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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Igreja Matriz de Ílhavo
Músicas no Concelho

Ílhavo e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Ílhavo [3]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Paroquial da Costa Nova do Prado

[ Nossa Senhora da Saúde ]

Igreja Matriz da Costa Nova do Prado

Igreja Paroquial da Costa Nova do Prado

Localizada na freguesia da Gafanha da Encarnação, ao lado da antiga igreja, conhecida por Capela de Nossa Senhora da Saúde, no areal junto à praia, foi erguida uma nova igreja. A antiga já não oferecia condições de recolher um elevado número de fiéis. Foi construída em forma hexagonal, tendo no seu interior grandes painéis de azulejo e uma única imagem, a da padroeira, Nossa Senhora da Saúde. Foi inaugurada a 30 de abril d 2000.

A igreja enriqueceu-se com um órgão de tubos que tem possibilitado a realização de concertos de Música Sacra, interpretados por vários organistas nacionais e estrangeiros.

Montra do órgão

Órgão da Igreja da Costa Nova

Órgão da Igreja Paroquial da Costa Nova

Fonte: CMI

Órgão Alexander Schuke, 1978, de dois teclados manuais e pedaleira, com acoplamentos, transferido para a igreja em 2001.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Igreja Matriz de São Salvador de Ílhavo

[ Igreja Paroquial ] [ São Salvador ]

Igreja Matriz de Ílhavo

Igreja Matriz de Ílhavo

Consagrada a São Salvador, a atual Igreja Matriz de São Salvador de Ílhavo data dos finais do séc. XVIII. Está localizada no centro da cidade de Ílhavo, junto ao Jardim Henriqueta Maia. A sua primeira pedra foi lançada a 3 de outubro de 1774, tendo sido benzida e inaugurada em 1785. Esta igreja foi considerada, na altura, a melhor do bispado de Aveiro. As suas obras foram patrocinadas quase totalmente pelo povo, exceptuando a Capela-mor, que foi custeada pelo prior. Sofreu várias obras de restauro ao longo destes dois séculos, tendo a última ocorrido no ano de 2002.

Fonte: CMI

Igreja Paroquial da Praia da Barra

[ Sagrada Família ]

Igreja Matriz da Praia da Barra

Igreja Paroquial da Praia da Barra

Situada na freguesia da Gafanha da Nazaré, a igreja da Sagrada Família da Praia da Barra foi inaugurada em 1987, dado que a pequena Capela de S. João, situada junto ao farol, se revelava insuficiente para as necessidades da Paróquia. É uma construção moderna, na qual é notória a falta de unidade arquitetónica, pois foi alvo de intervenções de vários projetistas, o que se verifica pela heterogeneidade do conjunto. Apresenta planta centrada de base quadrada sob a diagonal. A entrada principal é marcada por dois corpos laterais que sobem em forma de mãos erguidas. O batistério é acentuado por um corpo cilíndrico, no topo do qual uma estrutura em forma de cruz.

Fonte: CMI

Enquadramento no coro alto

Ílhavo

Órgão da Igreja Paroquial da Praia da Barra

Montra

Órgão da Igreja da Praia da Barra

Órgão da Igreja Paroquial da Praia da Barra

consola do órgão

Órgão da Igreja da Praia da Barra

Órgão da Igreja Paroquial da Praia da Barra

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/ilhavo-matriz-sao-salvador.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 22:30:392024-10-30 17:45:07Ílhavo e os seus órgãos de tubos
Igreja Matriz de EspinhoDaniel Ferreira
Músicas no Concelho

Espinho e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Espinho [2 ]

De Espinho temos informação de um órgão moderno alemão da autoria de Georg Jann, na Igreja Matriz, e um órgão histórico na Capela de Santa Maria Maior.

De Espinho é natural o organista Daniel Ricardo de Pinho, residente em Regensburg, na Alemanha. Daniel Ricardo de Pinho iniciou os estudos musicais, de forma particular, com a professora Susana Vilar e, mais tarde, ingressou no Conservatório de Música do Porto e frequentou o Curso de Órgão. Tendo concluído a licenciatura na Universidade de Aveiro, ingressou em 2018 no Mestrado em Teoria Musical e Composição na HfKM, sob a orientação de Richard Beyer, apresentando como tema de dissertação “Forma, Estrutura e Estilística na obra para órgão sem cantus firmus de Dietrich Buxtehude”.

Capela de Santa Maria Maior

Capela de Santa Maria Maior

Capela de Santa Maria Maior

Edificada na Rua 8, freguesia de Espinho, foi mandada construir pelo facto da antiga Capela dos Galegos ser pequena e não satisfazer as necessidades espirituais da população. Foi aberta ao culto em 1873. Sofreu ampliações laterais na Capela-mor para se obter mais espaço. Os retábulos interpretam motivos tradicionais e existem duas grandes esculturas de S. Francisco e Santa Rita de Cássia que aparentam ser obras setecentistas reformadas. É um local bem conservado e onde existe um grande culto religioso dedicado a Nossa Senhora da Ajuda. Iconograficamente, a Santa está representada por uma mulher de cabelos castanhos compridos, com véu branco transparente e uma coroa sobre a cabeça; veste uma túnica cor-de-rosa e um manto azul sobre o ombro esquerdo. Os pés estão calçados com umas sandálias e pousam sobre uma nuvem branca, que se encontra num barco que se está a afundar. Na mão esquerda, segura o Menino Jesus e, na direita, a ponta de uma corda que lança ao barco.

Fonte: Visit Espinho

Órgão positivo de armário no coro alto

Órgão positivo de armário da Capela de Santa Maria Maior

Órgão positivo da Capela de Santa Maria Maior

No coro alto está localizado um órgão de um teclado manual [ I; (5+6)], de construtor desconhecido, no século XIX,  restaurado pela Oficina e Escola de Organaria em 1993, opus 6.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Igreja Matriz de Espinho

[ Nossa Senhora da Ajuda ]

Igreja Matriz de Espinho

Igreja Matriz de Espinho

Dedicada a Nossa Senhora da Ajuda, o seu projeto deve-se ao arquiteto Adães Bermudes, nos últimos anos da década 20, do século XX. Segue o tipo neo-românico da segunda metade de Oitocentos que, em Portugal, se prolongou. É um templo de vastas dimensões, apresentando grande unidade de estilo. No exterior, destaca-se, dos elementos neo-românicos, uma larga e decorativa torre, que confere certa imponência ao conjunto. O interior dispõe-se numa só nave, antecedida de um átrio. A Capela-mor, de forma retangular, é envolvida pelas sacristias. De considerar pelo seu valor artístico, o Cristo Crucificado de madeira polícroma, obra notável do escultor António Teixeira Lopes. Serve-lhe de fundo uma tela, representando as almas do purgatório, assinadas por Joaquim Lopes. As imagens exteriores são em granito e foram esculpidas por António Cardoso. As imagens cimeiras frontais representam, à esquerda, a Fé e, à direita, a Esperança. A Igreja Matriz possui duas imagens da Nossa Senhora da Ajuda, Santa Padroeira; a maior encontra-se no terceiro retábulo do lado do Evangelho e está ladeada pelo Menino Jesus, à esquerda, e pela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, à direita. Na Capela -mor também tem uma pequena imagem da Padroeira sobre o trono eucarístico.

No coro alto da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, também designada Igreja Matriz de Espinho, encontra um órgão de dois teclados manuais e pedaleira com acoplamentos [ II+P; 20 ] construído em 1990 por Georg Jann, manutenção pela Oficina e Escola de Organaria em 1994, opus 8.

coro alto

Órgão da Igreja Matriz de Espinho

Órgão da Igreja Matriz de Espinho

Montra

Órgão da Igreja Matriz de Espinho

Órgão da Igreja Matriz de Espinho

Órgão da Igreja Matriz de Espinho, consola, créditos Daniel Ricardo de Pinho 2024

Órgão da Igreja Matriz de Espinho, consola, créditos Daniel Ricardo de Pinho 2024

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/espinho-matriz-igreja_daniel-ferreira.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 22:29:562024-11-10 11:38:41Espinho e os seus órgãos de tubos
Sé de Aveiro
Músicas no Concelho

Aveiro e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Aveiro [13]

Aveiro é uma cidade rica em História mas também uma cidade emergente em termos culturais e académicos. Possui uma diocese ativa e a universidade, jovem, é cada vez mais reconhecida nacional e internacionalmente. Aveiro é uma das 15 cidades portuguesas com mais órgãos de tubos. A Universidade de Aveiro e o Conservatório de Música de Aveiro têm desempenhado um importante papel na formação de organistas.

Domingos Peixoto, organista, pedagogo e musicólogo é um especialista no que se refere aos órgãos de tubos de Aveiro e do País. Lecionou em diversos Conservatórios. Domingos Peixoto é titular do Curso Superior de Piano, dos Cursos de Órgão dos Conservatórios de Lisboa e Lyon e do Curso Superior de Órgão da ‘Schola Cantorum’ de Paris, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Na Universidade de Aveiro (Curso de Licenciatura em Ensino de Música) foi o docente responsável pela cadeira de Órgão entre 1994 e 2010. Desenvolveu um projecto de estudo sobre os órgãos históricos de Aveiro e publicou vários trabalhos neste âmbito. Foi Responsável pela actividade da AMPO – Associação Musical Pro Organo, dirigiu as Temporadas de Órgão, acompanhou os trabalhos de restauro de instrumentos históricos e colabora nas diversas iniciativas que se têm desenvolvido no sector organístico na cidade e região de Aveiro.

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Centro Universitário Fé e Cultura

O Centro Universitário Fé e Cultura é o organismo autónomo da Diocese de Aveiro que tem como principais funções a promoção do diálogo entre a cultura e a fé cristã e ainda a organização de celebrações, convívios, debates, conferências e grupos de reflexão.

O CUFC possui um órgão positivo moderno.

positivo

Órgão do CUF

Órgão do CUF

Conservatório de Música de Aveiro

Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian

Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian

Com a designação de Conservatório Regional de Aveiro, na altura, o CMACG teve início em outubro de 1960, em início de ano letivo. O seu fundador— Dr. Orlando de Oliveira— personalidade dinâmica, atenta e interventiva na área da educação, exerceu a atividade de professor e o cargo de reitor no Liceu Nacional de Aveiro (hoje, Escola Secundária José Estêvão), e ainda as funções de vereador, responsável pelo pelouro da Instrução e Cultura, na autarquia aveirense. O Dr. Orlando de Oliveira idealizou criar em Aveiro uma academia de música, semelhante às existentes em Coimbra e na Vila da Feira.

O Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian possui órgão de tubos, sendo Marília Canhoto professora de Órgão.

Igreja da Misericórdia de Aveiro

Igreja da Misericórdia 

Igreja da Misericórdia

Ao longo do século XVI a irmandade intentou esforços para patrocinar a construção de uma igreja própria, bem como de um hospital, e em 1585 D. Filipe I concedeu à irmandade aveirense os mesmos privilégios de que usufruía a Misericórdia de Coimbra. A obra de edificação do templo iniciou-se em 1600, sendo contratado para a execução da traça o mestre Gregório Lourenço. A primeira pedra da igreja era lançada ainda nesse ano, e como Gregório Lourenço estava encarregue de outras edificações, nomeadamente na cidade do Porto, em 1601 indicou o mestre Francisco João, seu irmão, para supervisionar a fábrica de obras. No ano de 1608 a Casa do Despacho estava já concluída, e o corpo do templo encontrava-se edificado, faltando executar o pórtico principal e o espaço da Capela-mor. Em 1615 o hospital ficava concluído. (Leia MAIS).

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

A Igreja da Misericórdia de Aveiro, tutelada pela Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de João Fontanes Maqueira, construído em 1767, restaurado em 2003 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Marília Canhoto é desde 2003 organista titular do órgão histórico na Igreja da Misericórdia de Aveiro, colaborando para a dinamização cultural e artística da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro bem como da cidade de Aveiro. Em 2007, o órgão esteve inserido, juntamente com o órgão da Igreja Matriz de Vagos, na audição da obra integral de Dietrich Buxtehude. Esteve também incluído no Ciclo Jovens Organistas, promovido pela Associação Musical Pro Organo (AMPO), nas Igrejas da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, Aradas, Vagos, Albergaria-à-Velha, Mafra, Ançã e Museu de Santa Joana de Aveiro.

Montra

Órgão da Igreja da Misericórdia de Aveiro

Órgão da Igreja da Misericórdia de Aveiro

Museu de Aveiro

Museu de Aveiro

Museu de Aveiro

O Museu de Aveiro está instalado desde 1911 no antigo Convento de Jesus da Ordem Dominicana feminina. Este convento, um dos mais antigos de Aveiro, remonta à segunda metade do século XV, fundado por D. Brites Leitão e por D. Mecia Pereira. A Princesa D. Joana, filha de Afonso V, entrou nesta casa em 1472 e aqui levou uma vida de santidade, que conduziu à sua beatificação em 1693. O prestígio do convento ficou assim definitivamente associado à presença da Princesa Santa Joana e ao seu culto religioso. O Museu de Aveiro apresenta um circuito de visita com duas partes distintas: o percurso monumental e a exposição permanente. Destaca-se no piso térreo do convento o túmulo de Santa Joana Princesa, a Igreja de Jesus, o claustro, a Sala do Capítulo e o refeitório. A Igreja de Jesus é decorada com uma sumptuosa talha dourada e azulejos portugueses, exemplo da exuberância da decoração barroca. O coro interior contém o túmulo da Princesa Joana, obra-prima da arte barroca, em mármore multicor com elementos escultóricos influenciados pelo gosto italiano, sendo da autoria do arquiteto real João Antunes.

Fonte: DGPC/DMCC

O Museu Regional de Aveiro, na antiga Igreja do Mosteiro de Jesus, em tribuna própria, do lado do Evangelho, possui um órgão histórico de tipo ibérico.

Órgão em tribuna própria

Órgão da Igreja de Jesus

Órgão da Igreja de Jesus

O Museu de Aveiro possui um órgão positivo de um teclado manual [ I ;(5+6)] construído em 1783 de autoria desconhecida, com 1 manual de 47 notas (oitava curta; C1 – c3; cx3 – d5), afinado em Lá 440Hz (a pedido do Prof. Domingos Peixoto para acompanhar outros instrumentos), restaurado pela Oficina e Escola de Organaria em 2003, opus 39. O órgão esteve também incluído no Ciclo Jovens Organistas, promovido pela Associação Musical Pro Organo (AMPO), nas Igrejas da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, Aradas, Vagos, Albergaria-à-Velha, Mafra, Ançã e Museu de Santa Joana de Aveiro.

Órgão e cadeiral

Órgão do coro alto do Museu de Aveiro

Órgão do coro alto do Museu de Aveiro

Montra

Órgão do coro alto do Museu de Aveiro

Órgão do coro alto do Museu de Aveiro

Na reserva, o Museu regional de Aveiro possui um terceiro órgão de tubos.

Igreja do Seminário de Aveiro

A Igreja de Santa Joana do Seminário de Aveiro possui órgão de tubos. Segundo Pedro Guimarães, o órgão foi começado pelo Pe. Arménio com o aproveitamento de peças de outros órgãos e nunca foi completado.

Órgão P.e Arménio

Órgão da Igreja do Seminário de Aveiro

Órgão da Igreja do Seminário de Aveiro

Igreja da Vera Cruz
Igreja Matriz da Vera Cruz

Igreja Matriz da Vera Cruz

A Igreja Paroquial da Vera Cruz, de Santa Cruz e Nossa Senhora da Apresentação, possui órgão de tubos.

Igreja de Aradas

A Igreja Paroquial de Aradas – Verdemilho possui um órgão da autoria de António Simões construído em 1994. O órgão esteve incluído no Ciclo Jovens Organistas, promovido pela Associação Musical Pro Organo (AMPO), nas Igrejas da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, Aradas, Vagos, Albergaria-à-Velha, Mafra, Ançã e Museu de Santa Joana de Aveiro.

Montra do órgão

Órgão de Verdemilho

Órgão de Aradas, Verdemilho

Igreja de Santa Joana Princesa

A Igreja de Santa Joana Princesa dispõe de um positivo com 3 registos que veio da Alemanha e foi instalado em 2004.

Órgão positivo

Órgão da Igreja de Santa Joana Princesa

Órgão da Igreja de Santa Joana Princesa

Sé de Aveiro

Sé de Aveiro

Sé de Aveiro

A Sé (Catedral) de Aveiro possui em tribuna própria um órgão histórico construído por António José dos Santos Júnior construído em 1754 (reconstruído em 1883), [ II; 14+14 ],  inventário e proposta de restauro pela Oficina e Escola de Organaria, em 1995, opus 10.

Órgão histórico

Órgão histórico da Sé de Aveiro

Órgão histórico da Sé de Aveiro

Órgão moderno

Órgão moderno da Sé de Aveiro

Órgão moderno da Sé de Aveiro

Universidade de Aveiro

Universidade de Aveiro 

Universidade de Aveiro

O Auditório do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro possui um órgão de tubos moderno.

Órgão e piano

Órgão da Universidade de Aveiro

Órgão da Universidade de Aveiro

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/aveiro-se.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 22:29:132021-06-22 14:41:58Aveiro e os seus órgãos de tubos
Igreja do Mosteiro de Arouca
Músicas no Concelho

Arouca e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Arouca [4]

Pelas informações disponíveis, no concelho de Arouca existem órgãos no Mosteiro de Arouca, um na Igreja, outro no Museu, este em más condições, outro na Igreja Paroquial de Santa Eulália de Chave (proveniente do Santuário de Fátima), e outro na Igreja Paroquial de São Salvador do Burgo. Arouca insere-se na grande renovação do parque organístico que se tem verificado a partir de 1985 na diocese do Porto.

Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Arouca

  • Grande órgão
  • Órgão positivo

Igreja Paroquial de Santa Eulália de Chave

  • Órgão positivo

Igreja Paroquial de São Salvador do Burgo

  • Órgão positivo

Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Arouca

[ São Pedro e São Paulo ] [ mosteiro cisterciense feminino ]

Igreja do Mosteiro de Arouca

Igreja do Mosteiro de Arouca

De fundação pré-românica (século X), o Mosteiro recebeu Carta de Couto no século XII, momento que definiu o carácter de centralidade do cenóbio na vida política e administrativa da região. A sua importância revigorou-se com o padroado de D. Mafalda, filha de Sancho I e efémera rainha de Castela.

Foram muitas as dádivas do seu erário que transitaram para o domínio do convento e terá sido por sua vontade que a comunidade monástica adotou a regra de São Bernardo, já no século XIII, sendo como mosteiro cisterciense da ala feminina que se registaram os principais passos da sua história. A casa viveu períodos de grande desafogo económico que, de algum modo, se refletiram na procura de peças artísticas de grande qualidade, boa parte das quais ainda se mantêm.

Na época moderna o conjunto foi reconstruído e ampliado, desde o final do século XVII aos últimos anos do século XVIII, contando-se Diogo Teixeira, Carlos Gimac e Miguel Francisco da Silva entre os artistas que trabalharam nesta fase. Em 1886, com a morte da última freira, o Mosteiro foi extinto e todos os seus bens transitaram para a Fazenda Pública. Abriu-se, então, uma era de utilizações diversas para este amplo conjunto edificado, mantendo-se, contudo, o espólio artístico, recolhido no Museu de Arte Sacra, entretanto, aí instalado.

Fonte, DGPC, PAF

Órgão Manoel Benito Gomez

Órgão do Mosteiro de Arouca

Órgão do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Chinoiserie do órgão da igreja do mosteiro de Arouca, créditos Sónia Duarte

chinoiserie do órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca, créditos Sónia Duarte

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca, teclas

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca, trombetas

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Mosteiro de Arouca

cadeiral do Mosteiro de Arouca

Cadeiral do Mosteiro de Arouca

cadeiral do Mosteiro de Arouca, Sónia Duarte

positivo do Museu

Órgão do Mosteiro de Arouca (Museu)

Órgão do Mosteiro de Arouca (Museu)

Órgão ibérico

Segundo informação da Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, trata-se de um órgão com 1 manual (45 notas) construído por Don Manoel Benito Gomes entre 1739-1741.

A 30 de dezembro de 2006, a Câmara Municipal de Arouca noticiava:

“Depois da intervenção na talha dourada que o envolve, a máquina do Órgão de Tubos do Mosteiro de Arouca, um dos mais importantes da primeira metade do século XVIII em todo o mundo, vai ser alvo de um restauro. O investimento ronda os 380 mil euros, contando com 75% de comparticipação por parte do FEDER e 25% por parte da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda e do IPPAR. De salientar também o envolvimento da Câmara Municipal neste processo. A autarquia fez todos os esforços para que a comparticipação europeia fosse efectivamente investida nesta intervenção. Este restauro dará ao Órgão as suas características originais, contando para isso com uma intervenção minuciosa, sobretudo no que diz respeito aos tubos, que serão restaurados individualmente e com recurso ao material original.

O órgão de tubos do Mosteiro de Arouca data de 1743, construído pelo organeiro Manuel Bento Gomes. Tem 1352 vozes, alimentadas por 24 registos. Trata-se de um órgão ibérico, um instrumento muito apreciado pelos especialistas, que o consideram um dos mais importantes exemplares da organaria deste tipo no mundo. Concluído o restauro, a Real Irmandade planeia a organização de eventos musicais e publicações, que dêem a conhecer mais aprofundadamente o Órgão e a sua história. (Câmara Municipal de Arouca, 30 dezembro 2006

Segundo o Jornal de Arouca (30 de maio de 2009),  “Nicolas Roger, organista titular dos órgãos de tubos do Santuário de Fátima, esteve em Arouca para dar um Concerto, assinalando assim o último restauro do órgão de tubos do Mosteiro de Arouca, orçado em 380 mil euros.”

Uma peça excepcional

Exibindo a data de 1743 na sua fachada barroca, este órgão foi fabricado por Manuel Benito Gomez, e possui 1352 vozes, alimentadas por 24 registos, sendo considerado pelos especialistas um dos instrumentos mais importantes da escola de organaria ibérica em todo o mundo.

Tendo sido já objecto de obras de restauro há cerca de duas décadas, esta última intervenção foi feita em Barcelona, durante um ano e esteve a cargo da empresa Gerhard Grenzing, considerada líder na recuperação de órgãos. Graças a um cuidadoso trabalho foi possível recuperar-se a sonoridade original deste órgão, uma vez que restauros anteriores lhe haviam adulterado a sua identidade sonora. (…)

À noite, antes do concerto, teve lugar na Sala do Capítulo, uma sessão solene presidida pela Directora Regional de Cultura do Norte, aberta a convidados da Câmara e aos irmãos da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda. No final do concerto a Câmara ofereceu aos convidados, um porto de honra, no lado norte dos claustros.

O concerto

O concerto foi aberto com uma peça do séc. XVI de António Carreira interpretada por Ivo Brandão, arouquense e aluno de órgão do prof. Nicolas Roger.

Coube a este organista francês todo o restante programa do concerto, durante o qual foram interpretadas várias peças dos séculos XVI, XVII e XVIII.

Interpretadas num cenário magnífico, emoldurado por uma riquíssima talha dourada barroca, estas peças foram escutadas num religioso silêncio pelos numerosos ouvintes que enchiam, não só o coro baixo, como ainda o corpo da igreja conventual, espaços esses que se encheram com as múltiplas sonoridades que Nicolas Roger conseguiu fazer ecoar através dos tubos do órgão agora finalmente restaurado.

Refira-se que no dia seguinte, na Missa das 11.15h, a celebração dominical da Paróquia iniciou e terminou com a interpretação de uma peça de órgão, tocada por Nicolas Roger, para assinalar que, a partir desse dia, assumiria também o cargo de organista titular do órgão de tubos do Mosteiro de Arouca, em conjunto com os órgãos de tubos do Santuário de Fátima.

Ao serviço do culto religiosa e da cultura

Com o cuidadoso e dispendioso restauro desta rara peça de organaria, Arouca possui agora condições excepcionais para promover eventos culturais dedicados a este tipo de instrumentos.

Efectivamente, seria contraproducente e de consequências maléficas para esta peça, agora restaurada, se ela fosse abandonada ao esquecimento.

Construído essencialmente para o serviço do culto da comunidade religiosa do Mosteiro, este órgão, pelo valor artístico e histórico que detém, será certamente rentabilizado também ao serviço de eventos culturais de grande qualidade.

Fazendo Arouca agora parte da rede europeia de Geoparques, este tipo de eventos musicais terá não só grande oportunidade, como também um extraordinário interesse para o desenvolvimento cultural e turístico de Arouca.

José Cerca
Jornal de Arouca, nº 742, 30 de Maio 2009

Igreja Paroquial de Santa Eulália de Chave

Em 2015, foi carregado no Santuário de Fátima e montado na igreja o atual órgão de tubos da Igreja Paroquial.

Igreja Paroquial de São Salvador do Burgo

A 18 de novembro de 2023 foi inaugurado o novo órgão da igreja de São Salvador do Burgo. O concerto inaugural esteve a cargo do organista Daniel Ribeiro e da soprano Joana Fonseca. De acordo com o cartaz de divulgação do evento, o novo órgão possui 484 tubos.

Órgão da Igreja de São Salvador do Burgo

Órgão da Igreja de São Salvador do Burgo

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/arouca-mosteiro-igreja.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 22:28:422023-11-19 01:16:24Arouca e os seus órgãos de tubos
Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora
Músicas no Concelho

Anadia e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Anadia [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Freguesia de Mogofores [ Santuário, de Salesianos ]

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Situada em Mogofores, a Igreja dos Salesianos  foi projetada por João Antunes e construída entre 1959 e 1963. Na época, o Instituto Salesiano de Mogofores sentiu necessidade de construir um templo mais espaçoso do que a primitiva capelinha, insuficiente para o movimento de seminaristas e uma condigna educação litúrgica dos futuros sacerdotes salesianos. Ao cimo da igreja encontra-se a estátua de Nossa Senhora Auxiliadora, com quatro metros de altura, ladeada por dois anjos, em pedra, com dois metros. A construção da torre foi planeada independentemente da igreja. Com quarenta metros da altura, a torre possui oito sinos, um relógio e quatro mostradores. Na fachada principal encontram-se dois painéis de mosaico alusivos a S. João Bosco, apóstolo da juventude.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/anadia-mogofores-nossa-senhora-auxiliadora-salesianos.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 21:48:412024-11-10 11:55:02Anadia e os seus órgãos de tubos
Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha
Músicas no Concelho

Albergaria-a-Velha e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Albergaria-a-Velha

Possuindo dois órgãos de tubos, Albergaria-a-Velha tem condições para a prática do órgão e a realização de concertos. Albergaria esteve incluída no Ciclo Jovens Organistas, promovido pela Associação Musical Pro Organo (AMPO), nas Igrejas da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, Aradas, Vagos, Albergaria-à-Velha, Mafra, Ançã e Museu de Santa Joana de Aveiro.

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha

[ Igreja Paroquial ] [ Santa Cruz ]

Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha

Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha

A construção seiscentista foi encetada por ordem de D. Pedro II em 1668. A sua construção teve início apenas no ano de 1692 e em 1695 assinala-se a conclusão da mesma. Em 1759 um violento incêndio, provocado por um foguete mal lançado, destruiu grande parte do templo, escapando apenas as paredes, o altar-mor e algumas imagens. Desde a sua reconstrução em 1760 até aos dias de hoje, sofreu várias obras de conservação e ampliação, as ultimas em 1996.
Na igreja se verificam diversas correntes estéticas e artísticas com destaque para o período Barroco. Na Capela-mor encontra-se um cenográfico retábulo de talha dourada do séc. XVII-XVIII, que se insere no Barroco pleno ou Barroco nacional. O estilo Rococó também marca a sua presença neste templo.

Capela de Nossa Senhora da Alegria

Montra do órgão

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Alegria

consola

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Alegria

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Alegria

Enquadramento

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Alegria

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Alegria

A Capela de Nossa Senhora da Alegria (reconstruída e ampliada há pouco tempo), no lugar de Albergaria-a-Nova, freguesia e paróquia da Branca, concelho de Albergaria-a-Velha, adquiriu um órgão usado no final de 2016, montado pela Oficina e Escola de Organaria (Esmoriz). Trata-se de um instrumento dinamarquês de Jydsk Orgelbygger de 1967. (Pedro Guimarães)

Reciclanda

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/albergaria-a-velha-matriz-santa-cruz.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 21:48:152024-11-10 12:16:30Albergaria-a-Velha e os seus órgãos de tubos
Igreja matriz de Mouronho, TábuaVictor Oliveira
Músicas no Concelho

Tábua e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Tábua [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Mouronho

[ Igreja Paroquial ] [ São Julião ]

Igreja matriz de Mouronho, Tábua

Igreja Matriz de Mouronho, Tábua

A Igreja Paroquial de Mouronho, dedicada a São Julião, terá sofrido uma intervenção no século XVIII. A estrutura, de cota mais elevada que o espaço circundante, no qual se integra um adro murado, apresenta paredes pintadas de branco e compõe-se da articulação de vários corpos, menos elevada, à nave central, à nave colateral na fachada lateral direita, menos elevada, à Capela-mor, de menor largura, a um anexo adossado à fachada lateral esquerda e uma torre sineira, que se encontra unida à igreja por Arcada de três vãos. O acesso ao portal e ao espaço lateral esquerdo é realizado através de uma pequena escadaria.

A frontaria expõe pilastras líticas nos cunhais correspondendo ao corpo da nave central, empena triangular com entablamento simplificado, cuja cornija saliente suporta beirado. Ao nível do telhado existem dois fogaréus piramidais, alinhados com as pilastras e colocados sobre base retílinia e peanha quadrangular, e uma cruz na cumeeira. O portal possui ombreiras retas, ornadas com volutas e lintel decorado com cartela, e é encimado por frontão interrompido, com extremidades em volutas a enquadrar um óculo quadrilobado, de moldura concretizada com conchas , enrolamentos e um pequeno anjo.

A fachada exibe, na extremidade direita, a estrutura correspondente à nave lateral, rasgada por uma janela de cantaria chanfrada. A igreja terá possuído uma torre sineira adossada com um sino datado de 1789, mas, em meados do século XX, essa torre foi demolida e construiu-se a atual, colocada no lado esquerdo, que, como já foi referido, se encontra ligada ao corpo do templo por uma Arcada.

Fonte: JFM

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/tabua-mouronho-matriz-igreja_vitor-oliveira.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 21:47:092024-12-05 17:19:04Tábua e os seus órgãos de tubos
Igreja do mosteiro de Lorvão
Músicas no Concelho

Penacova e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Penacova [4]

De acordo com as informações de que dispomos

Igreja do Mosteiro de Lorvão

Igreja do mosteiro de Lorvão

Igreja do Mosteiro de Lorvão

Santa Maria de Lorvão foi um mosteiro cisterciense feminino. A igreja segue o programa joanino da Basílica de Mafra, de grande monumentalidade e riqueza decorativa. O claustro aproxima-se dos modelos coimbrões maneiristas. O pórtico revela inspiração gótica. É um vasto conjunto arquitetónico do qual praticamente nada resta da grande obra medieval dos séc. XII e XIII. Ao contrário dos tradicionais cenóbios cistercienses, que denotam uma organização ordenada e regular, o Mosteiro apresenta uma disposição irregular, aproveitando as características do terreno. A torre da igreja apresenta, incrustada, uma pedra de mármore negro visigótica, datável do séc. VI. No domínio da talha, destaca-se o cadeiral, de madeira de jacarandá e nogueira, pela qualidade dos ornatos e imaginário presente, como também pelas suas dimensões, sendo um dos maiores do país. Salientam-se também o órgão de tubos, a grade de separação do coro, exemplar raro de aplicações de bronze sobre ferro forjado, e os os túmulos da autoria do ourives portuense Manuel Carneiro da Silva. Na Sala do Capítulo sobressaem os azulejos de padrão policromados maneiristas, de produção eventualmente coimbrã. Refiram-se, por fim, as telas de grande dimensão, de Pasquale Parente, e os retábulos de pedra e talha dourada.

Fonte: Monumentos

Na balaustrada do coro da Igreja do antigo Mosteiro de Santa Maria de Lorvão existe um órgão de tubos António Xavier Machado e Cerveira, opus 47, executado em 1795. Foi restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2014. O concerto inaugural do órgão restaurado esteve a cargo de João Vaz e Harald Vogel.

Enquadramento

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão, fachada

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão, fachada, créditos Sérgio Silva

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão, consola

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão, consola, créditos Sérgio Silva

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão, teclados manuais, créditos Sérgio Silva

No interior do Mosteiro, existe um positivo de armário.

positivo de armário com portadas abertas

Órgão positivo da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão positivo da Igreja do Mosteiro de Lorvão

FOI NOTÍCIA

A 02 de julho de 2007, o Mosteiro do Lorvão, em Penacova, foi palco de uma mesa-redonda e um concerto aberto ao público, pela Orquestra Clássica do Centro e o tenor Carlos Guilherme, iniciativas que contaram com a presença de muito público.

Contribuir para divulgar e preservar o mosteiro, monumento cuja construção se estima remonta ao século VI, era o objectivo da iniciativa “Encontro com o Património”, que foi promovida pelo Governo Civil de Coimbra e incluiu, além do concerto dirigido pelo maestro Virgílio Caseiro e da mesa-redonda, uma prova de doces conventuais.

E os objectivos “foram cumpridos”, afirmou ontem Maurício Marques, presidente da Câmara Municipal de Penacova, ao Diário As Beiras, ao salientar a possibilidade de o restauro do órgão de tubos do Mosteiro do Lorvão, suspenso há vários anos devido a um litígio entre o organeiro e o Estado, avançar no próximo ano e ficar concluído em 2009. A “promessa” foi feita por António Pedro Pita, delegado regional da Cultura, durante a mesa-redonda, em que participaram também Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra, o autarca Maurício Marques, o maestro Virgílio Caseiro, e o presidente da Junta de Lorvão, Mauro Carpinteiro. Uma possibilidade que “nos enche de esperança de voltar a ouvir os magníficos sons do secular órgão”, afirmou o autarca.

“Foi um debate riquíssimo e muito participado”, sublinhou Maurício Marques, ao realçar a presença de um número significativo de pessoas e de historiadores como Nelson Correia Borges e Reis Torgal, entre outras personalidades. Uma adesão que levou Maurício Marques a considerar que o desígnio de dar a conhecer o monumento foi cumprido, salientando que entre o público estavam pessoas de concelhos limítrofes, como Coimbra, que nunca tinham visitado o mosteiro, que o autarca considerou a “joia da coroa”, frisando a sua importância “a nível nacional e internacional”.

FONTE

Dora Loureiro, Diário As Beiras, 02 Julho 2007

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

O atual edifício da Igreja Matriz de São Pedro de Alva pertence a duas épocas: a Capela-mor ao segundo quartel do século XVI e o corpo da igreja à segunda metade do século XVIII. A Capela-mor, construída numa fase de transição estilística, forma com agrupamento de elementos manuelinos e da renascença temporã. O alto arco cruzeiro é de pilastras do renascimento; a bem rasgada fresta (entaipada na base), posta à epístola, de remate curto, é do tipo corrente na transição. Na porta lateral da Capela-mor e na esquina de cunhal há um brasão de armas em cuja composição entram as armas dos Farinhas. Toda a Capela-mor é revestida de azulejos rosetas, em reticulado, no século XVIII. Possui um belo vitral na sua janela. Alguns elementos do retábulo quinhentista foram conservados e o frontal era revestido de azulejos sevilhanos da época. Possui algumas imagens de destaque: Nossa Senhora da Conceição, de mãos postas, manuelina, do séc. XVI, no colateral da esquerda; S. Brás, no da direita, do séc. XVII.

Fonte: CMP

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/penacova-lorvao-mosteiro-igreja.jpg 330 330 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 21:46:182024-11-20 19:32:49Penacova e os seus órgãos de tubos
Igreja da Misericórdia
Músicas no Concelho

Montemor-o-Velho e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Montemor-o-Velho [5]

Igreja Matriz de Arazede

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora do Pranto ]

Igreja Matriz de Arazede

Igreja Matriz de Arazede

A Igreja Matriz de Arazede é um edifício de arquitetura religiosa dedicado a Nossa Senhora do Pranto.

Igreja da Misericórdia de Pereira

Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia situada na freguesia de Pereira foi construída a partir da Capela de Nossa Senhora da Piedade, tendo sofrido obras e acrescentos ao longo dos séculos. É uma igreja de planta longitudinal, de uma só nave, com coro-alto assente em colunas. Tem Capela-mor e, na nave, três retábulos e tribuna dos mesários suportada por colunas jónicas. (Em 1498, o Juiz da Confraria de Nossa Senhora da Piedade solicitou ao monarca, D. Manuel I, “Privilégio de Misericórdia”, uma mercê concedida, com Provisão e Compromisso, concretizados no ano de 1574, transformando-se em Irmandade de Misericórdia e constituída por 80 Irmãos.)

Igreja da Misericórdia de Tentúgal

Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia de Tentúgal

A Misericórdia de Tentúgal deve a sua fundação a D. Filipe I, por Alvará de 1583, e foi este monarca que mandou edificar a igreja.  Tentúgal foi das poucas vilas, em cuja Câmara, em 1580, se proclamou Rei a D. António Prior do Crato, apesar de D. Filipe I ter mandado construir a Misericórdia e ter concedido grandes privilégios ao Convento. As obras da Igreja começaram pela fachada por volta de 1583. O retábulo principal, da autoria de Tomé Velho, estava concluído em 1600. Em 1687/94 foi construída a tribuna dos mesários, obra de Francisco Rodrigues e em 1722 foi renovada a torre e certamente o alto da frontaria. Em 1914, ocorreram obras na Igreja, ficando profanada e daí a necessidade de a benzer. A licença e Provisão de bênção foi concedida em 1914. O arco existente entre a Igreja e a Casa do Despacho (entaipado) é anterior à extinção dos vínculos (1863) e dava serventia para os edifícios do beco. Os Monumentos Nacionais intervieram na Igreja por diversas vezes: em 1979, reconstruíram a cobertura em pré-esforçado; em 1981, repararam o teto e fachadas; e em 1986/87, realizaram obras de beneficiação (conclusão do restauro).

Órgão de armário

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Perspetiva lateral

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Manual

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Igreja de Nossa Senhora dos Anjos

[ Igreja do antigo convento ]

O Convento de Nossa Senhora dos Anjos teve a sua origem numa pequena ermida pertencente a Diogo da Azambuja. Em 1494, o Papa Alexandre VI passou o breve da fundação do Convento dos frades eremitas de Santo Agostinho, sendo o seu principal impulsionador Diogo da Azambuja. As obras foram lentas, sendo a igreja a primeira a ser construída. No séc. XX foi classificado como Monumento Nacional e intervencionado. A planta é composta pela igreja, sacristia, cozinha, refeitório, claustro, Sala do Capítulo, celas, portaria e outras dependências.

Fonte: CMM

Igreja Matriz de Tentúgal

[ Nossa Senhora da Assunção ]

Igreja Matriz de Tentúgal

Igreja Matriz de Tentúgal

Em 1288 a igreja era doada ao mosteiro de Ceiça, por ordem de D. Dinis. Na época, era designada por igreja de Santa Maria de Mourão. Em 1420 o templo foi reconstruído a expensas do infante D. Pedro, duque de Coimbra e donatário da vila de Tentúgal. Nos séculos XVI e XVII a igreja foi objeto de novas campanhas de obras, que lhe conferiram a atual estrutura interior. Dedicada a Nossa Senhora da Assunção, a matriz de Tentúgal mantém a estrutura exterior original, muito simples e depurada. A fachada, dividida em dois registos, possui no primeiro portal com moldura em arco quebrado com duas arquivoltas e sem decoração ou capitéis, encimado por óculo no segundo registo. Do lado esquerdo foi adossada a torre, de planta quadrangular, rematada por merlões, à qual se acede por portal de arco quebrado precedido por escadas. As fachadas laterais são rematadas superiormente por cachorrada. Interiormente, o templo apresenta planta longitudinal de nave única, dividida por arcos de volta perfeita, que abrem para quatro capelas laterais. Do lado do Evangelho são dedicadas à Senhora da Boa Morte, com um retábulo dedicado a São Miguel, com tábuas do século XVII, e a Santo António, originalmente dedicada ao Espírito Santo, construída em 1580. As capelas do lado da Epístola são dedicadas a Nossa Senhora da Rosa, edificada em 1616, e a Nossa Senhora da Conceição (1632). A Capela-mor, de planta retangular, possui retábulo de pedra policromado edificado cerca de 1545, possivelmente pela escola de João de Ruão. Dividido em três registos, o retábulo possui ao centro uma imagem da Virgem com o Menino – designada localmente como Nossa Senhora do Mourão. A imagem é ladeada por imagens de santos mártires. No registo superior foram esculpidos relevos com cenas da Vida da Virgem, ladeados por anjos músicos. O sacrário, colocado no registo inferior, é ladeado por dois baixos relevos representando São Pedro e São Paulo. Junto à Capela-mor foram edificadas duas capelas colaterais. Do lado da Epístola, a Capela do Sacramento, mandada edificar em 1575. A do Evangelho é denominada Capela de Jesus e foi mandada edificar em meados do século XVI. O templo foi objecto de obras de reparação e beneficiação, tanto exteriores como interiores, entre os anos de 1995 e 2000.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

Igreja do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal

[ Convento de Nossa Senhora da Natividade ] [ Convento das Carmelitas ]

Igreja do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal

Igreja do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal

O convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal teve origem em 1560 ou 1565, quando o senhor da vila D. Francisco de Melo decidiu erguer um convento feminino de Carmelitas Descalças, solicitando a colaboração financeira da confraria de São Pedro e São Domingos da mesma localidade. Sobre esta primeira campanha de obras sabe-se que foi dirigida, entre 1584 e 1588 pelo mestre Tomé Velho (que trabalhou na Sé Velha e em Santa Cruz de Coimbra) e que o risco do dormitório, de 1585, é devido ao mestre Jerónimo Francisco. O conjunto atual e que, por sua vez, se encontra parcialmente destruído, remonta ao século XVII, conforme é referido nas muitas datas que se exibem nas dependências conventuais. A extinção das Ordens Religiosas trouxe consigo a desagregação do convento, do qual apenas subsiste a igreja, a portaria, e algumas dependências. Assim, é mais antiga a Capela-mor do templo, concluída em data próxima a 1616, reparada em 1630 e com comungatório desde 1666. Corresponde, certamente, à década de trinta do século XVII a grande campanha de obras de reforma. O portal da portaria e o da igreja (transversal conforme convém aos conventos femininos) empregam um vocabulário maneirista numa estrutura muito semelhante, sabendo-se que o último foi executado em 1633, conforme a data inscrita no seu lintel. Já o púlpito exibe o ano de 1632 e toda a igreja apresenta um silhar de azulejos de padrão do século XVII. No interior da igreja, a nave única é coberta por abóbada de caixotões lisos de cantaria, tal como a Capela-mor, onde estes exibem relevos. Uma outra campanha decorativa foi responsável pelo retábulo-mor, de características Rococó e muito possivelmente de fabrico coimbrão, e o teto apainelado do coro alto, realizado em 1757. Conserva-se nesse espaço o cadeiral seiscentista com 30 cadeiras depois ampliadas para 43.

Órgão histórico [ I ; 4(2+2) ] construído por Manuel Benito Gomes (Herrera), c. 1710, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, em 2005, opus 48.

Reciclanda

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Igreja Matriz de Semide
Músicas no Concelho

Miranda do Corvo e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Miranda do Corvo

De acordo com a informação disponível, o órgão da Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Semide é o único existente no concelho de Mirando do Corvo.

Igreja de Santa Maria de Semide

Igreja Matriz de Semide

Igreja Matriz de Semide

Imóvel de Interesse Público, o Convento ou Mosteiro de Santa Maria de Semide foi fundado em 1154 por Martim Anaia. Inicialmente era ocupado por monges beneditinos. Mais tarde tornou-se num convento de freiras para receber as descendentes do seu fundador. A parte mais antiga ainda existente data do século XVI. Em 1664 um incêndio devorou a maior parte do edifício que foi reconstruído e inaugurado, com a atual igreja, em 1697. Em 1964 o mosteiro sofreu novo incêndio tendo sido devorada a ala poente. Em 1990, um novo incêndio destruiu o claustro velho, a casa do capítulo e a sacristia. Do conjunto ainda existente salienta-se a Igreja, com um retábulo e cadeiral em madeira, dos finais do séc. XVII, azulejos do séc. XVIII, esculturas do séc. XVII e séc. XVIII e altar-mor também do séc. XVII. O órgão de tubos, do séc. XVIII, foi recentemente recuperado. Na igreja, que é igualmente a Igreja Paroquial de Semide, destacam-se um retábulo e cadeiral em madeira dos finais do séc. XVII, azulejos do séc. XVIII, esculturas do séc. XVII e séc. XVIII e altar-mor também do séc. XVII.

Fonte: JFS

A Igreja Paroquial de Santa Maria, Igreja do antigo Convento ou Mosteiro, possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus s./n.º, construído em 1796, restaurado em 2007 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

coro alto à entrada e órgão

Órgão da Igreja de Santa Maria de Semide

Órgão da Igreja de Santa Maria de Semide

Montra do órgão

Órgão da Igreja de Santa Maria de Semide

Órgão da Igreja de Santa Maria de Semide

«Depois de quase um século sem tocar, o órgão de tubos da Igreja do Mosteiro de Semide, já restaurado, voltou a ouvir-se de novo no passado dia 15 de Agosto – noticiou o Diário das Beiras, a 24 de julho de 2007.

O órgão de tubos da Igreja do Mosteiro de Semide, datado do século XVIII, ouviu-se de novo em Agosto, depois de quase um século de inactividade, de acordo com o pároco local, Pedro dos Santos. Segundo afirmou o padre Pedro dos Santos à agência Lusa, «trata-se de um instrumento valiosíssimo para as cerimónias religiosas e para a valorização da igreja e da cultura».

«Depois da morte da última monja, no final do século XIX, assistiu-se à deterioração do órgão, que durante o século XX praticamente não tocou», explicou Pedro dos Santos, que há vários anos «lutava» pelo seu restauro.

O órgão de tubos voltou a ouvir-se no dia 15 de Agosto, às 10h00, numa eucaristia presidida pelo pró-vigário-geral da diocese de Coimbra, João Lavrador, com a actuação do organista e professor de música Paulo Bernardino, da Sé Nova de Coimbra. Acompanhado pelos coros da Sé Nova e da paróquia de Semide, que foram orientados pelo padre Manuel Frade.

Desde Julho de 2002, que o órgão se encontrava a restaurar, nos Açores, no âmbito de um protocolo celebrado entre o Instituto Português do Património Arqueológico, Fábrica da Igreja de Semide e Câmara Municipal de Miranda do Corvo, que garantiram o financiamento da intervenção, no montante de 128 000 euros.

Fundado no século XII, antes do ano 1154, o Mosteiro de Semide é o único monumento do concelho de Miranda do corvo classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto n.º 45/93 de 30 de Novembro, sendo constituído pela parte conventual, propriedade do Estado, e pela igreja, pertencente à paróquia.

A parte mais antiga que resta do mosteiro primitivo é o claustro do século XVI, que se encontra parcialmente destruído. Um grande incêndio, em 1664, destruiu grande parte do edifício, que foi reconstruído já com a actual igreja, sendo inaugurado em 1697. Na segunda metade do século XVIII foi instalado um órgão de tubos, que se presume (não existindo confirmação) ter sido construído por Machado de Cerveira, considerado um dos melhores organeiros portugueses da época.”

FONTE

Diário As Beiras, de 24 de Julho de 2007

Reciclanda

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Mosteiro de Santa Maria de Semide

O Mosteiro de Santa Maria de Semide, que também aparece designado como convento, era feminino, pertencia à Ordem de São Bento e estava sob jurisdição diocesana. Era também conhecido como Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção. Antes de 1154, ano em que está documentado na carta de couto foi fundado em Semide, por iniciativa do bispo D. João Anaia e de seu irmão Martinho. Estava destinado a monges, não sendo conhecida a Regra. Em meados de 1183, passou para as monjas de São Bento.

Em 1610, o bispo de Coimbra D. Afonso de Castelo Branco quis transferir as monjas para o Mosteiro de Santa Ana de Coimbra, construído por ele para Cónegas Regrantes de Santo Agostinho, obtendo para isso a devida autorização pontifícia. A comunidade foi deslocada para Coimbra. Pouco tempo depois, por decisão da maioria e com autorização do bispo, a comunidade regressou a Semide no mesmo ano. A partir desta data, as abadessas passaram a ser eleitas por três anos.

Em 1833, foi fechado o noviciado. Em 1834, no âmbito da “Reforma geral eclesiástica” empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respetivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo. Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional. Em 1896, o Mosteiro foi encerrado por morte da última monja.

FONTE

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/miranda-do-corvo-santa-maria-de-semide-convento-igreja.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-11-23 21:45:042024-11-13 22:51:46Miranda do Corvo e os seus órgãos de tubos
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Musorbis é a nova plataforma que faz parte do projeto Meloteca e se dedica à divulgação do património musical na perspetiva dos concelhos de Portugal.

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    Paredes e os seus estúdios25 Maio, 2026 - 13:46
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