi declarado Instituição de Utilidade Pública.

Já em 2014, em que completou 80 anos de existência, foi galardoado pelo Município de Viana do Castelo com o Título Honorífico “Instituição de Mérito” pelos relevantes serviços prestados à cultura popular e etnografia vianenses, sendo o primeiro Grupo de Viana do Castelo a quem foi atribuída tal distinção.

Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela

Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela

Ronda Típica da Meadela

A Ronda Típica da Meadela foi fundada em 1960 pelo etnógrafo José Figueiras. Apresentou-se em público pela primeira vez, num serão de arte poética Luso-Galaica, organizado pela Comissão de Festas da sua freguesia. Teve a seu cargo, como simples “tocata”, composta por quatro elementos, um fundo musical de recitais de autores minhotos, de puro sabor local. Foi um passo importante para um aparecimento de um grupo de danças, músicas e cantares do Minho, tendo presente que Viana é considerada a capital do folclore.

A produção de bordados regionais e trajes, bem como a enorme variedade de trabalhos de filigrana em ouro, traduzem uma velha herança celta bem visível.

Após ter participado em festivais folclóricos nacionais, a Ronda Típica da Meadela foi convidada e atuou com grande sucesso em vários países da Europa, com especial destaque para a França, Espanha, Alemanha, Áustria, Itália e Bélgica.

As velhas tradições foram cuidadosamente preservadas.

Ronda Típica da Meadela

Ronda Típica da Meadela

Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lanheses

Lanheses fica situada no extremo nascente do concelho de Viana do Castelo, na margem direita do rio Lima e enquadrada a norte pela Serra d’ Arga. A serra, o vale e o rio definiram, desde há muitos séculos, as tradições das terras e das gentes locais, centrando-se na agricultura, pecuária e pesca, tendo o barro vermelho constituído ponto importante na indústria local, através da cerâmica e da olaria. O rio assegurou o escoamento dos respetivos produtos e conduzindo ao aparecimento de sucessivas gerações de barqueiros até meados do século XX. A terra e as gentes são aqui detentoras de um forte património cultural.

Remontando a 1946, o grupo folclórico designou-se então de Rancho Regional de Lanheses, sendo constante a sua presença na festa do traje, levada a cabo na Romaria da Senhora da Agonia. A evolução dos tempos e a sua crescente atividade conduziram à sua reorganização, tendo recebido, em 1980, o nome de Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lanheses.

Assume-se como fiel representante do folclore minhoto, deixando transparecer na alegria dos seus trajes, no ritmo dos seus cantares e na magia das suas danças um testemunho vivo de um passado rico em tradições culturais das gentes locais, cujos usos e costumes reflete.

Está filiado no INATEL, é membro efetivo da Federação do Folclore Português e da Associação dos Grupos Folclóricos do Alto Minho.