Rancho Folclórico da Murgeira, Mafra
Folclore em Mafra

Grupos Etnográficos, História e Atividades no Concelho

  • Região: Estremadura (Estremadura Centro Saloia)
  • Distrito: Lisboa
  • Concelho: Mafra

13 grupos

  • Grupo Cultural de Danças e Cantares de São Miguel de Alcainça
  • Grupo de Danças e Cantares de Santo Estêvão das Galés
  • Grupo Folclórico “Os Saloios da Póvoa” da Galega
  • Rancho Folclórico “As Morangueiras” do Sobral de Abelheira
  • Rancho Folclórico Cantarinhas de Barro
  • Rancho Folclórico da Malveira
  • Rancho Folclórico de Monte Godel
  • Rancho Folclórico da Murgeira
  • Rancho Folclórico de São Miguel do Milharado
  • Rancho Folclórico de Vila Franca do Rosário
  • Rancho Folclórico do Livramento
  • Rancho Folclórico e Etnográfico de Montachique
  • Rancho Folclórico “Os Hortelões” da Ervideira
Grupo Cultural de Danças e Cantares de São Miguel de Alcainça

O Grupo Cultural de Danças e Cantares de São Miguel de Alcainça foi fundado em 1988. Teve início com noventa bailadores com idades entre os 3 e os 16 anos. Pretende preservar e divulgar em especial a cultura e danças saloias.

Grupo de Danças e Cantares de Santo Estêvão das Galés

O Grupo de Danças e Cantares de Santo Estêvão das Galés nasceu da vontade de realizar um trabalho que contribuísse para assegurar a transmissão do legado cultural constituído pelas danças e cantares tradicionais, das suas terras e das suas gentes. No primeiro ensaio, no dia 6 de janeiro de 2007, compareceram 44 pessoas. Dessas, 18 eram já membros fundadores. O Grupo de Danças e Cantares de Santo Estêvão das Galés viria a ser formalmente constituído no dia 14 de novembro de 2007.

Grupo de Danças e Cantares de Santo Estêvão das Galés

Grupo de Danças e Cantares de Santo Estêvão das Galés

Grupo Folclórico “Os Saloios” da Póvoa da Galega

O Grupo Folclórico “Os Saloios” começou a sua atividade em 1968, numa aldeia da região onde habitava o povo “Saloio” – Póvoa da Galega, lugar rural cujos habitantes se dedicavam ao trabalho agrícola e que veio a sofrer um forte desenvolvimento industrial e urbanístico.

O grupo sempre desenvolveu um grande trabalho de pesquisa, recolha e reconstituição no campo da etnografia e do folclore, o que o transformou num dos mais fiéis representantes da região. Reportando-se ao fim do século XIX, o Grupo apresenta trajes variados. No que respeita às danças e aos cantares, também foram recolhidos pelo Grupo.

“Os Saloios” contam com atuações em Espanha e França e têm participado em muitos festivais de norte a sul do país.

O grupo é membro efetivo da Federação de Folclores Português, da Associação do Distrito de Lisboa para Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa e do INATEL. É também uma Instituição de Utilidade Pública.

Rancho Folclórico – As Morangueiras do Sobral da Abelheira

O Rancho Folclórico – As Morangueiras do Sobral da Abelheira é uma associação cultural de natureza etnográfica sediada no concelho de Mafra.

Rua Principal n.º 70
2640-639 Sobral da Abelheira

Rancho Folclórico – As Morangueiras do Sobral da Abelheira

Rancho Folclórico – As Morangueiras do Sobral da Abelheira

Rancho Folclórico Cantarinhas de Barro

O Rancho Folclórico Cantarinhas de Barro é uma associação cultural de natureza etnográfica sediada em Sobreiro, concelho de Mafra.

Tocata

Rancho Folclórico Cantarinhas de Barro

Rancho Folclórico Cantarinhas de Barro

Concertinas

Rancho Folclórico Cantarinhas de Barro

Rancho Folclórico Cantarinhas de Barro

Reco-reco e cana rachada

Rancho Folclórico Cantarinhas de Barro

Rancho Folclórico Cantarinhas de Barro

Rancho Folclórico da Malveira

O Rancho Folclórico da Malveira é uma associação cultural de natureza etnográfica sediada na Malveira, concelho de Mafra.

Rancho Folclórico da Malveira

Rancho Folclórico da Malveira

Rancho Folclórico da Murgeira

O Rancho Folclórico da Murgeira é uma associação cultural de natureza etnográfica sediada no concelho de Mafra.

Rancho Folclórico da Murgeira, Mafra

Rancho Folclórico da Murgeira, Mafra

Rancho Folclórico de Monte Godel

O Rancho Folclórico de Monte Godel é uma associação de natureza etnográfica que divulga a cultura e etnografia de Monte Godel e lugares limítrofes.

Rancho Folclórico de Monte Godel

Rancho Folclórico de Monte Godel

Rancho Folclórico de São Miguel do Milharado

Em 1976, com o intuito de angariarem fundos para a aquisição de uma ambulância, os Bombeiros Voluntários de Mafra apelaram às freguesias do concelho, no sentido de os ajudarem na realização de uma festa dos Santos Populares, com o contributo de marchas que apresentassem costumes e tradições da freguesia representada. Assim, organizou-se um grupo sob a orientação de Higino António Pereira, com a presença de um acordeonista. Um dos componentes do grupo fez a letra da marcha. Os trajes escolhidos foram os característicos deste género de movimento cultural. Como adorno, escolheu-se um cesto com pão, para as raparigas, e uma foice, para os rapazes, baseando-se esta escolha nos imensos campos de trigo, moinhos e azenhas que abundam nesta região. Os arcos foram enfeitados com murta, planta usada ainda hoje nos nossos arraiais populares.

Além da marcha escolhida, foram ensaiados alguns números de folclore da região. Este grupo constituído por 54 elementos, deslocou-se então, na noite de Santo António de 1976, à sede de concelho onde atuou, tendo-se classificado em décimo lugar. Estava assim lançada a primeira pedra para a criação de rancho folclórico.

Em 20 de Junho desse mesmo ano, reuniram-se os participantes na marcha e, por unanimidade, decidiram criar o Rancho Folclórico. No dia 1 de outubro, assistiu-se ao batismo do Rancho Folclórico de São Miguel do Milharado, durante os festejos em honra de São Miguel, tendo o Rancho adotado o seu nome, em homenagem ao padroeiro da sua igreja matriz. O ato foi apadrinhado pela conhecida e conterrânea Beatriz Costa e pelo ceramista José Franco, do Sobreiro. Para testemunhar o batismo, foram convidados o Rancho Folclórico As Cantarinhas de Barro do Sobreiro (Mafra), o Rancho Folclórico de Alenquer e o Rancho Folclórico Os Hortelões da Ervideira (Mafra). Tendo como principal objetivo representar o mais fielmente possível o quotidiano dos nossos antepassados, seus usos e costumes, levámos a efeito exaustivas recolhas junto daqueles que ainda viveram esse quotidiano ou que herdaram de seus avós os testemunhos que consigo mantiveram até aos dias de hoje. Tem vindo a recuperar danças e cantares, o vestir e a maneira de ser, os usos e os costumes do povo da Freguesia e da região, valores que apenas sobreviviam nas memórias cansadas dos mais idosos. Estes valores que são parte integrante do património cultural da região e todos os anos são apresentados em festivais organizados pelo  Rancho, e nas imensas deslocações pelo País.

O Rancho Folclórico de S. Miguel do Milharado está inscrito na Federação do Folclore Português desde 1977. Em 4 de Janeiro de 1985, foi feita a Escritura de Constituição, no Cartório Notarial de Mafra.

Rancho Folclórico de Vila Franca do Rosário

O Rancho Folclórico de Vila Franca do Rosário é uma associação de natureza etnográfica que divulga e cultura e etnografia de Vila Franca do Campo e regiões limítrofes.

Rancho Folclórico de Vila Franca do Rosário

Rancho Folclórico de Vila Franca do Rosário

Rancho Folclórico do Livramento

Fundado em 1976, o Rancho Folclórico do Livramento (RFL) encontra-se sediado numa aldeia com mesmo nome – Livramento, que pertence à Freguesia de Azueira e ao Concelho de Mafra. Encontra-se inscrito no INATEL como CCD, com o número 4589. Inserido na região saloia, o grupo pretende divulgar as tradições, os usos e costumes do seu povo nas primeiras décadas do século XX.

Os trajes envergados pelos seus elementos referem-se, na sua maior parte, a atividades ligadas ao campo, uma vez que os saloios se ocupavam sobretudo do cultivo da terra. Nas primeiras décadas do século passado, os cereais, a vinha e mais tarde a fruta, davam cor à paisagem da região e atividade à maior parte da população.

Encontra-se retratado neste grupo, ao nível dos trajes e das alfaias, todo o ciclo do pão, desde a preparação da terra para a sementeira até à moagem dos cereais e fabrico do pão. O cavador, os vindimadores, os fruticultores e o enxertador, estão também identificados no grupo, completando o quadro das atividades ligadas ao cultivo da terra. A mulher saloia, encontra-se representada nas suas diversas facetas. Além de cuidarem da casa e dos filhos, elas levavam o almoço ao marido que trabalhava no campo, faziam o pão, o queijo e a manteiga, vendiam os seus produtos que apregoavam com vigor, ceifavam, mondavam, vindimavam, apanhavam a lenha da poda, e também iam à missa, à feira e às romarias.

As mais novas gostavam de ir à fonte buscar água, aproveitando para namorar e à noite juntavam-se para fazer a desfolhada ou descamisada do milho. Não possuindo a profusão e riqueza de outras regiões do nosso país, os cantares do povo saloio, estavam sobretudo ligados às tarefas agrícolas.

Era comum ouvir cantigas soltas, muitas vezes em jeito de desgarrada, a acompanhar as jornadas de trabalho. Eram as mulheres quem mais cantava, ficando a cargo dos homens as cantigas associadas à condução dos animais quando faziam a debulha ou lavravam a terra. As modas bailadas pelos saloios nas “casas de brincadeira” em que se juntavam ao fim-de-semana ou em dias de festa, eram sobretudo as danças de roda, os viras, as mazurcas, a valsa a dois tempos, o verde-gaio e o bailarico saloio.

Grupo Folclórico Os Saloios da Póvoa da Galega

Saloio era o povo que habitava os arredores de Lisboa, aos quais se vieram juntar os Mouros e os Árabes que deixaram a capital no século XII quando foram expulsos pelo primeiro Rei de Portugal – D. Afonso Henriques. Os saloios constituíam o núcleo populacional que explorava agricolamente o chamado “termo de Lisboa” e que fornecia os mercados lisboetas com carnes, legumes, frutas e hortaliças frescas.

O Grupo Folclórico Os Saloios começou a atividade em 1968, numa aldeia da região onde habitava o povo Saloio – Póvoa da Galega. Lugar rural cujos habitantes se dedicavam ao trabalho agrícola, mas com o decorrer do tempo, tem vindo a sofrer um forte desenvolvimento industrial e urbanístico.

O Grupo sempre desenvolveu um grande trabalho de pesquisa, recolha e reconstituição no campo da Etnografia e do Folclore, o que o transformou num dos mais fiéis representantes da sua região. Reportando-se ao fim do século XIX, o Grupo apresenta trajos variados, no que respeita às modas a cantares, também foram recolhidos pelo Grupo. Ao longo da sua vida “Os Saloios” contam com atuações em Espanha e França e têm participado em muitos festivais de norte a sul do País, bem como organiza o seu festival anual de folclore, e têm colaborado por várias vezes com Instituições do seu concelho.

Grupo Folclórico Os Saloios da Póvoa da Galega

Grupo Folclórico Os Saloios da Póvoa da Galega

É sócio efetivo da Federação do Folclore Português, da Associação do Distrito de Lisboa para Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa e do INATEL. É também um Organismo de Utilidade Pública, situação que mantém desde 1989.

Rancho Folclórico e Etnográfico de Montachique

O Rancho Folclórico e Etnográfico de Montachique é uma associação de natureza etnográfica que divulga a cultura e etnografia de Cabeço de Montachique e regiões limítrofes.

Rancho Folclórico e Etnográfico de Montachique

Rancho Folclórico e Etnográfico de Montachique

Rancho Folclórico “Os Hortelões” da Ervideira

Fundado em 1968, o Rancho Folclórico “Os Hortelões” da Ervideira é uma associação cultural que divulga a etnografia da Ervideira e regiões limítrofes.

Rancho Folclórico "Os Hortelões" da Ervideira

Rancho Folclórico “Os Hortelões” da Ervideira

Festival Municipal de Folclore de Mafra

Celebrando o associativismo cultural e o importante papel que os Ranchos Folclóricos e Grupos de Danças e Cantares assumem na formação cultural dos cidadãos e na salvaguarda e divulgação do património etnográfico do Concelho, a Câmara Municipal organiza o “Festival Municipal de Folclore de Mafra”.

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