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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Banda Filarmónica Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro
Músicas no Concelho

Mogadouro e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Mogadouro

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Filarmónica Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro

Fundada em 1864 com o nome Sociedade Recreativa Mogadourense, a Banda Filarmónica Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro teve como 1º regente o Sr. Lecombe, de origem francesa. Entre 1904 e 1930 a Banda esteve inativa, sendo o Capitão Cruz, Presidente da Câmara de então, o responsável pelo seu ressurgimento. Ao longo da sua existência teve vários regentes, com destaque para Francisco Cavadas, que conseguiu dar-lhe expressão e relevo no contexto social. Mais tarde foi resgatada de outros períodos de inatividade pela mão de Pedro Guimarães (Presidente da Casa do Povo), em 1981, e da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro, reorganizando os recursos humanos e materiais.

Banda Filarmónica Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro

Banda Filarmónica Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro

A aquisição de novo instrumental, com o apoio da Câmara Municipal, e o não menos importante acordo celebrado com o regente Ismael Ferreira fazem de 1996 um ano crucial na história da banda que desde então tem vindo a crescer ao nível quantitativo e qualitativo, enriquecendo festas e romarias um pouco por todo o país. Atualmente está a cargo do Maestro Igor Careca a direção de um grupo com mais de 50 músicos efetivos, formados na sua totalidade pela escola de música da banda. É focada também no crescimento e desenvolvimento pessoal das camadas jovens.

Em 2013 a Banda Filarmónica da A.H.B.V. de Mogadouro editou o seu primeiro CD. Já este ano participou num concurso de Bandas Filarmónicas em Macedo de Cavaleiros, no qual obteve o 1º Prémio.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce. Clique e saiba mais.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos seniores.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/mogadouro-banda-filarmonico-de-mogadouro-2021.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-07-17 18:25:112024-12-13 21:03:11Mogadouro e as suas filarmónicas
Banda de Música 1º de Maio da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses
Músicas no Concelho

Mirandela e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Mirandela

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda de Música 1º de Maio da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses

A atual Banda de Música 1º de Maio da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses (ASMAM) teve a sua origem nos anos 1940. O seu aparecimento teve como objetivo a angariação de fundos para a Associação à qual pertencia, através de concertos e bailes. No entanto e segundo os documentos existentes, já em 1902 se falava de da existência de uma Banda de Música que iria estar presente nas comemorações do 1º aniversário da ASMAM no dia 1 de maio daquele ano, de forma gratuita tendo como contrapartida a inscrição dos seus elementos como sócios da referida Associação de Socorros Mútuos. É portanto a partir desta data que nasce a simbiose entre as duas instituições e que por força disso deve ser considerado como o ano da sua fundação.

Por causa da emigração, a Banda viu-se várias vezes ameaçada pela extinção. No entanto, a Banda manteve-se graças aos apoios autárquicos, peditórios e donativos de sócios beneméritos, fazendo permanecer esta estrutura cultural e recreativa até aos nossos dias.

A Banda 1º de Maio é a única Banda representativa do concelho de Mirandela, estando por isso obrigada a uma responsabilidade acrescida, pois a sua presença é obrigatória em todas as ocasiões festivas ou institucionais dos órgãos de soberania da cidade. As solicitações da Banda têm sido muitas, com o calendário de festas quase sempre esgotado, e com deslocações para eventos importantes, tanto em Portugal como no estrangeiro, especialmente em França e Espanha.

Banda de Música 1º de Maio da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses

Banda de Música 1º de Maio da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/mirandela-asmam.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-07-17 18:24:422021-07-25 11:48:02Mirandela e as suas filarmónicas
Banda Filarmónica do Aveloso, Mêda
Músicas no Concelho

Mêda e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Mêda

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Filarmónica de Aveloso

A Banda Filarmónica de Aveloso é uma banda do Concelho de Meda, distrito da Guarda. Aveloso é uma freguesia portuguesa do concelho de Mêda, com 7,53 km² de área e 207 habitantes. Foi vila e sede de concelho até 6 de novembro de 1836, concelho que era constituído apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 199 habitantes.

BFA

Banda Filarmónica de Aveloso

Banda Filarmónica de Aveloso

BFA

Banda Filarmónica de Aveloso

Banda Filarmónica de Aveloso

BFA

Banda Filarmónica do Aveloso, Mêda

Banda Filarmónica do Aveloso, Mêda

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/meda-banda-de-musica-de-aveloso-2017.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-07-17 18:24:142024-12-20 20:02:53Mêda e as suas filarmónicas
Banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva de Loulé
Músicas no Concelho

Loulé e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Loulé

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva de Loulé

A Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva foi fundada em 1876, com 17 músicos. A sua criação ficou a dever-se a divergências políticas de alguns músicos que pertenciam à filarmónica existente, que resolveram abandonar. Foi alcunhada de ” Os Turcos ” e passou a ser conhecida por “Música Nova”. Entre 1895 e 1908, sob a regência do Mestre Pires, a Banda conheceu o ponto mais elevado da sua existência.

Durante a sua longa vida ganhou alguns prémios e foi reconhecido o seu valor cultural: 1º Prémio do Certame Musical realizado em Silves em 1895; 1º e 2º Prémios do Certame Musical realizado em Faro em 1908; Medalha de Cobre do 2º Congresso da FSER; Diploma de Mérito Associativo pelos 114 anos de existência efetiva pela FPCCR; Medalha de Ouro de Instrução e Arte da FPCCR e Medalha de Mérito Municipal (Grau Prata) pela Câmara Municipal de Loulé em Maio de 1993. Participa regularmente em Festivais de Bandas Filarmónicas em Portugal e Espanha. Organiza anualmente o Certame Musica lº Ciclo de Bandas de Música – Município de Loulé”, vários cursos de aperfeiçoamento, concertos de orquestras sinfónicas, concertos de bandas militares e concertos com outros Grupos de Música.

Banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva de Loulé

Banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva de Loulé

A sua Escola de Música funciona com monitores nas Disciplinas de Instrumentos de Sopro, Percussão, Formação Musical e Classes de Conjunto, sendo a sua frequência gratuita. É geminada com a Banda de la Escuela de Música de Punta Umbria (Huelva).

Morada

Rua Serradinho, 7
8100-690 Loulé

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

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Fornos de Algodres
Músicas no Concelho

Fornos de Algodres e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Fornos de Algodres

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Filarmónica de Fornos de Algodres

Em 1873 surgiu em Fornos de Algodres a primeira filarmónica, denominada Sociedade Filarmónica de Fornos de Algodres. Chegou a se considerada uma das mais notáveis da região, atingindo maior fulgor no período entre 1878 e 1881. No ano de 1940 foi integrada na Legião Portuguesa, passando a designar-se Banda da Legião Portuguesa.

Em 1964 a Banda, cuja atividade cessara em 1946, foi integrada na Casa do Povo de Fornos de Algodres e, em 1996, na Associação de Promoção Social, Cultural e Desportiva de Fornos de Algodres, ficando com o nome de Banda Filarmónica de Fornos de Algodres.

Pela falta de informação na rede a 25 de julho de 2021, supõe-se que esteja pouco ativa ou mesmo inativa.

Fornos de Algodres

Fornos de Algodres

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Banda da Covilhã
Músicas no Concelho

Covilhã e as suas filarmónicas

Filarmónicas da Covilhã

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

(Informação cedida pelo Museu da Covilhã a 21 de novembro de 2024)

Banda da Covilhã (Covilhã)

Banda Filarmónica Caseguense (Casegas)

Banda Filarmónica Cortense (Cortes do Meio)

Banda Filarmónica do Paul (Paul)

Banda Filarmónica Eradense (Erada)

Banda Filarmónica Sanjorgense (São Jorge da Beira)

Filarmónica Carvalhense (Vila do Carvalho)

Filarmónica Popular de Verdelhos (Verdelhos)

Sociedade Filarmónica Recreativa Estrela (Unhais da Serra)

Banda da Covilhã

BANDA DA COVILHÃ
FUNDAÇÃO – 28 agosto 1944
MORADA – Avenida Frei Heitor Pinto, n.º3, 6200-113 Covilhã
PRESIDENTE / DIRETOR ARTÍSTICO – José Eduardo Brites Cavaco
MAESTRO – Carlos Almeida

Banda da Covilhã

Banda da Covilhã, logo

A história da Banda da Covilhã, Instituição de Utilidade Pública, perde-se no tempo, havendo registo da sua atividade em 1870, no dia 20 de outubro, dia em que a Covilhã foi elevada a cidade.

Com altos e baixos, ora tendo atividade ou não, sabemos que no dia 1 de dezembro de 1944 a banda saiu à rua ao som do hino da restauração e que até aos dias de hoje nunca mais parou a sua atividade. Apesar de a 5 de maio de 1992 ter sido vítima de um violento incêndio, renasceu e a vida atual da Banda da Covilhã é hoje um marco na grande cidade da Covilhã. A Academia de Música é a sua principal aposta com dezenas de alunos, e um corpo docente qualificado. É mentora de mais de 50 projetos culturais, recreativos e gastronómicos. Apresenta-se sob a orientação do maestro Carlos Almeida.

Banda da Covilhã

Banda da Covilhã

A História da Banda da Covilhã começa no ano da elevação da Covilhã a cidade em 1870. Nessa altura existiam duas “músicas” na cidade e durante três dias festejaram a efeméride. Com dados e factos a atual Banda da Covilhã é oriunda de uma dessas “musicas” que teve várias denominações como por exemplo: “Banda Independente”, a qual por motivos de ordem política, e em consequência de ordens superiores, foi encerrada em 1937, tendo na altura revertido todo o património da Associação para os poderes públicos.

Assim, um grupo de homens imbuídos pelo espírito associativo, quase ausente na época, fizeram ressurgir o Movimento Musical na Covilhã através da implementação de uma renovada “BANDA” decidida em Assembleia Geral de 28 de agosto de 1944, então, efetuada no salão da Associação dos Socorros Mútuos da Covilhã. Foi nessa reunião presidida pelo Senhor Francisco Rodrigues Pintassilgo, aclamado por unanimidade, e da qual saiu a Comissão Organizadora da que é hoje – a Banda da Covilhã.

Relembra-se os nomes que participaram na referida Comissão: Mário Quintela, António Rodrigues Pintassilgo, Francisco Rodrigues Pintassilgo, António Gomes, José Paiva, Manuel F. Duarte, Manuel Matias de Figueiredo, Francisco da Cruz Coelho, José Martinho, António Torrão, Francisco F. Nascimento, Mário Bicho Cardona, José Maria Maranhas Mousaco, José da Costa Farias e José Antunes dos Reis.

Foi nesta reunião, aprovada a Lei Estatutária que ficou a reger a Associação, tendo na altura dada a sua assinatura alguns músicos da extinta BANDA INDEPENDENTE. Estes elementos fizeram parte do corpo musical que atuou na primeira saída da Banda da Covilhã, no dia 1 de dezembro de 1944. Com este movimento, emergiu uma nova energia, que levou à constituição de corpos gerentes para a coletividade, tendo a 28 de dezembro de 1944 sido eleita a 1ª Direção da A.R.M.C.
O movimento musical de então tinha tal espírito que, anualmente na passagem de cada aniversário, em seu redor, envolvia um número significativo de associados, que com ele percorriam as ruas da cidade.

Não é difícil perceber que enraizada num espaço fundamentalmente fabril, acompanhada no afeto pelo operário do local, a Banda da Covilhã viveu até 1974 convulsões sociais de todo próprias para o seu engrandecimento.

Em 5 de Maio de 1992 esta Associação foi vítima de um violento incêndio que destruiu a sua sede (Travessa do Senhor da Paciência), deixando apenas as cinzas de todo o seu instrumental e de todo o património valoroso existente nesta Associação. Com o aparecimento do dia, um amigo desta Associação dizia: “A Banda ardeu, mas não morreu”. Então a atual direção liderada por António Moreira (hoje presidente da Assembleia Geral) em conjunto com os músicos e amigos da Associação e com as entidades oficiais, nomeadamente a Turiestrela, que de imediato dispensou duas salas do seu edifício para recomeço dos trabalhos, o Governo Civil de Castelo Branco, a Câmara Municipal da Covilhã, Juntas de Freguesia, o INATEL, Secretaria de Estado da Cultura, duas empresas fabris, população em geral e ainda muitas associações de Portugal Continental e Ilhas, tornou possível que em 20 de outubro de 1992 a Banda da Covilhã saísse para a rua entoando o seu novo repertório e agradecendo a toda a comunidade.

Em 1 de Dezembro de 1992, aquando da comemoração do seu aniversário, a Câmara da Covilhã inaugurou a nova sede, cujas instalações foram cedidas por esta entidade.

Ao longo destes anos participou em vários festivais, conjuntamente com algumas bandas de grande prestígio musical, percorreu também várias cidades, vilas e aldeias de Portugal, fazendo muitas atuações e levando a conhecer a cidade da Covilhã.

Banda da Covilhã

Banda da Covilhã

A vida atual da Banda da Covilhã é hoje um marco na grande cidade da Covilhã. A Academia de Música representa a sua maior aposta, com mais de 100 alunos. Um corpo docente qualificado e um ensino gratuito (para alunos carenciados) despertam nos mais novos talentos no campo dos sopros e da percussão. Neste âmbito lançou vários projetos como as Férias Dó-Ré-Mi e Fá-Sol-Lá. Ao nível da Orquestra de Sopros da Covilhã lançou vários concertos temáticos onde se destacam por ordem cronológica no ano: Concerto de Primavera; Moda e Música; Concerto de Gala – Cidade da Covilhã e Concerto de Natal. É seu diretor Artístico Eduardo Cavaco e Maestro Carlos Almeida.

Em 2006 lançou um dos seus maiores projetos, a Banda Sinfónica da Covilhã, projeto que visa criar as condições para uma Orquestra semiprofissional. Funciona por estágios e até à presenta data já realizou a 1 ou 2 por ano, tendo efetuado concertos na Casa da Música (Porto), Zamora, Castelo Branco, Covilhã.

Paralelamente à atividade Musical, é responsável ou coorganizadora em vários eventos de índole cultural na cidade, como por exemplo: “Com a Banda da Covilhã, até os Santos Dançam”, Brincolândia, Festival da Cherovia.

Banda Filarmónica Caseguense

BANDA FILARMÓNICA CASEGUENSE
FUNDAÇÃO – 02 abril 2004
MORADA – Rua das Escolas, 6225-121 Casegas
PRESIDENTE – Carlos Serrão
MAESTRO – Renato Andrade

Banda Filarmónica Caseguense

Banda Filarmónica Caseguense

A “Banda Filarmónica Caseguense”, também conhecida como Banda Filarmónica de Casegas, teve a sua origem por volta de 1879. No entanto a formalização da sua fundação apenas foi efetuada em 2 de abril de 2004, data em que se desagregou da “Casa do Povo de Casegas”, abandonando a denominação de “Banda Musical, Cultural e Recreativa da Casa do Povo de Casegas”. Embora não haja registos precisos sobre o seu início, é sabido que a música desempenhou sempre um papel central na vida da freguesia de Casegas Desde cedo que a comunidade se envolveu em manifestações musicais e culturais que refletiam a riqueza das suas tradições locais.

Na década de 1950, a banda era composta principalmente por mineiros que trabalhavam nas Minas da Panasqueira. Estes músicos, dedicados e resilientes, só podiam ensaiar aos fins de semana devido às exigências do seu trabalho diário. Este período foi marcado por um forte espírito de camaradagem entre os membros da banda que continuaram a dedicar-se à música apesar das dificuldades.

Ao longo do século XX, a banda enfrentou vários desafios. Entre os mais significativos pode indicar-se a falta de instrumentistas, a escassez de recursos financeiros para a aquisição de instrumentos e uniformes e a ausência de um local adequado para os ensaios. Estes problemas resultaram em pelo menos duas interrupções nas atividades da banda, sendo a última entre 1959 e 1974, período durante o qual a banda esteve inativa.

Banda Filarmónica Caseguense

Banda Filarmónica Caseguense

Em 1974, Joaquim Vicente Antunes, então secretário da Junta de Freguesia, tomou a iniciativa de reativar a banda. Juntamente com os irmãos António Dias Neves e José Dias Neves, formou uma comissão para angariar os fundos necessários para a retoma das atividades. Em 1976, esta comissão foi substituída por uma direção formal, composta por vários membros da comunidade. A primeira apresentação da banda reativada ocorreu em 25 de junho de 1976, durante uma festa popular em Casegas, marcando o início de uma nova era para a banda, que continuou a desempenhar um papel vital nas celebrações e eventos comunitários.

Ao longo da sua história, a banda contou com a orientação de vários mestres notáveis, como Henrique Feio, Adelino da Silva, o “Senhor Nascimento” e o “Senhor Lourenço”. Em 1997, Sérgio Saraiva, um estudioso da história local, publicou uma lista detalhada dos mestres que contribuíram para a formação musical da banda, incluindo nomes como Alfredo Joaquim Silva Assis, António Bernardo, Carlos Alberto, José Dias, Adelino de Sousa, Aires Pantaleão, Alfredo Catarino, Prof. Rocha Domingos Ribeiro, António Dias, Manuel dos Santos Geraldes, Américo Quintela, Prof. Paulo Pereira, António Manuel Duarte André e Renato Miguel Cristóvão de Andrade.

Banda Filarmónica Caseguense

Banda Filarmónica Caseguense

Nos últimos anos, a banda enfrentou desafios significativos devido ao êxodo de músicos para cidades do litoral e para o estrangeiro. Esta situação levou à diminuição do número de executantes e à extinção temporária da escola de música. Em resposta, foi criado o projeto “BFC Street Band” no início de 2017, liderado pelo diretor artístico Renato Andrade. Esta brass band, composta por músicos formados na escola de música local e que conta com colaboração de músicos oriundos de todo o território nacional, tem contribuído para revitalizar a banda e garantir a sua continuidade.

A Banda Filarmónica Caseguense é um testemunho vivo da rica tradição musical e do espírito comunitário de Casegas. Ao longo de mais de um século de existência, a banda superou inúmeros desafios e continua a ser uma fonte de orgulho e identidade para a comunidade local. Hoje, com uma renovada energia e visão, a banda está bem posicionada para dar continuidade ao trabalho de intervenção musical e cultural em Casegas e em todo o território nacional.

Banda Filarmónica do Paul

BANDA FILARMÓNICA DO PAUL
FUNDAÇÃO – 30 abril 1815
MORADA – Rua Carlos Pinto, 6215-443 Paul
PRESIDENTE – Alcido Gilberto Nascimento Vasconcelos
MAESTRO – António Manuel Duarte André

Banda Filarmónica do Paul

Banda Filarmónica do Paul, logo

Fundada supostamente a 30 de abril de 1815, a Banda Filarmónica do Paul é uma secular instituição com um passado e historial rico. A sua designação social até 1977 era Sociedade Filarmónica Recreativa Paulense, mas após publicação em Diário da República em 12 de maio do mesmo ano, passou a designar-se Associação Cultural Desportiva Paulense. Não se conhece ao certo os seus fundadores, todavia, segundo rezam as crónicas escritas relativamente à época, terão sido Luiz Soares Gil e João da Fonseca que em 1874 deram o impulso decisivo à banda.

Acolheu no seu seio vários maestros como D. Filipe Perez, Ribeirinho, António José de Almeida, Sousa, Assis, João Valente, Alfredo Oliveira, António Geraldes, José Quintela, Renato Andrade, Rui Sousa e atualmente conta novamente com António Manuel Duarte André. A Banda Filarmónica do Paul tem, de algum modo, conseguido fazer a simbiose perfeita entre gerações tão distintas e faixas etárias diferenciadas, assentando nela uma vitalidade e o garante de uma entidade com um prestimoso trabalho desenvolvido em prol da comunidade paulense e da região, preservando acima de tudo a identidade cultural de um povo.

Banda Filarmónica do Paul

Banda Filarmónica do Paul

A Associação Cultural Desportiva Paulense assenta na preocupação de interpretar peças musicais de alta qualidade, para assim abranger um leque alargado de público e procurar a convivência de várias gerações que apreciam o gosto pela música. Tem sido solicitada para vários eventos em todo o país, deixando uma boa prestação por onde passa. Em 1997, deixou o seu espólio registado numa edição áudio intitulada Harmonias Mágicas.

Paralelamente às atividades musicais da Banda, esta mantém em funcionamento uma Escola de Música, assim como a aposta em várias atividades culturais. Fruto desta aposta, realizou o I, II e III Tunesband (Festival de Tunas e Bandas Filarmónicas, (1999, 2000 e 2014), as edições do Futmusic (torneio de futsal – 1998; 2000; 2001; 2002, 2014 e 2016), uma ação de formação sobre Manutenção de Instrumentos Musicais (2004), edições de Pedais Musicais (Passeios / Convívios de BTT – 2004 a 2006, 2013, 2014 ; 2015 e 2022) ), uma Romaria em honra de Santa Cecília (2004), Concerto em honra de St.ª Cecília (2011 a 2018 e 2022) um baile e Desfile de Carnaval (2011 a 2019 e 2023), o I Masterclasse de Clarinete e Tuba (2005), Masterclasses de todos os Naipes (2012 e 2013), sete edições de Festivais de Bandas Filarmónicas (último no Jardim do Lago na Covilhã, com colaboração da Câmara Municipal da Covilhã – 2005), participação na Feira das Freguesias (2006), comemoração do Dia Mundial da Música (2006 e 2011), colaboração na realização das 9 edições da Pegada pela Saúde (caminhada pelos trilhos da vila com rastreio de saúde), realização das Festividades Filarmónicas (arraial popular – 2001 a 2015), promoção do Atelier Filarmónico – ocupação de tempos livres (2011 a 2016), realização de um Concerto Solidário, com o objetivo de angariar bens alimentares e vestuário para famílias carenciadas da vila (2012) e de um Concerto de primavera (2013), promoção dos Ensaios de rua (2012 a 2018), participação nas 4 edições do Covilhã Filarmónico (2007 a 2010), cooperação na formação da Federação Regional de Bandas Filarmónicas do Distrito de Castelo Branco, da qual é sócio fundadora, participação no Desfile de Bandas Filarmónicas pela Av. Da Liberdade em Lisboa pelas comemorações do dia 1 de dezembro (2015 e 2022) e atribuição de Medalha de Mérito pelos seus 200 anos de existência pela Câmara Municipal da Covilhã (2015).

Banda Filarmónica do Paul

Banda Filarmónica do Paul

No decorrer do ano de 2017 foi desenvolvido um projeto pioneiro e único, que consistiu na apresentação de uma obra original, da autoria e orientação de André Prata, dedicada ao centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, no qual existiu a colaboração da Banda Filarmónica com outras entidades procurando a promoção do associativismo e desenvolvimento cultural. A Banda Filarmónica do Paul, realizou no Auditório do Unidos do Tortosendo (2018) e na Igreja Matriz do Peso (2019) um concerto comemorativo da implementação do projeto “Música nas Freguesias”. Em 2018 e 2019, realizou um único e pioneiro, denominado “12h de Filarmonia”, contando com a presença de várias filarmónicas de vários pontos do país.

No seu historial conta também com a presença em países europeus, como França e Suíça, assim como a participação em programas televisivos. Para além de um leque alargado de eventos que organiza, participa ainda em festas, romarias e concertos, sendo estas atividades o principal sustento desta secular instituição.

Filarmónica Popular de Verdelhos

Inativa

FILARMÓNICA POPULAR DE VERDELHOS
FUNDAÇÃO – 15 julho 1925
FUNDADOR – Padre António Lucas de Oliveira
PRESIDENTE – António Sabugueiro (1952) / António Correia Vicente (1981)
O ÚLTIMO MAESTRO – Adelino Geraldes Alexandre

Filarmónica Popular de Verdelhos

Filarmónica Popular de Verdelhos

A Filarmónica Popular de Verdelhos foi fundada a 15 de julho de 1925, pelo Padre António Lucas de Oliveira, figura que ficará para sempre ligada à Filarmónica. Além de Fundador, foi Maestro durante 53 anos consecutivos.

Provavelmente em 1924, o Padre António Lucas de Oliveira terá começado a ensinar em instrumentos de corda. E, em conjunto com António Augusto, representante do registo Civil, Professor Vicente, José Borges, António Leitão, entre outros, formaram a Tuna, que chegou a fazer serviços em populações vizinhas.

Essa Tuna que acabou por comprar os instrumentos de sopro às bandas já extintas de Aldeia do Mato e Teixoso, evoluiu para Filarmónica com a designação de “Música de Verdelhos”. Assim se manteve até aos anos 60, quando passou a chamar-se Banda de Verdelhos. Só no início dos anos 80 lhe foi alterado o nome e registada oficialmente como Filarmónica Popular de Verdelhos.

Filarmónica Popular de Verdelhos

Filarmónica Popular de Verdelhos

No início de 1952, a Diocese proibiu a Banda de atuar em arraiais. Mas o amor e a dedicação que o Padre António Lucas de Oliveira tinha à sua música eram demasiados, pelo que promoveu a eleição de um Mestre de entre os músicos, embora fossem sempre acompanhados na sombra do Reverendo. À eleição compareceu apenas António Sabugueiro, que foi anunciado como Mestre e que viria a reger durante 24 anos. Fazia todo o trabalho de direção, consultando sempre Adelino Geraldes, Adelino Correia e Alfredo Geraldes, para tomar grandes decisões.

Algum tempo depois, o Ti Sabugueiro, assim conhecido pelo povo, fazia as suas próprias músicas para pôr ao serviço da Banda. Fala também da construção da Sede, que acabou por ser construída com o esforço e trabalho dos músicos e donativos do povo.

António Sabugueiro, liderou a Filarmónica durante 44 anos. Nunca frequentou a escola, aprendeu a ler com o seu pai Manuel Sabugueiro e mal sabia assinar o seu nome. Era uma pessoa séria, íntegra e surpreendente pelo seu vocabulário. Nasceu em 1917 e desde cedo começou a mostrar os seus dotes para a música, com apenas 9 anos. Quando guardava cabras, pediu ao seu pai que lhe comprasse um pífaro (flauta). O som fazia esquecer à família os maus bocados que passavam. Tinha 19 anos quando iniciou a arte musical, tendo aprendido o solfejo com o Tio Adelino Correia. A “Música de Verdelhos” tinha na época 22 elementos. Aperfeiçoou-se na Banda da Covilhã e na Banda do Exército em Leiria, onde prestou serviço militar.

Apesar de todas as dificuldades, a Filarmónica nunca esteve em perigo de cessar atividade. Só com a morte do Padre António começaram a surgir problemas mais graves, chegando mesmo a parar.

Em 1981, com a ajuda do Professor Valente da Erada, António Correia Vicente reativa a Filarmónica Popular de Verdelhos.

Filarmónica Popular de Verdelhos

Filarmónica Popular de Verdelhos

Deparou-se com o mesmo problema existente desde a sua fundação e que se prendia com a dificuldade de recrutamento de novos elementos para fazer parte ativa na Filarmónica. A população que vivia com grande sacrifício nos seus afazeres diários, à noite não estava disponível para os ensaios da banda. Com a chegada da guerra do Ultramar e a consequente emigração em massa para França, Alemanha, Suíça e outros países, a Filarmónica de Verdelhos viu-se confrontada com uma crise de elementos efetivos, imprescindível ao seu razoável funcionamento.

Nos anos 80 e 90 a situação melhorou um pouco, com a participação de músicos que não eram de Verdelhos, mas que deram uma ajuda em quantidade e qualidade. Os serviços para fora da freguesia nunca faltaram, mas voltou o problema da assiduidade dos músicos aos serviços e principalmente aos ensaios.

Em 2005 as festas de Verão foram cumpridas com grande sacrifício. Desde finais de outubro de 2006 até finais de março de 2007 não foi feito um único ensaio, pelo que o último Maestro, Adelino Geraldes Alexandre, ao fim de 44 anos e 8 meses de participação nos serviços da Filarmónica de Verdelhos, 22 como maestro, saiu da Filarmónica Popular de Verdelhos.

E, conforme as palavras de António Salgueiro, quando o Serafim (como era conhecido o Maestro Adelino Alexandre) sair, a Banda de Verdelhos acaba.

FONTES:
“Verdelhos – Fronteira das Beiras”, Adelino Pais Fernandes, Ed. Autor, 2019.
“Verdelhos, Belezas e Factos”, Adelino Pais Fernandes, Ed. Autor, 1996.

Filarmónica Recreativa Eradense

FILARMÓNICA RECREATIVA ERADENSE
FUNDAÇÃO – junho 1924
MORADA – Rua da Junta de Freguesia, 6215 Erada
PRESIDENTE – Sónia Fernandes
MAESTRO – André Martins Prata

Filarmónica Recreativa Eradense

Filarmónica Recreativa Eradense, logo

A Filarmónica Recreativa Eradense teve início numa Tuna com instrumentos de corda, formada pelo Sr. José Bernardino em 1922, com os músicos João Valente, Francisco Alves Fonseca, José Alves Fonseca e o Bonifácio.

Pagavam uma quota mensal de 10 tostões para fazer face às despesas.

Filarmónica Recreativa Eradense

Filarmónica Recreativa Eradense

Com a continuação e o interesse musical destes Eradenses, foi em 1923 que J. Joaquim Henrique, José Pinto e João M. Valente resolveram comprar 14 instrumentos de sopro, custeados pelos próprios. Simultaneamente, surgiu a primeira Escola de Música.

Em 1924, resolveram fundar a Filarmónica Eradense, inaugurada em 1 de novembro do mesmo ano.

Ao longo de vários anos a Filarmónica sofreu instabilidades que levaram a épocas de inatividade.

Em 2004, a Filarmónica foi reerguida por João Ramos Almeida, que colocou a coletividade no seu lugar, criando novamente a Escola de Música, que alcançou sucesso com mais de 40 elementos.

A Filarmónica, presidida desde 2016 por Sónia Fernandes, tem cerca de 30 elementos, maioritariamente jovens, e é regida pelo Maestro André Martins Prata, desde 2017.

Filarmónica Recreativa Eradense

Filarmónica Recreativa Eradense

A celebrar o seu centenário no ano de 2024, a Filarmónica assinalou este marco com a inauguração de novo fardamento, a edição do 1º CD da Filarmónica e a celebração dos “100 anos de história e 50 de liberdade” no palco do Teatro Municipal da Covilhã com o cantor FF (Fernando Fernandes) e o Coro do Ensino Básico do Conservatório de Música de S. José da Guarda.

Filarmónica Recreativa Carvalhense

FILARMÓNICA RECREATIVA CARVALHENSE
FUNDAÇÃO – 01 janeiro 1908
MORADA – Rua Padre Parente, n.º1, 6200-232 Vila do Carvalho / Covilhã
PRESIDENTE / DIRETOR ARTÍSTICO – Diogo Filipe Alexandre Coimbra
MAESTRO – Luís Dâmaso

Filarmónica Recreativa Carvalhense

Filarmónica Recreativa Carvalhense, logo

A FRC (Filarmónica Recreativa Carvalhense) foi fundada a 1 de janeiro de 1908 por um grupo de homens vocacionados para a arte musical, tendo como lema “Ao serviço da cultura de um povo”. Este grupo foi encabeçado pelo Pároco da freguesia, da então Aldeia do Carvalho, hoje Vila do Carvalho, Padre Parente, tendo este sido também o seu primeiro maestro.

Ao longo dos anos esta formação musical começou a crescer numericamente e artisticamente, chegando aos nossos dias com cerca de 30 músicos, maioritariamente formados na sua Escola de Música.

Atualmente a direção Artística está a cargo do maestro Luís Dâmaso.

Filarmónica Recreativa Carvalhense

Filarmónica Recreativa Carvalhense

Ao longo da sua existência tem-se deslocado a diversas localidades do país, efetuando vários concertos, além de abrilhantar festas e romarias. Ao longo dos últimos anos, destacam-se algumas atuações:

  • 1982, 1983 e 1990, respetivamente deslocou-se a Faverges, Tourcoing e Draveil (França), onde participou no décimo Festival do Carnaval desta última cidade;
  • 1987: Isenta de qualquer objetivo político, foi convidada para a abertura das Festas do Avante, em Lisboa;
  • 1989: Ciudad Rodrigo (Espanha), onde atuou nas Festas de Sta. Cecília, padroeira dos músicos, (em representação do Concelho); Coimbra, I Encontro Nacional de Bandas Civis (em representação do distrito de Castelo Branco);
  • 1991: Lisboa, I Encontro Nacional de Bandas Filarmónicas (em representação do distrito de Castelo Branco);
  • 1992: Torres Novas, integrado nas Festas da Cidade (em representação do Concelho);
  • 1994: Esteve presente na Feira Popular de Lisboa, no dia dedicado às casas regionais, representando para esse efeito a Casa da Covilhã;
  • 1995: Realização de um curso de improvisação e composição coletivo em Jazz, dirigido por Patrick Brennan, destinado a músicos da região.
  • 2001: Presença na na Semaine Européenne Portugaise em St. Genis Laval (França).
  • 2002: I Curso Regional de Regência de Bandas Filarmónicas (Parceria c/ INATEL) Monitores: Tristão Nogueira, Carlos Marques e José Pedro Figueiredo.
  • 2005: II Participação nas Festas do Avante, Atalaia Seixal (Palco Arraial).
  • 2007: Participação nas Comemorações dos 50 anos da assinatura do Tratado de Roma, na ação “O que nos toca”
  • 2008: Organização Encontro de Bandas Filarmónicas, inserido nas Comemorações do Centenário da Filarmónica Recreativa Carvalhense, onde participaram 9 bandas convidadas.
  • 2010: Participação no II Festival de Bandas Filarmónicas – Manteigas ’10, organizado pela Filarmónica Popular Manteiguense – Música Nova
    Participação no “Weekend musical – Franco-Portugais” em Les Roches de Condrieu – França, a convite do Comite de Jumelage Europe des Roches de Condrieu.
    Receção ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, aquando das Comemorações do 140º Aniversário da elevação da Covilhã a cidade.
  • 2011: Participação no XIV Encontro de Bandas Filarmónicas de Ceira, organizado pela da A.R.M. de Ceira.
    Participação nas comemorações do 90º Aniversário da Filarmónica Retaxense.
  • 2013: Participação no 4º Encontro de Bandas Filarmónicas na Vila de São Romão, a convite da Banda Academia de Santa Cecília.
    Participação nas Comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, a convite da DORCB do PCP.
  • 2024: Concerto Comemorativo dos 50 Anos do 25 de Abril (Inserido nas Comemorações da União de Freguesias da Cantar Galo e Vila do Carvalho.
Filarmónica Recreativa Carvalhense

Filarmónica Recreativa Carvalhense

Além da Banda Filarmónica, a FRC tem uma Escola de Música gratuita e, com a cedência dos instrumentos, organiza também durante todo o ano diversas atividades recreativas e culturais, das quais destacamos as Comemorações do Aniversário, o Carnaval FRC, o Encomendar das Almas – Tradição Quaresma, a Festa de Verão e diversas conferências.
A Filarmónica Recreativa Carvalhense tem como missão a promoção cultural e recreativa dos seus associados e da comunidade onde se insere e tem desempenhado com dignidade um papel importante no desenvolvimento sociocultural da região, o que lhe tem dado prestígio, reconhecido com a atribuição do estatuto de pessoa coletiva de utilidade pública, aprovado em Conselho de Ministros e publicado em Diário da República 2ª série, n.º 243 de 22 de Outubro de 1991 e pela atribuição da Medalha de Mérito Municipal da Câmara Municipal da Covilhã em 20 de Outubro de 2000.

Filarmónica Recreativa Cortense

FILARMÓNICA RECREATIVA CORTENSE
FUNDAÇÃO – 11 novembro 1899
MORADA – Rua Padre Silva, n.º6, 6215-141 Cortes do Meio
PRESIDENTE – Alexandre Barata
MAESTRO – Fábio Daniel Esteves Pereira

Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense, logo

A Filarmónica Recreativa Cortense é uma Associação com mais de um século de existência, completando em 2024 os seus 125 anos.

A data de fundação “oficial” é 11-11-1899, mas recentemente surgiram documentos que apontam para a atividade bem antes desta data, nomeadamente a participação da “Banda das Cortes” na inauguração da Linha da Beira Baixa e receção à Família Real, D. Carlos e Dª Amélia, a 6 de setembro de 1891 na Cidade da Covilhã.

Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

É uma Associação, sediada em Cortes do Meio, uma pequena aldeia inserida no Parque Natural da Serra da Estrela e Capital das Piscinas Naturais.

Ao longo da sua História tem vivido, como muitas outras congéneres, momentos áureos e outros mais difíceis. Chegou a estar inativa, fruto do menor voluntarismo das suas gentes e de momentos em que a emigração também teve o seu impacto no número de músicos que a constituíam.

Em 1 de Agosto de 1977 foi reativada, e desde então a sua atividade tem sido permanente, estando neste momento a viver um dos períodos mais pujantes da sua História.

Como filarmónica, tem em permanente funcionamento uma Escola de Música, com ensino gratuito, que tem vindo a ser o garante da sua continuidade.

Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

A Filarmónica Recreativa Cortense é também promotora de outras atividades culturais e recreativas, onde se destaca um dos maiores eventos do Concelho da Covilhã, “Pastores – História e Tradição de um Povo” – uma manifestação de Homenagem que decorre anualmente no fim de semana do 1º sábado de outubro na zona antiga da aldeia.

Sociedade Filarmónica Sanjorgense

BANDA FILARMÓNICA SANJORGENSE
FUNDAÇÃO – 1942
MORADA – Rua Direita, 6225-267 São Jorge da Beira
PRESIDENTE – Augusto Saraiva Albino
MAESTRO – José Simões

Sociedade Filarmónica Sanjorgense

Sociedade Filarmónica Sanjorgense, logo

A Sociedade Filarmónica Sanjorgense, de São Jorge da Beira, foi fundada em 1942. O primeiro regente da banda foi o Senhor Serafim, natural da Aldeia das Dez.

Uma particularidade da banda, nos tempos iniciais é que os músicos compravam os seus próprios instrumentos. Tinham direito de uso dos instrumentos enquanto estivessem na banda. Quando saiam, perdiam todos os direitos sobre os instrumentos.

Uma das muitas atividades da Banda Filarmónica era uma arruada todos os 1º de Dezembro, dia comemorativo da Restauração da Independência em 1640. No ano de 1945 coube ao regente da banda, Sr. João António Valente, explicar o significado da data. No primeiro dia de janeiro de 1946, a banda percorreu as ruas tocando o “Ano Novo”. No mesmo ano foi reformulado o repertório musical da banda. No dia 13 de janeiro de 1946, quando andavam a percorrer as ruas a “angariar donativos para o seu sustento” a Banda tocou, pela primeira vez, marchas de guerra. Semelhante música parece que foi de muito agrado do povo. Neste peditório foram angariados alguns milhares de escudos. A Banda, continuou, ao longo dos anos a sua atividade e, segundo as palavras de “O Mineiro” de janeiro de1951, era uma Boa Filarmónica e trabalho não lhe faltava, “(…) no tempo das festas percorre uma grande parte das povoações circunvizinhas”.

Em 1968, devido ao grande surto migratório, que desde 1961 se tinha vindo a verificar, resultante, em grande parte dos despedimentos havidos na Mina, a Filarmónica cessou a atividade.

Sociedade Filarmónica Sanjorgense

Sociedade Filarmónica Sanjorgense

Em 1977, fruto de boa vontade e do gosto que um conjunto de antigos músicos tinham pela Filarmónica, o povo e os nossos emigrantes, espalhados pelas sete partidas do mundo, todos contribuíram para pôr de pé a Filarmónica. Fruto deste espírito solidário e da ação concertada de todos foi possível já no ano seguinte, em 1978, a Filarmónica São Jorgense contar com 33 elementos e, pela primeira vez na história da banda, dois dos seus elementos eram mulheres. Era mestre da Banda Bernardino Pereira dos Santos, homem incansável no arribar e no manter da Filarmónica. Como incansável foi na formação de novos músicos, no sentido de precaver o futuro e não mais acontecer o que aconteceu em 1968.

Sociedade Filarmónica Sanjorgense

Sociedade Filarmónica Sanjorgense

Em 1978 (maio/junho) existiam 105 sócios a pagarem uma quota mensal de 20$00 e uma Comissão/Direção de 70 elementos a pagarem uma quota mensal de 40$00. Neste tempo os Diretores eram os senhores Alfredo Pereira, Pedro Ramos Covita e Francisco Narciso Camba.

Fonte: cebola.net

Sociedade Filarmónica Recreativa Estrela de Unhais da Serra

SOCIEDADE FILARMÓNICA RECREATIVA ESTRELA DE UNHAIS DA SERRA
FUNDAÇÃO – 08 dezembro 1904
MORADA – Avenida 1º de Maio, n.º45, 6215-680 Unhais da Serra
PRESIDENTE – António Vicente
MAESTRO – João Fonseca

Sociedade Filarmónica Recreativa Estrela de Unhais da Serra

Sociedade Filarmónica Recreativa Estrela de Unhais da Serra, logo

A Sociedade Filarmónica Recreativa Estrela de Unhais da Serra é uma instituição cultural e recreativa fundada a 8 de dezembro de 1904 em Unhais da Serra, concelho da Covilhã.

A criação da filarmónica surgiu do desejo dos habitantes da região, que contrastavam a dureza do trabalho nas encostas da serra com a melodia de flautas e pífaros.

A fundação foi impulsionada por três homens de boa vontade: Joaquim José das Neves, Francisco Barata de Almeida e Felisberto Gouveia. Eles contaram com o apoio de António Joaquim dos Santos, Manuel Alves Cardoso e João Nunes Serra, que assumiram a responsabilidade pela organização e aquisição de instrumentos.

O primeiro regente da banda foi Francisco Joaquim Cordeiro, também músico-fundador. A banda recebeu apoio da população local e ensaiava numa casa da família de Almeida Garrett.

A primeira apresentação pública da Filarmónica Estrela ocorreu em 8 de dezembro de 1904, tendo como sua padroeira a Nossa Senhora da Conceição.

Sociedade Filarmónica Recreativa Estrela de Unhais da Serra

Sociedade Filarmónica Recreativa Estrela de Unhais da Serra

A primeira farda foi doada por Alexandrino Calheiros, filho do primeiro Conde da Covilhã, cumprindo uma promessa feita pelo seu pai.

Ao longo dos anos, a Filarmónica Estrela contou com diversos regentes e formou várias gerações de músicos, tornando-se a mais antiga representação cultural e recreativa de Unhais da Serra, perfazendo 120 anos de existência em 2024.

A banda participou em vários festivais nacionais e internacionais, destacando-se ao vencer o primeiro prémio no concurso dedicado ao “Hino da Serra da Estrela”, realizado em Manteigas a 7 de agosto de 1977, com letra de Silvestre Gaudêncio e música de Alfredo Valente.

Sociedade Filarmónica Recreativa Estrela de Unhais da Serra

Sociedade Filarmónica Recreativa Estrela de Unhais da Serra

Durante grande parte de sua história, a Filarmónica Estrela ensaiou em locais cedidos generosamente por amigos da instituição.

Desde 1995, a banda tem a sua própria sede.

A Sociedade Filarmónica Recreativa Estrela de Unhais da Serra é composta por 25 músicos, sob a regência do Maestro João Fonseca.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/banda-da-covilha-concerto.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-07-17 18:22:502024-11-21 23:18:04Covilhã e as suas filarmónicas
Filarmónica Lyra Barcoucense 10 de Agosto
Músicas no Concelho

Mealhada e as suas filarmónicas

Filarmónicas da Mealhada

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Associação Filarmónica Lyra Barcoucense 10 de agosto
  • Filarmónica Pampilhosense
Associação Filarmónica Lyra Barcoucense 10 de agosto

A Associação Filarmónica Lyra Barcoucense 10 de Agosto teve a sua origem em 1905, quando um grupo de músicos de instrumentos de cordas se juntou e decidiu criar uma Tuna, com a finalidade de recrear os serões de então. Tinham como maestro José Eliseu de Coimbra. Devido à evolução natural do grupo e também às novas exigências dos festejos, a Tuna passou a englobar também instrumentos de sopro, que gradualmente foram tomando o lugar dos instrumentos de cordas, acabando estes últimos por desaparecer por completo poucos anos mais tarde.

Em 1919, na data que está associada ao nome, passou a designar-se por Filarmónica, com o nome que mantém (nome inspirado naturalmente nessa data) e nesta altura já não fazia parte do seu instrumental qualquer instrumento de cordas. Os primeiros Estatutos foram elaborados em 1954 e aprovados em 12 de Julho desse ano, pela F.N.A.T. (Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho). Os estatutos em vigor foram revistos, atualizados e aprovados em Assembleia Geral e pelo INATEL (Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres para Trabalhadores).

A modificação dos Estatutos foi realizada em Coimbra, em 2003. Com a construção de uma sede, na década de 60, deu-se mais um passo decisivo para o engrandecimento patrimonial e cultural da Filarmónica. Barcouço passou a ter uma infraestrutura direcionada para atividade recreativa/cultural popular, não só ao serviço da Filarmónica mas também aberta à colaboração de outras organizações culturais/desportivas/recreativas que desejem usufruir desse espaço.

Daí para cá muitas foram as instituições, grupos e pessoas singulares que utilizaram as instalações para promover a cultura, o desporto e o convívio. Os laços que ligaram (e continuam a ligar) a Filarmónica a essas organizações/pessoas foram-se estreitando, compartilhando, em muitos casos, os próprios elementos. Dessas organizações culturais destacam-se: Escola Primária de Barcouço; Infantário, Centro de Dia; Associação “O Planalto”; Grupo de Teatro; Ranchos Folclóricos; Grupo de Cavaquinhos; Grupo de Música Popular; Cordas e Cantares. Alguns destes grupos artísticos, naturalmente amadores, têm surgido e desaparecido gradualmente, mas a sua memória permanece viva nos nossos corações nostálgicos.

Mais recentemente existiram três formações musicais que, embora tenham funcionado de forma independente, orbitaram na esfera de influência musical da filarmónica, foram estas: “O Cambão” – executantes de música de raiz mais popular; “Sonocracia” – grupo de música experimental, ainda que igualmente com influências populares, cultivando essencialmente uma sonoridade acústica e apresentando alguns temas originais; “FunFarra” – grupo de executantes de instrumentos de sopro, paralela à filarmónica, inspirado no cruzamento de formações reduzidas como grupos de música de câmara e de pequenas fanfarras. Merece ainda destaque a Lyra – Escola de Música. Começou por funcionar de forma mais estruturada desde a década de 80, apoiada, na altura, pelo maestro e por alguns músicos mais antigos, com mais conhecimentos musicais.

Desde do início deste século, tem havido um esforço continuado no sentido de se trabalhar de forma ainda mais estruturada, com uma dinâmica mais próxima da profissionalização e com necessidade de se recorrer formadores externos. É de realçar o trabalho meritório desenvolvido por todos os maestros que se esforçaram em prol do desenvolvimento da Filarmónica. Na instituição começaram as suas carreiras alguns reconhecidos profissionais da música, e alguns alcançaram posições de destaque no meio musical nacional, especialmente militar.

Filarmónica Lyra Barcoucense 10 de Agosto

Filarmónica Lyra Barcoucense 10 de Agosto

Filarmónica Pampilhosense

O desenvolvimento da indústria na Pampilhosa, que teve o seu início no final do séc. XIX, com o entroncamento da Linha da Beira Alta com a Linha do Norte, fez com que o associativismo e a música passassem a integrar o dia-a-dia dos trabalhadores de então. Assim, surgiu em 1894 uma das primeiras bandas de que há registo, a Banda dos Teixeiras, organizada por João Teixeira Lopes e Júlio Teixeira Lopes, empresário da Fábrica Mourão, Teixeira Lopes e C.ia.

Em 1913, foi fundada a “Tuna Recreativa da Pampilhosa” por Joaquim da Cruz, empresário da Fábrica de Serração Thomaz da Cruz. A bandeira, comprada a expensas do Povo, foi pintada pelo pintor conimbricense António das Neves Eliseu. Mais tarde, os instrumentos da Fábrica dos Teixeiras foram vendidos a um grupo de Pampilhosenses que, em 1920, decidiram organizar uma filarmónica. Foi então assinada a escritura da sociedade no Domingo, dia 9 de Maio daquele ano, pelo seu primeiro Presidente, Prof. Guilherme Ferreira da Silva, surgindo a “Filarmónica Pampilhozense”, com sede na “escola oficial de Pampilhoza do Botão”. A sua primeira bandeira foi a da Tuna. Quando esta acabou, foi repintada com o nome da Filarmónica e respetiva data de fundação. Ricardo Campos foi o seu primeiro regente, que vinha de Coimbra de comboio para os ensaios regulares, jantando numa das Hospedarias da Estação. O seu ordenado era de três escudos por ensaio. Em 1924 a regência passa a ser da responsabilidade de Manuel Maria Simões Pleno, de Santana, Figueira da Foz, passando, dois anos depois, a batuta ao seu filho, Joaquim Maria Simões Pleno, que se mantém no comando durante 64 anos.

Nos seus primeiros 32 anos de vida, a Filarmónica Pampilhosense conheceu cinco sedes provisórias, até que em 1952 foi finalmente construída e inaugurada a sua primeira sede oficial. Esta foi derrubada findos 35 anos de serviço, dando lugar à atual Sede, edificada com um grande esforço dos pampilhosenses, executantes e da direção, liderada pelo Presidente Joaquim Tomé. Os seus estatutos foram renovados em 1953, sofrendo uma nova renovação em 2006.

Em 1990, Joaquim Pleno abandonou a regência por motivos de idade. A direção artística passou a ser da responsabilidade do seu filho, Manuel Lindo Pleno. No ano seguinte, por ocasião do 71.º aniversário da FP foi prestada a justa homenagem ao Maestro Joaquim Pleno, quando lhe foi concedida a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Mealhada.

A 12 de Janeiro de 1996 a FP filiou-se, com o n.º 1552, na Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto (nome oficial desde 2004), tendo sido declarada como Coletividade de Utilidade Pública em 1998. Integra também a Federação das Associações Musicais do Distrito de Aveiro (FAMDA), renascida da Associação de Bandas de Música Civis do Distrito de Aveiro, à qual a FP estava associada desde 1993.

A Associação conta neste momento com cerca de 600 sócios e a banda é constituída por meia centena de elementos, oriundos na sua maioria da freguesia da Pampilhosa, mas também das freguesias de Vacariça, Botão, Luso e Murtede. A Banda tem sido solicitada para diversos pontos do país, incluindo Cortegaça, Guarda, Arganil, Braga, Grândola e Galveias. Em 2002 deslocou-se a Angra do Heroísmo (Ilha Terceira – Açores), para participação nas Sanjoaninas, importante manifestação cultural do arquipélago.

A sua internacionalização aconteceu em 2003, com a deslocação a Courcoury, França, vila com a qual a Pampilhosa está geminada. Em 2005 efetuou uma viagem à Bélgica, para participação no 222.º aniversário da Koninklijke Harmonie (Real Filarmónica) “Concordia et Docilitas”, de Herdersem (Aalst), recebendo-a na Pampilhosa no ano seguinte. Em 2006 a FP subiu ao palco do Cine-Teatro Messias (Mealhada), juntamente com a Orquestra Clássica do Centro (Coimbra), apresentando, em concerto de Ano Novo, a “Suite Portuguesa n.º1” de Ruy Coelho, dirigida pelo Maestro Virgílio Caseiro. A direção do último andamento coube ao Maestro Manuel Pleno. Por esta altura, surge um novo projeto no âmbito da música jazz: a OLPA big band (Orquestra Ligeira Pampilhosense).

A OLPA é constituída quase na totalidade por elementos da Banda. A 22 de Agosto do mesmo ano, a Associação viveu uns dos dias mais negros da sua história, aquando da morte, por doença prolongada, do seu diretor artístico e um dos filhos da terra, o Maestro Manuel Lindo Pleno. Homenageado pela Instituição a 29 de Setembro, num concerto-homenagem dirigido pelo seu filho, Paulo Pleno, recebeu, a título póstumo, a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Mealhada no dia 23 de dezembro, no decorrer de um concerto conjunto no Cine-Teatro Messias, com a FP e o Grupo Coral Magister (Mealhada), dirigido por Daniel Vieira.

Filarmónica Pampilhosense, Mealhada

Filarmónica Pampilhosense, Mealhada

Daniel Vieira nasceu em 1976 na Pampilhosa. Estudou com os maestros Joaquim e Manuel Pleno, e entrou na Filarmónica em 1990. É licenciado em Ensino da Música. Em 2006, substituiu Manuel Pleno na regência, lugar que acumula com a presidência da direção desde 2015.

Da autoria de Daniel Vieira, foi publicado em 2012 o livro Filarmónica Pampilhosense – da génese ao infinito. Daniel Vieira. Ed. FP 2012, com prefácio de Vitor Matos, ao tempo o presidente da Junta de Pampilhosa (concelho de Mealhada): O homem sonha e a obra nasce… Histórias, episódios da vida real, registos diversos, documentos e fotografias de todas as épocas e, sobretudo, muita pesquisa e consulta, foram fontes importantes para o suporte e sucesso deste trabalho, onde a evolução das várias fases da sua Sede e o património adquirido, como o instrumentário, também não foram esquecidos.

Daniel Vieira aborda, de uma maneira geral, as grandes temáticas respeitantes à Associação e vai inspirar-se na imensa riqueza histórica da freguesia, desde a sua origem e evolução até aos nossos dias, realçando o grande impulsionador do nosso progresso e desenvolvimento – o Caminho de Ferro – e, consequentemente, o aparecimento das várias indústrias e a explosão demográfica da terra, que fizeram surgir várias associações e coletividades de caráter social, cultural, desportivo e recreativo.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/mealhada-associacao-filarmonica-lira-barcoucence-10-de-agosto.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-07-17 18:22:112021-12-04 10:19:31Mealhada e as suas filarmónicas
Sociedade Filarmónica Lira Madalense
Músicas no Concelho

Madalena do Pico e as suas filarmónicas

Filarmónicas da Madalena do Pico

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

De acordo com a Secretaria Regional da Educação e Assuntos Culturais, existem 101 filarmónicas nos Açores: uma em Santa Maria, 35 em São Miguel, 24 na Terceira, 14 em São Jorge, quatro na Graciosa, 13 no Pico, oito no Faial, uma nas Flores e outra no Corvo. (Lusa, 02 de setembro de 2022)

  • Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense
  • Sociedade Filarmónica Lira Madalense
Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense

Fundada em 1917, na Vila da Madalena, a Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense tem desenvolvido ao longo dos anos uma atividade musical que tem prestigiado o concelho da Madalena, a Ilha do Pico e a Região Autónoma dos Açores.

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense

As inúmeras deslocações efetuadas pelas Ilhas da Região, em Portugal Continental, Estados Unidos da América, Canadá e Brasil, levando bem longe o retrato dos nossos usos e costumes e bem assim a divulgação do nosso Concelho e Região, constituem um marco importante na história desta Sociedade Filarmónica.

Ao longo dos anos tem sido desenvolvido um trabalho junto dos jovens que são a maioria dos cerca de sessenta músicos, não só pelo ensinamento da música, através da escola, mas também no bom espírito de convivência e respeito pelas diversas idades que compõe esta Sociedade.

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense

Imbuídos neste espírito, os Órgãos Sociais da Sociedade Filarmónica, continuam a trabalhar para o progresso e aperfeiçoamento da Instituição nas diversas áreas de intervenção: formação de jovens, (garantindo a continuidade do projeto dos nossos avós e honrando a memória dos fundadores); na inovação e reconversão do instrumental e na modernização do seu reportório.

A sua sede social adaptou-se aos novos tempos, proporcionando cada vez melhores espaços para organização de eventos culturais, reuniões, convívio e divertimento para todos, garantindo através de uma boa conservação do edifício as melhores condições.

Contactos:
Morada: Rua Visconde Leite Perry, 13
9950-341 Madalena

Sociedade Filarmónica Lira Madalense

1897 é referido como o ano da sua fundação, pois é nesta data que nasce a ideia da sua formação e se iniciam campanhas de angariação de fundos. Em 1899, deu-se o seu aparecimento público, no lugar das Sete Cidades, no arraial do Império de São João. Em 1933, com a publicação dos seus primeiros Estatutos, a Sociedade adquire personalidade jurídica.

Sociedade Filarmónica Lira Madalense

Sociedade Filarmónica Lira Madalense

Ao longo destes anos tem esta Filarmónica aperfeiçoado cada vez mais o seu nível artístico, facto que a fez merecer lugar de destaque nas principais festas do Pico e Faial. Da sua vastíssima atividade, alguns factos são merecidos de destaque:

  • Visita a todas as Ilhas dos Açores, a algumas delas várias vezes, com atuação nas suas principais festas;
  • Gravação de vários programas de Rádio;
  • Gravação de vários discos, cassetes e um CD;
  • Participação nos programas da RTP1 e RTP – Açores “Coreto”, “O Povo e a Música” e “Atlântida”.

O ano de 1983, ano em que esta Sociedade comemorou o cinquentenário da publicação dos seus primeiros Estatutos, constituiu um marco na sua história, com acontecimentos de grande relevância:

  • Em 1 de Janeiro, entraram em vigor novos Estatutos, como forma de revitalização e modernização na sociedade;
  • Em 8 de maio, no Teatro da Trindade em Lisboa, a “Lira Madalense”, numa atuação vivamente aplaudida por todos os presentes, inaugurou os concertos dominicais de bandas civis, sob égide do INATEL;
  • Em 11 de junho, recebe esta sociedade, do Secretário Regional da Educação e Cultura, um novo instrumental.
Sociedade Filarmónica Lira Madalense

Sociedade Filarmónica Lira Madalense

No ano de 1988, volta a “Lira Madalense” a deslocar-se ao Continente Português para participar no I Encontro Nacional de Filarmónicas, iniciativa do INATEL que se realizou em Coimbra a 9 de Julho.

Em Maio de 1989, a “Lira Madalense” participou na Festa do Açoriano, na Costa da Caparica – Lisboa e num patrocínio da Casa dos Açores. Em Julho do mesmo ano e numa visita de Saudade, a Filarmónica esteve presente na Comunidade Açoriana de Oakville-Canadá onde atuou diversas vezes em festividades religiosas e de carácter profano.

Em 1990, a Filarmónica assegurou a componente prática do II Curso de Regentes de Bandas Amadoras, organizado pela Direção Regional dos Assuntos Culturais e INATEL, tendo atuado no concerto de Encerramento dirigido pelos onze alunos do referido Curso.

Em Setembro de 1995 deslocou-se a Setúbal com atuações diversas e Encerramento da Festa das Vindimas em Palmela.

De 1 de janeiro de 1997 a 21 de outubro de 1999 comemorou o seu 1º Centenário, que se iniciou com o lançamento do 1º CD, deslocações a Ilhas dos Açores, participação na Festa do Açoriano no Algarve, nomeadamente em Tavira, e encerramento com a publicação do livro “A Música das Sete Cidades” da autoria de um filho desta Terra, Dr. Manuel Tomás Gaspar da Costa.

Em 2000 participou nas festas do Concelho da Moita e em Outubro voltou a assegurar a componente prática de um novo Curso de Regentes de Bandas Amadoras, organizado pela Direção Regional da Cultura e INATEL.

Participou em 2002 na Animação Cultural da Baixa de Lisboa no Largo de Camões.

Em 2003 participa nas festas da Praça em honra do Divino Espírito Santo em Santa Cruz das Flores e em 2004 participou nas Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra em Fall River, Estados Unidos da América. Em 2006 deslocou-se a S. Miguel para participar nas festas de Nossa Senhora das Vitórias na Ribeira Grande em Intercâmbio com a Banda local.

Em 2009 deslocou-se a Montemor-o-Novo em Intercâmbio com a Banda Filarmónica Simão da Veiga da Casa do Povo de Lavre. Em 2011 participou no concurso Filarmonia (obtendo o 2º lugar na 1ª categoria), organizado pela RTP Açores e realizado na sede da Lira Madalense.

A Sociedade Filarmónica “Lira Madalense” mantém uma escola de música aberta a toda a população da Vila da Madalena e em especial à sua juventude. As suas instalações são utilizadas para vários eventos nomeadamente as tradicionais Festas do Espírito Santo.

A Banda é composta atualmente por 50 elementos dos 10 aos 77 anos e é dirigida pelo maestro Reginaldo Serpa das Neves.

Contactos:
Morada: Rua Conselheiro Avelar, 72
9950 – 362 Madalena

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/madalena-do-pico-sflm-2018.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-07-17 18:21:422024-12-14 19:44:50Madalena do Pico e as suas filarmónicas
Sociedade Filarmónica Goleganense 1º Janeiro
Músicas no Concelho

Golegã e as suas filarmónicas

Filarmónicas da Golegã

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Sociedade Filarmónica Goleganense 1º de Janeiro

Sediada no Largo D. Manuel I, freguesia e no concelho de Golegã, até 2007 sediada na Rua Agostinho Macedo, freguesia e no concelho de Golegã, a Sociedade Filarmónica Goleganense 1º Janeiro é uma associação de natureza cultural e filarmónica constituída a 13 de setembro de 1996.

A SFG1J teve origem na extinta Sociedade Filarmónica União e Recreio que apenas existiu durante alguns meses. No dia 8 de outubro de 1932, foram aprovados os estatutos da Sociedade Filarmónica 1º de Janeiro, cuja banda percorreu pela primeira vez as ruas da Golegã no dia 1 de janeiro de 1933. Em 1993, a sociedade atravessou uma grande crise, tendo ficado inativa e chegando quase à sua dissolução. Em 1995, um grupo de sócios e amantes da filarmónica fê-la ressurgir. Atualmente a sociedade atravessa ainda grandes dificuldades, mostrando no entanto pequenas melhorias, graças aos esforços de uma direção que se recusa a desistir e ao maestro Filipe Pinheiro, que tem vindo, com esforço, a tentar revitalizar a Escola de Música.

SFG1M

Sociedade Filarmónica Goleganense 1º Janeiro

Sociedade Filarmónica Goleganense 1º Janeiro

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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António José Ferreira:
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/golega-sfg.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-07-17 18:20:512024-12-19 20:20:08Golegã e as suas filarmónicas
Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense
Músicas no Concelho

Ferreira do Zêzere e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Ferreira do Zêzere

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense

O Médio Tejo noticiou a 25 de maio de 2019 que o Presidente da República conviveu com a Filarmónica Frazoeirense, que tocou o Hino Nacional no Palácio de Belém  A Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense, de Ferreira do Zêzere, tocou na sexta-feira, 24 de maio, o Hino Nacional no Palácio de Belém, recordando assim ter sido esta a primeira Banda Filarmónica a interpretar “A Portuguesa” junto de Alfredo Keil, compositor da música. Foi doada ao Museu da Presidência da República a partitura original do Hino Nacional, pelo arquiteto Francisco Keil do Amaral, bisneto do autor da música e proprietário do documento.

Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense

Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense

O convite chegou pelo reconhecimento de ter sido esta a primeira Banda Filarmónica a interpretar A Portuguesa junto de Alfredo Keil, que passava férias no concelho de Ferreira do Zêzere. Já em 2001 a Filarmónica interpretou o Hino Nacional no Salão Nobre da Assembleia da Republica, aquando das comemorações dos 90 anos do Hino Nacional, sendo a primeira banda civil a tocar na Assembleia da República.

Sociedade Filarmónica Ferreirense

Diz a tradição desta vila que a sua Música Popular teria aparecido um ano depois, pouco mais ou menos, da filarmónica Carrilense. Não era de aceitar de bom grado que na pequena freguesia do concelho já existisse uma Sociedade Filarmónica, e na própria sede, a novidade da época – a música popular – não existisse.

A Arte dos Sons era bem o ponto de partida dos interesses espirituais ou políticos de cada agremiação e de cada terra; por isso a muito mais laboriosa população da vila sentia-se estimulada a imitar a Banda da sua súbdita carrilense. O Pároco Januário Mendes Ferreira, António Mota Cardoso e Filipe Godinho – proprietários do lugar da Cerejeira deram vida a uma corporação musical denominada Sociedade Filarmónica Ferreirense. E em 1842 foi a fundação desta Banda Ferreirense.

A 8 de Julho de 1871 foi tornada oficial a sua existência com escritura pública e estatutos da Sociedade. Os catorze outorgantes, os que aprovaram a letra dos estatutos da Sociedade, foram, decerto, os executantes que ao tempo a Banda teria no seu efetivo. A Sociedade Filarmónica Ferreirense é conhecida em todos os concelhos mais próximos (Tomar, Alvaiázere, seta, Vila de Rei, Abrantes), pelas inúmeras festas, quer civis quer religiosas em que se tem apresentado.

Em 1937 possuía a Banda 25 executantes e era seu regente António Lourenço. Ao longo da sua existência tem tido vida bastante irregular, atravessando crises, mas tendo-se mantido principalmente pelo auxílio de algumas dedicações, de entre as quais é dever salientar a do falecido proprietário da Quinta do Pinheiro, Adelino Henriques de Melo.

Sociedade Filarmónica Ferreirense

Sociedade Filarmónica Ferreirense

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/ferreira-do-zezere-arff.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-07-17 18:20:132021-07-25 11:48:49Ferreira do Zêzere e as suas filarmónicas
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