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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Igreja matriz de Moura
Músicas no Concelho

Moura e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Moura [2]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Moura

[ de São João Baptista de Moura [ Paroquial ]

Igreja matriz de Moura

Igreja Matriz de Moura

A primitiva matriz de Moura era a Igreja de Santa Maria do Castelo, situada dentro do perímetro das muralhas, sendo até meados do século XV a única sede paroquial da povoação. No entanto, devido ao crescimento populacional da vila alentejana na centúria de Quatrocentos, a matriz foi transferida em 1455, por ordem de D. Afonso V, para a Capela de São João Baptista, situada fora das muralhas. Embora se situasse numa área mais ampla do que a igreja de Santa Maria, a original Capela de São João Baptista, existente já no início do século XIV, não apresentava um espaço interior muito maior do que a primitiva matriz. Como tal foi necessário transformar a Capela das Almas, edificada contiguamente a São João Baptista, na sacristia da nova matriz, alargando assim o corpo da Capela. A questão do espaço exíguo da nova matriz só viria a solucionar-se no início do século XVI, quando cerca de 1502 D. Manuel mandou edificar de raiz um novo templo, de feição manuelina, cuja planimetria obedece ao modelo utilizado na época em todo o país. A autoria do projeto permanece em aberto, sabendo-se que a direção da fábrica de obras foi entregue ao mestre Cristóvão de Almeida.

O templo, de planta retangular disposta longitudinalmente, apresenta um espaço interior dividido em três naves abobadadas, separadas entre si por pilares oitavados, que serão o “primeiro exemplo de pilares desse tipo a ser usado no tardo-gótico português”. A Capela-mor, também de planta quadrada, é coberta por abóbada de nervuras e as paredes laterais são decoradas com azulejos polícromos de manufatura seiscentista. Junto à Capela-mor foram edificadas duas capelas colaterais cobertas por abóbada de berço. A do lado do Evangelho, dedicada a Santa Catarina, ocupa o espaço da primitiva Capela de São João Baptista e foi instituída por Calvo Pacheco do Pino, tendo sido sepultados neste espaço D. Filipa de Moura e Frei Diogo Vaz Pascoal. A Capela do lado da Epístola, que corresponde ao espaço da antiga Capela das Almas, foi fundada em 1650 e doada por alvará régio a Rui Lourenço da Silva, fidalgo da casa de D. João IV que patrocinou a execução do revestimento azulejar da Capela-mor e de ambas as capelas colaterais.

Na fachada foi rasgado ao centro o portal principal, que “apresenta uma feição do tardo-gótico internacional, embora com tratamento português”. O conjunto apresenta um rico programa decorativo, formado por relevos de folhagens, boleados, colunas torsas e espiraladas, enquadrando ao centro o escudo de Portugal ladeado por duas esferas armilares, emblemas de D. Manuel. Do lado direito da fachada foi construída a torre sineira, que apresenta no segundo registo um balcão alpendrado com altar de gosto maneirista e inspiração serliana, mandado edificar no terceiro quartel do século XVI por Frei Luís Lopes, um dos curas da igreja. Embora tenha sido planeado no terceiro quartel do século XVI, este varandim foi construído apenas em 1610, tendo como finalidade servir de espaço à realização de celebrações eucarísticas destinadas aos presos da cadeia local, situada em frente à matriz. O seu modelo apresenta evidentes semelhanças com as torres das matrizes de Azurara e Vila do Conde, embora estas não possuam mesa de altar.

Fonte: Catarina Oliveira, IPPAR/2005

Existe na Igreja Matriz de Moura um órgão histórico da autoria de Pascoal Caetano Oldovino, executado em 1755.

Museu Municipal de Arte Sacra de Moura

[ antiga Igreja-Colegiada de São Pedro ]

Museu Municipal de Arte Sacra de Moura

Museu Municipal de Arte Sacra de Moura

A Igreja de São Pedro foi fundada cerca de 1600 pela Colegiada dos Padres de São Pedro, que algumas décadas antes se haviam instalado na vila de Moura. Depois de obtidas as autorizações real e papal, deu-se início à edificação da igreja. A fábrica de obras arrastou-se pela segunda metade do século XVII, sendo concluída em 1674, segundo atesta a data inscrita no portal. O templo apresenta um modelo de gosto maneirista erudito, de linhas sóbrias e clássicas, atribuído ao arquiteto João de Morais. De planta retangular disposta longitudinalmente, é composto pelos volumes da nave e da Capela-mor, justapostos, e da sacristia, adossada do lado do Evangelho. A fachada principal, de pano único dividido em dois registos, apresenta ao centro portal de moldura retangular, encimado por frontão interrompido com nicho, que alberga a imagem de São Pedro. Sobre este foi rasgada uma janela de moldura retangular. O conjunto da fachada é rematado em empena. As fachadas laterais denunciam a disposição dos tramos da igreja, que correspondem à disposição dos contrafortes.

O espaço interior do templo é de nave única, marcada por três tramos que assentam sobre pilastras toscanas e coberta por abóbada de arestas. As paredes laterais são revestidas com painéis de azulejo policromos de padrão seiscentistas, sendo este conjunto considerado “um dos mais notáveis exemplares do Alentejo”. O coro-alto assenta sobre uma abóbada rebaixada, ocupando o espaço do primeiro tramo da nave. O espaço do sub-coro é decorado com pintura policroma de motivos de brutesco , com anjos, cartelas, e folhas de acanto que integram ao centro um medalhão com a representação da Pesca Miraculosa . Este programa decorativo é da autoria de Pedro Figueira, pintor local considerado na época “um verdadeiro especialista de decorações brutescas”, que o terá executado nos últimos anos de Seiscentos. Em 2004 a Igreja de São Pedro, que durante a década de 90 do século XX funcionou exclusivamente como Capela mortuária, passou a albergar o Museu de Arte Sacra de Moura.

Fonte: Catarina Oliveira, IPPAR/2005

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/moura-matriz-sao-joao-baptista-igreja.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 21:27:062024-11-20 19:25:00Moura e os seus órgãos de tubos
Músicas no Concelho

Ferreira do Alentejo e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Ferreira do Alentejo [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Ferreira do Alentejo

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora da Assunção ]

Ferreira do Alentejo

O primitivo edifício da Igreja Matriz de Ferreira do Alentejo terá sido pertença da antiga comenda de Santiago de Espada, e já existiria em 1320. O templo, nomeadamente a Capela-mor e parte do transepto, encontrava-se sem cobertura em 1571, data na qual terá sido remodelado. Teve uma grande intervenção no início do século XVIII, da qual resultou a construção dos portais principal e lateral, e da torre sineira da fachada. Sofreu muitos danos durante o ciclone de 1941, que obrigaram a novas obras, e resultaram no desaparecimento do adro da frontaria, com guarda de ferro, da torre do Relógio da vila, e do batistério quinhentista. Na igreja atual destaca-se em primeiro lugar o belo portal Barroco, com vão em arco rebaixado sobre pilastras, encimado por duas volutas em enrolamento que emolduram uma elegante pedra de armas da Ordem de Santiago, em moldura oval. No interior conservam-se várias pinturas, e imaginária, incluindo duas tábuas representando São Francisco recebendo os estigmas e São Luís, bispo de Tolosa, provenientes da Igreja Paroquial de Vilas Boas, e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição proveniente da igreja da mesma invocação, que se diz ter acompanhado Vasco da Gama na descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Fonte: Sílvia Leite, DIDA – IGESPAR, I.P.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, a capacitação de docentes e a qualidade de vida dos seniores.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, APPACDM, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Sé de Beja
Músicas no Concelho

Beja e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Beja [3]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Museu Regional de Beja

[ Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição ]

Museu Regional de Beja

Museu Regional de Beja

A Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição de Beja é um edifício de arquitetura religiosa, gótica, manuelina e revivalista neo-manuelina. É uma igreja conventual com divisão espacial típica de cenóbio feminino, originalmente com duplo coro profundo (posteriormente substituído por coro alto), espaço unificado da nave (inicialmente com cobertura de madeira), Capela-mor mais baixa com abóbada de 2 tramos, polinervada estrelada, evidenciando um carácter experimental com nervuras de diferentes perfis. Apresenta estrutura e modinatura do portal principal e platibanda características do período final do gótico, mostrando influência do Mosteiro da Batalha. O portal da Sala do Capítulo é gótico. Ajimezes de arcos em ferradura revelam influências mudejáres. O portal manuelino transferido para a fachada NO é decorado com as armas reais. Tem retábulos de talha dourada barroca nas Capelas de São João Baptista, de São Francisco e de Nossa Senhora do Desterro, no claustro. Destacam-se os azulejos seiscentistas ( 1ª, 2ª e 4ª quadras) e setecentistas (3ª quadra) no claustro, bem como apainelados em talha dourada Rococó na Igreja. O convento na sua maioria é reconstrução oitocentista evidenciando o espírito revivalista da mesma, reintegrando elementos vindos de outros locais. O desequilíbrio de proporções do interior da igreja é originado pelo restauro que retirou os 2 coros sobrepostos que ocupavam parte da atual nave. Os azulejos recortados azuis e brancos são atribuídos a Policarpo de Oliveira Bernardes. A janela gradeada exposta no 2º piso do Museu é um ex-Libris do Alentejo que evoca a paixão de Mariana Alcoforado pelo Mestre de Campo Noel Bouton expressa nas suas “Lettres Portugaises”.

Fonte: Monumentos

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Sé [ Catedral ] de Beja

[ Igreja de Santiago Maior ]

Sé de Beja

Sé de Beja

A Igreja de São Tiago é um edifício de arquitetura religiosa, maneirista, barroca, revivalista. Igreja Paroquial de fundação tardo quinhentista, intervencionada no séc. XVII e após o terramoto de 1755 e profundamente reformulada no 2.º quartel do séc. XX para adaptação a catedral. A estrutura primitiva do templo (que essencialmente se mantém), de três naves e 5 tramos com capelas laterais confrontantes, pouco profundas, Capela-mor quadrangular ladeada por dois corpos, e fachadas laterais contrafortadas, sendo os panos rasgados superiormente por óculos, corresponde ao modelo das igrejas-salão muito divulgado na arquitetura maneirista do Baixo Alentejo a partir dos meados do séc. XVVI. A fachada primitiva, maneirista, apresentava, antes das obras do séc. XX, pano único, delimitado por pilastras de cantaria rematadas de pináculos piramidais, com remate em empena com cruz no vértice e rasgada por pórtico central (idêntico ao atual) ladeado por duas portas laterais de verga reta, alteada; axial ao pórtico, óculo de iluminação; a gramática maneirista foi mantida aquando da profunda modificação que sofreu no séc. XX, com a aplicação de frontões triangulares sobre as portas laterais e no janelão central, então aberto a substituir o óculo, frontão triangular denticulado a rematar o corpo central, então criado, colocação de nichos munidos de frontões curvos, colocação de aletas no remate dos corpos laterais e recurso à ordem jónica nos capitéis das pilastras, conferindo-lhe assim maior monumentalidade mas conservando o classicismo do prospeto. O interior mantém a espacialidade quinhentista, ampla e unitária, obedecendo claramente ao modelo característico da arquitetura “chã” alentejana, com naves amplas, cobertas por abóbadas, à mesma altura, de aresta nervurada, descarregando em colunas toscanas, arcadas de volta perfeita nas capelas laterais e arco triunfal idêntico. A decoração interior, fruto da reutilização, durante as obras do séc. XX, de altares, azulejos e outros elementos provenientes de várias igrejas e palácios, sobretudo de Lisboa, é fundamentalmente maneirista e barroca: o retábulo-mor, de planta reta e corpo único, manteve a talha dourada do primitivo, cuja feitura remonta aos finais de Seiscentos, apresentando elementos do Barroco nacional, com dupla arquivolta sobre colunas decoradas de pâmpanos; o sotobanco e mesa de altar, de mármores embrechados, oriundos do Convento das Mónicas em Lisboa, são setecentistas; nas capelas laterais, retábulos de talha dourada atípicos, com corpo fundamentalmente maneirista mas banco, sotobanco e mesas de altares barrocos; a Capela do Santíssimo apresenta retábulo de mármore da 2.ª metade de setecentos; os painéis de azulejos figurativos, azuis e brancos, são característicos da 1.ª metade do sec. 18, pertencendo ao denominado Ciclo dos Mestres; os silhares de azulejo de padrão, polícromos (brancos, azuis e amarelos) são seiscentistas.

Fonte: Monumentos

Possui um órgão de três teclados manuais e pedaleira com acoplamentos, construído por Egbert Pfaff em 1996.

Montra do órgão

Órgão da Sé de Beja

Órgão da Sé de BejaSeminário Diocesano de Nossa Senhora de Fátima

Seminário Diocesano de Beja

Seminário Diocesano de Beja

O Seminário Diocesano de Beja possui um órgão positivo moderno.

Órgão positivo

Órgão do Seminário Diocesano de Nossa Senhora de Fátima

Órgão do Seminário Diocesano de Nossa Senhora de Fátima

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/beja-se.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 21:25:572024-10-28 19:04:29Beja e os seus órgãos de tubos
Igreja Matriz de Alvito
Músicas no Concelho

Alvito e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Alvito

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Igreja Matriz de Alvito

Igreja Matriz de Alvito

Igreja Matriz de Alvito

NOTA HISTÓRICO-ARTÍSTICA

A Igreja Matriz do Alvito, que viria a ser dedicada a Nossa Senhora da Assunção, foi edificada de raiz em finais do séc. XIII. Em 1279, o padroado da igreja foi doado ao Convento da Santíssima Trindade de Santarém, ficando na posse dos mesmos durante os séculos seguintes.

A feição atual do templo resulta principalmente das ampliação que aí decorreram entre 1480 e 1554, sendo a mais importante alteração, em termos estruturais, aquela que implicou a justaposição de uma nova nave perpendicular ao corpo da igreja duocentista, de tal forma que esta passa a funcionar como transepto. Desta forma, será sempre necessário tomar em conta esta obra para contextualizar os elementos arquitetónicos e decorativos mais antigos, nesta zona do monumento. Das campanhas de finais do século XV e inícios do XVI, provavelmente decorrendo a par das obras de construção do castelo da vila, sob a égide dos Barões do Alvito, resultaram elementos arquitetónicos como o sistema de contrafortagem e o coroamento das fachadas. Destacam-se assim os grossos contrafortes cilíndricos, coroados por coruchéus cónicos, e as fileiras de merlões chanfrados no coroamento do edifício, típicos do tardo-gótico alentejano na sua declinação manuelino-mudéjar. Tal como o grande modelo destas igrejinhas, a ermida de São Brás de Évora, também aqui se assume a feição de templo fortificado tipicamente alentejano, que está presente no Alvito de forma particularmente inspirada na ermida de São Sebastião, mas igualmente em pequenas capelas espalhadas pelo conselho (como é o caso da ermida de São Bartolomeu, entre outras). O cotejo deste edifício com a matriz de Viana do Alentejo é também muito interessante. A finais de Quatrocentos pertencem por fim as capelas tumulares do transepto, e a instituição da Capela tumulária de Maria de Sousa Lobo e seu marido, João Fernandes da Silveira, 1º Barão do Alvito, esta no ano de 1481. De finais da centúria e inícios da seguinte datarão as pinturas murais do interior, das quais restam vestígios (transepto), apesar de uma parte destas ter sido picada já em finais do século XX. O portal renascentista datará de uma intervenção mais tardia, dentre as várias que aqui se podem identificar. Entre 1534 e 1547 foi demolida e reconstruída uma parte do edifício, possivelmente com a participação do mestre pedreiro João Mateus, e entre 1553 e 1559, por ordem do cardeal D. Henrique, surge uma nova Capela-mor e sacristia. A torre sineira é seiscentista. No interior, com as três naves resultantes da ampliação, são ainda dignos de realce os silhares de azulejos do séc. XVII, bem como algumas pinturas retabulares, e os altares barrocos de talha dourada.

Fonte: SML, DGPC

A Igreja Matriz do Alvito, de Nossa Senhora da Assunção, possui órgão positivo histórico de um teclado manual construído por Pascoal Caetano Oldovino, em 1772, restaurado por António Simões em 1994.

Montra

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Manual

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Manúbrio do lado esquerdo

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Manúbrios do lado direito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Órgão da Igreja Matriz do Alvito

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/alvito-matriz-igreja.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 21:25:292024-12-20 22:52:20Alvito e os seus órgãos de tubos
Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição
Músicas no Concelho

Almodôvar e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Almodôvar

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

[ da Ordem Terceira de São Francisco ]

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Situado a este da vila, o Convento de Nossa Senhora da Conceição pertencia à Ordem Terceira de S. Francisco e foi fundado em 1680 por Frei Evangelista, lançando-se a primeira pedra a 2 de setembro daquele ano. Todos os seus altares são de talha dourada de finais do século XVII e princípio do século XVIII. O teto da Capela-mor está pintado com imagens alusivas à Imaculada Conceção de Maria e sua Assunção aos céus, sendo que esta Capela contém ainda três quadros: um com o presépio e dois relacionados com o Casamento da Santíssima Virgem com S. José. Por baixo dos quadros existem dois extensos painéis de azulejos policromados com temáticas marianas. A igreja tem apenas uma pequena torre sineira, no frontispício.

Fonte: CMA

À entrada do templo está colocado um órgão de tubos, de estilo oriental com decoração de chinoiserie em alusão à evangelização franciscana por terras orientais.

Capela-mor

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Em tribuna, lado da Epístola: órgão de um teclado manual [ I ; (8+9) ] de autor desconhecido, do século XVIII, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, (Pedro Guimarães e Beate von Rohden), em 2017, opus 71.

A Oficina e Escola de Organaria encontrou uma data de 1748 no interior mas o instrumento tem algumas particularidades como:
– fachada com tubos de madeira
– fachada típica “hamburguesa” com torre central octogonal e laterias
triangulares.
– puxadores típicos da organaria norte-alemã.
– meio-registo interior da ME Fagote 8′ com bainhas e soquetes de madeira (reconstruído segundo as medidas do órgão Uhlenkampf da Igreja do Lóios de Évora)
– todos os registos divididos
– trombeta horizontal da MD

O órgão foi reinaugurado em concerto por Fernando Miguel Jalôto a 21 de julho de 2017.

tribuna e órgão

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição

Montra do Órgão

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição

Manual

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição

Manúbrios dos registos

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição

Tubos

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição

Anjo músico

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição

Anjo músico

Órgão da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição

Órgão da Igreja do Convento de N. S. da Conceição

Reciclanda

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Igreja Matriz de São Pedro
Músicas no Concelho

Vila Franca do Campo e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Vila Franca do Campo [2]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

[ Ilha de São Miguel ]

Igreja Matriz de São Pedro

Igreja Matriz de São Pedro

Igreja Matriz de São Pedro

Sabe-se que já existia uma Igreja Matriz de São Pedro em 1529 e que serviu de paróquia enquanto a igreja de São Miguel foi reconstruída após 1522. Décadas depois, numa carta régia de 3 de março de 1606, há notícia de que passou a incluir a paróquia de São Lázaro, transferida após uma visita pastoral que a encontrou quase em ruínas. Em 1746 beneficiou de importantes obras de reconstrução, que duraram até 1758, sendo a primeira missa celebrada a 2 de fevereiro desse ano. A atual Igreja Matriz de São Pedro foi fruto dessa reconstrução no séc. XVIII. Na fachada, tipicamente barroca, ostenta uma imagem do padroeiro em pedra, datada do séc. XVI.

A Igreja Matriz de São Pedro possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira, de data desconhecida, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 2006.

Órgão da Igreja Matriz de São Pedro

Órgão da Igreja Matriz de São Pedro

Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo de Vila Franca do Campo

Igreja Matriz de Vila Franca do Campo

Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo

A Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo localiza-se na Vila e concelho de Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel, Região Autónoma dos Açores, Portugal. É um dos templos mais antigos do arquipélago. A primitiva Igreja Matriz de Vila Franca foi instituída pelo próprio Infante D. Henrique, que ordenou a sua construção, tendo sido Rui Gonçalves da Câmara terceiro capitão do donatário da ilha, e seu primeiro residente, quem a edificou. Foi parcialmente soterrada pelo terramoto de 1522 e, de acordo com a narrativa de Gaspar Frutuoso, foi logo reconstruída, para cujas obras foram reaproveitados materiais de construção da primitiva igreja, além de apoios do monarca. Os trabalhos mantiveram o mesmo tipo arquitetónico do templo, em estilo gótico. Em 1579, o cardeal-rei autorizou o lançamento de uma finta para o lajeamento da igreja e do adro e, em 1585, a Ordem de Cristo autorizou o douramento da sua Capela-mor. No contexto da Dinastia Filipina, tendo Vila Franca do Campo sido atacada por corsários, o templo conserva no alçado da sua torre sineira voltado para o mar a marca do impacto de um projétil de artilharia, tendo abaixo dele sido inscrita a data do ataque: 1624, mesmo ano em que a Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais conquistou a cidade do Salvador, então capital do Estado do Brasil.

Possui um órgão histórico da autoria de Manuel Serpa da Silva, executado em 1900.

Botelho de Gusmão, A Identidade, 22 novembro 2010

O Órgão de tubos da Matriz de São Miguel Arcanjo foi construído por Manuel de Serpa da Silva, organeiro da Ilha do Faial, que havia aprendido este ofício na América, e que veio a construir diversos Órgãos, nomeadamente o da Matriz de Santa Cruz das Flores, em 1903; e os da Fazenda e da Matriz do Nordeste.

Foi aí colocado e inaugurado na Festa de São Miguel, a 14 de Maio de 1900. Há, porém, no livro de tombo, diversas referências que levam a concluir que sempre houve Órgão nesta Matriz. Assim resulta das visitas de 1674 e de 1798 e das diversas nomeações de organistas.

O coro alto actual, onde se encontra o Órgão, é de 1886, tendo vindo substituir o antigo coreto que existia entre a Capela-mor e a Capela do Rosário.

No livro do tombo encontra-se transcrita a acta da sessão extraordinária desse dia de festa, a 14 de Maio de 1900. Às 11.00 reuniu-se a Junta de Paróquia, a qual era composta pelo Presidente, Prior Jorge Furtado da Ponte, e pelos vogais: Pe. Jacinto Furtado de Couto, Jacinto Soares Botelho de Gusmão, Mariano Borges Soares, António José Raposo, Pe. Manuel Jacinto de Andrade Dias, José Maria de Sousa, António José Pacheco, e pelo Mestre de Capela de então, Urbano José Dias. Participaram ainda o Regedor, João Pereira de Mendonça, e todos os cavalheiros que auxiliaram na angariação de esmolas para a aquisição do Órgão. Foi aprovado um voto de louvor e agradecimento a todos os que contribuíram para a sua aquisição, tendo os seus nomes ficado registados. O total das despesas foi de 1.782$510 reis, estando já pagos 1.392$510 reis, ficando-se assim a dever ao construtor 380$000 reis. A sessão encerrou ao meio-dia, hora em que foi iniciada a solene festividade em honra do nosso Protector, momento no qual o Órgão tocou pela primeira vez.

Durante todo esse ano continuaram-se a recolher donativos, sendo interessante referir a subscrição feita entre os nossos emigrantes residentes na cidade do Pará. Já desde 1898 que, quer o Clero, quer os Músicos, dispensaram todas as gratificações que eram usuais à época pelas festas em favor do pagamento do Órgão. Foi assim com grande satisfação que, passado um ano, a Junta de Paróquia voltou a reunir-se na festa de São Miguel Arcanjo, dando por finda esta sua missão, uma vez que àquela data, 12 de Maio de 1901, encontrava-se tudo pago.

Os nossos antepassados, com grande esforço, do qual ainda hoje beneficiamos, mas com muito entusiasmo, adquiriram assim o imponente instrumento que, do coro alto da Matriz de São Miguel Arcanjo, volvido um século, voltou a soltar os seus acordes festivos a 5 de Novembro de 2005, readquirindo o esplendor que só os vilafranquenses do início do século XX haviam conhecido.

Nas últimas décadas, por diversas circunstâncias, estava o Órgão de Tubos quase votado ao abandono, interrompido de forma simbólica na festa de São Miguel, associando-o, com muito esforço, em cada seu aniversário, na homenagem ao Patrono da Ilha, que desta Igreja Mãe é venerado e celebrado de forma solene.

A recuperação do Órgão foi promovida pelo Mestre de Capela do Coro da Prioral Matriz do Archanjo São Miguel, com a autorização e cooperação da Comissão Fabriqueira, o apoio logístico da Câmara Municipal e o incentivo da Direcção Regional da Cultura, tendo o custo do restauro sido suportado, na íntegra, por essas duas instituições, e adiantado, a título de empréstimo, pelo Prof. Gabriel Cravinho.

O restauro foi entregue à Oficina e Escola de Organaria, com sede em Esmoriz, pelo Mestre-organeiro Eng. Pedro Guimarães, com a colaboração do Mestre-organeiro Harm Kirschner, vindo da Alemanha.

A Inauguração foi tocada pela distinta organista Dr.ª Ana Paula Andrade Constância, abrindo com o marcial Hino do Patrono da Ilha, seguida do Quis Ut Deus e de Solene Te Deum de Bordese, cantados pelo Coro da Prioral. Em jeito de concerto, foram tocadas várias peças, algumas com o precioso canto de Eulália Mendes. No final, cantou o Coro Litúrgico da Matriz de Ponta Delgada, encerrando, em conjunto com o Coro da Prioral, num total de noventa vozes, com uma Homenagem a Nossa Senhora da Paz, composta para a ocasião, e o Aleluia de Haendel.
Aquele Ano Pastoral, dedicado à dignificação do Domingo, dia do Senhor, relembrando aos cristãos a sua importância no encontro com Deus, enquanto dia de festa e de vida, teve na comunidade esse sinal de alegria na beleza que devolveu à Matriz os majestosos acordes desse centenário Órgão de Tubos, implicando mais participação no Coro, o seu regresso ao recato do coro alto da Igreja e maior qualidade no Canto, qualidades que, oferecidas na Liturgia, incentivam o íntimo encontro com Deus.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Igreja do convento de São Francisco
Músicas no Concelho

Vila do Porto e os seus órgãos de tubos

Vila do Porto [1]

[ Ilha de Santa Maria ]

Igreja do Convento de São Francisco

[ de Nossa Senhora da Vitória ]

Igreja do convento de São Francisco

Igreja do Convento de São Francisco

O Convento de São Francisco de Vila do Porto é constituído, da esquerda para a direita da fachada principal, pela parte conventual (organizada em torno de um claustro de planta quadrangular), pela torre sineira (edificada sobre a portaria do convento), pela Igreja de Nossa Senhora da Vitória e pela Capela dos Terceiros. adossada à fachada lateral direita da igreja encontra-se, além da Capela dos Terceiros, uma sucessão de volumes construídos que inclui uma Capela lateral que abre para a nave da Igreja de Nossa Senhora da Vitória (Capela de Santo António) e a Capela do Santo Sepulcro que abria para a respetiva Capela-mor.

A parte conventual ergue-se em dois pavimentos. As galerias do piso inferior do claustro são recobertas com abóbadas de arestas e abrem-se para o pátio, em cada um dos lados, através de quatro arcos abatidos apoiados em pilares de secção quadrada, excecionalmente baixos e largos, com plintos, bases e capitéis salientes. No pavimento superior, fechado, há uma janela de peito a eixo de cada um dos arcos do piso térreo (todas aparentam ter sido de sacada). As galerias deste pavimento são recobertas por abóbadas de berço que se cruzam nos ângulos formando arestas. No pátio existem algumas espécies arbóreas e uma cisterna descentrada, com a data de 1680 num dos lados.

A torre sineira, de planta quadrangular, divide-se internamente em três pavimentos. No térreo, correspondente à portaria, apresenta um vão com arco de volta perfeita sobre impostas. No pavimento intermédio abre-se um vão com verga curva, encimada por cornija, cujas ombreiras se prolongam até às faixas separadoras dos pisos. O pavimento superior tem dois vãos, com sinos, rematados em arcos de volta perfeita sobre impostas. É encimado por faixa, cornija e balaustrada com pináculos.

Fonte: Wikipédia

Possui um órgão histórico da autoria de João Nicolau Ferreira n.º 6, construído em 1867

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Igreja Matriz das Manadas
Músicas no Concelho

Velas e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Velas [3]

[ Ilha de São Jorge ]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz das Manadas

[ Santa Bárbara ]

Igreja Matriz das Manadas

Igreja Matriz das Manadas

Imóvel de Interesse Público, a atual igreja foi erguida em 1770, sobre os restos de um antigo templo no local, também sob a invocação de Santa Bárbara e que remontava a 1485. Dele existem vestígios que hoje se resumem à sacristia. A sua fachada é sóbria, embora harmoniosa e equilibrada, não deixando antever a arte religiosa que existe no seu interior. É dotada de uma única torre de forma quadrangular e rematada em cúpula, onde se encontram três sinos. A fachada principal encontra-se voltada a Oeste e está ornamentada com uma decoração de pedra basáltica de cor preta à volta da porta principal e da janela de coro sobre a qual foi colocado um nicho onde se encontra imagem da Padroeira: Santa Bárbara.

Possui um órgão histórico da autoria de Sebastião Gomes de Lemos, executado em 1851.

Igreja Paroquial de Urzelina

[ São Mateus ]

Igreja Matriz de Urzelina

Igreja Matriz de Urzelina

Em 1808, o denominado Vulcão da Urzelina destruiu grande parte da povoação e a antiga igreja, de que subsiste a torre. Em 1822, depois – teve início a construção da atual igreja, por iniciativa do padre José António de Barcelos, que já era vigário de Urzelina, ao tempo da erupção.

Possui um órgão histórico da autoria de (Marcelino de Lima), executado em 1855.

Igreja Matriz de são Jorge de Velas

Igreja Matriz de Velas

Igreja Matriz de São Jorge

A Igreja Matriz de São Jorge é um edifício de arquitetura religiosa situado em Velas, na ilha açoriana de São Jorge. Foi edificada no local onde dantes existia a primitiva igreja de São Jorge de que fala o testamento do Infante D. Henrique, e que datava de 1460. A licença para a sua construção foi requerida pelo padre Baltazar Dias Teixeira, e concedida por D. Afonso VI, por alvará de 1659. Só em 1664 a obra da edificação principiou, sendo arquiteto da mesma o pedreiro Francisco Rodrigues. A igreja foi sagrada em 1675, pelo então bispo de Angra do Heroísmo, D. Lourenço de Castro. A atual fachada já não é a mesma. No interior, composto por três naves, são dignos de nota o retábulo da Capela-mor. Destaca-se também o altar lateral com abóbada de caixotões, tendo no centro a figuração do Santíssimo Sacramento lavrada na cantaria basáltica e dois púlpitos em pedra, com escada. A construção da torre decorreu em 1825, nela se colocando três sinos que, em 1831, foram apeados para fazer moeda na Ilha Terceira. O sino grande que foi posto em 1871 pesava 468,700 quilos. A igreja tem vários vitrais contemporâneos, alusivos à lenda de São Jorge a matar o dragão.

Possui um órgão histórico da autoria de Tomé Gregório de Lacerda, nº 3, 1865, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 1990. Tomé Gregório de Lacerda era tio do famoso compositor Francisco de Lacerda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/velas-manadas-matriz-santa-barbara-igreja-sao-jorge.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 21:22:022024-12-20 19:47:05Velas e os seus órgãos de tubos
Igreja Matriz de São Roque
Músicas no Concelho

São Roque do Pico e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de São Roque do Pico [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

[ Ilha do Pico ]

Igreja Matriz de São Roque do Pico

[ de Santo António ]

Igreja Matriz de São Roque

Igreja Matriz de São Roque

A Igreja Matriz de São Roque do Pico é um edifício de arquitetura religiosa situado na freguesia e concelho de São Roque do Pico, na ilha açoriana do Pico. Esta é a segunda Igreja Matriz desta vila cuja criação remonta ao ano de 1542. A primitiva igreja data de tempo anterior a 1480. Em 1714, teve início a construção do novo templo. Diz-se que a Capela-mor, um primor de talha dourada, foi mandada construir pelo rei D. João V de Portugal, que para ela ofereceu uma lâmpada de prata. Em 1871, o padre Marcelino de Oliveira Serpa reparou todos os altares. Existe ainda neste templo um ambão com embutidos de marfim, obra de um frade do Convento de São Francisco da cidade da Horta, semelhante à que se encontra na Sé Catedral de Angra do Heroísmo.

A igreja possui um órgão histórico de autor desconhecido, 1720, restaurado por Dinarte Machado Atelier Português de Organaria, em 2002.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/sao-roque-do-pico-santo-antonio-igreja-pico.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 21:21:242021-06-22 14:49:53São Roque do Pico e os seus órgãos de tubos
Igreja Matriz de Santa Cruz das Flores
Músicas no Concelho

Santa Cruz das Flores e os seus órgãos de tubos

Santa Cruz das Flores [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

[ Ilha das Flores ]

Igreja Matriz de Santa Cruz das Flores

[ Nossa Senhora da Conceição ]

Igreja Matriz de Santa Cruz das Flores

Igreja Matriz de Santa Cruz das Flores

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição situa-se na freguesia e concelho de Santa Cruz das Flores, na ilha das Flores, Açores. É uma das mais imponentes igrejas do Arquipélago, de onde se destaca, além da frontaria, rodeada por duas torres, o altar da Capela-mor. Foi iniciada em 1781, sendo seu vigário o ouvidor eclesiástico padre Manuel Lourenço Vieira, no local onde se erguera a primitiva igreja, coeva da fundação da vila. As obras desenvolveram-se muito lentamente, e a consagração do templo só se verificou em 1859. Essa demora reflete-se no aspeto da fachada, a qual oferece duas faces distintas, sendo a última muito pobre pois que as portadas e os janelões do meio não condizem. Apresenta grandes proporções, tanto no exterior como interior.

No altar-mor destaca-se a imagem de Nossa Senhora da Conceição, com 2,3 metros de altura. A festa de Nossa Senhora da Conceição decorre no dia 8 de dezembro, e atrai muitos forasteiros, sendo considerada das maiores da ilha. Os douramentos datam de meados do século XX, graças à dedicação do então vigário Maurício António de Freitas, a quem também se deve a aquisição de belas imagens.

Possui um órgão histórico da autoria do organeiro Manuel Serpa da Silva, executado em 1903.

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