Reguengos de Monsaraz e os seus músicos

Mário Moita, pianista, de Reguengos de Monsaraz
Músicos naturais do Concelho de Reguengos de Monsaraz

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alberto Janes (compositor de canções, 1909-1971)
  • Arlindo Santos (fagote, 1951)
  • Jaime Varela (tenor)
  • Maria Valejo (fadista, 1944)
  • Mário Moita (cantor/pianista)
  • Ricardo Mendes (violinista)
Arlindo Santos

Arlindo Marques dos Santos nasceu a 02 de Novembro de 1951 em Perolivas – Reguengos de Monsaraz.

Arlindo Santos, fagote

Arlindo Santos, fagote

Em 1983, diplomou-se  pelo  Conservatório Nacional de Lisboa onde estudou com Otílio Martins.

Em 2000 concluiu Licenciatura na área de Fagote na Escola Superior de Música de Lisboa.

Em 2010 concluiu o Mestrado em Pedagogia do Instrumento (fagote) no Instituto Piaget – Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares de Almada.

Em 2016 obteve o título de Especialista em fagote no Instituto Politécnico de Lisboa.

Em 2012 frequentou um curso de música de câmara na Hungria e outro em Lisboa com Alberto Liz. Estudou particularmente com João Mateus em Lisboa. Assistiu como observador a duas masterclasses de Fagote: uma na Academia Metropolitana de Lisboa dirigida por Marc Trenel (solista principal da Orquestra de Paris) e outro na Fundação Calouste Gulbenkian dirigido pelo famoso fagotista alemão Klaus Thunemann. Assistiu à conferência de Alfred Brendel sobre o tema “Tem a música clássica que ser inteiramente séria”? Em 18 de fevereiro de 2012 (na Fundação Gulbenkian).

CARREIRA PROFISSIONAL

De 1970 a 1975 fez parte da Banda da G.N.R.

Em 1973 começou a sua colaboração com a Orquestra Gullbenkian.

Em 1975 foi seleccionado para a Orquestra Mundial da Juventude.

Em 1976 tornou-se 2º fagotista na Orquestra Gulbenkian.

Entre 1977-2009 foi 1º Fagote Solista da Orquestra Gulbenkian.

ACTIVIDADE ARTÍSTICA

Como fagote solista da Orq. Gulbenkian, além das temporadas habituais da F. Gulbenkian, efectuou“Tournèes” em Portugal e no estrangeiro designadamente Hong-Kong, China, Macau, Índia, Ex-União Soviética, Bélgica, Holanda, França, Alemanha, Espanha, Itália, Inglaterra, Norte de África, Tailândia, Japão, Brasil, Uruguai, Argentina, Alemanha, Áustria, U.S.A., Luxemburgo e Suíça.

Teve a honra de trabalhar sob a direcção de maestros como Fritz Riger, Andreas Albert, Michel Tabachnik, Cláudio Scimone, Pablo Izequierdo, Michel Corboz, Lev Markiz, Helmut Riling, Kent Nagano, Philippe Bender, Gerard Oskamp, Michel Zim, Rodolf Barchai, Gunter Nehold, Franz Brüguen, Laurence Foster, Gunter Herbig, Daniel Barenboim, Claude Cassas-Dessus, Goustav Dudammel, Maurice Gendron,  entre muitos outros.

Ao mesmo tempo conheceu e participou nos concertos onde participaram os melhores concertistas do mundo que passaram pela Fundação Gulbenkian, como: Sokolov, Radu Lupu,Evgene Kissin, Alfred Brendl, Maria João Pires, Maurice Gendron, Paul Tortelier, Mstislav Rostropovich, Trulos Mork,Yo Yo Ma, Mischa Maisky, Alberto Liz, Isaac Perlman, Pierre Amoyal,  Maxim Vengerov, Elmar Oliveira, AntónioMenezes, Daniel Barenboin e Lang Lang entre muitos outros.

Desde 1973 até 31 de Julho de 2009 participou em todas as inúmeras gravações para rádio, televisão e discos que a orquestra Gulbenkian gravou naquele período.

Tocou a solo em concertos com a Orquestra Gulbenkian em Portugal e no estrangeiro.

Fez inúmeros concertos e gravações de música de Câmara para a ex-Emissora Nacional, R.D.P. e R.T.P.

Colaborou em concertos com a Orquestra do I.M.A.V.E, as extintas Orquestras da R.D.P., São Carlos e também em concertos no Conservatório Nacional.

Fez parte do agrupamento de música antiga “Capela Lusitana”, entre 1988 e 1991.

Participou em recitais e concertos, em Portugal Continental, Ilhas e no Estrangeiro, com as mais variadas formações de música de câmara: duos, trios, quartetos, quintetos, sextetos, octetos etc.

Na última gravação com a Orquestra Gulbenkian 2008, foram gravados os dois concertos de Chopin para piano e orquestra. No âmbito dessa gravação Arlindo Santos foi reconhecido de forma relevante pelo crítico Jed Distier relativamente à sua prestação nos solos de fagote.

ACTIVIDADE DOCENTE

De 1978 a 2021 foi professor da Escola de Música do Conservatório Nacional onde leccionou as disciplinas de Fagote e Música de Câmara. Foi  Coordenador do departamento de Sopros e Percussão, membro do Conselho Pedagógico e da S.A.D.D. (Secção de Avaliação de Desempeno Docente) de 2008 a 2014.

Entre 1988 a 2014 foi professor na Escola Superior de Música de Lisboa.

Entre 198 e 1994 foi membro efectivo do Conselho Científico da Escola Superior de Música de Lisboa.

Em 1995 dirigiu um curso de férias em Setúbal.

Em 1997 foi convidado a orientar, na Escola Superior de Música do Porto, um Seminário de Fagote subordinado ao tema “Excertos e solos de Orquestra.

Em 1997 foi convidado pela Escola Profissional de Évora para  Coordenador / Orientador na disciplina de Fagote.

Alberto Janes

Alberto Janes, compositor de canções, de Reguengos de Monsaraz

Alberto Janes, compositor de canções, de Reguengos de Monsaraz

Jaime Varela

Jaime Varela, tenor, de Reguengos de Monsaraz

Jaime Varela, tenor, de Reguengos de Monsaraz

Mário Moita

Mário Moita, pianista, de Reguengos de Monsaraz

Mário Moita, pianista, de Reguengos de Monsaraz

Ricardo Mendes

Ricardo Mendes, violinista, de Reguengos de Monsaraz

Ricardo Mendes, violinista, de Reguengos de Monsaraz

Mário Moita

Mário Moita nasceu em Reguengos de Monsaraz, Évora, Alentejo, e desde muito cedo revelou a sua tendência para a arte musical. Com 8 anos ganhou a gala dos pequenos cantores do distrito de Évora e com 10 anos apresentou-se nas festas de Reguengos de Monsaraz para 3000 pessoas. Iniciou os estudos de piano no conservatório de musica de Évora com Maria de Lurdes Horta. Conheceu o pianista Fortunato Murteira que era contemporâneo do grande compositor de Fados Alberto Janes (também de Reguengos de Monsaraz), o qual lhe deixou todo o seu espólio de partituras de Fados para Piano (tem a primeira partitura do fado Foi Deus).

Em 1990 entrou para Engenharia Zootécnica na Universidade dos Açores e fundou um grupo musical que iria dar origem à Tuna Sons do Mar. Dois anos mais tarde voltou ao Alentejo e fundou a Tuna 6 tetos na Universidade de Évora. Em 1993 participou no programa Chuva de Estrelas na SIC destacando-se pelo seu caráter romântico.

Em 1995 iniciou o seu trabalho como pianista no Castelo da Rainha Santa Isabel em Estremoz, um hotel de 5 estrelas dentro do castelo da cidade. Em 2003 começou a participar nas grandes feiras de música mundiais e iniciou uma nova etapa: percorrer ainda mais o mundo representando Portugal em centenas de festivais e teatros pelo mundo.

Tem um currículo cheio de viagens e televisões por mais de 30 países da Roménia à Estónia, da Polónia ao Japão, passando por mais de metade do Brasil onde é bastante acarinhado pelos media nomeadamente o Jô Soares, que já o convidou várias vezes para o seu famoso talk show.