Grupo Folclórico Leões da Beira de Rio de Loba
Folclore em Viseu

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Beira Alta (Viseu, Dão, Lafões e Terras do Demo)
  • Distrito: Viseu
  • Concelho: Viseu

06 grupos

  • Grupo Folclórico Leões da Beira de Rio de Loba
  • Rancho Folclórico As Costureirinhas de Cavernães
  • Rancho Folclórico da Associação “As Cabacinhas de Santiago”
  • Rancho Folclórico de Abraveses
  • Rancho Folclórico de Gumirães
  • Rancho Folclórico de Torredeita
Grupo Folclórico Leões da Beira de Rio de Loba

O Grupo Folclórico Leões da Beira de Rio de Loba é uma associação de natureza etnográfica do Concelho de Viseu, freguesia de Rio de Loba. Em Rio de Loba, em determinadas épocas do ano, cantavam-se as Janeiras, os Reis e o Lamentar das almas. Nas tardes de domingo, ao som da gaita de beiços e outros instrumentos rudimentares, rapazes e raparigas faziam grandes bailaricos, quase sempre com a presença por perto dos pais protetores.

Grupo Folclórico Leões da Beira de Rio de Loba

Grupo Folclórico Leões da Beira de Rio de Loba

O Grupo Folclórico tenta manter vivas estas tradições e passá-las às novas gerações. O rancho é possuidor de vários trajes de trabalho como: malhador, mulher da eira, homem da rega, mulher da ceifa, vendedores, moleiros, trajes domingueiros, de romaria e outros, bem como ferramentas e objetos utilizados nos trabalhos rurais, na época que representa, primeiros anos do século XX. As suas danças sempre de roda, são de trabalho, romaria e de terreiro.

Rancho Folclórico As Costureirinhas de Cavernães

Num planalto em que se avista a Serra da Estrela e se debruça sobre o encantador vale do Dão, situa-se Cavernães, sede de freguesia do seu Rancho Folclórico “As Costureirinhas” de Cavernães. O Rancho surgiu na sequência da atividade que vinha sendo desenvolvida desde 1933 por um grupo de tricanas, que se foi mantendo até 1966, data em que os responsáveis de então decidiram constituir um autêntico rancho folclórico, ao qual lhe atribuíram a designação de “As Costureirinhas”, pelo facto de em Cavernães, desde o último quartel do penúltimo século, ter existido uma escola de costura, por onde passaram um sem número de raparigas da região.

Em 1976, a Associação do Rancho Folclórico “As Costureirinhas” de Cavernães inicia o seu processo de legalização, sendo que, no ano de 1990, foram alterados os estatutos desta Associação para uma IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social). Desde então, a Associação tem como objetivos o apoio à população na sua área de intervenção, nomeadamente, a Infância, Juventude e Terceira Idade, nos domínios recreativos, formativos, culturais, educativos e sociais, que são mantidos até aos dias de hoje.

Em 2001, foi inaugurado o edifício onde desde então funcionam as instalações do ATL, atividades do Rancho Folclórico e o Jardim de Infância. Com as crescentes preocupações sociais, a Direção decidiu construir um edifício onde pudessem funcionar as valências de Lar, SAD e Creche. Este edifício ficou concluído em 2011, e as suas valências tiveram início em setembro do mesmo ano. Desde então têm sido prestados os serviços sociais mais índoles para as pessoas carenciadas.

Rancho Folclórico da Associação “As Cabacinhas de Santiago”

O Rancho Folclórico da Associação “As Cabacinhas de Santiago” é uma associação de natureza etnográfica do Concelho de Viseu.

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Abraveses

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Abraveses é uma associação de natureza etnográfica do Concelho de Viseu, freguesia de Abraveses. Foi nesta terra que em 1935 se criou oficialmente a Casa do Povo de Abraveses, uma das mais antigas do País que tem, atualmente, o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social/IPSS.

Por volta de 1940, surgiu na instituição o Rancho Folclórico da Casa do Povo da Freguesia de Abraveses, que alguns anos depois se veio a desmantelar. O atual grupo renasceu em 1990, mantendo o rigor dos trajes e danças de outrora, tendo feito a sua primeira atuação em público em junho de 1991, integrada nas festas de Abraveses. Tem atuado em vários festivais de folclore, festas e romarias de norte a sul de Portugal, Espanha, bem como em França onde participou nas comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades.

Desde 1993, realiza, anualmente, no último sábado de junho, o seu festival de folclore. As nossas danças e cantares, com muita beleza e simplicidade, como simples é o povo da Beira, são originárias de recolhas efetuadas na região da Beira Alta, especialmente no concelho de Viseu. Estas e outras recolhas etnográficas estão documentadas no trabalho do grupo, em DVD, tornado público em  2008.

Rancho Folclórico de Gumirães

O Rancho Folclórico de Gumirães é uma associação de natureza etnográfica sediada em Gumirães, Concelho de Viseu.

Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros

O Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros foi fundado em 1978. Recolheu todos os variados aspetos da herança cultural popular da sua região e tem divulgado por diversos meios boa parte dos ensinamentos recolhidos.

Veste-se com o rigor de pormenores que o caraterizam.

Viajou pelo País, do Minho aos Açores, para participar em importantes festivais de folclore, onde levou com simplicidade a sua mensagem de verdade.

Fez diversas atuações no estrangeiro, designadamente, no Brasil, em Espanha, na Holanda e em França, onde ganhou um primeiro prémio de qualidade folclórica.

Organizou, por 42 vezes, o seu festival de Folclore.

É pioneiro na realização de Encontros de Cantares da Quadra Natalícia de que já levou a efeito 37 eventos.

Mantém ainda em atividade um grupo de cantares populares e um grupo de zés-pereiras.

Gravou programas de rádio e de televisão em Portugal e no estrangeiro.

Construiu um edifício de três pisos para a sua sede onde, para além de outros setores de natureza social, instalou as muitas dezenas de milhar de documentos do seu Museu Etnográfico, bem como importante Biblioteca, criando assim um valioso Centro de Documentação especializado em Cultura Tradicional e Popular que mantém ao dispor de grupos, de estudiosos, de investigadores.

Rancho Folclórico de Torredeita

O Rancho Folclórico de Torredeita é uma associação de natureza etnográfica da antiga freguesia de Torredeita, concelho de Viseu, fundada em 1963. É o elemento gerador do Ecomuseu de Torredeita, que se propõe explicar, através da ecologia e da vida tradicional das populações, as potencialidades da Beira, de modo a favorecer uma fecunda reanimação cultural, visando o desenvolvimento que crie riqueza e estabeleça também as diferenças da identidade nacional.

O essencial da coreografia da Beira Alta está na roda. Tendo o Beirão o culto da lógica, tudo na dança obedece a marcações impostas pelo significado das palavras.

Os seus trajes, recolhidos na região, são originais e antigos usando-se, por vezes, cópias para os preservar. Representam o estrato social e económico de antigamente: trajes de trabalho, de ir à missa, de casamento, de lavrador abastado, de cerimónia.

O traje da mulher é simples e castiço e a Capucha de burel, briche ou saragoça, dá-lhe cunho singular e inconfundível dentro da indumentária portuguesa. O xaile de merino com franja é também usado e constitui peça de muito valor. Assumem importância as finas saias de armur e de merino, as blusas com rendas de bilros e os lenços de seda. Calçam tamanquinhos ou chinelas com meias de lã rendadas.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português.

Rancho Folclórico do Caçador

A Beira Alta é uma zona bastante rica nas suas tradições e foi a necessidade de preservar os valores da sua identidade que levou, em 1983, a formar a Associação Cultural e Recreativa do Rancho Folclórico do Caçador, coletividade que engloba sectores da Cultura, Recreio e Desporto, incluindo o Rancho Folclórico do Caçador.

  • O Rancho tem por objetivos:
  • Recolher, preservar e divulgar toda a herança cultural popular da sua região;
  • Defender e valorizar o património cultural em geral;
  • Promover a valorização cultural e social das pessoas ligadas a ele;
  • Representar, da melhor maneira possível, a cultura da região, por todos os locais do continente, regiões autónomas e estrangeiro.

“Caçador…a Alma das suas gentes” é o título de um trabalho discográfico que constitui uma homenagem às suas gentes e uma herança para os vindouros. Neste trabalho regista-se a reconstrução de algumas das vivências do povo da região por alturas do primeiro quartel do século XX.