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Músicos naturais do concelho de Guimarães

Artigo em desenvolvimento

Alberto Araújo

Alberto Araújo (Guimarães, Portugal, 1996) iniciou os estudos musicais no Conservatório de Guimarães em Piano e Formação Musical. Em 2016, licenciou-se se Direção Coral e Formação Musical na Escola Superior de Música de Lisboa. Em 2015 estudou no Kodály Institute of the Liszt Academy of Music, em Kecskemét, Hungria, ao abrigo do programa Erasmus, regressando em 2017 para fazer o diploma em Advanced Choral Conducting com o professor Péter Erdei.

Em 2018, lecionou Coro, Formação Musical e Iniciação Musical na Academia Musical dos Amigos das Crianças. Durante o ano de 2019 assumiu o cargo de Music Assistant na St. Julian’s School. Como maestro, foi diretor de coro dos Pequenos Cantores de S. Tomás de Aquino no ano de 2018 e trabalha regularmente com o Eborae Música, Coro Regina Coeli e o Grupo Coral de Queluz. Dirigiu e esteve envolvido na fundação dos “Semínimos”, coro infantil sediado em Mafra Foi membro do World Youth Choir e do Tenso European Chamber Choir em 2017.

Leia AQUI a biografia completa.

Alberto Araújo, direção coral

Alberto Araújo, direção coral

Francisco Pereira Pinto

Francisco Pereira Pinto, maestro, nasceu a 23 de abril de 1964 em Guimarães. Aos 13 anos de idade começou os estudos musicais na filarmónica das Caldas das Taipas. Continuou a desenvolver a sua aprendizagem no Conservatório de Música da Fundação Calouste Gulbenkian em Braga.

Em 1983, fez concurso para admissão na Banda da Guarda Nacional Republicana, onde presentemente tem o posto de sargento-mor.

Concluiu o curso de Clarinete no Conservatório em Lisboa, tendo como professores: António Saiote, Jorge Trindade e Manuel Jerónimo, em Clarinete; Salomé Leal, em Formação Musical; Paulo Brandão, Jorge Peixinho e Eurico Carrapatoso, em Análise e Técnicas de Composição; Francisco Melo, em Acústica; Fernanda Melo, em História da Música e Peres Newton em Música de Câmara.

Frequentou em 1990, em Setúbal um curso de Música de Câmara orientado pela Pianista Olga Prats. Participou em várias orquestras, nomeadamente: Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Portuguesa da Juventude, Orquestra das Escolas Particulares e Orquestra “os insólitos”. É membro fundador do Quarteto de Clarinetes Chalumeau, onde já atuou por todo o País e Arquipélago dos Açores onde ministrou cursos de aperfeiçoamento de Clarinetistas. Lecionou ainda Clarinete na Academia Luísa Todi em Setúbal e no Conservatório Silva Marques em Alhandra.

Em 2008, foi condecorado pela Câmara Municipal do Seixal com a medalha de mérito cultural. No campo do ensino da Música em Coletividades, dirigiu a Banda da Sociedade Filarmónica Timbre Seixalense, a Banda da Sociedade Filarmónica da Gançaria, a Banda da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais de Tomar e a Orquestra do Clube Recreativo da Cruz de Pau. Dirige a Banda da Associação Desportiva e Recreativa “o Paraíso”, em Vale do Paraíso, Azambuja, e a Banda Filarmónica da Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

João Martinho

Trombone Solista na Philharmonisches Staatsorchester Hamburg, residente em Hamburgo desde 2017, João Martinho teve o primeiro contacto com a música aos 7 anos de idade, na Banda Musical de Caldas das Taipas, de onde é natural. Em 2001, ingressou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, onde teve o privilégio de estudar com o professor Zeferino Pinto, terminando em 2009. Nesse mesmo ano, iniciou a licenciatura na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE) na classe do professor Severo Martinez e obteve o contrato de solista B (2°Trombone) na Orquestra Sinfonica do Porto – Casa da Música.

Leia AQUI a biografia completa.

João Martinho, trombone, de Guimarães

João Martinho, trombone, de Guimarães

Elisabete Matos

Natural de Caldas das Taipas, Elisabete Matos estudou canto e violino no Conservatório de Música de Braga e, como bolseira da Fundação Gulbenkian, completou a sua formação em Espanha com Ángeles Chamorro, Marimí del Pozo, Félix Lavilla e Miguel Zanetti. Estreou-se na Ópera de Hamburgo como Alice Ford (Falstaff) e Donna Elvira (Don Giovanni). Em 1997 participou na inauguração do Teatro Real de Madrid, tendo interpretado Marigaila na estreia mundial de Divinas Palabras, de A. García Abril, ao lado de Plácido Domingo. Foi de imediato convidada pelo célebre tenor para interpretar o papel de Dolly, na Washington Opera, numa nova produção de Sly, de Wolf-Ferrari, com José Carreras.

Leia AQUI a biografia completa.

Elisabete Matos

Elisabete Matos, soprano, natural de Caldas das Taipas

Elisabete Matos, soprano, de Caldas das Taipas

Pedro Silva

Natural de Guimarães, Pedro Silva iniciou os estudos na Escola Profissional Artística do Vale do Ave, concluindo a Licenciatura e o grau de Mestre em Interpretação Artística na Escola Superior de Música do Porto, na de Hugues Kesteman. É detentor do grau de especialista de fagote.

Prosseguiu estudos na Staatliche Hochschule für Music Karlsruhe (Alemanha), na de Gunter Pfizenmaier.

Paralelamente, frequentou diversas classes de alto aperfeiçoamento orientadas por: Sérgio Azollini, Gustavo Nuñes, Milan Turkovic e Dag Jensen em Portugal, Alemanha, Suíça e França.

Em 1995, foi laureado com o 3º Prémio na categoria de madeiras do Concurso da Juventude Musical Portuguesa. No âmbito da Música de Câmara e Música Orquestral apresenta-se regularmente em Espanha, França, Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Alemanha e Brasil.
Na sua carreira destaca-se a participação no Festival Internacional de Música de Mateus, Póvoa do Varzim, Espinho, encontros da Primavera (Alemanha), Festival Internacional de Música de Estrasburgo (França) e Campos do Jordão (Brasil).

Integrou, a título efetivo, a Orquestra do Norte a Orquestra Filarmonia das Beiras a Orquestra Nacional do Porto.

Integrou a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, na qualidade de solista B, tendo, ainda, colaborado com outras orquestras do plano nacional e internacional: a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra de Paris.

Entre outras, destacam-se as participações com solistas da Orquestra Gulbenkian, da Orquestra Sinfónica do Porto, Quinteto Zelenka e com grande regularidade o Remix Ensemble.

É membro fundador do Trivm de Palhetas e da Camerata Senza Misura com quem tem registos na Editora Numérica.

Estreou obras dos principais compositores nacionais e internacionais como: Magnus Lindberg, Jonathan Harvey, Bruno Mantovani, entre outros.

Na qualidade de solista é dedicatário das obras para fagote solo/piano/eletrónica dos compositores: Jean-François Lézé, Fernando Lapa, Carlos Azevedo, Sérgio Azevedo, Telmo Marques, Pedro Faria Gomes e José Luís Ferreira.

Integrou vários júris de concursos, com destaque para o júri do Prémio Jovens Músicos 2012/16 e o concurso Helena Sá e Costa.

Da sua atividade pedagógica é de salientar a criação da classe de fagote em várias Academias e Escolas de Música do plano nacional do ensino da música.

Colabora na Escola Profissional Artística do Alto Minho (ARTEAM). É professor efetivo da classe de fagote na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto).

Ricardo Freitas

Ricardo Freitas, regente de banda, nasceu a 23 de fevereiro de 1977 em Pevidém –Guimarães. Iniciou os estudos musicais na Sociedade Musical de Pevidém.

Licenciou-se pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto na classe de Clarinete de António Saiote.

Participou em classes de aperfeiçoamento com António Saiote, Jorge Trindade, Michel Arrignon, Phillipe Cuper, Carlos Alves, Guy Deplus, Carbonare, Peres Pique, entre outros.

Participou em várias orquestras como: Orquestra Artave, Orquestra das Escolas Particulares 94, Sinfonieta, Remix Ensemble, Remix Orquestra, Orquestra do Norte, Orquestra Invicta de Clarinetes e Nacional de Sopros dos Templários.

Trabalhou com os seguintes maestros: Ernest Schelle, Emílo de César, Juan Trillo, Christophe Millet, Atalaya, Kevin Wauldron, Omri Hadari, António Saiote, Robert Houlihan, Stephen Asbury, entre muitos outros. Apresentou-se a solo com a Orquestra Artave sob a regência dos maestros Roberto Tiribiçá e Ernest Schelle.

Em 1997, foi laureado com o 3º prémio (nível superior) no I Concurso Nacional de Jovens Clarinetistas, e obteve o 2º prémio no mesmo concurso em 1999, assim como o 2º prémio em musica de câmara nível superior – Prémio Jovens Músicos – no respetivo ano. Foi finalista no 1º concurso internacional realizado pelo Clarmeetoporto onde se apresentou a solo na final com a Orquestra Nacional do Porto interpretando o Concerto de Mozart.

Orientou classes de aperfeiçoamento em Oliveira do Bairro, Piaget de Viseu, Conservatório de Vila Real, Paços de Brandão, Pocariça (Cantanhede), Felgueiras e Academia de Música de Paredes.

A convite do Porto 2001 S.A. realizou a ópera “Satyricom” de Bruno Maderna sob a regência do maestro Aldo Brizzi no qual fez o papel de clarinete solo, sobre a mesma identidade realizou a ópera “Cosi Fan Tutti” de Mozart. Com Orquetra Gulbenkian e com o Remix Ensemble estreou a obra Trames de Emanuel Nunes para comemorar os 500 anos da descoberta do Brasil. Gravou para a RTP e RDP.

Frequentou cursos de direção de orquestra e classes de aperfeiçoamento com: Ernest Schelle, António Saiote, Jan Cober, Marcel van Bree, Eugenne Corporon e Douglas Bostock.

A convite da Federação Transmontana e Duriense de Bandas Filarmónica (FTDBF) realizou imensos concertos nas principais cidades do distrito de Vila Real e em Espanha entre 2004 a 2006 encontrando-se estes trabalhos editados em DVD.
Desde 2003 dirige a Banda de Vilela.

Luís Cardoso dedicou-lhe a obra “Freitas” –Fantasia Espanhola para banda, e Ferrer Ferran dedicou as obras “Castelo do Inferno” (encomendada para celebrar os 150 anos da Banda de Vilela – vencedora do concurso de composição Cidade Torrevieja VII) e Vilela (Poema Sinfónico) a José Ricardo e à Banda de Vilela. Entre muita atividade com a Banda de Vilela, destaca-se a cooperação com a prestigiada editora Holandesa Molennar com a qual já gravou 3 CD e um 2º lugar no grande Certâmen de Bandas de Villa de Altea, em 2008. Em 2010, a Banda atuou na Casa da Música na Sala Suggia, encontrando-se este concerto registado em DVD. Já com a Banda de Vilela editou 2 CD, um deles dedicado a compositores portugueses com o título “Simplesmente Nosso”.

Sofia Escobar

Sofia Escobar é natural de Guimarães. Concluiu o curso de canto do Conservatório de Música do Porto, tendo posteriormente viajado para Londres para estudar canto e representação na Guildhall School of Music and Drama. Participou em espetáculos de teatro musical no Teatro Rivoli, no Porto, e no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Já em Londres, foi selecionada para representar a personagem principal, Christine Daaé, em O Fantasma da Ópera, de Andrew Lloyd Webber. Interpretou também o papel de Maria na produção comemorativa do 50.º Aniversário de West Side Story, de Leonard Bernstein, no West End de Londres, seguindo-se digressões no Reino Unido, em França, em Itália e na Malásia. Muito elogiada pela crítica londrina, Sofia Escobar recebeu o prémio para “Melhor Atriz num Musical” nos Whatsonstage Theatregoer’s Choice Awards e foi nomeada na mesma categoria para os prémios Laurence Olivier pela sua atuação em West Side Story.

Leia AQUI a biografia completa.

Sofia Escobar

Sofia Escobar, soprano natural de Guimarães

Sofia Escobar, soprano, de Guimarães

Emanuel Salvador

Nascido em 1981, Emanuel Salvador conta com importantes apresentações como solista e recitalista em conceituadas salas de concerto, tais como St. Martin-in-the-Fields e Southwark Cathedral (Londres), Philharmonic Hall (Uralsk – Casaquistão), Museu Gulbenkian e Auditório do Banco de Portugal (Lisboa), Auditório Príncipe Filipe (Oviedo), Igreja de Sto. António (Roma) e Teatro Manoel (Malta). Foi distinguido com diversos prémios em concursos nacionais e internacionais, tais como 1º prémio nos concursos Isolde Menges (RCM) e Beckenham Festival; Barbirolli Memorial e Wolfson Foundation award; 2º prémio no Concurso Prémio Jovens Músicos (nível médio); 1ª Menção Honrosa no Concurso Internacional Júlio Cardona na Covilhã, entre outros. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian de 2000 a 2003.

Veja AQUI a sua discografia.

Emanuel Salvador, violinista natural de Guimarães

Emanuel Salvador, violinista, de Guimarães

Zeferino Pinto

Zeferino Pinto iniciou os estudos musicais na Banda Musical das Caldas das Taipas. Ingressou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga na classe de Alexandre Fonseca. Concluiu o curso de Trombone no Conservatório Nacional de Lisboa sob a orientação dos professores Hermenegildo Campos e Emídio Coutinho.

Foi membro da Banda da Guarda Nacional Republicana, Orquestra Sinfónica juvenil, Orquestra das Escolas de música Particulares. De 1996 a 2001 colaborou com a Orquestra Nacional do Porto. Colaborou regularmente com as Orquestras da RDP, Teatro Nacional de S. Carlos, Nova Filarmonia Portuguesa, Orquestra das Beiras, Fundação Calouste Gulbenkian, Metropolitana de Lisboa, Sinfónica Portuguesa e Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.

Zeferino Pinto

Zeferino Pinto, trombone, de Guimarães

Zeferino Pinto, trombone, créditos Greenhoe Trombones

Orientou classes de aperfeiçoamento ESPROARTE – Escola Profissional de Arte de Mirandela, Instituto Piaget de Mirandela, e na Academia de Música de Lousada com o Quinteto de Metais do Porto, Conservatório de Música do Porto, Conservatório de Música de Vila Real, Academia de Música de Cantanhede, Santa Maria de Feira com os Portuguese Brass, no Conservatório Regional de Ponta Delgada, Academia de Música Fernandes Fão, Academia de Música de Paredes, Escola Profissional de Artes da Beira Interior.

Foi professor da Escola de música Nossa Senhora do Cabo, de Linda-a-Velha, Academia de Música Valentim Moreira de Sá, em Guimarães, Academia de Música José Atalaya em Fafe, Escola Profissional de Artes da Beira interior, Artave – Escola Profissional Artística do Vale do Ave, Conservatório de Música de Barcelos e Instituto Piaget de Mirandela.

Foi júri convidado no Concurso internacional de instrumentos de sopro “Terras de La Salette” – Oliveira de Azeméis, Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho, Concurso internacional de Trombone de Castelo de Paiva, CULTIVARTE Jovem no 4º Concurso Nacional de interpretação Música, Júri de exames no Conservatório Regional de Ponta Delgada, Júri de PAP na Escola Profissional de Arte de Mirandela ESPROARTE e Escola Profissional de artes da Beira Interior EPABI.

É professor de Trombone no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, membro fundador do Portuguese Brass Associação de Metais, fundador do Braga Trombone Festival. É artista Greenhoe.

HISTÓRIA DA MÚSICA

Francisco António Solha

Francisco António Solha, notável organeiro português, não nasceu em Guimarães, mas estabeleceu oficina de organaria na cidade. Natural do “reino da Galiza”, Francisco António Solha (c.1720 – 1794) fez parte do grupo de cinco ajudantes que acompanharam Frei Simón Fontanes, na construção dos grandes órgãos da catedral, identificado nas folhas de pagamento pelo nome próprio “Francisco” .

Mesmo subsistindo algumas dúvidas quando à data do seu nascimento, foi ainda com tenra idade que integrou a equipa que veio construir os órgãos da capital minhota, como aprendiz do ofício de organeiro. Um estudo genealógico realizado por Herminio Lado, apresenta-o como sobrinho do mestre Simón Fontanes e primo de João de Fontanes Maqueira, de linhagem oriunda de Santiago de Compostela e de Pontevedra. Numa nota do Tabelião Público de Braga, em 19 de julho de 1737, surge: “Francisco António Solha do reino de Galiza, assistente na cidade de Braga na fábrica dos órgãos”.

Em 1755, recebe o primeiro pagamento para a construção dos órgãos da de Lamego, que conclui em 1757. No someiro deixou o seguinte texto: “P. Honra e Gloria de Deos e de Maria Santissima Senhora N. Mandou fazer este órgão o Ex.mo e Rm.º Snr. D. Fr. Feliciano de N. Snr. E Bispo deste Bispado por mim Francisco Antonio Solha, esto foi no Anno de 1757” (Jordan, 1984: 120). Este parece ter sido o seu primeiro trabalho. Em 1759, estabeleceu oficina em Guimarães, na rua da Fonte Nova, onde casa com Francisca Rosa, em 1771. Um ano antes construiu o órgão para a igreja de São Domingos, da mesma cidade, onde também deixa uma inscrição com o seu nome, alo que parece usual pois, em 1767, faz o mesmo no órgão de São João de Tarouca.

Em 1761, desloca-se a Braga afim de analisar o trabalho de Simão Fernandes Coutinho no órgão de Santa Cruz: “Francisco António Solha, mestre organeiro, da vila de Guimarães, veio por ordem desta mesa examinar o concerto do órgão”. Em 1785, realizou o grande órgão da casa mãe da Ordem Beneditina, Tibães, onde nos é fornecido outro dado interessante. Numa inscrição, dividida em três, na fachada do órgão de Tibães, surge: “Sendo D. Abb.e G.al da Congreg.am o Rev.mo P. M. Dor F. José Joaquim de Sta Teresa / Fes este Orgão no anno de 1785 / D. Francisco António Solha, Vice Consul de Hesp. Por S. Mag. Cath.”. Esta sugere, que o organeiro terá recebido o título de vice-cônsul, o que é interessante pois, em 1762, apresentou um requerimento à Junta do Comércio, identificando-se como “D. Francisco Antonio Solha, Artifice de Orgãos, natural de Galiza, assistente neste Reino há 10 anos”, para obtenção de nacionalidade portuguesa. Outro aspeto interessante em Solha foi o “patrocínio” dos beneditinos, pois foram-lhe confiados os trabalhos das mais importantes Casas da Ordem, no Norte de Portugal. Realizou vários trabalhos a par do beneditino bracarense Frei José de Santo António Vilaça (1731-1809), insigne desenhador da talha, do qual são as caixas dos órgãos de Refoios de Basto, Alpendurada, Tibães, Santa Marinha da Costa, Vilar de Frades, São Francisco de Real e Misericórdia de Guimarães, entre outros.

(José Alberto Rodrigues)

Órgãos de tubos do concelho de Guimarães [12]

O concelho de Guimarães possui 12 órgãos históricos; destes apenas 2 estão restaurados. Entre eles figura como mais relevante o órgão da Colegiada, 2º maior órgão histórico do Norte de Portugal a seguir ao conjunto monumental dos órgãos da Primacial de Braga. O órgão foi restaurado em 2011-2013 pela Oficina e Escola de Organaria (Esmoriz) dos organeiros Pedro Guimarães e sua esposa Beate von Rohden. (Nuno Mimoso)

De Guimarães é o organeiro Luís António de Carvalho (século XIX), que “trabalhou com Francisco António Solha, com quem terá aprendido a arte. Fixou a sua oficina também em Guimarães, na rua de Mata Diabos. É nesta cidade que terá a sua obra mais significativa, o órgão da colegiada da Senhora da Oliveira, executado em 1838, segundo a inscrição no interior do secreto. Realizará trabalhos de reparação dos órgãos da catedral de Lamego, em 1830, e constrói novos os órgãos da Capela da Ordem Terceira de S. Francisco (Guimarães) e da igreja de São Pedro de Rates (Póvoa de Varzim). Na cidade de Braga, tem-se a confirmação apenas de dois órgãos, na Igreja Paroquial de Lamaçães, construído em 1815, como consta numa inscrição no interior do secreto: “Professor Luís António de Carvalho / Guimarães / 1815 / N.º 45” e na Capela de Santa Maria Madalena (Convertidas), de 1814 (opus 43).” (José Alberto Rodrigues)

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Basílica de São Pedro

Órgão positivo de armário

Órgão da Basílica de São Pedro

Órgão da Basílica de São Pedro

Capela da Ordem Terceira de São Francisco

A Capela da Venerável Ordem Terceira de São Francisco possui um órgão da autoria do organeiro vimaranense Luís António de Carvalho (século XIX).

Montra do órgão

Órgão da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Órgão da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Capela de Nossa Senhora da Conceição

A Capela de Nossa Senhora da Conceição possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Francisco António Solha, construído em 1774.

Igreja da Misericórdia de Guimarães

A Igreja da Misericórdia de Guimarães possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Francisco António Solha, executado em 1780.

Montra do órgão

Órgão da Igreja da Misericórdia de Guimarães

Órgão da Igreja da Misericórdia de Guimarães

Igreja de São Domingos

A Igreja de São Domingos alberga um órgão histórico da autoria de Francisco António Solha, construído em 1758.

Igreja de São Francisco

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

A Igreja de São Sebastião, do antigo Convento de Santa Rosa de Lima das Freiras Domínicas, possui um órgão histórico no coro alto e outro em tribuna própria.

Montra

Órgão do coro alto da Igreja das Domínicas

Órgão do coro alto da Igreja das Domínicas

consola

Órgão do coro alto da Igreja das Domínicas

Órgão do coro alto da Igreja das Domínicas

tribuna

Montra do órgão

Órgão da Igreja das Domínicas

Órgão da Igreja das Domínicas

Igreja de Santo António dos Capuchos

A Igreja do Convento de Santo António dos Capuchos, também designada por Igreja do Hospital, possui órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Francisco António Solha, 1777.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de Santo António dos Capuchos

Órgão da Igreja de Santo António dos Capuchos

Igreja do Carmo

A Igreja do Carmo, do antigo Convento das Carmelitas Calçadas, possui um órgão histórico de tipo ibérico.

Montra do órgão

Órgão da Igreja do Carmo

Órgão da Igreja do Carmo

Igreja dos Santos Passos

A Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos possui um órgão de tubos.

Igreja de Santa Marinha da Costa

A Igreja Paroquial de Santa Marinha, do antigo Mosteiro de Santa Marinha da Costa, possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Francisco António Solha, construído em 1778-1782.

Montra do órgão

Órgão da Igreja de Santa Marinha

Órgão da Igreja de Santa Marinha

Igreja de São Martinho de Sande

A Igreja Paroquial de São Martinho de Sande (da Confraria do Santíssimo Sacramento) possui órgão de tubos.

Igreja de Oliveira do Castelo

Igreja de Oliveira do Castelo

Igreja de Oliveira do Castelo

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira, ou Igreja da Real e Insigne Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, classificada Munumento Nacional, possui um órgão histórico de tipo ibérico [ II; (24+27) ] da autoria do organeiro vimaranense Luís António de Carvalho (1766-1839), construído em 1840, restaurado em 2013 pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 62.

O órgão foi encomendado pela Colegiada em 1831, sendo concluído somente 10 anos depois, em 1841. A extinção das Ordens Religiosas decretada pelo Governo Liberal em 1833-1834 ditou o desaparecimento da arte de construir e tocar órgãos em Portugal. Nos princípios do século XX, os quase 800 órgãos portugueses já não funcionavam. (Nuno Mimoso)

Montra do órgão

Órgão da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira

Órgão da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira

FOI NOTÍCIA

“O órgão da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira é um instrumento da primeira metade do século XIX (1831-1841), executado pelo organeiro vimaranense Luís António de Carvalho Guimarães, e concluído pelo seu oficial José António da Cruz. Luís António foi discípulo de D. Francisco António Solha, reputado mestre galego radicado em Guimarães.

O referido órgão tem como base um flautado de 24 palmos na fachada, apresenta 51 meios registos distribuídos por dois teclados e dispõe de 2229 tubos, 270 dos quais de palheta. A caixa é belamente entalhada ao gosto Neoclássico, com elementos dourados sobre um fundo branco pérola. Tanto visualmente como do ponto de vista musical, o conjunto exprime uma certa grandiosidade.

O órgão da Colegiada é, talvez, a derradeira expressão da corrente galaico-portuguesa da organaria ibérica, já adaptada, contudo, às novas tendências musicais da época. Foi encomendado pelos cónegos num momento de renovação arquitectónica e decorativa do interior do templo, integrando um projecto Neoclássico global de grande qualidade, de que subsistem apenas elementos isolados.

Na Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira houve sempre uma cultura musical muito forte, intimamente ligada à liturgia, e em que podemos considerar três vectores: o ensino da música; a prática coral, com a existência de um coro permanente; e a prática instrumental, com organista próprio desde o século XV e com uma Capela de música até finais do século XIX.

A tradição organística local é, assim, muito antiga. O órgão servia inicialmente de apoio ao grupo coral, quer acompanhando-o, quer dialogando com ele, passando mais tarde a executar independentemente repertório próprio. Chegou a haver na Colegiada dois órgãos em simultâneo, um maior no coro de cima, outro menor junto à Capela-mor.

No século XVI o grande organeiro português Heitor Lobo terá feito um órgão para a Colegiada de Guimarães. Em 1786 o também organeiro José António de Sousa realizou uma intervenção muito profunda no instrumento então existente, que já tinha um flautado de 24 na fachada e registos de palheta. Luís António de Carvalho reutilizou certamente algum material anterior.

A acção do tempo e sucessivos consertos no decorrer dos séculos XIX e XX contribuíram para que o órgão chegasse até nós em muito mau estado.

Compreendendo o valor simbólico e patrimonial, histórico e artístico, daquele instrumento, a Colegiada e o seu Prior não se pouparam a esforços para inverter a situação. Em 2010 foi aprovada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte uma candidatura ao programa ON2, o que veio a possibilitar um restauro cuidadoso e profundo, atribuído por concurso público internacional à Oficina e Escola de Organaria Lda., de Esmoriz, dirigida por Beate von Rhoden. O reforço das estruturas do coro alto e o restauro da caixa do órgão foram adjudicados à firma Regra de Ouro, Sociedade de Restauradores, de Tomar, de Luís Ferreira. Os professores Paulo Lourenço e Nuno Mendes, da Universidade do Minho, colaboraram graciosamente com um estudo de avaliação da estabilidade da estrutura do coro. A Direcção Regional da Cultura do Norte acompanhou de forma muito empenhada todo o processo, através da arquitecta Ângela Melo.

Para alegria de todos os amigos dos órgãos e em especial dos vimaranenses, o exemplar oitocentista da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira volta agora a fazer ouvir as suas vozes e a encher de música as naves da igreja.

Manuela de Alcântara Santos, O Conquistador, 19 dezembro 2013, consulta a 18 de março de 2017

O mesmo jornal noticiava, a 20 dezembro 2013:

“Mais de quatrocentas pessoas, que encheram a igreja da Colegiada, assistiram, no passado dia 6, ao concerto de apresentação do órgão de tubos restaurado.

Monika Henking, a organista convidada, encantou com a execução de doze números, em dois dos quais intervieram o Coro Vilancico, e o grupo Coral da Oliveira, sob a direção artística respetivamente de Domingos Salvador e Joaquim Ferreira: o primeiro com a interpretação do Salmo 127(126), uma obra dos arquivos da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e o segundo com estrofes do hino Ave Maria Stella (II vésperas do ofício comum de Nossa Senhora) acompanhado a órgão intercalado por uma composição de Manuel Rodrigues Coelho (1555-1633).

O dom prior da Colegiada, Monsenhor José Maria Lima de Carvalho, fez o discurso de abertura. Para memória futura aqui ficam as suas palavras Te Deum Laudamus.

Sob a responsabilidade da Direção Geral dos Monumentos Nacionais ocorreu, durante um período de seis anos (1967-1973) o restauro da igreja da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira que, na parte mais relevante, consistiu em apagar o revestimento Neoclássico operado no séc. XlX, à exceção da Capela-mor e ábsides colaterais. Parte do recheio não foi devidamente contemplado, designadamente os túmulos dos Pinheiros, no piso térreo da torre sineira e, quanto ao órgão monumental, indícios apenas de atenção à máquina que reclamava intervenção profunda, até se chegar ao ponto de abandono total da obra no final da década de oitenta.

A partir de novembro de 1992, não conformados com a situação, iniciámos uma nova etapa junto do Instituto Português do Património Arquitetónico e Arqueológico. Conscientes de que não poderíamos ignorar a realidade, cada vez mais premente aliás, apesar da posição reticente, sobretudo no que respeitava a encargos financeiros, chegámos a 2009 em que nos foi dada a possibilidade de candidatura ao Programa Operacional Regional do Norte o NOVO NORTE (O.N. 2) para o restauro do retábulo-mor e máquina do órgão de tubos da igreja de Nossa Senhora da Oliveira.

Em 15 de Julho de 2010, foi assinado, em Serralves, o contrato de Financiamento pela Comissão Diretiva do O. N. 2 e Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira. Em 16 de Julho de 2011, após estudos , consultas e concurso internacional, foi adjudicada a obra ao Mestre organeiro Pedro Daniel Oliveira Guimarães von Rohden (Pedro Guimarães), da Oficina e Escola de Organaria, L.da, Esmoriz. Entretanto, foi necessário abrir concurso internacional para a recuperação/reforço de estruturas e conservação/restauro de elementos artísticos do coro alto, o qual foi ganho pela firma Regra de Ouro-Sociedade de Restauradores, L.da; outorgou o contrato o sócio gerente Luís Rodrigues Ferreira, em 17 de agosto de 2012. Preponderante, neste processo de restauro, foi o contributo gracioso da Universidade do Minho com o trabalho dos seus ilustres docentes Paulo B. Lourenço e Nuno Mendes: avaliação da estabilidade da estrutura do coro alto: aqui deixamos o nosso público agradecimento.

Foi muito interessante, por vezes complicado, o caminho percorrido. É ocasião, agora, de sublinhar e agradecer a solidariedade efetiva de pessoas e instituições, que tornaram possível a concretização desta compensadora realidade. No arranque, a responsável técnica do Programa Operacional Regional do Norte, Nídia Menezes Alves e o empenho da Direção Regional de Cultura do Norte com destaque para o trabalho verdadeiramente notável da arquiteta Ângela Melo. Antes de tudo isto, porém, é de salientar a colaboração determinante do corpo técnico do museu de Alberto Sampaio, especialmente da, então, diretora, Isabel Maria Fernandes e da estagiária Alexandra Pedro na elaboração da candidatura.

Figura incontornável foi a historiadora, Manuela de Alcântara Santos, conhecedora ao pormenor da vida e património da Colegiada, nomeadamente do órgão de tubos e que tem acompanhado todo o processo de restauro com o seu contributo de estudos feitos e com o seu conselho.

Uma menção especial é devida também à nossa contabilista Adelina Alves: soube, em cada passo do processo, desde a candidatura até ao termo da obra, conformar-se com todas as exigências que um contrato de financiamento, como este, implicava.

O encargo financeiro resultante desta operação foi de 406.303.44 euros (IVA incluído): 364.572,00€ da máquina do órgão e 41.731,44€ da recuperação/reforço de estruturas e conservação/restauro de elementos artísticos do coro alto, financiado em 70% pelo FEDER e os restantes (30%) por fontes nacionais, neste caso a Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira, através da gestão das esmolas e alguns donativos dos fiéis. A todos é devido o nosso muito obrigado e a súplica das bênçãos do Senhor.

No final, num coro de aplausos, foram homenageados os três responsáveis do concerto, atrás referidos, bem como os restauradores do órgão: Pedro Guimarães e Beate Guimarães (máquina do órgão) e Luís Ferreira, da firma Regra de Ouro, (caixa e estruturas do coro) e ainda Isabel Maria Fernandes e Alexandra Pedro pela sua ação preponderante na elaboração da candidatura. Também à arquiteta Ângela Melo, da Direção Regional de Cultura do Norte foi prestado reconhecimento público pelo trabalho incessante e empenhado em todo o processo de restauro.

O senhor arcebispo primaz encerrou o concerto com palavras de reconhecimento e de regozijo pela recuperação do bem patrimonial e cultural em causa. Salientou o papel da música, designadamente a música litúrgica, na criação da harmonia do homem consigo mesmo e com a comunidade. E terminou com a citação da Constituição do Concílio Vaticano II sobre a Sagrada Liturgia (SC n 120): Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus.

Lima de Carvalho, O conquistador, 20 dezembro 2013