Entries by António Ferreira

Amares e os seus órgãos de tubos

Não se conhece a data precisa de edificação deste antigo mosteiro da Ordem de São Bento. Sabe-se que em 1090 o Abade do Mosteiro chamava-se D. Sesnado (ou Senaudo) e que a sua primitiva igreja já existia em 1151. Considerado uma das principais casas dos monges beneditinos no país, foi seu fundador Egas Gomes Pais de Penegate, membro da nobreza e tenente das terras de Regalados, Penela, Bouro e Rendufe de 1071 até 1112 entre os rios Neiva e Cávado.
De 1401 até 1414, o Abade do Mosteiro foi Mestre André Dias, Mestre em Teologia, Canonista, professor universitário e depois Bispo de Ciudad Rodrigo, de Ajácio e de Mégara na Grécia.

Serpa e os seus órgãos de tubos

A Igreja de Santa Maria, matriz de Serpa, terá sido edificada sobre uma antiga mesquita árabe, em obras que decorreram a par da reconstrução dionisina do castelo, a partir de finais do século XIII e no início de Quatrocentos. Ergue-se diante de um largo, em local elevado e junto da alcáçova, igualmente reedificada a partir das construções islâmicas originais.

Moura e os seus órgãos de tubos

A primitiva matriz de Moura era a Igreja de Santa Maria do Castelo, situada dentro do perímetro das muralhas, sendo até meados do século XV a única sede paroquial da povoação. No entanto, devido ao crescimento populacional da vila alentejana na centúria de Quatrocentos, a matriz foi transferida em 1455, por ordem de D. Afonso V, para a Capela de São João Baptista, situada fora das muralhas. Embora se situasse numa área mais ampla do que a igreja de Santa Maria, a original Capela de São João Baptista, existente já no início do século XIV, não apresentava um espaço interior muito maior do que a primitiva matriz.

Ferreira do Alentejo e os seus órgãos de tubos

O primitivo edifício da Igreja Matriz de Ferreira do Alentejo seria pertença da antiga comenda de Santiago de Espada, e já existiria no ano de 1320. O templo, nomeadamente a Capela-mor e parte do transepto, encontrava-se sem cobertura em 1571, data na qual terá sido remodelado. Teve também uma grande intervenção no início do século XVIII, de onde resultou a construção dos portais principal e lateral, e da torre sineira da fachada.

Beja e os seus órgãos de tubos

A Igreja de São Tiago é um edifício de arquitetura religiosa, maneirista, barroca, revivalista. Igreja Paroquial de fundação tardo quinhentista, intervencionada no séc. XVII e após o terramoto de 1755 e profundamente reformulada no 2.º quartel do séc. XX para adaptação a catedral. A estrutura primitiva do templo (que essencialmente se mantém), de três naves e 5 tramos com capelas laterais confrontantes, pouco profundas, Capela-mor quadrangular ladeada por dois corpos, e fachadas laterais contrafortadas, sendo os panos rasgados superiormente por óculos, corresponde ao modelo das igrejas-salão muito divulgado na arquitetura maneirista do Baixo Alentejo a partir dos meados do séc. XVVI.

Vila Franca do Campo e os seus órgãos de tubos

Sabe-se que já existia uma a Igreja Matriz de São Pedro em 1529 e que serviu de paróquia enquanto a igreja de São Miguel foi reconstruída após 1522. Décadas depois, numa carta régia de 3 de março de 1606, há notícia de que passou a incluir a paróquia de São Lázaro, transferida após uma visita pastoral que a encontrou quase em ruínas. Em 1746 beneficiou de importantes obras de reconstrução, que duraram até 1758, sendo a primeira missa celebrada a 2 de fevereiro desse ano. A atual Igreja de São Pedro foi fruto dessa reconstrução no séc. XVIII.

Vila do Porto e os seus órgãos de tubos

O Convento de São Francisco de Vila do Porto é constituído, da esquerda para a direita da fachada principal, pela parte conventual (organizada em torno de um claustro de planta quadrangular), pela torre sineira (edificada sobre a portaria do convento), pela Igreja de Nossa Senhora da Vitória e pela Capela dos Terceiros.

Velas e os seus órgãos de tubos

A Igreja Matriz de São Jorge é um edifício de arquitetura religiosa situado em Velas, na ilha açoriana de São Jorge. Foi edificada no local onde dantes existia a primitiva igreja de São Jorge de que fala o testamento do Infante D. Henrique, e que datava de 1460. A licença para a sua construção foi requerida pelo padre Baltazar Dias Teixeira, e concedida por D. Afonso VI, por alvará de 1659. Só em 1664 a obra da edificação principiou, sendo arquiteto da mesma o pedreiro Francisco Rodrigues. A igreja foi sagrada em 1675, pelo então bispo de Angra do Heroísmo, D. Lourenço de Castro.