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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Casa de António Lima Fragoso
Músicas no Concelho

Cantanhede e os seus museus

Museus de música em Cantanhede

Museus e coleções musicais no Concelho

Pocariça

Casa de António Fragoso

A casa onde viveu António Lima Fragoso, pianista e compositor que morreu precocemente, é um imponente edifício de planta retangular e de dois pisos. É um imóvel particular, não visitável. António Lima Fragoso era filho de Viriato Sá Fragoso e de Maria Isabel de Sá Lima Fragoso, nasceu a 17 de Junho de 1897, na Pocariça. Em 2022, foi assinada por Eduardo Fragoso o contrato para pertença da casa à Rede Europeia de Casas e Museus de Artistas, à qual pertencem também a casas de Amália (Lisboa), de Moreira de Sá e Costa (Porto) e Francisco de Lacerda (Ribeira Seca, Calheta, Açores).

Casa de António Lima Fragoso
Largo António Lima Fragoso
3060 Pocariça
Cantanhede

Coordenadas: N: 40º21’57, W: 8º35’6

Casa

Casa de António Lima Fragoso

Casa de António Lima Fragoso

Busto, em frente da casa

Casa de António Fragoso, compositor, Pocariça, Cantanhede

Casa de António Fragoso, compositor, Pocariça, Cantanhede

Busto

Casa de António Fragoso, compositor, Pocariça, Cantanhede

Casa de António Fragoso, compositor, Pocariça, Cantanhede

Busto e placa

Busto de António Fragoso, compositor, Pocariça, Cantanhede

Busto de António Fragoso, compositor, Pocariça, Cantanhede

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/cantanhede-pocarica-casa-de-antonio-fragoso.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2022-04-05 21:09:472024-11-08 20:33:39Cantanhede e os seus museus
Monumento ao Músico, Covões, Cantanhede
Músicas no Concelho

Cantanhede Rota Musical

MÚSICA À VISTA

Sugestões para uma rota musicoturística no Concelho de Cantanhede

Covões

Monumento ao Músico

Largo de Santo António

Covões

Monumento ao Músico, Covões, Cantanhede

Monumento ao Músico, Covões, Cantanhede

A 13 de junho de 1993, aquando dos 125 anos da Banda Filarmónica de Covões, foi inaugurado no Largo de Santo António, o Monumento ao Músico. Retrata um saxofonista adulto que tem à frente uma criança a segurar-lhe a pauta. A escultura em bronze, de José Berardo, presta homenagem aos músicos e a todos aqueles que estão ligados à Sociedade Filarmónica de Covões.

Monumento ao Músico, Covões, Cantanhede

Monumento ao Músico, Covões, Cantanhede

Reciclanda

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O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/cantanhede-covoes-monumento-ao-musico-2-creditos-vitor-oliveira.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-25 16:18:262024-11-08 20:32:33Cantanhede Rota Musical
Monumento a António Variações em Fiscal
Músicas no Concelho

Amares Rota Musical

MÚSICA À VISTA

Sugestões para uma rota musical no Concelho de Amares

Monumento a António Variações em Fiscal

Monumento a António Variações em Fiscal

Na Avenida António Variações, 4720-440 Fiscal, perto da estância termal de Caldelas no Concelho de Amares, onde nasceu António Variações no dia 3 de dezembro de 1944, está situado um busto do cantor.

Monumento a António Variações em Fiscal

Monumento a António Variações em Fiscal

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/amares-fiscal-antonio-variacoes-monumento.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-25 12:02:322021-06-22 11:00:30Amares Rota Musical
Anjo músico da Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, créditos Paulo Bernardino
Músicas no Concelho

Coimbra Iconografia Musical

MÚSICA PARA OS OLHOS

Iconografia Musical do concelho de Coimbra

A música na escultura e na pintura

Anjos músicos

Órgão de tubos portátil

Anjo músico da Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, créditos Paulo Bernardino

Anjo músico da Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, créditos Paulo Bernardino

Rabel

Anjo músico da Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, créditos Paulo Bernardino

Anjo músico da Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, créditos Paulo Bernardino

Rabel e órgão de tubos portátil

Anjos músicos da Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, créditos Paulo Bernardino

Anjos músicos da Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, créditos Paulo Bernardino

Carlos Paredes

Carlos Paredes por António

Carlos Paredes por António

Carlos Paredes, guitarrista e compositor, nasceu em Coimbra a 16 de fevereiro de 1925 e morreu em Lisboa a 23 de julho de 2004.

Reciclanda

Reciclanda

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/coimbra-santa-cruz-de-coimbra-ft-paulo-bernardino-orgao-portativo.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-25 10:55:102024-10-28 15:03:45Coimbra Iconografia Musical
Pintura de José de Sousa Carvalho, créditos Rui Sousa
Músicas no Concelho

Borba Iconografia Musical

MÚSICA À VISTA

Borba e a sua Iconografia Musical

século XVIII. Pincéis de José de Sousa Carvalho.

Pintura de José de Sousa Carvalho, século XVIII

Pintura de José de Sousa Carvalho, século XVIII

“Pintor, escultor e proprietário, integrado numa elite borbense, José de Sousa de Carvalho (1741 – 1795) é o autor de várias pinturas que se espalham por espaços públicos e privados, incluindo as raríssimas representações musicais e de dança que se guardam nos Paços do Concelho de Borba. Pai de Bernardo Germano de Carvalho (1777 – 1853), também pintor e proprietário, e avô paterno de José Ignácio de Carvalho (1819 – 1887), corista na Igreja Matriz de Borba e capelão na Colegiada da Misericórdia de Borba, Sousa de Carvalho documenta, em oito telas que pinta de visu – para decorar, com grande probabilidade, a sua residência familiar, o Palacete dos Sousa Carvalho e Melo –, momentos de recreio da escol borbense inerentes ao gosto coevo, aos hábitos domésticos de sociabilidade crescente, e à grandeza e poder de uma família telúrica endinheirada.” (Sónia Duarte)

Pintura de José de Sousa Carvalho, créditos Rui Sousa

José de Sousa Carvalho, créditos Rui Sousa

Música e dança, pintura de José de Sousa Carvalho, créditos Rui Sousa

Tocando violoncelo, José de Sousa Carvalho

Tocando violoncelo, José de Sousa Carvalho, créditos Rui Sousa

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/jose-de-sousa-carvalho-pintura-foto-rui-sousa.jpg 401 401 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-24 20:26:142024-12-05 22:17:57Borba Iconografia Musical
A temática musical na pintura de Paula Rego
Músicas no Concelho

Paula Rego e a Música

MÚSICA À VISTA

Pormenores de Iconografia Musical na pintura de Paula Rego

Paula Rego é uma notável pintora portuguesa nascida em Lisboa a 26 de janeiro de 1935.

A temática musical na pintura de Paula Rego: harmónica

A harmónica na pintura de Paula Rego

A temática musical na pintura de Paula Rego

O acordeão na pintura de Paula Rego

A temática musical na pintura de Paula Rego: guitarra clássica

A guitarra na pintura de Paula Rego

A temática musical na pintura de Paula Rego: ukulelé

O ukulelé na pintura de Paula Rego: Olga, 2003

A temática musical na pintura de Paula Rego: guitarra portuguesa

A guitarra portuguesa em Paula Rego: O Fado

A temática musical na pintura de Paula Rego: viola

A viola na pintura de Paula Rego: O Fado

A temática musical na pintura de Paula Rego

O ukulelé na pintura de Paula Rego

A Dança, Paula Rego

A Dança, Paula Rego

Avestruzes bailarinas, Paula Rego

Avestruzes bailarinas, Paula Rego

Avestruzes bailarinas, Paula Rego

Avestruzes bailarinas, Paula Rego

Avestruzes bailarinas, Paula Rego

Avestruzes bailarinas, Paula Rego

Avestruzes bailarinas, Paula Rego

Avestruzes bailarinas, Paula Rego

Avestruzes bailarinas, Paula Rego

Avestruzes bailarinas, Paula Rego

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/paula-rego-tocando-acordeao.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-23 17:51:502021-06-22 11:01:08Paula Rego e a Música
Luísa Todi, cantora lírica, de SetúbalLobão Tello 2009
Músicas no Concelho

Setúbal Iconografia Musical

MÚSICA PARA OS OLHOS

Pormenores da Iconografia Musical do Concelho de Setúbal

Luísa Todi

Luísa Todi, cantora lírica, de Setúbal

Luísa Todi, cantora lírica, por Lobão Tello 2009

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/setubal-luisa-todi-cantora-lirica-lobao-tello-2009.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-23 16:54:002024-10-28 18:00:24Setúbal Iconografia Musical
Tocador de flauta, em azulejo colorido, Viseu
Músicas no Concelho

Viseu Rota Musical

MÚSICA À VISTA

Pormenores de Iconografia Musical no Concelho de Viseu

Para rotas de cultura em musicoturismo

Tocador de flauta, em azulejo colorido, Viseu

Tocador de flauta, de Joaquim Lopes

Tocador de flauta, em painel de azulejo colorido, de Joaquim Lopes, Rossio, Viseu

A 17 de maio de 2019, o Executivo Municipal aprovou a proposta de classificação do Painel de Azulejos do Rossio. Esta aprovação final da classificação do Painel, inaugurado a 13 de dezembro de 1931, como “Património de Interesse Municipal” é o culminar de um processo de reconhecimento, salvaguarda e proteção iniciado há um ano pelo Município de Viseu, e que foi sujeito com sucesso ao crivo legal devido. Esta proteção legal reforça as garantias de salvaguarda deste importante património cultural de Viseu, isenta de qualquer arbitrariedade. O Painel de Azulejos do Rossio constitui hoje, e desde há muito, um dos mais importantes ícones de Viseu. Ocupa, assim, um lugar marcante e insubstituível na paisagem urbana e na representação imagética e simbólica da “cidade-jardim” e do Rossio (em que se insere), das tradições da Beira Alta e da cidade da Feira de São Mateus. Se no plano urbanístico adquiriu forte singularidade paisagística, nos planos identitário e turístico conquistou o estatuto de um símbolo. Assinada por um dos mais reputados nomes da primeira geração de artistas modernistas portugueses, o pintor portuense Joaquim Lopes, a obra configura a criação de maior dimensão do seu autor, uma das mais marcantes e notáveis criações de arte pública em mural azulejar do seu período e, simultaneamente, um património que testemunha um momento histórico de reforma urbanística e estética de Viseu cidade moderna, mas também uma consciência à época de um discurso de autorrepresentação, inspirada por um nome maior da história local: o Capitão Almeida Moreira, fundador e diretor do Museu Grão Vasco, administrador-delegado da Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu, Vereador da Câmara, professor, mecenas de artes e, ele próprio, artista.

Rua Augusta Cruz, cantora viseense

Rua Augusta Cruz, cantora viseense

Rua Augusta Cruz, cantora viseense (1869-1901)

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/viseu-tocador-de-flauta-azulejo.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-23 14:00:362021-06-22 11:01:33Viseu Rota Musical
Anjo a tocar baixão, Guarda, créditos Sónia DuarteSónia Duarte
Músicas no Concelho

Guarda Iconografia Musical

MÚSICA À VISTA

Pormenores de Iconografia Musical no Concelho da Guarda
Anjo a tocar baixão, Guarda, créditos Sónia Duarte

Anjo a tocar baixão, Guarda, créditos Sónia Duarte

“O pintor deveria conhecer o instrumento baixão, mas nunca o terá visto a ser tocado, porque o representa ao contrário com a campânula para baixo e o anel de latão para cima” (João Mateus).

Sónia Duarte afirma: “é possível que o tenha representado de visu ou por fonte gravada, à semelhança dos outros instrumentos que integram a mesma pintura sobre madeira. Coexistem: uma harpa, uma viola e notações musicais – quadrada num dos livros abertos e mensural, noutro. Denotam uma série de erros pela mão de um pintor regional (espanhol?) de poucos recursos.

No caso, uma das mais de duas dezenas de representações deste instrumento em espaços sacros que tenho vindo a levantar ao longo das minhas jornadas de campo no âmbito da minha tese doutoral sobre as Representações Musicais na Pintura Barroca em Portugal.”

Pormenor de pintura da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres do Porco

Pormenor de pintura da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres do Porco

O painel encontra-se na parede lateral da Capela-mor, do lado do Evangelho, na igreja anteriormente designada de Nossa Senhora dos Prazeres do Porco.

Trata-se de uma provável encomenda de Estêvão de Matos, um criado, escudeiro e “corregedor” chanceler da corte de D. João III, que jaz nesta igreja, como se pode ler in situ «AQUI JAZ ESTÊVÃO DE MATOS E SVA MOLHER ISABEL GILL O QVAL FOI CRIADO DOS REIS DOM MANUEL E DOM JOÃO III E FOI CHANCEREL [sic] E PROMOTOR DE JUSTICA EM A CORREICÃO DA GUARDA O QVAL FALECEO NA ERA DE MIL QUINHENTOS E SESSENTA», adivinhando-se o papel preponderante que o nobre deverá ter tido naquela vila ou na região da Guarda, por altura do episcopado de Dom Jorge de Melo (1519-1548).

A composição representa a Virgem com o Menino num ambiente de hortus conclusus, “coroada” por anjos e ladeada por outros, músicos. Relativamente aos aspectos musicais, onde são visíveis inúmeros erros organológicos, representa-se, primeiramente, um duo de charamelas facilmente identificáveis pela presença de uma fontanela ou barrilete, peça de madeira fina que envolve e protege a chave exposta no tubo cónico de madeira.

Apesar da pintura se encontrar em lugar alto, impossibilitando uma fotografia frontal rigorosa (ainda que tenhamos usado alguns recursos), é possível perceber que cada tubo apresenta nove orifícios (!) e que existe, em cada uma delas, uma pirueta. Do lado oposto, representa-se um pequeno alaúde, de braço estreitíssimo, sobre o qual se dispõe treze cordas e que se estendem sobre o tampo harmónico. Por último, um anjo marca a solfa por um pergaminho onde já não é perceptível parte do pentagrama nem do texto, e, por ora, impossível decifrar o seu significado.

Reciclanda

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O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/guarda-baixao-anjo-a-tocar-sonia-duarte.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-23 12:21:062024-10-28 19:28:14Guarda Iconografia Musical
Pintura de autor desconhecido e data ca. 1560, Brotas, ÉvoraSónia Duarte
Músicas no Concelho

Évora Iconografia Musical

MÚSICA À VISTA

Pormenores de Iconografia Musical no Concelho de Évora

Sé de Évora
Virgem da Glória, políptico da Sé de Évora, anjos músicos

Virgem da Glória, políptico da Sé de Évora, anjos músicos

“Évora é, na primeira metade do século XVI, a segunda cidade do Reino, por onde a corte faz largas estadias. Aqui trabalha o lusoflamengo hieronimita Frei Carlos; o castelhano Mateus d’Aranda, mestre Capela da Sé, compositor e autor de livros de música teórica impressos em Lisboa pelo francês German Galharde; o teórico e músico Gonçalo de Baena autor d’Arte para tanger, datado de 1540 e dedicado a João III; ou o português Pedro Escobar (Pêro do Porto), mestre Capela, cantor e compositor que viveu em Évora, onde teve casa, «pessoa de feitio difícil, indisciplinado por natureza» (José Augusto Alegria, 1985).

É também aqui que trabalham os hieronimitas, no Convento do Espinheiro, num ambiente anónimo, gremial e não poucas vezes de parceria entre oficinas. Trabalham para o Rei e Rainha, para a cidade/município, Sé, igrejas, capelas, bispos, marqueses ou duques.” (Sónia Duarte)

Pintura de autor desconhecido e data ca. 1560, Brotas, Évora

Pintura de autor desconhecido e data ca. 1560.

Esta tábua de grandes dimensões encontra-se exposta na parede lateral, do lado da Epístola, do Santuário de peregrinação da freguesia de Brotas, construído na 1.ª metade do séc. XV pela povoação da região em sinal de agradecimento pelo milagre da vaca, como consta de uma lenda.

Desconhecida qualquer documentação que comprove autoria, datação ou proveniência, trata-se de uma composição com uma forte função catequética mostrando uma invocação mariana pouco frequente, da qual restam vestígios nalgumas regiões de Portugal como Montemor-o-Novo, Viana do Alentejo, Elvas ou Redondo.

A composição divide-se, na horizontal, em dois planos: o inferior, documentando o milagre da vaca que havia caído da barroca de Brotas a que Nossa Senhora restituiu vida, salvando o único sustento da família de um pastor (segundo a literatura panegírica do séc. XV) e, no lado oposto, o olhar incrédulo de alguns fiéis perante o milagre sucedido; no plano superior, a Virgem, ladeada por sete anjos músicos, amamenta o Menino. Do lado esquerdo, representa-se um quarteto de anjos cantores que seguem por um livro aberto onde se pode ler AVE MARIA PLENA GRATIA DOMI[NVS] TECVM BENEDICTA TV IN MVLI[ERIBVS], uma peça mariana para ser cantada durante o ofertório no Domingo do Advento. A contrapor, do lado direito, apresenta-se um trio instrumental: o primeiro tange uma viola da gamba, instrumento de corda friccionada, com apenas quatro cordas dispostas desde o tosco estandarte sobre a caixa de ressonância, pelo cavalete e até ao braço dividido em cinco trastes. O cravelhame está rematado com um motivo zoomórfico e são visíveis oito cravelhas (!) que não correspondem ao n.º de cordas, tratando-se claramente de uma invenção.

Segue-se outro instrumento de música baixa, um alaúde. Apresenta uma abertura circular no tampo da caixa de ressonância, braço curto rematado por um cravelhame flectido sobre os quais se dispõem seis cordas simples, um dos erros de organologia. A finalizar o conjunto representa-se um instrumento de sopro de música alta, uma charamela que apresenta alguns orifícios dianteiros no tubo e um remate em pavilhão. Neste caso, somente a pirueta a permite distinguir de uma flauta.

Em síntese, o conjunto não apresenta rigor ou preocupação com a morfologia dos instrumentos musicais. O hieratismo das figuras e a estilização dos instrumentos leva-nos a crer que terão sido copiados de gravura, pelas mãos de um pintor provincial que interpretou erradamente as fontes com instrumentos musicais. Sublinhe-se que este painel sofreu inúmeros desgastes na camada cromática, em sentido vertical, carecendo de intervenção. Destacamos, igualmente, o zelo que a população de Brotas tem no Santuário, na sua preservação e divulgação, impedindo a sua ‘desmemoriação’. (Sónia Duarte)

Vasco Pereira Lusitano, pintor natural de Évora

Vasco Pereira Lusitano, 1604, créditos Sónia Duarte

Vasco Pereira Lusitano, 1604

Vasco Pereira Lusitano, 1604, créditos Sónia Duarte.

Pintor com obra entre o maneirismo e o Barroco, Vasco Pereira Lusitano nasceu em Évora, 1535 e fixou-se em Sevilha, onde morreu em 1609).

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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962 942 759

Teatro Garcia de Resende

Inaugurado em 1892, o Teatro Garcia de Resende em Évora é um dos mais representativos “teatros à italiana” existentes em Portugal. Os acabamentos foram influenciados pelo seu gosto requintado, pois contrataram, para o efeito, uma equipa de pintores e artífices de grande qualidade. Luigi Manini, cenógrafo titular do S. Carlos, colaborou na dotação do cenário e na realização do pano de boca.

Teto do Teatro Garcia de Resende, Évora, ft Luís Garcia

Teto do Teatro Garcia de Resende, Évora, ft Luís Garcia

Teatro Garcia de Resende, Évora

Teatro Garcia de Resende, Évora

PINTORES E MÚSICOS EM ÉVORA

(Sónia Duarte)

A análise de fontes documentais tem levado a concluir que, apesar da condição de creados, os artistas músicos e pintores beneficiavam, por parte dos comitentes, de grandes partidos e que D. Manuel I lhes garantia ordenados, com os quais se mantinham honradamente, e outras mercês. Tais condições podem ter contribuído para a equiparação da Capela Real a uma das melhores da Europa, constituída que era por cantores (moços e adultos) e tangedores (organistas e instrumentistas de música alta).

D. Leonor dispunha igualmente de afamados músicos, tais como Diogo Gonçalves e Fernão Rodrigues (S. Viterbo 1907), e faz-se retratar como doadora no Panorama de Jerusalém, tábua oferecida pelo imperador Maximiliano I e que faz parte da colecção do Museu Nacional do azulejo; ou o cardeal infante D. Afonso, comitente de três retábulos para Ferreirim, que teve ao seu dispor, a partir de 1521, o afamado compositor, cantor, mestre de Capela Pedro Escobar. Para além disso, a música fazia parte da educação e formação dos infantes e consortes destacando-se, por exemplo, D. Leonor, terceira consorte de D. Manuel I, filha de Filipe o Bom e de Joana a Louca e irmã de Carlos V, identificada como mulher de rara cultura que cantava e tocava alaúde e clavicórdio.

No seguimento do que acabamos de escrever, convém sublinhar muito bem que para além das capelas nas Sés que exigiam um vultuoso investimento, alguns destes bispos mais abastados (Lamego, Évora, Viseu…) dispunham de capelas privadas bem organizadas e apetrechadas de mestres afamados, moços de coro, adultos cantores e organistas contratados e financiados, que se constituíam como autênticas escolas de música separadas das Sés (conhecendo-se, no entanto, a mobilidade de alguns músicos) (M.P. Ferreira, 2009).

Estes novos ritmos entre Portugal e o mundo externo que temos vindo sumariamente a enunciar seriam propícios, claro está, à comercialização de produtos insulares, como o «ouro branco», escravos, marfim e especiarias do Oriente (a partir de 1494), sendo de salientar o decisivo papel das feitorias, primeiro em Bruges e depois em Antuérpia que, como tal, impulsionaria abastados comerciantes a adquirir obras de arte.

Outro benefício seria, por cá, a presença e estadia prolongada de flamengos e outros estrangeiros, alguns dos mais activos pintores e músicos à época e, por lá, a presença de portugueses, em aprendizagem, por infortúnio pouco documentados. No caso da pintura, evidenciou-se por cá «o melhor pintor que havia no seu tempo» (S. Viterbo, 1903-11), Francisco Henriques, logo seguido de outros documentados como Frei Carlos ou o ignoto Mestre da Lourinhã, panorama confirmado pela célebre frase do bispo de Viseu (1505-1519), D. Fernando Gonçalves de Miranda, em 1500, «da Flandres se faria melhor e mais barato» (S. Viterbo, 1903-11). E, no campo da música, podíamos salientar que esta euforia na renovação do panorama musical iria igualmente verificar-se na importação de tangedores e cantores e no investimento feito nas capelas privadas e na própria Capela Real, tida como uma das melhores da Europa.

Por fim, parece-nos claro que este ambiente de fausto e ostentação beneficiaria a proliferação e renovação do instrumentário musical, reflectindo-se nas manifestações pictóricas, por sua vez beneficiadas pelo uso da técnica a óleo, que vem suplantar as técnicas usadas anteriormente, permitindo retoques em arrependimentos no instrumentário musical representado.

E se no reinado de D. Manuel a arte é utilizada como meio de propaganda política através da exuberância representada, não ficará nada atrás, apesar das rupturas com o período anterior, o brilho na arte no reinado d’O Piedoso (1521-57) a quem El Maestro de Luís Milán, o primeiro livro conhecido para havia de ser dedicado e sabendo-se que tinha ao seu dispor vários pintores e músicos estrangeiros como o organista alemão João de Bergomão, Gonçalo de Baena ou Hernando de Jaén.

Desconhecemos muitos dos pormenores acerca da formação dos pintores de óleo, mas a documentação – directa e indirectamente –, evidencia as relações destes servis mecânicos com os literatos cortesãos, seus comitentes e testemunhas. Mas se as relações de trabalho eram próximas, as origens, a educação e formação parecem estar muito distantes. As possibilidades de alguns destes pintores haverem adquirido conhecimentos musicais parecemnos remotas, face à sua condição de mecânico que se opunha às artes liberais ensinadas nas Universidades organizadas em sistemas do Trivium e do Quadrivium, cuja cátedra de teoria e prática musical havia sido criada em 1323.

Ainda por cima, se atentarmos que os próprios clérigos, nos séculos XV e XVI, tinham ao dispor uma formação que, em termos musicais práticos, deixava muito a desejar, sendo muito poucas as fontes que sobreviveram à voragem do tempo revelando «a quase absoluta inexistência de manuscritos contendo tratados musicais [baseados em Boécio], antes de 1500, parece indicativa de generalizada anemia teórica e deixa adivinhar o grande peso da oralidade no ensino» (M.P. Ferreira 2009).

No seguimento desta questão há uma outra que interessa evidenciar. Trata-se do facto de muitos destes creados se dedicarem a várias tarefas em simultâneo, sendo de acreditar que muitos pudessem ter conhecimentos interdisciplinares, para além do célebre caso de Damião de Góis, humanista, historiador, compositor de pelo menos três motetes, que tangia cistro e instrumentos de tecla. E esta evidência está patente quer no campo da música, quer no campo da pintura. Salientemos um dos casos mais importantes e documentados no tempo de D. Manuel I, o caso de Jorge Afonso, que está documentado como pintor de retábulos a óleo (que incluem alguns bons exemplos de Iconografia musical), dourador e estofador de imaginária, ou o de Francisco Henriques, pintor a óleo e pintor de vitrais e, já no tempo de D. João III, o caso de Cristóvão de Figueiredo, que era vedor, examinador, debuxador de quadros e tapeçaria. Se, por um lado, estes três exemplos vêm revelar a polivalência dos creados, por outro, revelam a inserção destes Mestres num ambiente de trabalho corporativo, de parcerias entre artistas, não poucas vezes entre oficinas, e que só viria a ser revisto no tempo de D. Sebastião.

Também no campo da música se verifica tal polivalência, pois não poucas vezes nos surgem indicações do mestre Capela ser simultaneamente um compositor profissional, quer dizer, artista prático e um intelectual, para além de clérigo e poeta. Vide o remoto caso de Álvaro Afonso ao serviço de D. Pedro I e de D. Afonso V; ou de Gil Vicente, ourives, trovador e mestre da balança (cujas obras teatrais estão repletas de referências musicais incluindo dança, peças vocais quer de índole profana, quer de música religiosa e que integravam os momentos de representação).

Neste ambiente oficinal, a historiografia da arte tem revelado o uso de fontes como gravura importada utilizada pelas oficinas e seus clientes, nomeadamente, gravuras de Albrecht Dürer (algumas oferecidas por ele mesmo a João Brandão e a Rui Fernandes de Almada), de Marcoantonio Raimondi, incunábulos ilustrados como o Tratado de Confissom de autor desconhecido, livros, tratadística de música e de perspectiva, estampas avulsas de Martin Schongauer, L. van Leyden, I. A. de Zwolle, entre outros, usados na íntegra como molde mas predominando o seu uso como elemento de citação. No campo da música há notícias deste intercâmbio cultural a partir da circulação em Portugal de composições religiosas de origem espanhola e francoflamenga para além das portuguesas, nomeadamente, da Ars novamente inventada pera aprender a tanger de Gonzalo Baena, impressa em 1540, com obras de ilustres como Ockeghem, Obrecht, Agricola, Josquin des Près, Escobar ou Anchieta.” (Sónia Duarte)

Casamento Místico de Santa Catarina (pormenor da tribuna com músicos em segundo plano)

Casamento Místico de Santa Catarina

Casamento Místico de Santa Catarina (pormenor da tribuna com músicos em segundo plano), circa 1520-30, Frei Carlos (atribuído); óleo e têmpera sobre madeira de carvalho; A. 330 x L. 257 cm; The National Gallery, London (Inv.º NG5594).

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/evora-brotas-sonia-duarte.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-23 12:16:482024-10-28 18:59:39Évora Iconografia Musical
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