Frei José Marques e Silva, de Vila Viçosa
Músicos naturais do Concelho de Vila Viçosa

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Frei José Marques e Silva, de Vila Viçosa

Frei José Marques e Silva, de Vila Viçosa

Roberto Tornar

Roberto Tornar nasceu por volta de 1587 em Inglaterra ou na Irlanda. Era católico e, por essa razão fugiu da sua terra natal para a Península Ibérica para escapar às perseguições anglicanas. Foi possivelmente apoiado pelo duque de Bragança D. Teodósio II, que, na qualidade de patrono o terá enviado para Madrid, onde foi discípulo de Géry de Ghersem e Mateo Romero. Posteriormente, regressou a Portugal. A 8 de abril de 1616 sucedeu a António Pinheiro como mestre de capela no Paço Ducal de Vila Viçosa, o palácio de D. Teodósio II.

O duque de Bragança incumbiu-o da educação musical do seu filho D. João, que viria a tornar-se rei de Portugal com a Restauração da Independência assim como um importante compositor e musicólogo. Contudo, o mérito de Roberto Tornar terá sido diminuto, uma vez que subsistem relatos de que o jovem não apreciava as suas aulas de música. Este, ao crescer, não demonstrou grande gratidão ao seu antigo mestre. Um dado que subsistiu da sua vida pessoal é o seu matrimónio com Catarina Lopes de Quintana. Morreu em data incerta, após 1629 em Vila Viçosa.

BANDAS FILARMÓNICAS

Banda Filarmónica União Calipolense

A Banda Filarmónica União Calipolense, de Vila Viçosa, foi fundada a 24 de maio de 1870, já a Sociedade existia há 19 anos. Em 1873, por vontade de EI’ Rei D. Luís, tocou pela primeira vez o Hino Nacional nas comemorações da restauração da independência, passando de então para cá, a designar-se Sociedade Filarmónica União Calipolense. João Maria Espanca, pai da ilustre poetisa calipolense, foi um grande apoiante da filarmónica, tendo contribuído com dois instrumentos novos e um fardamento de penacho e drognas igual ao da guarda nacional, que foi utilizado pela primeira vez no dia 8 de dezembro de 1904.

Em 2010 atuou em direto num programa televisivo da RTP, “Portugal no coração”. A Sociedade Filarmónica é uma Instituição de utilidade Pública que sobrevive com apoios financeiros de entidades do concelho. Presta serviços sociais, lúdicos e religiosos, destacando-se o dia 8 de dezembro (dia de Nossa Senhora da Conceição). Possui uma Escola de Música para aprendizes e uma Banda Filarmónica. É Maestro desta Banda o Joaquim António Guerra Guedelha desde 2003. Foram maestros da Filarmónica: Guedes (1938-1940), Reis de Carvalho (1945), Manuel Jerónimo (1945), João Augusto Ferreira (1945), Frederico Pazinho (1946), Manuel Jerónimo ( 1947), Augusto Flora (1953-1955), Francisco Silva (1956), João Valente (1956-1965), Augusto Flora (1966-1971), Hermegildo Cardoso (1972-2003).

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