De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Igreja Matriz de Mira
[ Igreja Paroquial ] [ São Tomé ]
Igreja Matriz de Mira
Imóvel de Interesse Público (1967), a Igreja Matriz de Mira foi construída em 1690 e sofreu profunda reforma já no século XIX, voltando a receber intervenções em 1972 e 1981. De arquitetura religiosa, barroca e oitocentista, é um típico edifício provinciano do final de seiscentos, de planta longitudinal e paredes muito planificadas, reformado em oitocentos. Destacam-se no interior os azulejos Rococó. As pinturas do teto são setecentistas com retábulos de transição do século XVII/XVIII. Os azulejos e empena, bem como o segundo corpo da torre, são do século XIX. Apresenta planta longitudinal de nave única; fachada com torre sineiraadossada a S, enquadrada por cunhais rusticados; pórtico retangular com 2 volutas enquadrando um nicho com escultura do Padre Eterno encimada por dois janelões e óculo. No interior, destaca-se o teto de madeira em caixotões com pinturas de rótulas; 2 capelas laterais; paredes da nave revestidas a silhares de azulejos formando 13 composições com cenas da Paixão; e retábulos com colunas salomónicas ornadas de parras.
Órgão
O órgão histórico situado no coro alto foi restaurado pela JMS Organaria. Segundo Joaquim Silva, é “um órgão de procissão do sec. XVII”. A bênção e reinauguração ocorreu a 25 de julho de 2023.
Órgão histórico da Igreja Matriz de Mira, restauro JMS Organaria em 2023, créditos Joaquim Silva
Reciclanda
Com municípios e entidades diversas, a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/mira-matriz-igreja_vitor-oliveira.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:44:272024-11-13 23:06:41Mira e os seus órgãos de tubos
Órgãos de tubos do concelho da Figueira da Foz [7]
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco
Imóvel de Interesse Público, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco fazia parte do antigo convento dos religiosos reformados da Ordem de S. Francisco. O convento foi fundado em 1527 por Frei António de Buarcos, com o apoio de D. João III e a benemerência de António Fernandes de Quadros, senhor de Tavarede. O convento sofreu profundas transformações arquitetónicas, com realce para a grande remodelação do ano de 1725. No século XIX o edifício foi transformado, mantendo apenas, da parte religiosa, a igreja, de fachada setecentista. No interior, além dos retábulos em talha, provenientes do Convento de Seiça, podem ainda ser apreciados o coro-alto com pinturas da vida de Santo António e interessantes esculturas dos séculos XVI a XVIII. No edifício contíguo encontra-se a Capela de S. Francisco, de feição neoclássica, delineada no século XIX pelo arquiteto milanês Giancarlo Magne. Inclui um núcleo museológico de Arte Sacra. O seu ex-libris é um órgão de tubos, o primeiro a existir na Figueira da Foz.
Fonte: CMFF
consola do órgão
Órgão da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco
Tubaria
Órgão da Igreja da Ordem Terceira
Igreja da Misericórdia de Buarcos
Igreja da Misericórdia de Buarcos
Localizada no centro da povoação de Buarcos, a Igreja da Misericórdia de Buarcos é um templo de fundação quinhentista que teve obras de remodelação posteriores, nomeadamente no que concerne aos programas decorativos interiores. O edifício desenvolve-se em planta retangular, com dois acessos ao interior. A fachada principal, que é precedida por adro de pedra com gradeamento, apresenta um modelo simples, de linhas chãs, onde se destaca o portal principal em arco rebaixado, emoldurado por friso e rematado por entablamento com motivo geométrico, sobre o qual foi aberto um nicho de gosto flamenguista, com volutas laterais e pináculos, encimada por um escudo real e esfera armilar. Ao centro foi colocada uma imagem quinhentista da Mater Misericordiae. A cada lado do nicho foram rasgadas duas janelas, já de gosto Barroco, que iluminam o coro-alto, e do lado direito ergue-se uma sineira, no mesmo material pétreo do portal. A meio da fachada lateral esquerda abre-se outra porta, de moldura retangular, ladeada por pilastras estriadas, cujo entablamento superior é decorado por motivos ao romano em relevo, já muito deteriorados. Sobre este foi edificado um nicho com frontão serliano, que se encontra vazio. O espaço interior, de nave única, apresenta um modelo especificamente utilizado na região do Baixo Mondego na segunda metade da centúria de Quinhentos, sendo evidentes as semelhanças com o templo da Misericórdia de Tentúgal. A Capela-mor foi substituída por um presbitério dividido em três tramos marcados por arcos de volta perfeita, ao qual se acede por escadas laterais, que alberga o retábulo-mor e dois altares laterais. [ Leia MAIS ]
Fonte: DGPC, Catarina Oliveira
Igreja Paroquialde Nossa Senhora da Conceição de Lavos
Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição de Lavos
Situada na povoação de Santa Luzia, esta igreja do século XVIII acolhe Nossa Senhora da Conceição, orago da freguesia de Lavos. Recebe também preces e louvores a Santa Luzia, de especial devoção no povoado. É, talvez, a igreja que mais sobressai dentre as congéneres paroquias do concelho, sobretudo pela profusão de elementos decorativos. A pia batismal, do século XVI, é feita em pedra de Ançã. Sobre o arco-cruzeiro, uma imagem, em madeira, de Santa Luzia, acolhe os fiéis. O retábulo principal e colaterais de estética Rococó, em madeira dourada e marmoreada datam do século XVIII. A Capela da Confraria do Santíssimo Sacramento tem a representação escultórica da Trindade, em calcário cromado do século XVI. Na Capela das Almas, destaca-se uma imagem, de roca, da Pietá. Da Capela-mor sobressai o retábulo e uma Santa colocada numa das edículas laterais. A padroeira está representada em tela, pintada por Pascoal Parente em 1789. Por fim referência ao órgão de talha dourada e marmoreada do século XVIII, no coro-alto.
Fonte: CMFF
Igreja Matriz de Maiorca
[ Igreja Paroquial ] [ São Salvador ]
Igreja Matriz de Maiorca
A primeira notícia da povoação de Maiorca reporta-se ao reinado de D. Sancho I. Foi a rainha D. Dulce que em 1194 doou este lugar, como couto, ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, dotando-o de foral. Desconhece-se a data da fundação da Igreja Matriz, dedicada a São Salvador. A atual estrutura foi edificada no século XVII, sendo composta pelos volumes da nave, com duas capelas laterais, o espaço da Capela-mor e a torre sineira. A fachada apresenta um modelo simples, rasgado por portal e encimado por uma janela. Ambas as aberturas têm molduras semelhantes, de gosto Barroco. Do programa decorativo interior destacam-se algumas peças quinhentistas, que terão subsistido da estrutura primitiva do templo, como o retábulo lateral da Capela do lado da Epístola, e algumas esculturas de vulto.
Fonte: DGPC, Catarina Oliveira
Igreja Matriz de Quiaios
[ Igreja Paroquial ] [ São Mamede ]
Igreja Matriz de Quiaios
Localizada no centro da povoação de Quiaios, a Igreja Paroquial é dedicada ao mártir São Mamede. Terá sido fundada na Idade Média. De planta retangular, resulta de distintas campanhas de obras executadas na época moderna. A primitiva edificação medieval tornou-se diminuta nas centúrias seguintes, pelo que em meados do século XVII foi realizada uma obra de ampliação, da qual subsiste a Capela-mor e o portal principal. Em finais do século XVIII a igreja seria novamente ampliada, refazendo-se o espaço da nave e o programa decorativo interior. Em 1893 foi executada a pintura de São Mamede que integra o retábulo-mor, do pintor conimbricense Luís Serra. A fachada principal, de linhas austeras, apresenta no primeiro registo o portal de moldura retangular com relevos de florões no lintel, e no segundo uma janela com moldura rematada por frontãoRococó. Do lado esquerdo do corpo da igreja ergue-se a torre sineira com relógio mecânico, vazada nas quatro faces e coroada com pequena cúpula bulbosa. O espaço interior, de nave única, apresenta alguns elementos decorativos de interesse, como o forro azulejar polícromo, o teto da nave, de madeira pintada, os retábulos colaterais e o principal, este último integrando uma pintura com a representação do santo padroeiro. No espaço destaca-se a Capela-mormaneirista, coberta por abóbada com caixotões de pedra.
Fonte: DGPC, Catarina Oliveira
Igreja Matriz de Santa Eulália de Ferreira-a-Nova
Em 2022 foi instalado e inaugurado um órgão holandês construído em 1971 para uma igreja próxima de Amesterdão (Países Baixos). Quando a igreja fechou em 2012, o mesmo regressou à oficina do construtor para revenda.
A Unidade Pastoral Figueira Rio informou que no domingo 15 de maio a comunidade teria a alegria de ouvir pela primeira vez o órgão de tubos holandês, com bênção no início da Eucaristia, presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes. Após a Eucaristia o organista Hélder Farinha deu o concerto inaugural, cujo programa contou com repertórioBarroco, maioritariamente de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Terminado o concerto inaugural seguir-se-ia um lanche convívio no jardim da casa paroquial.
Órgão de tubos de Santa Eulália de Ferreira-a-Nova, Figueira da Foz, créditos Samuel Monteiro
Igreja Paroquialdo Bom Sucesso
[ Nossa Senhora dos Remédios ]
Igreja Matriz do Bom Sucesso
A Igreja Paroquial de Bom Sucesso, localizada na freguesia do mesmo nome, foi edificada em 1781. Resultou da ampliação de uma antiga Capela onde se venerava a Nossa Senhora dos Remédios e onde eram enterrados os mortos da povoação. Em 1898 a Capela ficou com a figuração e medidas atuais e o cemitério passou a ser no exterior. A frontaria da Igreja, do século XIX, apresenta linhas de inspiração setecentista e o interior contém algumas peças de interesse.
Fonte: JFBS
Montra do órgão
Órgão da Igreja Paroquial do Bom Sucesso
consola do órgão
Órgão da Igreja Paroquial do Bom Sucesso
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/figueira-da-foz-lavos-igreja.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:43:592024-02-16 15:30:05Figueira da Foz e os seus órgãos de tubos
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Igreja Matriz de Condeixa-a-Nova
[ Igreja Paroquial ] [ Santa Cristina ]
Igreja Matriz de Condeixa-a-Nova
Erguida no século XVI por determinação de D. Manuel I, aquando da sua passagem pela vila, a Igreja de Santa Cristina veio substituir uma velha igreja existente no mesmo local. Se a construção da matriz ficou em grande parte a cargo do Mosteiro de Santa Cruz, os paramentos e ornamentação do edifício estiveram a cargo da população. O desenvolvimento da moagem e a riqueza agrícola da região favoreceram o financiamento da obra. Concluído provavelmente em 1543, o templo viria a ser saqueado e incendiado em 1811, aquando das invasões francesas. A sua reconstrução, em 1821, alterou-lhe o traçado conferindo-lhe o atual recorte Neoclássico. De características manuelinas encontram-se a pia batismal e a Capela-mor. De inspiração renascentista é a Capela de Santa Teresa e a do Senhor dos Passos. De Setecentos mantém-se o retábulo. Destaque ainda para os baixos-relevos de João Machado e João de Ruão, representativos da escola de Coimbra.
Fonte: CMC
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
Com municípios e entidades diversas, a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.
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Igreja Matriz de Ega
[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora da Graça ]
Igreja Matriz de Ega, Condeixa-a-Nova
A estrutura original do templo, sobretudo o programa decorativo, foi profundamente modificada na primeira metade do século XVI. Cerca de 1520 deu-se início à obra de reconstrução, dirigida pelo arquiteto Marcos Pires, edificador do claustro de Silêncio da Igreja de Santa Cruz de Coimbra. Esta primeira fase das obras originou um templo de planimetria longitudinal, com espaço interior de nave única, destacando-se no programa decorativo executado pelo mestre o portal principal e o arco triunfal do templo. Na década de 40 do século XVI a direção das obras de reconstrução da matriz passou para o arquiteto Diogo de Castilho. Da autoria do mestre biscainho é a Capela-mor e a abóbada de nervuras que a cobre. Em 1543 foi executado o retábulo do altar-mor, um tríptico que apresenta no painel central a representação de Nossa Senhora da Graça, padroeira da igreja, tendo como volantes a Conversão de São Paulo e a Queda de Simão Magno. Esta obra, da autoria de Gregório Lopes, foi mandada executar por D. Afonso de Lencastre, comendador de Ega, representado como o cavaleiro ajoelhado junto à Virgem na composição central do conjunto. Terá sido nesta época que foram executadas as pinturas a fresco quinhentistas que decoram o arco triunfal e a zona fundeira dos altares laterais, descobertas na década de 40 do século XX sob o revestimento azulejar seiscentista.
Fonte: DGPC, Catarina Oliveira
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/condeixa-a-nova-matriz-igreja_paulo-brandao.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:43:182024-11-13 23:18:44Condeixa-a-Nova e os seus órgãos de tubos
Cidade com um passado histórico, religioso e cultural riquíssimo, Coimbra é um dos concelhos com mais extenso portefólio de órgãos. De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Capela de São Miguel
Montra
Órgão da Capela da Universidade de Coimbra
A Capela de São Miguel da Universidade de Coimbra possui um órgão histórico de tipo ibérico.
Episódio 3 de “Órgãos de Coimbra à luz da Cultura Europeia”
Capela do Mosteiro de São Marcos
Capela do Mosteiro de São Marcos
A Capela do Mosteiro de São Marcos, freguesia de São Silvestre, possui um órgão de tubos histórico de autor desconhecido, do século XIX, restaurado em 1988, a expensas da Universidade de Coimbra.
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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Conservatório de Música de Coimbra
O órgão do Conservatório de Música de Coimbra foi inaugurado em 2024. Construído em 1957 e adquirido na Alemanha, o instrumento possui 1400 tubos. A sua aquisição foi possível graças a uma campanha de crowdfunding e ao apoio da Câmara Municipal de Coimbra.
O órgão permite que os alunos tenham uma aprendizagem mais completa, uma vez que o instrumento permite trabalhar todo o repertório desde o século XVII até à atualidade. O órgão, adquirido com o apoio de 10 mil euros da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, foi inaugurado, no Dia Mundial da Música (1 de outubro), pelo presidente da Câmara, José Manuel Silva, e pelo diretor do Conservatório, António Devesa.
O órgão, datado de 1957, possui 1400 tubos. Foi adquirido na Alemanha, em segunda mão, e custo da operação orçou os 39 mil euros, designadamente 20 mil euros pelo órgão e 19 mil pelo transporte e pela montagem, que demorou seis meses a ser concretizada. A CM de Coimbra apoiou esta operação com 10 mil euros.
Órgão do Conservatório de Música de Coimbra
Órgão do Conservatório de Música de Coimbra, consola
Créditos fotográficos: Câmara Municipal de Coimbra | Nuno Ávila
Igreja da Graça
Igreja de Nossa Senhora da Graça
A Igreja de Nossa Senhora da Graça, também conhecida por Igreja do Colégio da Graça, possui um órgão de tubos.
Igreja da Misericórdia de Coimbra
Igreja da Misericórdia de Coimbra
Montra do órgão
Órgão da Igreja da Misericórdia de Coimbra
Igreja da Rainha Santa Isabel
Igreja da Rainha Santa Isabel
Igreja de São Salvador
Igreja de São Salvador
Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Igreja de Brasfemes
Igreja Matriz de Brasfemes
A Igreja Paroquial de Brasfemes possui um órgão de tubos.
Igreja de Eiras
Igreja Matriz de Eiras
A Igreja Paroquial de Eiras possui um órgão de tubos.
Igreja de Santa Clara
A Igreja Matriz de Santa Clara, ou Igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, possui órgãos de tubos no coro alto.
No coro baixo a Igreja de Santa Clara possui dois órgãos positivos Manoel Benito Gomes, 1745 (Tratado 2 de Geometria Practica, de Antonio Pedro de Mello).
Órgão positivo
Órgão do coro baixo da Igreja de Santa Clara
Igreja de Santa Cruz
A Igreja Matriz de Santa Cruz, Igreja do antigo mosteiro de Santa Cruz (de crúzios) possui em tribuna própria um órgão [ I ; 3 (26+29) ], de Heitor Lobo / Manuel Benito Gomes (Herrera) construído em 1531/1724, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, em 2008, opus 51.
Órgão em tribuna própria
Órgão da Igreja do Mosteiro de Santa Cruz
Possui outro órgão na balaustrada do coro alto.
Órgãos da tribuna e da balaustrada
Órgãos da Igreja do Mosteiro de Santa Cruz
Episódio 2 de “Órgãos de Coimbra à luz da Cultura Europeia
Na balaustrada do coro alto, a Igreja de São Bartolomeu apresenta um órgão ibérico.
Montra
Órgão da Igreja de São Bartolomeu
Possui também um órgão positivo na nave.
Sé Nova
Sé Nova
Em tribuna do lado do Evangelho, a Sé Nova de Coimbra dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico, restaurado em 2000 por António Simões.
Montra
Órgão da Sé Nova de Coimbra
No lado do Evangelho, possui também um órgão positivo
Episódio 1 de “Órgãos de Coimbra à luz da Cultura Europeia”
Seminário Maior de Coimbra
Seminário Maior de Coimbra
A Igreja do Seminário Maior de Coimbra, da Sagrada Família, dispõe de um órgão histórico da autoria de João Fontanes Maqueira, construído em 1762, restaurado em 2003 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.
Órgão histórico
Órgão da Igreja do Seminário Maior de Coimbra
O Salão São Tomás de Aquino, Órgão da Escola Diocesana de Música Sacra, dispõe de órgão de um teclado manual e pedaleira com acoplamento construído por Ludwig Frank em 1980, remontado por António Simões em 2004.
Órgão positivo
Órgão da Escola Diocesana de Música Sacra
Dr. J.A. Campos
Para o Dr. J.A. Campos, António Simões construiu em 1989 um órgão.
FOI NOTÍCIA
Do projeto de aquisição de um órgão de tubos para a Sé velha de Coimbra
O Jornal de Notícias, noticiava, a 31 março 2007:
O projecto para “restituir a dignidade à Sé Velha de Coimbra” começa com a aquisição de um órgão de tubos, cujo concurso internacional deverá ser lançado ainda este ano, mas não se fica por aí. João Evangelista, pároco da Sé Velha, admite criar ali uma escola de música e quer ver o templo reconhecido como “Santuário de excepção”, no contexto regional e nacional, nomeadamente com a dotação de um guia turístico devidamente credenciado para prestar informações, que vão muito para além das serenatas dos postais, aos 70 mil turistas que anualmente a visitam.
“Somos pressionados por 70 mil turistas e o que damos é muito pouco. É uma vergonha não podermos dar aos turistas um roteiro digno desta casa”, afirmou, à medida que, a par da arquitectura, ia explicando a simbologia, do retábulo, do século XV, aos túmulos de 19 bispos, bem como o do pecador arrependido que quis ficar sepultado à entrada da Sé, redimindo-se ao permitir que o pisem por vários séculos.
João Evangelista quer dar a conhecer os 850 anos de história da Sé Velha a turistas, mas, com a aquisição do órgão de tubos e a elaboração de um projecto dinamizador, pretende também atrair os conimbricenses, que, depois da retirada do estatuto de catedral da cidade, em 1772, se afastaram daquele Santuário.
“O problema é haver gente que não sabe que existe uma Sé Velha. Por isso queremos abri-la nos vários domínios. Ela merece ser conhecida, ser integrada na cultura da cidade”, afirmou, pedindo, para isso, apoio de várias entidades.
“A dignificação da catedral de Coimbra é, pois, um serviço à cultura, como a urbanização, os acessos, as placas indicativas, a reparação do claustro, o guarda-vento, o tratamento da pedra e outras pertinentes melhorias que escapam à nossa capacidade de execução, mas exigem a nossa melhor cooperação com as entidades culturais, com os serviços do Estado e camarários”, referiu, sublinhando esperar que, em um ano, o projecto esteja, pelo menos, “totalmente definido”.
Ligação à Universidade
A Sé Velha de Coimbra é, desde 2002, classificada, pela Igreja, como catedral histórica, mas este é um título que, para João Evangelista, não tem sido reconhecido pela cidade e, em particular, pela Universidade de Coimbra (UC). O pároco, que sublinha o acolhimento da “incipiente UC” pela Sé em 1308, lamenta que a própria universidade não estude e divulgue mais “aquela pré-história em que se desenvolveu na base desta casa”. E, no seu entender, esta ligação da UC à Sé Velha seria uma mais-valia no dossiê de candidatura da UC a Património Mundial, que deverá ser apresentado à UNESCO em 2012.
Tânia Moita, Jornal de Notícias, 31 Março 2007
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/coimbra-se-nova.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:42:312026-07-04 14:38:53Coimbra e os seus órgãos de tubos
De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:
Igreja Matriz da Pocariça
A Igreja Matriz da Pocariça foi construída em 1618, dedicada a S. Tiago. Admite-se que a primitiva construção terá ocorrido em meados do século XVII (1674), tendo depois conhecido profundas obras de remodelação em 1786 e no século XX. O corpo da igreja é particularmente valioso em termos patrimoniais, destacando-se a cobertura apainelada pintada com motivos Rococó, o teto da Capela-mor com uma abóbada de pedra decorada com quartões octogonais ornamentados, as capelas colaterais, o retábulo principal e os dois anjos barrocos de grandes dimensões.
Igreja Matriz da Pocariça
A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição da Pocariça possui um órgão de tubos.
Igreja Matriz de Ançã
Igreja Matriz de Ançã
Dedicada a Nossa Senhora do Ó ou da Expectação, a Igreja Matriz de Ançã possui uma fachada de grande imponência, datada de 1812, e rica pelo aspeto arquitetónico e enquadramento paisagístico; arcos de entrada das capelas laterais de grande beleza arquitetónica e decorativa; retábulo principal em pedra de Ançã, raro no seu tempo. Seiscentista é também o corpo da igreja, com três naves separadas por duas arcadas com colunas de ordem dórica. Um coro-alto ocupa o primeiro dos tramos. A cabeceira é formada por Capela-mor com abóboda às quartelas e possui um rico retábulo concheado, em pedra, no qual foram colocadas esculturas mais antigas. No alto do camarim, vê-se uma belíssima imagem da Senhora com o Menino, do século XV, e nos intercolúnios, um S. Pedro e um S. Paulo quinhentistas, estilisticamente próximos das obras de João de Ruão, em meados do século XVI. Possui a igreja um conjunto notável de capelas, quer as colaterais quer as que se abrem nos flancos das naves, obras cujas construções decorreram entre os séculos XVI e XVIII. Abrigam retábulos maneiristas e barrocos. Da imaginária, para além das já citadas, há a salientar um grande calvário seiscentista.
Fonte: CMC
A Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Ó de Ançã possui um órgão de tubos. Esteve incluída no Ciclo Jovens Organistas, promovido pela Associação Musical Pro Organo (AMPO), nas Igrejas da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, Aradas, Vagos, Albergaria-à-Velha, Mafra, Ançã e Museu de Santa Joana de Aveiro.
Igreja Matriz de Murtede
Igreja Matriz de Murtede
A Igreja Matriz de Murtede é um edifício de arquitetura religiosa de tipo Neoclássico rural com poucos adornos. O interior possui retábulos e esculturas de pedra, e o pavimento é composto por grandes blocos de calcário. Pinturas a fresco representam santos e almas no purgatório. A igreja tem belos vitrais que representam a Cruz Divina, e cinco altares com várias imagens como a de São Martinho, século XVI, Santo António XV, Nossa Senhora da Piedade, século XV, Santo Amaro, São Sebastião, a Virgem com o Menino, Nossa senhora do Rosário, São Francisco, São Martinho Bispo, o menino Jesus de Praga, Sagrado Coração de Jesus, São Jorge e a Rainha Santa Isabel. A Igreja tem um retábulo simples onde se encontra uma glória solar, um importante elemento decorativo do ponto de vista iconográfico.
Fonte: CMC
A Igreja Paroquial de São Martinho de Murtede possui um órgão de tubos.
Igreja Matriz de Covões
Igreja Matriz de Covões
A Igreja Matriz de Covões é uma construção do século XVIII que substituiu uma anterior edificada na centúria de Quinhentos. No exterior, só o portal e a torre sineira quebram a monotonia das linhas direitas. No interior, destacam-se o colorido e movimento do Barroco. Os retábulos seguem o tipo setecentista, embora sejam já do século XIX. No principal, à esquerda, vê-se a magnífica escultura de Santo António, padroeiro, executada por João de Ruão, em 1558. Conserva este templo outras imagens de interesse, nomeadamente as que evocam S. Brás, S. Sebastião e S. João, todas quinhentistas. Do século seguinte, é o retábulo de pedra que foi colocado na Capela do flanco esquerdo, com vários quadros alusivos à Vida e Paixão de Cristo.
Fonte: CMC
A Igreja Paroquial de Santo António possui um órgão António Xavier Machado e Cerveira, de um manual [ I; (6+8)], construído em 1795, opus 47, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria em 2016, opus 69.
Reciclanda
FOI NOTÍCIA
Texto AACCC – Associação de Arte e Cultura do Concelho de Cantanhede, portal da Freguesia de Covões
O órgão de tubos existente na Paróquia de Covões foi construído pelo organeiro António Xavier Machado e Cerveira, no ano de 1795 e com o número de ordem #46.
O mais notável organeiro português e que maior quantidade de trabalho produziu. Era irmão consanguíneo do grande escultor em madeira, Manuel Machado de Castro e filho de outro organeiro e escultor em madeira, Manuel Machado Teixeira ou Manuel Machado Teixeira de Miranda.
Órgão de armário com as portadas abertas
Órgão da Igreja Matriz de Covões
Placa do organeiro
Órgão da Igreja Matriz de Covões
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/cantanhede-anca-matriz-igreja.jpg384384António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:39:482024-11-08 20:34:24Cantanhede e os seus órgãos de tubos
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Igreja da Misericórdia de Arganil
[ de Santa Isabel ]
Igreja da Misericórdia
Localizada no centro da vila, a Igreja da Misericórdia de Arganil é um edifício de planta irregular, implantado no ângulo das ruas da Misericórdia e Condessa das Canas. Fundado na segunda metade de Setecentos, o templo apresenta um programa híbrido, com estrutura exterior barroca e espaço interior já Rococó, resultante de uma extensa campanha construtiva que se arrastou pelo século XIX. Na fachada principal destaca-se o portalBarroco, concebido em conjunto com a janela do coro alto, numa composição una que se prolonga ainda pelo brasão de armas da Misericórdia, patente no tímpano do frontão contracurvado. Estes elementos são complementados por apontamentos decorativos oitocentistas, como os fogaréus, a grade da varanda, e o remate da torre sineira.
O interior, de nave única, apresenta também uma dicotomia na ornamentação. O retábulo-mor, de talha dourada, remonta ao último quartel do século XVIII, tal como os retábulos colaterais, pintados de branco e com concheados, que se encontram implantados na diagonal, junto ao arco triunfal, numa solução que confere dinâmica ao espaço. As restantes obras de talha, nomeadamente a balaustrada do coro alto, o púlpito e a varanda do órgão, são já do final do século XIX.
Fonte: DGPC, Catarina Oliveira
Órgão inglês [ I;2 (10+10) ], c. 1900, montado em 1902 por J. Linhares, de 1 teclado para as 2 secções (54 notas), restaurado pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, em 1998, opus 23.
Igreja do Convento de Santo António de Vila Cova de Alva
Igreja de Santo António
De fundação setecentista, o convento de Santo António de Vila Cova de Alva foi edificado entre 1713. Os primeiros religiosos chegaram em 1712, instalando-se em casas próximas para orientar os trabalhos do novo edifício. Estas, decorreram céleres, cabendo a concepção do projecto a João Coelho coluna, um frade ou leigo, natural de Alvite, que se encontra sepultado sob a galilé. O edifício, que já havia sofrido fortes danos com as Invasões Francesas, foi vendido em hasta pública no ano de 1841, tendo sido, a partir de então, objeto de remodelações constantes que o descaracterizaram profundamente. O claustro, com cinco vãos e muro a suportar a colunata de capitéis toscanos e arquitrave, conserva a sobriedade original, apesar da adulteração do segundo registo, fechado por janelas.
A igreja, de planta cruciforme, conserva, no interior, o esplendor da talha dourada que caracterizou os espaços barrocos no nosso país, contrastando vivamente com a austeridade própria da Ordem, bem visível da arquitetura depurada do conjunto conventual. A fachada, em empena de cunhais rusticados rematados por pináculos, é aberta por um arco abatido, também rusticado, sobrepujado pelo janelão do coro, e por um óculo. O portal, de verga reta, exibe, sobre a cornija, um nicho decorado por enrolamentos. No interior, a austeridade arquitetónica, com cornija na nave, arcos de volta perfeita a marcar o transeptoarco triunfal também de volta perfeita, e restantes vãos de verga reta é equilibrada pelos altares colaterais, de talha dourada de Estilo Nacional, pelas sanefas que rematam as imagens sobre o arco triunfal, pelas pinturas deste último, e pelo imponente retábulo-mor, da mesma época. No coro-alto destaca-se o cadeiral de duas ordens, em talha. Na cerca conventual conservam-se várias fontes e bicas de água, que convidavam à meditação e repouso.
Fonte: DGPC, Rosário Carvalho
Igreja Matriz de Arganil
[ Igreja Paroquial ] [ S. Gens ]
Igreja Matriz de Arganil
O edifício atual da Igreja Matriz de Arganil provém de finais do século XVII. A parte mais antiga é a Capela dos Fonsecas. A frontaria, de cunhais apilastrados e linha da empena de cantaria de granito, tem portal retangular dominado por um nicho e um óculo poligonal. O corpo é de cobertura apainelada que contém em cada painel uma pintura hagiográfica, de execução artificial, de autoria de Oliveira Trovão, mandada executar em 1762 por três irmãos padres da vila: Manuel Veloso de Paiva, José de Almeida Veloso e António da Silva Veloso. O retábulo principal é do fim do século XVII, com reformas posteriores. À esquerda encontra-se a Capela instituída pelo capitão-mor da Vila, Pêro da Fonseca, cujo terreno foi demarcado em 1658. Encontram-se nesta Capela duas esculturas de madeira do século XVII: a Senhora da Conceição e S. Pedro. A Capela do Sacramento (do mesmo lado) é da primeira metade do século XIX. Aí se encontram duas imagens setecentistas de S. Francisco e Santo António. A torre encontra-se separada da Igreja e num nível mais elevado sendo, por isso, um motivo urbanístico muito interessante.
Fonte: CMA
Igreja Matriz de Coja
[ Igreja Paroquial ] [ São Miguel ]
Igreja Matriz de Coja
A Igreja Matriz de Coja tem como orago S. Miguel. É um edifício de arquitetura religiosa de linhas setecentistas que deve ter sido reconstruída no século XIX. A linha da frontaria é funda e elegantemente recortada. O retábulo principal (1881) e os colaterais (1893), em linhas setecentistas, são do entalhador da Cerdeira, José Gonçalves de Abreu. As imagens de Santa Catarina e S. Sebastião são esculturas medievais em pedra. Outras imagens vieram de conventos ou colégios universitários de Coimbra. São imagens em madeira do século XVII.
Fonte: CMA
Pormenor da montra do órgão
Órgão da Igreja Matriz de Arganil
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/arganil-vila-cova-de-alva-convento.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:39:212024-12-05 17:05:47Arganil e os seus órgãos de tubos
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Capela do Sagrado Coração de Jesus
órgão Barroco
Capela do Sagrado Coração de Jesus
Classificada como Imóvel de Interesse Público, a Capela do Sagrado Coração de Jesus de Torre de Moncorvo é uma Capela barroca que pertenceu à casa da família Carneiro de Vasconcelos. A fachada possui ao centro o símbolo do Sagrado Coração de Jesus. A encimá-lo um óculo com moldura em forma de cruz grega. Interiormente, o imóvel possui espólio de grande valor artístico: dois retábulos em talha barroca; a abóboda composta de quatro painéis pintados de evocação ao orago da Capela; os lambrins possuindo frescos inscritos em molduras de concheados com cenas alusivas aos peregrinos de Santiago de Compostela, bem como figurações de gosto renascentista; o coro alto, onde se encontra um pequeno órgão em talha dourada de grande valor artístico.
Igreja Matriz de Torre de Moncorvo
[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora da Assunção ]
Igreja Matriz de Torre de Moncorvo
A construção da Igreja Matriz de Torre de Moncorvo (Monumento Nacional) iniciou-se na primeira metade do séc. XVI, prolongando-se até aos primeiros anos do século seguinte. Na fachada principal destaca-se a torre saliente que transmite um acentuado sentido de elegância ao edifício, e o belo pórtico de estilo renascença. Possui lateralmente, dois corpos salientes: a sacristia, a norte; e um alpendre junto ao pórtico sul. De realçar ainda um belo conjunto de esculturas, nomeadamente, os anjos que coroam o topo da igreja, sobre o altar-mor, bem como as gárgulas que se encontram ao nível da cornija.
O interior encontra-se organizado segundo o esquema das “igrejas-salão” com três naves, sendo os cinco tramos destas abobadados à mesma altura. A Capela-mor de forma retangular é destacada do corpo principal: possui um retábuloBarroco de talha dourada dos meados do séc. XVIII; nas paredes laterais da mesma encontram-se frescos representando a Anunciação e a Última Ceia.
A Capela-mor é ladeada por dois absidíolos em semicírculo: a Capela do Santíssimo Sacramento e a Capela das Chagas. A primeira apresenta um retábulo com vários painéis alusivos à vida e paixão de Cristo, bem como esculturas dos evangelistas e doutores da Igreja. É de realçar o tríptico flamengo alusivo à sagrada parentela de Santa Ana, bem como o gradeamento em ferro forjado. Na Capela das Chagas encontra-se uma composição de altares provenientes da igreja do antigo convento de S. Francisco. Nas paredes laterais encontram-se 4 altares do estilo Barroco tardio, alusivos a: Sagrada Família, Santo Cristo ou S. Pedro e S. Paulo, Nossa Senhora da Assunção e Almas do Purgatório. No batistério é de realçar o Santo Cristo, S. João Evangelista e Maria Madalena, de aspeto flamengo.
A sacristia é abobadada com nervuras de traça manuelina. O altar, proveniente do corpo da igreja, é atribuível ao séc. XVII. A Igreja possui ainda um valioso órgão, localizado no coro, bem como um numeroso património móvel, cujas peças mais relevantes se encontram em exposição no Museu de Arte Sacra de Torre de Moncorvo.
Fonte: CMTM
Órgão histórico da autoria do organeiro bracarense José António de Sousa, 1788, restaurado por João Sampaio (filhos) Lda, restaurado em 2016 pela firma Acitores Organería y Arte, S.L. / Atelier Samthiago.
Igreja Matriz de Torre de Moncorvo
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/torre-de-moncorvo-matriz-igreja.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:38:352024-12-14 19:38:10Torre de Moncorvo e os seus órgãos de tubos
Órgãos de tubos do concelho de Miranda do Douro [1]
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Sé de Miranda do Douro
Concatedral de Miranda do Douro
Elevada a antiga vila de Miranda à categoria de cidade e de sede de diocese em 1545, o projeto da Catedral apareceu em 1549, e as obras iniciaram-se em 1552 sob a direção de Gonçalo de Torralva e Miguel de Arruda. O projeto insere-se na tipologia de Sés mandadas construir por D. João III, com uma fachada harmónica – em que um corpo central é ladeado por duas poderosas torres -, e um interior em três naves abobadadas à maneira gótica, com cruzaria de ogivas de nervuras visíveis.
O retábulo-mor é já uma obra seiscentista, terminada em 1614, e deve-se ao trabalho de Gregório Fernández, mestre galego radicado em Valladolid e responsável por uma oficina bastante ativa durante o período maneirista. Igualmente digno de nota é o retábulo de Nosso Senhor da Piedade, em talha barroca de boa qualidade, e o órgão do século XVIII, de igual modo profusamente decorado com talha dourada.
A história da cidade foi bastante atribulada, pela sua condição de fronteira. Em 1710, por exemplo, caiu em poder espanhol e novamente em 1762. Terá sido esta ocupação estrangeira o motivo principal para a mudança do bispo para Bragança, cidade menos exposta a ameaças externas. Esta posição do titular da diocese e respetivo cabido deu início à decadência de Miranda enquanto sede episcopal. D. José dividiu o território entre Bragança e Miranda, mas a evidente pobreza deste espaço fez com que o bispado se instalasse definitivamente em Bragança, em 1780, intitulando-se Diocese de Bragança e Miranda.
À semelhança da cidade, também a antiga Sé de Miranda do Douro acompanhou a decadência da localidade, e não se vislumbraram obras significativas na igreja nos últimos séculos.
Fonte: IPPAR / IGESPAR
No coro alto encontra-se umórgão histórico de tipo ibérico da autoria de Geraldo Vieira Porto em 1696, restaurado por António Simões em 1995, a expensas do IPPAR.
Montra do órgão Barroco
Órgão da concatedral de Miranda do Douro
Manúbrios da direita
Órgão da concatedral de Miranda, de Geraldo Vieira Porto, 1696, créditos Paulo Meirinhos
Manúbrios da esquerda
Órgão da concatedral de Miranda, de Geraldo Vieira Porto, 1696, créditos Paulo Meirinhos
Tubos
Órgão da concatedral de Miranda, de Geraldo Vieira Porto, 1696, tubos, créditos Paulo Meirinhos
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/miranda-concatedral.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:38:042024-12-14 23:10:48Miranda do Douro e os seus órgãos de tubos
Órgãos de tubos do concelho de Freixo de Espada à Cinta [1]
De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:
Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta
[ Igreja Paroquial ] [ São Miguel ]
Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta
A Igreja Matriz de Freixo de Espada à Cinta é uma Igreja Paroquial do tipo igreja salão manuelina, com três naves à mesma altura cobertas por abóbada de nervuras, e cabeceira tripla escalonada. Apresenta contrafortes diagonais nos cunhais, do tipo da Igreja de Santa Maria de Belém (Lisboa) e da Igreja Matriz de Arronches. No interior, destacam-se os retábulos de talha dourada, sendo o mor de Estilo Nacional.
Possui um órgão histórico.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/freixo-de-espada-a-cinta-matriz-igreja.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:37:182024-12-20 21:28:36Freixo de Espada à Cinta e os seus órgãos de tubos
Numa cidade com três órgãos, inclusive a Sé (inaugurado a 19 de dezembro de 2021), o Conservatório de Música e Dança de Bragança possui a disciplina de Órgão, de que é professor Tadeu Filipe, que obteve a Licenciatura em Ensino de Música da Universidade de Aveiro (área específica Órgão) sob a orientação de Domingos Peixoto, bem como o Curso de especialização do Mestrado em Música na mesma Instituição sob a regência de Edite Rocha.
Igreja e Convento de São Francisco
[ Arquivo Distrital e Biblioteca Pública de Bragança ]
Igreja e Convento de São Francisco, Bragança
A chegada dos franciscanos a Bragança ocorreu provavelmente em meados do século XIII.
Nas obras efetuadas em 1982 foi descoberta uma pequena cripta que continha um túmulo assente sobre leões, uma peça que, pela sua simplicidade e austeridade, foi datada da época de fundação do convento, apesar de ter sido reaproveitada para outra tumulação no século XVII. A existência do cenóbio já se encontra atestada em 1271, ano em que D. Afonso III deixou cinquenta libras aos frades menores brigantinos.
O conjunto é composto por igreja e núcleo conventual, implantado no lado esquerdo da mesma. A igreja de planta longitudinal, composta por nave antecedida por galilé, com duas capelas laterais salientes e Capela-mor mais estreita, possuindo coberturas internas diferenciadas de duas águas. As fachadas dispõem de cunhais apilastrados, sendo os da frontaria coroados por pináculos. A fachada principal é terminada em empena, datável do século XVII, rasgado ao centro por galilé em arco de volta perfeita (tendo no interior o portal axial, de perfil contracurvo) e por janelão retilíneo. No lado esquerdo, integra a torre sineira, de dois registos, o superior com sineira em arco de volta perfeita em cada uma das faces.
Aqui funciona desde 1985 o Arquivo Distrital de Bragança.
Possui um órgão histórico.
Reciclanda
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Sé de Bragança-Miranda
A Catedral da Diocese de Bragança-Miranda conta, desde 2021, com “um grande órgão sinfónico” composto por 3 117 tubos, 64 registos sonoros e 100 comandos distribuídos numa consola de quatro teclados e pedaleira.
“Construído em Itália, pela Casa Organaria Zanin Organi sas di Zanin Francesco e C., de Codroipo, o órgão sinfónico da Catedral de Bragança resulta de um projeto cofinanciado pela operação «NORTE-04-2114-FEDER-000061», denominada «Rota das Catedrais a Norte», numa articulação da Direção Regional da Cultura do Norte, do Município de Bragança e da Diocese de Bragança-Miranda”, realçou uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
“Este desafio do órgão, integrado na Rota das Catedrais, constitui um valor acrescentado para o inestimável património da cidade e diocese de Bragança-Miranda”, afirmou o bispo D. José Cordeiro em declarações aos jornalistas. Destacou ainda que o órgão sinfónico vai servir “não só a liturgia mas também a cultura”, num “diálogo de culto, cultura, catequese e caridade” que a catedral aponta para o bem integral e da pessoa humana.
“Bragança tem vindo a afirmar-se como cidade cultural e este equipamento vem nessa senda, para nos afirmarmos cada vez mais. Faltava um equipamento na área da música. Este iniciou num projeto há três anos que pretende valorizar esta catedral”, disse presidente do município de Bragança, Hernâni Dias.
A Diretora Regional de Cultura Norte, Laura Castro, salientou a “última etapa da rota das Catedrais” com esta intervenção na Catedral da Diocese de Bragança-Miranda. “É fundamental pensar nos órgãos como recursos culturais, de dimensão litúrgica e sacra que se faz ouvir, mas recursos culturais. E o norte do país está a ficar com um conjunto extraordinário de órgãos restaurados e a motivar ciclos de música em várias cidades. O ideal é que se estruturem em rede para tirar partido dos investimentos neste locais”, referiu.
A construção do órgão teve início no primeiro semestre de 2018 e os trabalhos de montagem e de afinação, no coro alto da Catedral, começaram no início de setembro de 2021. No domingo, 19 de dezembro foi celebrada uma eucaristia solene presidida por D. José Cordeiro, na qual, através de rito litúrgico próprio, se benzeu o órgão. Às 19h00, teve lugar o concerto inaugural com o organista titular, o italiano Giampaolo Di Rosa.
Fonte: LFS/Ecclesia
Órgão Sinfónico Zanin da Sé de Bragança-Miranda, créditos Tadeu Filipe
A 17 de janeiro de 2022 foi divulgado nas redes sociais um acordo de colaboração entre a Fundação “Os Nossos Livros” e a Diocese de Bragança-Miranda, visando a utilização do órgão sinfónico da Catedral de Bragança pela classe de Órgão do Conservatório de Música e Dança de Bragança. Pela Classe de Órgão deste conservatório já passaram, desde a sua criação, 42 alunos, sendo frequentada no presente ano letivo por 18 alunos. A utilização do órgão sinfónico destinar-se-á a ensaios, audições de final de período letivo, concertos, classes de aperfeiçoamento, visitas de estudo, intercâmbio com outras escolas de ensino de música, ciclos de música sacra, entre outras atividades de cariz pedagógico.
Sé velha de Bragança
Sé velha de Bragança
Órgão histórico
Enquadramento
Órgão da Sé velha de Bragança
caixa do órgão
Órgão da Sé velha de Bragança
Cai do órgão
Órgão da Sé velha de Bragança
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/braganca-se-velha.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-11-23 21:36:382025-04-21 22:37:58Bragança e os seus órgãos de tubos
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