Fafe e os seus auditórios
Auditórios de Fafe
Salas de espetáculo do Concelho
Teatro-Cinema de Fafe
O Teatro-Cinema é um dos principais motivos de interesse arquitectónico da cidade de Fafe, constituindo para a época da sua abertura um importante marco cultural. Era mesmo considerado pela imprensa da época “um dos melhores teatros do norte do País” e o melhor da província.
A iniciativa de adquirir um velho teatro existente no local e de o reconstruir deve-se ao ilustre fafense José Summavielle Soares. Concluída a obra em 1923, a sua inauguração apoteótica ocorreu em 10 de Janeiro de 1924, com a apresentação da peça “O Grande Amor”, pela companhia de Aura Abranches. A sua fachada, de decoração invulgar, é de harmonioso recorte, pintada em tom rosa e com desenhos de cupidos alados, a simbolizar o amor às artes. A arquitectura do interior é em forma de ferradura, com um tecto abobadado e decorado com motivos pictóricos alusivos a músicos famosos (Chopin, Rossini, Haydn e Mozart), além da figuração do firmamento.
O teatro tem uma lotação de 300 lugares, incluindo a plateia e os camarotes. Como espaço lateral, destaca-se o magnífico Salão Nobre no primeiro andar, a toda a largura do edifício, onde na época áurea da vida social, se realizavam diversas manifestações de cultura e recreio onde se juntava a sociedade local mais ilustre. As melhores companhias de teatro do país da primeira metade do século XX por aqui passaram. Aura Abranches, Lucília Simões, Amélia Rey Colaço/Robles Monteiro, Chaby Pinheiro, Maria Matos, entre muitas outras. Pouco depois da sua inauguração, em Abril de 1924, também já exibia cinema. Naturalmente, mudo. Só nos anos 30 chegaria o sonoro e em 1955 o Cinemascope.
O Teatro-Cinema apresentou inúmeros espectáculos de teatro, música e milhares de filmes, além de manifestações de diversa índole. Com o andar dos tempos, o edifício foi-se degradando e deixou de ter condições para a exibição cinematográfica, pelo que foi encerrado ao público em 1981, por determinação da Direcção Geral de Espectáculos, por ameaçar ruína.
Encerrado durante cerca de 20 anos, o Município conseguiu, em 2001, adquirir o imóvel. Em 2008, foi adjudicada a empreitada visando a sua recuperação. Todo o conjunto foi pormenorizadamente restaurado no âmbito das obras de requalificação, bem como dotado das mais modernas condições de funcionamento e de utilização.
Em seu redor foi construído um edifício para apoio técnico às actividades do Teatro-Cinema e que incluiu a instalação da Academia de Música José Atalaya, uma escola com duas centenas de alunos. O novo edifício inclui ainda uma sala polivalente – Sala Manoel de Oliveira, em homenagem ao consagrado realizador português – com capacidade para cerca de 150 pessoas. Além da exibição de cinema, nele são ainda realizadas audições musicais e outros eventos, funcionando como sala alternativa ao Teatro-Cinema em eventos de menor dimensão.
Reaberto ao público em 25 de Abril de 2009, o Teatro-Cinema de Fafe tem sido palco de espectáculos e artes performativas do mais variado género, da música ao bailado, do teatro à magia, caldeando valores de expressão nacional com agentes culturais locais.
Integra a Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Fonte: RTCP

Teatro-Cinema de Fafe








