Igreja do mosteiro de Lorvão
Órgãos de tubos do concelho de Penacova [4]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Igreja do Mosteiro de Lorvão

Igreja do mosteiro de Lorvão

Igreja do mosteiro de Lorvão

Santa Maria de Lorvão foi um mosteiro cisterciense feminino. A igreja segue o programa joanino da Basílica de Mafra, de grande monumentalidade e riqueza decorativa. O claustro aproxima-se dos modelos coimbrões maneiristas. O pórtico revela inspiração gótica. É um vasto conjunto arquitetónico do qual praticamente nada resta da grande obra medieval dos séc. XII e XIII. Ao contrário dos tradicionais cenóbios cistercienses, que denotam uma organização ordenada e regular, o Mosteiro apresenta uma disposição irregular, aproveitando as características do terreno. A torre da igreja apresenta, incrustada, uma pedra de mármore negro visigótica, datável do séc. VI. No domínio da talha, destaca-se o cadeiral, de madeira de jacarandá e nogueira, pela qualidade dos ornatos e imaginário presente, como também pelas suas dimensões, sendo um dos maiores do país. Salientam-se também o órgão de tubos, a grade de separação do coro, exemplar raro de aplicações de bronze sobre ferro forjado, e os os túmulos da autoria do ourives portuense Manuel Carneiro da Silva. Na Sala do Capítulo sobressaem os azulejos de padrão policromados maneiristas, de produção eventualmente coimbrã. Refiram-se, por fim, as telas de grande dimensão, de Pasquale Parente, e os retábulos de pedra e talha dourada.

Fonte: Monumentos

Na balaustrada do coro da Igreja do antigo Mosteiro de Santa Maria de Lorvão existe um órgão de tubos António Xavier Machado e Cerveira, opus 47, executado em 1795. Foi restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2014. O concerto inaugural do órgão restaurado esteve a cargo de João Vaz e Harald Vogel.

Enquadramento

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão na balaustrada do coro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

No interior do Mosteiro, existe um positivo de armário.

Positivo de armário com portadas abertas

Órgão positivo da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão positivo da Igreja do Mosteiro de Lorvão

FOI NOTÍCIA

A 02 de julho de 2007, o Mosteiro do Lorvão, em Penacova, foi palco de uma mesa-redonda e um concerto aberto ao público, pela Orquestra Clássica do Centro e o tenor Carlos Guilherme, iniciativas que contaram com a presença de muito público.

Contribuir para divulgar e preservar o mosteiro, monumento cuja construção se estima remonta ao século VI, era o objectivo da iniciativa “Encontro com o Património”, que foi promovida pelo Governo Civil de Coimbra e incluiu, além do concerto dirigido pelo maestro Virgílio Caseiro e da mesa-redonda, uma prova de doces conventuais.

E os objectivos “foram cumpridos”, afirmou ontem Maurício Marques, presidente da Câmara Municipal de Penacova, ao Diário As Beiras, ao salientar a possibilidade de o restauro do órgão de tubos do Mosteiro do Lorvão, suspenso há vários anos devido a um litígio entre o organeiro e o Estado, avançar no próximo ano e ficar concluído em 2009. A “promessa” foi feita por António Pedro Pita, delegado regional da Cultura, durante a mesa-redonda, em que participaram também Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra, o autarca Maurício Marques, o maestro Virgílio Caseiro, e o presidente da Junta de Lorvão, Mauro Carpinteiro. Uma possibilidade que “nos enche de esperança de voltar a ouvir os magníficos sons do secular órgão”, afirmou o autarca.

“Foi um debate riquíssimo e muito participado”, sublinhou Maurício Marques, ao realçar a presença de um número significativo de pessoas e de historiadores como Nelson Correia Borges e Reis Torgal, entre outras personalidades. Uma adesão que levou Maurício Marques a considerar que o desígnio de dar a conhecer o monumento foi cumprido, salientando que entre o público estavam pessoas de concelhos limítrofes, como Coimbra, que nunca tinham visitado o mosteiro, que o autarca considerou a “joia da coroa”, frisando a sua importância “a nível nacional e internacional”.

FONTE

Dora Loureiro, Diário As Beiras, 02 Julho 2007

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

O atual edifício da Igreja Matriz de São Pedro de Alva pertence a duas épocas: a capela-mor ao segundo quartel do século XVI e o corpo da igreja à segunda metade do século XVIII. A capela-mor, construída numa fase de transição estilística, forma com agrupamento de elementos manuelinos e da renascença temporã. O alto arco cruzeiro é de pilastras do renascimento; a bem rasgada fresta (entaipada na base), posta à epístola, de remate curto, é do tipo corrente na transição. Na porta lateral da capela-mor e na esquina de cunhal há um brasão de armas em cuja composição entram as armas dos Farinhas. Toda a capela-mor é revestida de azulejos rosetas, em reticulado, no século XVIII. Possui um belo vitral na sua janela. Alguns elementos do retábulo quinhentista foram conservados e o frontal era revestido de azulejos sevilhanos da época. Possui algumas imagens de destaque: Nossa Senhora da Conceição, de mãos postas, manuelina, do séc. XVI, no colateral da esquerda; S. Brás, no da direita, do séc. XVII.

Fonte: CMP

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

0 comentários

Deixe um comentário

Quer participar?
Deixe a sua opinião!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *