A maior casa de espetáculos da Região Autónoma dos Açores foi inaugurada no dia 10 de Maio de 1917, em Ponta Delgada, por iniciativa de um grupo de micaelenses presidido pelo Dr. José Maria Raposo do Amaral. Chamava-se então Coliseu Avenida e teve em Pedro de Lima Araújo um dos seus mais persistentes dinamizadores.
Em 1950 foi adquirida pela Companhia de Navegação Carregadores Açorianos, dirigida pelo Dr. Francisco Luís Tavares, que acabara de construir o novo teatro de Ponta Delgada. Passou então a designar-se Coliseu Micaelense e integrou depois a “Cinaçor” da Fundação dos Botelhos de Nossa Senhora da Vida, sendo gerido por António dos Santos Figueira durante cerca de quatro décadas. A partir dos anos oitenta foi sendo progressivamente desativado, mantendo apenas os tradicionais Bailes de Carnaval, até ficar de todo encerrado por avançada degradação das suas instalações.
No ano de 2002, a Câmara Municipal de Ponta Delgada, por iniciativa da sua presidente Dra. Berta Cabral, adquiriu o Coliseu Micaelense e promoveu a maior obra de recuperação da sua história de nove décadas, que decorreu essencialmente durante 2004. A Gala de Reabertura do Coliseu Micaelense, realizada a 30 de Janeiro de 2005, assinalou a inauguração oficial desta obra, a que se seguiram a recuperação dos seus tradicionais Grandes Bailes de Carnaval e a apresentação do primeiro espetáculo da programação inaugural, com o Moscow Classical Ballet.
Integra a Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Coliseu Micaelense
Teatro Micaelense
Descendente da tradição dos cineteatros, o Teatro Micaelense assume-se como depositário de uma história com mais de 70 anos e, essencialmente, como um espaço de construção do presente e do futuro.
Inaugurado em 1951, o Teatro Micaelense foi projetado pelo conceituado arquiteto Raul Rodrigues de Lima, um especialista em salas de cinema e de teatro. Durante cerca de quatro décadas, o Teatro Micaelense serviu a ilha de São Miguel, com uma programação regular, tendo-se constituído como uma das mais importantes estruturas da vida cultural e social dos micaelenses. A partir de meados da década de 80, as quebras de receitas, a par com a degradação do edifício, conduziram à inatividade e posterior encerramento. Reabilitado pelo Governo Regional dos Açores, reabriu ao público em 2004, sob projeto do arquiteto Manuel Salgado, como Teatro Micaelense – Centro Cultural e de Congressos.
A sua principal missão é assegurar a prestação de um serviço público no domínio da promoção cultural, através da apresentação, produção e coprodução de atividades nas mais diversas vertentes artísticas: do teatro à dança, da música erudita ao jazz, do cinema às artes plásticas e à fotografia. É um palco aberto à comunidade e pretende ser um pólo dinamizador no âmbito da criação artística, proporcionando aos criadores locais um espaço de divulgação do seu trabalho. Nessa missão inclui-se também o trabalho continuado na formação de públicos, através de um serviço educativo, que trabalha de forma regular com as escolas, proporcionando visitas guiadas, ateliês e oficinas, ou espetáculos/sessões dirigidos à infância ou ao público juvenil, mas também com lares, e centros de dia, propondo atividades dirigidas ao público sénior.
Paralelamente, e complementarmente, o Teatro Micaelense – Centro de Congressos assume-se como um instrumento privilegiado para o desenvolvimento do sector MI (Meetings and Incentives) nos Açores, permitindo a realização de conferências, reuniões profissionais e outros eventos sociais.
Integra a Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Fonte: RTCP
Teatro Micaelense, Ponta Delgada
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2025/09/ponta-delgada-teatro-micaelense.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2025-09-14 12:31:272025-09-14 13:03:15Ponta Delgada e os seus auditórios
Ciclos, encontros, temporadas e festivais de música e dança no Concelho
Festival Música no Colégio
Em julho de 2021, o Largo do Colégio, em Ponta Delgada, acolheu a 9ª edição do festival “Música no Colégio”, inspirado na tradição dos grandes centros culturais onde a música se revela nos seus diferentes estilos. É uma iniciativa do Coral de São José.
Festival Música no Colégio
PDLJazz – Festival Internacional de Jazz de Ponta Delgada
PDLJazz – Festival Internacional de Jazz de Ponta Delgada é uma iniciativa promovida pelo Teatro Micaelense com o patrocínio da Associação Montepio e apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada. Tem como objetivo afirmar o jazz na cidade, na ilha e arquipélago. Primeira edição entre 4 e 6 de Novembro de 2021.
O Festival Bairro da Música tem como pano de fundo as comemorações do Dia Mundial da Música, celebrando a cultura nacional e promovendo a sua circulação pelo país. Entre 1 de outubro e 5 de novembro de 2021 o Bairro da Música apresentou um festival de música portuguesa com 10 artistas, em 10 cidades e salas de espetáculo: Ourém, Estremoz, Odivelas, Ponta Delgada, Braga, Porto, Lisboa, Mafra, Sintra e Coimbra.
TREMOR é uma festa de música que invade anualmente a Ilha de São Miguel, e todo o Centro Histórico de Ponta Delgada, maior cidade dos Açores. São Miguel torna-se um palco privilegiado para a música, e no último dia, Ponta Delgada treme com concertos em múltiplos espaços da cidade que vão do teatro ao coliseu, da loja de roupa ao café, da igreja ao solar. Concertos, conversas, residências artísticas, arte, cinema, estafetas musicais, workshops, concertos para crianças e projetos na comunidade. TREMOR é também um convite a interagir em simbiose com a natureza paradisíaca da ilha de São Miguel.
TREMOR é uma organização conjunta entre a YUZIN- Agenda Cultural, a Lovers & Lollypops e o curador independente António Pedro Lopes. TREMOR propõe uma reunião multidisciplinar de sinergias que envolve artistas, comércio, governo, o município, associações culturais e a comunidade em torno de um movimento edificante de criação de cultura. O objetivo do TREMOR é revitalizar Ponta Delgada através de uma vibração musical e criativa que promove uma experiencia singular da cidade, e que oferece novas formas turísticas de fruição do lugar.
Tremor, Ponta Delgada
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/11/ponta-delgada-musica-no-colegio-2022.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-11-04 00:02:492022-06-14 22:43:21Ponta Delgada e os seus festivais
A Quadrivium – Associação Artística, fundada em Maio de 2009, é uma associação sem fins lucrativos, sediada em Ponta Delgada. Tem como um dos seus objetivos o contributo para o desenvolvimento musical do nosso meio, bem como a defesa da cultura e do património artístico da região. Pretende a construção de um espaço de realização artística, estabelecendo-se parcerias com outros agentes culturais da região, através dos quais se possa contribuir para o desenvolvimento de um meio musical profissional.
A associação alberga agrupamentos profissionais como a Sinfonietta de Ponta Delgada, a Orquestra de Câmara de Ponta Delgada, o Quarteto Quadrivium e o Quinteto de Sopros – Arquinteto.
Tendo desde a sua formação elegido a juventude como destinatário privilegiado da sua atividade, integra ainda esta associação uma orquestra de jovens – a Orquestra Quadrivium, e, no âmbito formativo, a Academia de Música de Vila Franca do Campo.
Quinteto de sopros que pretende fazer uma viagem pelas grandes obras do classicismo da música erudita e chegar até à linguagem mais livre da música do século XX, o ArQuinteto é formado por flauta, oboé, clarinete, trompa e fagote. É formado por músicos residentes na Região Autónoma dos Açores, os quais se apresentam publicamente em diversos projetos. Formaram o quinteto em 2015 com o intuito de colmatar a falta deste tipo de agrupamento na região bem como pelo prazer de fazer música de câmara para este tipo de grupo. Apresentou-se na Igreja do Colégio, na ilha das Flores, no âmbito da Temporada Artística 2016 e no Festival “The Music World”, em parceria com o Vox Cordis.
Orquestra Quadrivium
A Orquestra Quadrivium foi fundada em 2009, juntamente com a Quadrivium – Associação Artística, e foi o primeiro projeto orquestral da associação. Na sua génese está a formação de jovens músicos, estes oriundos de várias localidades e com diversas formações musicais – sejam de escolas de música ou de bandas filarmónicas.
Tendo começado por ser um agrupamento constituído por cordas e sopros, esta orquestra apresentou-se já com diferentes formatos – uns mais reduzidos, outros de maior dimensão – e procura explorar diferentes obras dos mais variados períodos e géneros musicais.
Por ser um projeto de cariz essencialmente pedagógico e colaborativo que conta quase uma década de existência, acaba por juntar várias gerações de músicos cuja formação descende da Quadrivium. Assim, dá-se a particularidade de os estágios que esta orquestra realiza serem orientados por membros que estiveram presentes na sua estreia. Alguns destes membros hoje em dia prosseguem os seus estudos musicais a nível superior, em Portugal Continental ou no estrangeiro, e, em alguns casos, já se encontram com atividade bem assente no meio profissional nacional.
A estreia da Orquestra Quadrivium deu-se no Teatro Micaelense sob a direção de Amâncio Cabral, o seu primeiro Diretor Artístico. Desde então tem oferecido aos seus elementos não só a possibilidade de conhecerem e tocarem obras do repertório orquestral mais estandardizado, como também de se apresentarem a solo com a mesma. Nesta vertente destacam-se Ana Paula Sousa, Ana Teresa Oliveira, Filipe Raposo, Amadeu Resendes, Marco Patrício, Lívio Dias e Raquel Machado.
O agrupamento serve como plataforma de integração dos seus membros mais avançados na Sinfonietta de Ponta Delgada, que ocupa o lugar de projeto orquestral profissional da Quadrivium – Associação Artística, sob uma perspetiva formativa.
Apresentou-se no Teatro Micaelense, no Coliseu Micaelense e em diversos outros locais da ilha de São Miguel. Para além de poder oferecer aos seus elementos a possibilidade de tocar nas maiores salas dos Açores, a atividade desta orquestra também procura contribuir para a descentralização da oferta cultural no meio onde se insere.
Orquestra de Câmara de Ponta Delgada
Inicialmente formado por professores do Conservatório Regional de Ponta Delgada, este agrupamento surgiu em 2002, com a designação de Orquestra de Câmara do Conservatório Regional de Ponta Delgada. A sua atividade caraterizava-se tanto por uma vertente pedagógica como pela exploração de música de câmara para instrumentos de cordas. Naquele contexto realizou diversos concertos no âmbito da escola e em colaboração com diversas entidades e instituições, integrando, sempre que possível, alunos do Conservatório.
Em 2003 adotou a sua atual designação de Orquestra de Câmara de Ponta Delgada, mantendo, no entanto, os mesmos princípios que estiveram na sua gênese. A Quadrivium – Associação Artística, afirmando a sua faceta de instituição vocacionada também para a produção musical de índole profissional, assumiu, a partir do ano de 2013, a organização das atividades da Orquestra de Câmara de Ponta Delgada.
Dirigida desde o início por Grigori Spektor, tem atuado sobretudo em São Miguel, donde se destacam as temporadas de concertos no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Ponta Delgada, e as regulares atuações em todas as freguesias deste concelho, fruto de protocolo estabelecido com a Câmara Municipal de Ponta Delgada. Participou na Temporada da Direção Regional da Cultura em 2004, e colabora regularmente com diversos coros da ilha. Apresentou-se no Festival MusicAtlântico de 2005, com concertos em Santa Cruz da Graciosa e Lages do Pico. Atuou com diversos solistas, tais como Gabriela Canavilhas, António Teves, Sandra Medeiros, Patrícia Quintas, Eulália Mendes e Mário Alves, entre outros.
Constituída por doze instrumentistas de cordas, aborda um vasto repertório, do Barroco ao século XX e XXI, de música de câmara ou orquestral para cordas, eventualmente com instrumentos solistas. Apresenta-se normalmente em espaços intimistas, realçando a sua vocação camerística, e integra, com diversos concertos, a Temporada de Música de Câmara da Quadrivium – Associação Artística.
Sinfonietta de Ponta Delgada
A Sinfonietta de Ponta Delgada ocupa o lugar principal do projeto orquestral profissional da Quadrivium – Associação Artística, tendo surgido em resposta à necessidade local de se criar um agrupamento sinfónico de estrutura profissional, com atividade regular. Na génese da sua formação está o intuito de promover a execução da música sinfónica, procurando-se também dar uma resposta aos músicos que prosseguiram estudos musicais fora do arquipélago, proporcionando-lhes um espaço para desenvolverem a sua atividade artística.
A sua estreia aconteceu no Teatro Micaelense em 2011. Subiu novamente ao palco do Teatro em 2012 acompanhando o violinista Daniel Garlitsky, num concerto comentado por Gabriela Canavilhas. Ao longo dos anos seguintes, intensificou a sua atividade, tendo tido a oportunidade de trabalhar com solistas como Miguel Ivo Cruz, Sara Afonso, Ricardo Torres, Ana Sêrro, Liliana Sebastião, André Gaio Pereira ou António Rosado, e com maestros como César Viana, João Afonso Cerqueira, Marco Ferreira e Tiago Oliveira. A direção artística e musical está, desde a sua fundação, a cargo de Amâncio Cabral, sendo maestro convidado principal Jean Sebastien Béreau. Colabora regularmente diversas associações musicais ou agentes culturais locais, como é o caso da Vox Cordis – Associação Musical, do Coral de S. José ou do Estúdio de Dança de Ana Cymbron.
Sob a direção artística de Amâncio Cabral, já realizou concertos com solistas açorianos como Raquel Machado, Amadeu Resendes, Lívio Dias, Hugo Araújo e Ana Oliveira, nos quais se estrearam ou se executaram obras de jovens compositores como Sara Ross, João Costa, Rogério Medeiros, Antero Ávila e Ângela Ponte. Integrou a Temporada Artística 2015 e 2016 da Direção Regional da Cultura. Em Outubro de 2015 estreou-se em contexto operático, no Coliseu Micaelense, com a apresentação de Rita, de G. Donizetti, autor revisitado no ano de 2017 com a apresentação da ópera Don Pasquale. Seguiram-se, em 2018, Don Giovanni, de Mozart, e em 2019, Cavalleria Rusticana de P. Mascagni.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/10/ponta-delgada-quadrivium-associacao-artistica.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-10-22 15:23:342021-10-26 13:36:23Ponta Delgada e a Música Clássica
História e atividades no Concelho de Ponta Delgada (Ilha de São Miguel, Açores)
Enf’In Tuna – Tuna mista da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada
TAUA – Tuna Académica da Universidade dos Açores
Tuna Com Elas – Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade dos Açores
Tunídeos – Tuna Masculina da Universidade dos Açores
Enf’In Tuna
Tuna mista da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada
A Enf’In Tuna teve a sua estreia a 20 de maio de 2005. Em 2019, organizou o V Festim, Festival de Tunas Mistas, na aula Magna da Universidade dos Açores.
Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade dos Açores
Correio eletrónico: Tuna_com_elas@hotmail.com
Tuna Com Elas – Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade dos Açores
Tunídeos
Tuna Masculina da Universidade dos Açores
Em 2019 celebrou os 25 anos na Aula Magna da Universidade dos Açores.
Rua da Mãe de Deus
9500 Ponta Delgada
Tlm. (+00 351) 911573965
Sítio: www.tunideos.com
Correio eletrónico: geral@tunideos.com
Tunídeos – Tuna Masculina da Universidade dos Açores, na Times Square
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/10/ponta-delgada-taua.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-10-18 21:20:242021-10-18 23:45:17Ponta Delgada e as suas tunas
Estabelecimentos do ensino de música no Concelho. Em geral, as bandas filarmónicas também possuem a sua escola de música: veja ao fundo informação sobre as bandas de música do Concelho.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/10/ponta-delgada-crpd.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-10-12 23:42:252021-10-14 14:41:37Ponta Delgada e as suas escolas de música
Grupos Etnográficos, Tradições e Atividades no Concelho
Região Autónoma dos Açores
Ilha: São Miguel
07 grupos
Grupo Folclórico da Escola Preparatória de Capelas
Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva
Grupo Folclórico de São Miguel
Grupo Folclórico da Fajã de Baixo
Grupo Folclórico Ilha Verde
Rancho Folclórico da Casa do Povo do Livramento
Rancho Folclórico Santa Cecília da Fajã de Cima
Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva
O Grupo canta e balha o que o povo da Ilha de S. Miguel fazia nos séculos passados nos seus folguedos, como Festas do Espírito Santo, romarias, matanças de porco, desfolhadas ou simplesmente nos intervalos e final da dura labuta da pesca ou agricultura. Cantar às Estrelas tem origem na religiosidade popular, de invocação a Nossa Senhora da Estrela que tem lugar sempre na noite do dia 1 para 2 de fevereiro, parando em diversas casas a cantar onde é oferecido doces e licores.
Rancho Folclórico da Casa do Povo do Livramento
O Rancho Folclórico da Casa do Povo do Livramento foi fundado em 24 de novembro de 1992 e desde esta data tem filiação na INATEL. A freguesia do Livramento sentiu necessidade de formar um grupo Folclórico para preservar os usos e costumes do seu povo. Os seus trajos, danças, cantares e músicas são de certo modo expressão viva de sentir e viver os antepassados.
Em 1999 foi federado na Federação do Folclore Português. Em 2000 obteve estatuto de utilidade pública. É composto por cerca de 35 elementos, na sua maioria estudantes.
Rancho Folclórico da Casa do Povo do Livramento
Rancho Folclórico Santa Cecília da Fajã de Cima
O Rancho Folclórico Santa Cecília da Fajã de Cima foi fundado em 1973. Interpreta as danças e os cantares da sua ilha natal, e canta vários temas das diversas ilhas dos Açores. Teve como diretor fundador João Vieira Jerónimo, conhecido no meio micaelense como grande embaixador dos valores culturais do povo.
O Rancho Folclórico Santa Cecília é uma associação cultural que procura recolher, preservar e divulgar os usos e costumes da Ilha de São Miguel, através do seu folclore: música, cantares, danças e trajes. Das participações em festivais de folclore, já atuou em quase todas as localidades dos Açores, e também em Portugal continental e no estrangeiro.
Rancho Folclórico Santa Cecília da Fajã de Cima
Organiza vários eventos na área do folclore, com especial relevo para as Feiras de Artesanato e Festival das Azáleas. Colabora em diversas iniciativas com fins humanitários, de solidariedade social e de caráter cívico. Colabora, ainda, com escolas, através de ações pedagógicas e cedência de material etnográfico e bibliográfico. É filiado no INATEL.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/09/ponta-delgada-rancho-folclorico-santa-cecilia-da-faja-de-cima.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-09-13 21:49:542021-10-02 16:14:02Ponta Delgada e o seu folclore
Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
Banda Harmonia Mosteirense
Banda Militar dos Açores
Banda Nossa Senhora da Luz
Filarmónica Lira de São Roque
Filarmónica Lira Nossa Senhora da Estrela
Filarmónica Lira Nossa Senhora da Oliveira
Filarmónica Minerva
Filarmónica Nossa Senhora das Neves
Banda Harmonia Mosteirense
A Banda Harmonia Mosteirense, da freguesia dos Mosteiros, foi fundada em 1883, pelo Padre Manuel Jacinto da Silva, Pedro Lúcio, Caetano Lopes e Manuel Botelho Paulo, com apoio moral e material de outros amigos regeneradores. É constituída por mais de seis dezenas de elementos com idades entre os 8 e os 68 anos e possui uma escola com mais de uma dezena de aprendizes.
Banda Harmonia Mosteirense
Realiza, anualmente, cerca de meia centena de atuações, procissões, festas e festivais musicais na ilha de S. Miguel. Em 2012, colaborou na gravação de um CD promovido pela Câmara Municipal de Ponta Delgada. Em 2013, comemorou os seus 130 anos de existência, com a realização de várias atividades. Em 2014, foi a primeira Filarmónica a participar com um concerto no prestigiado Festival Música no Colégio. Em outubro de 2015, teve lugar o lançamento do 1º CD da Banda, com um Concerto no Teatro Micaelense. Fazem, também, parte do currículo da Banda deslocações a outras ilhas do arquipélago, a Portugal Continental e ao estrangeiro, aos Estados Unidos da América nos anos de 1977/1989/1999 e 2008. A Harmonia Mosteirense venceu, por duas vezes, o concurso de Bandas da Ilha de S. Miguel realizado no Coliseu Micaelense, nos anos de 1957 e 1958.
Esta Banda continua com o seu grupo de Teatro que é constituído, em cerca de 90 por cento, por músicos da Filarmónica. Todos os anos, na época de Natal, tem levado à cena uma peça de teatro e um ato de variedades, permitindo aos jovens a aprendizagem da música e o desenvolvimento de práticas de solidariedade e laços de sã camaradagem.
Banda Nossa Senhora da Luz
A BNSL, da Freguesia de Fenais da Luz, foi fundada em outubro de 1976, após a fusão de duas bandas existentes naquela freguesia denominadas de “Banda União Celestial” e “Banda Lira Luz e Glória”. Tem perto de meia centena de músicos com idades entre os 7 e os 70 anos. Mantem em atividade uma escola com mais de uma dezena de alunos. Efetua, anualmente, cerca de 20 atuações.
Em 1978, vence o 1º concurso de Bandas a nível Açores. Nos anos 1979/80 e 81, visitou todas as ilhas do Arquipélago. Em 1983, venceu o Concurso de Bandas promovido pela Robbialac. Em 1986, deslocou-se aos Estados Unidos da América. Em 1988, integrou os Festivais de Bandas de Castelo de Vide, Alto Alentejo e visitou Espanha e participou no Festival de Bandas da Ribeira Brava (Madeira). Tem realizado concertos no Teatro Micaelense, na Vila de Nordeste, Vila Franca do Campo, Lagoa e Ribeira Grande. Em 2008, realizou o seu concerto de Gala na Aula Magna da Universidade dos Açores, com o Orfeão Edmundo Machado de Oliveira e, em 2009, repetiu o mesmo feito, desta vez no Teatro Ribeiragrandense, com a participação da soprano Andreia Colaço e do barítono João Costa. Em 2012, realizou dois concertos com o Coral de São José, onde tocou, entre outras obras, o tema “Requiem” de Mozart. Em 2013, editou o seu 1º CD com obras contemporâneas.
Em 1915, devido a rivalidades, um grupo dissidente criou uma nova agremiação com o nome de Lira Luz e Glória integrada na Sociedade de Instrução e Recreio Bartolomeu de Quental. Em finais da década de 1950, com o aparecimento do fenómeno da emigração em massa, para o Canadá e EUA, as Bandas entraram em crise. As duas, em 1961, fundiram-se noutra que passou a designar-se União Celestial. A junção durou pouco tempo, porque um grupo dissidente voltou a reativar a Banda Lira Luz e Glória.
Banda Nossa Senhora da Luz
Em 1976, com falta de elementos, as direções congregaram numa mesma agremiação musical todo o património humano e material. Deste então, a Banda é conhecida por Banda Nossa Senhora da Luz.
Banda Militar da Zona Militar dos Açores
A Banda Militar dos Açores foi criada após a Revolução Angrense de 22 de junho de 1828. Mais tarde, com a mudança do Comando Militar dos Açores para a cidade de Ponta Delgada, passou a existir apenas uma Banda Militar sediada, inicialmente, no aquartelamento do Batalhão Independente de Infantaria 18 no extinto Convento de São João e, mais tarde, no Forte de São Brás.
Hoje, designada por Banda Militar da Zona Militar dos Açores, está instalada no Campo Militar de São Gonçalo do Comando da Zona Militar dos Açores e tem por missão dar o necessário enquadramento musical nas cerimónias e atos militares e simultaneamente contribuir para a valorização cultural e recreação do pessoal militar e civil do Exército executando concertos e outras intervenções musicais.
Para além das atividades castrenses, a Banda Militar dos Açores insere as suas atuações no âmbito cultural, recreativo e de divulgação do Exército, colaborando com as autoridades e organismos civis na execução de concertos em diferentes locais da Região Autónoma dos Açores, salientando-se atuações de caráter didático em diversas escolas. Muito tem contribuído, para a valorização cultural das populações e incremento pelo gosto da Música nos Açores.
Banda Militar da Zona Militar dos Açores
Sendo impraticável elencar-se toda a atividade desenvolvida pela Banda de Música da Zona Militar dos Açores ao longo da sua vasta história e pelos seus elementos individualmente, realça-se apenas um evento que muito a enaltece e enobrece e do qual muito se orgulha: o fato do hino do Senhor Santo Cristo dos Milagres ter sido composto pelo Mestre da Banda Militar, Manuel José Candeias, em 1868, e ainda hoje ser o ícone musical das maiores festas religiosas dos Açores e o elo fundamental da união da diáspora açoriana. Conta com 40 elementos, sendo chefiada pelo Tenente Chefe de Banda Hélio Filipe Machado Soares.
Bibliografia
Banda Militar dos Açores: uma referência cultural, José Alfredo Ferreira Almeida, Marco Paulo Carriço da Torre. Ponta Delgada: Letras Lavadas, 2015. -203 p. : il. ; 22 x 23 cm. – ISBN 978-989-735-088-7.
Filarmónica Lira de São Roque
A FLSR, Freguesia de São Roque, foi fundada em 1899. Tem um corpo de músicos que ronda as três dezenas de elementos, com idades variadas e mantém em funcionamento, na sua sede, uma escola de música. Teve como primeiro regente o José Joaquim de Matos. Em 1954, foi dotada com uma nova sede. De 1959 a 1976, esteve inativa. Em 1977, conseguiu reabrir as suas portas. Em 1989, fizeram-se melhoramentos na sede e instalou-se a sua escola de música. Realiza várias dezenas de serviços por ano em eventos culturais e religiosos pela ilha de S. Miguel. Em 1994, deslocou-se à ilha Terceira, tendo participado nos festas concelhias de Angra do Heroísmo, as Sanjoaninas.
Filarmónica Lira Nossa Senhora da Estrela
A FLNSE, da freguesia da Candelária, foi criada em 1983 e teve como fundadores Manuel Oliveira Roque, Manuel Viveiros Pimentel e o Pe. Manuel Pacheco Câmara. Conta com mais de meia centena de elementos com idades que entre os 10 e os 70 anos e mantém uma escola com perto de duas dezenas de alunos. Tem uma média de 30 serviços efetuados durante o ano em eventos religiosos e de natureza cultural diversificada, esta filarmónica.
Efetuou deslocações a outras ilhas (Santa Maria, Pico, Graciosa, Madeira, Flores. Em 1994, foi aos Estados Unidos da América a convite da Comissão das Festas do Espírito Santo de Fall River. Deslocou-se a Portugal Continental, a Penafiel, no âmbito de um intercâmbio cultural com a “Banda de Lagares – Associação Musical e Recreativa”. Em 2006, participou no “1.º Festival de Bandas Filarmónicas Interconcelhos”, integrado na Semana Cultural de Candelária. Participou ainda no “3.º Festival Hispano-Luso de Bandas de Música e Ensembles de Viento”, em Zamora – Espanha e realizou também um concerto no “Festival Música no Colégio”, com transmissão televisiva na RTP Açores – Ponta Delgada.
Filarmónica Lira Nossa Senhora da Oliveira
A FLNSO, da freguesia da Fajã de Cima, foi fundada em 1910. Conta com cerca de 16 elementos com idades entre os 13 e os 74 anos e mantém em atividade uma escola de música com perto de 20 aprendizes. Existiu uma outra filarmónica, que tinha o nome de “Lira do Oriente”, que acabou por ser extinta. Os seus instrumentos foram vendidos para a freguesia do Pico da Pedra, segundo depoimento do Mestre António Soares, que foi músico dessa banda e mais tarde Maestro da atual Filarmónica Lira da Oliveira. De 1961 a 1968. Deslocou-se à ilha Terceira, em 1971, por ocasião das “Festas Sanjoaninas”. Após esta histórica viagem, realizaram-se mais duas, nomeadamente, as idas a Portugal Continental e à ilha de Santa Maria, em 2002, em intercâmbios com as Banda da Quinta do Picado em Cantanhede e Banda de Santo Espírito, no Concelho de Vila do Porto.
Em 2010, ano do Centenário da Filarmónica, houve diversas homenagens, o programa “Atlântida” foi transmitido em direto do jardim fronteiriço da sede e foi lançado um CD gravado com diversos temas, entre os quais, o emblemático Hino de Nossa Senhora da Oliveira com a colaboração do Rancho de Romeiros da freguesia. Em 2011, participou na gravação de um tema no CD da Câmara Municipal de Ponta Delgada, com outras onze bandas. Em 2012, no âmbito de um intercâmbio com a Filarmónica União Artista de S. Roque do Pico, deslocou-se àquela ilha, tendo recebido a referida agremiação musical, em agosto do mesmo ano, em S. Miguel. A Filarmónica Lira Nossa Senhora da Oliveira costuma realizar, anualmente, cerca de 20 atuações/participações em eventos religiosos e de natureza cultural.
Filarmónica Minerva
A Filarmónica Minerva da freguesia dos Ginetes, foi criada a 06 de janeiro de 1901 e teve como fundador José Maria Raposo Amaral que, durante muitos anos, custeou as despesas de manutenção da banda, aquisição de instrumental e fardamento.
O Dr. Carlos Bettencourt, médico radicado nos Ginetes, grande amante da música e tocador de vários instrumentos, orientou os primeiros músicos para a constituição da filarmónica. O primeiro maestro chamava-se Maciel. A agremiação musical possui uma escola de música com cerca de duas dezenas de jovens. Em 1946, a Filarmónica Minerva esteve presente num dos grandes acontecimentos, da altura, em Ponta Delgada, que foi a Parada das Filarmónicas no Quarto Centenário daquela Cidade. Em 1979 e 2007 efetuou digressões pelos Estados Unidos da América e Canadá, em visita a emigrantes da terra. Efetua, anualmente, sete atuações na freguesia dos Ginetes e dez no exterior.
Já se deslocou ao Festival de Bandas de Loures, no Continente, às Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, nos EUA e de Santa Cruz, em Toronto, no Canadá. Em 2006, participou num Centenário com a Banda Paredense da Parede, Cascais. Para além dos intercâmbios efetuados com bandas filarmónicas, também recebeu vários grupos folclóricos em parceria com o Grupo Folclórico da Relva.
Filarmónica Nossa Senhora das Neves
Fundada em 1866, como banda marcial, a FNSN progrediu ao longo dos anos progredido a sua formação para a atual Orquestra Sinfónica de Sopros que interpreta complexas obras contemporâneas.
A Filarmónica Nossa Senhora das Neves foi fundada a 1 de janeiro de 1866, tendo adotado o nome da padroeira da sua freguesia. Realizou a primeira atuação no mesmo ano, a 9 de Outubro.
Com o apoio de, entre outros, a família Raposo do Amaral viveu com algum desafogo durante vários anos. Terminado este apoio, a Banda entrou num período de decadência. Com o esforço de muitas gerações de dirigentes e músicos dedicados, manteve-se sempre em atividade. Deste modo, vem dinamizando a cultura da sua comunidade e formando musicalmente os jovens relvenses.
Têm sido inúmeras as suas participações em procissões, coroações e concertos, ligeiros ou mais eruditos. Salientam-se as atuações nos grandes festivais de Bandas de Música dos Fenais da Luz em 1995, 1997 e 1999, a Comemoração do Dia da Mundial da Música no Conservatório Regional de Ponta Delgada e os seus concertos de aniversário.
Teve como maestros Manuel Inácio Brasil, Guilherme Tavares de Bastos, Augusto Baptista, Carlos Manuel Simões, Sargento Bastos, Alberto Narciso Ribeiro, Alberto de Chaves, João Ferreira dos Santos, José Germano Carreiro, Ernesto Medeiros, Manuel Medeiros e João de Almeida. A banda é dirigida por Hélio Soares.
Filarmónica Nossa Senhora das Neves, créditos Correio dos Açores
Realizou a sua primeira digressão em agosto de 1992 com destino à ilha de Santa Maria, tendo-se deslocado, desde esta altura, à ilha Terceira, ao Continente Português, aos Estados Unidos da América e ao Canadá. Em 2000, concretizou um sonho muito antigo: após inúmeros sacrifícios, dedicação, empenho e determinação, a Filarmónica finalmente conseguiu inaugurar a sua sede. Nos últimos anos, a banda tem vindo a sofrer uma evolução muito significativa em termos de qualidade, quer do instrumental e repertório, quer dos próprios instrumentistas.
“Considero que o trabalho das bandas filarmónicas tem um valor cultural inestimável. É fundamental não deixar de apoiar e de investir nas nossas filarmónicas, que precisam de ser acarinhadas, mais do que nunca“, afirmou o músico e professor Roberto Martins. Lembrou os “benefícios do estudo da música” para crianças e jovens, já demonstrados cientificamente, ao nível do “trabalho em grupo, expressão, memorização, concentração, postura, atitude, autoestima e coordenação“. (Lusa, 02 de setembro de 2022)
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/ponta-delgada-banda-harmonia-mosteirense.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-16 21:47:332022-09-26 19:39:37Ponta Delgada e as suas filarmónicas
Sugestões para rotas musicoturísticas no Concelho de Ponta Delgada.
Largo da Matriz
Situada no Largo da Matriz, Ponta Delgada, encontra-se uma escultura, de calcário, da autoria da oficina de José Moreira Rato (1860-1937), em homenagem ao Pe. Joaquim Silvestre Serrão. Foi construída para a campa onde se guardam os seus restos mortais, sendo mais tarde transferida para a localização. Coordenadas Latitude 37.7399875 Longitude -25.668544200000042
Pe. Joaquim Silvestre Serrão
Monumento ao padre Joaquim Silvestre Serrão
Monumento ao Pe. Joaquim Silvestre Serrão, em Ponta Delgada. Compositor, organista e organeiro, Joaquim Silvestre Serrão(ou apenas Padre Serrão) nasceu em Setúbal, a 16 de agosto de 1801 e morreu em Ponta Delgada, a 20 de fevereiro de 1877.
A Rua Padre Joaquim Silvestre Serrão fica situada na Zona Ribeirinha – Santa Maria da Graça (Latitude: 38.521964 ; Longitude: -8.890107)
Rua Armando Cortes Rodrigues
Monumento a Armando Cortes Rodrigues
Monumento a Armando Cortes Rodrigues, folclorista
Este monumento encontra-se na rua com o mesmo nome. Cortes Rodrigues foi investigador, poeta e escritor.
Pintura
Emigrantes
Viola da terra, em Emigrantes, óleo s/ tela, 1926 (Col. Museu Carlos Machado).
Domingos Maria Xavier Rebelo (n. Ponta Delgada, 3 de dezembro de 1891; m. Lisboa, 11 de janeiro de 1975) mais conhecido por Domingos Rebelo, foi um professor e pintor açoriano.
Foi autor de algumas das imagens mais emblemáticas da Iconografia dos Açores, com destaque para Os Emigrantes, provavelmente a imagem mais reproduzida no arquipélago.
Abel Chaves nasceu em Ponta Delgada. Aos 17 anos terminou o curso de carrilhão pela Real Escola de Carrilhão “Jef Deijn” na Bélgica. Carrilhanista laureado em 1990 por S.M. Rainha Fabiola no Concurso Trienal de Carrilhão de Malines, estudou órgão com Joaquim Simões da Hora, e terminou o curso de piano na EPMA com Ana Tomasik e Luís Pinto.
Ana Paula Dutra Sousa, violinista, nasceu em Ponta Delgada.
Após concluir o 8º grau de Violino com distinção no Conservatório Regional de Ponta Delgada, tendo como mentor Amâncio Cabral, partiu para Lisboa iniciando a Licenciatura em Execução-Violino na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) na classe da professora Ana Manzanilla.
Neste período importa frisar a experiência como solista e concertino da Orquestra da ESML, em música de Câmara com o Quarteto Chinski, selecionado para o Festival Internacional de Música de Câmara Harmos 2017 na cidade do Porto, apresentando-se em salas como Casa da Música e Museu Gulbenkian e a sua participação no Festival Ibérico de Badajoz edição 2017.
Doutorada pela Universidade de Birmingham (Reino Unido) e Mestre em Ensino da Música pela Universidade de Aveiro, Ângela da Ponte vive atualmente no Porto onde desenvolve as atividades de compositora, colaboradora na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo e docente no Conservatório Regional de Música de Vila Real.
Em 2011 foi Jovem Compositora Residente na Casa da Música onde escreveu para a Orquestra Sinfónica do Porto, Remix Ensemble e Nuno Simões (vencedor do Prémio Jovens Músicos 2010, percussão).
Em Março de 2014 colaborou com a Orchestre National d’Île de France e o Choeur Régional Vittoria d’Île de France, resultado de uma encomenda da orquestra para compor um acompanhamento orquestral da obra a cappella:Psaume 92 D953 de Schubert. Nesse mesmo ano foi convidada pela própria orquestra para ser membro do júri no concurso de composição Île de créations.
Natural de Ponta Delgada (Açores), António Mont’Alverne iniciou os estudos musicais com 8 anos na Academia de Música de Santa Cecília em Lisboa nas classes de João Crisóstomo e Gioconda Stoffel – antiga discípula de Campos Coelho, discípulo de Elisa Lamas.
É licenciado em piano na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto na classe de Sofia Lourenço – antiga discípula de Helena Sá e Costa. Foi aceite na Hartt School of Music nos EUA. No entanto, prosseguiu estudos com Gabor Paska na Universität der Künste em Berlim; Jan Michiels no Koninklijk Conservatorium em Bruxelas e com Luiz de Moura Castro no Conservatori del Liceu em Barcelona.
César Freitas é natural de Ponta Delgada, São Miguel, Açores. Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada, cantando no Coral de São José e no Coro da Associação Musical J.S. Bach.
Em 2007 concluiu a Licenciatura Bietápica em Formação Musical na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo) do Instituto Politécnico do Porto.
Ainda na ESMAE, fez o Curso Livre de Orquestração com Dimitris Andrikopoulos.
Em 2013 concluiu o Mestrado em Música na área de especialização de Direção Coral, pela Universidade de Aveiro, sob orientação de António Vassalo Lourenço, apresentando como projeto final os “Cinco Ciclos de Música Coral” de Cláudio Carneyro. Apresentou os mesmos em conjunto com o Coro de Câmara da AMCP na edição de 2013 dos Festivais de Outono.
Em 2017 concluiu o Mestrado em Ensino da Música, na vertente de Direção Coral e Formação Musical, na Universidade do Minho.
César Freitas, diretor de coro, natural de Ponta Delgada
Hélio Soares nasceu a 22 de Abril de 1980, em Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel, Açores. Iniciou os estudos musicais aos oito anos, na Filarmónica Nossa Senhora das Neves, e prosseguiu-os no Conservatório Regional de Ponta Delgada. Em 2003, concluiu o Curso de Formação de Sargentos Músicos na Classe de Trompete, regressando, em seguida, à Banda Militar da Zona Militar dos Açores, onde é 1º sargento.
Terminou o 1º ano do Mestrado em Direcção de Orquestra de Sopros, pelo Instituto Piaget.
O seu percurso formativo inclui a participação no XIV Curso de Jovens Músicos organizado pelo INATEL, em 1997; na classe de aperfeiçoamento dos German Brass, em 2003, no Seixal; na MasterClass de Percussão e Lâminas organizado pela Banda Militar dos Açores, em 2004; no Curso de Formação de Aperfeiçoamento em Trompetes para Monitores das Escolas de Música das Bandas Filarmónicas; e no 1º Curso de regentes organizado pela Federação de Bandas na ilha de São Jorge em 2004.
Como trompetista, tem colaborado com o Coral de S. José, Coro Bach, Orfeão Edmundo Machado Oliveira, Orquestra Regional Lira Açoriana e Banda Sinfónica de Santa Maria da Feira. É solista da orquestra ligeira da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo. Desde 2004, é maestro da Filarmónica Nossa Senhora das Neves e professor na sua escola de música, acumulando com o cargo de Presidente da Direção.
João Fonseca e Costa
João Fonseca e Costa nasceu em 1994 em Ponta Delgada. Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada, na classe de violino de Lídia Medeiros e, mais tarde, Viola D´Arco com a professora Shelley Ross, tendo concluído o Conservatório em 2012. No mesmo ano ingressou no Curso de Música, variante Composição, na Escola Superior Música de Lisboa (ESML) onde trabalhou com os Professores Luís Tinoco, Sérgio Azevedo, António Pinho Vargas, Carlos Caires, Roberto Alejandro Pérez, José Luis Ferreira, concluindo a Licenciatura em Composição em 2015.
Natural de Ponta Delgada, Açores, o oboísta Luís Matos iniciou os estudos na Escola de Música da Sociedade Filarmónica de Crestuma no ano de 2004. Ingressou na Fundação Conservatório Regional de Gaia (FCRG), iniciando os estudos em Oboé, em 2007, na classe de Ana Madalena Silva. Integrou a orquestra de sopros da FCRG sob a direção de Lino Pinto, entre 2010 e 2012. Terminou o curso de Oboé na FCRG, em 2014, obtendo a classificação máxima em recital. Em 2013 ingressou na Universidade de Aveiro prosseguindo os estudos em Oboé na classe de Jean Michel Garetti.
Já colaborou com a Banda Sinfónica da Feira, sob a direção de Paulo Martins e colabora regularmente com a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves (AAC) sob a direção de Luciano Pereira, com a qual já participou em concursos nacionais e internacionais, com destaque para as participações no 6º Concurso de Bandas Ateneu Artístico Vilafranquense (Portugal), com a atribuição do 1º prémio da 1ª Categoria, no 43º Certamen Internacional de Bandas “Vila d’Altea” (Espanha), com a atribuição do 1º prémio, no Concurso Internacional de Bandas “CIB -Filarmonia D’Ouro”, com a atribuição do 1º prémio da 1ª Secção e na “VI Mostra Musical do Eixo Atlântico”, com a atribuição do 1º prémio na categoria de Agrupamentos Maiores.
Colaborou com a orquestra sinfónica da FCRG, a Orquestra Filarmonia de Gaia, a Orquestra Filarmonia das Beiras,Orquestra Clássica do Sul, Orquestra do Norte, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira, a Orquestra Sine Nomine, o Art’Ensemble e a orquestra Com.Cordas, tendo tido a oportunidade de trabalhar com alguns maestros portugueses e estrangeiros, entre os quais se destacam os maestros Mário Mateus (Portugal), Nino Lepore (Itália), Carlos Prazeres (Brasil), Jan Milosz Zarzycki (Polónia), Giuseppe Lanzetta (Itália), Gyüdi Sándor (Hungria), Paulo Martins (Portugal), Martin André (Inglaterra), Luís Carvalho (Portugal), Ernst Schelle (Suíça), Andreas Weiß (Alemanha), Sarah Hicks (EUA), Claude Villaret (Suiça) e Christoph Poppen (Alemanha),Timothy Henty (Reino Unido). Realizou cursos de aperfeiçoamento musical com os professores Eldevina Materula (Portugal), Fernanda Amorim (Portugal), Saúl Silva (Portugal), Robert Silla (Espanha), Ricardo Lopes (Portugal), David Walter (França), Christian Schmitt (França), Nora Cismondi (França), Samuel Bastos (Portugal),Ramón Ortega Quero (Espanha) e Nicholas Daniel (Reino Unido).
A nível de Música de Câmara já trabalhou com os professores, Jean Michel Garetti, Sérgio Neves, David Walter, Giorgio Mandolesi, Nicholas Danielentre outros. É membro fundador do trio de oboés Trigeminie do Quinteto Promenade com os quais se tem apresentado em concerto e concurso.
Foi laureado com o 2º prémio na categoria Sénior do “Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro Terras de La-Salette” (2016), 3º prémio ex aequo no festival “Verão Clássico” (2017), 1º prémio na categoria Sénior do “Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro Terras de La-Salette” (2018), 2º prémio ex aequo no Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho(2019), 2º prémio ex aequo no festival “Verão Clássico” (2019) efoi finalista no concurso “CulturXis” -Música de Câmara, Categoria Sénior (2017). Apresentou-se a solo com a Orquestra Filarmonia das Beiras em abril de 2017, num concerto em que interpretou a Ouverture-Suite,TWV 55:g4 de G. P. Telemann, para três oboés, fagote e orquestra de cordas.
É licenciado em Música, variante de Performance, e mestre em Ensino da Música, pela Universidade de Aveiro, na classe de oboé do professor Jean Michel Garetti.
Tem vindo a executar em primeira audição, quer nacional quer internacional, de obras de compositores como Sérgio Azevedo, Oscar Navarro, Camila Salomé e Dirk-Michael Kirsch. Já lecionou aulas de oboé, em 2016, na Fundação Conservatório Regional de Gaia, na escola Curso de Música Silva e tem vindo a orientar naipes em diversos estágios nacionais de orquestra e orquestra de sopros. Atualmente leciona na Academia de Artes de Chaves. Recentemente ganhou a audição para Solista B da Orquestra do Norte, encontrando-se a realizar o trial para essa função. É artista da marca francesa de oboés Fossati.
Sara Cymbron
Sara Cymbron nasceu em Ponta Delgada, na Ilha de S. Miguel, Açores. O seu gosto e interesse pela música vem desde criança, influenciada pelo avô paterno e o pai, músicos amadores e fundadores de uma Banda Filarmónica na ilha. Apesar das suas influências musicais virem de uma Banda Filarmónica, Sara sempre teve curiosidade e o fascínio pelos instrumentos de cordas. Com 7 anos de idade, iniciou os estudos de Violino na Academia de Música da Ribeira Grande, com Shelley Ross, com quem também prosseguiu os estudos até ao 12° ano no Conservatório Regional de Ponta Delgada.
No Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, Sara Cymbron concluiu a licenciatura em Violino, com classificação máxima, na classe dde Zofia Woycicka.
Em 2016, realizou um dos seus sonhos e seguiu rumo à Alemanha para o mestrado em Perfomance, na Hochschule für Musik und Theater Felix Mendelssohn Bartholdy em Leipzig.
Durante todos os estudos, Sara foi bolseira da Fundação Medeiros e Almeida e Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. Ao longo dos anos de formação, integrou várias orquestras de renome internacional, das quais se destacam MDR Sinfonieorchester (Leipzig), Wuppertal Sinfonieorchester, Mahler Jugend Orchester, Gewandhaus Kammerorchester, Anhaltisches Pilharmonie Dessau, Kammerorchester Halle.
Um dos momentos mais marcantes na sua formação foi ter ganho o primeiro prémio no Concurso Helena Sá e Costa, que lhe deu a oportunidade de tocar a solo o concerto de P. Tchaikovsky para violino na Casa da Música, no Porto.
Desde 2021, Sara Cymbron é 1º Violino Tutti da Orquestra do Algarve.
Sara Cymbron, violinista
Tiago Dias
Natural de Ponta Delgada, (São Miguel, Açores), Tiago Dias iniciou os estudos musicais aos cinco anos no Conservatório Regional de Ponta Delgada, onde estudou com Natália Silva, Maria do Carmo Ourique, António Teves e Natalia Atamas, com quem concluiu o Curso Complementar de piano.
Ingressou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo na cidade do Porto, nas classes de piano de Madalena Soveral e Luís Filipe Sá, integrando a classe de música de câmara de Jaime Mota.
Na mesma escola, foi-lhe atribuído o grau de Mestre em piano após a conclusão do Mestrado em Música – Interpretação Artística, área de especialização em piano na classe de Luís Filipe Sá, sob a orientação de Daniela Coimbra no desenvolvimento do Projeto Científico, subordinado ao tema: “Olivier Messiaen, Vingt Regards sur l’Enfant-Jésus, Uma contemplação religiosa”.
Foi Bolseiro da Fundação Medeiros e Almeida e do Governo Regional dos Açores e Integra o corpo docente do Conservatório Regional de Ponta Delgada, onde leciona a disciplina de Piano.
HISTÓRIA DA MÚSICA
Eurico Tomás de Lima
Eurico Tomás de Lima, pianista, de Ponta Delgada
José Pracana
José Pracana, fado, de Ponta Delgada
Maurício Bensaúde
Maurício Bensaúde, cantor lírico, de Ponta Delgada
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/sara-cymbron-2024.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 12:05:552024-06-10 13:09:25Ponta Delgada e os seus músicos
De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:
Conservatório de Música de Ponta Delgada
Conservatório de Música de Ponta Delgada
Montra do órgão
Órgão do Conservatório de Ponta Delgada, 1992
O Conservatório de Ponta Delgada dispõe de um órgão moderno da autoria de Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, 1992.
Montra do órgão
Órgão do Conservatório de Ponta Delgada, 2011
O Conservatório de Ponta Delgada dispõe de um órgão de estudo da autoria de Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, 2011.
Igreja do Carmo
Igreja do Carmo
A Igreja do Carmo dispõe de um órgão histórico da autoria de Joaquim António Peres Fontanes, 1794, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, 1989.
Montra do órgão
Órgão da Igreja do Carmo
Igreja de Santo André
A Igreja do antigo Convento de Santo André, atualmente Museu Carlos Machado, possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 104, executado em 1828.
Igreja do Convento de Nossa Senhora da Esperança
Igreja do Convento de Nossa Senhora da Esperança
Igreja do Convento de Nossa Senhora da Esperança possui um órgão histórico de autor desconhecido, restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, em 1989.
Igreja do Senhor Santo Cristo dos Milagres
Igreja de Ajuda da Bretanha
Igreja Matriz de Ajuda da Bretanha
A Igreja Matriz de Ajuda da Bretanha, de Nossa Senhora da Ajuda, possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira n.º 9, 1877, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, 1997.
Igreja das Capelas
Igreja Matriz das Capelas
A Igreja Paroquialdas Capelas, de Nossa Senhora da Apresentação, possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 94, construído em 1821.
Igreja das Feteiras do Sul
Igreja Matriz das Feteiras do Sul
A Igreja Matriz das Feteiras do Sul (de Santa Luzia) possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira n.º 3, construído em 1860.
Igreja de Fenais da Luz
Igreja Matriz de Fenais da Luz
A Igreja Matriz de Fenais da Luz (Nossa Senhora da Luz) possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 100, construído em 1826.
Igreja de Santo António das Capelas
Igreja Matriz de Santo António das Capelas
A Igreja Matriz de Santo António das Capelas possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira n.º8, construído em 1875.
Igreja Matriz de Ponta Delgada
Igreja Matriz de Ponta Delgada
A Igreja de São Sebastião, Igreja Matriz de Ponta Delgada, possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 102, 1828, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 1991.
Montra do órgão
Órgão da Igreja de São Sebastião
Igreja Matriz de São José
Igreja Matriz de São José
A Igreja Matriz de São José dispõe de um órgão histórico da autoria de Joaquim António Peres Fontanes, 1797, restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, 1995.
Montra do órgão
Órgão da Igreja de São José
Igreja Matriz de São Pedro
Igreja Matriz de São Pedro
A Igreja Matriz de São Pedro dispõe de um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira nº 2 (e Padre Silvestre Serrão), 1858, restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria, 1990.
Montra do órgão
Órgão da Igreja de São Pedro
Igreja Matriz de São Vicente de Ferreira
Igreja Matriz de São Vicente de Ferreira
A Igreja Matriz de São Vicente de Ferreira possui um órgão histórico da autoria de Manuel Serpa da Silva, construído em 1903.
Igreja dos Mosteiros
Igreja Matriz dos Mosteiros
A Igreja Matriz dos Mosteiros, Nossa Senhora da Conceição, possui um órgão histórico da autoria de Francisco Botelho de Medeiros, 1890.
FOI NOTÍCIA
Órgãos dos Açores
Os Açores, que dispõem de 54 órgãos de tubos históricos em oito das nove ilhas, constituem um “oásis mundial” na conservação dos instrumentos musicais no seu estado original, defendeu o único organeiro do arquipélago, Dinarte Machado, um dos três fabricantes de órgãos no activo existentes em Portugal, adiantou que, além dos Açores, que conservam instrumentos da escola da organaria portuguesa, só a América do Sul e o sul de Itália têm órgãos de tubos num estado original em todo o mundo.
Apesar desta riqueza cultural, o organeiro, de 47 anos, que já restaurou 30 dos 54 órgãos açorianos durante as décadas de 80 e 90, lamentou que as autoridades regionais não promovam uma verdadeira política de conservação e divulgação de um instrumento musical “muito sensível”.
“Não creio que seja o custo um impedimento para o restauro dos órgãos”, afirmou Dinarte Machado, ao lembrar que um piano de cauda, que custa à volta de 50 mil euros, tem um período de vida de 30 a 40 anos, e um órgão, apesar de mais caro, dura entre um a dois séculos.
Instalados em igrejas, os órgãos de tubos existentes no arquipélago datam, na sua maioria, do século XVIII, são feitos de madeira de carvalho inexistente no país e compostos apenas por um teclado manual dividido a meio a nível das sonoridades/timbre.
Segundo disse, são cada vez mais os turistas que visitam os Açores para “ver e ouvir os órgãos históricos”, mas, “infelizmente, a grande maioria deles continuam mudos, mesmo depois de terem sido restaurados”.
Se o órgão de tubos mais antigo dos Açores, de origem italiana, está instalado na igreja de Santo António, na ilha do Pico, o maior instrumento de todos encontra-se na igreja de São José, ilha de São Miguel, tendo sido restaurado em 1992.
Dinarte Machado, consciente de que não se pode esperar muito mais para explorar esta vertente turística, considerou que os Açores estão a viver “uma espécie de castração cultural”, o que impede uma utilização eficaz de todo o património cultural existente nas ilhas.
No país estima-se que existam cerca de um milhar de órgãos de tubo, adiantou Dinarte Machado, que coordena, há vários anos, uma equipa encarregue de restaurar os instrumentos existentes no Convento de Mafra.
Para o mestre organeiro, que conta com uma carreira de mais de vinte anos, apesar de votados a um “estado de abandono”, ainda é possível recuperar os 30 instrumentos que faltam nas ilhas e preservar “uma mais valia” para o plano turístico-cultural açoriano.
Num atelier com cerca de 200 metros quadrados, em Ponta Delgada, e outro de 400 metros quadrados, em Mafra, Dinarte Machado tem realizado, com ajuda de uma equipa de onze elementos, vários restauros de órgãos de todo o país e até do estrangeiro.
“Vou começar, dentro de poucos meses, um trabalho muito importante num órgão em Espanha”, revelou o organeiro, que reconheceu que tem muita dificuldade em atrair jovens para este ofício, por ser uma actividade que exige dedicação e um estudo permanente fora de horas.
Dinarte Machado, que começou na profissão como autodidacta, realizou várias especializações fora do país, tendo mesmo trabalhado no restauro do órgão de tubos do Palácio Real de Madrid, em Espanha.
Assegurando ser o único organeiro activo no país que constrói instrumentos de raiz, Dinarte Machado referiu que o seu atelier está a preparar a construção do grande órgão de tubos para a Igreja do Colégio, no Funchal, e outro para a Igreja de São Francisco de Assis, em Lisboa.
“Dos 32 órgãos de tubos existentes na Madeira, restaurei cinco”, afirmou o organeiro, que construiu nove instrumentos distribuídos pelo país.
À espera de melhores dias
Foi reprovado o projecto de Dinarte Machado, apresentado ao Governo Regional, para construir um grande órgão de tubos para a Igreja do Colégio, o templo que acolhe, em Ponta Delgada, o núcleo de arte sacra do Museu Carlos Machado.
“A existência de um instrumento no mínimo com dois teclados manuais e uma pedaleira permitiria outras possibilidades de execução musical e seria um complemento ao actual conjunto de órgãos históricos existentes no arquipélago”, referiu.
O director regional da Cultura disse, porém, ao DI que a prioridade da Região não vai para a construção de órgãos novos enquanto não ficar concluído o restauro dos instrumentos antigos que estão registados nas ilhas.
A Juventude Musical Portuguesa e Dinarte Machado promovem sábado um recital, em Ponta Delgada, de homenagem ao decano dos organeiros nos Açores, Joaquim Serrão.
Diário Insular Online, Açores, 30 Dezembro 2006
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/ponta-delgada-sao-sebastiao-matriz-igreja-sao-miguel-acores.jpg402402António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:17:062021-06-22 14:50:48Ponta Delgada e os seus órgãos de tubos
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