De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:
Igreja Matriz de Alvito
Igreja Matriz de Alvito
NOTA HISTÓRICO-ARTÍSTICA
A Igreja Matriz do Alvito, que viria a ser dedicada a Nossa Senhora da Assunção, foi edificada de raiz em finais do séc. XIII. Em 1279, o padroado da igreja foi doado ao Convento da Santíssima Trindade de Santarém, ficando na posse dos mesmos durante os séculos seguintes.
A feição atual do templo resulta principalmente das ampliação que aí decorreram entre 1480 e 1554, sendo a mais importante alteração, em termos estruturais, aquela que implicou a justaposição de uma nova nave perpendicular ao corpo da igreja duocentista, de tal forma que esta passa a funcionar como transepto. Desta forma, será sempre necessário tomar em conta esta obra para contextualizar os elementos arquitetónicos e decorativos mais antigos, nesta zona do monumento. Das campanhas de finais do século XV e inícios do XVI, provavelmente decorrendo a par das obras de construção do castelo da vila, sob a égide dos Barões do Alvito, resultaram elementos arquitetónicos como o sistema de contrafortagem e o coroamento das fachadas. Destacam-se assim os grossos contrafortes cilíndricos, coroados por coruchéus cónicos, e as fileiras de merlões chanfrados no coroamento do edifício, típicos do tardo-gótico alentejano na sua declinação manuelino-mudéjar. Tal como o grande modelo destas igrejinhas, a ermida de São Brás de Évora, também aqui se assume a feição de templo fortificado tipicamente alentejano, que está presente no Alvito de forma particularmente inspirada na ermida de São Sebastião, mas igualmente em pequenas capelas espalhadas pelo conselho (como é o caso da ermida de São Bartolomeu, entre outras). O cotejo deste edifício com a matriz de Viana do Alentejo é também muito interessante. A finais de Quatrocentos pertencem por fim as capelas tumulares do transepto, e a instituição da Capela tumulária de Maria de Sousa Lobo e seu marido, João Fernandes da Silveira, 1º Barão do Alvito, esta no ano de 1481. De finais da centúria e inícios da seguinte datarão as pinturas murais do interior, das quais restam vestígios (transepto), apesar de uma parte destas ter sido picada já em finais do século XX. O portal renascentista datará de uma intervenção mais tardia, dentre as várias que aqui se podem identificar. Entre 1534 e 1547 foi demolida e reconstruída uma parte do edifício, possivelmente com a participação do mestre pedreiro João Mateus, e entre 1553 e 1559, por ordem do cardeal D. Henrique, surge uma nova Capela-mor e sacristia. A torre sineira é seiscentista. No interior, com as três naves resultantes da ampliação, são ainda dignos de realce os silhares de azulejos do séc. XVII, bem como algumas pinturas retabulares, e os altares barrocos de talha dourada.
Fonte: SML, DGPC
A Igreja Matriz do Alvito, de Nossa Senhora da Assunção, possui órgão positivo histórico de um teclado manual construído por Pascoal Caetano Oldovino, em 1772, restaurado por António Simões em 1994.
Montra
Órgão da Igreja Matriz do Alvito
Manual
Órgão da Igreja Matriz do Alvito
Manúbrio do lado esquerdo
Órgão da Igreja Matriz do Alvito
Manúbrios do lado direito
Órgão da Igreja Matriz do Alvito
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/alvito-matriz-igreja.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:25:292024-12-20 22:52:20Alvito e os seus órgãos de tubos
De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:
Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição
[ da Ordem Terceira de São Francisco ]
Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição
Situado a este da vila, o Convento de Nossa Senhora da Conceição pertencia à Ordem Terceira de S. Francisco e foi fundado em 1680 por Frei Evangelista, lançando-se a primeira pedra a 2 de setembro daquele ano. Todos os seus altares são de talha dourada de finais do século XVII e princípio do século XVIII. O teto da Capela-mor está pintado com imagens alusivas à Imaculada Conceção de Maria e sua Assunção aos céus, sendo que esta Capela contém ainda três quadros: um com o presépio e dois relacionados com o Casamento da Santíssima Virgem com S. José. Por baixo dos quadros existem dois extensos painéis de azulejos policromados com temáticas marianas. A igreja tem apenas uma pequena torre sineira, no frontispício.
Fonte: CMA
À entrada do templo está colocado um órgão de tubos, de estilo oriental com decoração de chinoiserie em alusão à evangelização franciscana por terras orientais.
Capela-mor
Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição
Em tribuna, lado da Epístola: órgão de um teclado manual [ I ; (8+9) ] de autor desconhecido, do século XVIII, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, (Pedro Guimarães e Beate von Rohden), em 2017, opus 71.
A Oficina e Escola de Organaria encontrou uma data de 1748 no interior mas o instrumento tem algumas particularidades como:
– fachada com tubos de madeira
– fachada típica “hamburguesa” com torre central octogonal e laterias
triangulares.
– puxadores típicos da organaria norte-alemã.
– meio-registo interior da ME Fagote 8′ com bainhas e soquetes de madeira (reconstruído segundo as medidas do órgão Uhlenkampf da Igreja do Lóios de Évora)
– todos os registos divididos
– trombeta horizontal da MD
O órgão foi reinaugurado em concerto por Fernando Miguel Jalôto a 21 de julho de 2017.
tribuna e órgão
Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição
Montra do Órgão
Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição
Manual
Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição
Manúbrios dos registos
Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição
Tubos
Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição
Anjo músico
Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição
Anjo músico
Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/almodovar-conceicao-convento-igreja.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:24:582024-12-14 19:39:03Almodôvar e os seus órgãos de tubos
Órgãos de tubos do concelho de Vila Franca do Campo [2]
De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:
[ Ilha de São Miguel ]
Igreja Matriz de São Pedro
Igreja Matriz de São Pedro
Sabe-se que já existia uma Igreja Matriz de São Pedro em 1529 e que serviu de paróquia enquanto a igreja de São Miguel foi reconstruída após 1522. Décadas depois, numa carta régia de 3 de março de 1606, há notícia de que passou a incluir a paróquia de São Lázaro, transferida após uma visita pastoral que a encontrou quase em ruínas. Em 1746 beneficiou de importantes obras de reconstrução, que duraram até 1758, sendo a primeira missa celebrada a 2 de fevereiro desse ano. A atual Igreja Matriz de São Pedro foi fruto dessa reconstrução no séc. XVIII. Na fachada, tipicamente barroca, ostenta uma imagem do padroeiro em pedra, datada do séc. XVI.
A Igreja Matriz de São Pedro possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira, de data desconhecida, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 2006.
Órgão da Igreja Matriz de São Pedro
Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo de Vila Franca do Campo
Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo
A Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo localiza-se na Vila e concelho de Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel, Região Autónoma dos Açores, Portugal. É um dos templos mais antigos do arquipélago. A primitiva Igreja Matriz de Vila Franca foi instituída pelo próprio Infante D. Henrique, que ordenou a sua construção, tendo sido Rui Gonçalves da Câmara terceiro capitão do donatário da ilha, e seu primeiro residente, quem a edificou. Foi parcialmente soterrada pelo terramoto de 1522 e, de acordo com a narrativa de Gaspar Frutuoso, foi logo reconstruída, para cujas obras foram reaproveitados materiais de construção da primitiva igreja, além de apoios do monarca. Os trabalhos mantiveram o mesmo tipo arquitetónico do templo, em estilo gótico. Em 1579, o cardeal-rei autorizou o lançamento de uma finta para o lajeamento da igreja e do adro e, em 1585, a Ordem de Cristo autorizou o douramento da sua Capela-mor. No contexto da Dinastia Filipina, tendo Vila Franca do Campo sido atacada por corsários, o templo conserva no alçado da sua torre sineira voltado para o mar a marca do impacto de um projétil de artilharia, tendo abaixo dele sido inscrita a data do ataque: 1624, mesmo ano em que a Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais conquistou a cidade do Salvador, então capital do Estado do Brasil.
Possui um órgão histórico da autoria de Manuel Serpa da Silva, executado em 1900.
Botelho de Gusmão, A Identidade, 22 novembro 2010
O Órgão de tubos da Matriz de São Miguel Arcanjo foi construído por Manuel de Serpa da Silva, organeiro da Ilha do Faial, que havia aprendido este ofício na América, e que veio a construir diversos Órgãos, nomeadamente o da Matriz de Santa Cruz das Flores, em 1903; e os da Fazenda e da Matriz do Nordeste.
Foi aí colocado e inaugurado na Festa de São Miguel, a 14 de Maio de 1900. Há, porém, no livro de tombo, diversas referências que levam a concluir que sempre houve Órgão nesta Matriz. Assim resulta das visitas de 1674 e de 1798 e das diversas nomeações de organistas.
O coro alto actual, onde se encontra o Órgão, é de 1886, tendo vindo substituir o antigo coreto que existia entre a Capela-mor e a Capela do Rosário.
No livro do tombo encontra-se transcrita a acta da sessão extraordinária desse dia de festa, a 14 de Maio de 1900. Às 11.00 reuniu-se a Junta de Paróquia, a qual era composta pelo Presidente, Prior Jorge Furtado da Ponte, e pelos vogais: Pe. Jacinto Furtado de Couto, Jacinto Soares Botelho de Gusmão, Mariano Borges Soares, António José Raposo, Pe. Manuel Jacinto de Andrade Dias, José Maria de Sousa, António José Pacheco, e pelo Mestre de Capela de então, Urbano José Dias. Participaram ainda o Regedor, João Pereira de Mendonça, e todos os cavalheiros que auxiliaram na angariação de esmolas para a aquisição do Órgão. Foi aprovado um voto de louvor e agradecimento a todos os que contribuíram para a sua aquisição, tendo os seus nomes ficado registados. O total das despesas foi de 1.782$510 reis, estando já pagos 1.392$510 reis, ficando-se assim a dever ao construtor 380$000 reis. A sessão encerrou ao meio-dia, hora em que foi iniciada a solene festividade em honra do nosso Protector, momento no qual o Órgão tocou pela primeira vez.
Durante todo esse ano continuaram-se a recolher donativos, sendo interessante referir a subscrição feita entre os nossos emigrantes residentes na cidade do Pará. Já desde 1898 que, quer o Clero, quer os Músicos, dispensaram todas as gratificações que eram usuais à época pelas festas em favor do pagamento do Órgão. Foi assim com grande satisfação que, passado um ano, a Junta de Paróquia voltou a reunir-se na festa de São Miguel Arcanjo, dando por finda esta sua missão, uma vez que àquela data, 12 de Maio de 1901, encontrava-se tudo pago.
Os nossos antepassados, com grande esforço, do qual ainda hoje beneficiamos, mas com muito entusiasmo, adquiriram assim o imponente instrumento que, do coro alto da Matriz de São Miguel Arcanjo, volvido um século, voltou a soltar os seus acordes festivos a 5 de Novembro de 2005, readquirindo o esplendor que só os vilafranquenses do início do século XX haviam conhecido.
Nas últimas décadas, por diversas circunstâncias, estava o Órgão de Tubos quase votado ao abandono, interrompido de forma simbólica na festa de São Miguel, associando-o, com muito esforço, em cada seu aniversário, na homenagem ao Patrono da Ilha, que desta Igreja Mãe é venerado e celebrado de forma solene.
A recuperação do Órgão foi promovida pelo Mestre de Capela do Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel, com a autorização e cooperação da Comissão Fabriqueira, o apoio logístico da Câmara Municipal e o incentivo da Direcção Regional da Cultura, tendo o custo do restauro sido suportado, na íntegra, por essas duas instituições, e adiantado, a título de empréstimo, pelo Prof. Gabriel Cravinho.
O restauro foi entregue à Oficina e Escola de Organaria, com sede em Esmoriz, pelo Mestre-organeiro Eng. Pedro Guimarães, com a colaboração do Mestre-organeiro Harm Kirschner, vindo da Alemanha.
A Inauguração foi tocada pela distinta organista Dr.ª Ana Paula Andrade Constância, abrindo com o marcial Hino do Patrono da Ilha, seguida do Quis Ut Deus e de Solene Te Deum de Bordese, cantados pelo Coro da Prioral. Em jeito de concerto, foram tocadas várias peças, algumas com o precioso canto de Eulália Mendes. No final, cantou o Coro Litúrgico da Matriz de Ponta Delgada, encerrando, em conjunto com o Coro da Prioral, num total de noventa vozes, com uma Homenagem a Nossa Senhora da Paz, composta para a ocasião, e o Aleluia de Haendel.
Aquele Ano Pastoral, dedicado à dignificação do Domingo, dia do Senhor, relembrando aos cristãos a sua importância no encontro com Deus, enquanto dia de festa e de vida, teve na comunidade esse sinal de alegria na beleza que devolveu à Matriz os majestosos acordes desse centenário Órgão de Tubos, implicando mais participação no Coro, o seu regresso ao recato do coro alto da Igreja e maior qualidade no Canto, qualidades que, oferecidas na Liturgia, incentivam o íntimo encontro com Deus.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/vila-franca-do-campo-sao-pedro-matriz-sao-miguel.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:23:502024-12-05 19:42:40Vila Franca do Campo e os seus órgãos de tubos
O Convento de São Francisco de Vila do Porto é constituído, da esquerda para a direita da fachada principal, pela parte conventual (organizada em torno de um claustro de planta quadrangular), pela torre sineira (edificada sobre a portaria do convento), pela Igreja de Nossa Senhora da Vitória e pela Capela dos Terceiros. adossada à fachada lateral direita da igreja encontra-se, além da Capela dos Terceiros, uma sucessão de volumes construídos que inclui uma Capela lateral que abre para a nave da Igreja de Nossa Senhora da Vitória (Capela de Santo António) e a Capela do Santo Sepulcro que abria para a respetiva Capela-mor.
A parte conventual ergue-se em dois pavimentos. As galerias do piso inferior do claustro são recobertas com abóbadas de arestas e abrem-se para o pátio, em cada um dos lados, através de quatro arcos abatidos apoiados em pilares de secção quadrada, excecionalmente baixos e largos, com plintos, bases e capitéis salientes. No pavimento superior, fechado, há uma janela de peito a eixo de cada um dos arcos do piso térreo (todas aparentam ter sido de sacada). As galerias deste pavimento são recobertas por abóbadas de berço que se cruzam nos ângulos formando arestas. No pátio existem algumas espécies arbóreas e uma cisterna descentrada, com a data de 1680 num dos lados.
A torre sineira, de planta quadrangular, divide-se internamente em três pavimentos. No térreo, correspondente à portaria, apresenta um vão com arco de volta perfeita sobre impostas. No pavimento intermédio abre-se um vão com verga curva, encimada por cornija, cujas ombreiras se prolongam até às faixas separadoras dos pisos. O pavimento superior tem dois vãos, com sinos, rematados em arcos de volta perfeita sobre impostas. É encimado por faixa, cornija e balaustrada com pináculos.
Fonte: Wikipédia
Possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira n.º 6, construído em 1867
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/vila-do-porto-sao-francisco-senhora-da-vitoria-igreja-santa-maria.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:22:562024-12-19 20:18:03Vila do Porto e os seus órgãos de tubos
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Igreja Matriz das Manadas
[ Santa Bárbara ]
Igreja Matriz das Manadas
Imóvel de Interesse Público, a atual igreja foi erguida em 1770, sobre os restos de um antigo templo no local, também sob a invocação de Santa Bárbara e que remontava a 1485. Dele existem vestígios que hoje se resumem à sacristia. A sua fachada é sóbria, embora harmoniosa e equilibrada, não deixando antever a arte religiosa que existe no seu interior. É dotada de uma única torre de forma quadrangular e rematada em cúpula, onde se encontram três sinos. A fachada principal encontra-se voltada a Oeste e está ornamentada com uma decoração de pedra basáltica de cor preta à volta da porta principal e da janela de coro sobre a qual foi colocado um nicho onde se encontra imagem da Padroeira: Santa Bárbara.
Possui um órgão histórico da autoria de Sebastião Gomes de Lemos, executado em 1851.
Igreja Paroquialde Urzelina
[ São Mateus ]
Igreja Matriz de Urzelina
Em 1808, o denominado Vulcão da Urzelina destruiu grande parte da povoação e a antiga igreja, de que subsiste a torre. Em 1822, depois – teve início a construção da atual igreja, por iniciativa do padre José António de Barcelos, que já era vigário de Urzelina, ao tempo da erupção.
Possui um órgão histórico da autoria de (Marcelino de Lima), executado em 1855.
Igreja Matriz de são Jorge de Velas
Igreja Matriz de São Jorge
A Igreja Matriz de São Jorge é um edifício de arquitetura religiosa situado em Velas, na ilha açoriana de São Jorge. Foi edificada no local onde dantes existia a primitiva igreja de São Jorge de que fala o testamento do Infante D. Henrique, e que datava de 1460. A licença para a sua construção foi requerida pelo padre Baltazar Dias Teixeira, e concedida por D. Afonso VI, por alvará de 1659. Só em 1664 a obra da edificação principiou, sendo arquiteto da mesma o pedreiro Francisco Rodrigues. A igreja foi sagrada em 1675, pelo então bispo de Angra do Heroísmo, D. Lourenço de Castro. A atual fachada já não é a mesma. No interior, composto por três naves, são dignos de nota o retábulo da Capela-mor. Destaca-se também o altar lateral com abóbada de caixotões, tendo no centro a figuração do Santíssimo Sacramento lavrada na cantaria basáltica e dois púlpitos em pedra, com escada. A construção da torre decorreu em 1825, nela se colocando três sinos que, em 1831, foram apeados para fazer moeda na Ilha Terceira. O sino grande que foi posto em 1871 pesava 468,700 quilos. A igreja tem vários vitrais contemporâneos, alusivos à lenda de São Jorge a matar o dragão.
Possui um órgão histórico da autoria de Tomé Gregório de Lacerda, nº 3, 1865, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 1990. Tomé Gregório de Lacerda era tio do famoso compositor Francisco de Lacerda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/velas-manadas-matriz-santa-barbara-igreja-sao-jorge.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:22:022024-12-20 19:47:05Velas e os seus órgãos de tubos
Órgãos de tubos do concelho de São Roque do Pico [1]
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
[ Ilha do Pico ]
Igreja Matriz de São Roque do Pico
[ de Santo António ]
Igreja Matriz de São Roque
A Igreja Matriz de São Roque do Pico é um edifício de arquitetura religiosa situado na freguesia e concelho de São Roque do Pico, na ilha açoriana do Pico. Esta é a segunda Igreja Matriz desta vila cuja criação remonta ao ano de 1542. A primitiva igreja data de tempo anterior a 1480. Em 1714, teve início a construção do novo templo. Diz-se que a Capela-mor, um primor de talha dourada, foi mandada construir pelo rei D. João V de Portugal, que para ela ofereceu uma lâmpada de prata. Em 1871, o padre Marcelino de Oliveira Serpa reparou todos os altares. Existe ainda neste templo um ambão com embutidos de marfim, obra de um frade do Convento de São Francisco da cidade da Horta, semelhante à que se encontra na Sé Catedral de Angra do Heroísmo.
A igreja possui um órgão histórico de autor desconhecido, 1720, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 2002.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/sao-roque-do-pico-santo-antonio-igreja-pico.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:21:242021-06-22 14:49:53São Roque do Pico e os seus órgãos de tubos
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
[ Ilha das Flores ]
Igreja Matriz de Santa Cruz das Flores
[ Nossa Senhora da Conceição ]
Igreja Matriz de Santa Cruz das Flores
A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição situa-se na freguesia e concelho de Santa Cruz das Flores, na ilha das Flores, Açores. É uma das mais imponentes igrejas do Arquipélago, de onde se destaca, além da frontaria, rodeada por duas torres, o altar da Capela-mor. Foi iniciada em 1781, sendo seu vigário o ouvidor eclesiástico padre Manuel Lourenço Vieira, no local onde se erguera a primitiva igreja, coeva da fundação da vila. As obras desenvolveram-se muito lentamente, e a consagração do templo só se verificou em 1859. Essa demora reflete-se no aspeto da fachada, a qual oferece duas faces distintas, sendo a última muito pobre pois que as portadas e os janelões do meio não condizem. Apresenta grandes proporções, tanto no exterior como interior.
No altar-mor destaca-se a imagem de Nossa Senhora da Conceição, com 2,3 metros de altura. A festa de Nossa Senhora da Conceição decorre no dia 8 de dezembro, e atrai muitos forasteiros, sendo considerada das maiores da ilha. Os douramentos datam de meados do século XX, graças à dedicação do então vigário Maurício António de Freitas, a quem também se deve a aquisição de belas imagens.
Possui um órgão histórico da autoria do organeiro Manuel Serpa da Silva, executado em 1903.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/santa-cruz-das-flores-matriz-igreja.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:20:452024-12-20 22:54:27Santa Cruz das Flores e os seus órgãos de tubos
Órgãos de tubos do concelho de Santa Cruz da Graciosa [3]
[ Ilha Graciosa ]
Igreja Matriz da Praia
[ São Mateus ]
Igreja Matriz da Praia
A Igreja de São Mateus, que remonta ao séc. XV, localiza-se na freguesia de São Mateus, na vila da Praia, concelho de Santa Cruz da Graciosa, na ilha Graciosa, Açores. A sua imponência reflete a importância que a vila da Praia já teve. Em 1546, com a elevação do lugar à condição de freguesia, a igreja foi elevada a paroquial e matriz. Ao longo dos séculos foi objeto de importantes obras de manutenção e restauro até que, no século XIX, recebeu uma nova frontaria ao gosto tardo-Barroco, inaugurada em 1896. No interior podem apreciar-se belos altares em talha dourada, e exemplares de Arte flamenga de São Mateus e São Pedro que remontam ao século XVI. Destaca-se ainda a presença de um valioso órgão de tubos de armário, que data de 1793. Este órgão, que se encontra colocado no coro alto, teve como mestre construtor António Xavier Machado e Cerveira. Em 1989 foi sujeito a restauro e manutenção pelas oficinas de Manuel Dinarte Machado. A lado desta igreja, existe um império que ostenta a coroa do Divino Espírito Santo.
Possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 38, 1793, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, no ano de 1989.
Igreja Matriz de Santa Cruz da Graciosa
Igreja Matriz de Santa Cruz da Graciosa
Imóvel de Interesse Público, a Igreja Matriz de Santa Cruz da Graciosa é um edifício de arquitetura religiosa, em estilo Barroco. Está situada no largo da Matriz, na vila, freguesia e concelho de Santa Cruz da Graciosa, na ilha Graciosa, Região Autónoma dos Açores, em Portugal. Remonta a um primitivo templo edificado no período henriquino (século XV), ao qual sucedeu outro, no período manuelino (início do século XVI). Foi reconstruído uma vez mais no século XVII, tendo as suas obras sido concluídas em 1701, de acordo com inscrição epigráfica em seu frontispício, quando adquiriu a atual conformação. Conserva detalhes do estilo manuelino no interior, nomeadamente na abóbada nervurada do batistério e no retábulo alusivo à Santa Cruz, existente na Capela-mor.
O templo é antecedido por uma escadaria a partir de um amplo terreiro. A fachada cria um jogo de contrastes entre as molduras e os cunhais de cantaria em basalto negro com os panos de fundo caiados a cal de cor branca. Nela centra-se um portal nobre, com uma empena ressaltada e a repousar sobre pilastras compósitas sobre alto embasamento. Sobre o portal foi aberto um grande janelão duplo que permite a entrada de luz abundante para o interior do templo e que se prolonga na empena triangular e recuada que repousa sobre uma arquitrave moldurada e reentrante no todo. A frontaria é dividida por várias pilastras em pedra de basalto negro, que se abrem em diversas janelas de sacada com molduras de linhas direitas. O flanco esquerdo do templo encontra-se fechado por uma torre sineira cujo cimo é coberto por um coruchéu piramidal.
O interior é dotado por um coro que foi repartido em três naves, sendo a central a mais elevada, divididas por arcadas de volta perfeita que vão assentam sobre pilares cilíndricos capitelizados. Nas paredes laterais deste templo foram abertas várias capelas laterais dotadas de altares e retábulos de talha dourada em estilo Barroco setecentista. Estes talhas é possível observar esculturas hagiográficas em madeira, onde é de especial destaque um expressivo Cristo atado à coluna. Dos dois lados do arco triunfal, em volta perfeita, encontram-se duas esculturas, uma de Cristo Crucificado, sendo a outra a uma imagem setecentista da Virgem Maria.
A Capela-mor é acedida por degraus e se encontra demarcada do restante corpo da igreja por uma grade de madeira com balaústres torneados. Merecem especial destaque, pelos seus painéis de azulejos figurativos, datados do século XVIII, as capelas de Nossa Senhora da Conceição e de Sant’Ana.
A igreja alberga um notável acervo de obras de arte sacra, com destaque para o Políptico que integra o retábulo do altar-mor datado do século XVI, bem como um valioso painel de azulejos setecentista e um conjunto de telas sino-portugueses de inspiração jesuítica. Na Capela-mor encontra-se exposto um magnífico retábulo setecentista elaborado em talha dourada e que integra as referidas pinturas sobre madeira do início da segunda metade do século XVI, tábuas estas alusivas à Cruz de Cristo.
Possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus s. nº, executado em 1830, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria no ano de 1989.
Órgão positivo de armário
Órgão da Igreja de Santa Cruz da Graciosa
Igreja Matriz de Nossa Senhora de Guadalupe
Igreja Matriz de Guadalupe
A primitiva igreja, de pequenas dimensões, foi fundada no século XVII. Mais tarde foi decidida a construção de um novo templo, mais amplo, e em local acessível. Em 1756 foi benzido o novo templo. A demora na sua edificação justifica-se pelas crises sísmicas ocorridas no período, com destaque para o grande terramoto de 1717. Foi restaurado em nossos dias por ação do Governo Regional dos Açores. A primeira tentativa foi promovida no ano de 1989, em pouco tempo interrompida devido à extensão dos danos anteriormente causados pelo terramoto de 1980 e uma vez que o a verba destinada ao restauro do órgão ter sido consumida nas obras de restauro do templo. O restauro só seria concluído em 2010. A fachada possui um relógio na torre, enquadrado na própria fachada. No altar-mor venera-se a Senhora do Guadalupe. No altar da direita encontra-se a imagem de Nossa Senhora de Fátima e, no da esquerda, Nossa Senhora do Carmo.
Possui um órgão histórico da autoria do organeiro português Leandro José da Cunha, 1775, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, 2010. É o segundo mais antigo do Arquipélago.
Montra do órgão
Órgão da Igreja de São Mateus
consola
Órgão da Igreja de São Mateus
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/santa-cruz-da-graciosa-santa-cruz-matriz-igreja-graciosa.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:20:052024-12-20 21:08:12Santa Cruz da Graciosa e os seus órgãos de tubos
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Igreja Paroquialda Maia
[ Divino Espírito Santo ]
A Igreja Paroquial da Maia, dedicada ao Espírito Santo, data de 1812. Teve a sua origem numa Capela do século XVI, ampliada nos séculos XVII e XVIII.
Possui um órgão histórico da autoria de Sebastião Gomes de Lemos, concluído em 1848.
Igreja da Misericórdia
[ Igreja do Espírito Santo ] [ Igreja dos Passos ]
Igreja da Misericórdia
Terá sido em 1522 que se levantou a Casa do Espírito Santo junto da qual se instalaria depois o Hospital da Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande. Em 1591, Gaspar Frutuoso registava que a Casa do Espírito Santo estava junto à praça, no cume de um grande adro que descia quase até ao nível do mar. A Misericórdia foi fundada em 1592, com base nessa Capela junto à praça, por iniciativa da Câmara Municipal e do povo, instituição que seria confirmada pelo bispo de Angra e por Alvará Régio em 1593. O Hospital da Santa Casa ocuparia a casa anexa, onde atualmente se encontra a Repartição das Finanças, até ao ano de 1834, época em que o Convento de São Francisco daquela vila ficou vago com a extinção das ordens religiosas masculinas no país. Em meados do século XVII o primitivo templo foi objeto de reconstrução, de que resultou a atual Igreja da Misericórdia (ou Igreja dos Passos, como também é conhecida), a qual ainda hoje se encontra de pé como um belo exemplo da arquitetura regional dessa época, principalmente no que toca à sua fachada, muito valorizada por obra de cantaria executada por canteiros do próprio concelho.
A Igreja da Misericórdia possui um órgão da autoria de João Nicolau Ferreira n.º 4, construído em 1863.
Igreja Matriz da Ribeira Grande
[ Nossa Senhora da Estrela ]
Igreja Matriz da Ribeira Grande
Situada no cimo de uma enorme escadaria, a qual os locais chamam de cascata, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela é um imóvel de interesse público. A sua construção iniciou-se na era de quinhentos, tendo sido muito alterada ao longo dos tempos. A sua atual feição data do século XVIII, apresentando uma altaneira fachada barroca e um interessante interior de três naves. Nele se destacam o altar dos Reis Magos, a talha da Capela do Santíssimo, o cadeiral do altar-mor, os frescos do teto dedicados à Virgem e a porta em ferro forjado do batistério. No coro alto encontra-se um conjunto de grande valor artístico, conhecido pelo nome de Arcano. Trata-se de uma vitrina onde se podem admirar centenas de pequenas figuras, moldadas em farinha de arroz, goma-arábica e alúmen, dispostas em vários planos, representando cenas do Antigo e Novo Testamento, tudo esculpido pela freira clarissa Margarida do Apocalipse, no século XIX. A sacristia alberga um pequeno museu sacro, com alfaias em prata, imagens e um tríptico flamengo dedicado a Santo André (século XVI).
Fonte: CMRG
Possui um órgão histórico da autoria de Sebastião Gomes de Lemos, construído em 1855, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 1987.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/ribeira-grande-divino-espirito-santo-igreja-sao-miguel.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:19:302021-06-22 14:50:21Ribeira Grande e os seus órgãos de tubos
Órgãos de tubos do concelho da Praia da Vitória [1]
[ Ilha Terceira ]
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Igreja Matriz da Praia da Vitória
[ Santa Cruz ]
Igreja Matriz da Praia da Vitória
A Igreja Matriz da Praia da Vitória foi fundada em 1456, por Jácome de Bruges, o primeiro Capitão do Donatário da então Vila da Praia. É considerada um dos maiores e mais belos monumentos religiosos da ilha Terceira e classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1980. Do complexo que compõe a igreja destaca-se o pórtico da fachada principal e os dois portais laterais quinhentistas, ao estilo manuelino, a esplendorosa rosácea gótica e no seu interior a talha barroca do século XVIII da Capela do Santíssimo Sacramento e a Capela-mor com talha dourada barroca do século XIX.
Possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus 40, 1793, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 1991.
Órgão positivo de armário
Órgão da Igreja Matriz da Praia da Vitória
Placa do organeiro
Órgão da Igreja Matriz da Praia da Vitória
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/praia-da-vitoria-matriz-igreja-terceira.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:18:472021-06-22 14:50:31Praia da Vitória e os seus órgãos de tubos
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