Basílica do Palácio Nacional de Mafra
Órgãos de tubos do concelho de Mafra [12]

Mafra é um dos concelhos portugueses com 10 ou mais órgãos de tubos, destacando-se de modo único pelo conjunto dos seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra (com três órgãos de Joaquim António Peres Fontanes e outros três de António Xavier Machado e Cerveira.) Em 2011 foram tocadas em Mafra as obras laureadas com o 1º Prémio Machado e Cerveira, Música de 2011 para seis órgãos de 1807. Aqui decorreu também o Curso de Internacional de Música Antiga (12th International Early Music Course ESMAE/ESML) em 2015.

Basílica de Mafra

Basílica do Palácio Nacional de Mafra

Basílica do Palácio Nacional de Mafra

A Basílica ocupa a parte central do edifício, ladeada pelas torres sineiras. Foi feita segundo o desenho de João Frederico Ludovici ourives de origem alemã que, após a sua longa permanência em Itália, a concebeu ao estilo barroco italiano. Tem a forma de cruz latina com o comprimento total 58,5 m e 43 m de largura máxima no cruzeiro, sendo toda em pedra da região de Sintra, Pêro Pinheiro e Mafra. O zimbório, com 65 m de altura e 13 m de diâmetro, foi a primeira cúpula construída em Portugal. Na capela-mor encontra-se uma tela de Francesco Trevisani representando a Virgem, o Menino e S. António, a quem a Basílica é dedicada. Os retábulos das duas capelas no cruzeiro, Sagrada Família (lado sul) e Santíssimo Sacramento (lado norte), bem como da capela lateral sul, Nossa Senhora da Conceição, e das seis capelas colaterais são da autoria de Alessandro Giusti da Escola de Escultura de Mafra e seus discípulos. De destacar ainda a escultura italiana de encomenda real, a mais significativa coleção de escultura barroca existente fora de Itália e o conjunto único de seis órgãos históricos encomendados por D. João VI aos organeiros Machado Cerveira e Peres Fontanes, em substituição dos primitivos que estavam degradados.

Fonte: PNF

A Basílica do Palácio Nacional de Mafra possui 6 órgãos de tubos

Do lado do Evangelho, o órgão histórico é da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, construído em 1807. Foi restaurado em 1999 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em.

Do lado da Epístola, o órgão histórico foi construído em 1807 por Joaquim António Peres Fontanes, e restaurado por António Simões em 1990 a expensas da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi restaurado em 2000 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

O órgão histórico do Sacramento foi construído por António Xavier Machado e Cerveira em 1806. Foi restaurado em 2004 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2004.

O órgão histórico de São Pedro de Alcântara foi construído por Joaquim António Peres Fontanes, em 1807. Foi restaurado em 2004 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2004.

O órgão histórico da Conceição foi construído por António Xavier Machado e Cerveira. Foi restaurado em 2004 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2010.

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Conceição

Órgão da capela da Conceição, Basílica de Mafra

Órgão da capela da Conceição

Órgão da capela de Santa Bárbara

Órgão da capela de Santa Bárbara, Basílica de Mafra

Órgão da capela de Santa Bárbara

O órgão histórico de Santa Bárbara foi construído por Joaquim António Peres Fontanes, em 1807. Foi restaurado em 2004 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2010.

Igreja de Azueira

Igreja de São Pedro dos Grilhões, Azueira

Igreja de São Pedro dos Grilhões, Azueira

A data exata da construção da Igreja de S. Pedro de Grilhões é desconhecida, mas a sua existência é já referenciada em 1566 nos registos paroquiais. Tal como aconteceu com muitos outros imóveis, o templo foi destruído pelo terramoto de 1755, sendo a sua reconstrução efetuada nos finais desse século. A fachada mostra o portal encimado por frontão contracurvado, onde se incluem as insígnias de S. Pedro, sobrepujado por vão com bom trabalho de cantaria. A frontaria possui, ainda, torre sineira, setecentista, provavelmente erguida nas obras de reconstrução da igreja. O interior, de uma só nave, apresenta colunas com capitéis compósitos dourados, ladeando o altar-mor; encimando o conjunto, o frontão curvo interrompido, entre dois anjos, é coroado ao centro pelo cordeiro do Apocalipse. A igreja possuía cinco altares dedicados, respetivamente, a S. Pedro e Nossa Senhora da Conceição (altar-mor), Senhor Jesus, Nossa Senhora do Rosário, S. Sebastião e Santa Catarina. Tem sido alvo de diversos furtos, tendo em data recente desaparecido a imagem de madeira do padroeiro; curiosamente esta imagem tinha substituído uma outra, feita de pedra, do séc. XV, que aqui existia até 1944, altura em que foi vendida. Atualmente o templo encontra-se devoluto, tendo o culto sido transferido para a igreja do Livramento.

Fonte: ECultura

A Igreja de Azueira (São Pedro dos Grilhões) possui órgão de tubos da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, construído em 1787, opus 16.

Igreja do Livramento

Igreja de Nossa Senhora do Livramento

Igreja de Nossa Senhora do Livramento

O nome da igreja está ligado a uma imagem de Nossa Senhora que se guardava na Quinta das Lapas e que, segundo a tradição terá sido a causa do desaparecimento da peste que grassava na região, passando, então, a ser alvo de grande devoção. Começou a ser efetuada uma procissão que levava a imagem para a igreja paroquial da Azueira. Nasceu assim, a ideia de construir uma ermida que albergasse e honrasse a imagem. Foi diligenciado um peditório, tendo em 1655, com a colaboração da população local e do padre Mateus Ribeiro, sido iniciada a sua construção. O terramoto de 1755 destruiu a Igreja de Nossa Senhora do Livramento, sendo a sua reedificação iniciada em 1786. A fachada, de traça barroca, encontra-se flanqueada por duas torres sineiras que podem ainda ser da época seiscentista. No interior, destacam-se as pinturas a fresco, o retábulo com colunas compósitas, de fuste canelado a azul e ouro, e azulejaria policroma com motivos vegetalistas, que se encontram na capela-mor. Outro motivo de interesse é a imagem da padroeira, localizada no trono e ladeada pelas imagens de Santo António e S. João Baptista, setecentistas. A igreja possui bons altares laterais, também com imaginária e, ainda, algumas tábuas dos finais de quinhentos.

A Igreja de Nossa Senhora do Livramento possui um órgão histórico de tipo ibérico António Xavier Machado e Cerveira, opus 16, construído em 1787.

Órgão da Igreja do Livramento, Mafra

Órgão da Igreja do Livramento, Mafra

Igreja de Encarnação

Igreja Matriz da Encarnação

Igreja Matriz de Encarnação

Erguida onde outrora existiu uma ermida dedicada a Santa Catarina, a igreja de Nossa Senhora da Encarnação começou a ser construída no início do século XVII. Se boa parte da arquitetura é seiscentista, quase todo o interior data já do século XVIII, incluindo-se, nesta última fase, a edificação das duas torres sineiras sobre a fachada. Dominando o largo em que se insere, do alto da escadaria que a precede, a igreja apresenta uma configuração monumental, com soluções pouco comuns no contexto arquitetónico nacional. O templo é precedido por uma galilé, rasgada ao centro por um arco e por uma janela de sacada com grade de ferro. Os corpos laterais, aos quais correspondem as torres, são delimitados por duas pilastras. Sobre a cimalha, as torres sineiras, já da última década do século XVIII, são rematadas por cúpulas vasadas por um óculo e, ao centro um frontão recuado é antecedido por um relógio. Contudo, a singularidade do conjunto encontra-se nos alpendres laterais, apoiados em colunas, que prolongam a fachada da galilé e se estendem sobre os alçados da nave. No interior, de nave única, a primeira campanha decorativa é denunciada pelos azulejos de padrão seiscentista, em tons de azul e amarelo, que revestem a zona inferior das paredes do templo. Estuques vegetalistas ornamentam a zona superior dos alçados da nave. Observam-se duas capelas laterais, uma das quais dedicadas a São Pedro, datada de 1753 e com retábulo de mármore, cujo modelo poderá ter tido origem nos retábulos da basílica de Mafra. Ainda na nave, encontramos um púlpito de talha dourada, também do século XVIII, e no coro-alto um órgão atribuído a António Xavier Machado e Cerveira, para além de azulejos seiscentistas e outros de figura avulsa, já da centúria seguinte.

Fonte: DGPC, Rosário Carvalho

A Igreja Paroquial de Encarnação (Nossa Senhora da Encarnação e São Domingos) possui órgão histórico de tipo ibérico (positivo de armário), da autoria de Bento Fontanes, restaurado em 2004 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Este é o mais antigo dos órgãos do Concelho.

Portadas abertas

Órgão da Igreja Paroquial de Encarnação, Mafra

Órgão da Igreja Paroquial de Encarnação, Mafra, créditos Emílio Rodrigues

Consola

Órgão da Igreja Paroquial de Encarnação, Mafra

Órgão da Igreja Paroquial de Encarnação, Mafra, créditos Emílio Rodrigues

Tubria

Órgão da Igreja Paroquial de Encarnação, Mafra, créditos Emílio Rodrigues

Órgão da Igreja Paroquial de Encarnação, Mafra, créditos Emílio Rodrigues

Portadas fechadas

Órgão da Igreja Paroquial de Encarnação, Mafra

Órgão da Igreja Paroquial de Encarnação, Mafra, créditos Emílio Rodrigues

Igreja Matriz da Ericeira

Igreja Matriz da Ericeira

Igreja Matriz da Ericeira

A Igreja de São Pedro da Ericeira, no largo da vila com o mesmo nome, ascendeu a templo principal em 1530, época a que pertence a imagem renascentista de S. Pedro, visível na porta lateral sul. Porém, a edificação está documentada desde 1446, época em que se ergue como uma pequena capela então localizada fora da vila. A transformação da capela em igreja começou na primeira metade do século XVII e terminou em meados de 1745. Toda a edificação está preenchida por elementos de arquitetura rococó e de figuras alusivas ao ciclo da pesca milagrosa do Apóstolo Pedro. No século XIX foi construído o coro do lado norte e o interior foi enriquecido de numerosas pinturas provenientes de extintos conventos. Na capela batismal adjacente à edificação conserva-se a cantaria manuelina, o elemento mais antigo do monumento, declarado Imóvel de Interesse Público em 1984.

A Igreja Paroquial de São Pedro da Ericeira possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de José Carlos Sousa Machado, construído em 1822, restaurado em 1986 por António Simões.

Igreja do Gradil

Igreja de São Silvestre, Gradil

Igreja de São Silvestre, Gradil

Desconhece-se a data da primitiva fundação da igreja matriz de Gradil, nas proximidades de Mafra. O atual templo data dos finais do século XVII, embora se conservem no interior elementos decorativos quinhentistas, que nos indicam a existência de uma igreja naquele local no início do século XVI. O templo, dedicado a São Silvestre, desenvolve-se em planimetria retangular, apresentando uma fachada de gosto barroco, cujo pano central é ladeado por duas torres sineiras. O portal principal é encimado pela janela do coro alto e por um óculo, que rasga o frontão de coroamento da fachada. O espaço interior, de nave única, é coberto por teto de madeira, sendo as paredes laterais decoradas com painéis de azulejos setecentistas. A capela-mor possui ao centro um retábulo seiscentista, de talha dourada barroca. No espaço da sacristia foi edificada uma fonte batismal em pedra lavrada com relevos de mascarões e uma cabeça alada, de gosto maneirista muito erudito.

Fonte: Catarina Oliveira, GIF/IPPAR/2005

No coro alto, a Igreja Paroquial Paroquial de São Silvestre do Gradil possui um órgão histórico de tipo ibérico (positivo de armário), da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, irmão do escultor Machado de Castro, datado de 1801, opus 61 do célebre organeiro português, restaurado em 1990 por António Simões.

Órgão da Igreja de São Silvestre, Gradil

Órgão da Igreja de São Silvestre, Gradil

Antiga igreja paroquial de Santo André

A Igreja de Santo André localiza-se na Vila Velha (freguesia de Mafra), a 1 km do Convento de Mafra, pela antiga Rua Serpa Pinto. De estilo gótico, é o templo mais antigo da freguesia de Mafra e um dos mais significativos exemplos das igrejas paroquiais que proliferaram em Portugal entre os séculos XIII e XIV. Terminada por volta de 1344, passou por diversas obras durante os séculos XVII-XVIII. Em avançado estado de degradação no início do século XX, foi restaurada pela última vez nas primeiras décadas do século XX. Em 1935, foi classificada como Monumento Nacional. Afirma a tradição que Pedro Hispano (séc. XIII) foi pároco desta igreja antes de ser Papa João XXI.

Fonte: Wikipédia

A igreja tem um órgão moderno Dinarte Machado, executado em 2018.

A parceria estabelecida entre a Autarquia e a CCAM Mafra visou dotar deste instrumento a antiga igreja paroquial de Santo André, em Mafra, datada do século XIII/XIV, de um órgão de tubos que permite acompanhar as celebrações religiosas e servir para a formação dos alunos do Conservatório de Mafra.