Paulo Brissos, cantor, de Vila Franca de Xira
Músicos naturais do Concelho de Vila Franca de Xira

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Paulo Brissos

Paulo Brissos, cantor, de Vila Franca de Xira

Paulo Brissos, cantor, de Vila Franca de Xira

Paulo Jorge do Carmo Brissos, mais conhecido por Paulo Brissos, nasceu em Vila Franca de Xira, Portugal, a 19 de maio de 1970. Aos 13 anos começou a aprender música na escola de música do Ateneu Artístico Vilafranquense onde tocou clarinete durante três anos. Aos 16 anos começou a interessar-se pela guitarra e por cantar. Compôs as primeiras canções em finais dos anos 80 altura em que começou a tocar nos bares de Lisboa. Em 1987 participou num projeto de originais intitulado “Bazzar” com o baixista José Manuel e o baterista Sertório Calado. As gravações decorreram nos estúdios da Valentim de Carvalho em Paço de Arcos e dessa gravação saiu o primeiro e único trabalho da banda, um single em vinil com “All we need is money” no lado A e “Together in our hearts” no lado B. A Banda apresenta-se ainda em algumas salas de Lisboa mas o fim estaria anunciado para breve.

Uma mudança de caminho que se prendia com uma sugestão para a banda compor em português por parte da editora, coisa que nunca se veio a concretizar, foi o fim da mesma. Com a saída de José Manuel para tocar com o artista Dany Silva a banda extinguiu-se definitivamente. Paulo Brissos iniciou assim uma carreira a solo tocando pelos bares de Lisboa e formando uma banda de covers Pop/Rock de nome “The Dalton Brothers”. Os Dalton Brothers eram António Andrade no baixo elétrico, Sertório Calado na bateria e Domingos Silva nos teclados, banda que derivou para uma vertente mais Rock com a substituição de Domingos Silva pelo guitarrista Jorge do Carmo, mudando também o seu nome para “Ice Scream”. Os “Ice Scream” tocaram muitas noites nos bares Até Q’enfim e Xafarix entre muitos outros.

Numa das noite no Xafarix Paulo Brissos conheceu Otávio Jardim, um promissor teclista da Madeira e líder da banda “Blá Blá Magazine”, que o convidou para fazer parte do grupo vocal “Blocco” com o objetivo de participar no Festival RTP da Canção em 1991. Dos “Blocco” fazia parte também o ator Ricardo Carriço.

A participação no festival deu aos “Blocco” um ótimo segundo lugar mas não garantiu a continuidade da banda que terminou pouco depois de Paulo Brissos começar a cumprir o serviço militar obrigatório no Regimento nº1 na Tapada da Carregueira, Cacém. Paulo Brissos cumpre assim o serviço militar como músico clarinetista na banda do regimento e é depois convidado a integrar a Orquestra Ligeira do Exército como Cantor. Terminado o serviço obrigatório, Paulo Brissos volta à sua vida civil de músico e cantor formando as bandas, “Mitos e Lendias” e “Banding” com os músicos Sertório Calado, João Sanguinheira (baixista), Vicente Andrade (guitarrista e ex. Grupo de Baile) e Alexandre Diniz (teclista). Em 1992 os “Banding” inauguram a casa “Gartejo” onde a banda esgotou várias vezes a lotação, tocando temas de bandas como Queen, The Police, Pink Floyd, Genesis entre outros. Em 1993 Paulo Brissos aceitou o convite para participar a solo no Festival RTP da Canção com o tema “No Dia Seguinte” de Jan Van Dijck e Nuno Gomes dos Santos, começando assim efetivamente a sua carreira a solo, com a edição desse tema numa compilação do festival desse ano.

Em 1994 editou o seu primeiro disco de originais de nome “People Amigo” pela editora Movieplay que contou com a participação dos elementos dos “Banding”. Este álbum apesar de ter tido algum “airplay” nas rádios e na TV, não catapultou a carreira do artista, pelo que após uma pequena digressão terminou os seus esforços nesse sentido, ingressando num novo projecto com a banda V12.

Os V12 eram uma banda de Hard Rock da Amadora composta por Filipe Gonçalves na bateria, Luciano Barros no baixo, Paulinho e Rui Fingers nas guitarras. A banda embora ainda tentasse continuar o seu projeto de originais acabou por dar lugar a outra banda de covers de nome “Wacko Wacko”. Para os “Wacko Wacko” entrou Pedro Sá-Chaves nas teclas e voz e saiu o guitarrista Paulinho que mais tarde vem a ingressar nos “Sexto Sentido”. A banda “Wacko Wacko” tocava temas mais Hard Rock e fazia versões originais de bandas como Extream, Van Halen, Whitesnake, Mr. Big entre outras. Mais tarde o guitarrista Gonçalo Pereira “Tricot” entra para a vez de Rui Fingers. Com a entrada de Gonçalo para a banda, esta volta a ter algum interesse por compor originais e tenta um novo projecto com o nome “Mona Lusa”, gravando dois temas, “Só Merda” e “Será Sempre Assim”. A banda participa em alguns programas de TV mais radicais, mas acaba naturalmente com a saída de Gonçalo para a banda de suporte do artista Paulo Gonzo, da qual já fazia parte Alexandre Diniz que em tempos foi teclista dos “Banding”. Tudo conspirava para que Paulo Brissos continuasse a sua carreira a solo.

Surgiu então em 1997 o convite para assinar com a multinacional Polygram de onde sai o álbum “Criação”. “Serás Tu” foi o primeiro single do artista a ter um “airplay” significativo e atingiu o top na Rádio Renascença e na Rádio Comercial. O tema fez parte da banda sonora da novela da RTP “Terra Mãe” e é talvez uma das baladas mais conhecidas da música portuguesa dos anos 90. Depois duma digressão com concertos por todo o país o álbum não superou as expectativas em termos de vendas e seguiu-se algum momento de exaustão por parte do artista. Desentendimentos com a editora levaram ao fim do contrato e Paulo Brissos só volta a gravar e de forma independente no ano 2000. Nesse ano lançou o single “Curte de Verão” através da editora independente Outthere Records e lançou mais tarde de forma independente também o EP “Sete e Meia”. Em 2003 lança mais uma vez de forma independente o álbum “Direitas” de onde foi extraído o tema “Mulher Ideal” para a novela “Olhar da Serpente” da SIC.

No ano seguinte Paulo Brissos aceitou o convite para participar como cantor residente no programa “Parque Maior” da RTP onde acompanhou muitos artistas do panorama musical português.

Por volta de 2000 Paulo Brissos começou também os seus primeiros passos como produtor produzindo mais tarde os primeiros discos de Sérgio Rossi e Paula Teixeira. Trabalhou também como compositor de canções para artistas como Excesso, Sérgio Rossi, Paula Teixeira, Adelaide Ferreira, Ana Isabel Baptista, entre outros.

Em 2007 formou-se em produção musical no Valencia Community College em Orlando, Florida nos Estados Unidos, e quando regressou em 2008 gravou o seu primeiro CD/DVD ao vivo “Concerto Acústico” que foi editado em 2009. Deste disco ao vivo sai uma versão de “Serás Tu” para fazer parte da banda sonora da novela “Sentimentos” da TVI. Em 2010 participou como compositor na Curta-Metragem de Ana Campina “As Maltratadas”, ano em que também participou na banda sonora da novela “Mar de Paixão” da TVI, onde foi convidado a compor um tema em especial para a mesma, Coração de Sereia.

Em 2012 editou “Pop Blues”, um álbum com muitas influências de Blues, terreno que sempre gostou de pisar, e no ano seguinte promoveu o single “Magenta” que viria dar o mote para a edição do próximo trabalho. Em 2016 editou com o nome “Brissos e os Conselheiros de Estrada” o álbum “Depois do Fim do Mundo” com a participação especial de Rui Veloso entre outros. Este trabalho foi editado em CD e Vinil, bem como nas plataformas digitais, e foi gravado nos estúdios Vale de Lobos pelo produtor e guitarrista Pedro Vidal. Com uma sonoridade vintage, roçando o Blues/Rock mas também com ritmos e sonoridades modernas, o trabalho mostra ser um misto de novo e velho com uma mensagem muito atual e com alguma sátira social. Foram extraídos deste disco 3 singles, “Magenta”, “Tá um frio que não se pode” e “Sem pensar em nada”, este último vindo a fazer parte da banda sonora da série “O Sábio” da RTP.

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